Categoria: Roadie News

  • TYGERS OF PAN TANG lança clipe de “Back For Good”, música de seu próximo álbum, “Bloodlines”

    TYGERS OF PAN TANG lança clipe de “Back For Good”, música de seu próximo álbum, “Bloodlines”

    Depois de todos os bons sinais mostrados nos dois singles digitais lançados anteriormente – Edge of the World e Fire on the Horizon -, o Tygers of Pan Tang lança agora uma terceira música do novo e futuro álbum, Bloodlines, que será lançado no próximo dia 5 de maio. Back For Good é a faixa escolhida.

    Quando Jack Meille escreveu a letra de Back For Good, ele se inspirou em um monumento aos mineiros na pequena cidade de Featherstone, onde ele fica em suas frequentes visitas ao Reino Unido. “A letra é sobre mineiros e seus longos e intermináveis turnos de trabalho no escuro”, diz Jack.

    O novo baixista Huw Holding a classifica como sua música favorita do novo álbum. “Quando entrei para os Tygers, recebi algumas faixas demo para tocar junto. Back For Good explodiu imediatamente. Adorei o groove, os riffs e a melodia vocal”, completa.

    Confira o clipe de Back For Good:

    Tendo liderado o Tygers of Pan Tang desde o primeiro álbum, após de uma série de mudanças de formação, o guitarrista Robb Reiner opina que os recentes álbuns do grupo são, provavelmente, os mais fortes desde que estavam na vanguarda da NWOBHM. O line up original, que fez quatro álbuns para a MCA Records, sobreviveu à saída inesperada de Jess Cox para comandar a Neat Records, e, mais tarde, John Sykes, que estava destinado ao Thin Lizzy e posteriormente ao Whitesnake. Porém, não sobreviveram ao maior sucesso comercial, o álbum The Cage. No entanto, o otimista Weir, formou uma nova versão da banda para tocar o material antigo e compor canções que representariam esses novos Tygers. A espinha dorsal da banda – Craig Ellis (bateria) junto com Jack Meille (vocal), estão juntos há muito mais tempo do que os primeiros Tygers e recentemente se uniram a Francesco Marras (guitarra) e Huw Holding (baixo). Francesco chegou por meio de trabalhos solo e de audiência, que o tornou um guitarrista de referência, e Huw tem um histórico de trabalho com bandas da NWOBHM como BlitzkriegAvenger Holosade

    Com o EP A New Heartbeat para comemorar sua renovação de contrato com a Mighty Music, o Tygers of Pan Tang demonstrou o quão potente a nova formação estava se tornando. A regravação de duas canções de seu primeiro álbum para complementar as duas novas canções do EP deu aos ouvintes a chance de avaliar a contribuição de Francesco Marras e a reação foi totalmente positiva. Após isso, com uma turnê que levou a seis países da Europa, Francesco Huw ficaram surpresos com a reação à nova formação. Fãs antigos e novos apareceram para apoiar a continuação da história dos Tygers.

    Gravado inteiramente pelos músicos que compõem a formação atual, Bloodlines é um tour de force do que tornou o NWOBHM, uma força potente na música. As canções demonstram com sucesso o quão bem o núcleo de WeirMeille e Ellis se misturou com os novos caras. Weir comenta: “Me sinto tão confiante com nossa nova formação quanto me senti anos atrás, quando Wildcat apareceu nas prateleiras e foi unanimemente aprovado. Nossos recentes shows ao vivo demonstraram uma harmonia dentro da banda, juntamente com a qualidade de Bloodlines, o potencial para criar música e realizar shows ao vivo por um tempo considerável”.

    A última palavra vem de Robb Weir, cujo sonho se realizou em 1979, a criação do Tygers of Pan Tang. “Eu me sinto tão confiante com nossa nova formação quanto me senti anos atrás, quando Wildcat apareceu nas prateleiras e recebeu unanimidade. Nossos shows ao vivo recentes demonstraram uma harmonia dentro da banda e, juntamente com a qualidade de Bloodlines, o potencial para criar música e realizar shows ao vivo por um tempo considerável por vir.”

    Line-up: Robb Weir – guitarra Francesco Marras – guitarra Jack Meille – vocal Huw Holding – baixo Craig Ellis – bateria Webshop: https://targetshop.dk/tygers-of-pan-tang Further links: Official site
    Foto: Steve Christie

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • MOB RULES, banda de heavy metal alemã, lança novo single, “Hymn of the Damned”

    MOB RULES, banda de heavy metal alemã, lança novo single, “Hymn of the Damned”

    Mob Rules, banda de heavy metal do norte da Alemanha, acaba de lançar, através do selo Steamhammer/SPV, um novo single, Hymn of the Damned. Composta em 2019, a música é a história de um futuro distópico que traz muitos desafios para o mundo. 

    Quem poderia imaginar a rapidez com que a ficção e a realidade poderiam se assemelhar? Isso torna esta música bem oportuna para 2023.

    Em uma época em que o mundo enfrenta tantas crises, o Mob Rules deseja transmitir uma mensagem de esperança e coesão com sua música, Hymn of the Damned. Eles não passam pano para a situação, porém procuram fortalecer a fé e expressar coragem para que alcancemos um futuro melhor.

    Em comunicado à imprensa, a banda explicou a música. “Quando compusemos essa música, queríamos contar uma história. Adoro esses mundos paralelos como em Mad Max ou Waterworld – O Segredo das Águas. Queríamos escrever algo que nos desse esperança e nos lembrasse que juntos podemos fazer a diferença – seja em um mundo fictício ou o mundo real. Uma mensagem que está se tornando cada vez mais importante”.

    Ouça “Hymn of the Damned”: 

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • HIERARCHICAL PUNISHMENT: banda de death/grind lança lyric video para a faixa “The Darkness

    HIERARCHICAL PUNISHMENT: banda de death/grind lança lyric video para a faixa “The Darkness

    POR ASSESSORIA 

    O Hierarchical Punishment é considerada um dos nomes mais importantes do Death/Grindcore brasileiro, lançou na última quinta-feira, (20/04), seu novo lyric vídeo para a faixa “The Darkness”, música retirada do aclamado álbum “Psychotic Disorders” (2021).

    O lyric video de “The Darkness” foi produzido por Grell (fundador do Hierarchical Punishment) que já havia sugerido as ideias de imagens perturbadoras para os vídeos anteriores de “The Moment Of Truth” e “Escape The Fate”.

    Assista o lyric video de “The Darkness” em:

    “O vídeo pode ser interpretado como a decadência total da humanidade, que gradualmente está envolta pela escuridão”. Mencionou Grell.

    Março de 2023 é um período altamente significativo para a carreira dos veteranos do Hierarchical Punishment, afinal, neste mês a banda completa impressionantes 29 anos de trajetória, e um marco destes não é para qualquer um.

    Oriundo de Santos/SP, o grupo capitaneado por Grell (único remanescente da formação original) foi fundado em 1994, e ao decorrer das últimas décadas, vem conquistando Brasil afora com o seu Death Metal veloz, direto e agressivo – que traz também influências do subgênero Grindcore – executado com imensa qualidade e competência, sem nada deixar a desejar em relação às bandas internacionais e renomadas do estilo.

    Atualmente, o Hierarchical Punishment é formado por Grell (guitarra), Paulo Alexandre (guitarra), Arthur Mendes (vocal), Alexandre Martins (baixo) e Luiz Carlos Louzada (bateria);

    Mais informações:

    Site oficial: http://www.hpgrind.com.br/

    Instagram: https://www.instagram.com/hierarchical_punishment/

    Facebook: https://www.facebook.com/hierarchicalpunishmentband

    YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCqy-ZFtYTK4vbDo3YmRye-A

    Bandcamp: https://hierarchicalpunishment.bandcamp.com/

    Spotify: https://open.spotify.com/artist/1qjT2W8hcQ0jScBdfgN7HS?si=xhDzkMlATGybjzakIjtQhg

    Fonte: LBN Agency

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • RHEGIA lança “The Battle of Deliverance”, seu mais novo trabalho

    RHEGIA lança “The Battle of Deliverance”, seu mais novo trabalho

    POR ASSESSORIA 

    No último dia 21 de abril a banda Rhegia lançou o seu mais recente trabalho: “The Batlle of Deliverance”, álbum gravado e produzido no Shokran Studios, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Financiado pela  Lei Aldir Blanc, o álbum apresenta 13 faixas inéditas, incluindo a releitura de “Anjos e Arcanos”, composição de Ricardo Smith, artista paraense a quem a banda presta uma homenagem póstuma. O álbum conceitual traz composições que abordam a história, cultura e ancestralidade dos povos originários da Amazônia.

    Produzido por Tiago Della Vega com direção vocal de Guilherme De Siervi, o registro contou com participações especiais da cena do metal nacional como: Mayara Puertas (Torture Squad), Angel Sberse (Malvada), Hanna Paulino (cantora de Macapá) e Yaka Hunikuin, indígena da aldeia Hunikuin (Acre).

    A capa é assinada pelo artista internacional Felipe Machado (Colômbia), que já havia trabalhado com a banda em trabalhos anteriores. Já a identidade visual gráfica do encarte e companha de lançamento ficou por conta de Rômulo Dias, artista de São Paulo. No dia 18 de março a banda lançou o single e videoclipe da música “Beyond the Last Bend of the River”, composição que abre o novo álbum com a produção de Christian Oliveira e Saulo Caraveo, a banda também disponibilizou em seu canal no YouTube um documentário com 5 episódios que mostra os bastidores de toda a produção de seu último trabalho.

    A Rhegia é formada por Bianca Palheta, Amanda Alencar, Naoto Shibata, Celso Lavoisier e Saulo Caraveo.

    Em 2017 eles entraram na cena metal brasileira participando de festivais. Em 2019 lançaram o EP intitulado “Shadow Warrior”, que traz em seu enredo a cultura amazônica, lendas e encantamentos em uma mistura primorosa entre mitologia, ficção e realidade. Este trabalho rendeu à banda excelentes críticas e repercussão na mídia especializada nacional e internacional.

    Pré-save: 

    https://onerpm.link/651085621372
    Redes Sociais:
    Instagram: @rhegiaofficial
    Facebook: @bandarhegia
    Foto: Victor Peixe

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • IGOR BOLLOS: conceituado guitarrista de jazz, anuncia projeto de metal e lança single “Demon’s Toll”

    IGOR BOLLOS: conceituado guitarrista de jazz, anuncia projeto de metal e lança single “Demon’s Toll”

    POR ASSESSORIA 

    Igor Bollos, conceituado guitarrista paulistano de jazz, lançou “Demon’s Toll”, primeiro single e videoclipe do seu projeto solo de Heavy Metal. Sua escolha como primeira faixa de trabalho, mesmo se tratando de uma música de quase 8 minutos de duração, demonstra a preocupação e propósitos absolutamente artísticos do projeto muito acima dos anseios comerciais, como tudo que Bollos conduziu em sua carreira na música até então. Assista o videoclipe abaixo:

    Igor Bollos é um guitarrista, compositor e educador nascido em 1997, pós-graduado em música popular pela Unifaccamp e bacharel em guitarra pela Faculdade Santa Marcelina (FASM). Igor começou na música aos 6 anos de idade e aos 9 se interessou pela guitarra, especializando-se no instrumento na EM&T onde também estudou produção musical e music business. Apesar de jovem, sua extensa carreira já resultou em quatro álbuns autorais, participação em inúmeros outros e uma premiação em 2017 no Independent Music Awards (IMAs), de Nova York, como um dos 5 melhores álbuns de estreia do mundo para o disco “Vitrais”, da cantora Lisa Kalil, com quem ele gravou. Igor Bollos transita com versatilidade pelos mais diversos estilos, fazendo trabalhos que passam por gêneros como jazz, fusion, rock, MPB, funk, R&B, pop, blues e heavy metal. Ele também é um artista LGBTQIA+, algo raríssimo quando se trata da cena da música instrumental brasileira, sendo um dos poucos que levanta essa bandeira. “Demon’s Toll” nos introduz a sonoridade praticada por Igor nesse projeto, evidenciada pelo Metal Extremo e o Metal Moderno, mas permitindo-se transitar com naturalidade por toda a extensão de influências da trajetória do músico, pegando elementos de Rock Progressivo e Jazz Fusion, e transformando em uma sonoridade verdadeiramente única e avassaladora. Ouça o single abaixo:

    Igor Bollos comentou o lançamento: “Lançar o single Demon’s Toll é uma realização enorme para mim, principalmente por ser o meu primeiro single de metal e a primeira experiência que tive com videoclipe. Esta música foi composta há 10 anos, quando eu tinha de 15 a 16 anos de idade, e todo esse tempo ela ficou guardada no fundo do baú esperando o momento certo para ser lançada” “Inicialmente a ideia de Demon’s Toll era ser instrumental, porém, ao perceber que havia uma série de espaços que encaixariam perfeitamente com linhas vocais, chamei a Gio Amorim para compor a letra e gravar o vocal limpo da música. Em seguida o Mounir entrou com o seu poderoso vocal gutural, e o time ficou completo com o Matt e o Lucas”, complementou Igor.

    O primeiro single de Igor Bollos, conforme citado por ele anteriormente, tem participação de Mounir Sobh (InDharma, Laboratori), amigo de longa data de Igor, e Gio Amorim, a composição é de Igor Bollos e Giovanna Amorim. A execução de “Demon’s Toll” ficou a cargo de Igor Bollos (Guitarras, Violões e Synths), Lucas Thunder (Baixo e Backing Vocals), Mounir Sobh (Vocal Gutural) e Gio Amorim (Vocal Clean). A programação de bateria é de Matt Carrilho (Kryour) e Igor Bollos, com produção de Igor e mixagem e masterização de Raphomet. A capa do single é de Stefano Moliner. O videoclipe de “Demon’s Toll” tem captação, edição e direção de Danilo Rozalini, roteiro de Igor Bollos e Danilo Rozalini, assistência de Bianca Romualdo e realização por Rozalini Films. Saiba mais sobre o novo projeto de Igor Bollos, bem como seus outros projetos na música, suas aulas e toda a sua carreira através do Instagram @igor_bollos

    Foto: Matt Carrilho

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • EXTREME antecipa novo álbum, “Six”, lançando mais dois videoclipes de uma só vez, “#Rebel” e “Banshee”

    EXTREME antecipa novo álbum, “Six”, lançando mais dois videoclipes de uma só vez, “#Rebel” e “Banshee”

    Demorou uma infinidade, mas finalmente o Extreme, banda que no início dos anos 90 explodiu como uma das maiores de hard rock de sua geração, está prestes a lançar seu novo álbum de estúdio, quinze anos após o anterior, Saudades de Rock, de 2008. Intitulado Six, o disco será lançado no próximo dia 9 de junho, através da earMUSIC, que já disponibilizou-o para pré-encomenda – acesse aqui. Como uma primeira amostra de Six, o Extreme já havia disponibilizado o single/clipe, Rise, que agradou bastante os fãs da banda de Boston, atingindo até o momento mais de 2,3 milhões de visualizações. Agora, o quarteto formado por Gary Cherone (vocal), Nuno Bettencourt (guitarra), Pat Badger (baixo) e Kevin Figueiredo (bateria) solta mais dois clipes de uma só tacada, para as músicas #Rebel Banshee. Confira-os: 

    Recentemente, Cherone concedeu entrevista ao site da revista Guitar World e falou do tão aguardado próximo álbum de estúdio do Extreme. Segundo o vocalista, Six tem as melhores composições da história do Extreme: “Com o Extreme, há sempre muita paixão e um pouco de mijo e vinagre”, brincou. “Não estamos em competição com mais ninguém, mas nos esforçamos para nos superar. Conseguimos nos manter juntos depois de todos esses anos. Sentimentos que temos algo a provar quando subimos ao palco ou ao estúdio. Por causa disso, acredito que algumas dessas músicas estão entre as melhores que já compusemos”.

    Confira o tracklist e a capa de Six:
    1. Rise
    2. #Rebel
    3. Banshee
    4. Other Side Of The Rainbow
    5. Small Town Beautiful
    6. The Mask
    7. Thicker Than Blood
    8. Save Me
    9. Hurricane
    10. X Out
    11. Beautiful Girls
    12. Here’s To The Losers
    Extreme:  Gary Cherone – vocal Nuno Bettencourt – guitarra & backing vocals Pat Badger – baixo e backing vocals Kevin Figueiredo – bateria Confira o clipe anterior do Extreme, para o primeiro single de SixRise A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • ZEKE SKY: MAIS DO QUE APENAS ÓTIMAS LINHAS DE GUITARRA

    ZEKE SKY: MAIS DO QUE APENAS ÓTIMAS LINHAS DE GUITARRA

    Parte extremamente importante para o desenvolvimento do heavy metal como um gênero musical vivo e vibrante é a eterna renovação do cenário, algo que vem sendo promovido diariamente por novos músicos e novas bandas que (felizmente) não se cansam de lançar novos projetos musicais. Multi-instrumentista, mas com uma paixão evidente pela guitarra, Zeke Sky iniciou sua trajetória musical em 2018, quando lançou de forma independente o álbum Animals Of God & War. Desde as primeiras notas percebe-se um músico confiante e talentoso, que não poucas vezes ruma para algo bastante virtuoso, mas que em nenhum ponto aposta todas as suas fichas nisso. Pelo contrário, é no equilíbrio e na variedade de elementos que ele ganha seus pontos, algo que é ainda mais evidenciado neste segundo álbum, Intergalactic Demon King (2022), o primeiro por um grande selo internacional. Conversamos com o músico, que nos contou como tem sido o seu caminho até aqui. 

    Tanto quando vi a capa de Animals Of God & War (2018) quanto quando vi a capa do novo Intergalactic Demon King, inicialmente imaginei que se tratasse de álbuns de power metal, por conta desse toque de Fantasia que ambas as artes trazem. Você é fã de literatura de Fantasia? 

    Zeke: Sim, Fantasia sempre me atraiu, mas a verdade é que História sempre me cativou mais. Então, para mim, sempre foi um equilíbrio entre esses dois universos, algo que só poderia acontecer em um mundo de Fantasia, e coisas que de fato aconteceram no nosso passado, amo essa mistura. Então, inegavelmente existem elementos de Fantasia ao longo desses dois álbuns, mas acho que a maior parte das histórias narradas no álbum são baseadas em eventos que realmente aconteceram e que fazem parte da História do mundo, são coisas que tive meus primeiros contatos ainda nos tempos de estudante e tal. Quanto as capas em si, elas ficam muito mais chamativas com todos esses elementos que remetem a filmes, desenhos e revistas em quadrinhos de Fantasia, e acredito que você tenha imediatamente associado com uma banda de power metal porque ao longo dos anos essas bandas quase que asseguraram uma espécie de ‘monopólio’ sobre esses temas (risos). 

    É verdade, mas eles nem sequer foram os primeiros, certo? 

    Zeke: Exato, eu estava pensando exatamente nisso agora! Essas capas bonitas e chamativas e até mesmo as letras evocativas e cheias de ambientes viraram uma marca do power metal há bastante tempo, mas ainda muito antes elas já eram usadas por bandas de outros gêneros, especialmente por grupos de rock progressivo, que traziam ainda mais profundidade a esse universo lírico e visual. Até hoje eu amo ficar olhando para aquelas capas icônicas dos álbuns do Yes e do Eloy, entre tantos outros. Sem contar tantas outras, Uriah Heep, Blue Öyster Cult e até formações de outros gêneros, então a genealogia dessa mistura de música e fantasia vai muito, muito longe mesmo! 

    É verdade, e é engraçado pensar o quanto a arte de Roger Dean tem a ver com a música que ouvimos desde então, o quanto a arte dele influenciou tudo o que viria depois, até no metal extremo. 

    Zeke: Sim, é isso mesmo. Ele fez tantas capas incríveis para o Yes, Asia, Uriah Heep, e todas elas ficam gravadas na memória assim que a gente vê pela primeira vez. É engraçado pensar que eu nunca comprei um CD em toda a minha vida, e ainda assim aquelas capas estão gravadas na minha memória, então é fácil perceber o poder que elas têm. E também é legal perceber a conexão intensa que aquelas artes têm com a música que o Yes estava desenvolvendo naquela época. Tanto a arte quanto a música eram tecnicamente complexas e perfeccionistas, além de que pareciam vibrar na mesma sintonia. O Yes tem algumas das melhores capas nos seus álbuns, e os seus álbuns contém algumas das melhores canções, algumas das melhores melodias que já foram gravadas. 

    E ótimas letras. 

    Zeke: Ah sim, não podemos esquecer disso! Eram tão profundas, algumas das melhores que já ouvi, tinha algo de filosófico, algo de fluxo de consciência, eram letras realmente bem meditativas, eu adorava, ainda adoro! Eu gostava muito dessa coisa deles abordarem de forma bastante subjetiva o subconsciente como um lugar para onde você pode viajar quando quer sentir uma determinada emoção, quando quer sentir uma experiência além do tempo, incorpórea. É, eu sei que é uma viagem, mas é uma viagem embalada em ótima música (risos). 

    Intergalactic Demon King – Atomic Fire/Shinigami – NAC

    Bem, a sua música já havia me mostrado que você tem referências do prog rock, mas nem imaginava que elas fossem tão profundas quanto percebo nessa conversa. 

    Zeke: Ah, eu amo progressivo! Sendo bem sincero com você, acho que os discos de rock progressivo dos anos 70 são os mais importantes para mim como músico, acho que foi com eles que realmente aprendi a tocar! Eu ficava ouvindo aquelas canções e tentando imaginar como tocar cada parte, e quando descobria como executar com perfeição o lado técnico, ficava me debruçando ainda mais sobre a música para encontrar a emoção correta, pois no prog só a técnica não basta, você precisa encontrar o sentimento correto para cada parte de uma canção. Muitos daqueles discos ainda estão gravados na minha mente, sem contar que o rótulo ‘progressivo’ te oferece liberdade para trabalhar praticamente qualquer elemento, de qualquer tipo de música. 

    É verdade. E como você estava dizendo, na sua música você gosta de pegar elementos da História e mesclar com um pouco de fantasia, um recurso que os grandes autores do gênero também adoram usar. 

    Zeke: Sim, até porque esses caras, J.R.R. Tolkien, Joe Abercrombie e tantos outros, eles precisavam ter um ponto de partida para começar o seu trabalho, eles precisam de algo que ao menos apontasse uma direção. De certa forma, podemos olhar para Heródoto como o primeiro grande autor de Fantasia, pois na sua História ele trazia todas aquelas descrições vibrantes e detalhadas de acontecimentos fabulosos, o rei que queima todos aqueles tesouros no topo da torre do seu castelo enquanto questiona onde falhou poderia ser comparado ao rei que enlouquece e se atira às chamas em O Senhor dos Anéis. O ser humano muito naturalmente ama História, e acredito que é só a manipulação dela em favor do interesse de certos grupos que faz tantos acabarem se afastando dela. 

    Bem, a banda Zeke Sky nasceu em 2018, certo? 

    Zeke: Mais ou menos. Foi em 2018 que minhas primeiras músicas foram lançadas, até então as coisas eram meio soltas, eu não estava compondo seriamente antes, mas já tinha participado de alguns eventos, principalmente tocando covers, mas eu realmente queria uma banda. Eu escrevia alguns trechos de música, mas não sabia exatamente o caminho que queria seguir, então fui fazendo aos poucos. Em 2018 decidi mostrar algumas músicas, comecei então a trabalhar com as ferramentas que tinha em mãos, divulgando em mídias sociais. De fato, no começo eu fazia basicamente vídeos meus tocando algo e postava nas redes sociais, esse foi o começo de tudo. Comecei usando o nome Zeke Sky Band, mas logo depois reduzi para apenas Zeke Sky. 

    Imagino que tocar vários instrumentos tenha sido fundamental para alcançar o resultado que queria. 

    Zeke: Sim, e acho que uma das principais razões disso ajudar é que quando está criando, você ‘ouve’ melhor as canções na sua cabeça quando toca vários instrumentos, pois tem uma ideia bem precisa de como cada um deles soa. É diferente de quando você é um guitarrista e não faz ideia de como um teclado realmente soará, ou quando é baixista e nem imagina como a guitarra deverá entrar em certa parte, etc. A sua visão fica, ao mesmo tempo, mais clara e mais ampla quando domina mais recursos. Cada instrumento tem a sua própria linguagem, e quando você ‘fala a língua’ de cada instrumento, consegue um melhor resultado na hora de comunicar as suas ideias através deles. 

    Hoje, como você vê o seu primeiro registro, Animals of God & War (2018)?

    Zeke: Em primeiro lugar, é muito difícil para as pessoas encontrar aquelas músicas em algum lugar, pois não é algo feito profissionalmente como esse novo, e isso talvez não seja um grande problema (risos). Eu vejo aquele primeiro registro como algo muito experimental, eu estava literalmente experimentando coisas, fazendo pequenos testes naquelas músicas. Bem, com aqueles vídeos que vinha publicando nas minhas páginas pessoais, tinha desenvolvido uma pequena base de seguidores na internet, e queria oferecer algo para essas pessoas, e foi basicamente por isso que fiz aquele disco, algo bem diferente do que alcancei neste novo álbum, que trabalhei de forma bem mais profissional. 

    Imaginei que diria algo assim, já que Intergalactic Demon King soa como uma unidade sonora muito firme. E ela é basicamente a sua visão musical em todos os aspectos, certo? 

    Zeke: Exatamente. Não quero ser visto como um tirano ou um ditador, mas essa banda é coisa minha, é o meu nome que está ali, então as coisas são feitas do meu jeito. Tudo o que você ouve em Intergalactic Demon King é criação minha, claro que meu baterista (Adam Pierson) adicionou algum ‘feeling’ aqui e ali, mas eu compus todas as linhas de todos os instrumentos e gravei todos eles em demos antes de entrarmos em estúdio, então estava claro como tudo deveria soar, inclusive a bateria. Também escrevi todas as letras, então posso dizer que este álbum é exatamente o que gostaria de ter feito, em todos os aspectos, já que me esforcei para estar adiante de tudo. 

    Dito isso, você já pensa em novas canções? 

    Zeke: Sim, estou constantemente tendo ideias, mas ainda é cedo para começar a pensar mais seriamente em um novo registro. Por enquanto estou vivendo o que o álbum atual tem a oferecer, curtindo o momento, mas sem dúvida esse é um projeto que terá continuidade em breve, então podem contar com isso!  

  • JESTERS OF DESTINY: UMA NOVA CARTADA DO DESTINO

    JESTERS OF DESTINY: UMA NOVA CARTADA DO DESTINO

    Década de 1980, para muitos a ‘Era de Ouro’ do heavy metal. Muitos motivos vinham para corroborar todo esse otimismo, e iam do nascimento de novas bandas (e com elas de novos subgêneros musicais) ao lançamento quase que diário de novos ótimos discos, que encontravam espaço na programação das rádios e até dos canais de televisão. Naqueles dias, poucos lugares no mundo eram mais atrativos para novos jovens músicos quanto a ensolarada Los Angeles, na Califórnia. Dona de uma vida noturna vibrante, ela também tinha um cenário musical firmemente estabelecido – e variado, já que a história ia desde os clássicos do rock psicodélico até os nomes viscerais do hardcore e do thrash metal. Foi justamente nesta época e cenário que nasceu o Jesters Of Destiny, um dos muitos ótimos nomes que iluminaram os ‘outdoors’ de LA, mas que tiveram uma ‘primeira encarnação’ muito mais curta do que o esperado (a banda originalmente esteve ativa entre 1983 e 1988). Depois de passar muitos anos ao largo, o guitarrista Ray Violet e o baixista/vocalista Bruce Duff finalmente decidiram voltar à ativa em 2015, e o mais novo álbum, Distorting Everything (2022), já é o segundo desde o retorno. Conversamos com a dupla, que nos contou mais de sua história. 

    Sei que já faz muito tempo, mas vocês ainda lembram a razão de terem nomeado a banda como Jesters Of Destiny? 

    Ray Violet: Acho que o Bruce vai ter que assumir essa resposta. Eu tinha sugerido Tooth & Nail, mas fui voto vencido (risos). 

    Bruce Duff: Realmente já faz muito tempo, eu não lembro ao certo. Provavelmente naquela época eu tinha uma resposta bem bolada para isso, e só Deus sabe se era verdade, mas nem faço mais ideia (risos gerais). Eu não sei, muito provavelmente foi uma dessas ideias que você tem durante um sonho, e então acorda e anota em algum lugar, algo do tipo. Você sabe, algo no subconsciente. 

    Ray: A verdade é que Bruce também é um escritor, então ele naturalmente é muito bom com palavras e sentenças, você sabe. Então, sempre foi muito confortável para nós deixar esse trabalho com ele, pois sabíamos que viria com algo bom. O nome da banda, letras, os títulos dos nossos discos, ele é ótimo com isso. 

    Bruce: Ajuda muito quando você é vocalista. Quer dizer, quando você escreve o que vai cantar, você sabe sobre o que vai cantar, e isso ajuda muito na hora da performance. 

    O Jesters Of Destiny teve seu início na primeira metade dos anos 80, na Califórnia, um cenário riquíssimo para o rock, com uma abrangência absurda. O que os tornava diferentes das demais bandas da época? 

    Bruce: Acho que o nosso lance era que estávamos juntando as partes de todos os tipos de música que gostávamos de ouvir. Nós tínhamos as nossas primeiras músicas nas mãos, e realmente acho que elas eram um pouco diferentes do convencional, mas nunca entramos no processo de composição pensando em algo como ‘o que devemos fazer para ser diferentes, como podemos ser diferentes dos outros?’, nada assim. Aquelas músicas eram simplesmente o que tínhamos conseguido fazer com as nossas ideias. Nós tínhamos esse projeto de gravação, tínhamos algumas ideias para músicas bem comerciais que vínhamos trabalhando para conseguir algum destaque nas rádios ou na TV, fazendo alguns experimentos musicais só para se divertir, então Ray começou a dizer que aquelas ideias soavam bem juntas. Veja, nem estávamos tentando fazer nada a sério, mas como aquelas ideias soavam bem juntas, resolvemos realmente montar uma banda e começamos a escrever músicas juntos, reunir as ideias em canções. É por isso que digo que nem foi algo intencional, a nossa música foi mais o resultado da combinação das músicas que estávamos ouvindo na época, e talvez essas referências fossem diferentes para as outras bandas. 

    Distorting Everything – Ektro Records – IMP

    Por exemplo? 

    Bruce: Prince, ele estava lá e fazendo muito sucesso, todo mundo estava ouvindo as músicas dele, mas nem todo mundo trazia aquelas referências para o rock. Então, nós pegamos isso, misturamos com algo do velho rock psicodélico. Aliás, mais ou menos naquela mesma época em que estávamos começando, estava acontecendo um interessante movimento musical, que era mais comum e popular aqui em Los Angeles do que em outras cidades, o Paisley Underground. Era como uma renovação da música psicodélica, e eu ia sempre assistir aquelas bandas, gente como The Dream Syndicate, The Fuzztones e outros, eu adorava aquilo. Não tinha nada a ver com metal, embora as bandas se vestissem de preto e tivessem cabelos longos (risos). Tinha muita coisa diferente rolando na época, então acho que só combinamos com o momento, de alguma maneira. 

    Ray: Se você ouvir uma música como Diggin’ That Grave (faixa de abertura do álbum de estreia do Jesters Of Destiny, Fun At The Funeral, de 1986) e for até aquela parte no meio da música, vai perceber que aquela parte foi basicamente composta à partir de uma música do Norris Cole (N.R: astro do reggae da Jamaica), ela parte de uma parte bem estruturada para uma forma mais livre, por assim dizer. Eu e Bruce sempre tivemos essa atitude de músicos diante da música, de ‘performers’, melhor dizendo. Tudo o que gravamos sempre foi registrado do início ao fim, sem pausas ou cortes. Apenas se cometermos um erro muito grave é que vamos regravar uma parte ou sobrepor algum elemento, então, tenha certeza de uma coisa: Tudo o que você ouviu do Jesters Of Destiny, do início até os dias de hoje, é basicamente música gravada ao vivo. Tem a emoção do momento, é como nossos dedos quiseram tocar a música naquele momento. Então, sair do comum, tocar uma ‘jam’ fora do contexto da música é algo natural para nós, pois aprendemos a tocar como ‘performers’, e não como peças de cerâmica. 

    Quanto o metal e o punk foram importantes nessa mistura que vocês promoveram? 

    Ray: Bem, nós viemos de uma área em que ambos os movimentos estavam crescendo muito naqueles dias. O punk era algo que gostava muito, mas pelo menos para mim o metal era algo ainda maior, era o que ouvia todo o tempo! Então o metal acabou se tornando uma parte muito grande na nossa música, desde que pudéssemos tocá-lo à nossa maneira, com essa atitude meio que de jam, sabe? O problema na época era encontrar um baterista que nos acompanhasse (risos). 

    Bruce: Quando tocávamos ao vivo a música era naturalmente ainda mais inesperada do que no disco (disco). Nos shows, alguém sempre tinha a incumbência de dar o sinal para que a banda voltasse aos trilhos em uma música, pois adorávamos partir para jams, deixávamos as coisas correrem meio livres, pois isso tinha a ver com a nossa música. Sabe, uma vez o Jon Sutherland, que era o cara da publicidade da Metal Blade e um dos caras mais influentes do metal na época, me disse: “Vocês são muito punks para serem metal, e muito metal para serem punks”, e acho que era meio que verdade (risos). Talvez tenha sido mais complicado assimilar nossa imagem por conta disso, mas quanto olho os flyers antigos dos nossos shows, vejo que tocamos com uma gama muito grande de bandas de todos os estilos, então acho que tinha um lado muito bom nisso também. 

    Em 1986 vocês lançaram sua estreia com o álbum Fun At The Funeral, e em seguida lançaram o EP de covers In A Nostalgic Mood (1987), que contém a sua versão para Electric Funeral, do Black Sabbath. O engraçado é que vocês se tornaram conhecidos no Brasil principalmente por conta dessa versão, que constava no tributo Eternal Masters, um dos muitos tributos dedicados a grandes nomes lançados por aqui na época. A parte ruim é que, por mais que o interesse dos fãs brasileiros tivesse sido despertado, naquela época o Jesters Of Destiny já nem existia mais. Vocês conheciam essa história? 

    Bruce: Não, eu nem fazia ideia, mas que loucura (risos gerais). Poxa, então já tivemos uma chance de sucesso no Brasil? Só com uma banda chamada Jesters Of Destiny (N.R: algo como ‘bobos da corte do destino) para acontecer uma oportunidade dessas quando a banda já tinha acabado (risos gerais). A nossa música sempre foi algo complicado, era difícil estar nas paradas de sucesso e eu realmente não sei explicar o motivo. Na época nós tivemos ótima cobertura em revistas como a Metal Hammer e a Kerrang!, mas ainda assim as coisas nunca se tornaram grandes para nós. Lembro que tínhamos um público consideravelmente maior na Finlândia e na Alemanha do que jamais tivemos nos Estados Unidos, e eu nem imagino a razão disso. 

    Ray: Especialmente na Alemanha nós conseguimos um bom público. Mas a coisa que sempre foi mais complicada para nós foi conseguir fazer que as pessoas conhecessem a nossa banda, que elas tivessem interesse em ter um primeiro contato com a nossa música. Existem muitas bandas, tantas que é realmente difícil dar uma chance para todas, então sempre foi uma luta muito grande nesse sentido, por isso nunca tivemos uma turnê mundial ou algo do tipo. Teria sido ótimo, ouvimos grandes histórias dos nossos amigos que conseguiram tocar no Brasil, América Latina, Japão e outros países, mas isso nunca aconteceu para nós, e eu não guardo nenhum ressentimento, pois sei que estávamos fazendo música boa, as pessoas apenas não tiveram a chance de conhecê-la em tempo. 

    Bruce: Mas eu conheço essa coletânea sim, ela foi lançada aqui nos Estados Unidos também. É verdade, nós já tínhamos nos separado quando aquela coletânea tributo ao Black Sabbath foi lançada em 1994, e ela foi lançada pela Priority Records, que era a gravadora responsável pelo lançamento de artistas de hip-hop como NWA, Ice Cube e coisas do tipo, eles tinham essa pequena subsidiária que estava interessada nesses discos de tributo, que faziam certo sucesso na época. Bom, vários projetos assim foram feitos, mas no geral o selo dizia ‘ei, vamos fazer um tributo ao Alice Cooper’, e então eles chamavam um monte de bandas para fazer isso, novas gravações daqueles clássicos todos, então eles davam uns dez mil dólares para cada banda e montavam o álbum. Não foi isso que a Priority fez, eles simplesmente procuraram por um monte de versões do Black Sabbath que já estavam prontas e gravadas e que só precisassem licenciar para juntar em um mesmo álbum, para que custasse o menos possível para eles (risos). De fato, a maior parte das cópias que vi desse tributo são em fitas K7, e eram vendidas em paradas de caminhão (risos). Essa era a ideia, vender um produto barato para que caminhoneiros pudessem ouvir aquelas músicas enquanto atravessavam o país dirigindo. Não lembro de ter visto aquele disco em fita ou CD em qualquer loja de discos nem uma única vez na minha vida, era sempre nessas lojas de conveniência e paradas de caminhão ao longo da estrada. É incrível pensar que conseguimos um certo nome no Brasil com esse tributo (risos). 

    Ray: Espero que não tenha passado tempo demais e os brasileiros ainda lembrem de nós (risos gerais). 

    De qualquer forma, vão lembrar agora, com o lançamento de Distorting Everything. 

    Bruce: Isso seria ótimo! Veja, a nossa música não mudou tanto assim, pois a nossa atitude diante da música ainda é a mesma. 

    Ray: Só estamos mais velhos, e aprendemos novos truques (risos). 

    Bruce: Sim, mas ainda gostamos de fazer jams, deixar a música fluir livre e misturar psicodelia com música pesada como sempre fizemos. Sempre fomos assim, temos a música pesada e a psicodélica como norteadores, mas sempre tivemos uma faixa cover, algo de reggae, um pouco de blues e tudo, enfim misturado na nossa música. A única diferença é que desta vez nós pensamos ‘vamos pular todas essas introduções e partir direto para o que interessa, vamos fazer um disco bem direto de hard rock’, então foi isso que fizemos e por isso o álbum se chama Distorting Everything. Então, se quiserem um pouco de música pesada e divertida, deem-nos uma chance, e podemos divertir vocês por alguns minutos (risos).

  • SÃO PAULO METAL FEST – São Paulo (SP)

    SÃO PAULO METAL FEST – São Paulo (SP)

    Por Marcelo Gomes Fotos: Roberto Sant´Anna Os paulistas ganharam mais um festival de música pesada. Estamos falando da estréia do São Paulo Metal Fest que aconteceu no último dia 14 de abril, no Carioca Club e reuniu atrações brasileiras e estrangeiras, dentre elas, o New Democracy e Hatefulmuder do Brasil, além do Weight Of Emptiness (CHI), Beyond Creation (CAN), Cynic (EUA) e os nossos irmãos portugueses do Moonspell. Os primeiros a subir no palco foram os mineiros do New Democracy, banda de death metal melódico com mais de 10 anos de estrada.  Formada por Rafael Lourenço (vocal e guitarra), Mozart Santos (guitarra), Wellington Rodrigues (baixo), Vinicius Borges (teclado) e Alexandre Madeira (bateria), a banda se apresentou num volume altíssimo para um pequeno público que ainda estava chegando na casa. Concentrou seu repertório em seu mais recente trabalho, The Plague (2022).  Fizeram parte do setlist Black Blood, Blood On Nile, Creation Of My Skin, The Way We Die, além do cover Angels Don’t Kill, do Children Of Bodom. Os cariocas do Hatefulmurder vieram a seguir. A vocalista Angélica Burns pede para o publico se aproximar do palco e anuncia que o baile vai começar! Renan Campos (guitarra), Thomas Martinoia (bateria) e Felipe Modesto (baixo) completam o time que logo iniciam a pancadaria com Reborn seguida por Worshippers Of Hatred. Antes de iniciar a próxima, Angelica pede um wall of death. e a porrada come solta ao iniciar Silence Will Fall. Não foi diferente em Red Eyes que apesar de todo peso, tem influência de ritmos brasileiros. A introdução de bateria precede My Battle e o show continua com uma faixa recém lançada, Psywar, um metalcore que agita a galera. Para encerrar, tocam Creature of Sorrow. Os 30 minutos foram mais do que suficientes para aquecer o público que já estava em número bem maior. Chegada a vez dos chilenos do Weight Of Emptiness, o vocalista Alejandro Ruiz surge com parte do rosto pintado de preto e com um capuz dando um ar sombrio a apresentação da banda que mistura progressivo, death e doom metal. Acompanhado por Juan Acevedo (guitarra), Mario Urra (baixo), Alejandro Bravo (guitarra) e Mario Basso (bateria), os chilenos tocaram sons do seu mais recente trabalho, Whitered Paradogma (2023) e dos outros dois discos da banda. Fizeram parte do setlist as faixas Defrosting, Chucao, Wolves, Weight of Emptiness e Unbreakable. Em sua segunda passagem pelo Brasil, a banda entregou show excelente e ganhou uma recepção calorosa do público. Os canadenses do Beyond Creation chegaram para essa turnê sem  seu baterista Philippe Boucher que foi substituído pelo competente Michel Bellanger. Na companhia de Simon Girard (vocal/guitarra), Kévin Chartré (guitarra) e Hugo Doyon-Karout (baixo), a banda subiu ao palco do Carioca Club ao som de Fundamental Process para iniciar o primeiro show da turnê latino americana. O death metal técnico com influências do progressivo ficam evidentes logo de início. “São Paulo, como vocês estão? É um prazer estar novamente aqui“, diz Simon antes de iniciar Earthborn Evolution. As longas partes instrumentais demonstram todas as habilidades dos músicos e ganha a participação do público. O vocalista não perde tempo, afinal o tempo é curto e as músicas longas, anuncia In Adversity que tem ótima recepção. Ao final, os presentes já gritavam o nome da banda. Os two hands de Simon e Kévin entregam a melancólica Ethereal Evolution. A pancadaria volta com Algorithm que tem um instrumental impressionante e diversos elementos que criam uma atmosfera única. Para encerrar, tocam Coexistence e uma bela roda se abre na pista, seguida por Omnipresent Perception, ambas do álbum The Aura (2011). Nessa última, Simon vai bem a frente do palco e começa a bater cabeça durante seu solo, é impressionante ! O que se pode dizer do show é que mesmo afastados dos palcos por 3 anos, os canadenses mostraram estar em plena forma. Não foi bem um show mas sim uma aula altamente virtuosa que mesmo diante da complexidade de suas composições, conseguiram manter os fãs entretidos e empolgados durante toda a apresentação. Sem dúvidas, um dos pontos altos do festival. Uma das mais aguardadas da noite, sem dúvida foi o Cynic que finalmente fez sua estreia no Brasil. Da formação original, somente o guitarrista Paul Masvidal continua na banda já que em 2020, o baterista Sean Reinert faleceu assim como outro integrante importante, o baixista Sean Malone. Para acompanhá-lo, Paul recrutou Max Phelps (guitarra e vocal), Brandon Griffin (baixo), Matt Lynch (bateria), que subiram ao palco no horário previsto (22h30) para executar seu debut, Focus (1993) na íntegra, em comemoração aos 30 anos do lançamento. Executam as músicas exatamente na ordem do disco em versões muito próximas as originalmente gravadas. O público que inicialmente estava empolgado parece que começou a desanimar no decorrer da apresentação dos caras. Não tem o que falar da competência dos músicos, mas parece que toda aquela viagem musical que mistura progressivo, death metal, fusion e partes bem experimentais tiveram um efeito contrário nos fãs. Nem mesmo a homenagem aos ex-integrantes Sean Reinert e Sean Malone conseguiram reverter esse quadro. Além do disco Focus, tocaram Kindly Bent To Free Us, Adam´s Murmur, Aurora, Box Up My Bones, Evolutionary Sleeper e In A Multiverse Where Atoms Sing. Volto a dizer, a execução foi impecável, mas talvez esse o tipo de som funcione melhor para um show solo. Além do mais, não cumpriram o horário e fizeram a apresentação mais longa do festival prejudicando o show do Moonspell. Após os atrasos, finalmente a atração principal da noite, o Moonspell  apresentou seu show em comemoração aos 30 anos de carreira. Com um palco mais clean ( sem amplificadores ) deixando mais livre a visão para o telão ao fundo, Fernando Ribeiro (vocal), Ricardo Amorim (guitarra), Pedro Paixão (teclado/guitarra), Aires Pereira (baixo) e Hugo Ribeiro (bateria) iniciam a apresentação ao som de The Greater God, seguida por Extinct. Em poucos minutos, os portugueses conseguiram reacender o público. Fernando aproveita para dar boa noite e dizer que é uma honra e um privilégio poder encerrar essa turnê em São Paulo. Voltam no tempo e resgatam a animada Opium que é cantada por todos. Nesse momento a banda já estava sendo ovacionada e então Pedro vai para a guitarra e tocam Finisterra. Sem intervalos, mandam In And Above Men. Acompanhado pelas palmas, Hugo inicia From Lowering Skies que tem um clima mais dark. Prosseguem fazendo uma sequência matadora com Scorpion Flower, Nocturna, Breathe e Em Nome Do Medo. Na faixa Todo Os Santos que possui uma forte critica, imagens de lideres políticos mundiais como Vladimir Putin (Rússia), Xi Jiping (China), Saddam Hussein (Iraque), Donald Trump (Estados Unidos) são apresentadas no telão enquanto Fernando cantava o refrão, fazendo uma alusão irônica aos causadores de miséria e guerra pelo mundo. O vocalista então fala que só tem tempo para mais duas canções e não poupou criticas ao Cynic dizendo que foi a única banda que não respeitou o tempo e por isso o Moonspell não poderia fazer o setlist completo de 30 anos. O descontentamento dos fãs foi imediato. Para remediar a situação e para delírio do público, tocam a clássica Alma Mater. Aires Pereira estava completando 50 anos no palco, Fernando aproveita para puxar um animado parabéns à você  que é cantado por toda a casa e se despedem ao som de Full Moon Madness. Certamente não foi a comemoração que o Moonspell tinha em mente, mas os fãs entenderam a situação e apoiaram a banda do início ao fim. Apesar desse detalhe com o Cynic, todas as bandas fizeram ótimos shows e São Paulo ganhou mais um festival. Único ponto a se pensar, é o horário de encerramento do evento por conta das pessoas que dependem de transporte público. No mais, foi excelente e tem tudo para que aconteça uma segunda edição.   New Democracy setlist: 01) Black Blood 02) Blood On Nile 03) Creation Of My Skin 04) Angels Don´t Kill ( Children Of Bodom) 05) The Way We Die   Hatefulmurder setlist: 01) Reborn 02) Worshippers Of Hatred 03) Silence Will Fall 04) Red Eyes 05) My Battle 06) Psywar 07) Creature Of Sorrow Weight Of Emptiness setlist : 01) Defrosting 02) Chucao 03) Wolves 04) Weight Of Emptiness 05) Unbreakable Beyond Creation setlist : 01) Fundamental Process 02) Earthborn Evolution 03) In Adversity 04) Ehereal Kingdom 05) Algorythm 06) Coexistence 07) Omnipresent Perception Cynic setlist : 01) Veil Of Maya 02) Celestial Voyage 03) The Eagle Nature 04) Sentiment 05) I´m But A Wave To 06) Uroboric Forms 07) Textures 08) How Could I 09) Kindly Bent To Free Us 10) Adam´s Murmur 11) Aurora 12) Box Up My Bones 13) Evolutionary Sleeper 14) In A Multiverse Where Atoms Sing Moonspell setlist : 01) The Greater Good 02) Extinct 03) Opium 04) Finisterra 05) In And Above Men 06) From Lowering Skies 07) Scorpion Flower 08) Nocturna 09) Breathe 10) Em Nome Do Medo 11) Todos Os Santos 12) Alma Mater 13) Full Moon Madness

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew

  • JON OLIVA confirma retorno, formação atual e título provisório de novo álbum do SAVATAGE

    JON OLIVA confirma retorno, formação atual e título provisório de novo álbum do SAVATAGE

    Tendo Poets and Madman, último álbum do Savatage, sido lançado há mais de 20 anos e de lá para cá o grupo entrado em estado de hibernação, tornou-se difícil pensar em um retorno da banda, o que dirá então sobre o lançamento de um novo álbum. Entretanto, finalmente parece que agora a situação mudará de figura. O líder do Savatage, o tecladista e vocalista Jon Oliva, concedeu entrevista ao canal de YouTube da revista Hard Rock Greece e não apenas confirmou o novo disco como também a formação atual da banda. “Acabei de chegar em casa do estúdio, onde estava trabalhando em algumas músicas do Savatage. Eu estava enviando coisas de volta para Johnny (Middletown, baixista) e (ChrisCaffery (guitarrista)”, revelou. “Vou te dizer uma coisa”, disse ao editor-chefe Sakis Fragos. “Este disco do Savatage vai foder tudo! É assim que é bom. Cometi muitos erros antes e não os cometo agora. Não tenho pressa nenhuma. Quero lançá-lo em abril (de 2024), para que todos nós possamos tocar nos festivais de verão do próximo ano. Não tem como apressar. Por qualquer motivo. Porque este provavelmente será o último disco que fazemos. Quero ter certeza de que é um álbum (nota) 10/10″. Oliva traçou alguns detalhes do álbum que está por vir. “O fato de Zak Stevens e eu estarmos juntos em algumas músicas e fazendo um dueto, me deixa ainda mais animado. Deliberadamente, escrevi de seis a sete músicas especificamente para Zak cantar. Trabalhei em algumas músicas com Al Pitrelli, que, definitivamente, são para mim. Há algumas músicas épicas em que Zak canta algumas partes, eu canto algumas partes e cantamos juntos em algumas delas. É o melhor disco que já compus. A menos que eu me mate!”, brincou. Perguntando sobre quem mais está garantido no álbum, Oliva contou: “Eu vou ter Steve Wacholz (baterista) tocando em uma música ou duas (o que foi uma verdadeira surpresa), Jeff Plate no resto, Johnny Lee Middletown, Al Pitrelli com Chris Caffery (nas guitarras), Zak e eu. Haverá também Jane Mangini, que está tocando algumas coisas, e, provavelmente, Vitalij Kuprij. Até mesmo Wacholz em duas, três músicas. Por exemplo, eu envio a Johnny as músicas e peço que ele adicione algo se ele acha que vale a pena. Quero todos envolvidos, desde o início. Eu quero que seja um disco completo da banda, onde todos nós trabalhamos juntos. Vai ser ótimo”, garantiu. Em relação ao título do disco, Oliva ainda não parece decidido, mas ao menos não escondeu o título que até o momento considera provisório. “O título provisório é Curtain Call. Não sei se vai ser isso. A última música que estará no álbum é a música chamada Curtain Call. E só eu com um piano e é muito profunda. É basicamente eu cantando para os fãs, dizendo adeus a todos. E obrigado. Toda vez que a ouço, choro. Todo mundo para quem eu toco, chora. Mas, é minha maneira de dizer adeus a todos. Obrigado. Eu amo todos vocês. Este é o meu último adeus. Obrigado. Tenha uma nova vida. Então, acho que vou chamá-la de Curtain Call, mas ainda não está cravado”. Jon Oliva revelou também que tem na manga uma quantidade exorbitante de músicas compostas. Obviamente nem todas entrarão no próximo disco do Savatage, mas, calma, pois ele garantiu que os fãs terão acesso as músicas que forem descartadas do álbum, em um lançamento seguinte. “Entre mim, AlChris Caffery e meu irmão (Criss Oliva, guitarrista falecido em 1993), temos umas 40, 50 músicas. Não vai ser fácil reduzi-las. Com as sobras lançarei um CD bônus um ano depois. Começaremos a gravar em junho e trabalharemos continuarmente até irmos a Omaha para os ensaios do Trans-Siberian Orchestra. Após a turnê do TSO, estaremos de volta ao estúdio em janeiro e, em fevereiro, teremos terminado. Meu objetivo é tê-lo lançado no próximo ano, no aniversário de Criss (ou seja, 3 de abril). Depois queremos voltar e tocar em festivais. Temos tantas ofertas (sendo recebidas). Eu não tenho 25 anos. Quero tocar no Wacken, quero tocar em todos os lugares e então é isso. Esta será a minha maeira de dizer adeus ao mundo inteiro. Quero dizer aos nossos fãs o quanto eu os amo. Eles fornecem o meu sustento. Não quero decepcioná-los. Estarei lá no próximo verão, também, para tocar nos festivais e arrebentar!”. Confira a entrevista completa com Jon Oliva:

    A ROADIE CREW agora tem um canal no Telegram!​

    Participe para receber e debater as principais notícias do mundo do metal

    https://t.me/roadiecrew