Categoria: Roadie News

  • Qobuz: uma nova experiência no streaming de música

    Qobuz: uma nova experiência no streaming de música

    A maneira de consumir música vem mudando de tal maneira que a experiência é abraçada por diferentes gerações. No meu caso – e este texto de abertura precisa ser em primeira pessoa –, o K7 e o vinil conviveram muito bem durante bastante tempo, afinal, a fitinha era necessária para fazer o que hoje chamamos de “playlist”, só que com gravações extraídas de programas de rádio ou compilações de faixas de vários LPs. Aí veio o CD…

    A mídia digital trouxe uma melhor qualidade de áudio – para alguns, teoricamente – e, também, a praticidade de precisar de menos espaço para armazenar a coleção – em termos de mobilidade, nem tanto, uma vez que o “walkman” já dava conta do recado. Aí veio o MP3…

    Os arquivos digitais bagunçaram o mercado musical por causa dos downloads ilegais – o que não vem tanto ao caso aqui, mas procure ler “Como a música ficou grátis” (2015), de Stephen Witt, e “Appetite for Self-Destruction: The Spectacular Crash of the Recording Industry in the Digital Age” (2009), de Steve Knopper. Aí vieram as plataformas de streaming…

    Os aplicativos de música tornaram obsoleto o download de MP3, mesmo de forma legal, uma vez que você tem as maiores lojas de música na palma da mão, sempre atualizadas com os lançamentos. Literalmente, porque os apps estão presentes nos smartphones, o que decretou o fim dos tocadores de MP3 (quem aí ainda tem um iPod Classic funcionando?).

    Qobuz
    Foto: Divulgação

    Enfim, entre as opções para ouvir música onde quiser e na hora que der vontade, uma plataforma criada na França, em 2007, chegou ao mercado brasileiro com uma proposta para atrair o ouvinte que preza pela qualidade sonora, principalmente. O Qobuz (disponível tanto para iOS quanto para Android) entrega, entre outras peculiaridades, músicas em Audio Hi-Res, e isso faz diferença.

    Pude testar o aplicativo durante três meses, e a promessa é cumprida. A diferença já é notável ouvindo diretamente no celular ou mesmo jogando no som do carro via Bluetooth; e se você espelhar na TV via Chromecast, mas com a possibilidade de ouvir no home theater ligado a uma linha auxiliar, vai ter a sensação de estar ouvindo um CD.

    A biblioteca musical? Eu apostaria que não deixa a dever à da sua plataforma favorita, e falo isso como um usuário que, apesar de nunca ter abandonado o produto físico, usa o streaming com frequência. Entre outras peculiaridades do Qobuz, é bem atrativa a possibilidade de ouvir música enquanto lê reportagens no mesmo ambiente do aplicativo. E é algo a ser constantemente aprimorado, visando a um maior volume de artigos (e com temas mais abrangentes, claro).

    Qobuz
    Diferencial: o Qobuz permite ao usuário, no mesmo ambiente, ouvir música e ler matérias exclusivas (Foto: Divulgação)

    E manter a foto do artista atualizada é um ponto de atenção. Nem todo usuário vai ligar para isso, mas os “chatos”, como eu, podem ver isso como descaso – além de que bandas como o Queensrÿche, por exemplo, certamente não querem que a sua imagem ainda esteja atrelada ao ex-vocalista, Geoff Tate, até porque Todd La Torre está no posto há dez anos. Além disso, convenhamos, fotos de divulgação são de divulgação, ou seja, não custam nada e são de fácil acesso.

    E para completar essa análise, mandamos algumas perguntas ao diretor-geral do Qobuz para América Latina e sul da Europa, Pierre Largeas, que respondeu a uma pauta jornalística baseada não somente no teste de consumidor que foi realizado, mas também em fatos e curiosidades de mercado. Confira, teste o app e tire suas conclusões. A boa música e a música boa agradecem.

    As plataformas de streaming foram basicamente a pá de cal no download ilegal, deixando à disposição do usuário a maior loja de discos do mundo, mesmo que virtual. Qual o papel do Qobuz nessa transformação?
    Pierre Largeas: O uso do formato MP3 foi adotado para streaming, embora arquivos mal compactados proporcionem uma experiência de som alterada, na qual a qualidade do áudio é sacrificada em favor da redução do tamanho do arquivo. O Qobuz foi criado durante esse período com uma forte vontade de oferecer aos amantes da música uma experiência musical de alta qualidade. Nossa visão de streaming já estava à frente de seu tempo: o streaming de música deveria ser um serviço pago, as recomendações de especialistas deveriam ser incluídas, e novas perspectivas para a qualidade do som deveriam ser desenvolvidas. O Qobuz desenvolveu uma abordagem fundamentalmente diferente da indústria. Em 2008, fomos a primeira plataforma a oferecer downloads com qualidade de CD, integrando depois em nosso catálogo os dez primeiros álbuns em alta resolução. Desde então, continuamos trabalhando para oferecer música com a melhor qualidade de áudio disponível para os nossos clientes.

    E o Qobuz está chegando ao mercado brasileiro, onde outros apps já estão com os pés bem fincados. Como se destacar nesse cenário local? O que o Qobuz apresenta de diferencial para o usuário? Qual a experiência que ele terá aqui e que não terá em outros?
    Pierre: O Qobuz se destaca por três pontos principais. O primeiro é a qualidade de som, porque todas as nossas ofertas são em alta resolução, o áudio Hi-Res, e qualidade sem perdas, que é a qualidade de CD. Atualmente, oferecemos 90 milhões de faixas em alta resolução e qualidade sem perdas, a mais ampla escolha de referências de alta resolução. O segundo ponto tem oferta editorial e curadoria humana, pois o Qobuz é uma “mídia”. Nossa equipe de especialistas é formada por pessoas com conhecimento e cultura musical incomparáveis. Eles trabalham duro para oferecer uma gama excepcional de conteúdo editorial exclusivo e listas de reprodução artesanais. Além de alguns recursos específicos, nosso aplicativo usa alguns algoritmos para criar suas milhares de listas de reprodução. Essa abordagem humana é única na indústria. Por último, temos streaming e downloads. Somos uma das únicas plataformas a oferecer streaming e download em qualidade de alta resolução. Assim como o vinil, adquirir sua música favorita significa que você paga apenas uma vez e pode aproveitá-la para sempre, o que é muito importante para muitos de nossos clientes. Esses são diferenciais-chave que tornam o Qobuz uma plataforma única no mundo.

    Qobuz
    “Nossa ambição é nos tornarmos a mais autêntica e comprometida comunidade musical”, diz Pierre Largeas, diretor-geral do Qobuz para América Latina e sul da Europa (Foto: Divulgação)


    E ao navegar pelo aplicativo, duas coisas chamaram a minha atenção: a primeira são os discos, especialmente os lançamentos, mas também os álbuns mais clássicos, com áudio em alta resolução…
    Pierre: Para o Qobuz, a música é uma arte de 360°: tem passado, presente e futuro. É por isso que os gêneros de música clássica e jazz são nossos pontos-chave de diferenciação. Quando os álbuns são relançados em alta resolução, é importante engregar essas informações aos nossos assinantes. É também uma oportunidade de destacar nosso conteúdo editorial por meio de artigos ou panoramas vinculados a esses lançamentos.

    E o outro ponto são as matérias na seção “Panoramas”, meesmo. Para mim, o mais interessante, porque torna a experiência de ouvir música mais interativa, no mínimo, e permite que o usuário não saia do aplicativo enquanto ouve música. Qual o retorno que vocês têm recebido?
    Pierre: “Panoramas” são conteúdos que você não encontrará em outra plataforma por demanda. O Qobuz se apresenta como uma loja de discos, e nossos panoramas são conteúdo editorial cinco estrelas, uma forma mais interativa de ouvir música, de se aprofundar na história da música e em todos os gêneros musicais!

    Ainda sobre “Panoramas”, quais os pontos de aprimoramento em que estão trabalhando? Isso porque o volume ainda não é significativo, naturalmente, mas especialmente porque, por exemplo, não há conteúdo voltado ao público de heavy metal.
    Pierre: Destacamos todos os gêneros musicais no Qobuz, com mais de 300 panoramas. Nossos ouvintes de metal também já podem ler conteúdo sobre Alice Cooper, Metallica, o “Back in Black”, do AC/DC, Black Sabbath, Lemmy, a origem do death metal sueco, a era de ouro do death metal americano, Guns N’Roses et cetera.

    Sobre a constante atualização de informações que qualquer app deve fazer, como é o trabalho no Qobuz? Por exemplo, eu obviamente fui atrás das minhas bandas favoritas para testar o serviço, e uma delas, o Queensrÿche, está com a foto da banda em sua formação de 2008…
    Pierre: Essa parte, de fotos das bandas, não é tão simples. Especialmente quando o artista em questão tem uma carreira muito, muito longa. Você quer uma foto deles do começo de carreira, do meio ou de agora? Para algumas bandas, às vezes é melhor usar uma foto antiga, às vezes não…

    Um ponto delicado é a relação das plataformas de streaming com os artistas em relação à remuneração, ou seja, direitos autorais, de reprodução et cetera. Qual seria o diferencial do Qobuz nesse sentido? Qual é o acordo com os músicos?
    Pierre: Desde a sua criação, em 2007, a Qobuz defende a música de qualidade que aumenta o valor e a riqueza da própria música e, também, ajuda a desenvolver um modelo sustentável para artistas e detentores de direitos. Fazemos isso por três razões: incentivar a assinatura de streaming e a compra, duas modalidades complementares de consumo que garantem uma remuneração mais justa para artistas e detentores de direitos; promover o modelo pago, o modelo mais remunerador e solidário para todos os acionistas da indústria musical. Nossa plataforma não propõe ofertas gratuitas e não impõe publicidade, e dá preferência por assinaturas de streaming de alta resolução; e promover artistas menos ouvidos. O modelo de pagamento mais utilizado funciona através do pagamento aos detentores de direitos, que, por sua vez, pagam aos artistas, de acordo com a sua quota de audição. Ao destacar mais artistas e não superestrelas, contribuímos para garantir que eles recebam, por meio de seus detentores de direitos, uma melhor remuneração.

    Qobuz
    Foto: Divulgação


    Enquanto muitos artistas entendem o streaming como um caminho sem volta, mesmo com um aumento nas vendas de CDs depois de 17 anos, outros boicotam e criam seus próprios serviços – Neil Young, inclusive, comprou briga com uma concorrente por causa da disseminação de fake news em podcasts. Qual a posição do Qobuz em relação a isso?
    Pierre: Não comentaremos nenhuma questão relacioada ao Neil Young, que sempre foi um artista icônico no Qobuz. Como um reprodutor 100% puro de música, estamos entusiasmados em oferecer toda a sua discografia em streaming de alta resolução em todos os nossos aplicativos.

    No geral, os artistas defendem que o governo legisle para que eles artistas tenham direito a um retorno financeiro justo, equiparado ao das empresas, em relação à receita gerada pelo streaming de suas obras. E foi a França, país de origem do Qobuz, que adotou direitos conexos no streaming depois de um acordo entre sindicatos e representantes de artistas e produtores. É algo local, nacional, mas que pode ser modelo para o resto do mundo. Como isso afetou o Qobuz na França e, claro, como a empresa pode levar isso para os outros mercados em que está presente?
    Pierre: O Qobuz fundou e desenvolveu seu modelo para apoiar a qualidade e a criação artística e, também, oferecer um modelo que cria valor para os artistas e toda a indústria musical. Este é o mesmo modelo que oferecemos em todos os países onde operamos.

    O Qobuz ainda é novidade para um sem-número de usuários de streaming, mas já está no mercado desde 2007. Quais foram os principais desafios nos últimos 15? E os desafios num mercado de streaming cada vez mais competitivo?
    Pierre: O Qobuz apostou na criação de uma oferta de nicho, para amantes de música e audiófilos. A nossa chegada a novos mercados, como a América Latina, vai nos permitir ter mais visibilidade e propor a nossa oferta a mercados onde as expectativas para ter um serviço de música do mais alto nível são cada vez maiores. Nossa ambição é dar acesso a um público mais amplo de música de alta qualidade. Continuamos aumentando nosso número de faixas e listas de reprodução em alta resolução, e enriquecendo nosso conteúdo para dar às pessoas acesso a mais informações e notícias sobre seus artistas e álbuns favoritos. Trabalhamos continuamente para criar um ambiente de primeira classe, onde os amantes da música possam descobrir, experimentar, aprender, coletar e compartilhar música deliberadamente. Nossa ambição é nos tornarmos a mais autêntica e comprometida comunidade musical.

    Por último, como você analisa o futuro mercado da música, tanto físico quanto digital, nesta década que mal começou? Globalmente falando.
    Pierre: Acreditamos que ainda há muitas oportunidades na indústria da música. Em 2021, o setor de música movimentou US$ 25,9 bilhões, um aumento acentuado em relação à taxa de crescimento do ano anterior, que foi de +7,2%. No mesmo ano, as receitas de streaming aumentaram 24,3%. O crescimento foi impulsionado pelo streaming, especialmente pelas receitas de streaming de assinatura paga, que aumentaram 21,9%. Havia 523 milhões de usuários de contas de assinatura paga no fim de 2021. O crescimento nas receitas de streaming mais do que compensou a queda nas receitas de outros formatos, incluindo as receitas físicas, que caíram 10,7%. Esses números foram divulgados pela IFPI em seu Global Music Report 2022 (N.R.: o balanço anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica).

  • THE LUCID, banda de DAVID ELLEFSON, se junta a VIOLENT J., do INSANE CLOWN POSSE, em novo single

    THE LUCID, banda de DAVID ELLEFSON, se junta a VIOLENT J., do INSANE CLOWN POSSE, em novo single

    The Lucid, banda que o baixista David Ellefson montou tão logo foi dispensado do Megadeth, acaba de lançar um novo single. Intitulada Saddle Up and Ride, a música conta com a participação especial de Violent J., vocalista do Insane Clown Posse.

    Saddle Up and Ride fará parte do homônimo EP que a banda está preparando para ser lançado digitalmente no próximo dia 27 de janeiro, via SpoilerHead Records Violent J. também foi incluído como convidado na faixa Sweet Toof, que integrará o EP. Saddle Up and Ride, o EP, foi produzido por Mike Heller, mixado e masterizado por Lasse Lammert e teve arte de capa feita por Alex Sarabia.

    O material também estará disponível fisicamente, nos formatos CD e vinil. Posteriormente ao lançamento digital, a banda divulgará o link para pré-encomenda do EP físico. 

    Violent J, vocalista do duo hip hop Insane Clown Posse, participa do novo EP do The Lucid

    O guitarrista do The LucidDrew Fortier (Bang Tango), que se recuperou recentemente de um câncer, comentou: “Estamos entusiasmados por unir forças com um artista icônico como Violent J.. Ele adicionou um elemento muito poderoso e perigoso a Saddle Up and RideSweet ToofJ. sem dúvida levou o The Lucid para outro nível”, elogiou.

    “No que diz respeito aos shows ao vivo, tivemos que cancelá-los em maio de 2021 devido à minha situação de câncer, resultando em uma cirurgia da qual me recuperei totalmente, mas com David (Ellefson) e Mike (Heller, baterista) procurando ter um 2023 agitado com (suas outras bandas) Kings of Thrash DiethRaven / Fear Factory, respectivamente, parece que a rota mais pragmática seria se Vin (Vinnie Dombroski, vocalista) e eu nos uníssemos para alguns shows acústicos para promover o The Lucid, então fique atendo a isso”. 

    Confira o single Saddle Up and Ride

    Ouça o single Saddle Up and Ride com Violent J também em https://bit.ly/SaddleUpandRide
    Pré-encomende o EP Saddle Up and Ride em http://lucidofficial.com/
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  • L.A. PROJECT, com membros do ANNIHILATOR, BONFIRE e do grupo chileno EXXOCET, lança single “Carry On”

    L.A. PROJECT, com membros do ANNIHILATOR, BONFIRE e do grupo chileno EXXOCET, lança single “Carry On”

    L.A. Project é um trabalho internacional de metal/rock melódico que foi iniciado por Luis Amaro durante a pandemia. Para dar vida às suas ideias musicas, Amaro recrutou o baterista Fábio Alessandrini  (AnnihilitorBonfire), o baixista Rich Gray (AnnihilatorAeon Zen) e o vocalista Lukky Sparxx (Exxocet). Em abril deste ano, Amaro lançou o EP de estreia do L.A. Project5 Dimensions, e agora retorna com um novo single, Carry On

    Quando perguntado sobre a faixa e a experiência de audição que eles estão tentando entregar, Amaro respondeu: “Achamos que os fãs vão abordá-lo com muita curiosidade sobre a nova banda e som. Porque o primeiro foi (trabalho) foi um pouco de experimentação em diferentes humores. E agora tentamos ter um estilo de música sólido e consistente. Todas as músicas têm guitarra trituradora e são muito bem tocadas. Há algumas coisas técnicas, mas ao mesmo tempo é muito descontraído”.

    Carry On é sobre as escolhas que às vezes você precisa fazer e encontrar a inspiração tão necessária em sua vida. As letras são fácies de identificar e são relevantes para muitas situações na vida, enquanto a música aparece com muita melodia e uma vantagem suficiente para apaziguar uma variedade de públicos de metal.  

    O single foi produzido e masterizado por Ricardo Fernandes, que fez a mixagem junto com Rich Gray. A capa do álbum foi feita por Nicolas OliverosCarry On é altamente recomendada para fãs de DokkenMr. Big Steelheart.

    Ouça Carry On nos seguintes links:  Bandcamp – https://laproject1.bandcamp.com/track/carry-on
    Todas as outras plataformas digitais (Spotify, Apple Music) – https://ditto.fm/carry-on-l-a-project
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  • TRIBAL SCREAM lança clipe da música “Towers on Fire”, do álbum “Pandemonium”

    TRIBAL SCREAM lança clipe da música “Towers on Fire”, do álbum “Pandemonium”

    A banda paulista de thrash/death metal Tribal Scream, composta por dois ex-membros do Torture Squad, o vocalista Vitor Rodrigues e o guitarrista Mauricio Nogueira, está lançando o clipe da ‘Towers on Fire’, do icônico álbum Pandemonium.

    O clipe faz parte do Gruesome Bootleg Show, com imagens gravadas em São Paulo pela Starship Videos, e áudio captado em Maringá. Os shows são da primeira parte da turnê do Tribal Scream, que inclui músicas do Sacred Legacy, primeiro álbum da banda, e o Pandemonium na íntegra.

    Além de Vitor Rodrigues e Mauricio Nogueira, Vinnie Savastanno (baixo) e Otas Ranthum (bateria) completam o time afiado que continuará em 2023 levando o show avassalador do Tribal Scream para todo o Brasil e América do Sul.

    Assista o clipe em: https://youtube.com/@TribalScream

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  • RANKING CREW: edição #9 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    RANKING CREW: edição #9 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, mais um episódio do programa “Ranking Crew”. Neste 9° episódio, os apresentadores Luiz TosiDaniel Dutra e Claudio Vicentin listam seus álbuns favoritos e comentam a discografia do amado e ao mesmo tempo odiado Dream Theater, um dos, senão maior nome do prog metal.

    Assista, comente, concorde ou discorde e escreva o seu ranking pessoal do Dream Theater nos comentários do vídeo abaixo! Estamos aqui para nos divertir e reviver grandes álbuns da nossa cena.

    *E não se esqueça de se inscrever em nosso canal, deixar seu like e clicar no Hells Bells (?) para receber todas as notificações dos próximos vídeos: https://www.youtube.com/roadiecrewmagtv 

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  • MARABÔ: nova força do Metal nacional lança lyric vídeo de “Estacas”

    MARABÔ: nova força do Metal nacional lança lyric vídeo de “Estacas”

    Por assessoria 

    Um encontro bastante inspirado entre nomes conhecidos do underground nacional deu origem ao mais novo supergrupo: Marabô. O poderoso Exu foi homenageado com seu nome, que sintetiza o pesado som criado pelo quarteto ‘interestadual’ que conta com Felipe Chehuan (vocal), Davi Baeta (guitarra), Paulinho Coruja (baixo) e Henrique Pucci (bateria).

    Felipe Chehuan, atua na banda Norte Cartel, e já teve seu nome em destaque com a extinta banda Confronto, que fez bastante barulho há uns anos. Chehuan é proprietário do Gato Negro Pub, um espaço cultural voltado para a promoção da cultura do RJ, que é considerado pela mídia especializada como um dos dez melhores espaços de Rock/música e gastronomia daquela região. Bastante ativo em discussões acerca da cultura na Baixada Fluminense, gestão, empreendedorismo cultural e economia criativa, ele também tem atuado como produtor cultural, sendo o idealizador do cineclube Cine Gato.

    Nome conhecido por trás de inúmeras gravações de respeito, desde o início dos anos 2000, Davi Baeta é um ‘estudioso do som’, sempre em busca do melhor resultado. Compositor de riffs pesados, com ritmo preciso, além de letrista afiado, ele está sempre envolvido em diversos projetos e funções, atualmente sendo baterista da Metafísica da Carne, baixista do Fataar, guitarrista do Solstício, agora ele assume as guitarras do Marabô. Mineiro, radicado em Cabo Frio/RJ, Davi começou aos 16 anos agitando o cenário local. Foi membro fundador do Solstício, banda de hardcore que marcou presença desde os 2000`s. Nessa época, Davi, junto com seus companheiros, transformaram a cidade praiana em uma capital do rock, que recebe atrações de todo o país e do mundo, até os dias de hoje. Suas produções costumam ter sua ‘marca registrada impressa no som’.

    Paulinho Coruja é músico desde os 16 anos de idade. Ele iniciou sua carreira na banda de hardcore Carandiru, depois seguiu para o metal na Slow Death – que teve seu único disco produzido por Carlos Lopes (Dorsal Atlântica) – e na sequência passou por bandas como MC’S HC e Rabugentos (que teve seu único disco produzido por Fernando Magalhães, guitarrista do Barão Vermelho). Em 2012 criou a banda de hardcore melódico Diabo Verde, onde é baixista e vocalista até hoje. Também é vocalista da Cabeçudos, banda de skate rock do Rio de Janeiro e que estourou no início dos anos 2000 com o mega hit “Cheretim”. Paralelo a isso é radialista e editor chefe do Portal ROCKline. Sem contar que sua entrada no Marabô é praticamente um milagre, já que ele contraiu o vírus do Covid-19, foi parar na UTI, intubado e reanimado por três vezes, chegando a usar um ECMO (pulmão artificial) nas três vezes.

    Graças ao seu dinamismo, técnica e evolução musical, Henrique Pucci atua em qualquer estilo, como por exemplo, no metal progressivo do Noturnall – sua banda atual – ou passando pelo hardcore do Paura, Clearview e Endrah, o experimentalismo eletro-orgânico de Diva Muffin e bandas de metal tradicionais como Pomparças (projeto paralelo de Marcello Pompeu do Korzus) e Fishook, até o Metalcore do Project 46, bandas as quais ele participou. Formado em áudio e ferramentas profissionais no IAV, Henrique produziu dezenas de álbuns de metal e hardcore em seu estúdio, que atualmente é usado exclusivamente para seus próprios projetos. Ele possui seu curso online, para bateristas que visam o metal e estilos outros estilos pesados. Ele tem em seu currículo uma turnê na Rússia ao lado do Disturbed, apresentação no Rock In Rio 2019, turnê brasileira com Mike Portnou, entre outros feitos. Não atoa ele é patrocinado por marcas como Tama, Paiste, Aquarian Drumheads, Ahead Drumsticks, Axis pedals, SK8 Cases, além de ser considerado um dos melhores bateristas brasileiros da atualidade.

    Assista o novíssimo “Estacas”:

    O single de “Estacas” foi gravado, mixado, masterizado e produzido por Davi Baeta e Henrique Pucci. O Lyric Vídeo foi produzido por Renan Rocha Ramos.

    Para mais informações, siga o Marabô em seus canais oficiais:

    Instagram.com/bandamarabo

    Twitter.com/bandamarabo

    Tiktok.com/bandamarabo

    Youtube.com/bandamarabo

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  • DEEP HATRED: assista vídeo da música “Poço dos Miseráveis”, do novo EP, “Virus Hominum”

    DEEP HATRED: assista vídeo da música “Poço dos Miseráveis”, do novo EP, “Virus Hominum”

    Por assessoria 

    Após uma bem sucedida reunião de bandas de São Luís/MA no “1º Encontro Metal São Luís”, onde participaram os conterrâneos do AçoiteAlchimistBrutalianKillerySerial KillerHacervoInsidious NatureTorturizer e Tanatron, o DEEP HATRED dá continuidade na promoção de seu novo EP, intitulado “Virus Hominum”. Com o elogiado vídeo clipe de “Minotauro” no ar, o grupo de Death Metal também divulga o vídeo da faixa “Poço dos Miseráveis”, gravado e produzido em conjunto com Ruan Cruz no KM4 Studio. Nesta faixa, Débora Selv Lopes (vocal), Alexandre Costa e Rogers Rocha (guitarras), William Vieira (baixo) e Lucas Mano (bateria) abordam o seguinte tema: “a música evoca verdadeiras imagens de horror, que são frutos da precariedade do sistema de saúde pública e a forma com que os pacientes são tratados. Descrevendo o descaso e desumanidade que são evidenciados pela banalização do sofrimento, associado a falta de investimento público. ‘Segure seus miolos pra não espatifar. Ictérico, acometido pela disenteria’, a letra surge de forma, grotesca e desesperadora, demonstrando assim ‘uma podridão sem fim’.”

    “Virus Hominum” foi produzido por Ruan Cruz em parceria com a banda, que realizou o trabalho de gravação, mixagem e masterização no KM4 Studio entre 2021 e 2022, sendo lançado no dia 11 de agosto de 2022 pela Anaites Records e Metal Island. Com arte da capa produzida por Lucas MalheirosEmerson Maia e Débora Selv Lopes, o grupo ainda contou com a colaboração de Nilberto Borges (Metal Island) e Hioderman Zartan (8Dim Artes & amp; Design/Anaites Records) no processo de confecção do encarte e arte final.

    Confira o tracklist:

    1. Sacerdote de Sodoma

    2. Mente Insana

    3. Frenesi

    4. Minotauro

    5. Poço dos Miseráveis

    6. De Cultu Mortuo

    Para o próximo ano a banda planeja a realização de diversos shows, dando seguimento na divulgação do EP e já trabalha com a possibilidade de lançar um novo single e outro vídeo clipe. Para contratar a banda para shows, basta entrar em contato através das redes sociais do grupo ou pelo e-mail [email protected].

    Assista ao vídeo de “Poço dos Miseráveis” no YouTube:

     

    Ouça o EP “Virus Hominum” no Spotify:

    https://open.spotify.com/album/5LgiJkBqnojPGkwmWxWsaX

    Contatos:

    Bandcamp: https://deephatred.bandcamp.com/releases

    Facebook: https://www.facebook.com/deephatredband

    Instagram: https://www.instagram.com/deephatredband

    YouTube: https://www.youtube.com/@deephatredband

    Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

    Foto: Daniel Souza

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  • MORTTICIA: versão física do EP “A Light in the Black” já disponível em CD e fita K7

    MORTTICIA: versão física do EP “A Light in the Black” já disponível em CD e fita K7

    Por assessoria

    A banda gaúcha MORTTICIA, de Porto Alegre, anuncia o lançamento de seu EP “A Light in the Black” em versão física, disponível em CD e fita K7. A versão em CD ficou a cargo do selo europeu Pest Records, da região da Transilvânia (Romênia), enquanto a fita K7 saiu pela Rocketz Records, do Brasil. A versão em K7 traz ainda um pôster, adesivos, photocard, patch e PIN. O EP foi lançado nas plataformas digitais no final de 2020, o que impossibilitou a banda de fazer shows para sua promoção, devido à pandemia. Entretanto, a partir de março de 2022 o grupo vem realizando diversos shows, dentre eles a abertura para o Angra em Porto Alegre, realizado no dia 25/06, no tradicional Bar Opinião. Recentemente o grupo também lançou um vídeo clipe para a faixa “Limiar”, produzido pela Proteus Filmes.

     

    Para adquirir tanto a versão em CD quanto a fita K7, basta acessar o seguinte link:

    https://shopee.com.br/shop/336255405.

    “A Light in the Black” coloca a banda entre os destaques da nova geração do Metal gaúcho, ao lado de nomes como Inner Caligula, Goaten, Vakan, Finita, Eternal Knight, Evil Cult, Mistreated e muitas outras, que integram a “Nova Onda do Metal Gaúcho”, que deverá ganhar uma coletânea virtual nas plataformas virtuais em breve. Agora com o material físico em mãos, a banda segue trabalhando na divulgação de “A Light in the Black” e também dá os primeiros passos em direção a um novo trabalho, com músicas já sendo compostas, mas ainda sem previsão de lançamento.

    Assista ao vídeo clipe de “Limiar”:

     

    Ouça o EP “A Light in the Black” no Spotify:

    Contatos:

    Linktree: https://linktr.ee/mortticia.metal

    Facebook: https://facebook.com/mortticia.official

    Instagram: https://www.instagram.com/mortticiametal

    Twitter: https://twitter.com/mortticiametal

    Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

    Foto: Juliano Melo

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  • DONA MAG encerra ano intenso com singles e shows cada vez maiores

    DONA MAG encerra ano intenso com singles e shows cada vez maiores

    Por assessoria

    A banda Dona Mag teve um dos anos mais impactantes dentro de suas duas décadas de carreira. Em 2022, lançaram singles importantes e com ótimo retorno de público e crítica. Também ampliaram sua base de fãs, explorando outros territórios e encontrando uma receptividade efusiva.

    O mais recente lançamento da Dona Mag é o “Perto de Você”, composição inédita que saiu em setembro. A música conta com participação enérgica da vocalista Aline Kavinski.

    Ouça o single “Perto de Você”:

    Meses antes, balançaram o cenário Rock and Roll com “Minha Sogra”, um som despojado e vigoroso, com todas as características musicais que vem construindo a identidade única do grupo.

    Oriunda de Curitiba, a Dona Mag realizou apresentações marcantes em Santa Catarina, incluindo eventos que contavam com grandes expoentes do rock nacional na programação. A banda foi formada em 2002, firmando um compromisso com o Rock and Roll.

    Contando com músicas de ritmo marcante e pesado, somados a letras que falam da vida, a Dona Mag aplica sua pegada única em suas composições, seguindo a trilha clássica do rock repleto de energia e personalidade. A banda está preparando outras novidades para o próximo ano. Acompanhe as redes sociais da banda para não perder as novidades: @ donamagrock.

    Entre os últimos lançamentos da Dona Mag estão – além de “Minha Sogra” e “Perto de Você” – o EP “Depois de Amanhã”; o single “Litro de Rum”, com a participação especial de Paulão, vocalista da lendária Velhas Virgens, parceria que ampliou a visibilidade da Dona Mag no cenário do Rock nacional; e o EP “Tomorrow”, todos com excelente retorno de público e crítica. São vinte anos de estrada, e como 2022 mostrou, ainda há muita lenha para queimar.

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  • KNOTFEST BRASIL – São Paulo (SP)

    KNOTFEST BRASIL – São Paulo (SP)

    Por Luiz Cesar Pimentel

    Fotos: Rafael Andrade e Camila Cara/Midiorama

    Colaborou: Pedro Alberto Viana 

    Dava até para cantar uma versão daquela música do Premê (“Era um domingão / Tinha muito sol / Meu avô na frente / Minha avó atrás / O meu pai guiava / Minha mãe falava / Minha irmã chorava”) no festival pesado (e sold out) que o Anhembi, em São Paulo, recebeu no dia 18 de dezembro, domingo de final de Copa do Mundo – o Knotfest Brasil. O evento é promovido pela banda Slipknot, que sendo tão pesada e assustadora, com nove integrantes com máscaras próprias para filmes de terror, agrada desde os fãs hardcore de som extremo até crianças. E foi reflexo disso que se viu (desculpe o trocadilho) desfilar pelo Sambódromo do Anhembi, já que em organização cronometradíssima as bandas se alternavam em dois palcos, um a cada extremo da passarela do samba. Três gerações se misturavam, por vezes no mesmo grupo familiar, e se diluíam no mar de camisas pretas presente ao Knotfest. Nos gostos estampados nos peitos, o pódio era formado em ordem por: Slipknot, Pantera e Judas Priest.

    O evento ainda contou com o Knotfest Museum, que trouxe peças de memorabilia, incluindo roupas e máscaras do Slipknot. Porém, esta foi uma reclamação recorrente do público, porque a fila era enorme e impeditiva. Além disso, a produção também disponibilizou um telão para que as pessoas pudessem dar aquela conferida na emocionante final da Copa do Mundo entre Argentina e França.

    Foto: Camila Cara/Midiorama

    Como a banda americana de metalcore Motionless In White cancelou a sua participação no Knotfest Brasil e adiou os shows para o ano que vem “devido a uma séria doença entre os membros da banda e da equipe da turnê”, segundo comunicado oficial, uma vaga se abriu. Assim, os mineiros do Black Pantera, que atualmente promovem Ascensão e que já tinham obtido destaque no Palco Sunset do Rock in Rio na dobradinha com o Devotos, foram convidados e chegaram chutando tudo no palco Knotstage com Padrão é o Caralho. “A gente realmente não consegue descrever… Este esse ano foi incrível, porque conseguimos tocar no Rock in Rio, no Primavera Sound, no Afropunk Bahia, vários festivais no interior do Brasil e, de última hora, estar no lineup do Knotfest. A gente sabia que a curadoria tinha um certo carinho por pela gente e  que não ia rolar esse ano, mas que nas próximas edições, dependendo sucesso dessa, a gente ia conseguir. E aí, no finalzinho do segundo tempo da prorrogação a gente recebeu esse convite e ficamos muito honrados e felizes pela confiança no trabalho que vem sendo feito este ano com o Ascenção“, comentou o baixista Chaene da Gama, que mal sabia da analogia com a final da Copa do Mundo no Catar.

    Foto: Camila Cara

    Enquanto Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria) estavam no palco, muitos ainda sofriam com a enorme fila de entrada do Sambódromo do Anhembi. Ainda assim, os músicos agradaram o público com outros sons, como Fogo nos Racistas, Abre a Roda e Senta o Pé e Execução na Av. 38. “A gente tocou cedo, ainda estava entrando gente, mas a galera compareceu e muitos nos ouviram. Mike Patton e a galera do Mr. Bungle até entrou em contato pedido merchan porque gostaram muito. Fora as conexões que fizemos nos bastidores. Foi um show muito importante para encerrar esse ano com chave de ouro. Como o Corey Taylor disse, o Knotfest é uma família e a gente se sentiu parte dela. Fomos muito bem tratados e para nós foi mais um divisor de águas e mais um momento incrível na nossa carreira! Demos o nosso recado cedo contra todo tipo de preconceito, pois somos uma banda preta antirracista, antifascista, antinazista e estamos furando várias bolhas, quebrando paradigmas e padrões. Então, é extremamente importante esse momento e a gente quer agradecer realmente a todo mundo que soma”, acrescentou.

    Foto: Camila Cara

    Na sequência vieram Jimmy & Rats, com o vocalista Jimmy London (Matanza Ritual) e seu punk irlandês, e Oitão e seu hardcore/metal no Carnival Stage. Embora já tenha um novo trabalho na manga, Sem Fronteiras, Henrique Fogaça (vocal), Ciero e Ricardo Quatrucci (guitarras), Tchelo Martins (baixo) e Rodrigo Oliveira (bateria) apresentaram um set com músicas de seus dois discos até então, 4º Mundo e Pobre Povo. “Já nos apresentamos em muitos festivais, mas tocar no Knotfest foi muito importante para a exposição da banda. Estamos com um time 100%, muito profissional e dedicado, e o feedback que tivemos foi muito bom, ainda mais porque em 2023 temos muitos planos. Hoje, apesar dos restaurantes, o Masterchef na televisão, eu trabalho com Oitão de uma forma muito profissional”, declarou o vocalista Henrique Fogaça. “Esperem o Oitão em 2023, que vai chegar com esse disco novo, uma roupagem nova dos shows e da linha de som, um pouco mais pesado, groovado e o vocal um pouco mais entendível, como mostramos no single Em Breve um Grito de Paz“, completou.

    Jimmy & Rats | Foto: Camila Cara
    Oitão | Foto: Camila Cara

    No Knotstage, enquanto Messi abria o placar na grande final da Copa do Mundo do Catar, a quarta atração do dia, Project46, que já havia sido uma das atrações do Knotfest no México em 2019, entrava no palco pontualmente às 12h25 e fazia abrir as rodas. Ostentando um moicano vermelho, o vocalista Caio MacBeserra e seus companheiros, Jean Patton e Vini Castellari (guitarras), Baffo Neto (baixo) e Betto Cardoso (bateria), começaram o massacre com Atrás das Linhas Inimigas e Violência Gratuita. O set trouxe as conhecidas Rédeas e Pode Pá, do álbum Tr3s, eleito pelos leitores da ROADIE CREW como o melhor de 2017. O repertório sempre intenso e com grande participação dos fãs, até mesmo em uma ‘wall of death’, ainda trouxe Pânico, Erro +55, Foda-Se (Se Depender de Nós) e Acorda Pra Vida.

    “Acima de tudo, o fato de que fomos chamados para tocar no Knotfest Brasil por conta da mobilização dos fãs, sem que houvesse uma campanha, chamou a atenção do pessoal da 30e, a produtora responsável pelo evento. Isto nos faz refletir sobre o quanto o Project46 significa para seus fãs. Foi uma grande honra, um grande show, fizemos bons amigos na 30e, tivemos uma equipe sensacional, com gente super experiente e chapa quente dos palcos”, declarou o baixista Baffo Neto. “Tenho um orgulho enorme dessa banda, dos meus parceiros, dos nossos fãs, do trabalho que fizemos e da família que formamos. Esse fest mudou o rumo da história. O Brasil tem um problema grande de falta de investimento e espaço para outras gerações do heavy metal senão as clássicas, mas acho que a partir de agora asso vai mudar. Fest maravilhoso”, comemorou.

    Já o guitarrista Vini Castellari enfatiza que não consegue descrever todos os sentimentos e a satisfação de subir no Knotstage. “A origem do Project46, tendo nascido de uma banda cover do Slipknot, e mesmo depois de anos tocando, já tendo divido o palco com os caras, tocar do Knotfest e ainda no “quintal de casa” é uma experiência inigualável”, disse. “Mesmo tendo subido no palco às 12h25, ver aquela quantidade de gente cantando nossas músicas, vibrando junto com a gente – afinal de contas, é uma conquista deles também –, é um orgulho e a confirmação de estarmos no caminho certo”.

    Castellari, por sinal, entrou no palco com a bandeira LGBTQIA+. “É de extrema valia por saber que estou dentro de um nicho ainda conservador, mas que, ao mesmo tempo, tem entendido a importância, reconhecimento e visibilidade em todos os locais, profissões e estilos musicais, que nós estamos em todos os lugares. Cada abraço apertado que recebi quando encontrava um fã, quando as pessoas LGBTQIA+ me encontravam, falando sobre se sentirem acolhidas e representadas é algo que pra mim é valioso. Me sinto na responsabilidade de fazer isso e, principalmente, a satisfação de poder ser quem sou e encorajar os meus a seres também”, declarou.

    Shows em festivais sempre trazem um misto de sentimentos. Se por um lado a magia do “open air” e a variedade de bandas é seu maior atrativo, para algumas já se sabe que o set list será reduzido. Este foi o caso do Trivium, que havia feito um side show na quarta-feira (14) no Cine Joia, repleto de gratas surpresas e músicas pedidas há muito tempo pelos fãs, como Shogun e Forsake Not the Dream. Desta vez, a banda trouxe uma introdução diferente ao show que estava marcado para 13h10 do domingo ensolarado no Anhembi. Quem optou em assistir o Project46 até o final, após a longa caminhada entre os dois palcos, acabou perdendo o início do Trivium, pois às 13h07 se iniciava no Carnival Stage a misteriosa e grandiosa X. A seguir, assim como no disco, vieram os guturais de Matt Heafy cantando In The Court of the Dragon junto ao potente instrumental, acompanhado de uma plateia que parecia ter esperado, de fato, 10 anos para poder gritar e vibrar.

    No entanto, se para os fãs mais antigos a primeira não emocionou tanto, Down From the Sky deixou todos roucos, com Heafy puxando o público para gritar e cantar junto. Ao retirar sua jaqueta, temática da tour atual da banda, exibiu uma camisa da seleção brasileira e brincou dizendo o quanto sua vida mudou após comer feijoada e tomar caipirinha, se apaixonando pelo Brasil. Entre The Sin And The Sentence e Gunshot To The Head of Trepidation, o vocalista e guitarrista mencionou que o melhor público da tour foi o de Buenos Aires, incitando a plateia a superá-los cantando ” Olê, olê, olê, olê, Trivium, Trivium”. O público correspondeu e seguiu com mesmo fôlego do início ao fim de uma música que foi ovacionada ao ser anunciada: The Heart From Your Hate.

    Strife e Pull Harder On The Strings of Your Martyr mesclaram um misto de circle pits e potentes vozes que cantaram cada verso e refrão. Impecáveis, Alex Bent (bateria), Paolo Gregoletto (baixo) e Corey Beaulieu (guitarra) dominam os ouvidos de todos, enquanto Heafy parecia dominar cada movimento da plateia. A intro Capsizing The Sea previu o que muitos pareciam saber, pois os fãs já se abaixavam antes mesmo de Matt pedir. O público se abaixa como se fosse uma “onda” só e, ao início de In Waves, se levanta e pula de maneira uniforme, movimento clássico iniciado por outras bandas e incorporado pelo Trivium. Para quem esperou desde 2012 para assistir a banda, o show do Knotfest cativou a todos do início ao fim, a ponto de fazer seus aproximados 50 minutos passarem como se fossem meros segundos.

    Pouco depois das 14h, entrou em cena no Knotstage o Vended, que pode ser até encarado como “a banda dos filhos de Corey Taylor e Clown Crahan, do Slipknot”, mas os pupilos Griffin Taylor (vocal) e Simon Crahan (bateria), além dos guitarristas Connor Grodzicki e Cole Espeland, e o baixista Jeremiah Pugh, entregam o que prometem no palco. Então tivemos no Carnival Stage o Sepultura, que sempre faz grandes shows e no Knotfest, em que Derrick Green, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Eloy Casagrande chegaram mandando Isolation, não foi diferente. Com diversos clássicos no set, como Refuse/Resist, Dead Embryonic Cells e Roots Bloody Roots, a diferença em relação a outros shows foram algumas participações especiais que remetem à “SepulQuarta”, como de Scott Ian em Cut-Throat e Matt Heafy em Slave New World, além de Arise com Phil Anselmo.

    “O Knotfest é uma junção das bandas mais pesadas e históricas. Foi um clima maravilhoso, evento sold out com Judas, a volta do Pantera com o ‘Pantera Celebration’. O nosso show também foi muito forte e energética, e a galera estava realmente ansiosa para ver o Sepultura junto com outras bandas. Como a gente teve essa possibilidade de ter alguns dos caras que participaram da Sepulquarta, resolvemos fazer essa essas jams, tudo de improviso mesmo, de última hora. Como sempre, no último show do ano a gente sempre gosta de celebrar no palco”, declarou Andreas Kisser. “Foi uma grande tarde de metal, a galera curtiu sem violência, sem estupidez…. Acho que isso tem que ser falado também, pois o público metal é muito organizado, tranquilo e está ali para curtir o som”.

    O Mr. Bungle trouxe formação das melhores, com Scott Ian (Anthrax, na guitarra), Dave Lombardo (eterno Slayer, na bateria), Trevor Dunn (baixo), além do líder Mike Patton (Faith no More, vocal). O grupo mantém peso e diversão desde o começo dos anos 1990, como projeto paralelo de Patton. Lançaram ano passado disco com composições dos anos 1980, que formou boa parte do set-list. Uns covers sensacionais de Slayer (Hell Awaits), S.O.D. (Speak English or Die), Circle Jerks (World up my Ass), e gran finale com o vocalista do Sepultura, Derrick Green, cantando Territory.

    Nem bem deu último acorde, já se fazia ouvir do outro lado o Pantera. Na real o grupo é um tributo ao Pantera, com o vocalista Phil Anselmo, sendo que nem o baixista original, Rex Brown, pôde se apresentar, pois contraiu Covid durante a perna sul-americana do Knotfest. Ocupavam os lugares dos irmãos falecidos Dimebag Darrell e Vinnie Paul o guitarrista Zakk Wylde (Black Label Society) e o baterista Charlie Benante (Anthrax), respectivamente.

    Pantera é o tipo de grupo que faz a todos se sentirem rockeiros malvados, dado o peso que conseguem imprimir e uma cadência própria para todas as idades, na maioria das vezes. Serve para criança pular e para tiozões (eu incluso) adotarem a postura clássica em shows do tipo, com uma perna um pouco à frente, o braço contrário segurando copo de cerveja na altura do peito e um leve balançar de cabeça no ritmo. O show foi desfile de hits em uma hora e vinte minutos. Abriram com as pauladas A New Level, Mouth for War e Strenght Beyond Strenght. Becoming veio na sequência como teste de fogo para Zakk Wylde, e, mesmo fã de Dimebag, devo dizer que o mentor do Black Label Society e ex-Ozzy Osbourne passou com louvor. Mesma coisa com Charlie Benante no posto de Vinnie Paul.

    Nessa linha, é claro que seria mais legal Pantera com ao menos dois membros originais, mas Derek Engermann segurou a peteca legal de Rex Brown. A pancadaria oscilava em morde-e-assopra crescente com I’m Broken, 5 Minutes Alone, This Love e Yesterday Don’t Mean Shit, até que vieram com Fucking Hostile. Phil Anselmo prestou homenagem aos irmãos fundadores em bonito cover de Planet Caravan, do Black Sabbath. Mas também foi a hora que grande parte do público dispersou para assistir o Bring me the Horizon. Esses perderam “apenas” o final magistral com Walk, Domination/Hollow e Cowboys from Hell.

    Com a “Post Human Latin American Tour 2022”, os ingleses do Bring me the Horizon vieram de shows lotados no Jeunesse Arena no Rio de Janeiro (15) e no Vibra São Paulo (16), aquele que teve Antivist com Pabllo Vittar. É a típica banda que me faz sentir velho. Oliver Sykes (vocal), John Jones e Lee Malia (guitarras), Matt Kean (baixo), Matt Nicholls (bateria) e Jordan Fish (teclado e percussão) começaram o set com Can You Feel My Heart, Happy Song, Teardrops e MANTRA. Eles têm alguns sucessos, que me foram apresentados pela minha filha de 12 anos; sim, eu também era o pai-rockeiro no domingão, já que levei minha filha do meio e meu caçula, de 7 anos, ambos fãs de Judas e Slipknot. Por sinal, devido ao pedido do público, que agitou o tempo inteiro, abriu rodas e se divertiu, os ingleses incluíram Sleepwalking no repertório.

    Entramos então na parte noturna do festival, quando o Judas Priest entrou no palco com Rob Halford, Richie Faulkner, Andy Sneap, Ian Hill e Scott Travis. O show era de celebração de 50 anos de carreira, mas das 17 músicas que apresentaram somente uma não era da década de 1980 (considerando que a década terminou em 1990) – Firepower, de 2018. Ninguém, nem eu, reclamou disso. Pois saca só a sequência do show e fica difícil imaginar banda que teve 10 anos tão gloriosos como eles.

    A música de introdução foi War Pigs, do Black Sabbath. Os falantes permaneceram ativos com som mecânico de The Hellion, e a cortina desce para Electric Eye. Parecia que tudo o que o público queria berrar era o refrão “I’m made of metal”. Na emenda, Riding on the Wind, You’ve got Another Thing Comin’ e Jawbreaker. Aí, meio que para justificar a trajetória posterior, enxertaram Firepower (mesmo sendo boa canção). Justificativa feita, Devil’s Child, Turbo Lover, Steeler, Between the Hammer and the Anvil e Metal Gods.

    Fim do segundo tempo foi com o cover do Fletwood Mac, The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) – sim, eu sei que é de 1978, mas sendo cover não dá para categorizar como música de carreira –, Screaming for Vengeance e Painkiller. Na prorrogação (bis), uma trinca à prova de críticas: Hell Bent for Leather, Breaking the Law e Living After Midnight. Sem contar que o Rob Halford entrou no bis com sua Harley, que nos mencionados anos 1980 meio que justificavam o visual de couro da cabeça aos pés no estilo bar LGBT à época para o (então mais) machista público headbanger. Para gosto pessoal, se tivessem incluído Rapid Fire o setlist seria imbatível. Se bem que Exciter, The Ripper… Melhor não fazer essa conta.

    Aí vem o Slipknot para fechar a noite. Havia assistido-os há uns 15 anos, e a impressão de se estar vendo um filme de terror em formato musical transportado para o palco permanece. A sucessão de mascarados correndo por todos os lugares, espancando percussões, batendo cabeça, somado aos timbres tão pesados quanto incríveis que tiram de guitarras, bateria e tudo o que pode ser sonorizado no palco, é de assustar. E que frontman incrível é Corey Taylor. Além de ter vocal apropriadíssimo para o som que o Slipknot executa, tem um carisma dos infernos.

    Foto: Camila Cara

    Sobre o show, é suficiente dizer que o executam com a mesma vontade que a Argentina demonstra nos campos de futebol. E basta o setlist para concluírem… Após a música de introdução, For Those About to Rock (We Salute You) do AC/DC, vieram Disasterpiece, Wait and Bleed, All Out Life, Sulfur, Before I Forget, The Dying Song (Time to Sing), Dead Memories, Unsainted, The Heretic Anthem, Psychosocial, Duality, Custer e Spit it Out… No bis, People = Shit, Surfacing e ‘Till We Die.

    Foto: Camila Cara

    Bem, se você não teve a sorte de estar presente, faça uma playlist com as músicas em sequência da apresentação em sua plataforma de streaming, feche os olhos e os imagine levando-as ao vivo. Até eu fiz isso depois do show e digo que vale a pena. Missão dada, cumprida e dormimos com a promessa de um novo capítulo da saga familiar rockeira com o anúncio do Monsters of Rock e do Summer Breeze, para meados de 2023. Ah, claro, ainda vimos a Argentina se tornar tricampeã ao bater a França nos pênaltis depois de um 3 a 3 emocionante. Que domingo!

    Foto: Camila Cara

    Foto: Camila Cara
    Foto: Camila Cara

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