Em 16 de novembro, o AMON AMARTH lançará um novo álbum ao vivo e documentário, intitulado The Pursuit Of Vikings: 25 Years In The Eye Of The Storm. O pacote inclui um documentário retrospectivo que apresenta, além do tradicional conteúdo ao vivo e de bastidores, extensas entrevistas com a banda. O documentário conta a história do quinteto sueco, através dos seus próprios olhos e dos fãs que os apoiaram ao longo do caminho. Junto ao documentário ainda teremos o vídeo / áudio, que contém duas apresentações diferentes da banda no festival Summer Breeze de 2017 em Dinkelsbühl, Alemanha.
Abaixo você pode assistir o vídeo de Raise Your Horns, que faz parte de The Pursuit Of Vikings: 25 Years In The Eye Of The Storm.
Tendo tocado no festival alemão várias vezes ao longo dos anos, e profundamente familiarizados com a energia que eles sempre vivenciaram naquele festival, o AMON AMARTH aproveitou a oportunidade para tocar duas vezes no mesmo ano – um set secreto, de menor escala, focado principalmente em material antigo, e a apresentação no palco principal com produção completa – incluindo a gigante serpente do mar e muito fogo – permitiu que eles mostrassem suas músicas da melhor maneira possível, embora reunir as faixas mais representativas em um catálogo tão regular não fosse das tarefas mais fáceis.
“Para a primeira noite, nós queríamos montar um setlist que os fãs pudessem curtir um mergulho profundo em nosso catálogo, mas também mantendo isso interessante”, explica o guitarrista Olavi Mikkonen. “Mas colocar os dois shows juntos também nos fez perceber que temos muitas músicas para escolher!”
A organização sob o comando da promoter Paula Ribeiro escalou um time de peso para a oitava edição do já tradicional Hell Banger Fest que será realizado na cidade de Salto, interior paulista.
O evento terá em seu cast grandes bandas do cenário brasileiro e terá como headline a renomada banda Miasthenia que teve ótimas criticas nas mídias especializadas do mundo inteiro com seu álbum Antípodas laçando no ano passado.
Este festival contará também com as bandas Cemitério, Flagelador, Deathgeist, Infector, Mortage, Absyde, Profane Creation e Madness. Ótimas bandas que trará a este festival o melhor do Death e Black Metal.
O evento iniciará as 13 horas com previsão de se estender até a 1 da manhã e os ingressos já estão sendo vendidos antecipadamente no valor de 40,00 uma ótima vantagem para quem adquirir antes do dia do show, na portaria o valor será de 50,00.
O festival será realizado no seguinte endereço, Rua Batalha do Tuiuti, 1850 – Galpão.
A lenda do heavy metal teutônico ACCEPT lançará um novo disco ao vivo, Symphonic Terror – Live At Wacken 2017, em 23 de novembro via Nuclear Blast. Os fãs podem esperar um show exclusivo do ACCEPT, filmado em 3 de agosto de 2017 no lendário festival Wacken Open Air, onde a banda fez o maior e mais extraordinário show de sua carreira, diante de 80.000 fãs, além de milhares de outros que acompanharam a apresentação via live stream.
Abaixo você pode conferir o vídeo ao vivo oficial de Breaker.
O concerto de duas horas foi dividido em três partes, mostrando todo o poder criativo do ACCEPT: A primeira parte contou com a estreia das novas faixas Die By The Sword e Koolaid, além de algumas das músicas mais populares da banda, como Restless And Wild e Pandemic. A parte intermediária apresenta o guitarrista Wolf Hoffmann acompanhado por uma orquestra sinfônica, tocando as melhores faixas de seu recente álbum solo, Headbangers Symphony, que inclui versões heavy metal de alguns dos maiores compositores clássicos do mundo (por exemplo, de Beethoven, Mozart, Vivaldi). E, na parte derradeira do show, os fãs puderam bater suas cabeças para o ACCEPT nos hinos (também acompanhados pela orquestra), Princess of the Dawn, Breaker, Fast as a Shark e Metal Heart, bem como em canções mais novas, como Stalingrad , Shadow Soldiers e Teutonic Terror. O encerramento conta com uma versão de oito minutos do maior clássico do ACCEPT, Balls To The Wall.
Após a apresentação no Wacken, Hoffmann disse a ‘TotalRock’: “Foi fenomenal. Nós realmente não sabíamos o que esperar. Fizemos alguns ensaios e outras coisas, mas essa foi a primeira vez que estivemos no palco com uma orquestra. Foi algo totalmente diferente do que normalmente fazemos, mas soou fantástico e eu me senti ótimo, todo mundo sorria, as pessoas da orquestra se divertiram muito, o maestro estava de ótimo humor e todo mundo estava tipo, ‘Isso é divertido’. Tudo foi muito, muito bom e não poderia ter sido melhor”.
Ele continuou: “Muita preparação rolou – foram meses falando sobre isso, organizando tudo, definindo as escalas e escrevendo todas as partituras para todos, porque tocando com uma orquestra, você não pode simplesmente ir lá e tocar”.
2018 marca o 20º aniversário do álbum de estreia do LACUNA COIL. Para comemorar este ano especial, eles fizeram um show especial no dia 19 de janeiro em Londres, no O2 Forum Kentish Town. O evento único foi filmado e gravado para The 119 Show – Live In London, que tem lançamento previsto para 9 de novembro.
Um clipe da performance da música The House of Shame, tirada de The 119 Show – Live In London, pode ser visto abaixo.
Este novo lançamento contará com algumas faixas nunca antes tocadas ao vivo pelo LACUNA COIL.
A banda comenta: “O que aconteceu no O2 Forum Kentish Town em Londres em 19 de janeiro de 2018 foi pura magia. Foi definitivamente uma experiência única para nós, como banda e como pessoas. O trabalho envolveu a tensão pré-show, a intensidade no palco, a energia entre nós e o público – tudo isso foi além de qualquer coisa que já tenhamos feito antes. Este evento não foi apenas um show, foi uma festa de aniversário, uma celebração de aniversário e, o mais importante, um grande OBRIGADO a todos que viajaram lado a lado conosco nos últimos vinte anos. Agora, com o lançamento de The 119 Show – Live In London, podemos compartilhar a magia com os fãs que não puderam festejar conosco em janeiro”.
https://youtu.be/pftNuEdALXA
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O novo vídeo do SEVENDUST, Unforgiven, pode ser visto abaixo. A música é parte do 12º álbum da banda, All I See Is War, que foi lançado em 11 de maio. O sucessor de Kill The Flaw de 2015 foi gravado no Studio Barbarosa em Gotha, Flórida (EUA) com o produtor Michael “Elvis” Baskette, que trabalhou anteriormente com ALTER BRIDGE e SLASH, entre outros.
O vocalista Lajon Witherspoon disse: “O vídeo Unforgiven foi uma ótima experiência para mim. Adorei trabalhar com todos nessa sessão. Foi como estar em um filme de verdade e espero que possamos fazer algo assim novamente”.
O novo disco do SEVENDUST é o primeiro do grupo ao lado da Rise Records, selo de metal e hard rock baseado em Oregon, que foi comprado pela BMG em 2015.
Em uma entrevista recente com o Good Company, o vocalista do SEVENDUST, Lajon Witherspoon, afirmou sobre o próximo esforço da banda: “Nós fizemos mais coisas nesses 33 dias gravando este disco do que eu já fiz em toda a minha vida. Eu cantei o que seria o equivalente a catorze dias em nove para compensar o tempo que foi perdido. Mas foi porque eu me sentia bem trabalhando, então certos dias eu completei até duas músicas. E foi uma experiência trabalhar ao lado de Elvis e Jeff [Moll]. Sem diminuir qualquer outro produtor, mas, para mim, esta foi a melhor experiência de gravação da minha vida. Talvez devido a hoje eu ser mais velho e mais experiente com tudo o que está acontecendo, mas do jeito que ele trabalhou e as coisas que ele sabe sobre música eram completamente diferentes – nunca vi ninguém como ele antes”.
De acordo com Lajon, Baskette tinha o equivalente a sessenta novas músicas do SEVENDUST para escolher antes da criação do novo álbum. “Para mim, eu me senti mais forte como cantor – ele me fez um melhor cantor, trabalhando com ele”, disse Witherspoon, que passou a descrever sua relação de trabalho com Elvis como ‘uma parceria’. “Eu odiei ter que sair do estúdio, e mal posso esperar para fazer outro álbum com ele… e eu gostaria de fazê-lo em ainda mais do que 33 dias”, disse ele.
Em 2016, o SEVENDUST recebeu sua primeira nomeação para o Grammy, depois de duas décadas juntos como uma banda. Thank You, o primeiro single de Kill The Flaw, obteve a indicação para “Melhor Performance de Metal”.
A reunida banda norueguesa de metal progressivo CONCEPTION, que apresenta em suas fileiras o ex-vocalista do KAMELOT, Roy Khan, lançou suas primeiras novas músicas em duas décadas, um single de três músicas chamado Re: Conception.
Um novo EP do CONCEPTION, intitulado My Dark Symphony, será disponibilizado em 23 de novembro. O EP contará com seis faixas, incluindo duas do single.
Desde o lançamento do álbum Flow, em 1997, os membros do CONCEPTION – Roy Khan, Tore Østby, Ingar Amlien e Arve Heimdal – têm trabalhado em projetos separados, mas os fãs nunca desistiram de vê-los juntos como uma banda novamente. Há rumores e especulações há algum tempo sobre uma possível reunião, e no início deste ano, eles confirmaram que haviam trabalhado silenciosamente por algum tempo nesse novo material.
Após sua saída do KAMELOT sete anos atrás, Khan (Roy Sætre Khantatat), que é um cristão devoto, se juntou a uma igreja na cidade costeira de Moss, na Noruega. Como empregado da Moss Frikirke, Khan trabalhou com os jovens, principalmente com o coro e os skatistas da aldeia. Roy parou de trabalhar na igreja em setembro de 2016, mas ainda está vivendo e trabalhando em Moss.
Khan anunciou sua saída do KAMELOT em abril de 2011, depois de tirar vários meses de folga para se recuperar de um “esgotamento”. Ele explicou em uma declaração na época: “Eu disse aos caras da banda no outono passado (bem depois do meu esgotamento) que eu estava deixando a banda. Naturalmente, eles ficaram chocados (assim como a gravadora e todo mundo que trabalhava com o KAMELOT). Além do risco de cair a venda de ingressos, eles queriam me dar tempo para pensar sobre as coisas, e assim eu fiz. Minha decisão ainda é essa, está terminado”.
A banda Eternal Sacrifice assinou com a Blasphemy Productions para mais um relançamento histórico em sua carreira, o aclamado EP lançado originalmente em 2004 ganha uma reedição merecida quatorze anos depois em dois formatos, em K7 e em CD. Um belo presente para os fãs que não tiveram acesso a esse material na época.
Este ano foi de fato muito importante para o Eternal Sacrifice, além do seu novo álbum Ad Tertivm Librvm Nigrvm que é considerado o melhor lançamento de 2018, a banda ganhou uma ótima reedição do seu primeiro álbum Musickantiga… e para fechar o esse ano com glória também será relançado o EP.
Um merecido reconhecimento a está banda que está na ativa desde 1993 com uma história imaculada e cheias de vitórias. Sempre firme e fiel ao seu estilo e mantendo sempre seu estilo único e original.
Os últimos dois finais de semanas foram inesquecíveis para os fãs paulistanos do Sepultura. No dia 27 de outubro (sábado), a formação atual da lendária banda brasileira se apresentou na Áudio, já na reta final da turnê mundial do bem sucedido Machine Messiah (2017). Sete dias depois, foi a vez de os icônicos Max e Iggor Cavalera retornarem ao Brasil para celebrar dois clássicos álbuns que forjaram com sua ex-banda: os mundialmente influentes e respeitados Beneath the Remains (1989) e Arise (1991). A ocasião histórica atraiu uma legião de fãs dos irmãos, que lotaram à Tropical Butantã. E nem a noite chuvosa e de fortíssima ventania – o que acarretou em queda de energia nas redondezas, que estavam perigosas para se andar -, e muito menos a mudança para o horário de verão (que aconteceria à meia-noite), afastaram o público. Apesar da baixa temperatura na capital, dentro da casa o calor beirava o insuportável. A falta de energia, que se estendeu durante toda a noite, resultou no não funcionamento dos aparelhos de ar condicionado, porém não interferiu na realização do evento, que contou ainda com a abertura de Endrah, Deaf Kids e Ultra Violent.
Oriunda de Guarapuava (PR), a Ultra Violent foi quem deu início aos trabalhos. A banda garantiu sua participação após vencer um concurso online que era baseado em votação popular, concorrendo com outras catorze bandas, entre mais de 300 pré-selecionadas. O grupo, que em 2018 está completando 10 anos de existência, apresentou um thrash/core de responsa, cantado em português e baseado em muito peso fundamentado em andamentos arrastados, que valorizavam mais a cadência do que a velocidade. Na primeira música, Ansiedade, o microfone de Guilherme Rocha (vocal e guitarra) esteve bastante alto, mas a partir da segunda, I.N.E.R.T.E., tudo se ajeitou.
Ao longo de curtos vinte e cinco minutos, o trio agiu certo ao abrir mão de falas ou discursos e passou bem seu recado através de fortes composições, que encontram nos riffs de Rocha e nos arranjos precisos do batera Rafael Pelete os seus pontos fortes. A cadenciada Um Passo Para Trás, de riffs hipnóticos, a citada I.N.E.R.T.E., com clara influência de Pantera, sob linhas grooveadas de Rudy Alves (baixo) e corrosivas de guitarra, e a moderna Centoenoventa, um metalcore que no decorrer ganhou belo clima com a pausa para o dedilhado denso e o curto e eficiente solo que surgiram, foram os destaques. Apesar de ter lançado um EP homônimo no ano de 2010 e alguns singles subsequentes, as novas músicas tocadas no show mostraram que já está na hora de os integrantes do Ultra Violent pensarem em um novo material de estúdio.
Ultra Violent
Em apenas 15 minutos, a equipe de palco deixou tudo pronto para os cariocas do Deaf Kids, que pouco antes das 21hs entraram em ação, proporcionando um clima desnorteante, que dava a impressão de estarmos diante da boca do inferno. Com o palco todo esfumaçado e intensa iluminação avermelhada, os experientes Dovglas Leal (guitarra e voz), Marcelo dos Santos (baixo) e Mariano de Melo (bateria) deram início com uma breve introdução, que culminou na caótica Limbo, música presente no split dividido em 2012 com a banda Timekiller, que reside no Vietnã. Com bastante rodagem pelo Brasil e algumas turnês europeias na bagagem, o que se viu do Deaf Kids foi uma apresentação fascinante. Quem assim como eu e até mesmo como o próprio Iggor Cavalera pira com sonoridades criativamente ‘non sense’, curtiu o experimentalismo da banda, que abrange influências de d-beat, punk, crust, metal industrial e afins alternativos e underground.
Fazendo um trocadinho com o nome de uma das músicas tocadas pelo grupo de Volta Redonda, essa ‘espiral de loucura’ que é o som do Deaf Kids chamou a atenção até mesmo de quem não conhecia o seu trabalho. E apesar de causar estranhamento em alguns, o grupo ganhou o respeito do público ao executar músicas densas e viajantes, quase que instrumentais, construídas em cima de acordes pesados, dissonantes e diretos, e também em multiefeitos explorados por Leal tanto na guitarra, quanto em alguns vocais que eram inseridos por ele. Tudo isso resultava em uma atmosfera alucinógena. O set foi baseado, em sua maioria, no álbum Configuração do Lamento, que o grupo lançou no ano passado. Foi uma apresentação que vale destacar não só a performance de Leal, que tocava praticamente virado de lado, ora agitando, ora se abaixando pra comandar os efeitos em sua pedaleira, como também a de Mariano, que executava levadas criativas na batera.
Sem atrasos no cronograma, o Endrah levou apenas dez minutos para entrar em ação. “Prata da casa”, por isso bastante conhecido do público paulistano, o veterano grupo, que em suas fileiras já teve no vocal e na guitarra base ninguém menos do que Billy Graziadei do Biohazard e também Fernando Schaefer (Worst, ex-Korzus / Treta / Rodox / Pavilhão 9 / Paura) na bateria, chegou agitando com seu thrash/death metal fortemente enraizado no hardcore. Se na primeira música, Worms of Envy, tudo parecia estar soando bem para os integrantes, para o público nada se ouvia do microfone do vocalista californiano que atende por Relentless. Com algumas manifestações da plateia em prol da banda, tudo foi resolvido durante o decorrer da música. Sem entender nada, os músicos ficaram surpresos vendo a reação dos headbangers, que na verdade estavam comemorando a resolução da falha técnica.
Endrah
A massa sonora despejada impiedosamente por meia dúzia de temas enfatizava o autointitulado álbum de estreia do Endrah, datado de 2006. A banda conquistou o público tanto musicalmente, quanto também pela presença de palco agressiva do grandalhão Relentless e pela qualidade técnica dos tarimbados César Covero (guitarra – Voodoopriest / ex-Nervochaos), Adriano Vilela (baixo – ex-Trator / Domained / Infects Humanity) e Henrique Pucci (bateria – Noturnall / ex-Project 46 e Paura). Os vocais furiosos de Relentless, os riffs e solos nervosos de Covero, as marteladas de Pucci e as linhas encorpadas de Vilela, que se destacou em Price Out of Paradise (do EP Shoot, Shovel, Shut Up, de 2016), em partes que lembravam o saudoso Death de seus álbuns mais intrincados, não deixaram pedra sobre pedra. Em Turns Blue, o público correspondeu ao pedido de mosh pit do frontman, mas foi na nova Your Life Deleted e em 61 Rounds que o bicho realmente pegou na pista. O Endrah foi visceral e instigou os ânimos da plateia, deixando-a com sangue nos olhos para o que viria a seguir.
A partir daí, o show mais aguardado da noite demorou quase uma hora para começar. O calor era tanto, que durante o show do Endrah a produção resolveu abrir as duas portas laterais, para que ventilasse na casa. Eis que, por volta das 23h20, a famosa introdução que abre o álbum Beneath the Remains começou a ecoar nos falantes. A histeria foi geral, principalmente quando Max & Iggor Cavalera surgiram tocando a música que dá nome ao clássico álbum (com direito à paradinha mortal no decorrer). A pista se tornou um caos e ferveu ainda mais na sequência, assim que Max começou a narrar: ‘andando nessas ruas sujas’. Todos sacaram que era um gancho para o hino Inner Self e atenderam quando, estupefato com a recepção do público, Max apontou o microfone para que os fãs cantassem as primeiras estrofes. É impossível tentar descrever aqui o que se tornou o local naquele momento, especialmente na segunda parte da música, quando a banda parou e Max organizou a pista para o que chamou de “destruição”, antes de concluir o carro-chefe de Beneath the Remains.
Max Cavalera
Max e Iggor – que pra minha satisfação vestia uma camisa do Palmeiras, que horas antes havia vencido por 3 x 2 o clássico contra o Santos, disparando na liderança do Campeonato Brasileiro, faltando apenas seis rodadas para o encerramento da temporada de 2018 – estão muito bem amparados pelos mesmos músicos que acompanham o frontman em seu Soulfly. Se quando no Sepultura Max tinha em Andreas Kisser o par perfeito para a guitarra, não dá pra dizer menos do talentoso Marc Rizzo, seu fiel escudeiro há muitos anos. Quanto ao ex-Havok Mike Leon, provavelmente ele seja o tipo de baixista que Max Cavalera sempre sonhou em ter ao seu lado. O cara agita muito e toca um absurdo! Em Stronger Than Hate, por exemplo, Leon aproveitou a conhecida parte em que o baixo faz uma breve “firula” e mandou logo um solo, sendo bastante aplaudido. Ver os irmãos tocando a trinca seguinte formada por Mass Hypnosis, Slaves of Pain, que Max a apresentou dizendo que foi uma das primeiras músicas compostas para Beneath…, e Primitive Future, foi de cair lágrimas. Simplesmente emocionante!
Passada essa primeira parte do show, em que as músicas foram tocadas numa pegada violenta e ainda mais velozes do que estamos acostumados ouvir nas versões originais de estúdio, era chegada a hora de celebrar agora o álbum que desde que foi lançado em 1991, tenho pra mim como o melhor disco do Sepultura: o inquestionável Arise. Foi de arrepiar quando Max, Iggor, Marc e Mike deixaram o palco e no som mecânico começou a rolar a introdução da própria Arise, a qual Max deu a deixa ao declamar: ‘under a pale grey sky / we shall arise’. E se as músicas de Beneath já estavam sendo tocadas de maneira acelerada, essa então nem se fala… Em Dead Embryonic Cells o chão literalmente tremeu, com todo mundo que estava na pista e nos camarotes pulando.
E só melhorava: Desperate Cry, Altered State, que ganhou um final mais extenso, com uma atmosfera obscura ao melhor estilo Black Sabbath, tendo Max encerrando-a deitado no chão, Infected Voice… Cada uma com sua respectiva introdução sendo disparada no som ambiente. É importante ressaltar que nenhum dos dois álbuns têm sido tocados na íntegra. O que é uma pena, pois acho difícil termos outra oportunidade de vermos os Cavalera tocando Sarcastic Existence, Hungry e Lobotomy de Beneath the Remains e Murder, Meaningless Movements, Subtraction (uma de minhas favoritas do Sepultura) e Under Siege (Regnum Irae) de Arise. Para concluir o que restava de Arise no set, foi a vez de Orgasmatron, inesquecível cover que fez tanto sucesso no Brasil com o Sepultura, que na época chegou a tocar nas principais rádios especializadas do país. Foi legal que no meio dessa Max abandonou a guitarra e passou a cantar sob uma iluminação toda verde, remetendo ao que acontecia com Lemmy nos shows do Motörhead. Apesar de o objetivo do show ter sido concluído, com os dois álbuns do Sepultura tendo sido parcialmente revisitados, a banda só se retirou do palco após mandar outro cover do Motörhead, dessa vez para o hino Ace of Spades, com Max ainda apenas ao microfone.
Ao reassumir seu kit, Iggor, que no auge do Sepultura era comumente apontando por muitos como o melhor baterista do mundo, foi ovacionado. E ele inflamou de vez o público quando deu início à uma das introduções mais aclamadas da história do thrash metal, sendo acompanhado por seus companheiros na bombástica Raining Blood. Mas a música pertencente ao Slayer foi abruptamente interrompida para dar lugar a Troops of Doom, uma das mais respeitadas do Sepultura – presente no lendário Morbid Visions, debut lançado há 32 anos. Na sequência, foi a vez de o quarteto avançar no tempo e relembrar do impactante Chaos A.D. (1993), álbum que cravou o nome do Sepultura entre as principais bandas do metal mundial. E não houve quem não agitasse com Refuse/Resist. Após rápida e estratégica saída do palco, Max Cavalera retornou também trajando uma camiseta do nosso Verdão e, evidenciando assim as suas ‘raízes’ palestrinas, anunciou a imortal Roots Bloody Roots, do álbum que influenciou toda uma nova geração de bandas, representantes dos novos estilos que surgiram a partir de então, como o metalcore e o new metal, por exemplo. Falo de Roots, álbum que marcou a despedida de Max no Sepultura.
Para o encerramento, uma reprise estilo medley com trechos de Arise, Beneath the Remains e Dead Embryonic Cells. Um final apoteótico, com direito até a beijo da mãe Vania Cavalera (que assistia da lateral do palco) em seu filho Iggor.
Passado tanto tempo desde que Iggor e, principalmente seu irmão, saíram do Sepultura, ainda existe muita polêmica em relação aos fãs. Porém, quem esteve na Tropical Butantã para prestigiar os Cavalera, certamente nutre muito respeito por eles – muitos também (inclusive este repórter), pela formação atual do Sepultura. Sem medo de errar, arrisco a dizer que quem compareceu à esse show, certamente o apontará como um dos melhores que aconteceram em São Paulo em 2018. Digo isso não apenas pelo fator técnico, mas também pela questão emocional. Se os fãs mais velhos da dupla puderam matar a saudade de ver Max e Iggor tocando clássicos que há muito tempo não presenciavam ao vivo, os mais novos tiveram a chance de sentir um pouco da emoção que sentíamos quando esses caras tinham o mundo do metal em suas mãos.
O líder do MEGADETH, Dave Mustaine, compartilhou um pequeno vídeo do baterista Dirk Verbeuren trabalhando em suas partes para uma nova música, a ser incluída no 16º álbum de estúdio da banda. Dave legendou o clipe: “The Cheshire Cat está sorrindo! Divirta-se. @Megadeth @VerbeurenDirk # Album16”. As sessões estão sendo co-produzidas por Chris Rakestraw, que trabalhou anteriormente no álbum Dystopia, de 2016.
Em agosto passado, Mustaine confirmou à revista ‘Guitar World’ que o MEGADETH estava trabalhando em material para o sucessor de Dystopia. “Já estamos há algumas semanas”, disse ele. “Todos os membros da banda estão em casa escrevendo coisas e colocando-as no mesmo lugar, mantendo todos os riffs centralizados em um único lugar. Qualquer um de nós pode acessar as coisas de qualquer um de nós. E quando terminarmos, eu vou começar a montar tudo”.
Perguntado se isso significa que veremos nova música do MEGADETH em 2019, Mustaine respondeu: “Absolutamente. Com certeza. Um álbum totalmente novo, eu diria que as chances são provavelmente de 95%. E pelo menos uma música nova, eu diria 100 por cento. Nenhuma dúvida”.
O próximo trabalho do MEGADETH marcará o primeiro lançamento do grupo a apresentar Verbeuren, que se juntou oficialmente à banda há mais de dois anos.
Dystopia foi o primeiro álbum do MEGADETH com o guitarrista Kiko Loureiro, anteriormente conhecido por seu trabalho com o ANGRA.
O primeiro Megacruise do MEGADETH está agendado para o próximo outono (hemisfério norte). O barco partirá de Los Angeles em 13 de outubro de 2019 e visitará San Diego e Ensenada, no México, antes de retornar a Los Aangeles em 18 de outubro de 2019.
Assista ao vídeo acessando o Twitter de Dave Mustaine, pelo link:
De acordo com a ‘Billboard’, a empresa de produção de hologramas Eyellusion, que criou o holograma de Ronnie James Dio, assinou com a Agency for the Performing Arts (APA), representada pelo sócio da agência Steve Martin.
O holograma DIO retornará à estrada em abril, e deverá atingir mais de 100 cidades em 2019.
O lendário cantor de heavy metal morreu em 2010, aos 67 anos, de câncer de estômago. Seu holograma estreou no festival Wacken Open Air em agosto de 2016, diante de mais de 75.000 fãs.
A produção do holograma Dio usa áudio das performances ao vivo de Ronnie ao longo de sua carreira, com a banda DIO DISCIPLES tocando ao vivo – composta por Simon Wright na bateria, Craig Goldy na guitarra e Scott Warren nos teclados, juntamente com Bjorn Englen no baixo. Também aparecem com eles o ex-vocalista do JUDAS PRIEST, Tim “Ripper” Owens, e o ex-vocalista do LYNCH MOB, Oni Logan.
Em abril deste ano, Wendy Dio, viúva do vocalista Ronnie James Dio, em uma entrevista para o podcast ‘Talking Metal’, falou sobre a turnê europeia Dio Returns, que traz o holograma do falecido vocalista para o palco.
“Nós levamos o holograma para a Europa para testar as reações – basicamente para ver se havia uma audiência para ele”, disse ela. “Tudo é novo, e há muitas pessoas dizendo, ‘Oh, isso é apenas um vídeo’, ou ‘é só isso’. Então, queríamos ver se os fãs estariam lá para ver isso, e eles realmente estavam. Quer dizer, havia garotos que vinham até mim chorando, dizendo: ‘Obrigado por trazer Ronnie de volta ao palco’. E foi realmente uma viagem emocional. Foi ótimo. Nós vimos que os fãs estão definitivamente lá. Então isso foi apenas uma espécie de teste. Nós então trouxemos de volta. Há novas tecnologias aparecendo todos os dias, estamos preparando um show incrível, que sairá em 2019, e esperamos que aqui nos Estados Unidos também. Estamos fazendo algumas mudanças, estamos incorporando elas, então vai ser absolutamente incrível. Vai ser onde Ronnie canta junto com outros dois vocalistas ao mesmo tempo. E, claro, nós pegamos a banda de Ronnie, que tocou com ele nos últimos 17 anos. E é uma ótima experiência. Quer dizer, não há nada parecido. Há outros hologramas saindo, mas eles não são bandas de rock, para começar, e eles não estão saindo em turnê com uma banda. A banda toca ao vivo e depois toca junto com uma faixa ao vivo de Ronnie.
De acordo com Wendy, as pessoas que viram o holograma na primeira parte da turnê europeia Dio Returns “acham que é real – pois parece realmente real. Não é um vídeo; é um holograma”, disse ela. “É em 3D e é como se ele estivesse no palco com uma banda ao vivo. E realmente, quando você está olhando para isso, você não pode dizer que não é Ronnie lá novamente”. Wendy continuou descrevendo o show Dio Returns como “uma experiência incrível”, ela diz. “Todo mundo que viu acabou se surpreendendo, e simplesmente adorou. Os pessimistas são sempre os que ainda não viram. E eu digo que todos têm o direito de opinar, mas vejam primeiro antes de dizer algo sobre isso.”