Categoria: Roadie News

  • SUPERSONIC BREWER disponibiliza versão de “Choke” do SEPULTURA

    SUPERSONIC BREWER disponibiliza versão de “Choke” do SEPULTURA

    SuperSonic Brewer tem em suas influências inúmeros grandes nomes do Metal mundial, mas os músicos do grupo não escondem que uma das principais bandas que os motivaram a buscar sua atual sonoridade é o Sepultura.

    Tanto que em 2017 o SSB foi convidado para participar de um tributo ao Sepultura que está disponível em várias plataformas de Streaming do mundo. A banda gaúcha escolheu uma música da fase Derek Green e presente no álbum Against, “CHOKE”. A faixa recebeu todo um tratamento com a personalidade e estilo do SuperSonic Brewermostrando autenticidade e uma nova recriação para o conceito de “CHOKE”.

    Confira a versão de Choke do SuperSonic Brewer:

    https://www.youtube.com/watch?v=GqwDSIlJRg4

    A versão criada pelo SSB apresenta guitarras mais distorcidas e andamento mais rápido, a banda não se ateve apenas a criar um cover, mas sim, elaborar uma nova identidade para uma das músicas consideradas clássicas com os vocais de Derek Green.

    Formação:

    Vinicius Durli: Vocal/Baixo

    Rodrigo Fiorini: Guitarra

    Jovani Fracasso: Guitarra

    Evandro da Silva: Bateria

    Mais informações:

    Facebook: https://www.facebook.com/supersonicbrewer/

    Roadie Metal Press – SuperSonic Brewer: https://roadie-metal.com/press/supersonic-brewer/

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  • Tilen Hudrap se despede do PESTILENCE

    Tilen Hudrap se despede do PESTILENCE

    Os veteranos do death metal holandês, PESTILENCE, se separaram do baixista Tilen Hudrap devido a “diferenças de agenda”, e o substituíram por Edward Negrea (NECROVILE).

    Tilen comentou: “Obrigado a todos os nossos fãs em todo o mundo pelo enorme apoio este ano! Foi mais incrível do que você pode imaginar! Foi um ano insano, um passeio louco de fato com meus irmãos Patrick, Calin e Septimiu, com boas vibrações e energia.

    “Estou extremamente orgulhoso de fazer parte deste legado histórico do death metal que é o PESTILENCE e tocar ao lado do meu irmão e um dos maiores inovadores de gêneros de metal extremo de todos os tempos, Patrick Mameli! Eu irei amá-los para sempre!”

    “Às vezes a vida nos dá oportunidades que não podemos dizer ‘não’, e 2019 vai ser tão ocupado para mim em minhas outras jornadas musicais que eu tive que tomar a decisão mais difícil de todas: deixar o PESTILENCE, porque a banda tem uma programação muito agitada para 2019 também. Todas as experiências que tivemos juntos permanecerão comigo para sempre, e desejo aos meus irmãos o sucesso absoluto do PESTILENCE no futuro!”

    Tilen ficará no PESTILENCE até o final deste ano, e fará todos os shows agendados em 2018 com o PESTILENCE no México e na Europa.

    Edward declarou: “Eu sou ativo na indústria da música desde 2009. Meu instrumento principal quando comecei, foi o piano. Durante esses anos de piano, eu aprendi tanto o baixo quanto a guitarra. Tocar piano me ajudou muito a me aprofundar na compreensão sobre música e teoria musical em geral.

    “Desde 2014, venho tocando com várias bandas, como MARCHOSIAS, PADDINGMOTH e a mais importante: NECROVILE.

    “Eu tenho tocado na Europa como baixista ao lado de bandas como NILE, SUFFOCATION, CANCER, NAPALM DEATH, CARCASS, KREATOR, SEVERE TORTURE, WORMED, OPETH, ANNIHILATOR, e a lista continua.

    “Estou muito animado por ter esta oportunidade de mostrar minhas habilidades no baixo para o mundo do metal, e espero que os fãs me aceitem como o novo baixista do PESTILENCE“.

    Edward mostrará seu talento no baixo de seis cordas com PESTILENCE a partir de 2019, através de turnês, festivais e novas músicas.

    O último álbum do PESTILENCE, Hadeon, foi lançado em março via Hammerheart.

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  • BATTLE BEAST: Noora Louhimo fala sobre o vindouro novo álbum da banda

    BATTLE BEAST: Noora Louhimo fala sobre o vindouro novo álbum da banda

    A vocalista do BATTLE BEAST, Noora Louhimo, falou ao ‘Metal Casino’ sobre o progresso das composições e sessões de gravação do quinto álbum da banda, previsto para o começo de 2019. “Nós estamos no processo, fazendo um novo álbum”, disse ela. “Isso não é novidade para nós – nós sempre fazemos shows ao mesmo tempo em que estamos fazendo o álbum. Mas tudo bem – estamos acostumados a trabalhar muito, o tempo todo. Então, na verdade, o álbum está a caminho, e será lançado no começo do ano que vem”.

    Questionada sobre como a direção musical do próximo disco do BATTLE BEAST se compara a de Bringer Of Pain, de 2017, Noora disse: “Bem, eu não quero revelar nada demais, mas vamos manter o mesmo espírito do álbum anterior. E também, eu não estou prometendo nada, mas haverá músicas grandiosas, estou muito animada com as demos que temos, porque tem algo ali … Com o álbum anterior, aprendemos muito o que queremos fazer com a nossa música, então talvez seja ainda mais épico [risos] do que da última vez. Mas eu não posso dizer nada antes de terminarmos o álbum”.

    Bringer Of Pain foi lançado em fevereiro de 2017 pela Nuclear Blast Records. O disco de dez faixas foi gravado e produzido no JKB Studios por Janne Björkroth, foi mixado por Björkroth ao lado de Viktor Gullichsen e Mikko Karmila, e foi masterizado por Mika Jussila no Finnvox Studios. A arte da capa foi criada por Jan Yrlund.

    Bringer Of Pain foi o primeiro álbum do BATTLE BEAST a apresentar Björkroth, que se juntou à banda em 2015.

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  • REVOCATION disponibiliza nova música, “Blood Atonement”

    REVOCATION disponibiliza nova música, “Blood Atonement”

    O REVOCATION lançará seu novo álbum, The Outer Ones, em 28 de setembro pela Metal Blade Records. O sucessor de Great Is Our Sin, de 2016, mostra a banda levando adiante tanto o death metal quanto os elementos progressivos de seu som, para níveis mais intensos do que nunca.

    Você pode conferir mais uma música do novo álbum, Blood Atonement, abaixo.

    “Eu sabia que queria ir em uma direção mais obscura, e este é o nosso álbum mais death metal até hoje”, afirma o vocalista e guitarrista Dave Davidson.

    “Às vezes, quando as bandas de death metal seguem a rota do prog, perdem um pouco dessa vantagem, mas queremos manter a agressão na linha de frente do que fazemos, ao mesmo tempo que pressionamos nossos limites”.

    Afastando-se dos temas sociais e históricos que tomaram conta de Great Is Our Sin, desta vez Davidson mergulhou no fantástico, evocando um dos grandes escritores do gênero sci-fi / horror.

    “O título é a minha ode à H.P. Lovecraft e as entidades de puro horror cósmico que governam esse universo que ele criou”, diz Davidson. “Como a nova música que estávamos escrevendo era tão maléfica e espacial em suas partes, parecia ser o título certo para se encaixar na vibe global do álbum. Mas enquanto o conteúdo lírico é amplamente influenciado por tais escritos, em cada alegoria há, é claro, alguma reflexão do mundo real, então eu gosto de escrever de uma forma que possa ter um significado que se sobreponha e, em seguida, outro significado simbólico mais profundo também”.

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  • CRIMSON GLORY: Álbum de estreia será relançado em outubro

    CRIMSON GLORY: Álbum de estreia será relançado em outubro

    Em 5 de outubro, a Metalville Records reeditará uma edição em CD digitalmente remasterizada do álbum homônimo da banda de metal progressivo americana CRIMSON GLORY, licenciada pela Roadrunner Records.

    O CRIMSON GLORY foi formado em 1982, mas demorou até 1986 para o álbum de estreia autointitulado ser lançado. A banda inicialmente atraiu muita atenção da mídia por causa de suas misteriosas máscaras de prata, mas além disso eles tinham um vocalista incrivelmente poderoso no enigmático Midnight – e nos guitarristas Jon Drenning e Ben Jackson, uma equipe capaz de fornecer excelentes harmonias e linhas melódicas verdadeiramente belas. Esses talentos foram evidenciados em hinos clássicos do metal como Angels Of War e a épica Heart Of Steel.

    O CRIMSON GLORY é tão eficiente quanto costuma ser o metal americano – presencie a condução de Dragon Lady e o clássico absoluto Azrael como prova dessas palavras. Em última análise, Crimson Glory é um álbum excelente, que resistiu ao teste do tempo muito melhor do que você esperaria.

    “Quando nós, CRIMSON GLORY, estávamos gravando nosso álbum de estreia, sabíamos que estávamos criando algo único e especial”, diz Jackson. “Havia certa mágica que estava muito presente lá. Eu ainda vejo esse álbum com fascínio e muito orgulho. Nós éramos jovens, muito apaixonados e bastante obcecados em apresentar nossa música e nosso trabalho”.

    O vocalista Todd La Torre deixou o CRIMSON GLORY em fevereiro de 2013, explicando em um comunicado que “o principal motivo” de sua “demissão” era “principalmente devido ao status de inércia [da banda]”.

    La Torre, que se juntou ao QUEENSRŸCHE em junho de 2012 como substituto de Geoff Tate, tornou-se membro oficial do CRIMSON GLORY em abril de 2010, e fez vários shows com a banda nos dois anos seguintes.

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  • EINHERJER: Confira a nova música, “Kill The Flame”

    EINHERJER: Confira a nova música, “Kill The Flame”

    Uma nova música do EINHERJER intitulada Kill The Flame, pode ser conferida abaixo. A faixa é parte do nono álbum de estúdio da banda, Norrøne Spor, que será lançado em 9 de novembro.

    O gigante do viking metal norueguês EINHERJER realizou sua visão por mais de duas décadas. A banda estava lá quando o metal extremo norueguês cresceu e tomou forma como uma enorme exportação cultural.

    O vocalista e baixista do EINHERJER, Frode Glesnes, comentou: “O clássico EINHERJER encontra o futuro e o passado. Não, nós não retornamos às nossas raízes. Esse é um clichê muito usado e sempre aponta alguma besteira. Nós simplesmente escrevemos e organizamos mais algumas coisas juntos.

    “Nos nossos últimos álbuns, escrevemos músicas separadamente; desta vez, vimos o que acontece quando Gerhard e eu estamos juntos em uma sala.

    “Nós ainda temos um controle firme sobre o que é o EINHERJER. Isso nunca vai mudar.

    “Aqui estão 10 novas músicas que qualquer fã de metal pagão deve ser capaz de amar e apreciar. Sem besteiras, apenas 10 ótimas faixas de heavy metal”.

    Track listing:
    1. The Spirit OF A Thousand Years
    2. Mine Våpen Mine Ord
    3. Fra Konge Te Narr
    4. Kill The Flame
    5. Mot Vest
    6. Spre Vingene
    7. The Blood Song
    8. Døden Tar Ingen Fangar
    9. Tapt Uskyld
    10. Av Djupare Røtter
    Formação: Frode Glesnes – guitar, bass, vocals Gerhard Storesund – drums, samples Aksel Herløe – guitar, backing vocals Ole Sønstabø – lead guitar Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • SHAMAN – São Paulo/SP – 22 e 23 de setembro de 2018

    SHAMAN – São Paulo/SP – 22 e 23 de setembro de 2018

    Texto: Por Thiago Rahal Mauro

    Finalmente chegou o grande momento para os fãs brasileiros da banda Shaman! Após muitos anos de espera por parte do público, o Shaman retornou aos palcos com sua formação original graças ao apelo em massa dos fãs. O line-up com Andre Matos (vocal), Luis Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra) e Ricardo Confessori (bateria), além de Fabio Ribeiro (teclados) que também esteve nesta volta do Shaman, não se apresentava ao vivo fazia mais de 12 anos, o que deixou todo mundo com uma ansiedade fora do comum e a expectativa em alta.

    Após o anúncio do primeiro show em São Paulo, os ingressos se esgotaram em poucas horas e se transformou em um show extra para o dia seguinte (um domingo) e mesmo local (na Audio). O Shaman apresentou os álbuns Ritual (2002) e Reason (2005) na íntegra e tocados na sequência, algo inédito até então, então o fã foi até ao evento esperando um show sem precedentes e que marcaria a história da banda. “Fiquei impressionado com toda a mobilização que rolou, para que, logo em seguida, tudo isso fosse comprovado na prática quando esgotaram os ingressos para o show. É motivo de orgulho e responsabilidade; dar o melhor de mim é o mínimo que se pode fazer para retribuir a esses fãs. Preparamos uma produção de classe para todos”, disse o vocalista Andre Matos em entrevista à ROADIE CREW na edição #235.

    O show… e que show!

    A primeiro apresentação, no dia 22 de setembro, estava marcada para começar às 21h. Com pontualidade britânica, às 20h59 para ser mais exato, as luzes se apagam e um vídeo é apresentado com cenas de making of da época das turnês de Ritual e Reason, além de uma entrevista com Andre Matos na Chapada Diamantina, que, dentre outras curiosidades da época, profetizava o futuro da banda e essa volta mágica que está acontecendo neste momento. A ansiedade entre os fãs era impressionante e aumentou ainda mais quando após o vídeo, uma introdução com trechos de músicas da banda foi iniciada para então um a um dos músicos entrarem no palco para começar o show com Turn Away, faixa do álbum Reason. Para minha surpresa, eles começaram com o segundo álbum da banda e não com o Ritual, que seria a lógica inicial, mas acredito que a ideia da banda se tornou mais eficaz, deixando os clássicos para o final.

     

    De todo modo, a energia foi muito forte e o público pulava e cantava como se estivessem no começo dos anos 2000, com poucos celulares levantados, se comparado aos shows atuais ocorridos em São Paulo. A faixa-título Reason mostrou toda uma musicalidade única que o Shaman criou na época. Esse disco foi muito injustiçado e os climas criados na guitarra por Hugo Mariutti e os teclados de Andre Matos e no show por Fabio Ribeiro foram um dos grandes destaques. Na sequência, More, cover de Sisters of Mercy lembrou o videoclipe que na época era transmitido direto na MTV Brasil e se tornou um dos grandes sucessos daquele trabalho.

    Um dos ápices do show certamente foi em Innocence. A balada se tornou um dos hinos do Shaman e foi cantada em uníssono por todos (apesar de clichê, este termo merece ser usado para esta faixa em especial). Os fãs da banda são muito emocionais com esta composição, que tem um apelo melódico muito grande. Quem um dia imaginou ver essa composição sendo executada igual ao CD? Eu nunca imaginei.

    Enquanto isso, no show extra…

    Dando sequência ao disco, as faixas Scarred Forever e In The Night mostraram ao vivo que Reason é um álbum muito complexo, mas não de uma maneira técnica. Ele carrega uma simbiose entre música e letra espetaculares, além, é claro, de timbres muito peculiares no heavy metal melódico. Não é qualquer um que consegue criar climas tão diretos, mas que seguram a atenção do ouvinte.

    Em Rough Stone, Andre Matos deu seu show particular com uma interpretação esplêndida, digna de sua história. Foi interessante notar o baixo de Luis Mariutti segurando as pontas enquanto Hugo Mariutti fazia seus climas na guitarra. Já em Iron Soul e Trail Of Tears, o destaque vai para Ricardo Confessori que fazia tempo que não assistia um show tão consistente como este.

    Para finalizar a primeira parte do show, Andre Matos segue para o piano de cauda instalado estrategicamente do lado esquerdo do palco para iniciar Born to Be. Essa faixa em especial é um épico daqueles bem característicos da carreira de Andre Matos. Seu início e os climas que permeiam o meio da composição praticamente hipnotizam os fãs. E o final com cada músico saindo do palco, até sobrar apenas o vocalista em seu piano e o público cantando junto. É um momento especial, realmente.

    Enfim, chegou o momento para Ritual xamânico do Shaman

    Assim como no show de domingo, no sábado, um vídeo foi exibido mostrando os bastidores da gravação de Reason, algo inédito para os fãs. Porém, todos já sabiam o que estava por vir, até que Ancient Winds se iniciou nos PAs, clássica introdução de Ritual. Essa faixa, em especial, me fez voltar no tempo da gravação do DVD Ritualive até que os músicos entram no palco um a um para iniciar o show com Here I Am. A explosão de energia entre banda e público foi imensa. Algo realmente especial. O som estava ótimo, a banda entrosada e Andre Matos cantando igual naquela época.

    O riff e o groove de Distant Thunder fez a Audio pular inteira. É uma daquelas músicas que é praticamente impossível você ficar parado, ela te pede para pular. A mágica entre os quatro integrantes estava intacta pela imagem nostálgica daqueles tempos áureos. Nem parecia que fazia 12 anos sem se apresentar juntos ao vivo. Andre Matos vai até o centro do palco e pela primeira vez conversa com o público, agradecendo pelo apoio em massa dos fãs e que nunca imaginaria que um dia isso pudesse realmente acontecer como estava acontecendo naquela noite.

    Eis que Andre Matos volta para o palco com sua flauta guardada da época do Ritual para iniciar o já hino do Shaman e também do metal nacional For Tomorrow. Os fãs cantaram o trecho inicial com o famoso “ôôôôôôôô”, que naturalmente novamente me fez voltar ao show do Credicard Hall onde foi gravado o Ritualive. André então volta para o piano para iniciar Time Will Come, uma das músicas que definem a sonoridade do Shaman e que é um híbrido com o que eles faziam na época do Angra.

    A beleza está onde se menos espera

    No show extra, em especial, na faixa Over Your Head, o baterista Ricardo Confessori iniciou a música com uma precisão absurda. Ela tem uma energia muito forte, diga-se de passagem. Outro destaque é para o solo de teclado executado por Fabio Ribeiro. A sensação de beleza sonora e perfeição me fez perceber por um breve momento que parecia que eu estava escutando o disco no fone de ouvido.

    O momento mais esperado para a grande maioria dos fãs do Shaman finalmente tinha chegado. André se dirige até o piano para iniciar Fairy Tale, faixa que se transformou num hino meteórico e que até hoje é lembrada por todos os fãs de metal. André cantou as partes altas dessa música com uma perfeição absurda, ele estava realmente com vontade de mostrar todo seu potencial e isso quase 1 hora e meia depois de show.

    Na sequência, Blind Spell trouxe o lado mais metal tradicional do Shaman, com um groove bem característico de Ricardo Confessori e as cavalgadas no baixo de Luis Mariutti. Na faixa título, Ritual, o riff inicial de teclado iniciou uma cantoria absurda dos fãs que cantaram “ôôôôôô…..ôôôôôô”. Foi legal demais lembrar aquela época de ouro. Bastante nostálgico ter flashbacks daquela era do metal nacional, diga-se.

    Antes de finalizar o show, cumprindo o prometido de apresentar os dois álbuns na íntegra, Andre Matos apresenta cada um dos músicos, saudando a importância de cada um para o Shaman e sendo ovacionado pelos fãs no final de tudo. Com o jogo ganho, o vocalista lembra que originalmente a música seguinte foi cantada por Tobias Sammet (Edguy, Avantasia), mas que infelizmente ele não pode estar presente. Sem muitas delongas o músico explica, “mas temos alguém a altura”: com vocês, Bruno Sutter! Para delírio do público, que cantou a faixa Pride a todos os pulmões. Bruno cantou as partes de Tobias Sammet muito bem e não deixou dúvidas nenhuma de que é um dos grandes vocalistas de heavy metal do Brasil. Dividir o palco com Andre Matos pode ser intimidador, ainda mais se você é fã, como é o caso de Bruno Sutter.

    Com papéis picados celebrando a apresentação e fotos finais com o público, o Shaman se despediu de São Paulo em um final de semana que ficará para a história. O retorno triunfal de uma banda e de uma formação que fez parte de um grande momento do heavy metal nacional e mundial. Grandes músicas, composições com requinte e musicalidade, hinos cantados por fãs. A história nunca se apagará e sempre será lembrada eternamente. Será que após essa turnê, um DVD será gravado para registrar o momento? E um novo álbum de estúdio? Só o tempo explicará o que acontecerá no futuro, mas a certeza de que presenciamos dois shows mágicos, isso nunca sairá de nossos corações. Vida longa ao Shaman!

    Setlist

    Introdução (vídeo de bastidores)

    Reason (2005)

    1. Turn Away
    2. Reason
    3. More
    4. Innocence
    5. Scarred Forever
    6. In The Night
    7. Rough Stone
    8. Iron Soul
    9. Trail Of Tears
    10. Born To Be

    Intervalo (vídeo making of Reason)

    Ritual (2002)

    1. Ancient Winds
    2. Here I Am
    3. Distant Thunder
    4. For Tomorrow
    5. Time Will Come
    6. Over Your Head
    7. Fairy Tale
    8. Blind Spell
    9. Ritual
    10. Pride (com Bruno Sutter)
  • Confira “The Reckoning”, nova música do WITHIN TEMPTATION

    Confira “The Reckoning”, nova música do WITHIN TEMPTATION

    A banda holandesa WITHIN TEMPTATION lançou o vídeo oficial de The Reckoning, o primeiro single de seu próximo álbum de estúdio, Resist. A faixa apresenta uma participação especial do vocalista do PAPA ROACH, Jacoby Shaddix.

    “Ele é muito divertido!”, disse a vocalista Sharon Den Adel sobre o Shaddix para a Metal Hammer. “Ele é divertido de se estar por perto. Depois que ele gravou sua parte, ficou tipo ‘vocês são tão bons – vocês estão aí há 20 anos, e com essa música, você estarão aí por ainda outros 20”.

    Resist será lançado em 14 de dezembro. É o primeiro lançamento da banda pela Spinefarm Records, selo especializado em hard rock da Universal Music Group.

    Resist também contará com Anders Fridén, do IN FLAMES, e Jasper Steverlinck, do ARID, como convidados especiais nos vocais.

    Resist marca uma partida do passado do WITHIN TEMPTATION. O disco conta com 10 faixas que potencialmente podem se tornar hinos, impulsionadas por grandes melodias e ganchos obscuros. Traz uma visão futurista do metal para o jogo – tanto instrumental como tematicamente.

    Resist é um verdadeiro marco para nós. Se não fosse por Resist, o WITHIN TEMPTATION não estaria mais aqui”, declarou a banda.

    “Com este disco, nós nos inspiramos na música moderna e demos para ela uma nova cara – uma cara muito obscura”, disse Sharon. “Às vezes, parece que a música pop de hoje não tem um lado rebelde. Nosso objetivo principal era coletar partes de sons que gostávamos e torná-las ásperas, resultando em um mundo musical surpreendentemente novo que é mais pesado, mais sujo e mais futurista do que nós já criamos antes. Resist é a nossa visão do metal de uma nova maneira: dar à música moderna um lado rebelde”.

    O projeto solo pop de Sharon Den Adel, o MY INDIGO, lançou seu álbum de estreia auto-intitulado em abril.

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  • DESTRUCTION: 18 de setembro de 2018, Rio de Janeiro/RJ

    DESTRUCTION: 18 de setembro de 2018, Rio de Janeiro/RJ

    Quando foram anunciadas as primeiras datas no Brasil da Latin Attack 2018, bateu aquele desânimo ao imaginar que o Rio de Janeiro ficaria fora do itinerário, afinal, está cada vez mais difícil fazer shows desse porte por aqui. Por razões que vão da situação geral do estado, um reflexo piorado de como está o país, ao desinteresse do público headbangers, pois há quem deixe passar porque “Ah, eles estiveram no Rock in Rio (2013)” ou “Ah, eu vi na última vez (em 2014)” ou, pior ainda, “Ah, eu vi aquele show no Circo Voador (em 2006)”. Bom, felizmente o Rio se juntou às datas em São Paulo (capital e Limeira), Minas Gerais (Belo Horizonte), Brasília e Amazonas (Manaus).

    Obrigado, produção; parabéns a quem foi; e meus pêsames aos que ficaram em casa porque acreditam que uma vez já está bom. O cenário local de metal agradece ao público razoável que compareceu ao Teatro Odisseia naquela noite de terça-feira. Um público razoável que foi testemunha de um show simplesmente matador. Provavelmente, o melhor em solo carioca do Destruction, que não poupou parafernália no pequeno palco do Teatro Odisseia.

    O pano de fundo estava lá, os painéis laterais também, a iluminação colorida foi uma daquelas raridades na casa, e Marcel “Schmier” Schirmer manteve seus três microfones – um no centro, um à esquerda, um à direita –, e quem já assistiu à banda num espaço maior sabe como é empolgante a performance do baixista e vocalista correndo o tempo todo pelo palco para cantar em cada um deles. Claro, ainda havia a máquina de riffs chamada Mike Sifringer, um dos melhores guitarristas da história do thrash metal, e o experiente novato Randy Black, que foi um espetáculo à parte. E os caras ainda começam o set com “Curse the Gods”! Era o prenúncio de uma noite maravilhosamente nostálgica…

    “Vocês estão prontos para o thrash metal alemão old school?”, perguntou Schmier antes de “Tormentor”, e a resposta dos fãs foi do mesmo nível da atuação arrasadora de Black na canção do primeiro ‘full-length’ do Destruction, o clássico “Infernal Overkill” (1985). E o que aconteceu foi mesmo uma viagem de volta à velha escola germânica, com nada menos que dez das 17 músicas pinçadas dos três primeiros trabalhos do grupo – além de “Infernal Overkill”, o EP “Sentence of Death” (1984) e “Bestial Invasion” (1986). Até fez sentido o fato de as ótimas “Armageddonizer”, de Day of Reckoning (2011), e “Dethroned”, de “Under Attack” (2016), terem tido uma recepção menos calorosa.

    O clima era mesmo o do lançamento de “Thrash Anthems II” (2017) – como o nome entrega, o segundo álbum com regravações de hinos do estilo forjados pelo Destruction –, então nem vale ficar lamentando a ausência de material de “Metal Discharge” (2003), “Inventor of Evil” (2005), “D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.” (2008) e “Spiritual Genocide” (2012). De jeito nenhum. Não depois de ver uma pista de dimensões modestas receber uma roda como a que os fãs abriram em “Mad Butcher”. Não depois da roda que começou antes mesmo dos primeiros acordes de “Total Desaster”, porque bastou Schmier anunciar o nome do rolo compressor.

    E, olha só, teve a maravilhosa instrumental “Thrash Attack”; teve “Black Mass” fazendo sua estreia no Brasil; teve “Eternal Ban” com a união entre Brasil e Alemanha, como frisou o baixista e vocalista, e um coro animado dos fãs no antológico refrão; teve Mike e seus riffs mágicos em “Release from Agony”, faixa-título do homônimo disco lançado em 1987, o terceiro ‘full-length’ do Destruction; e teve Schmier lembrando as passagens anteriores, incluindo o Rock in Rio, antes de “Antichrist”. E brincando com um fã depois que jogou para ele uma lata de cerveja. “Você deixou cair no chão? Cara, se você faz isso na Alemanha…”, disse ele, fazendo o gesto de cortar o pescoço antes de jogar outra lata. “Foi a menina que conseguiu pegar. Aprenda com ela.”

    Mas a noite não foi apenas de clássicos nascidos nos anos 80, porque o Destruction soube se reconstruir no mercado depois que Schmier voltou à banda, em 1999. Tocado no primeiro quarto do show, “Nailed to the Cross”, de “The Antichrist” (2001), mostrou mais uma vez ter se tornado um clássico de primeiro escalão: os fãs foram à loucura, e Schmier agradeceu com sinceros “Do caralho!” na boca e sorriso no rosto. De “All Hell Breaks Loose” (2000), “The Butcher Strikes Back”, com sua sonoplastia de serra elétrica no início, fechou de maneira espetacular o set antes de um bis que teve de protocolar apenas a certeza de que aconteceria.

    “Thrash Till Death”, mais uma de “The Antichrist”, iniciou o serviço final antes do único porém para alguns fãs. “Nós sempre gostamos de tocar um punk rock”, disse Schmier antes de “Holiday in Cambodia”, cover do Dead Kennedys que se justifica no repertório não apenas por ter sido incluída como bônus de “Thrash Anthems II”, mas por Black, que se divertiu tanto a ponto de tocá-la quase pulando do banquinho – e, diga-se, o excepcional batera deu à canção um groove completamente novo. “Façam mais um mosh pit como aqueles”, pediu Schmier antes da última da noite, “Bestial Invasion”. E os fãs obedeceram, transformando-se na cereja do bolo de um show absurdo de bom de uma banda que, 36 anos depois, segue dando aula de thrash metal.

  • CLAUSTROFOBIA: “Fulminant” e “Peste” em todas as plataformas de Streaming

    CLAUSTROFOBIA: “Fulminant” e “Peste” em todas as plataformas de Streaming

    Dois álbuns fundamentais na história do Metal brasileiro acabam de ser disponibilizados oficialmente em todas as plataformas de Streaming para consumo livre dos fãs do Claustrofobia. Os registros “Fulminant” (2005) e “Peste” (2011) já se encontram no Spotify, Deezer, ITunes, Google Play, Napster, Tidal, Amazon e várias outras plataformas.

    Fulminant:

    Em 2005 o Claustrofobia recebeu todo o respaldo do público mundial como uma das maiores bandas de Thrash Metalmade in Brasil, o fato se deve ao lançamento do terceiro álbum da carreira “Fulminant”.

    O disco que apresentava letras mais maduras e uma musicalidade ainda mais pesada e rápida, foi uma escolha certa do grupo, que ao invés de recorrer aos recursos modernos da época, onde a maioria dos artistas utilizam “pro tools” na produção de seus registros, o Claustrofobia, juntamente com Ciero da Tribo Studios, optaram por uma gravação 100% analógica. Essa escolha fez com que o disco fosse recebido e distribuído por inúmeras gravadoras nacionais e internacionais, proporcionando a banda sua primeira tour internacional.

    Fulminant conta com a participação especial de Andreas Kisser (Sepultura) e Alex Camargo (Krisiun). Ambos os músicos participaram respectivamente das músicas “Eu Quero é que se Foda” e “Fact”.

    Spotify: https://open.spotify.com/album/0UXTFROPmdulP5CZ8UR8uJ?si=7rmZuaU6SQ69Z7MD1v5M9w

    Tidal: https://tidal.com/br/store/album/95129107

    Deezer: https://www.deezer.com/br/album/72949922

    Apple Music: https://itunes.apple.com/br/album/fulminant/1435991477

    Peste:

    Peste é o quinto álbum de estúdio do Claustrofobia, o registro foi lançado oficialmente em 2011, é considerado um marco na carreira da banda, um dos motivos é por conta de ser o primeiro que possuí todas as letras cantadas em português.

    Outro fator importante que gerou muita notoriedade ao Claustrofobia, foi a mescla de elementos de Samba e Metal na faixa “Nota 6,66”. Algumas faixas do álbum “Peste” são consideradas hinos do Thrash Metal brasileiro e presença obrigatória nos shows da banda, músicas como “Metal Maloka”, “Bastardos do brasil” e “Pino da Granada” são constantemente reverenciadas pelos fãs e apreciadores da música pesada.

    O álbum foi gravado e produzido pelo renomado produtor Ciero da Tribo que trabalha com o Claustrofobia a vários anos.

    Spotify: https://open.spotify.com/album/1mjXZ0kYekch20wSwolg12?si=nWdEggcBS3apbuFlEYF5vA

    Tidal: https://tidal.com/br/store/album/95564367

    Deezer: https://www.deezer.com/br/album/72953322

    Apple Music: https://itunes.apple.com/br/album/peste/1435483315

    Formação:

    Marcus D’Angelo – Vocal/Guitarra

    Rafael Yamada – Baixo

    Caio D’Angelo – Bateria

    Sites relacionados – Claustrofobia:

    Site: https://www.claustrofobia.com.br/

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