No último episódio da série “Icons” do canal de YouTube Gibson TV, Rex Brown admitiu que o último álbum do Pantera, Reinventing the Steel (2000), teve uma recepção “morna”, e creditou parte da culpa disso ao New Metal. O estilo atravessava seu ápice quando o disco do Pantera foi lançado. De fato, Reinventing the Steel é o álbum menos bem sucedido da banda em termos comerciais e, apesar de se tratar de um bom disco, muitos o apontam como o pior entre todos da fase mais pesada do Pantera, que começou por Cowboys From Hell (1990).
“Não pude ouvi-lo por um longo tempo”, revelou. “Porque essa foi a última coisa que fizemos”, justificou o baixista. “Então, foi difícil. Voltando e ouvindo (melhor) aquele disco… Deus, (ele) é uma marretada! Algumas pessoas chamam ele de nosso álbum mais fraco. Eu discordo, eu o coloco no topo com Vulgar (Display of Power) a qualquer dia”, ponderou.
Rex Brown falou sobre a época em que o disco foi lançado. “Quando esse disco saiu, foi o começo de todas essas bandas de nu metal entrando em cena. Às vezes, é tudo uma questão de tempo. Saiu na hora certa? Recebeu o empurrão de que precisava?”, indagou. “Acho que (ele) não recebeu um tratamento justo”, lamentou.
Tendo sido positivado para uma “cepa leve” da COVID, Rex Brown se afastou dos shows do novo Pantera (ou Pantera tributo, se preferir) pela América do Sul, e retornou para os Estados Unidos para se cuidar e não oferecer risco de transmissão aos parceiros de banda – Phil Anselmo, Zakk Wylde (Black Label Society) e Charlie Benante (Anthrax). O músico voltará a se juntar à banda apenas em 2023.
Assista a entrevista completa de Rex Brown para a Gibson TV:
A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!
Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal
O carismático Nicko McBrain foi diagnosticado com câncer de laringe em estágio 1 em 2020, porém manteve grande parte disso em segredo até meados do ano passado, quando falou a respeito em uma entrevista ao site University of Miami Health System, próximo do lançamento do novo álbum do Iron Maiden, Senjutsu. McBrain descobriu a doença após passar por uma endoscopia, feita após se sentir incomodado com uma alteração em sua voz. Uma semana depois, o câncer já havia sido removido por cirurgia. Atualmente, o batera da Donzela de Ferro faz novos exames de meses em meses para ter certeza de que está totalmente curado.
“Quando toco bateria com a banda, realmente eu grito enquanto toco, como um cara de judô batendo no tatame”, explicou McBrain. “Quando você está deitado em uma sala silenciosa e fala e ouve sua voz em sua cabeça e tem um resfriado, você soa diferente. Isso aconteceu comigo”, revelou. “Pensei que isso fosse muito rreminiscente – essa minha voz de som diferente – para quando eu termino uma turnê ou depois de um show. Eu não tive um resfriado ou qualquer sintoma de doença. Comecei a sentir que estava limpando mais a garanta quando estava em conversas. Então, eu apenas assumi a responsabilidade de ligar para o meu médico”.
O médico endoscopista que atendeu Nicko McBrain, David E. Rosow, falou a respeito do tipo de câncer que acometeu Nicko McBrain. “Qualquer pessoa que esteja experimentando uma mudança de voz que dure mais de três semanas deve consultar um otorrinolaringologista que possa avaliar as pregas vocais de uma pessoa”, explicou. “Muitos casos apresentam uma mudança de voz como a de Nicko e, muitas vezes, quando o tumor é tão pequeno quanto um a dois milímetros, o que torna o tumor mais fácil de remover completamente. O prognóstico com tumores precoces (estágio 1) é excelente, com taxas de cura publicadas de 95% ou mais”.
McBrain, hoje com 70 anos, orientou: “Recomendo completamente que qualquer um que possa sentir que há algo diferente com sua voz, vá verificar. E não adie. Foi muito bom para mim que eu tenha pego na fase 1”.
A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!
Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal
Os britânicos do The Sisters of Mercy, uma das mais influentes bandas da década de 1980 estarão na América Latina para algumas apresentações de junho de 2023.
O grupo apresenta uma sonoridade de rock gótico inconfundível, tendo mais de três décadas de carreira e muitos sucessos como: “Lucretia My Reflection”, “This Corrosion”, “More” e “Temple of Love”.
O giro passará também por Guadalajara, Mexico City, Santiago e São Paulo.
Em São Paulo:
Quando: 18/06/2023 (domingo)
Local: Tokio Marine Hall
Pré-vendas a partir de quarta-feira (21/12), até quinta-feira (22/12) na Eventim.
Venda geral a partir do dia 23/12.
Demais datas:
11/06 – Guadalajara @ C3 Stage
13/06 – Mexico City @ Circo Volador
16/06 – Santiago @ CLub Chocolate
Assessoria Top Link Music
A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!
Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal
Mais uma mudança na formação da Nervosa. A baterista Nanu Villalba não faz mais parte da banda. O comunicado oficial foi feito pela própria banda em suas redes sociais nesta terça-feira (20).
“Com este post queremos informar aos nossos “fans” e seguidores que Nanu Villalba não faz mais parte da Nervosa por não encontrarmos um acordo em comum”. Explicou a nota da banda, sem informar sobre o que se refere o mencionado acordo.
A banda aproveitou para dizer também que a saída da baterista argentina, que em agosto assumiu o posto da grega Eleni Nota, que precisou se afastar por problemas de saúde, não afetará a agenda de gravação do próximo álbum de estúdio.
“As composições e pré-produção do álbum continuam normalmente e entraremos no estúdio em 1 mês”.
Até o momento, a banda não informou se já tem o nome de quem se juntará a Prika Amaral (guitarra), Diva Satanica (vocal) e Helena Kotina (baixo).
Após o sucesso dos singles “Pride”, que conta com a participação do polonês Astaroth (Besatt) e “Sloth”, com a presença de Luiz Carlos Louzada (Vulcano), o trio paulistano Ophirae lançou o álbum “Ophidian” e saiu em uma mini tour pelo Nordeste, tendo algumas datas ao lado dos americanos do Toxic Holocaust, para promovê-lo. Agora, o trio formado por P (vocal e baixo), L (guitarra) e F (bateria) promove o single e videoclipe de “Crawl“.
“A faixa ‘Crawl’, que é instrumental e escolhemos para o terceiro clipe, vem após a música ‘Speed’, a mais rápida do álbum ‘Ophidian’. Consideramos que seria uma boa ideia iniciar a segunda metade do repertório com um tema mais lento. Muitos consideram a música mais bonita e mais melancólica do disco”, observa o baixista e vocalista P.
O Ophirae é um projeto elaborado por mais de uma década por competentes músicos da elite underground brasileira, que preferem manter suas identidades obscuras. O visual adiciona mistério a uma ambiência melódica e extremamente competente, que remete aos melhores trabalhos de bandas como Carcass, Dissection, Dawn e Uada. Musicalmente, o trio trabalhou com a ideia de soar o mais pesado e, ao mesmo tempo, o mais bonito possível, sem se prender a rótulos. “Existem influências de diversas vertentes dentro e fora do metal, mas o foco sempre é manter este conceito”, afirma o guitarrista L.
O lançamento da versão física de “Ophidian”, em digipack e com acabamento de alto padrão, foi feito através de uma parceria entre a Mutilation e a Black Metal Store. “A ideia do álbum é entregar uma obra de arte para o ouvinte. Por isso, a capa é uma pintura feita a óleo com espátula por Bruno Delgado e o título das músicas, o logotipo da banda e as demais informações estão presentes apenas no verso do encarte”, comenta o guitarrista L. “Procuramos apresentar uma identidade conceitual em torno do título ‘Ophidian’. Portanto, cada música é intitulada por uma única palavra que representa um anseio do ser humano. Este anseio é descrito sob a perspectiva de um narrador central: a serpente. Além disso, a crítica às religiões é comum em todas as letras”, acrescenta o baterista F.
Não há como negar: poucas coisas servem tão bem ao espírito desbravador do metal quanto a garra dos novatos. Por outro lado, a maturidade sempre ajuda na hora de transformar boas ideias em belas canções. Mas, e se pudéssemos unir o melhor dos dois mundos? Pois bem, é mais ou menos isso que acontece com o Friends of Hell. Criada em 2021, essa é uma das mais novas sensações do doom metal, mas a “novata” já nasce clássica, uma vez que é liderada pelo multi-instrumentista cipriota Tas Danazoglou. Sim, este é um nome comum aos fãs de metal extremo por seu trabalho com Diavolos e Satan’s Wrath, além do heavy tradicional do Mirror e mais notoriamente por sua passagem de quatro anos pelo clássico ato doom britânico Electric Wizard. Com passagens por várias outras formações de doom e stoner, Tas já vinha fazendo falta ao estilo. Então, é com euforia que o mundo recebeu Friends of Hell, debut homônimo da banda que é completa por Albert Witchfinder (vocal, ex-Reverend Bizarre, Lord Vicar e Spiritus Mortis), Jondix (guitarra, Mercury Gates) e Taneli Jarva (baixo, ex-Impaled Nazarene e Sentenced).
Sua carreira sempre chamou a minha atenção pois, ao longo das décadas, você participou de várias bandas de gêneros variados, seja tocando bateria, baixo e guitarra ou como vocalista. Desde que exista uma banda, existe um lugar para Tas Danazoglou, certo?
Tas Danazoglou: Pois é, acho que é mais ou menos por aí, mas tem que ser uma banda pesada (risos gerais). Bem, desde muito jovem, criança mesmo, minha primeira paixão sempre foi a música. Então, de certa modo foi natural que eu começasse a me interessar pelos instrumentos que são usados para fazer a música que eu amava. O problema é que nunca consegui escolher entre eles (risos). Claro que existe um ponto de conforto e, para mim, a coisa mais fácil que posso fazer em qualquer banda é tocar bateria, pois gosto da sensação de estar trabalhando com o corpo todo e esbanjando energia para todos os lados, e a bateria permite isso. O tipo de música que gosto de tocar e de ouvir não exige demais de mim, ou seja, não exige que eu seja um robô atrás da bateria por conta de uma técnica absolutamente bizarra que deva dominar. Por favor, parem de transformar um instrumento de pura diversão e energia em algo chato e travado (risos gerais). Voltando a falar sério, tocar vários instrumentos sempre me pareceu mais divertido porque desde cedo percebi que isso me dava mais possibilidades. Eu poderia alcançar mais se conseguisse me adaptar a situações diferentes.
Friends Of Hell – Rise Above Records- IMP
Podemos considerar o Friends of Hell como um bom exemplo disso que está dizendo.
Tas: Com certeza. Veja, Taneli Jarva é um grande amigo e uma das pessoas que mais admiro em todo o mundo da música, pois curto tudo o que ele fez. Sempre quis ter uma banda com ele. Bem, tenho duas… (risos) Mas onde quero chegar é que a maior parte das pessoas costuma me ver como baixista, pois acho que é o posto que ocupei na maior parte das bandas de que participei. A questão é que Taneli é baixista, então, se eu só soubesse tocar baixo, quais seriam as chances reais de ambos tocarmos juntos em uma banda? O Friends of Hell só é possível por conta desse tipo de ajustes, pois queria Taneli no baixo e, então, simplesmente assumi a bateria.
Eu estou entre as pessoas que sempre o viu mais como baixista do que baterista…
Tas: Ah, sim, acontece muito e, sendo bem honesto, acho que se tivesse que escolher, eu seria baixista. Veja, a bateria é o que acho mais fácil de tocar, pois é algo mais físico, mais energético. Porém, quando estou com o baixo, estou na frente do palco, estou sob os holofotes, mais perto dos fãs e recebo mais energia deles, então me sinto melhor. O mais fácil nem sempre é o que gostamos mais (risos).
Sempre foi assim?
Tas: Sim. Meus heróis sempre foram baixistas desde que comecei a ouvir música pesada. Você sabe, Steve Harris, Lemmy Kilmister, Phil Lynott, Leif Edling, Cliff Burton, todos esses caras incríveis pareciam gigantescos no palco… E todos eles empunhavam contrabaixos! Quando penso em uma banda incrível de metal, a imagem de um baixista sempre vem primeiro à minha memória.
Com esses exemplos que deu, fica difícil contestar.
Tas: Pois é (risos gerais). Comecei a ouvir música pesada quando tinha uns 6 anos de idade, por volta de 1977. Lembro que costumava ficar revirando a coleção de discos do meu irmão, que é cerca de dez anos mais velho que eu, então tinha 16 na época. Lembro que ele tinha uma coleção eclética, com um monte de discos normais, tipo aquele pop que você ouvia na rádio, mas também havia a seção de hard rock, e era daquilo que eu gostava mais. Tinha discos de Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep, e tudo era incrível naqueles discos. As capas eram visualmente atrativas o suficiente para você querer ouvir e quando colocava para rolar… Ah, cara, que coisa incrível saía dos alto-falantes, a música te transportava para outro mundo. E todas essas bandas tinham baixistas incríveis, o som do baixo não era nem um pouco abafado naqueles álbuns. Claro, um garoto como eu não queria outra coisa da vida do que aprender a tocar e viver de música (risos).
Com o que disse, é fácil deduzir que não só o peso da música, mas também o universo das letras acabou exercendo grande influência sobre você.
Tas: Sim, as coisas sempre estiveram juntas. Sendo sincero, acho que essa é uma das características mais legais do mundo do metal, você tinha o melhor dos dois mundos misturado em um único e incrível pacote! Especialmente no hard rock e no metal, você tinha muito mais exposição ao mundo da fantasia e das grandes lendas, do místico e do sobrenatural. Você começa a prestar atenção nas letras dos artistas pop e o que escuta? Uma canção sobre uma festa da qual você não fez e nunca fará parte, alguém que perdeu seu grande amor e hoje chora ou ainda sobre o quanto esse cara é apaixonado por aquela mulher que ama outro homem… Ah, cara (risos gerais). Não consigo lidar com isso, acho que até funciona quando a banda está tocando ao vivo, mas como ter paciência para ouvir algo tão bobo em casa, dedicando atenção de verdade? Gosto de música que me prenda por inteiro, que demande toda minha atenção e meu foco. O rock é ótimo para isso, pois é muito mais profundo, os caras se inspiram em histórias, analisam, alteram, é incrível! Minhas influências vêm de todo esse universo.
Ótimo ouvir isso do líder de uma banda cujo nome foi tirado de um grande clássico do metal underground (Friends of Hell é o nome do segundo álbum da britânica Witchfinder General, lançado em 1983).
Tas: Que legal que percebeu, obrigado (risos). Esse nome foi ideia do Albert. Ele chegou um dia e disse: ‘Acho que deveríamos chamar nossa banda de Friends of Hell.’ Pensei que era uma ótima ideia. Soava bem legal, é um ótimo nome para uma banda, pois remete a muitas coisas, de gangue de motoqueiros até a algo mais místico e profano. Na hora, nem me liguei que era o nome do álbum do Witchfinder General (risos). E, foi bizarro, pois Albert é o maior fã dessa banda no planeta, ele simplesmente usa o apelido ‘Albert Witchfinder’ para se apresentar (risos). Quando lembrei do disco, gostei ainda mais do nome!
E achei interessante essa coisa de mesclar a sonoridade clássica dos anos 70 com algo dos anos 80.
Tas: Trabalhamos de uma maneira muito específica nesse álbum, pois tínhamos algo claro quando começamos: hoje existem muitas bandas, então, se você não deixar uma mensagem clara logo de cara, ninguém vai querer ouvi-lo. Com isso em mente, eu e Jondix pensamos: ‘Quais são nossas bandas favoritas?’ Lembramos de Pentagram, Saint Vitus, Cathedral, Candlemass, e todas elas buscam uma sonoridade mais setentista. Porém, ao mesmo tempo, não conseguimos deixar de lado Mercyful Fate, Venom, Hellhammer e Bathory, que são puro anos 80. Então, aí está a chave para aquilo que você percebeu na nossa música, pois foi isso que buscamos. Apenas fomos jogando todas essas referências em um mesmo caldeirão e vendo o que saía. Porém, uma coisa estava clara: não queríamos nada muito rápido. Doom precisa ser lento, arrastado e pesado! Mesmo quando pegamos referências claras de bandas como Venom, procuramos deixar o ritmo mais lento.
Isso é perceptível em Into My Coffin, que parece mesclar riffs de Saint Vitus com vocais de King Diamond, mas sem os tons mais altos.
Tas: Sim, faz sentido! Quando Jondix a trouxe, a única coisa em que conseguia pensar era no Mercyful Fate. Foi instantâneo, eu ouvi a música e lá estava a imagem do King Diamond (risos). Então, nem preciso dizer que o título veio de Into the Coven (N.R: faixa do debut do Mercyful Fate, Melissa, de 1983). Ao mesmo tempo, o refrão dela me faz pensar em Come to the Sabbat, do Black Widow. É uma grande mistura, essa é a verdade, mas foi divertido trabalhar nas músicas e nas letras desse álbum.
Destaque da nova edição da Roadie Crew (#272), o Lamb of God, através de seu comunicativo vocalista Randy Blythe, falou sobre seu novo álbum de estúdio, Omens, e também de diversos outros assuntos. Na conversa com o repórter Valtemir Amler, Blythe falou inclusive sobre sua ação de reflorestamento de uma área do Equador por meio da iniciativa “Rewilding”.
“Sou surfista, gosto muito da natureza e isso realmente me faz muito bem, me ajuda a recarregar as energias. Tenho uma conexão muito forte com a natureza, então quando esse meu amigo, um surfista equatoriano, me falou sobre esse espaço no Equador e como as pessoas que viviam ali estavam sofrendo com o esgotamento da natureza local, decidi que faria o possível para revitalizá-lo”, explicou.
“Viajei até o local, e acabei adquirindo todo aquele espaço, com a proposta de reflorestá-lo. Mas eu não queria que os locais pensassem que era mais uma vez a ação de um capitalista rico do norte invadindo e tomando posse das suas terras. Eu queria revitalizar aquele espaço para eles. Integramos a população local naquilo que fazíamos, para que eles pudessem tirar seu sustento dali. Aramos a terra e plantamos árvores típicas daquela região, trabalhamos num projeto real de revitalização da natureza e da vida social das pessoas que ali viviam, e fiz isso tudo sustentado pelos pequenos vídeos que faço no Cameo. Você sabe, aqueles em que as pessoas me pagam para gravar uma mensagem pessoal e engraçada para elas. Quer dizer, no fim das contas é ainda uma medida muito pequena, é apenas um grão de areia, mas é um começo, e é um exemplo. Com aquela comunidade, estamos provando que é possível viver da natureza de maneira sustentável e não predatória, integrando o homem com o local onde vive”.
Perguntado se pretende levar o projeto para outros países, Blythe respondeu: “A verdade é que neste momento estamos no limite da nossa capacidade, dar um passo maior agora poderia fazer mais mal do que bem. Não adiantaria adquirir grandes quantidades de terra, reflorestar tudo, e tirar das pessoas que habitam naquela região a oportunidade de se sustentar, sabe? Temos que integrar as coisas para que tudo funcione direito”, esclareceu.
Em 29 abril de 2023, o Lamb of God será uma das atrações principais do primeiro dia da edição de estreia do festival Summer Breeze, que acontecerá em São Paulo no Memorial da América Latina.
O futebol certamente não é apenas uma paixão nacional. Nos quatro cantos do mundo o esporte mais praticado do planeta, criado na Inglaterra, tem seus fanáticos e apaixonados admiradores. Neste último domingo, 18 de dezembro de 2022, depois de 36 anos a seleção Argentina, comandada pelo craque Lionel Messi, conquistou o seu tricampeonato mundial em cima da seleção da França. Após um empate em 2 x 2 no tempo normal (com gols de Messi e Angel Di María pela Argentina e dois gols de Kylian Mbappé para os franceses) e um 1 x 1 na prorrogação (tentos anotados novamente por Messi e Mbappé), a vitória da albiceleste veio com um 4 x 2 nos pênaltis.
Após a vitória da seleção Argentina, que já havia conquistado as Copas de 1978 – em sua própria casa, contra a Holanda – e de 1986 – no México, contra a Alemanha -, vários músicos e bandas se manifestaram nas redes sociais homenageando o país e seus torcedores pelo terceiro título mundial. Veja abaixo algumas das homenagens prestadas.
GeezerButler, lendário baixista do Black Sabbath, comentou: “Uau, essa deve ser a melhor final de todos os tempos. Parabéns, Argentina. Espero que (o goleiro Emiliano) Martinez fique no (Aston) Villa (N.R.: time de coração de Geezer)!”.
Wow, that has to be the greatest final ever. Congrats Argentina. Hope Martinez stays at Villa! #FIFAWorldCup
“A Copa do Mundo é sua! Parabéns a todos os nossos fãs argentinos!”, exaltou o Helloween com uma ilustração de sua mascote Jack O’ Lantern usando o uniforme da seleção argentina.
Jon Bon Jovi escreveu em suas redes: “Que final! Parabéns ao Lionel Messi por ajudar a trazer à Argentina a sua terceira vitória na Copa do Mundo. Hora de atualizar minha camisa”.
Steven Adler, baterista da formação clássica do Guns N’ Roses, cumprimentou a Argentina pelo jogão que foi a final: “Parabéns, Argentina! Que jogo intenso!”
Outro guitarrista lendário da década de 80, Vinnie Moore também parabenizou a Argentina:
“Parabéns, Argentina, e a todas as seleções que jogaram com o coração. Vocês deram o seu melhor!”, exaltou Rob Halford, vocalista do Judas Priest, banda que já havia colocado a imagem de Lionel Messi no telão de seu show realizado em Buenos Aires no último dia 13 de dezembro.
A cantora finlandesa Tarja Turunen, que é casada com o empresário argentino Marcelo Cabuli, vibrou com a vitória da Argentina: “Que dia hoje! Argentina campeã! Estou super feliz por eles. Muito bem!”
O lendário jornalista de rock Steve Rosen finalmente lançou seu tão esperado livro sobre a amizade íntima que ele compartilhou com o falecido e icônico guitarrista Edward Van Halen. O livro, intitulado Tonechaser – Understanding Edward: My 26-Year Journey with Edward Van Halen, narra o notável relacionamento do escritor com o guitarrista, começando em 1977 (antes do lançamento do primeiro álbum do Van Halen) e continuando até 2003.
Rosen, que já foi autor de sete outros livros, incluindo biografias sobre Jeff Beck, Free e Bad Company, Black Sabbath e Randy Rhoads, além de ter sido correspondente internacional da Roadie Crew, escreve sobre como era ser amigo do, para muitos, maior guitarrista do mundo.
Não é uma tarefa fácil de empreender.
A fim de contar a história com precisão, Rosen se debruçou sobre horas de entrevistas – todas meticulosamente gravadas e catalogadas em fita – e olhou profundamente dentro de memórias distantes para criar um livro diferente de qualquer outro por aí.
O jornalista passou muitas horas com Edward em sua própria pousada em Hollywood Hills; no estúdio 5150 do Van Halen; em aviões, em carros e até mesmo tocando em várias ocasiões com Eddie.
Não há outro livro por aí que capture o coração e a criatividade do falecido mestre instrumentista. Rosen foi amigo de Edward – amigo íntimo – por muitos anos e nenhum outro escritor pode reinvindicar esse título.
Tonechaser – Understanding Edward: My 26-Year Journey with Edward Van Halen é um tomo de capa dura de 580 páginas com um formato 7×10. As fotos da capa e contracapa foram tiradas pelo icônico fotógrafo do Van Halen, Neil Zlozower, que também forneceu fotografias interiores.
O autor iria escrever a biografia autorizada de Edward em 1985, mas esse livro nunca veio à tona. Os fãs de Van Halen estão literalmente esperando há mais de 37 anos para Rosen revisitar o livro.
Se as primeiras respostas dos leitores são alguma indicação, os fãs dizem que a espera valeu a pena.
Steve Rosen comenta: “Escolhi esse título, Tonechaser (N.T.: caçador de timbre) porque Edward uma vez se descreveu dessa maneira. Pensei que era uma palavra muito bonita, frágil e comovente para ele usar em sua busca pelo sempre indescritível Brown Sound. Eu também pensei que funcionava em outro nível em termos do “tom” de sua vida e de ser um guitarrista, membro da banda, marido, pai e ícone.
“Eu nunca tinha ouvido Edward usar essa frase em nenhum outro lugar e, de fato, depois de entrevistar centenas e centenas de guitarristas, nunca ouvi um deles usar essa palavra para descrever o que eles fazem”.
Tonechaser está disponível na Amazon, Reverb e Etsy. Compradores internacionais podem entrar em contato com o autor por aqui para obter detalhes sobre o envio.
Trecho do Capítulo 4 do livro, intitulado “Como tocar guitarra como Eddie Van Halen em uma (não tão) fácil lição”, escrito por Steve Rosen
“Isso aconteceu em 30 de dezembro de 1978 e foi a primeira vez que Edward veio à minha pequena pousada em Hollywood Hills”.
Minha xícara de café esvaziou e meu cérebro nadando com um doce zumbido de cafeína, ouvi um carro parar na rua abaixo. Olhei pela janela da frente e vi algum batedor estacionado em frente à minha garagem e assumi que não poderia ter sido o carro dele, já que esperava que ele parasse em algo rápido, brilhante e exótico. Entrei em um leve surto de ansiedade porque queria manter aquele local livre para sua chegada. Abri a porta da frente, comecei a descer as escadas e vi a porta do lado do motorista se abrindo. Eu estava prestes a desencadear a fúria no mesmo instante em que reconheci a pessoa que saía do carro. Era o Edward. Ele bateu a porta, me viu em pé no topo dos degraus e gritou: “Steeeeve”. Santo doce inferno sabotador, eu quase gritei com ele por estacionar no lugar que eu estava segurando para ele e quão inquietante teria sido isso?
Desci os degraus e disse olá, agradeci a ele cerca de cem vezes por vir e como ele tinha estado e como foi a turnê e, honestamente, não me lembro muito sobre o que aconteceu. Eu estava muito ocupado lidado com a realidade incompreensível de sua presença em minha casa naquele dia e tentando entender o fato de que eu estava lá com aquela pessoa que eu só conheci há pouco mais de um ano e meio e durante esse tempo havia conquistado o mundo e sido elevado a um nível de idolatria que poucos músicos alcançaram ao longo de toda uma carreira muito menos alcançada com o lançamento de um álbum e puta merda o que estava acontecendo? Tudo isso passou pela minha cabeça e, enquanto eu tentava processar, Ed disse: Entre no carro”.
Enquanto eu estava sentado em seu carro esperando para ouvir a música, eu queria que um dos meus vizinhos me visse. Não, eu esperava desesperadamente que um vizinho me visse e, particularmente, essa loira morta que morava a uma casa de mim ou essas duas garotas ferozmente bonitas que moravam do outro lado da rua. Eu estava orando para que um deles passasse e me visse sentado no carro e olhasse para o motorista e o reconhecesse e suspirasse. Eu não seria mais aquele escritor anônimo que viveu na 1909 Weepah Way, mas sim aquele cara que estava sentado em um carro com Eddie Van Halen. “Talvez devêssemos falar com ele”, eles pensariam. “Talvez ele nos apresente a Eddie” (deixa: gritos de prazer sexual).
Cenas de excesso de dança selvagem em meu cérebro, fui trazido de volta à realidade quando ouvi Ed dando dicas na fita. Antes da primeira música sair dos alto-falantes do boombox, percebi o quão realmente raro era isso. Não só porque eu estava sentando lá com Edward Van Halen, mas porque eu nunca tinha ouvido um álbum enquanto o artista estava ali ao meu lado. Eu tinha ido a festas de audição onde a gravadora tocava o novo álbum de uma banda enquanto centenas de convidados e o próprio grupo vagavam por aí comendo aperitivos e jogando coquetéis gratuitos em um bar aberto, mas isso não era o mesmo porque parecia muito impessoal. Isso foi diferente, cara. Eu estava lá com o artista prestes a ouvir seu álbum. Um a um. Isso nunca tinha acontecido antes.
A primeira música começou a sair dos alto-falantes em níveis de esmagamento de orelhas. Fui assaltado por aquele riff monstruoso beirando o que eu achava que era quase funky; um lick bem staccato, tipo uma facada. A próxima faixa começou com uma série de acordes gigantes e seguiu em ondas de volume que eu imaginei que Edward havia criado com o controle de volume da guitarra.
O que eu me lembro sobre ambas as músicas era que, assim que os solos assassinos entravam em ação, não havia faixas de apoio de guitarra rítmica, que era o que eu amava no Cream e sua abordagem ao vivo para gravar. Eu também reconheci isso como algo que o Van Halen tinha feito no primeiro álbum; apenas um trio despojado indo para a garganta.
Nós nos sentamos lá em seu carro e continuamos ouvindo e eu tentei rabiscar notas mentais no meu cérebro sobre solos e certos riffs e que tipo de sons de guitarra ele estava recebendo, mas isso era quase impossível. Se eu soubesse que iríamos ouvir música, eu teria trazido uma caneta e um papel e não estava prestes a dizer à ele, “Uh, Edward, vou correr de volta para a casa e pegar uma caneta e papel. Apenas pause isso aí. Fale sobre um assassino de humor, certo? Eu não tinha ponto de referência porque não havia vocais, então eu tive que tentar catalogar as músicas como um embaralhamento rápido ou mid-tempo e quais solos foram em quais músicas e coisas assim e no minuto em que uma nova música surgiu, esqueci a faixa antes dela.
Como não queríamos perturbar os vizinhos, as janelas estavam amontoadas. Edward continuou a soprar anéis de fumaça como notas inteiras que se deslocavam para o topo do carro e enchiam o compartimento com essa nuvem vaporosa e letal. Meus olhos estavam lacrimejando, e eu podia sentir meus pulmões ficando pretos. Além de tudo isso, ele tinha aumentado o volume a um nível tão ensurdecedor, que eu fiquei esperando que pequenas gotículas de sangue saíssem vazando dos meus ouvidos. Ainda assim, com tudo isso, eu nunca quis sair do carro. Eu queria que aquela fita continuasse tocando para que eu pudesse me sentar ao lado dele para sempre, trancado naquele casulo, naquela bolha, maravilhado com a guitarra tocando que eu estava ouvindo e pensando que eu era o cara mais especial e privilegiado do mundo e que se importava se eu ficasse surdo, meus globos oculares explodisse, meus pulmões se transformassem em couro, e uma enxaqueca impiedosa me mandou para o hospital. Eu estava sentado em um carro com Edward Van Halen e ouvindo música que apenas algumas pessoas no mundo tinham ouvido naquela época e se isso significasse ficar surdo, mudo e cego, eu estava disposto a fazer o sacrifício”.
Edward Van Halen e Steve Rosen | Foto: Neil Zlozower
Veja o guitarrista Joe Satriani falando sobre o livro:
Veja alguns dos guitarristas que estão lendo Tonechaser – Understanding Edward: My 26-Year Journey with Edward Van Halen
A revista Roadie Crew, em parceria com a produtora Som do Darma, apresentam na sexta-feira, dia 13 de Janeiro, às 19h30, a 34ª edição do “Roadie Crew – Online Festival”.
O evento online, realizado mensalmente, dá continuidade à sua missão de celebrar e promover o trabalho das bandas brasileiras e fortalecer a cena do heavy metal nacional, sempre com estreia “Streaming-Live” exclusiva pelo canal oficial da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv
Vencedor da categoria “Melhor Evento” do Prêmio Dynamite 2021, o “Roadie Crew – Online Festival” tornou-se a principal referência na fruição da cena brasileira de heavy metal que é, quantitativa e qualitativamente, uma das mais relevantes do mundo. Até aqui, mais de 500 bandas já passaram pelo festival!
Essa edição de Janeiro, a primeira de 2023, será muito especial pois nossa equipe de curadores selecionou os melhores vídeos exibidos ao longo das edições de 2022. Especialmente nesta edição, teremos 24 das melhores bandas e vídeos que o Roadie Crew – Online Festival exibiu em 2022. São elas: The Giant Void, Warshipper, Brave, Deathgeist, Gestos Grosseiros, VersOver, Funeral Sex, Inventtor, Losna, Dark Witch, Heretic, Muqueta na Oreia, Midgard, Goaten, Mothercow, Terrorsphere, Cras, Rider, Dysnomia, Santo Graal, Lifeforce, Devorah, The Roadrunners e Godhound.
A apresentação do festival fica por conta de Eliton Tomasi da Som do Darma.
Acesse youtube.com/roadiecrewmagtv e se inscreva em nosso canal. Ative o sininho para receber todas as atualizações.
Serviço:
“Roadie Crew – Online Festival” – 34ª Edição | Especial Melhores de 2022
Data: 13 de Janeiro de 2023
Horário: 19h30
Local: Canal da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv
Bandas: The Giant Void, Warshipper, Brave, Deathgeist, Gestos Grosseiros, VersOver, Funeral Sex, Inventtor, Losna, Dark Witch, Heretic, Muqueta na Oreia, Midgard, Goaten, Mothercow, Terrorsphere, Cras, Rider, Dysnomia, Santo Graal, Lifeforce, Devorah, The Roadrunners e Godhound.