O grupo Velvet Chains, formado em Las Vegas, vem ganhando espaço no mercado americano de maneira vertiginosa. Por lá, participaram de grandes festivais ao lado de monstros sagrados do Rock como Alice Cooper, Mudvayne, Slipknot e Ghost, além de uma agenda robusta de apresentações solo. No Brasil, no qual obtiveram números expressivos nas plataformas de streaming, eles chegam pela primeira vez esta semana, depois de uma vibrante noite no Chile, ao lado do The Winery Dogs. A estreia por aqui será com o Stone Temple Pilots no Vivo Rio, Rio de Janeiro, na quinta-feira (27).
Outro show que farão em nosso país será no festival Summer Breeze, que será realizado nos dias 29 e 30 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. A banda de origem estadunidense sobe ao palco Sun Stage no domingo (30). Estas importantes datas comprovam que o determinado trabalho de expansão de mercado do quinteto está a pleno vapor. As apresentações serão para divulgar o mais recente EP, Morbid Dreams, com seis músicas inéditas lançado no final do ano passado.
Este trabalho conta com faixas coescritas pelos integrantes em parceria com o renomado compositor Drew Lawrence, e marca uma nova era para o grupo. Munidos de guitarras melódicas e riffs pesados, vocais poderosos e cozinha cheia de groove, o Velvet Chains mostra uma força autêntica e vibrante, que reverbera o que de melhor foi feito nas décadas anteriores, porém, com identidade única.
A trajetória do Velvet Chains começou em 2018, cuja estreia discográfica aconteceu três anos depois. Icarus botou o conjunto no mapa do rock, e de lá, eles não saíram mais. Atualmente, o grupo conta com o fundador e baixista Nils Goldschmidt, Laurent Cassiano e Larry Cassiano nas guitarras, Jason Hope na bateria e o vocalista Ro Viper.
Confira o videoclipe de “Last Drop”, dirigido por Brian Cox (Bring Me The Horizon, Prong, Hollywood Undead, The Used):
De acordo com Nils, a determinação deles é inabalável: “O objetivo é solidificar o nosso trabalho e obter ainda mais espaço para nossa marca, para que possamos fazer parte do mainstream em alguns anos. Não costumamos nos comparar com outras bandas, mas esperamos que nossas músicas e letras se mantenham vivas dentro do rock n’ roll pesado, sombrio, melódico e intenso”, ainda adiantando que estão trabalhando em novas composições.
Unindo elementos do hard rock e do rock alternativo, o grupo vem obtendo cada vez mais espaço no coração dos fãs do genuíno rock and roll. O Brasil, a partir dessa semana, poderá se orgulhar de fazer parte dos territórios conquistados pelo Velvet Chains.
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O Summer Breeze Festival, um dos maiores festivais europeus do mundo, faz 25 anos e decidiu comemorar seu aniversário trazendo uma edição muito especial para o Brasil, especificamente para uma das maiores cidades do planeta, São Paulo. O local para um aniversário tão diferente não podia ser outro que não um dos pontos turísticos mais incríveis da cidade – o Memorial da América Latina. Projetado, arquitetado e construído por Oscar Niemayer, o enorme espaço é símbolo da união dos povos da América Latina – exatamente isto que o festival Summer Breeze planeja em sua primeira edição fora de Dinkelsbühl, uma pequena cidade na Baviera, Alemanha.
Lamb Of God, uma das inúmeras atrações do festival falou sobre a sensação de tocar em São Paulo após tanto tempo. Randy Blythe, o vocalista da banda, comentou: “tenho certeza que os fãs estarão muito entusiasmados em nos ver depois de tanto tempo!”. Mark Morton, um dos guitarristas complementou: “Eu não sei muito a respeito do festival, mas sei que o público brasileiro é muito energético e entusiasmado e numa estrutura de festival eu tenho certeza de que vamos ver isto tomar forma, ou pelo menos acredito muito nisto”.
Quando explicamos que o festival é o mesmo que acontece na Alemanha por 25 anos, Morton comentou: “Por isso que o nome me pareceu tão familiar. Eu nunca conectei os pontos entre Brasil e Alemanha – agora tudo faz sentido”.
Randy relembra que a banda já se apresentou neste que é um dos maiores festivais da Europa: “Mark, nós tocamos neste festival na Alemanha já”, consultou. Mark replica: “Cara, é verdade, mas por algum erro de sistema no meu cérebro eu não fiz a conexão – impressionante que o festival agora se tornou global”!
Quando questionamos sobre possíveis colaborações da banda com bandas amigas ao vivo em cima do palco, como Sepultura, Testament, Kreator, Randy e Mark despistaram e disseram que normalmente é o empresário que agenda este tipo de festival e que não sabem que estas bandas se apresentarão lá. Randy: “O empresário recebe a oportunidade para a banda tocar num festival e eles fazem toda a parte burocrática. Apenas olhamos o line-up e dizemos, ‘Olha, que legal, nossos amigos estão aqui’ (risos). Não é como se fossemos olhar para o festival e dizer que precisamos tocar neste festival, entende? Então, tudo é possível agora”.
Mas o simpático vocalista logo interrompe a entrevista e questiona o dia em que nós no Brasil servimos a feijoada: “Mas me diga, em qual dia da semana vocês servem a deliciosa feijoada”? Informamos que ela é servida de quarta-feira e de sábado tradicionalmente, mas que alguns restaurantes servem o prato todos os dias. Randy então conclui: “Espero que a gente esteja no dia em que feijoada é servida! Um dos meus pratos favoritos do Brasil!”, ressaltou.
Parkway Drive é sinônimo de reinvenção e evolução musical. Desde sua última passagem pelo Brasil, quando ainda promoviam o álbum Atlas (2012-2013), Winston McCall, o vocalista da banda, comentou “Nossa, eu ainda me perguntei ontem quando foi a última vez que passamos pelo Brasil. A banda evoluiu tanto desde então e mudamos muito musicalmente. Seguramos muito a nossa evolução até Atlas e desde então deixamos a nossa criatividade nos levar até onde estamos agora.”
A banda divulga o álbum lançado ano passado intitulado Darker Still. Winston falou a respeito do disco: “Existe um foco muito maior nas melodias e um ritmo mais lento onde podemos ter mais espaço para deixar as melodias mais ricas e dinâmicas do que no passado”. Quando falamos sobre a evolução como músicos McCall nos contou que quando se é mais jovem se pensa muito na adrenalina: “Começamos com muito sangue nos olhos, adrenalina ao máximo e hoje pensamos num clima diferente para as músicas, permitir que elas fluam naturalmente. Fizemos a parte da adrenalina tão bem que agora que permitimos a música fluir, deixamos que o poder da música se misture á evolução da banda”.
Quando perguntamos a Winston sobre suas apresentações no Brasil, ele foi categórico: “As minhas melhores lembranças de estar num palco é em frente ao público da América Latina. Sentir a energia destes fãs enlouquecidos novamente tem sido um de meus objetivos por muito tempo e estou muito empolgado em poder sentir a energia, a paixão e a intensidade do público brasileiro e num dos festivais mais incríveis do mundo – o Summer Breeze. Tocamos na versão europeia do festival e estamos absolutamente honrados de estar nesta versão comemorativa dele no Brasil”.
O Summer Breeze Festival, um dos maiores festivais europeus do mundo, faz 25 anos e decidiu comemorar seu aniversário trazendo uma edição muito especial para o Brasil, especificamente para uma das maiores cidades do planeta, São Paulo. O local para um aniversário tão diferente não podia ser outro além de um dos pontos turísticos mais incríveis da cidade: o Memorial da América Latina. Projetado, arquitetado e construído por Oscar Niemayer, o enorme espaço é símbolo da união dos povos da América Latina – exatamente isto que o festival Summer Breeze planeja em sua primeira edição fora de Dinkelsbühl, uma pequena cidade na Baviera, Alemanha.
Os fãs são tão apaixonados pela banda que no Brasil trouxeram boias para as apresentações do grupo. Perguntamos a Winston por que desta estranha tradição e ele comentou: “Não é algo comum não (muitos risos). Os fãs brasileiros provavelmente viram trailers de nosso primeiro DVD no YouTube e na época nossos amigos levavam pranchas de surfe para fazer o tradicional surfe da galera e assimilaram rodas de mosh com elementos da praia. Engraçado que nós apoiamos isso e sempre incentivamos a galera para fazer este tipo de coisas em nossos shows”.
O simpático vocalista complementou dizendo que o mais importante de tudo isso é a experiência que teremos, não só do festival Summer Breeze em si, mas da apresentação da banda que ele considera estar no auge de sua carreira: “O importante de tudo isso é que o público verá uma banda enérgica, que dará o seu máximo em cima do palco do festival. Queremos deixar claro que o festival nos honrou com o encerramento de uma das experiências mais incríveis para o brasileiro. Pode ter certeza de que deixaremos o público brasileiro e latino-americano boquiaberto com a nossa apresentação. Queremos deixar uma marca novamente e será com estilo e, por que não, com, talvez, muitas boias infláveis (mais risos)”.
Formado em 2017 pela vocalista Gwyn Strang e pelo multi-instrumentista Sean Bilovecky, o Frayle não precisou de muito tempo para mostrar um trabalho único dentro do doom metal. E a mescla de influências pessoais com o clima pesado da pandemia do novo coronavírus deu vida a um dos melhores discos de 2022, “Skin & Sorrow” – apenas o segundo álbum da dupla, que antes soltou “1692”, em 2020, e o EP “The White Witch”, em 2018.
E foi a própria Gwyn que detalhou o processo criativo com Sean – ao vivo, a cozinha é formada por Jason Knotek (baixo) e Jon Vinson (bateria) – que serve de guia para a sonoridade do Frayle. Uma sonoridade que, tão inquieta quanto empolgante, vai ganhar uma nova paleta de cores no próximo disco. Sim, eles já estão trabalhando no próximo álbum, e Gwyn até adiantou o provável título. Confira o bate-papo e se prepare uma experiência musical singular.
Como você está? Como passou a pandemia? Gwyn Strang: Estou bem, obrigada por perguntar! A pandemia foi bastante ruim para todos nós, e eu perdi alguns amigos e parentes, assim como muitas outras pessoas também perderam, mas conseguimos chegar ao outro lado. Agora, temos de nos apegar à esperança de termos conseguido passar por isso e ainda termos algum motivo para sorrir. E você, como passou?
Sobrevivi (risos). Obrigado por perguntar, também. O primeiro álbum, “1692”, saiu em fevereiro de 2020, e aí veio a pandemia, não houve turnês… Como você lidou com essa frustração? Gwyn: A pandemia foi realmente desastrosa nesse sentido, especialmente para músicos e bandas que dependem exclusivamente da sua música para viver. Eu e Sean fazemos outras coisas para viver, e mesmo assim foi um choque, porque tínhamos algumas coisas planejadas que obviamente foram canceladas. Em tempos como esse, temos de ser criativos para alcançar as pessoas quando não podemos encontrá-las ao vivo, embora estar no palco seja a forma que preferimos de divulgar a nossa música. Fizemos algumas transmissões na internet e lançamos alguns vídeos, ou seja, nós nos mantivemos ocupados durante a pandemia para divulgar nossa música o tanto quanto fosse possível, mas foi realmente complicado não ter as turnês para divulgar o álbum.
Os lockdowns e todo o resto relacionado à pandemia influenciaram “Skin & Sorrow” de alguma maneira? Gwyn: Ah, influenciaram 100%. Quando começamos a compor o disco, ele era mais pesado e seguia uma direção diferente, aí alguém muito próximo a mim morreu. Testemunhei o falecimento, tentei ajudar o máximo possível, então isso definitivamente impactou o restante do trabalho. Aliás, vem daí o nome “Skin & Sorrow”, porque quando passamos por algo assim, quando alguém muito próximo falece, nos sentimos exatamente como pele e tristeza. Sobra um buraco vazio. As músicas “Skin and Sorrow” e “Perfect Wound” foram escritas no dia seguinte a essa morte, então foram um fluxo de consciência, uma forma de expurgo. Até hoje, especialmente em algumas partes de “Perfect Wound”, eu consigo ouvir a dor na minha voz. Lembro-me do que estava sentindo quando escrevi aquelas letras, então ainda fico com os olhos marejados quando as escuto ou as canto.
Desconhecia essa história. Sinto muito. A razão da minha pergunta tem a ver com a descrição “canções de ninar em meio ao caos”, porque a música do Frayle traz um pouco de paz em tempos sombrios. Pode ser estranho, mas faz sentido para você? Gwyn: Obrigada! E faz sentido, sim, porque é o meu principal objetivo. Enquanto artista, tudo o que você quer é transmitir seus sentimentos, e é preciso conseguir fazer isso de alguma forma. E dentro da enorme variedade de emoções, o objetivo é mostrar que, não importa quais sentimentos sejam, ainda há esperança. Sempre espero ser bem-sucedida nessa mensagem com as letras e as melodias.
Além de “canções de ninar em meio ao caos”, há outra definição para a música do Frayle que achei bem interessante: “Música para o céu noturno”. Como você explicaria isso? Gwyn: É a esperança de que uma música o leve mentalmente para outros lugares, deixando o seu corpo onde está. Quando penso em coisas como salto quântico o meditação transcendental, penso também no céu à noite, porque é como um vazio escuro, só que ainda existem estrelas como símbolos de esperança. Então, é uma forma muito ampla de explicar como a música aflora nossos sentimentos.
A música de Frayle é recente para mim, e ainda estou impressionado em como a banda pode trazer algo novo e revitalizante para o heavy metal hoje em dia. Quando falamos de doom metal, as pessoas automaticamente pensam em nomes como Candlemass. Então, como foi para vocês criar uma música singular? Gwyn: Sean e eu somos os principais compositores da banda, sendo que temos uma experiência musical bem diversa. Sean teve uma banda chamada Disengage, que era bem hard rock, e esse é o ponto de vista dele. Eu venho de um ponto de vista mais gótico e de grupos como Portishead. Sean tem uma biblioteca com milhares de riffs, enquanto eu tenho uma biblioteca de milhares de anotações de letras e melodias, e nós trabalhamos separadamente, não sentamos juntos para tocar ou para compor. Ouço o que ele fez e canto em cima, como se fosse uma faixa-esboço, e acredito que trabalhar dessa forma, separadamente, mantém nossas identidades nas músicas. Por alguma razão funciona, mas não sei exatamente por quê (risos).
E vocês têm um ambiente “cercado por antigos lagos e bosques que ecoam os uivos dos coiotes” em sua casa, em Cleveland, para escrever a música de Frayle. Seria diferente se você tivesse que criar sua arte em um estúdio comum? Gwyn: Sabe o que é mais engraçado? Eu não tenho como responder isso porque até hoje só gravei nosso estúdio, na parte de cima de casa (risos). No entanto, sim, posso dizer que o ambiente definitivamente molda quem você é e o que você tem a dizer. Creio que muitas pessoas não querem pensar sobre isso, mas a forma como você vive ajuda a criar a pessoa que você é. Eu cresci numa cidade pequena no Canadá, construída sobre um pântano e com uma paisagem deslumbrante. Sempre tinha uma névoa ao redor, e acredito que isso ajudou a me moldar na pessoa que sou hoje. Não dava para evitar a melancolia ao caminhar pela cidade, porque havia toda aquela paisagem dos pântanos, a névoa, e isso definitivamente me impactou.
A música do Frayle é uma combinação única de beleza com elementos sombrios. E músicas como “Perfect Wound” me lembram a trilha sonora de Twin Peaks, especialmente imaginando a saudosa Julee Cruise seguindo um caminho mais pesado e denso… Gwyn: Ah, você está 100% certo! Quando eu era criança, lembro de assistir a “Twin Peaks” e ouvir Julee Cruise, e sua voz era tão hipnotizante! Não gosto da ideia de uma voz perfeita, tipo Mariah Carey, porque eu quero emoção, quero algo que me permita olhar para as fendas, picos, vales, e Julee Cruise incorporava isso muito bem. Sua observação foi um grande elogio para mim. Muito obrigada!
Outro aspecto interessante no Frayle é o visual. A capa de “Skin & Sorrow” é muito bonita, e os videoclipes são muito legais. Como foi filmar “Bright Eyes” em Salém, Massachusetts? Gwyn: A maioria dos nossos vídeos começa comigo pintando uma ideia com um pincel largo, e o Sean chega para mostrar que é preciso adicionar um toque mais saudável (risos). Mas em “Bright Eyes” foi o oposto, porque ele viu o perfil de uma patinadora de Salém no Instagram e disse: ‘Não seria muito foda termos alguém patinando por Salém no vídeo?’, e nós aproveitamos qualquer desculpa para visitar a cidade (risos) (N.R.: os julgamentos das bruxas de Salém, em 1692, fizeram com que o local ficasse conhecido como a Cidade das Bruxas). Como havíamos tocado em Boston e tínhamos alguns dias livres na agenda, fomos para Salém. Chegando lá, entramos em contato e perguntamos se teria interesse em patinar, e ela aceitou. Nós a encontramos na Casa das Bruxas, que está na cena de abertura do vídeo, e o imóvel casa pertencia a um dos juízes responsáveis pela queima de tantas pessoas na fogueira. Assim, pensamos que seria bastante pungente abrir o clipe com uma moça gótica passando de patins pela casa de alguém que sentenciou todas aquelas pessoas à morte. Foi um dedo do meio para toda essa história dos julgamentos por bruxaria.
Curiosamente, eu esperava por algo assustador, o que não foi o caso. O vídeo de “Treacle & Revenge” é mais assustador, especialmente quando você dá aquele grito (risos). De qualquer forma, acredito que nem era sua intenção em “Bright Eyes”… Gwyn: Normalmente, nós tentamos nos afastar de tudo que mostre civilização, então mostramos florestas e lugares que criem uma atmosfera. Nunca havíamos feito nada que refletisse a vida moderna, logo, teria que ser algo grande quando fôssemos fazer (risos). Por isso, temos Salém e, também, Nova York, que é uma das maiores cidades dos Estados Unidos em termos de população. Isso deixou tudo mais interessante.
Como há uma diversidade na música do Frayle, separei algumas faixas de “Skin & Sorrow” para você falar sobre elas. São as minhas favoritas, na verdade, e começo com “Ipecac”, que tem um bela melodia vocal e é quase pop. Considerando os parâmetros da banda, é claro… (risos) Gwyn: O riff principal foi escrito pelo Eric (Mzik), nosso ex-baixista, e Sean se apaixonou quando o ouviu. Disse que conseguia se imaginar dirigindo por uma estrada, com as janelas abertas e ouvindo isso no som do carro. Foi uma das primeiras músicas que compusemos, na leva anterior ao falecimento que contei a você, e eu queria algo com uma melodia num tom baixo, que causasse sensação de liberdade e satisfação, mas, ao mesmo tempo, é claro que as minhas letras não falam sobre alegria (risos). Neste caso, escrevi sobre como dei uma chance a alguém e esse alguém partiu o meu coração, provando que não merecia a oportunidade que recebeu.
A segunda é “Stars”, na qual a bateria tribal encorpa o elemento etéreo da música… Gwyn: Ela foi, provavelmente, uma das últimas que compusemos. Estávamos nos aproximando mais desse lance tribal, como você bem ressaltou, por isso acredito que no próximo álbum, no qual já estamos trabalhando, vamos nos expandir musicalmente um pouco mais nesse sentido. “Stars” está no pacote das músicas que compusemos quando passei por aquela perda, que foi tão devastadora para mim que até mesmo as estrelas choravam. Foi a única forma de descrever a imensidão de tristeza que senti.
A próxima é “Sacrifant”, que tem uns riffs à la Black Sabbath que ameaçam deixar a música up-tempo, sendo que a melodia vocal faz um contraponto quanto a isso… Gwyn: Sean compôs esse riff há muito tempo, quando estávamos voltando a fazer música, e é interessante você tê-lo mencionado, porque amávamos o riff, mas não achámos que era muito a cara da Frayle (risos). Eu não tinha, em termos de melodia, algo que pudesse ajudar a encaixá-lo no que nos sentíamos confortáveis em lançar com o nome da banda. Mas consegui criar uma melodia vocal, e os vocais no fim são provavelmente meus favoritos, porque são meio como os de um filme pornô (risos). “Sacrifant” é resultado de um dos momentos em que ficamos enrolando para fazer até conseguirmos pensar numa maneira que funcionasse e, claro, gostássemos do resultado.
Por último, mas não menos importante, a bela e hipnótica “Song for the Dead”… Gwyn: Também está na fase pós-perda daquela pessoa que era muito querida para mim. O que creio ser interessante “Song for the Dead” são as melodias que chamamos de “Oh ah”, que são as melodias separadas que compus e que deveriam seguir perto uma da outra, mas que, na hora de gravar, pensei: ‘E se as sobrepusermos?’. Então, ao ouvir com atenção, é possível perceber duas melodias separadas tocando ao mesmo tempo, e isso é o que faz essa música ser tão interessante. Na verdade, eu e Sean sempre dizemos um ao outro que aquele trechinho da música é um dos nossos favoritos.
E também gostaria de falar sobre o cover de “Ring of Fire”, do Johnny Cash, porque vocês viraram a música de cabeça para baixo e colocaram o DNA do Frayle nela. Gwyn: Geralmente, eu escolho as músicas para as quais faremos uma versão, porque se eu deixar na mão do Sean… (risos) Sou e sempre fui grande fã do Johnny Cash, e aquele disco de covers dele, com uma música do Nine Inch Nails, me faz chorar! É tão cheio de alma que eu quis fazer algo assim com uma das músicas dele. “Ring of Fire” pode parecer uma escolha óbvia, mas passamos muito tempo trabalhando nessa versão, afinal, originalmente ela tem uma sonoridade animada, então como a faríamos soar assustadora? Tivemos de tocar noutra afinação, mudamos completamente a melodia, e existem 21 faixas de vocais tocando ao mesmo tempo. Foi um trabalho extenso e demorado, mas espero que as pessoas gostem, porque foi feito com muito amor e respeito.
E há outro lado, porque a versão para “Bela Lugosi’s Dead”, do Bauhaus, ficou mais próxima da original… Gwyn: Foi uma questão de necessidade. A música do Cash é mais animada, e desta vez foi o Sean quem escolheu “Bela Lugosi’s Dead”, e eu fiquei meio nervosa porque é uma música icônica. Ela carrega um significado imenso, que é o nascimento da cultura gótica e da música gótica, e acredito que não se deve brincar com algo assim. “Bela Lugosi’s Dead” é uma das minhas músicas favoritas da vida, a que me catapultou para a cultura gótica e abriu os meus olhos para tudo que é sombrio, assustador e bonito, então não precisava de muita coisa, mesmo, ao passo que “Ring of Fire” teve de ser totalmente reescrita para combinar com o Frayle. Ainda assim, inserimos pequenos detalhes nossos, como cantar a primeira estrofe mais sussurrada e fazer com que a música ficasse mais pesada a partir da segunda estrofe.
Você falou que já estão trabalhando no terceiro disco. O que mais pode adiantar? Gwyn: Sim, estamos! E as coisas mudam, né? (risos) O “Skin & Sorrow” era para ser um álbum bem mais pesado, mas acabou virando um trabalho melancólico, e no momento estamos nos concentrando naquele lance mais tribal com a bateria. Acredito que o disco vai se chamar “Heretic”, mas só temos alguns esboços de músicas por enquanto. Não há nenhuma faixa realmente sólida, porque ainda estamos trabalhando o material.
Obrigado pela entrevista, Gwyn, e o espaço é todo seu. Gwyn: Gostaria de agradecer a todos pela paciência devido ao atraso do disco e, claro, por ouvirem o disco. E obrigado a você por nos dar a oportunidade de falar sobre o nosso trabalho para o público do Brasil, porque admiramos muito o seu trabalho, também.
Jon Vinson, Jason Knotek, Gwyn Strang e Sean Bilovecky: a formação atual do Frayle para os shows (Foto: Divulgação)
Se depender de muitos profissionais insistentes de imprensa, forçosamente a coisa ficará como ‘David Ellefson saiu do Megadeth, mas o Megadeth parece não ter saído de David Ellefson‘. Isso porque vira e mexe insistem em escavar mais a fundo sobre a saída do baixista da banda que o revelou para o mundo no início da década de 1980. A gota d’água para o fim da estadia de Ellefson no Megadeth foi a polêmica de cunho sexual a qual se envolveu em maio de 2021 (leia mais aqui). Porém a relação entre ele e o líder da banda, Dave Mustaine, já não era das melhores. O próprio Ellefson tocou nesse ponto em recente entrevista ao jornal espanhol The Metal Circus e garante que não pensa mais em sua ex-banda.
“Sempre serei conhecido pelo meu trabalho no Megadeth. Mas eu não estar no Megadeth não é escolha minha (risos). Acho que as pessoas estão agradecidas por eu continuar a fazer música – pelo menos pelo que eu vi. Não é como se eu tivesse saído da banda e dito: ‘Foda-se. Estou fora’. Porque se eu fizesse isso, e então estivesse tentando começar novas bandas, as pessoas diriam, tipo, ‘Foda-se, Ellefson. Você deixou nossa banda favorita. Foda-se. Nós não nos importamos’. As pessoas sabem que essa não foi a minha decisão; não é a maneira como eu teria lidado com isso’.
Ellefson continua e afirma que não se prenderá ao passado, mas sim seguirá olhando para o futuro com novos projetos: “Claramente, não estou louco pelo passado. Não sou desrespeitoso. Eu não simplesmente fechei a porta no Megadeth e disse ‘foda-se’ e passei para outro lance; Eu não fiz isso de jeito nenhum. Eu sempre serei um embaixador para essa banda e para essas músicas, porque eu sou uma parte disso. Então, acho que essa é a diferença. Acho que estou sendo muito respeitoso com isso, apesar de como minha demissão foi tratada. Acho que fui além de ser respeitoso. Posso garantir que muitos outros não teriam sido (risos), mas eu fui. Ao mesmo tempo, há música nova. Há um caminho a seguir e eu simplesmente não vou viver do meu passado, de meus dias de glória do passado”.
O baixista também respondeu se em algum momento após sair do Megadeth pensou em abandonar a carreira. “Olha, eu simplesmente posso parar e não fazer mais música – para ser honesto, eu poderia”, afirmou. E há alguns dias em que penso nisso e digo: ‘Sim, foda-se toda essa merda. Talvez eu devesse parar e simplesmente me livrar de todos os meus baixos e apenas chamar de fim de expediente’. Quero dizer, realmente há dias em que penso sobre isso. Mas então eu me viro e digo: ‘Vou pegar um instrumento’, e começo a tocar. Então é aquele instinto natural de querer tocar. É por isso que há ‘outra banda de David Ellefson‘. É porque eu sou apaixonado por isso e eu sou honesto e genuíno sobre isso. Não estou forçando nada. Certamente eu não estou fazendo isso pelo dinheiro. Todas essas bandas me custaram dinheiro. Eu ponho meu próprio dinheiro nessas coisas”.
Perguntado se em sua demissão do Megadeth ele foi “vítima de criminalização desnecessária”, Ellefsonafirmou que sim: “Cem por cento. Porra, cem por cento eu fui. Tudo sobre isso simplesmente não andava bem (risos). Mas você pode passar sua vida tentando obter justiça, tentando seguir esse caminho, e é como se ele sempre seguisse você. Eu tinha alguns bons conselheiros ao meu redor e, em algum momento, é tipo, ‘Olha, é o que é. O que aconteceu, aconteceu. Apenas siga em frente’. A vida é vivida para a frente, não para trás… Assuma sua merda e siga em frente. Foi o que eu fiz. A noite em que um vídeo foi exposto, que eu não sabia a respeito e lá estava. De repente, tipo, eis sua própria merda. Está bem. Tanto faz. Aconteceu. Siga em frente. E não fique aí sentado tentando voltar e fazer algum controle de rotação ou ligar para os publicitários. Porque era isso que algumas pessoas queriam fazer. E eu fiquei, tipo, ‘Foda-se isso’. É o que é. Apenas domine isso e siga em frente. E eu gostaria de pensar que há mais integridade em apenas ‘tome sua merda e siga em frente’… Deixe que essa situação o ajude a melhorar, em vez de apenas sentar e odiar a todos”.
A respeito do incidente, Ellefson fez uma reflexão sobre a gravidade do ocorrido. “Antes de tudo, tenho direito a uma vida pessoal e não fiz nada a ninguém – ponto final. E isso é apenas o resultado final. Algumas pessoas decidiram realmente me machucar. Eu realmente não quero continuar desenterrando isso, porque agora estamos fazendo exatamente o que eu estou falando, que não é desenterrar. Eu segui em frente. É o que é, foi o que foi, e certamente me propus a provar o que não era. Esse é o caminho que fiz”.
Ainda sobre sua demissão do Megadeth, Ellefson afirma que não se tratou apenas do ocorrido, mas, principalmente, por rusgas do passado de Dave Mustaine para com ele. “Havia outros ressentimentos e outras coisas por trás disso. E acho que isso ficou claro. Novamente, fiz o meu melhor para tentar consertar aquela cerca e consertar isso, mas ele (Mustaine) não queria saber disso. Então é o que é”.
A respeito de seu momento atual, Ellefson afirma que se sente melhor hoje do que em seus últimos tempos no Megadeth. “Muito (melhor). E, de fato, fora você e eu falando sobre isso, eu nem penso mais no Megadeth. Realmente não – eu não penso sobre isso. Essa coisa toda, para mim, está morta para mim, para ser honesto”.
Para concluir, Ellefson detalhou como foram seus últimos anos no Megadeth, desde de sua volta em 2010. “Houve muita diversão nos 11 anos em que voltei. Não tanto nos últimos anos. Os últimos dois anos foram muito ruins e muito difíceis, especialmente tentando fazer esse disco (N.R.: The Sick, The Dying… And The Dead!, mais recente álbum do Megadeth, lançado em 2022 e com as partes gravadas de Ellefson refeitas em estúdio por Steve DiGiorgio, do Testament). Ficou muito claro que eu não fui convidado para isso. Náo fui bem-vindo. Claramente, Dave não queria que eu fizesse parte dessa história, desse álbum. E eu sabia disso. Então, novamente, eu sou um adulto. Eu entendo. Vejo isso. É por isso que quando fui demitido, o lance foi, tipo: ‘Bem, tudo bem. Vá em frente com isso’. É por isso que não estou amargurado com isso. Agora, não terminou do jeito que eu pensava, mas, bem… Megadeth (pra mim) acabou de novo. Bem, e agora? Siga em frente. Eu já tinha ido por esse caminho uma vez. Sempre soube quando voltei para o grupo que não procuram a sua felicidade aqui. Aproveite. Seja grato por isso. Vai acabar. Você simplesmente não sabe quando ou como, mas isso vai acabar um dia, e acabou. Então, quando isso aconteceu, eu fui capaz de simplesmente seguir em frente e me afastar de – novamente – pessoas de merda que fizeram coisas de merda comigo e apenas fechar tudo isso e seguir em frente. Ach oque agora há muito mais alegria na minha vida. Faço música que eu gosto com as pessoas que eu gosto. Estou animado com isso”, concluiu Ellefson, que atualmente tem trabalhado com as bandas Dieth, Kings of Thrash e The Lucid, além de estar produzindo o documentário sobre a vida de seu ex-parceiro de Megadeth, o baterista Nick Menza.
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Ao longo das décadas, o rock produziu diversas cenas icônicas que ajudaram a moldar o gênero como o conhecemos hoje. A Inglaterra possui algumas, como os mods e psicodelismo dos anos 1960, o chamado punk ‘77, a cena gótica dos anos 1980 e o famoso Batcave, a NWOBHM, entre outras. O flower power e o thrash Bay Area nos EUA também foram fundamentais para a consolidação do rock como estilo de arte e de vida. Até no Brasil temos as nossas cenas importantes, como a do rock/pop dos anos 1980 e, principalmente, os movimentos metal e punk da mesma década. Estes últimos influenciaram e foram influenciados por uma das cenas mais importantes: o hardcore finlandês. Profusa, única e profunda, as bandas de hardcore da Finlândia, assim como os representantes da igualmente rica cena sueca, ditaram os rumos de um estilo musical que permanece vivo não apenas na música e arte, mas socialmente também.
Por isso, contar com dois de seus maiores expoentes na mesma noite pode ser considerado um evento histórico. Evento esse que não poderia ficar sem um registro jornalístico. Afinal, estamos falando simplesmente de Terveet Kädet e Rattus. E se a primeira permanece mais viva e atuante do que nunca, especialmente na figura de seu fundador, principal compositor, vocalista e líder, Veli-Matti “Läjä” Äijälä, desde sua fundação em 1980, o Rattus decidiu encerrar a carreira gloriosa após esta turnê em terras brasileiras. Uma homenagem que tem que deixar os punks brasileiros mais do que honrados.
E eles compareceram em peso ao Hangar 110, casa já tradicional para eventos punk e hardcore em São Paulo, em uma fria noite de sábado. Fria do lado de fora, porque dentro do evento o calor humano fez suar os corpos dos jovens, dos não tão jovens e dos já quase idosos punks que se misturaram em uma grande celebração intergeracional. Os ânimos já estavam lá no alto na abertura do evento com os shows do Trassas e do Juventude Maldita, que aqueceram ainda mais o espaço já quase lotado.
Juventude MalditaTrassas
A festa começou a ficar ainda mais histórica com o show do Invasores de Cérebros, do também lendário Ariel, ex-vocalista do Restos de Nada e Inocentes. O vocalista aproveitou para saudar amigos presentes, integrantes e ex-integrantes de bandas históricas do punk paulista, como Olhos Seco, Anarkólatras e Ratos de Porão. Com um punk cheio de riffs old school, mas com pegada atual, Ariel destilava no palco mini-discursos afiados e contestadores antes de cada som, que incluíram Porra de Vida, Noites Quentes na Cidade, Na Porta do Inferno e uma versão quase hardcore para I Wanna Be Your Dog, do The Stooges, que fechou a apresentação com merecidas e efusivas palmas.
Invasores de Cérebro
Pouco depois, o delírio tomou conta do Hangar 110 com a entrada do Terveet Kädet. A figura magra e um tanto desengonçada, mas de energia inconfundível de Läjä, acompanhado hoje por Lene (baixo), Ilari (guitarra) e ja Samppa (bateria), dominava o palco. A comunicação era pouca, mas intensa. Geralmente um agradecimento em português ou em inglês meio torto. Já as músicas vinham uma atrás da outra, super curtas e hiper enérgicas, incluindo do mais novo álbum, Kaikki kaikkia vastaan, mas principalmente dos clássicos, como Transvestiitti, A.l.i.e.n.,T.Tuho e Jeesus Perkele. Sons que ainda fazem a cabeça de todo punk e fã de música extrema.
Como citado, alguns integrantes do Ratos de Porão estavam presentes e a primeira surpresa da noite veio com a entrada do guitarrista Jão e do vocalista João Gordo no palco para fazer uma jam com a banda. “Fiquei muito feliz de fazer essa apoteose de hardcore finlandês com os caras, pois Terveet Kädet e Rattus foram grandes influências no cenário do punk brasileiro. O Crucificados Pelo Sistema é completamente finlandês. As línguas são meio que parecidas sonoramente, por isso que rolou aquele tributo nosso ao Terveet, o Isentön Päunokü, que tem as letras em português dessa realidade ridícula nossa aqui e os caras adoraram”, comentou João Gordo.
Ainda que na memória da maioria aquelas gravações toscas e magrinhas dos anos 80 nunca possam ser substituídas, é muito bom também ver como todos esses clássicos ganham ainda mais força com bons equipamentos em uma casa de shows que proporcione PAs e acústica de qualidade. Algumas músicas, aliás, beiravam o crust, tamanha violência que ganharam ao vivo. Ao fim, punks extasiados tentavam recuperar o fôlego, pois a noite ainda guardava mais surpresas.
Para fechar quebrando tudo, o Rattus entrou na sequência com o palco todo escuro, iluminado apenas pelo brilho do seu maravilhoso backdrop. Assim que as luzes se acenderam, a banda, hoje um power trio, não esperou nem um segundo para mostrar que a água finlandesa realmente possui algo especial com Pedantti e Viina ei petä. O folclórico baixista Tomppa, com o semblante sempre sério, conduzia o trio em cada som. Além de escolherem aqui para os últimos shows da banda, a homenagem ao Brasil estava também na bandeira que o baixista colocou em sua correia.
O público, insano desde a primeira banda, não parou um só momento de abrir as famosas rodinhas punk e também os tradicionais stage-dives do palco – agora com mais espaço. O vocalista e guitarrista Jopo, com uma camiseta do Juventude Maldita, mantinha a energia lá em cima, mas o destaque ficava mesmo com o igualmente folclórico baterista Vellu. Fundador da banda com Tomppo no hoje longínquo ano de 1978, ele atacava sua bateria como uma besta enjaulada. Seu estilo único, com batidas extremamente fortes e condução alternando tons, caixa e chimbal eram acompanhados por diversas caretas que ele fazia a cada pausa, quebrada ou grito de refrão. O público respondia com latas de cerveja sendo atacadas para o teto, mais roda punk e mais stage-dives.
A segunda surpresa da noite foi a volta de João Gordo ao palco para cantar Rajoitettu ydinsota. E, se a noite precisava de mais alguma coisa ainda para ficar na história, o grupo trouxe clássicos eternos, como Uskonto on vaara, e sons mais recentes, como Minä e Pinnan alla, em versões que levaram os punks ao delírio. Antes de saírem do palco, Tomppo perguntou se podiam tocar um pouco mais. O público respondeu gritando o nome da banda e indo ao êxtase com o clássico absoluto Sotahullut. Uma noite que fez jus à história e à influência desses dois monstros da cena punk mundial. Suomalainen hardcore hallitsee!
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O The Devil Wears Prada, composto de Mike Hranica (vocal), Jeremy DePoyster (vocal e guitarra), Mason Nagy (baixo), Kyle Sipress (guitarra), Jonathan Gering (teclados e sintetizadores) e Giuseppe Capolupo (bateria), lançará no próximo dia 5 de maio, via Solid State, a edição de luxo de seu oitavo álbum de estúdio, Color Decay, que teve sua versão regular lançada em setembro de 2022 – Faça a pré-encomenda aqui. A versão expandida estará disponível digitalmente e em vinil. O material incluirá 10 faixas adicionais – um tesouro que apresenta duas novas músicas, versões acústicas das favoritas de Color Decay, interpretações ao vivo e remixes. Colecionadores, alegrem-se! Agora, a banda lança um novo videoclipe, para a faixa Ignorance. “Esta faixa surgiu perto fo final das sessões do Color Decay“, explica a banda. “Nós quase terminamos o disco quando Kyle preparou a demo original para ela, e sabíamos que era algo especial! Estamos entusiasmados que finalmente está sendo lançada e que podemos continuar nossa expansão do universo Color Decay“.
A banda completa: “Escrever e produzir Ignorance foi como um experimento no que podemos fazer como The Devil Wears Prada. Estamos sempre tentando empurrar nossos limites criativos, e esta faixa oferece isso com uma combinação de coisas que você não esperaria de nós, como uma introdução acústica, um solo de guitarra e um monte de sintetizadores hiperpop”.Assista o clipe:
Ouça a faixa em https://tdwp.ffm.to/ignoranceTracklist de Color Decay:“Exhibition”
“Salt”
“Watchtower”
“Noise”
“Broken”
“Sacrifice”
“Trapped”
“Time”
“Twenty-Five”
“Fire”
“Hallucinate”
“Cancer”
TRACK LIST da edição Deluxe:
“Reaching”
“Ignorance”
“Salt” (Acoustic)
“Broken” (Acoustic)
“Sacrifice” (Acoustic
“Cancer” (Acoustic)
“Watchtower” (Live)
“Salt” (Live)
“Sacrifice” (Ray Volpe Remix)
“Salt” (Fairlane Remix)
Em agosto, o The Devil Wears Prada volta à estrada em companhia do August Burns Red e do Bleed From Within. Confira as datas: 4/21 — Grand Rapids, MI — The Intersection4/22 — St. Louis, MO — Red Flag4/23 — Kansas City, MO — The Truman4/24 — Wichita, KS — Wave4/25 — Oklahoma City, OK — Diamond Ballroom4/26 — Omaha, NE — Slowdown4/28 — Minneapolis, MN — The Fillmore Minneapolis4/29 — Chicago, IL — Concord Music Hall4/30 — Cincinnati, OH — Bogarts5/2 — Cleveland, OH — House of Blues5/3 — Pittsburgh, PA — Stage AE5/5 — North Myrtle Beach, SC — House of Blues5/6 — Richmond, VA — The National5/7 — Sayreville, NJ — Starland Ballroom5/9 — Toronto, ON — Danforth Music Hall5/10 — Toronto, ON — Danforth Music Hall5/11 — Montreal, QC — MTelus5/12 — Quebec, QC — Theatre Capitole5/13 —Montreal, QC — MTelus
Sobre o The Devil Wears Prada:
O The Devil Wears Prada tem sido consistentemente entregue desde a formação em 2005. Os fãs votaram no seminal With Roots Above and Branches Below de 2009 como um dos cinco maiores álbuns de metalcore em uma enquete da Revolver, com a revista batizando-o de “um verdadeiro marco do metalcore”. O grupo conquistou seis estreias consecutivas no Top 5 da Billboard Top Hard Rock Albums Chart, incluindo Dead Throne [2011], 8:18 [2013], Space EP [2015], Transit Blues[2016], The Act [2019] eZII EP [2021]. Este último serviu como uma sequência de um de seus projetos mais amados – o EP Zombiede 2010. Na esteira do EP, o grupo excedeu um quarto de bilhão de fluxos e visualizações acumulados. Durante 2021, os músicos se mudaram juntos para esconderijos remotos em Wisconsin e Desert Hot Springs, na Califórnia. Desta vez, Jon assumiu as rédeas como produtor, colaborando estreitamente para montar uma rica arquitetura sonora para o que se tornaria Color Decay.
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Kaj Pousar entrega um novo single incrível, desta vez para a clássica ‘Lonely Is The Word’ , com uma abordagem mais pessoal. Originalmente escrita e lançada pelo Black Sabbath em seu aclamado álbum ‘Heaven and Hell’ (1980), onde o inigualável Ronnie James Dio cuidou do vocais.
Kaj Pousar é um incrível artista sueco que fez ótimas músicas tanto em sueco quanto em inglês em sua carreira, mas desta vez ele homenageia suas lendas musicais e influências Dio e Black Sabbath com as canções ‘Don’t Talk to Strangers’ e ‘Lonely is the Word’, feitas com amor e paixão e que certamente atrairá novos ouvintes.
Esses dois clássicos foram registrados em novas grandes versões interpretadas pelo artista e compositor Kaj Pousar e sua maravilhosa banda produzida por Samuel Waermö (Bon Jovi, John Farnham, etc), mixado por Stefan Glaumann (Rammstein, Backyard Babies, etc) e com vídeo feito por Martin Sweet (Crashdïet).
Kaj começou sua carreira solo em sueco e conseguiu exposição no rádio. O álbum de estreia ‘Livet’ foi lançado em 2012. No outono sueco de 2014, o single ‘Egen Staty’ em dueto com Tone Norum foi lançado. Ele fez uma turnê como banda de abertura para o Legends Of Rock (Bobby Kimball (ex-Toto), Fergie Fredriksen (ex-Toto), Joe Lynn Turner (Rainbow), Bill Champlin (Chicago)). Na primavera americana de 2022, ele se apresentou no Global Rock Summit 2022 (Musexpo 2022) em Los Angeles e fez sucesso com os melhores músicos de uma banda americana à frente da indústria musical mundial.
Kaj irá, entre os meses de março e agosto de 2023, compor e gravar mais canções junto com o produtor e compositor Samuel Waermö no mesmo estilo de rock clássico e hard rock com um toque onde a melodia está em foco, e tendo lançamento previsto para 2023.
‘Don’t Talk to Strangers’ (Dio) foi lançada no dia 24/03/2023 pelo selo Kapoan e com distribuição da Aloaded e ‘Lonely Is The Word’ (Black Sabbath) foi lançada no dia 21 de abril nas plataformas de streaming e vídeo, podendo ser conferida nos links abaixo:
O ícone João Gordo (Ratos de Porão) lançou sua versão punk rock de “Sandra Rosa Madalena”. Originalmente popularizada na voz de Sidney Magal e presente em seu disco homônimo de 1978, “Sandra Rosa Madalena” usa como musa inspiradora uma cigana fictícia formada por três nomes populares brasileiros.
A música, agora transformada em um novo arranjo, também acompanha um videoclipe feito com imagens do show do álbum no SESC Guarulhos. Anteriormente, a canção estava apenas disponível na edição física do discoBrutal Brega (2022), lançado pelo seloWikimetal Music. Outra versão anteriormente exclusiva do CD, “Doces Beijos”, do Menudo, também está sendo disponibilizada online hoje.
Brutal Brega, produzido em parceria com Val Santos (Toyshop, VIPER), é uma homenagem à música “brega” através de sucessos da música brasileira. As faixas foram gravadas baseada na forte memória afetiva que a dupla tinha por composições de artistas comoÂngelo Máximo, Jane e Herondy eReginaldo Rossi.
A fim de divulgar as canções adaptadas, João Gordo vai realizar diversos shows em 2023. O músico, inclusive, já tem participação confirmada no dia 29 de abril na primeira edição do festival Summer Breeze Brasil.
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Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, mais um episódio do programa “Ranking Crew”. Neste 23° episódio, os apresentadores Leandro Nogueira Coppi, Ricardo Batalha e Daniel Dutra listam seus álbuns favoritos e comentam a discografia do Death, uma das bandas pioneiras do death metal.
Assista, comente, concorde ou discorde e escreva o seu ranking pessoal do Death nos comentários do vídeo abaixo! Estamos aqui para nos divertir e reviver grandes álbuns da nossa cena.
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