Johnny Gioeli (Axel Rudi Pell, Hardline, Crush 40, Gioeli-Castronovo, Brunette, Killerhit, Phaze) virá pela primeira vez ao Brasil para se apresentar em São Paulo/SP (10 de fevereiro) e Curitiba/PR (11 de fevereiro). Ao lado de Bruno Luiz (guitarra, StormSons, Command6), Bento Mello (baixo, Sioux 66 e Nite Stinger), Gabriel Haddad (bateria, Sioux 66), o experiente vocalista americano fará um repertório com músicas de Axel Rudi Pell, como “Bad Reputation”, “Rock the Nation” e “Carousel”, e Hardline, como “Rhythm from a Red Car”, “Takin’ me Down”, “Dr. Love”, “Hot Cherie”, entre outras.
Em São Paulo, o evento será realizado no Legend Music & Bar e contará com abertura do Nite Stinger. Já em Curitiba, o evento ocorre no Hard Rock Café. “Fiquei muito honrado com o convite, porque eu gosto muito do trabalho do Johnny Gioeli. Acho o ‘Double Eclipse’ um discaço e também curto bastante o Axel Rudi Pell. Já vi ambas as bandas ao vivo, ele tem uma presença incrível e a voz dele está absolutamente em dia! Vai ser sensacional e estou muito empolgado, porque também farei a jornada dupla abrindo o show de São Paulo com uma das minhas bandas, o Nite Stinger”, declarou o baixista Bento Mello.
Após passarem por bandas como Phaze, Brunette e Killerhit, Johnny e seu irmão, Joey Gioeli (guitarra), criaram o Hardline em 1991 – completavam o supergrupo o baixista Todd Jensen (ex-Doro e David Lee Roth), o guitarrista Neal Schon (Journey, ex-Bad English) e o baterista Deen Castronovo (Journey, Wild Dogs, Ozzy, Cacophony e outros). O álbum de estreia, Double Eclipse, saiu em 1992. No entanto, ainda que ostente o caráter de clássico para 9 entre 10 fãs de hard rock, se tivesse sido lançado alguns anos antes, seria aquele tipo de disco presente na prateleira de milhões de fãs de rock.
Amparado pelo single do cover Hot Cherie, que já tinha feito sucesso nas mãos do autor, Danny Spanos, o grupo até sentiu o gostinho do sucesso. Antes mesmo do lançamento, em 28 de abril de 1992, o Hardline estava tocando em grandes arenas com o Van Halen na “For Unlawful Carnal Knowledge Tour” e também fez shows com Mr. Big e Extreme pela América. No entanto, a primeira fase carreira do Hardline se encerrou no final de 1992. Anos depois, o grupo voltou à ativa com outra formação e lançou os álbuns “II” (2002), “Leaving the End Open” (2009), “Danger Zone” (2012), “Human Nature” (2016), “Life” (2019) e “Heart, Mind and Soul” (2021).
Anos depois da separação do Hardline, Gioeli tentou criar outro grupo com seu irmão Joey, o Jiz Rivets, mas então foi convocado por Axel Rudi Pell para substituir Jeff Scott Soto em sua banda. A estreia se deu em “Oceans of Time” (1998) e, desde então, já gravou quase 20 registros ao lado do guitarrista alemão. Além disso, Gioeli é responsável pela voz do Crush 40, onde grava trilhas de games ao lado do guitarrista japonês Jun Senoue. O vocalista, que iniciou sua carreira como baterista, também gravou em 2018 os álbuns “Set the World on Fire” com o projeto Gioeli-Castronovo e seu disco solo, “One Voice”.
Serviço – São Paulo: Atrações: Nite Stinger e Johnny Gioeli Data: 10 de fevereiro (sexta-feira) Local: Legend Music & Bar Endereço: Rua Inácio Pereira da Rocha, 367 – Vila Madalena Horário: a partir das 20h (abertura da casa) Ingressos online: https://showpass.com.br/evento/435/J0HNNY_GI0ELI_
Serviço – Curitiba/PR: Data: 11 de fevereiro (sábado) Local: Hard Rock Café Endereço: Rua Buenos Aires, 50 – Batel Horário: a partir das 20h (abertura da casa) Ingressos online: https://showpass.com.br//evento/434/J0HNNY_GI0ELI_
Com a mudança do guitarrista Edu Megale para Portugal, o The Mist confirmou a entrada de Thiago Oliveira para dar sequência nos shows de promoção do mais recente trabalho, o aclamado EP “The Circle of the Crow”, e auxiliar nos trabalhos do novo material de estúdio. “O The Mist é uma daquelas bandas do metal mineiro que se encontrava à frente do seu tempo nos anos 80 e 90. Eu me lembro claramente de ouvir uma fita cassete com ‘The Hangman Tree’ em 1997 e a mistura de thrash/death, progressivo e gótico foi algo que realmente me impactou. Era um estilo praticado por uma banda brasileira, anos antes de bandas como o Opeth e Dark Tranquillity. Gravei uma cópia e me tornei admirador”, declarou Thiago Oliveira. “Vinte anos depois, em uma conversa de bar regada a muita caipirinha, com Alan Wallace, guitarrista do Eminence, acabei mandando uma mensagem de fã bêbado para o Vladimir Korg confessando a minha admiração pelo trabalho da banda. Fiquei muito feliz pelo retorno deles em 2018. Então, em um desses acasos do destino, o meu nome chegou ao Korg como um possível substituto do Megale. Então, após algumas conversas, recebi o convite para entrar em uma das bandas mais criativas da cena. E espero poder contribuir para a construção desse legado”, acrescentou.
Vladimir Korg confirma que Thiago Oliveira apareceu no caminho do The Mist ainda em 2019. “Recebi um áudio meio doido do nada. Me lembro bem, pois tinha acabado de sair da sala de Anatomia da Faculdade de Medicina, tinha esquecido de tirar as luvas e meu celular estava cheirando a formol. O áudio elogiando o The Mist veio do número do Alan (Eminence). O tempo passou e quando Edu nos avisou que ia mudar para Portugal, comecei a procurar guitarristas. Depois pensei: por que não experimentar alguém fora do perímetro que estou acostumado? Estamos bem animados com esta experiência de ter Thiago Oliveira para a temporada de 2023 da banda, com grandes chances de ser ele o compositor do próximo álbum, possivelmente a ser lançado pela Alma Mater Records. Espero que se consolide em algo duradouro”.
Músico versátil, Thiago Oliveira é capaz de transitar pelo jazz, o rock e o erudito com facilidade produzindo com as mais inusitadas formações, indo do metal mais extremo a uma peça de Bach, passando pelo jazz com igual desenvoltura. Bacharel em violão pela UFU (Uberlândia/MG) e mestre em musicologia pela USP, foi músico das orquestras dos musicais “Evita” e “Cabaret” e tocou na banda solo do saudoso vocalista americano Warrel Dane (Nevermore, Sanctuary), com quem compôs e gravou o álbum “Shadow Work” (2018). Tocou na banda solo do baterista Ricardo Confessori (Shaman, ex-Angra e Korzus) e no Seventh Seal, além de ter um trabalho solo instrumental.
O vocalista original do Queensrÿche, Geoff Tate, se apresenta em São Paulo no dia 20 de janeiro de 2023 em um show especial tocando os álbuns “Empire”- Álbum que conta com os sucessos “Empire,” “Silent Lucidity,” “Best I Can,” “Jet City Woman,” “Another Rainy Night (without you)”, “Anybody Listening?” e “Rage for Order” na íntegra.
Em comemoração aos 30 anos do álbum “Empire” (lançado em 1990) o vocalista prepara uma apresentação icônica tocando dois dos álbuns mais comentados da história do metal mundial.
“Vou levar a Empire 30th Anniversary Tour para tantos países quanto eu puder e tocar o álbum em sua totalidade, o que eu nunca fiz antes. Então, vai ser muito divertido. Na verdade, acho que há algumas músicas nesse álbum que eu nunca, nunca toquei ao vivo antes, então vai ser um prazer – para mim, também, eu acho, para o público também. Estou realmente ansioso por isso”. Declarou Tate, ao MisplacedStraws.com.
Paul Di’Anno, ex-vocalista do IronMaiden, já finalizou as gravações do álbum de estreia de sua nova banda, Warhorse. A informação foi compartilhada pelo próprio cantor:Di’Anno divulgou um vídeo de bastidores onde aparece gravando vocais para uma das faixas. Confira:
Stjepan Juras, manager de Di’Anno, também atualizou suas redes sociais com a informação de que o álbum do Warhorse contará com um convidado especial, que, inclusive, virá ao Brasil no próximo ano com o vocalista inglês.
Uma prévia da sonoridade do Warhorse pode ser conferida através do single Stop the War, que foi lançado em homenagem ao povo da Ucrânia, que ainda sofre com os ataques russos. Veja o vídeo:Confira abaixo as datas da extensa turnê “The Beast is Back” de Paul Di’Anno no Brasil:
Além de Paul Di’Anno, o Warhorse é completado por Hrvoje Madiraca (guitarra) e Ante Pupačić Pupi (guitarra).
Janeiro de 2023 já está prestes a chegar, e com novidade sobre Slash. O guitarrista irá lançará o livro fotográfico The Collection: Slash. Em edições Deluxe Edition e Custom Edition, ambas de capa dura, Slash conta a história por trás dos instrumentos que usou ao longo de sua célebre carreira musical, em inúmeros discos de sucesso e em palcos de todo o mundo na frente de multidões. A edição The Collection: Slash Custom está disponível para pré-venda nos Estados Unidos aqui; e para fora do país, visite rufuspublications.com/Gibsonbooks.
Em The Collection: Slash, o ilustre guitarrista traz novos insights sobre as histórias por trás da música através entrevistas exclusivas com Mark Agnesi (Diretor de Experiência de Marca da Gibson). Com mais de 300 páginas, The Collection: Slash é ricamente ilustrado, um livro raro e colecionável com inúmeras fotos od guitarrista e sua impressionante coleção de guitarras, tiradas pela equipe Gibson, e pelo lendário fotógrafo de rock Ross Halfin, cujo relacionamento com Slash remonta a uma sessão de retratos do Guns N’ Roses de 1986. Escrito e editado pelo editor-chefe da Gibson, Chris Vinnicombe, The Collection: Slash é um ‘must-have’ tanto para os fãs de Slash, quanto para qualquer um que admire guitarras finas e raras.
Somente a Custom Edition de The Collection: Slash é assinada à mão por Slash e limitada a 500 cópias em todo o mundo. A edição Custom mede 297 x 420mm (11,69 x 16,54″) e vem dentro de uma caixa protetora deluxe premium, incluindo uma guitarra Axe Heaven® Appetite Les Paul miniatura, uma banda Slash exclusiva, uma lata de palhetas Dunlop® de guitarra, um pôster de capa, quatro impressões de arte de guitarra e um certificado de autenticidade.
“Tem sido uma diversão trabalhar com a Gibson para criar uma plataforma para em falar sobre a minha parada favorita, guitarras”, diz Slash. “Este livro é uma grande exposição de todas as grandes guitarras que colecionei ao longo de muitos anos”.
Assista:
Assista também o episódio “The Collection” da Gibson TV com Slash:
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O mundo do Heavy Metal é recheado de trabalhos especiais, muitas vezes com verdadeiras sagas épicas lançadas em formato de trilogia, como é o caso da banda gaúcha CRAZY CARPES, que encerra a fantástica “Desert Soldier’s Saga” com “Desert Soldier III – No Return”, disponível em vídeo e nas plataformas digitais. Se a primeira parte, lançada em 24 de dezembro de 2021, já dava uma amostra da inventividade e criatividade do power trio, com “Desert Soldier II – Greater Than Death”, lançada em junho deste ano, ficou provado que Marcelo Carpes (guitarra/vocal), Maurício Carpes (bateria) e Alex Osterkamp (baixo) estão em sua melhor fase.
Gravado e produzido no próprio estúdio da banda, “Desert Soldier III – No Return” apresenta o que há de melhor no Heavy Metal, com boas doses de progressivo e ares épicos, como a saga pede. Assim como nos trabalhos anteriores, a arte da capa foi criada por Peter Rodrigues, garantindo também uma concepção visual homogênea e interligada com as artes anteriores. Quanto ao vídeo, a banda trabalhou novamente com inteligência artificial, buscando referências que representam a força e ideia da música.
Ouça “Desert Soldier III – No Return” no Spotify:
Assista ao vídeo de “Desert Soldier III – No Return” no YouTube:
Entenda a “Desert Soldier’s Saga”:
A primeira parte da “Desert Soldier’s Saga”, lançada no dia 24 de dezembro de 2021, havia sido a música mais longa que o power trio havia composto, iniciando assim a história do “soldado do deserto”. Esta primeira parte narrava a história do guerreiro que enlouqueceu misteriosamente no deserto e fala sobre a degradação do espírito e da alma diante da depressão causada pelo afastamento da sua família, o que pode levar à morte, e além disso, reflete a angústia de um soldado enviado contra sua vontade em uma missão no deserto, do qual seria impossível retornar. Já a segunda parte, “Desert Soldier II – Greater Than Death”, lançada em junho deste ano, o personagem é tido como meio homem, meio Deus, de acordo com as escrituras encontradas no antigo Egito. No desenrolar do enredo, ninguém havia encontrado seu corpo até esta operação secreta. O soldado havia descoberto uma forma de manipular a gravidade e o tempo, o que possibilitou a abertura de uma fenda no espaço-tempo. Com esse poder passou a ser cobiçado pelos senhores da guerra. Nesta finalização sobre a história do “soldado do deserto”, a banda fala sobre o tempo e como pode ser manipulado: “a música explica que ao manipular o tempo cobra-se um preço muito alto e deixa um rastro irreversível. O soldado agora sabe que era uma viagem sem volta. Em “No Return” o soldado se dá conta de que foi longe demais, a pessoa quem ele era não mais voltará ao cruzar o horizonte de eventos ele tomou sua decisão”.
La Plaga (The Plague) é o primeiro single do próximo álbum álbum de EL KINTANO Y LA VENEREA, Océanos Sangrientos que será lançado no mês de Fevereiro de 2023 em todas as plataformas digitais.
Seu som Post Punk foi criado em 2022 afim de fazer as novas músicas soarem diferente de seu trabalho anterior “Situaciones Perversas”, devido a sua mudança na produção e masterização. EL KINTANO Y LA VENEREA já fez parte de inúmeras bandas e projetos no passado, mas este foi o momento de assumir seu próprio projeto pessoal para mostrá-lo ao mundo de uma maneira diferente.
El Kintano y la Venerea é um projeto solo criado por Santi Polo (Multi-instrumentista e vocalista do projeto) em Madrid,Espanha. As influências de El Kintano y la Venerea vêm de Black Sabbath, Joy Division, Judas Priest, Guns and Roses, Janes Addiction, SoundGarden, Temple Of The Dog e Nirvana, embora também beba de influências melódicas como os The Smiths ou os Stones Roses.
La Plaga:
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Já está disponível no YouTube, no canal da ROADIE CREW, o drops “Pesadas da Semana”, boletim semanal em parceria com o programa Rock Forever, que desde 2002 também é comandado pelo jornalista Luciano Frazani.
O “Pesadas da Semana” traz um resumo das notícias mais importantes que rolaram na semana no universo do rock and roll e do heavy metal. Nesta edição #28, o drops traz notícias sobre The Winery Dogs, Ophirae, Condenados, Nervosa, Nicko McBrain (Iron Maiden), Landfall, Rex Brown (Pantera), novo livro sobre Eddie Van Halen e homenagens de bandas e músicos para a seleção argentina de futebol, além de comentários de Carlo Antico e de Leandro Nogueira Coppi.
É quase uma entrevista tirada do fundo do baú, uma vez que, apesar de não ser antiga, deveria ter ido para o YouTube. No entanto, por causa de problemas no arquivo de vídeo, o bate-papo com John Petrucci acabou engavetado. Até agora! Isso porque na conversa com o guitarrista – antes de ele, James LaBrie (vocal), John Myung (baixo), Jordan Rudess (teclados) e Mike Mangini (bateria) embarcarem para o Brasil, onde tocaram no Rock in Rio – rolou muita coisa legal: Grammy, Mike Portnoy, a relação com os fãs brasileiros…
Seria um pecado deixar essa conversa eternamente guardada, afinal, quem não gosta de pegar, por exemplo, aquela edição antiga da ROADIE CREW para dar uma revisitada em entrevistas e matérias passadas? Além disso, o timing da entrevista casa com o Ranking Crew do Dream Theater que estreou no canal… Espera aí! Como assim você não assistiu ao episódio ainda? Ok, o vídeo está incluído nesta mesma página, então você pode conferir logo depois da leitura. Divirta-se!
Além de compor, gravar e lançar três álbuns (N.R.: “Terminal Velocity”, segundo trabalho solo; “LTE3”, do Liquid Tension Experiment; e “A View from the Top of the World”, do Dream Theater), como você passou a pior parte da pandemia? John Petrucci: Cara, esses três discos foram boa parte da pandemia! (risos) Passei boa parte do meu tempo no estúdio, criando, mas, como a maioria das pessoas, também fiquei mais tempo em casa, com a minha família. Como invariavelmente estou fora em turnê, é algo que normalmente não acontece. É óbvio que foi bizarro e assustador, mas poder passar esse tempo com a minha família foi especial, e poder finalizar alguns projetos musicais que estavam parados também foi muito bom.
Então, qual foi o sentimento de finalmente poder voltar aos palcos? Como tem sido até agora? John: Foi ótimo! Começamos no início de fevereiro, quando tocamos nos EUA e no Canadá, e naquela época ainda havia restrições. As pessoas estavam começando a voltar aos shows. Em alguns lugares, elas usavam máscaras, em outros não usavam, e foi um pouco estranho. Tínhamos que ser bastante cuidadosos, então seguíamos diretrizes restritas. No entanto, mesmo com tudo isso, foi ótimo voltar aos palcos! Foi muito especial ver pessoas de verdade na sua frente e poder tocar músicas ao vivo! Foi muito, mas muito legal! Depois disso, fizemos a perna europeia da turnê, o que foi ainda mais complicado, porque fomos de um país para outro, só que, ainda assim, foi maravilhoso! O público foi fantástico, e nós adoramos. Todos se mantiveram saudáveis. As pessoas estão voltando aos shows, e isso é sensacional.
Uma última pergunta antes de falarmos dos shows no Brasil: tive a oportunidade de parabenizar James LaBrie logo depois do Grammy, quando o entrevistei, então agora pergunto a você como foi estar lá, ganhar o Grammy e subir no palco para fazer o discurso vencedor? John: Pois é, cara! A banda não foi. Somente eu, acompanhado da minha esposa, Rena. A cerimônia foi em Las Vegas, e nós nos divertimos, mas estar naquele lugar e ouvi-los dizer “Dream Theater, com ‘The Alien’” foi uma sensação tão… Estranha! (risos) Eu não esperava por isso! Nunca! Foi a nossa terceira indicação (N.R.: a primeira foi em 2012, com “On the Backs of Angels”, e a segunda, em 2014, com “The Enemy Inside”), e é lógico que ganhar é ótimo, mas a verdade é que nunca esperamos levar o Grammy, então eu fiquei muito surpreso, honestamente. Corri para o palco para receber o prêmio, e eles nos avisaram, logo no início, que o discurso tem que ser curto ou então começam a tocar a música e cortam você. Assim, eu comecei a falar muito rápido, torcendo para não me esquecer de ninguém (risos). O mais estranho é que, ao deixar o palco, você não fica com a estatueta! Eles pegam de volta e mandam via correios. Aliás, somente hoje, um pouco antes de falar com você, eu recebi a minha estatueta. Finalmente ela chegou! (risos) Aquele dia foi muito surreal e emocionante, um redemoinho de emoções, e algo muito especial para o Dream Theater, porque bandas de metal progressivo como nós normalmente não conquistam um Grammy (risos).
E agora tem o Rock in Rio, que será especial para o Dream Theater… John: Sim! É um festival muito famoso. Nós já assistimos a muitos vídeos de edições passadas, e nos parece um evento incrível. Nós tocamos no Brasil muitas vezes, mas nunca no Rock in Rio, por isso estamos bastante animados. Acredito que será fantástico!
Assim como fez em 2019, quando inverteu com o Scorpions, o Iron Maiden pediu para não ser a última banda a tocar, então o Dream Theater será a atração principal. Você já havia pensado que um dia o Iron Maiden abriria, digamos assim, para o Dream Theater? John: (rindo bastante) Essa é realmente uma situação muito engraçada! Em primeiro lugar, é sensacional tocar no mesmo palco que o Iron Maiden. Já fizemos turnê abrindo para eles, e foi fantástico. Eles não estarão realmente abrindo para nós, mas até que podemos dizer que sim (risos). Aconteceu algo parecido conosco há alguns anos, num festival em que dividimos o palco com o KISS, que tocou antes de nós. É uma sensação estranha! (risos) Não sei como é no Rio, mas provavelmente será muito tarde, não?
Creio que por volta de 1h… John: Sério?!
Espera um pouco que vou checar… Na verdade, às 23h. John: Ah, sim! Bom, só espero que as pessoas ainda estejam lá para nos ver! (risos) Vai ser tão divertido, e mal posso esperar!
Já se passaram 25 anos desde que o Dream Theater veio ao Brasil pela primeira vez, e a banda desenvolveu um forte relacionamento com os fãs brasileiros. Primeiramente, como você explicaria essa conexão? John: Há algo na nossa música que se conecta muito bem com os fãs brasileiros. Não sei dizer o que é. Não sei se é a natureza progressiva, porque com certeza o metal é, mas tem algo no progressivo que, no momento em que pisamos no Brasil, nos fez sentir imediatamente esse amor. Desde então, a cada nova ida ao país, é sempre uma grande experiência. Até mesmo quando são lançados os discos, porque nós observamos a recepção a eles em diferentes partes do mundo, e as vendas são sempre boas no Brasil. Acredito que os brasileiros se interessam pela intensidade da nossa musicalidade, se identificam com ela. E cantam muito alto junto com a banda, então há algo sobre o elemento melódico, também. Lembro-me da primeira vez que tocamos aí, porque foi tipo ‘Uau! O público brasileiro é incrível!’.
E vocês já estiveram aqui nove vezes antes dessa nova visita (N.R.: 1997, 1998, 2005, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2019). Quais são suas melhores lembranças das turnês até agora? John: Sempre foi especial para nós tocar no Brasil, mas devo dizer especialmente a primeira vez, quando conhecemos a cultura, as paisagens e um clima que nunca tínhamos visto antes (risos). Foi incrível! E a comida, cara! (risos) Nós tocamos em todos os lugares, então cada um tem suas particularidades, mas, como somos norte-americanos, é diferente quando vamos à América do Sul. Não se parece com nada do que temos aqui, e é por isso mesmo que é emocionante. Parece uma aventura. É muito especial estar em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo, porque não temos nada assim onde nós moramos, então, minha principal lembrança é a de entrar no palco, porque é emocionante. Eu gostaria que todas as bandas pudessem experimentar essa sensação, porque não tem como descrever a sensação de subir ao palco e perceber a reação do público da forma como acontece no Brasil. É realmente único. Aliás, eu não acredito que até hoje não gravamos nenhum disco ao vivo no Brasil! Temos de fazer isso!
Vamos falar de uma parte dessa história. Você se reconectou com Mike Portnoy no nível de fazer música juntos novamente, mas devo perguntar como foi tê-lo assistindo a um show do Dream Theater e, depois, encontrando com todos os integrantes da banda nos bastidores? John: Sabe, eu conheço o Mike desde os meus 18 anos, e estivemos na mesma banda por 25 anos. Sempre fomos amigos, nossas famílias são muito próximas, e nós dois temos nos encontrado esse tempo todo, só que Mike e James nunca haviam voltado a se falar, então foi muito especial aquilo ter acontecido. Fiquei muito feliz por eles. Sei que foi estranho para o Mike assistir ao Dream Theater ao vivo, e ele mesmo me disse que foi um pouco esquisito, mas tudo bem. Fiquei é com pena dele, porque os fãs é que ficaram falando sobre isso com ele na plateia (risos). Foi muito legal ter todos juntos num show tão especial, e vou lhe contar uma coisa: começamos essa entrevista falando dos últimos dois anos, da pandemia, e é em momentos assim que nos damos conta do que o que realmente importa são nossos relacionamentos, nossos amigos. Eu e Mike sempre fomos e continuamos muito amigos, mas ver James e Mike juntos e sorrindo, com boa vontade e uma energia boa, foi muito contagiante. Espero que mais contagiante do que o vírus (risos).
Há uma pergunta que fiz a James LaBrie e, também, a Jim Matheos, mas eu gostaria de saber sua opinião. Considero Queensrÿche, Fates Warning e Dream Theater a santíssima trindade do metal progressivo, mas o Dream Theater se tornou o maior expoente em longo prazo, com uma crescente e mais forte base de fãs do gênero. Como você explicaria isso? John: Desde o início, o mais importante para nós era tocar ao vivo, então, quando começamos, fizemos muitas turnês e sempre tentávamos ir a lugares onde não havíamos ido antes. Nós começamos as turnês com o “Images and Words” (1992), e levou alguns anos para finalmente tocarmos no Brasil. Tão logo o fizemos, não paramos mais de voltar, e creio que o Iron Maiden também tem essa conexão com os fãs brasileiros. Eu era muito fã de Iron Maiden quando garoto, assistia aos vídeos da banda tocando na América do Sul, e era isso que eu queria fazer da minha vida, porque era nítida que a conexão com o público durante os shows era extremamente importante para eles. Acredito que o Dream Theater seguiu esse modelo, e é por fazermos isso desde o início que conseguimos construir uma carreira sustentável. Além disso, lançamos muitos discos, talvez até mais do que Queensrÿche e Fates Warning. Lançamos álbuns de forma consistente, a cada dois anos, então há sempre algo novo para as pessoas ouvirem (N.R.: o Dream Theater tem 15 álbuns de estúdio; o Queensrÿche, 16; e o Fates Warning, 13. No entanto, John Petrucci e companhia de fato se sobressaem devido ao generoso número de trabalhos ao vivo).
Para encerrar, John, quais seriam os cinco discos que você escolheria para mostrar a alguém que não o conhece? Claro que tem muito mais música por vir, mas aqueles trabalhos que mostram quem você é como guitarrista e compositor. Como artista… John: Como guitarrista, indico os meus discos solo, “Terminal Velocity” (2020) e “Suspended Animation” (2005), porque neles é guitarra pura. Como banda, o Dream Theatyer tem um catálogo bem grande, e mesmo que essa possa ser uma resposta cliché, porque você deve ouvir essa mesma resposta o tempo todo de outras bandas (risos), devo dizer o nosso último disco. Isso acontece porque é o mais novo motivo de orgulho para uma banda, porque é a representação real de quem você é agora como músico, compositor e produtor, então é claro que tenho de colocar “A View from the Top of the World” (2021) na lista. O Liquid Tension Experiment é algo do qual me orgulho muito, e também por poder trabalhar com Mike, Jordan (Rudess) e Tony (Levin), por isso escolho o “LTE3” (2021). Nos quatro nos divertimos demais gravando esse disco! E como comemoramos agora os 20 anos do lançamento de “Images and Words” (1992), também o escolho.
Confesso a você que eu tinha uma ponta de curiosidade para saber se “The Astonishing” (2016) seria mencionado, porque, apesar de os fãs não o terem recebido bem, você criou todo o conceito… John: “The Astonishing” é um disco muito diferente de tudo o que fizemos. Sim, é uma história que eu escrevi, e Jordan e eu compusemos uma trilha sonora para essa história. Temos muito material ao vivo desse disco, mas nunca lançamos, e também não filmamos nenhum dos shows, embora eu me arrependa por não termos feito isso. Eventualmente, podemos lançar em áudio, porque temos mesmo muitas gravações ao vivo. Bom, no curso da longa carreira que temos, sempre achei que, sendo eu uma pessoa criativa, é sempre bom tentar coisas novas, mas preservando a identidade da banda. É importante manter a identidade e permanecer interessante e criativo ao mesmo tempo em que se tenta coisas diferentes, e manter esse equilíbrio ajuda a sustentar uma longa carreira. Agora, é impossível imaginar se os fãs vão gostar de 100% do que fazemos, porque não há como prever isso. Está fora do nosso controle, mas enquanto um artista criativo, e eu tentei dizer isso no meu curto discurso no Grammy (risos), é importante ser genuíno no que se faz. Acreditar no que se faz e fazer com convicção, lançar e deixar acontecer. Isso é importante para a música e, também, para que você se sinta sempre orgulhoso do que faz. Se fizer sucesso ou não, o que importa é que alguém ouviu, e isso me orgulha.
Obrigado pela entrevista, John, e o espaço final é todo seu… John: Mal podemos esperar para voltar ao Brasil! Amamos a dedicação dos fãs que nos acompanham aí, e esse retorno será incrível!
Os leitores da ROADIE CREW já podem participar da tradicional votação mais importante do ano, o ‘MELHORES DE 2022’, que traz bandas/músicos que lançaram material este ano. O resultado da votação sairá no final de janeiro.