A banda A PALE HORSE NAMED DEATH lançará seu novo álbum, intitulado When The World Becomes Undone, em 18 de janeiro de 2019.
Liderado pelo fundador do TYPE O NEGATIVE e membro do LIFE OF AGONY, Sal Abruscato, o A PALE HORSE NAMED DEATH lançou sua estreia, And Hell Will Follow Me, em 2011 e implantou firmemente suas raízes na cena metal com o segundo álbum, Lay My Soul To Waste, em 2013. Ambos os registros foram selecionados como parte das listas “Top 20 Álbuns do Ano” da revista ‘Revolver’ nos anos em que foram lançados.
Além de Abruscato na guitarra e vocal, a formação do A PALE HORSE NAMED DEATH inclui Joe Taylor e Eddie Heedles nas guitarras e Eric Morgan no baixo. Johnny Kelly (TYPE O NEGATIVE) também está de volta à banda, na bateria.
When The World Becomes Undone será disponibilizado através da gravadora Long Branch Records, da SPV. O primeiro single, Love The Ones You Hate, será lançado em 16 de novembro.
“É nossa assinatura a combinação de tons musicais aparentemente depressivos e escuros com melodias inesperadamente bonitas”, diz Abruscato. “Há um fenômeno hipnótico que acontece quando você pega riffs superpesados e adiciona uma sensibilidade harmônica”.
When The World Becomes Undone foi masterizado por Maor Appelbaum (FAITH NO MORE, MEAT LOAF, YES, SEPULTURA, HALFORD) na Maor Appelbaum Mastering, enquanto a arte foi mais uma vez criada por Sam Shearon (ROB ZOMBIE, FEAR FACTORY, CRADLE OF FILTH).
O Poisonous é uma banda que está na luta pelo verdadeiro underground por muitos anos e sua batalha travada com muita honestidade é reconhecida nos quatro cantos do planeta.Vivendo e se proliferando como uma praga no subterrâneo, essa horda vem se destacando mais e mais entre aqueles que realmente vivem nas trevas, com seu novo álbum a caminho e com título revelado, convidamos o seu mentor Alex Rocha para trazermos aos nossos leitores uma tomada geral de toda sua carreira. Essa é uma banda que já perpetuou seu nome e que honrosamente declara que a cada trabalho a responsabilidade aumenta e com os pés no chão, pois nada está ganho.
Alex Rocha, Foto por: Divulgação
O Poisonous foi formado por você quando sua outra banda o ImpetuousRage deu-se por acabado. A ideia de formar a banda já vinha mesmo antes do rompimento das atividades do Impetuous Rage? Como foi o início do Poisonous?
Alex Rocha – Antes quero agradecer pelo espaço cedido ao Poisonous e o seu suporte a banda Éden!!! Nós nos conhecemos de longas datas e esse contato é uma honra para mim, que assim como você, transita no underground há um bom tempo nessa terra devastada!!!
Bem, a resposta pra sua pergunta é sim e não. Vou explicar! A idéia de compor algo diferente do que já tinha sido feito antes no Impetuous Rage já existia, algo natural até levando-se em consideração que eram outras pessoas criando as novas músicas, e querendo ou não são novas perspectivas, influências e posturas. De início não era nossa intenção mudar o nome da banda, já vinhamos fazendo um bom trabalho e iniciar do zero seria uma etapa a mais para se superar, foi então que percebemos que estava ficando muito diferente tudo e ficou impossível não tomar essa decisão de matar uma banda estabelecida e reiniciar outra vinda do leito de morte da anterior! Aqui estamos nós dez anos depois!
Falando um pouco no Impetuous Rage, essa banda também contava com o Alex Mendonça que passou por bandas renomadas como Carnified e Headhunter D.C., qual foi o motivo de uma banda tão promissora acabar depois do ótimo debut lançado “Inverted Redemption”?
Alex Rocha – Na verdade a grande maioria daquelas músicas que estão no “Inverted Redenption” foram feitas pela primeira formação da banda, que tinha em sua line up além de mim, Bhruno, Daniel e Isaías, daí a diferença nas novas composições, o que levou ao término da mesma.
2009 – Poisonous “Demo”
Voltando ao nosso foco, o Poisonous, a banda em 2009 lançou uma demo que leva o mesmo nome da banda e que contou com a apoio da Genocide Productions. Como foi para vocês divulgarem o primeiro registro da banda? O suporte da Genocide Productions foi satisfatório?
Alex Rocha – Foi algo fácil, pois já tínhamos experiência, o que não quer dizer que não tenha sido trabalhoso. Justamente por saber como funciona todo processo foi que dessa vez nos empenhamos mais ainda e os resultados foram alcançados. Fechamos parcerias com vários selos ao redor do mundo e a Genocide nos deu um apoio fundamental, não foi por acaso que o mesmo permaneceu ativo para que fosse possível continuar o trabalho no primeiro disco também.
Essa demo foi fabricada em apenas 66 cópias, qual o motivo para este restrito número de materiais a serem distribuídos?
Alex Rocha – 66 tapes é um número simbólico para nós, pelo formato tape em si ser de muita importância!!! O grande número de materiais espalhados foram em CD, quase 1000 cópias espalhadas pelo mundo, e nas mãos que nós julgamos como as certas.
A repercussão desta demo foi mesmo muito boa, tanto que no ano seguinte a banda lança também pela Genocide Productions o seu primeiro Full Length “Perdition’s Den” com uma belíssima produção. Como foi a repercussão deste debut álbum?
Alex Rocha – Este álbum nos abriu portas, conseguimos lançá-lo em diversos formatos e até hoje ele tem sido re-editado constantemente. O lançamento da Genocide foi o primeiro e então depois disso não paramos, sentimos muito orgulho de toda dedicação e empenho empregado neste álbum. Fomos entrevistados por diversos zines de expressão mundial, falo do real underground e obtivemos bons reviews.
Evil Tyrant, Foto por: Divulgação
Quanto aos shows, houve muitos shows para divulgação deste álbum?
Alex Rocha – Não foram muitos shows! Alguns em especial com o Queiron, Benediction, Assassin, Mystifier… Não costumamos tocar por tocar, tem que realmente valer a pena em todos os aspectos!
Acredito que a tiragem desta vez foi bem maior, pois vejo que um material solicitado por bangers de todo o mundo. Nos fale sobre as re-edições…
Alex Rocha – Sim! O “Perdition’s Den” foi liberado em LP pela Blood Harvest, com uma versão Die-Hard com nossa demo em um 7EP, na Bolívia saímos em tape pela Raw Blackult, digipack CD nos USA pelo Metal Hit, aqui fomos re-ditados pelo Soul Erazer, Tribulacion, Impaled, e recentemente na Europa pelo Caverna Abismal. Tudo isso nos deu possibilidade de criar uma base sólida e infernal em volta do nosso nome, o que nos deixa muito orgulhosos, mas com os pés no chão de que nada está ganho e que a responsabilidade só aumenta! Bom que seja assim!!!!
Confesso que quando tive acesso a esse material fiquei de fato impressionado com a essência obscura que o álbum me transmitiu. Como foi toda concepção deste álbum? Qual a veia lírica por trás do “Perdition’s Den”?
Alex Rocha – Foram tempos difíceis, mas vencemos. Esse álbum é 95% criação minha e muita gente não sabe disso. Não acredito que isso seja uma vantagem, mas é a verdade. Divido com Evil a letra de “Worthless Christ” e tem a participação de Michael com uns três ou quatro riffs no disco todo. Não quisemos chamar atenção no disco para isso, então colocamos que tudo foi feito pelo Poisonous, sem destacar um ou outro, e de certa forma acredito nisso porque por mais que eu tenha concebido a criação o resultado final são eles tocando, fomos nós três que demos vida a aquele ato de mortandade negra.
2010 – Perditions Den “Debut Álbum”
Nele realmente quisemos espalhar a peste negra em forma de música no mundo! Músicas como “Subterranean Rules” Fala do real espírito podre e negro de cultuar o verdadeiro metal extremo negro da morte e suas referências, “Creeping Impurity” é uma visão da idolatria louca da raça humana e foi baseada no filme “Seven”, “Under the Blessing of Death” eu a fiz assim que voltei de um funeral, é realmente um retrato daquela experiência… Tudo isso aliado à uma música podre, negra e pesada!!! Essa foi e é a nossa concepção!!!
Falando de participações neste álbum, vi que o grande amigo Sérgio Baloff Borges participou da composição da letra de “Demons” e também participa deste trabalho cantando essa música. Como foi a experiência de tê-lo como parceiro na composição e na gravação?
Alex Rocha – Baloff (Headhunter D.C.) é uma entidade, um combatente quando o assunto é Death Metal, e em se tratando desse cenário como um todo é um cara que está sempre antenado com as coisas, sejam elas novas ou antigas, então é um irmão, parceiro meu que nos ajudou muito, e ainda emprestou seu talento ao Poisonous, o que com certeza agregou um valor pesado ao disco!!! Agradecimentos eternos Nekro!!! Hails!!!
A capa deste álbum foi feita por você e pintada pelo Fenriz, se trata do lendário Fenriz do DarkThrone?
Alex Rocha – Não! O Fenriz em questão é um tatuador amigo de Evil que desenha muito bem. Eu criei a capa no computador e ele deu vida a ela no papel. Todo respeito aos dois Fenriz, mas esse não é o norueguês.
Vi que a mixagem e masterização vocês contaram com um nome de peso, o Jera Cravo, a idéia de trabalhar com este renomado produtor partiu de você? Quais as suas impressões ao ouvir o trabalho finalizado por ele?
Alex Rocha – Jera é um estudioso do assunto uma pessoa aplicada e competente, com experiência internacional. Tivemos referências dele por trabalhar com outras bandas locais e gostamos do que ouvimos. É um produtor que não nos deu dor de cabeça. Chegávamos pra ele com a proposta e obtínhamos o resultado! Nosso último trabalho, o “Coronation” tem a sua produção. Mesmo ele estando no Canadá nós captamos tudo aqui e ele deu o acabamento final!!!
Poisonous, Foto por: Divulgação
Recentemente tive a notícia que o Michael Hellriff deixou definitivamente a banda depois de ter se afastado algumas vezes no passado. O que de fato aconteceu para o seu desligamento por definitivo?
Alex Rocha – Antes de tudo somos gratos a ele! Agora, relacionamento interpessoal humano é complicado. O que foi exposto sobre sua saída é baseado em fatos e se esses mesmos forem argumentados publicamente, se isso for possível, com certeza iremos promover a justiça regularizando todo e qualquer mal-entendido. Nosso comprometimento é com a verdade, e sempre será!!! Mas isso é passado e não existe mágoa, pelo contrário!
Nós estávamos praticamente com o segundo disco 90% pronto, e chegamos a iniciar a gravação do mesmo, mas demos uma parada para rever alguns aspectos, foi então que todo planejamento foi interrompido de forma inesperada e com isso nos vimos na obrigação de ter que criar mais músicas novas, nada que o tempo e a dedicação de sempre não superem as barreiras criadas!!! Estamos vivos e apodrecendo com o Metal da Morte, fato!!!!
Ao Vivo no Kill Again Metal Fest em 2017, Michael Hellriff à direita. Foto por: Divulgação
Agora falando de futuro e planos, nós estamos com dois amigos como live session, enquanto não encontramos alguém em definitivo, mas se por caso aparecer algum show, são eles: Danilo Coimbra (Malefactor, Divine Pain) e George Lessa (Headhunter D.C., God Funeral), George até chegou a tocar com a gente no passado por um período breve e se lembra das músicas, isso não quer dizer que a banda terá dois guitarras ao vivo, não! Não é isso!!! Estou falando de possibilidades para honrar compromissos, será um ou outro, dependendo da agenda dos dois!
Estamos bastantes e infernalmente motivados!!! Prova disso é que retomamos em julho, ao mesmo tempo do Poisonous, a nossa outra banda chamada CAIXÃO!!! Eu sobre o pseudônimo de Iron e Evil Tyrant, Only two guys band!!! Essa banda é mais na linhagem do Warfare Noise com algo de Bathory, Sodom, Hellhammer, é uma banda menos polida ou mais primitiva como queiram chamar, mas com a essência nos sete círculos do inferno. Acabamos de lançar uma demo com o título de “Black Coffin Entities” e a mesma estará disponível em breve no formato Pro-tape pelo selo Diabolous Productions da Bolívia, e ainda estamos em negociação com alguns selos europeus!!! Quem tiver curiosidade para escutar basta ir ao seguinte endereço e lá você terá sua alma possuída pelas entidades negras e seu corpo sem vida jogado em um caixão nos túmulos amaldiçoados da escuridão!!! Join us – https://caixao.bandcamp.com
A banda já recrutou alguém para assumir os vocais e a guitarra?
Alex Rocha – Ainda não! As pessoas que estão nos dando suporte agora como session members tem outras responsabilidades, mas mesmo assim estão empenhados em nos ajudar, e isso foi acertado de antemão. Somos eternamente gratos a eles!!! Com relação a um novo demônio em nosso círculo estamos sem pressa, pois tem que ser alguém compromissado com a causa de verdade! Não queremos apenas mais um e sim a pessoa certa. Não temos pressa se for para acertar na escolha. A voz Evil irá assumir!!!
Como a banda encontra-se hoje?
Alex Rocha – Estamos reorganizando as estruturas das músicas, fazendo algumas novas, criando e encaixando as letras, respondendo entrevistas…!!! Nesse meio tempo estamos mantendo contatos com pessoas, selos…, e dando seguimento ao Caixão também, que acabou de lançar sua demo, e muito provavelmente entrará no estúdio para um material novo no próximo ano!!! Estamos trabalhando muito!!!
2014 – Death Apparitions Of The Damned Souls “Split”
Voltando um pouco pra trás, em 2014 vocês participaram de um split produzido pelo selo peruano Crypts of Eternity onde também participou a banda americana Daemonic, em um LP limitado em 500 cópias. Como surgiu essa oportunidade de participar do split?
Alex Rocha – Através de cartas! Ricardo, dono do selo, é um grande apoiador do cenário Death Metal mundial! O seu zine de mesmo nome do selo, é um dos melhores do mundo dedicado a esse estilo de vida. Da mesma forma se deu com o Daemonic! Nos reunimos com a proposta em mente e então começamos a planejar a capa, concepção e tudo mais. O resultado está aí, e no ano passado esse split teve sua versão em CD (Digipack/Regular) liberado pelo Crypts of Eternity e pelo Dark Recollections do México, que são os dois selos por traz desse lançamento.
Essa participação trouxe ainda mais visibilidade ao Poisonous fora do Brasil em sua opinião?
Alex Rocha – Com certeza! Quando se está no meio certo com pessoas certas por mais que demore a resposta chega. Hoje não somos nem um grande nome, mas com certeza nós temos mundo a fora um certo alicerce que nos deixa em uma situação tranquila para poder focar nos novos trabalhos, e isso é necessário porque a cada trabalho que fazemos a responsabilidade aumenta.
Neste mesmo ano, 2014, vocês são convidados para participar do volume 1 do grande tributo ao Headhunter D.C. Como você recebeu esse convite? Qual o seu sentimento ao participar deste tributo?
Alex Rocha – Participamos com a música “Hallucinations” do álbum Punishment At Dawn!!! O Headhunter D.C. é um ícone do metal nacional, assim como Vulcano, Sepultura, Genocídio, Impurity, Mystifier, Mutilator…, dentre tantas outras, e nós como brasileiros temos que valorizar quem realmente dá vida a música nacional extrema ou underground, sendo novos ou velhos atuantes ( zines, selos, metal webs, metal heads…) reais, porque são essas pessoas que caminham com a nossa bandeira sobre esse vale da morte que é o planeta terra! Somos nós quem jogamos aos quatro cantos do mundo a realidade nua e crua, somos como pesadelos para sociedade doente, então esse é nosso sentimento, o de satisfação de homenagear a todos que compartilham da mesma jornada!!! Sobre o convite, Baloff é meu amigo pessoal, e sabe do meu apoio!
2017 – Coronation “EP”
E em 2017 o selo Crypts Of Eternity lançou o 7” EP “Coronation” contendo 2 músicas. Como foi lançado em apenas 300 cópias, não houve a idéia de lança-lo em versão nacional?
Alex Rocha – Esse material teve uma ótima aceitação no cenário Death Metal e ficou sold out em pouco tempo. Ele foi liberado apenas na versão 7” EP, nasceu com esse intuito! Aqui no Brasil nenhum selo se interessou para liberar nesse formato, nós estamos aqui dispostos caso alguém se interesse em viabilizar esse lançamento, podemos conversar.
Este EP foi sold-out em muito pouco tempo no Peru, vocês tiveram a oportunidade de tocar em nosso país vizinho para celebrar este trabalho?
Alex Rocha – Sim! Esgotou rapidamente!!! Não chegamos a tocar no Peru, fomos ao Chile em março de 2017 onde fizemos dois shows diabólicos com os hermanos!!! Um saludos ao Metal Chileno. Provavelmente o Peru será em breve, já temos algumas coisas acertadas nesse aspecto.
Há possibilidade deste EP vir como faixas bônus de um próximo material ou mesmo uma repressagem?
Alex Rocha – Não descartaria essa possibilidade, apesar de não existir nada de concreto sobre esse assunto.
Cartaz do Kill Again Metal Fest Edição 2017
Por falar em um novo material, agora em 2018 vocês entraram em estúdio para gravar o novo álbum que já tem nome “Doomed Pillars”. Como está sendo todo processo deste novo álbum?
Alex Rocha – Tivemos que adiar nossos planos com relação ao novo álbum, mas nada que nos dê como vencidos, pelo contrário, estamos mais focados, determinados, e temos o tempo a nosso favor! Fazemos por devoção!!! Na hora certa irá acontecer, estamos empenhados nisso!!!
Para o lançamento de “Doomed Pillars” a banda contará com apoio de qual selo?
Alex Rocha – Nós recebemos um convite para uma avaliação de contrato de um grande selo norte americano, e se isso realmente acontecer será uma grande conquista! Por enquanto preferimos deixar em off para evitar especulações, fora esse, nós temos contatos na Polônia, Suécia, Itália, América do Sul!!! Costumo dizer que a sua música é quem irá abrir portas, pois é uma parceria! O selo quer qualidade musical dentro do campo do metal extremo e nós o suporte para propagar o caos!!! É assim que funciona!
O que podemos esperar neste novo trabalho?
Alex Rocha – DEATH METAL!!! Aliado com a escuridão, morte, teorias do caos, insanidade…, basicamente isso, com um som feito da forma mais honesta possível e com os pés no chão, sem querer atrair holofotes desnecessários!!!! Pelo DEATH METAL apenas!!!
Cartaz do Eternal Hatred Festival
Mudando de assunto, tenho uma pergunta que faço a todos aqui e você não vai ficar de fora. Como você vê a atual cena underground em nosso país?
Alex Rocha – Vejo com um olhar crítico, o que não quer dizer que seja pejorativo! Já rodei esse mundo todo tocando e conheço outras realidades. Nem tudo é ruim aqui, nós temos grandes bandas, um grande público que precisa de certa forma de apoio para poder apoiar mais. Precisamos mudar um pouco essa concepção de que a iniciativa principal tenha que vir do público, nós somos quem temos que dar o atrativo maior e fazer crescer o interesse e a procura e isso é possível investindo em qualidades básicas do tipo: Demonstrar respeito iniciando os shows nos horários previstos, por uma qualidade sonora para que as bandas possam desempenhar bem o seu papel, (Obs: Eu Já toquei em alguns eventos que o som da sala de ensaio tinha uma qualidade melhor do que o som do show). No início você vai deixando passar essas coisas pela devoção ao underground, mas com o passar do tempo começa a não funcionar mais porque existe empenho e dedicação no bagulho todo, as bandas não estão brincando. Promover parcerias também é outra boa iniciativa…, ou seja, agregar valor e estima aos eventos!
Recentemente o Poisonous tocou em um festival, o Kill Again Metal Fest, e tudo isso foi respeitado!!! Resultado disso foi a casa cheia, vendas elevadas de merchandising, cerveja do lugar esgotada e por ai vai!!! Isso foi em 2017, o desse ano já aconteceu e foi vitorioso mais uma vez!!!! Que assim seja sempre!!!
Cartaz do show em Santiago/Chile
Importantíssimo também é valorizar a nova safra de bangers, lembre-se essa é a renovação, a manutenção do legado e um dia já fomos novos. Certo dizer que alguns dos novos ficaram pelo caminho, mas nós estamos aqui para provar que vale a pena apoiar quem está chegando!!! Tive apoio de muitas entidades do cenário aqui de Salvador quando novo e agradeço a eles por tudo!!! Hoje somos grandes amigos e lutamos juntos em prol da mesma causa!!! Metal Forever!!!!
Não quero ser o dono da verdade, mas é apenas uma humilde opinião de quem já vive isso por mais de 20 anos. Discordando ou não toda e qualquer idéia é válida quando o resultado esperado é a manutenção do cenário como um todo, estamos aqui para evoluir enquanto existir o caminho da mão esquerda e do pé de lodo!!!
Falando do lado ideológico e lírico, qual a posição que a banda adota perante ao underground? E falando da parte lírica, o que ou quem mais tem influenciado você nisso?
Alex Rocha – Nossa conduta é a de maníacos metal-heads, vivemos isso!!! Nós falamos de pesadelos, medos, insanidades, destruição, genocídio, hecatombes, inferno, caos, multiverso e suas peculiaridades, temas científicos, enxofre fétido, doença espiritual e tudo isso influenciado por filmes, livros, textos, documentários, bandas, vivencias pessoais!
Grande Alex Rocha muito obrigado pela entrevista cedida a este site e conte sempre com nosso apoio. As últimas palavras são suas…
Alex Rocha – Nós que parabenizamos você irmão pelo empenho e iniciativa!!! Como dito antes, nos conhecemos há bastante tempo e hoje mais velhos, gordos, carecas, com filhos e família, mesmo assim ainda estamos aqui, com uma fome de Metal maior ainda, é isso irmão obrigado por tudo!!! “Subterranean Rules”!!!
Abaixo segue o Lyric Video oficial da música Unmerciful Coronation faixa integrante do 7″ Vinyl EP lançado pela Crypts Of Eternity Productions:Ouça abaixo a primeira demo do Caixão “Black Coffin Entities”, atual projeto paralelo do Alex Rocha (Iron) e Evil Tyrant que em breve estará disponível em K7:
Quando se fala em black metal, é quase impossível não mencionar aquela geração incrível de bandas que deu uma cara definitiva ao gênero nos anos noventa, na Noruega. Em contrapartida, quem de nós deixará de pensar na Suécia quando o assunto é o death metal? Pois os caminhos das duas nações estariam mais entrelaçados na música extrema do que se pode imaginar: enquanto os suecos se firmavam como grandes representantes do death europeu, a cena black norueguesa era formada basicamente por antigas bandas de death metal, que, revoltadas com aquilo que julgavam ser um caminho musical errado do estilo, se voltavam para uma sonoridade muito mais crua, esteticamente mais simples e notoriamente mais violenta do que a praticada anteriormente.
Mas engana-se quem pensa que na Suécia não acontecia algo semelhante. Formado na Suécia em 1990 – justamente o ano em que o Entombed lançava Left Hand Path, talvez o álbum mais icônico do death metal sueco – por um Morgan Håkansson então com apenas 17 anos de idade, o Marduk passou por uma jornada musical em comum com a maioria das bandas norueguesas. O Marduk tinha fortes laços com o cenário death sueco, mas chegou ao seu primeiro álbum (Dark Endless, de 1992) já com a ambição de ser a mais extrema, blasfema e violenta banda do cenário black metal mundial. Quase trinta anos depois, com alguns álbuns clássicos na prateleira e visto como um dos gigantes do cenário, Morgan e o Marduk voltavam para São Paulo, para divulgar o 14º álbum completo de estúdio do grupo, o ótimo Viktoria, lançado em 2018.
Com um álbum recém-saído do forno, é muito comum ver uma banda cuspindo fogo no palco, e a expectativa dos fãs paulistanos era enorme. Trajando suas vestes já tradicionais, recobertas de uma espécie de poeira que garante ao grupo o visual de um bando de soldados que marcha ao longo de uma cidade bombardeada, o Marduk atingiu forte já no primeiro golpe, tocando aquele que é talvez o seu maior clássico, Panzer Division Marduk. A recepção não poderia ser mais calorosa, e o grupo resolveu não baixar o clima, mantendo o foco no álbum que os colocou definitivamente entre os gigantes do black metal: Baptism by Fire manteve a sequência original do álbum Panzer Division Marduk (1999), e só então a primeira pausa da noite, uns poucos segundos necessários até para que voltássemos a respirar.
Morgan empunhava sua guitarra com fúria, e via-se em seus olhos uma espécie de furor beligerante, uma gana que parecia contagiar os seus parceiros em busca de uma apresentação cada vez mais violenta e agressiva. O objetivo foi alcançado com sucesso em Wervolf, primeira do novo álbum a aparecer na noite. Of Hell’s Fire voltou a aproximar os fãs do passado glorioso dos guerreiros suecos, relembrando com terror e ódio o causticante Nightwing (1998), lançado na época em que ‘Legion’ ainda era o vocalista dos suecos.
Alternando entre as eras ‘Mortuus’ e ‘Legion’, o Marduk continuou a apresentação com The Levelling Dust (Rom 5:12, 2007) e Cloven Hoof (World Funeral, 2003) e é apenas ser justo destacar a performance maníaca de Mortuus em ambas as canções. Aliás, aos bons leitores e fãs de black metal, vale o lembrete: Mortuus e o Funeral Mist lançaram um excelente novo álbum em 2018, Hekatomb, e quem ainda não conferiu, não deve perder a chance.
Entrando na segunda parte da apresentação, as clássicas Throne of Rats (Plague Angel, 2004) e Burn My Coffin (Those of the Unlight, 1993) antecederam a explosão de mais um dos novos projéteis de Viktoria, a inspiradíssima Equestrian Bloodlust, uma das melhores composições do Marduk na última década. Aliás, diante de um show como este, é difícil não se perder em memórias, e recordar os dias em que o Marduk era ainda um nome novo no cenário, e cobria a Europa com chamas na turnê Sons of Northern Darkness, ao lado dos noruegueses do Immortal. Testemunhas daqueles primeiros tempos, Morgan e o reintegrado baixista Devo eram as atrações principais da noite, uma prova viva de que dedicação e trabalho duro podem sim garantir sucesso e prosperidade para um grupo de heavy metal, não importa quantos empecilhos lhe sejam impostos pelo tempo e pelos adversários.
Assim, com o corpo no presente e a alma mergulhada no passado, o Marduk entoou mais um par de cânticos de fogo e treva, antes de dar fim a apresentação com o clássico sublime Wolves, uma canção concebida ainda nos tempos em que o black metal era o gênero musical mais perigoso e temido de que se tinha notícia. Finalizava-se mais uma passagem dos suecos por solo paulistano, e mais uma vez, vimos uma banda triunfante, segura de seu status e de sua importância. Os quase trinta anos de jornada nunca foram de paz para o Marduk, e dentre algumas baixas, eles sempre se mantiveram firmes no front. Que venham mais trinta anos, mais trinta anos sem paz para o Marduk, e mais trinta anos celebrando sua suprema vitória!
Os ícones do metal progressivo, DREAM THEATER, definiram Distance Over Time como o título de seu décimo quarto álbum de estúdio, previsto para fevereiro de 2019. A capa do álbum e um breve teaser podem ser vistos aqui.
O DREAM THEATER dará início ao ciclo promocional de Distance Over Time com uma turnê norte-americana de seis semanas que será lançada em San Diego, Califórnia, em 20 de março. O pôster inclui o slogan “Comemorando 20 anos de Scenes From A Memory” uma referência ao aclamado álbum de 1999 do grupo, Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory, que a banda não apresentou ao vivo em sua totalidade em quase duas décadas. Não está claro neste momento se eles pretendem fazê-lo novamente em 2019.
Para anunciar os detalhes de Distance Over Time, o DREAM THEATER contou com a ajuda de seus fãs para espalhar a notícia sobre o lançamento, e até mesmo para dar a notícia da data de lançamento do álbum, capa e compartilhar a primeira amostra do novo registro. Com este álbum, o DREAM THEATER esperava criar uma experiência de engajamento dos fãs diferente de qualquer outra previamente realizada.
Recentemente o tecladista do DREAM THEATER, Jordan Rudess, confirmou que o próximo álbum da banda chegará no final de fevereiro de 2019. Ele disse ao ‘Metal Wani’ em uma nova entrevista: “Agora estamos mixando. Está sendo mixado enquanto falamos. Parece incrível, estou muito animado com isso. Há uma energia muito forte em torno da banda atualmente. Todos nos sentimos muito conectados e animados com o que está por vir. Mal podemos esperar para soltar a coisa toda em todo mundo. Isso tudo vai acontecer muito, muito em breve também, está bem na esquina”.
Rudess já havia se mostrado animado sobre os resultados musicais do novo álbum do DREAM THEATER. Em setembro, quando a banda divulgou que havia terminado o processo de gravação do disco, ele declarou: “Este álbum vai ser incrível. Ele tem muita energia. Estou muito feliz com todas as partes de teclado. Ouvindo, tudo o que você pode fazer é sorrir”.
O vocalista do DREAM THEATER, James LaBrie, declarou recentemente sobre o novo material: “Há um peso nele, há certa agressividade”, enquanto o guitarrista John Petrucci acrescentou: “Até agora, a música é pesada, é progressiva, é melódica, é esmagadora, e também é épico, então tem todos esses elementos, que… são os cinco pilares do DREAM THEATER, se você quiser chamar assim”.
Petrucci insinuou em uma entrevista recente que o próximo álbum do DREAM THEATER será musicalmente inspirado pela turnê Images, Words & Beyond, em que o grupo pioneiro celebrou o 25º aniversário do seu álbum clássico Images And Words.
O próximo álbum de estúdio do DREAM THEATER – seu 14º – será o primeiro da banda para o selo progressivo da Sony Music, o InsideOut Music. O grupo passou os últimos 25 anos gravando com várias gravadoras do sistema Warner Music Group, e mais recentemente a Roadrunner Records, que lançou cinco álbuns da banda entre 2007 e 2016.
Eleito “Melhor tecladista de todos os tempos” pela renomada revista Music Radar, o virtuoso músico e compositor Jordan Rudess embarcará em uma turnê pelo Brasil realizando sua performance de piano solo: “FROM BACH PARA ROCK: A JORNADA DE UM MÚSICO”. A turnê, que começou nos EUA em março deste ano passou pela Europa e Ásia, chega ao Brasil em dezembro, nas cidades de São Paulo (07/12 – Teatro Opus), Belo Horizonte (09/12) e Rio de Janeiro (10/12).
“Isso aqui também é uma família, quer eles gostem ou não.” Àquela altura do show no Maracanã, apenas os mais ingênuos acreditavam que Roger Waters não continuaria a fazer o que sempre fez: fazer da música uma plataforma para se posicionar social e politicamente. Antes do bis, ele puxou um recorte do The Independent e lembrou-se do momento em que leu no jornal britânico a notícia da morte da vereadora Marielle Franco, executada na noite de 14 de março. Foi a deixa para Waters chamar ao palco Anielle Franco, Luyara Santos e Mônica Benício – irmã, filha e viúva de Marielle, respectivamente – para um dos momentos mais marcantes da turnê Us + Them no Brasil. Um momento marcado pela frase de Mônica que abre este texto, pela lembrança de um caso que, quase oito meses depois, continua sem respostas e solução.
E foi um momento que resumiu bem o efeito nefasto da polarização que tomou conta do atual momento político do país: as vaias de parte da plateia mostraram que questões partidárias já não importavam mais, porque a falta de compaixão foi um sinal alarmante de como o senso de humanidade está comprometido. “Marielle Franco ainda está conosco em nossos corações. De muitas formas, ela é a líder deste país”, disse Waters antes de vestir a camisa com os dizeres “Lute como Marielle Franco”. E à frente do telão com a foto de quatro amigas de Marielle – Talíria Petrone, nona deputada federal mais votada do Rio de Janeiro; e Renata Souza, Monica Francisco e Dani Monteiro, todas eleitas para a Assembleia Legislativa do estado –, Waters fez a arte final do próprio desenho: “Elas representam as sementes que Marielle deixou, porque Marielle acreditava nos direitos humanos. A maioria de vocês também, mas infelizmente nem todos”.
Música? Sim, teve. E música de alta qualidade do início ao fim, como a dobradinha que encerrou a noite. E como se fosse uma continuação da homenagem a Marielle, “Mother” retornou ao espetáculo numa versão de arrepiar – o clássico presente em “The Wall” (1979) havia ficado fora do repertório em Belo Horizonte e Salvador –, com uma providencial resposta positiva da maioria do público ao “Nem fodendo” que surgiu no telão depois do verso “Mother, should I trust the government?”. Uma preparação à altura para a formidável “Comfortably Numb”, e a canção que carrega um dos solos mais bonitos criados neste e em qualquer outro universo – tocado com precisão por Dave Kilminster, apesar de o timbre de David Gilmour ser inimitável – emprestou a beleza necessária para finalizar uma noite com uma carga emocional poucas vezes vista e sentida num show. E numa turnê.
Três horas e dez minutos antes, no entanto, a mesma noite teve início de maneira muito mais leve. Com conceitos retirados principalmente de três álbuns – “The Dark Side of the Moon” (1973), “Animals” (1977) e “The Wall” –, o show começou belíssimo com “Breathe”, “One of These Days” e “Time”, e nem mesma a chuva que, apesar de fraca, insistia em ir e voltar em intervalos irregulares esfriou os ânimos. A soberba performance conjunta das vocalistas Jess Wolfe e Holly Laessig em “The Great Gig in the Sky” fez cair o queixo de quem compareceu ao estádio – um público estimado de 47 mil pessoas –, enquanto “Welcome to the Machine” foi um excelente resgate da obra-prima “Wish You Were Here” (1975). Apesar da visibilidade ligeiramente prejudicada por causa da cobertura montada para proteger músicos e equipamentos da chuva, o impressionante telão prendia a atenção com imagens e, mais até aquele momento, animações espetaculares.
A sequência de três músicas do álbum mais recente de Waters, “Is This the Life We Really Want?” (2017), serviu não apenas para destacar a banda – completada pelo ótimo Jonathan Wilson (vocal e guitarra), Gus Seyffert (guitarra, baixo e teclados), Bo Koster e Jon Carin (teclados), Ian Ritchie (saxofone) e Joey Waronker (bateria) –, mas principalmente para mostrar que o baixista e vocalista não é um ativista de ocasião. Não bastasse o sintomático título do disco, a emocionante “The Last Refugee” foi um espetáculo audiovisual à parte com a história das duas dançarinas no telão, separando o sonho da realidade, na representação de uma letra absolutamente tocante.
Mas é verdade que boa parte presente no Maracanã queria hit. Principalmente aquela parte que aproveitou para ir e vir mais algumas vezes na busca por cerveja, e talvez ela tenha ficado parcialmente satisfeita com o que veio a seguir. “Wish You Were Here” é sempre muito bem-vinda, claro, ainda mais quando serve de entrada para “The Happiest Days of Our Lives” e, principalmente, “Another Brick in the Wall (Part 2)”, que contou no coral com a participação de alunos do Centro de Música Jim Capaldi, situado em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio de Janeiro. Meninas e meninos que subiram ao palco vestidos de macacão laranja, e cada um com capuz preto cobrindo o rosto. Garotas e garotos que, aos poucos, se livraram das vestes de presidiário e mostraram camisas pretas com a palavra “Resist” escrita no peito, num momento de encher os olhos de lágrimas.
Um tapa na cara antes do intervalo de 20 minutos repleto de mensagens sociais e políticas. Entre críticas pesadas (e justas) contra o fascismo, o racismo, a misoginia, o antissemitismo e o poder militar, sobrou também para personalidades como Mark Zuckerberg, não necessariamente por sua rede social, mas por acontecimentos como o vazamento de dados de 87 milhões de usuários para uso da Cambridge Analytica em propagandas políticas – o que levou o CEO a ter de se explicar durante cinco horas no Senado americano, o que também levou sua empresa a ser multada no Reino Unido. E, obviamente, o alerta que causou polêmica no Brasil: a inclusão do candidato de extrema direita à Presidência da República na lista de neofascistas em ascensão ao redor do mundo. Assim como aconteceu já no segundo show em São Paulo, o nome foi substituído pela frase “Ponto de vista político censurado”.
Durante estes 20 minutos percebeu-se uma maioria favorável às mensagens de Waters, que voltou para ao palco para ampliar o espetáculo e distribuir respostas – afinal, não é papel do ministro da Cultura acusar publicamente o artista de estar sendo favorecido financeiramente, muito menos é o papel de qualquer veículo insinuar que Roger Waters cedeu ao que a produtora da turnê brasileira achava adequado. Isso é, no mínimo, ignorar a história do artista para taxá-lo de oportunista. E as respostas definitivas vieram com a usina termoelétrica Battersea – aquela da capa de “Animals”, cujo conceito é baseado em “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell – se erguendo como parte de um dos cenários mais sensacionais da noite; e com a dobradinha “Dogs” e “Pigs (Three Different Ones)”, esta última muito mais do que um tapa na cara. Foi um soco no estômago.
Resgatada para o repertório depois de uma ausência de quase três décadas, “Pigs (Three Different Ones)” mostrou aos brasileiros exatamente o que os americanos viram entre abril e setembro do ano passado. E não estou falando do porco inflável que sobrevoa a pista com os dizeres “Stay Human” e, em português mesmo, “Continue humano”. Estou me referindo ao manifesto contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ridicularizado de inúmeras maneiras com ilustrações no telão e no teatro montado no palco: Ao lado de figurantes usando máscaras de porco e empunhando taças de champanhe, Waters, também de máscara, passa a mensagem em três cartazes: “Porcos governam o mundo”, “Foda-se os porcos” e “Trump é um porco”.
E você aí achando que o veterano músico inglês se curvou a interesses de terceiros. Lembremos todos: é o mesmo músico que, em 2012, homenageou Jean Charles, brasileiro assassinado no metrô londrino pela polícia britânica, que o confundiu com um terrorista. Lamentável mesmo, no entanto, foi a tentativa dos advogados do candidato de extrema direita de impugnar, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (STE), a candidatura do adversário de esquerda não exatamente pelos mesmos motivos, mas… Bom, segue um trecho do documento: “Também afirma que Roger Waters age em consonância com o PT ao lamentar as mortes do capoeirista baiano Mestre Moa e da vereadora Marielle Franco, assassinada em março”. Você não leu errado. Não se pode lamentar a perda de uma vida. Duas, na verdade: a de uma vereadora eleita pelo voto, mas que foi executada, algo inconcebível num estado democrático de direito; e a de um senhor de 63 anos esfaqueado 12 vezes por causa de intolerância política. A ausência de compaixão é sintoma de uma assustadora falta de humanidade. É esta a vida que realmente queremos?
Mas vida que segue, e o show chegou a outro dos momentos mais aguardados: o resumo de “The Dark Side of the Moon”. Com “Smell the Roses” – a quarta e última canção extraída de “Is This the Life We Really Want?” – no papel de intrusa, a suíte começou maravilhosamente com “Money” e, principalmente, “Us and Them”, com destaques para Ian Ritchie, cujas intervenções no sax foram sempre de tirar o chapéu, e Jonathan Wilson, dono de uma belíssima e suave voz. E o desfecho – antes do encerramento de fato, descrito no início deste texto – com “Brain Damage” e “Eclipse” ganhou contornos épicos quando, naquela última, lasers reproduziram tridimensionalmente o prisma da capa do icônico álbum. Um efeito impressionante e um deleite para quem, pouco antes, havia se emocionado cantando “And if the band you’re in starts playing different tunes, I’ll see you on the dark side of the moon”. Sem saber o que ainda viria pela frente…
São Paulo (duas vezes), Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Oito shows na quarta passagem de Roger Waters pelo Brasil – recordando: as três primeiras aconteceram em 2002, 2007 e 2012 –, mas definitivamente a mais emblemática de todas. Waters foi o cara certo no momento certo, mas não precisava driblar, mesmo que com elegância e maestria, uma ameaça velada de detenção como a que aconteceu em Curitiba; e não precisava ter sua integridade e o seu ativismo de toda uma vida questionados – pelo menos, mais gente agora sabe que “The Wall” não fala de construção civil, que “Pigs” não é trilha sonora de “Babe, O Porquinho Trapalhão” e que “Dogs” não é uma ode ao melhor amigo do homem. Portanto, que o eterno Pink Floyd possa voltar daqui a cinco anos e ver que, diante das nuvens negras que se avizinham, a lição foi aprendida. Resist.
Nota do autor: assim como é importante ressaltar o óbvio, ou seja, que este artigo é de inteira responsabilidade do repórter, não representando necessariamente a opinião da ROADIE CREW; é necessário esclarecer que o mesmo artigo foi propositadamente elaborado ao fim das oito datas de Roger Waters e sua Us + Them Tour no Brasil.
No fim de 2014 e início de 2015 nascia na cidade litorânea de Torres/RS, ainda sem nome, um projeto que num futuro próximo viria a se tornar o SOCIALMASK, com músicos visando fazer um trabalho de extrema qualidade. Luiz Negrini (bateria) então convidou Douglas Bittencourt (guitarra, ex-colega de banda) para se juntar ao line-up. Juntos criaram os primeiros rabiscos e então Enoir Junior (baixo) foi convidado para fazer parte do projeto, pois sabiam que dali não viria nada menos do que o esperado. Juntos os três deram continuidade às composições e sem seguida, acrescentaram Max Lima (ex-Desolate Ways) para as guitarras e Gabriel Lima para os vocais.
Com o time fechado, era hora de focar nas composições e gravações do primeiro trabalho, o EP “SocialMask”, que contém quatro composições 100% originais, lançado em agosto de 2018. Desde então o quinteto tem se empenhado em divulgar o material ao máximo, inclusive lançando dois vídeo clipes, para as músicas “How to Love Again” e “Glorious King”. Ambos contaram com a produção de Renato Chama, e primam pelo bom gosto e qualidade. Nas palavras do guitarrista Douglas Bittencourt, a parceria com o Renato da Chama Video Independente, “foi perfeita, com uma ótima sincronia na linha de trabalho, com uma linguagem direta e franca”.
Sobre o clipe de “How to Love Again”, Douglas explica: “A letra narra a experiência comum entre os membros da banda, que foi a de viajar por outros ramos da música e de trabalho, mas agora todos estão de volta a casa, novamente fazendo o som com muita verdade e vitalidade. Queríamos algo claro, verdadeiro, direto, preto no branco e assim aconteceu! Seguindo a tendência da arte do encarte e da capa do disco. A satisfação foi plena”.
Apesar de já ter protagonizado shows impressionantes na Colômbia, Bolívia, Chile, México e Costa Rica, a banda sueca Arch Enemy, um dos nomes mais cultuados e respeitados do atual cenário do heavy metal mundial, parece que está mesmo é ansiosa para encontrar logo os fãs brasileiros.
Alissa White-Gluz (vocal), Michael Amott (guitarra), Jeff Loomis (guitarra), Sharlee D’Angelo (baixo) e Daniel Erlandsson (bateria) enviaram recado especialmente para que o público prestigie aos shows da Liberation Tour Fest 2018, que passará por Porto Alegre (09/11 – Opinião), Fortaleza (11/11 – Armazém), Manaus (14/11 – Studio 5), Rio de Janeiro (16/11 – Circo Voador) e São Paulo (17/11 – Audio). A excursão tem a companhia do Kreator (ALE) e ambos vão promover os seus mais recentes álbuns e executar sets completos em formato co-headlining.
Confira a mensagem em https://www.youtube.com/watch?v=Iiswy_jx6tY.
Assista a um trecho da poderosa performance do grupo no Chile em https://www.facebook.com/49373264983/posts/10151241312314984.
Após histórica edição de estreia reunindo cast invejável e trazendo com exclusividade nomes como King Diamond, Lamb of God, Carcass e Heaven Shall Burn, no Espaço das Américas, em São Paulo, este ano, o evento cresceu e estabeleceu bases para a concretização de um festival itinerante, que vai estremecer cinco capitais do País.
A programação da Liberation Fest Tour 2018 é a seguinte:
09/11 – Opinião – Porto Alegre (Kreator/Arch Enemy)
11/11 – Armazém – Fortaleza (Kreator/Arch Enemy)
14/11 – Studio 5 – Manaus (Kreator/Arch Enemy/Shaman)
16/11 – Circo Voador – Rio de Janeiro (Kreator/Arch Enemy/Walls of Jericho/Excel)
17/11 – Audio – São Paulo (Kreator/Arch Enemy/Walls of Jericho/Excel/Genocídio)
Ainda há ingressos à venda em todas as capitais. Mais informações nos serviços abaixo.
Fãs do gigante do thrash metal alemão poderão ver pela primeira vez em nosso país a execução do aclamado “Gods of Violence”, 14º álbum de estúdio do Kreator, além das faixas clássicas que a banda conseguiu cristalizar ao longo de sua longa carreira como verdadeiros hinos do metal.
Já o Arch Enemy retorna ao Brasil para apresentar o seu 10º álbum “Will To Power”, o segundo com a sua imponente nova vocalista Alissa White-Gluz. Desafiando todos os limites do metal combinando agressividade, peso e melodia de maneira profícua, “Will To Power” vem sendo exaltado como uma verdadeira obra épica do death metal melódico.
Formado em 1998, na cidade de Detroit, o Walls of Jericho é um dos nomes mais respeitados do cenário do metalcore. Atualmente é formado por Candace Kucsulain (vocal), Chris Rawson (guitarra), Mike Hasty (guitarra), Aaron Ruby (baixo) e Dustin Schoenhofer (bateria) e seguem na estrada promovendo o álbum “No One Can Save You From Yourself” (2016).
A grande surpresa do line-up e uma das atrações mais aguardadas deste ano é o grupo norte-americano Excel, tradicional representante do crossover mundial, que retorna a São Paulo e estreia no Rio de Janeiro. Formada em 1983 pelo vocalista Dan Clements e o guitarrista Adam Siegel, a banda gravou três álbuns, excursionou ao lado de No Mercy, Beowülf, Suicidal Tendencies, Cryptic Slaughter, Testament, Overkill, Megadeth, entre outros.
Em 1991, o Excel despertou interesse após processar o Metallica por considerar que a música “Enter Sandman” era plágio de “Tapping into the Emotional Void”, disco “The Joke’s on You” lançado dois anos antes do clássico “Black Album”, no entanto, a ação não avançou devido a uma assessoria jurídica imprópria. Em 1996, deram uma pausa nas atividades e voltando à ativa apenas em 2012. Desde então, Dan Clements (vocal), Alex Barreto (guitarra), Shaun Ross (baixo) e Michael Cosgrove (bateria) se mantem constantemente na estrada e conquistando novos fãs em shows pelos EUA, Japão e Europa.
Exclusivamente em Manaus, os fãs terão a oportunidade de conferir o show de retorno do Shaman com a sua clássica formação original, após 12 anos longe dos palcos. Andre Matos (vocal), Luis Maruitti (baixo), Hugo Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria) vão executar um verdadeiro best of dos álbuns “Ritual” e “Reason”.
O representante brasileiro em São Paulo será o Genocídio. Com mais de 30 anos de estrada, Murillo Leite (guitarra/vocal), Rafael Orsi (guitarra), Wanderley Perna (baixo) e Gil Oliveira (bateria) prometem não ser meros coadjuvantes e vão aproveitar a oportunidade para seguir divulgando o álbum “Under Heaven None” (2017).
Sob muitos aspectos, a Abraxas vem nos presenteando com muitas ótimas surpresas na última meia década. Selo, produtora de shows, a Abraxas tem estendido seus longos tentáculos em múltiplas direções, e cada vez mais aproxima os fãs brasileiros de música pesada dos nomes mais criativos do cenário, não raras vezes nos garantindo um primeiro contato ao vivo com alguns nomes que antes julgávamos impossíveis de se ver por estas paragens.
Pois bem, para comemorar os seus cinco anos, a Abraxas preparou uma surpresa especial, e que rendeu muita ansiedade desde que foi anunciada: Em 2018, como parte do Abraxas Fest, o Brasil receberia pela primeira vez o maior e mais importante nome do sludge em todos os tempos, o norte-americano Eyehategod. Ativos a exatas três décadas – a banda foi formada em 1988 em New Orleans, EUA – o Eyehategod é parte da tríade estadunidense que reformulou e garantiu novos tons de criatividade à música nos anos 90, e, junto com seus pares do Corrosion of Conformity e do Neurosis, se tornaram a referência máxima para nomes essenciais do cenário, como Crowbar, Pantera, Mastodon, Down, Soilent Green e High on Fire.
Se só este primeiro nome já bastaria para deixar qualquer fã de música de cabelos em pé e contando as horas para a apresentação, a ansiedade se agravou ainda mais quando os outros nomes foram anunciados: Noala, ITD e Samsara Blues Experiment também fariam parte da festa!
Infelizmente, qualquer pessoa que faz tratamento para o controle de uma doença autoimune sabe que nem sempre é possível se manter completamente fiel ao cronograma, existem dias piores que outros, épocas piores e melhores. Por conta disso, este repórter precisou perder as primeiras atrações do festival, uma verdadeira lástima. Mas, no início da noite, lá estávamos, para aguardar o início da apresentação incendiária dos alemães.
O Samsara Blues Experiment não é nem de longe uma banda tão experiente, tão longeva quanto o Eyehategod. Na verdade, a banda alemã surgiu em 2007 – quase duas décadas depois dos americanos – e só em 2010 lançou seu primeiro álbum, Long Distance Trip. Mas, aquilo que falta de tempo no mercado da música, sobra de inteligência, criatividade e inventividade musical. Como foi bom ter a chance de conferir isso ao vivo! Formado por Hans Eiselt (baixo), Christian Peters (guitarra e voz) e Thommas Vedder (bateria), o trio alemão começou seu show com Shringara, faixa que abre o terceiro álbum, Waiting For the Flood.
Army of Ignorance veio na sequência, colocando o citado álbum de estreia no jogo, para delírio dos muitos fãs ali presentes. A mistura de músicas extensas, dotadas de longas passagens instrumentais psicodélicas, e uma criatividade e senso de improviso único ia derrubando os queixos enfileirados diante do palco com uma facilidade enorme, e à essa altura, era difícil dizer quem seria a atração principal da noite. A sensação de torpor e estupefação ficou ainda mais evidente com a execução de Vipassana e One With the Universe, dois longos épicos que só o stoner/doom pode conceber, e que ajudaram a tornar o álbum One With the Universe um dos grandes destaques de 2017.
Mas, com o passar dos minutos e um Senhor do Tempo sempre disposto a retomar suas migalhas, era chegada a hora de conferir a atração principal, o Eyehategod. E aqui saía de campo a loucura musical centrada dos alemães, para entrar um dos maiores e mais insanos vocalistas de metal que os fãs brasileiros já tiveram a chance de conhecer: Mike Williams.
Começando a apresentação com Agitation! Propaganda!, Mike já mandou a mensagem em alto e bom som no microfone: “São Paulo, essa é a nossa primeira vez aqui, não nos desapontem!”. A festa insana e maldita do Eyehategod tinha realmente começado! Enquanto sons seminais da sujeira vinham enfileirados – uma sequência matadora se iniciou com Jack Ass in the Will of God e só terminou com Lack of Almost Everything, que apareceu para a maior parte dos fãs apenas em 2007, como parte do clássico Take As Needed for Pain – Mike ia garantindo um show à parte, mordendo os cabos, gritando com o público… A coisa chegou a um ponto de insanidade que em certo momento ele disparou: “Eu amo vocês… nossa, como eu amo. De verdade”. Enquanto a plateia reagia com as habituais palmas, ele continuou: “É sério, eu amo mesmo. Liguem para mim”, e passou um número, que esperamos não seja de nenhum ‘infeliz felizardo’ nos Estados Unidos.
Claro que não se pode julgar toda a apresentação do Eyehategod apenas pela performance de seu vocalista. Afinal, como seria possível imaginar a sonoridade dessa banda sem os riffs gordurosos e sujos de Jimmy Bower, ou sem a condução intensa e maníaca do baixo de Gary Mader? Mas, convenhamos, com um vocalista que passeia pelo palco como um maluco, assoando o nariz, atirando água nos fotógrafos, quem mais poderia chamar atenção e atrair todos os olhares? Sim, Mike Williams soube convencer seus fãs, e canções como as duas partes de Sisterfucker (também do sensacional Take as Needed for Pain) foram um alívio enorme para uma semana tensa na Capital Paulista, e nem a garoa foi capaz de reduzir a empolgação dos muitos presentes.
Assim, entre as mais variadas loucuras, músicas clássicas, riffs intensos e músicas hora causticantes e hora aceleradas, a apresentação foi chegando ao final, com duas peças definitivas: Left to Starve (In the Name of Suffering, 1990) e Serving Time in the Middle of Nowhere, outra do fenomenal Take As Needed For Pain. Mais uma vez o Senhor do Tempo recolhia suas migalhas, e era hora de todos voltarmos para casa. Que belo cartão de visitas o Eyehategod deu aos brasileiros! Por fim, resta agradecer e cumprimentar a Abraxas pelo seu aniversário, pela inteligência na montagem de seu cast, pela honestidade com que trabalha em seus eventos. Enfim, pela coragem de trazer ao Brasil bandas que sempre quisemos ver, e que antes estavam muito longe do nosso circuito de shows.Parabéns pelos 5 anos, e que venham mais 500! Um forte abraço e desejos de sucesso, de todo o time ROADIE CREW!
O baterista Michel “Away” Langevin, do VOIVOD, concedeu uma entrevista ao ‘Southeast Wreckmetal’ antes do show da banda em 17 de outubro no clube Tavastia em Helsinque, Finlândia.
Perguntado sobre qual é o segredo da longevidade da banda, Langevin disse:
“Perseverança, eu acho. Talvez um pouco de, como posso dizer? Independência, em termos de não tentar seguir tendências e fazer as coisas. Pode ter jogado contra nós quando havia grandes ondas como techno ou o grunge. Havia uma encruzilhada onde era difícil decidir se deveríamos continuar ou parar, é claro, pensando na infeliz partida de Piggy (Denis D’Amour, guitarrista que morreu em 2005 depois de uma batalha contra o câncer de cólon). Nós aproveitamos a oportunidade para finalizar Katorz e Infini com o ex-baixista do METALLICA, Jason Newsted, mas foi uma decisão difícil começar de novo em 2008, dez anos atrás. Mas estamos crescendo desde então”.
The Wake – o décimo quarto álbum de estúdio do VOIVOD – foi lançado em 21 de setembro pela Century Media Records. O disco foi gravado e mixado por Francis Perron no RadicArt Recording Studio no Canadá, e a arte foi mais uma vez criada por Langevin.
O vídeo oficial de That Crazy White Boy Shit, uma nova música da lenda do hardcore de Nova York, SICK OF IT ALL, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do décimo segundo álbum de estúdio da banda, Wake The Sleeping Dragon!, que foi lançado na sexta-feira, 2 de novembro, pela Century Media. O sucessor de The Last Act of Defiance, de 2014, foi produzido por Jerry Farley (EVERY TIME I DIE, DEMON HUNTER) durante um período de duas semanas e meia no Nova Studios em Staten Island, Nova York. Mixado e masterizado por Tue Madsen (MESHUGGAH, THE HAUNTED, MADBALL). A arte da capa foi criada por Ernie Parada e pode ser vista ao lado.
Wake the Sleeping Dragon! conta com participações especiais do vocalista e guitarrista do RISE AGAINST, Tim McIlrath, e do vocalista do HOT WATER MUSIC, Chuck Ragan.
Trabalhar com amigos é um dos fatores que são muito importantes para o SICK OF IT ALL, então pedir a Parada pela capa do álbum foi uma escolha óbvia. “Não há razão para queimar pontes neste negócio”, diz o baterista Armand Majidi. “Nossa história com Ernie Parada remonta ao final dos anos 80, então, trabalhando com ele, há um parentesco que torna as coisas mais fáceis de se comunicar”.
O vocalista Lou Koller e Parada surgiram com a ideia de fazer arte com o estilo de ‘filme de monstros’. “O dragão escalando o Empire State era um conceito que eu sempre quis ver trazido à vida, então as duas ideias estavam destinadas a se unirem dessa maneira”, diz Lou.
O último lançamento do SICK OF IT ALL foi o EP When The Smoke Clears, lançado em novembro de 2016 pela Century Media Records.