Categoria: Releases CDs & DVDs

  • AD ASTRA PER ASPERA – Volume Two (Compilation) [9,0/10]

    AD ASTRA PER ASPERA – Volume Two (Compilation) [9,0/10]

    Este CD é uma ótima compilação de bandas que fazem parte do cast da gravadora Hammer Of Damnation. Neste trabalho a gravadora apresenta aos fãs do metal extremo de todo o mundo um pouco das bandas que estão sendo apoiadas pela HOD.

    Logo quando recebemos o material, a apresentação gráfica nos chamou atenção por sua capa muito bem feita e apesar do encarte ser simples, todas as informações necessárias estão aqui para aqueles que se interessarem em conhecer mais das bandas presentes.

    Esta gravadora vem se destacando pelo ótimo trabalho e por estar sempre atuante no cenário brasileiro e do exterior, assim promovendo as bandas de forma muito profissional e honesta. Ao iniciar nossa audição já nos deparamos com grandes bandas que vamos deixar aqui nossas impressões.

    1 – ETERNAL SACRIFICE – The Three Mashu’s Seals, The Conquest Of The Ganzir and Arzir Gates (Hazred Area): O CD inicia com esta banda oriunda de Salvador e que já fincou definitivamente sua bandeira entre os maiores nomes do black metal nacional. A música aqui apresentada faz parte do seu novo trabalho recém lançado pela HOD e que está tendo excelentes criticas ao redor do mundo, afinal estamos falando de uma banda que detém muito conhecimento musical e lírico. Uma faixa digna de estar abrindo essa compilação e mostrando todo seu poder. O Eternal Sacrifice realmente se destaca e abrilhanta de forma honrosa esta compilação. “The Three Mashu’s Seals…” é uma música que nos faz viajar entre seus climas majestosos, apresentando trabalhos de guitarras maravilhosamente bem executadas, teclados soberbos, bateria muito bem encaixada e os vocais do Naberius que é um show a parte, entre seus rasgados e vocais limpos podemos dizer que essa banda tem de fato uma sonoridade única.

    2 – EXTERMÍNIO – Alcateia Macabra: A faixa abre com uma introdução no mínimo perturbadora e que logo é seguido por uma música ríspida e crua em uma velocidade absurda que combina com suas partes mais lentas. Dá pra notar que essa banda é influenciada pelos mestres do grande Sarcófago. Sua música é realmente fria, crua, obscura e brutal com vocais que passam a sensação do caos absoluto que se encaixa com perfeição à sua proposta musical. Banda oriunda do Mato Grosso do Sul que está na ativa desde 2004.

    3 – EVIL – Uralter Hass: Está faixa é bem crua e essa música foi tirada do K7 “The Fall From Endless Grave”. Uma sonoridade direta, um trabalho simples e perfeita para os amantes do Black Metal subterrâneo.

    4 – GOAT PRAYERS – Bringdown The Celestial Lair: Ótima banda que faz um Black Metal muito bem executado. O seu inicio nos remete aos gloriosos e antigos trabalhos do Mayhem. No decorrer da música, vem partes cadenciadas que tornam essa música de fato muito empolgante e em meio a frieza de suas guitarras com riffs cortantes, notamos um clima muito mórbido com seus teclados. E também encontramos aqui belos dedilhados em meio a trovões que logo o caos toma conta de tudo e o torna uma excelente participação nesta compilação.

    5 – HAMMERGOAT – The Black Death, The Bubonic Plague: A participação desta banda trás um peso absurdo a está compilação, um som brutal e altamente recomendado para fãs do Blasphemy. Direto e reto em sua mensagem, fazem um som devastador, uma faixa curta porém muito expressiva.

    6 – SULPHURIS OBLIVIO – Endvra: Essa música quando inicia ficamos bem surpresos, contrasta com tudo que vinhamos ouvindo até aqui. O trabalho apresentado é um som depressivo e com uma melodia muito soturna. Os amantes do Doom Metal vão gostar muito desta participação. Confesso que achei a música um pouco repetitiva, mas não deixa de ser uma ótima música e é uma banda de fato interessante.

    7 – TOTEMTABU – Caixão De Lotus: Essa banda executa um som que se assemelha muito o Dark Metal e nos remete demais ao Bethlehem. Pois flutua entre o brutal e o depressivo, com vocais enlouquecidos e desesperados que dá uma sensação de muita angustia e dor. Realmente recomendo para amantes do Dark Metal feito no passado.

    8 – WALSUNG – Ashes To Ashes: Essa faixa foi uma participação primorosa, um pesadíssimo Pagan Black Metal com muita influencia de velho Doom Metal envolto em muita melodia mórbida e um clima muito negro. Essa música é muito bem feita e sua execução é impecável.

    9 – OPUS BELICO – Opening The Wargates Of Ares: Essa participação já inicia com guitarras extremamente contantes e depois a banda mistura partes cadenciadas com blastbeats ultra rápidos,. A musica em si não fica só nisso. Tem muitas passagens diferenciadas e dá pra sentir que é uma banda com muito conhecimento musical. A gravação deixou um pouco a desejar, pois com certeza se fosse gravada com um pouco mais de esmero, seria uma das melhores músicas apresentadas aqui. O vocal é muito forte e potente entre seus guturais e rasgados, o ponto fraco é que a voz está muito alta e por isso fica um pouco fora de tudo. Não deixa de ser uma boa participação, espero ouvir mais dessa banda em breve, pois essa música é bem construída apesar da gravação.

    10 – RAVENDARK’S MONARCHAL CANTICLE – Holocausto Manicomial: A música inicia com muita melancolia e depois vem uma brutalidade bestial que toma conta de tudo. O ódio com certeza é um dos fatores que faz parte desta composição e o torna revoltoso. Gostei muito desta faixa, me remeteu as várias vertentes do metal extremo em uma só música como Grind, Death Metal, Black Metal com uma pegada dos clássicos dos anos 90.

    11 – CARPATUS – From a Dreadful Past: Introspectivo, misantrópico e gélido. Foram essas as sensações ao ouvir esta ótima música. Essa banda consegue unir a rispidez do Black Metal com melodias intensas e obscuras, como uma forte névoa em uma noite fria e muito escura. Essa é uma participação que se destaca aqui, música muito bem feita e bem executada por todos os membros que formam essa grande banda.

    12 – DETHRONED CHRIST – Wolves: Trovões e Lobos sedentos por sangue uivando sob a luz da lua que anuncia o caos, de fato é o que essa música nos trás, o caos em um som completamente negro e sanguinário. O CD fecha aqui com uma demonstração do poderio bélico que compõe o Cast da gravadora. Essa banda fecha com honra a compilação, com muita maldade, brutalidade e um som que não foi feito para os fracos. Nota-se aqui a influencia do extremo feito em nosso país nos anos 80 e 90 por bandas como Sexthrash e Sarcofágo.

    Considerações finais: Esta compilação é uma demonstração de que o subterrâneo nacional está mais vivo do que nunca e com grandes bandas.

    O próprio material já nos alerta em seu encarte: BLACK METAL FOR PASSION – NOT FOR FASHION!

  • IN NOMINE SATANIS – Ajoelhado No Altar Da Ignorância [8,0/10]

    IN NOMINE SATANIS – Ajoelhado No Altar Da Ignorância [8,0/10]

    Este é o primeiro álbum desta banda que executa um Black Metal ríspido, cru e brutal. O In Nomine Satanis vem de São Luís com muita sede de sangue cristão, pois este álbum é uma declaração de guerra contra todos os dogmas impostas pelo nazareno. Sua música é fria e diabólica em uma sonoridade verdadeiramente Black Metal, os seguidores desta vertente do metal com certeza devem estar muito orgulhosos com o trabalho realizado neste opus, pois esses músicos são impiedosos nas composições, muito bem executadas. A banda se preocupou em fazer uma gravação muito digna, ouvindo este trabalho podemos ouvir claramente cada instrumento sem deixar perder a essência negra e suja. Este é um ótimo artefato que prova que o Black Metal nacional está no mesmo nível das tão “adoradas” bandas europeias. Recomendo que você ouça com atenção para comprovar o que estou escrevendo aqui. A capa, diga-se de passagem, perturbadora com cristãos empalados pelo próprio senhor das trevas reflete claramente a temática deste álbum, a ilustração foi feita pelo Eduardo Andrade que com certeza captou de forma brilhante a mensagem proferida pela horda. E todo ótimo design foi feito pelo Gleidson Oliveira (Insane Abomination) que trás as letras e todas informações técnicas. O trabalho apresentado aqui pelo In Nomine Satanis é muito bem produzido, que sirva de exemplo para todas as bandas que querem de fato se profissionalizar, o CD já abre com uma intro “Your God Is Not Here”, um clima sombrio em meio aos trovões e cristãos sofrendo tormentas inimagináveis, seus gritos de desespero e dor dão um toque ainda mais assustador. “In Nomine Satanis” música que leva o mesmo nome da horda e é uma belíssima composição que de cara mostra todo potencial de seus músicos, uma música que une melancolia e brutalidade com vocais muito bem encaixados. Este CD é realmente uma grande realização e para ser o primeiro trabalho oficial, posso dizer que estes membros desempenharam suas funções com extrema competência. Destaco aqui também as músicas “Besta Interior”, “Destruindo O Ideal Cristão”, “A Praga Da Destruição” que são verdadeiros hinos nos melhores moldes do estilo. Este trabalho chama muita atenção pela alta qualidade nas músicas e em toda sua concepção. Espero que não demore para que esta banda nos traga mais um álbum. Black Metal feito com a preocupação de trazer aos amantes do estilo um álbum autentico e de fato maldito.

  • HERETIC EXECUTION – Chaos Aura [9,5/10]

    HERETIC EXECUTION – Chaos Aura [9,5/10]

    Chaos Aura é o titulo que descreve de forma muito clara o que encontramos neste ótimo trabalho, banda oriunda de um dos berços mais promissores do metal extremo nacionais, Salvador, essa banda veio para deixar a sua marca no underground nacional. O Death metal executado aqui é muito sombrio e brutal, tem momentos que notamos que essa banda com certeza é muito influenciada pelos mestres do Incantation. Com uma sonoridade miasmal e muito impregnante, faz com essa banda se destaque de fato na cena, suas músicas são muito bem construídas e estudadas para soar soturno e obscuro com suas partes hora rápidas, hora melancólicas e nos faz viajar em sua introspecção misantrópica. Uma banda que tenho certeza que ainda vamos ouvir falar muito. A Kill Again Records acertou em apostar neste lançamento, uma banda com um incrível nível técnico e muito conhecimento em sua proposta musical. O Heretic Execution é formada por quatro membros entre eles o renomado Eucini Santy que foi de outra ótima banda, o Escarnium que é muito reconhecida fora de nosso país. Neste trabalho o Eucini acumulou duas funções distintas, guitarra e bateria, que posso afirmar que os executou com extrema competência. Os vocais do Disgracedeath dá um toque muito especial às músicas, pois é um vocal de uma essência muito negra. O Leonardo Reis fez um trabalho muito bom nas quatro cordas, o seu baixo é muito latente em todo o CD, impossível  de não ser notado. E as guitarras do lead Israel Ferrão além de formar um par perfeito com o Eucini, seus solos são demasiadamente caóticos e cortantes, também melódicos como na faixa “Necrotic Trinity”… Death Metal até os ossos! A apresentação gráfica do CD é muito boa, uma capa que nos chama a atenção e só de olhar já percebemos que se trata de uma banda brutal e extrema, o mesmo foi assinado pelo conhecido artista Andrey Faley da Kroms Art, já todo ótimo layout deste álbum ficou a cargo do multi-instrumentista Eucini Santy que mostrou ter muito talento gráfico. O encarte trás todas as letras e informações além de ótimas fotos da banda, vale à pena conferir. Este trabalho nos trás nove faixas de pura maledicência, um tracklist que foi pensado em fazer deste CD um trabalho para nos cativar e nos fazer querer ouvir ainda mais, não sendo um material massante e enjoativo. As faixas de fato se completam com muita perfeição. A primeira faixa “From The Degraded Side” inicia com uma intro atormentadora e que logo entra um instrumental cadenciado e pesadíssimo que se encaixa com o vocal de forma impressionante, depois essa música toma muita energia com partes rápidas com blastbeats impecáveis dentre as partes lentas e cadenciadas… Death Metal como deve ser… Mais tradicional impossível. E destaco aqui as ótimas faixas que vão te fazer bater cabeça onde você estiver, “Deadly Vociferetions” que p… q… p… é uma música que me fez ouvi-la repetidas vezes, sua pegada e seus riffs que nos remete ao melhor do estilo nos anos 90 e começo de 2000 nos arrebata de imediato. “Deluded By The Christ Coming” já começa destruindo tudo, decepando cabeças e eliminando qualquer esperança cristã referente ao seu deus, um teor lirico forte e blasfemador que faz dessa música uma desgraça para os fracos. “Sepiternal Anguish” inicia com guitarras limpas que logo uma aura negra e diabólica toma conta da música, os harmônicos artificiais aplicados nos riffs que nos remete aos trabalhos do já mencionado aqui Incantation. “Necrotic Trinity” começa com intro que traduz bem o que o cristianismo nos trouxe até os dias de hoje, guerras, mortes, discórdias e alienação… ao invés de sua ilusória salvação. A sétima faixa nos deixa boquiabertos com a sua composição, uma execução de violão clássico maravilhosamente muito bem executada dentro de uma clima enevoante e noturno. Death Metal feito para quem realmente ama Death Metal, não são músicas para modistas e simpatizantes. Música para verdadeiros cultuadores do não sagrado Death Fucking Metal.

  • DISGRACE AND TERROR – Age Of Satan [9,0/10]

    DISGRACE AND TERROR – Age Of Satan [9,0/10]

    Este álbum é uma obra conceitual muito bem escrita, totalmente baseada nos poemas heréticos do colombiano Héctor Escobar Gutierrez, poeta conhecido como “El Papa Satánico” e falecido em 2014 aos 74 anos. Suas obras são muito cultuadas e respeitadas no mundo inteiro. Age Of Satan é um trabalho impressionante desde seu conteúdo lírico até nas composições das músicas, um Death Metal maravilhosamente bem executado cheio climas brutais e obscuros que nos cativa e nos arrebata logo na primeira audição. A capa é muito bem feita, com imagens cabalísticas muito bem desenhadas pelo Diogo Ferreira e toda composição gráfica do encarte também ficou muito boa, trazendo as letras e todas informações pertinentes a este trabalho. Estou falando de fato de um grande lançamento onde os integrantes se preocuparam em todos aspectos para esta realização. As músicas são muito bem construídas e nos trazem com certeza uma banda madura e pronta pra conquistar o mundo, estes paraenses estão de parabéns. O CD inicia com a música que nomeia este artefato, “Age Of Satan”, que começa num clima tenebroso com o poema “Aleister Crowley: Maestro Therion” escrito e recitado pelo próprio Héctor que aguçou ainda mais a minha curiosidade de ouvir o que vem a seguir, e como sempre essa banda nunca decepciona, logo vem a violência e brutalidade que são identidades próprias do Disgrace And Terror. Este é um material que foi muito difícil destacar quais as melhores faixas, pois todas vem numa sequencia que se completam. As músicas “Secret Abyss”, “Samael” e “Satanic Emancipation” são faixas empolgantes e que nos trazem o melhor do Death Metal, sim, muito peso e trabalhos fantásticos nas guitarras com riffs esmagadores, os vocais guturais do Rot se encaixou perfeitamente nas composições e que além de brutalizar nos passa o sentimento de quem realmente acredita no que está cantando, o que eu acho essencial. Outra musica que me chamou a atenção foi a instrumental “Gnosis Infernum” que começa nos remetendo ao melhor do Black Metal com riffs frios e que logo é acompanhado por riffs de muita técnica que nos remete aos antigos trabalhos do Mercyful Fate e os solos são de tirar o folego. Ao final dessa música o Frater Aiwass (Papa negro da America do Sul) recita algumas palavras como uma missa negra com direito a um clima verdadeiramente satânico. Você que está agora lendo minha humilde resenha à respeito deste trabalho, tenha certeza que esta é uma obra essencial em sua coleção, pois se trata de um artefato forjado no fogo e no enxofre com extrema competência.

  • MORDETH – The Unknow Knows [7,0/10]

    MORDETH – The Unknow Knows [7,0/10]

    Depois nove anos sem lançamentos o Mordeth volta a atacar e desta vez veio com o intrigante “The Unknow Knows”. Trazem neste lançamento um som bem diferente e muito original, um Death Metal progressivo recheado de climas obscuros e bem interessantes, entre as guitarras que flutua entre o brutal e o psicodélico fazem deste álbum uma para aqueles que curtem experimentos, é um trabalho que você precisará sentar e prestar muita atenção para assimilar a proposta musical. Ainda encontramos uma influência do metal atmosférico com teclados soando em timbres frios que dão um clima ainda mais denso nas músicas, estes caras apesar de fazer um extremo, devem ser muito fãs dos antigos álbuns do Pink Floyd. A capa do álbum reflete bem o que você vai encontrar aqui, é muito misteriosa em sua essência e traduz bem o título. Este CD é composto por sete faixas muito mórbidas e como já tinha dito psicodélicas, a primeira faixa que dá nome a este trabalho “The Unknow Knows”, uma intro com teclados em clima gélido e que logo é seguida por “Monolith” que começa com riffs brutais e uma bateria que alterna entre o cadenciado e blastbeats, no decorrer da música notamos que riffs cheios psicodelia que dão um clima misterioso, os vocais do Vladimir Matheus é um gutural que exprime maldade e brutalidade que incrivelmente combinou com esse e as outras composições. Outras faixas que destaco aqui são “The Gray Man” que traz também uns elementos industriais, “Blank Share” uma música que é um belo destaque deste material e “Beyond” que traz vocais limpos nos moldes das bandas de Doom e Gothic Metal. Para este lançamento a Heavy Metal Rock incluiu como Bonus o EP “Robotic Dreams” originalmente lançado em 2009. Este álbum é altamente indicado para os amantes de música experimental.

  • INNER CALL – Elementals [9,0/10]

    INNER CALL – Elementals [9,0/10]

    Heavy Metal de altíssima qualidade, músicas muito bem construídas e um peso absurdo. Os seus instrumentistas são virtuosos e com o verdadeiro espirito do metal em suas veias. Esses baianos dão um show neste trabalho, a qualidade de suas composições atrelado a alta qualidade da gravação nos traz um álbum muito bom. A concepção gráfica deste CD é outro show, uma capa que chama a atenção logo no primeiro olhar, a capa ficou a cargo do artista Luiz Omar que também é o baterista da banda. E toda produção gráfica foi feito pelo renomado João Duarte da J. Duarte Design, posso dizer com veemência, ficou um trabalho maravilhoso.

    Ao executar o CD ouvimos com certeza uma das melhores bandas do Brasil, a essência deste trabalho nos remete as melhores bandas do estilo e consagradas da década de 80, mas com uma roupagem moderna, pois apesar de notarmos claras influências oitentistas a banda se preocupou em não ter uma gravação nos mesmos moldes, o que acho formidável, afinal a tecnologia está aí e deve ser explorada sim.

    O CD inicia com uma Intro caótica, sim, com sirenes e muitas explosões. Assim sem um preludio para o massacre sonoro que está por vir, o seu Heavy Metal não foi feita para fracos e amantes de melodias massantes e chatas como muitas bandas tem feito aqui no Brasil e no mundo. É um Heavy Metal feito por headbangers para headbangers de verdade. A segunda faixa “Elementals” faixa que dá nome este ótimo material começa demostrando virtuosismo de uma maneira visceral e que logo é tomado por uma pegada maravilhosamente forte, os vocais do Roberto Índio se encaixa perfeitamente à música do Inner Call, numa junção perfeita, pois também percebemos que este vocalista canta com paixão e amor ao que se propõe a fazer. E que faz com extrema competência.

    A riferama neste CD é intensa que chega a ser frenética, algumas com a absurda rapidez em sua execução que nos chama muito a atenção, pois são muito bem tocados de forma tão clara que entendemos cada palhetada.

    Já a música “The Night Queen” mostra uma música diferenciada em sua bateria, e alguns falsetes que lembram muito o grande King Diamond em algumas passagens. E também falando dessa faixa, existem certas pontes, as passagens entre um riff e outro, que também notamos demais o Iron Maiden em seu hall de influências.

    Bom… não vou ficar aqui fazendo comparações e nem ficar falando que as faixas parecem com essa ou aquela banda, eles tem identidade própria e com certeza conseguiram trazer para o seu som o melhor do Heavy Metal feito no passado e no presente. Um belíssimo material que tive a felicidade de ouvir com muita atenção e satisfação.

    Todas as 6 faixas são uma viagem no que há de melhor no estilo, e também destaco aqui “There’ll be Hell” e “Hades” que fecha com louvor o CD.

    Se você é amante de Heavy Metal de verdade sem frescuras, o INNER CALL é pra você. Eles de fato resgatam a verdadeira identidade do estilo e o executam com primor.

    Uma grata revelação brasileira com o poder e garra do nordeste. Para vocês o meu “Hail” e continuem trilhando esse caminho, vocês estão na direção certa.

  • MIGHT EXECUTION – Sceptic & Controversial [8,0/10]

    MIGHT EXECUTION – Sceptic & Controversial [8,0/10]

    Este é o primeiro álbum desta banda paulistana que faz um soberbo Heavy/Death Metal com muita influência Thrash Metal Oitentista.

    Liderado pelo Glauber Marques (Ex-Evil Sense), o mesmo mostrou muita competência neste álbum, pois suas composições são muito coesas e um tanto complexas, tem momentos que chega a lembrar a complexibilidade das músicas do grande Death.

    A apresentação gráfica desde CD é muito interessante e sua concepção foi muito bem feita, a capa do CD ao abrirmos se torna um mini pôster muito bonito, além de trazer todas as informações e as letras. O artista escolhido para criação da capa e todo layout gráfico ficou a cargo do conhecido artista Raphael Bueno, que diga-se de passagem, ficou de muito bom gosto e que traduz toda temática lírica da banda.

    A produção deste material foi feita pela própria banda e No Limits Studio que executou um trabalho fantástico.

    Ao ouvirmos este CD nos deparamos com uma banda que acertou em sua proposta, as musicas são pesadas, muito trabalhadas e com uma essência verdadeiramente headbanger. O Glauber Marques além de ter um vocal pra lá de mórbido e muito peculiar, mostrou todo seu conhecimento e virtuosismo na guitarra, e junto ao não menos virtuoso Michael Pedroso que também é um instrumentista ímpar, fizeram uma dupla imbatível e que conseguiram nos proporcionar composições de tirar o folego.

    A Bateria é um outro show, a banda contou com toda experiencia e o conhecimento aprofundado desse baterista que dispensa apresentações. O Robson Rodrigues (também integrante do renomado e subterrâneo Endless Carnage) dá uma aula em seu instrumento. Com seus bumbos impecáveis e toda sua destreza fez que a união destes três membros se tornasse uma banda que vai sim, ecoar sua música por todo planeta com muita grandeza.

    Entre as 9 ótimas faixas destacamos aqui as músicas que nos tomou de assalto e que com certeza vai te fazer gostar dessa banda logo na primeira audição.

    “Simple Mortal Man” é a faixa que abre toda epopeia sonora deste álbum, uma música violenta que nos remete as bandas clássicas do Thrash/Death Metal mundiais. Além de riffs que nos remete demais ao Destruction  e sentimos fortes influencias de Heavy Metal Tradicional.

    A segunda faixa “Obsession” começa com riffs impressionantes que logo a música tomada por uma fúria indescritível. O Robson e suas viradas nos moldes de Dave Lombardo deu um toque ainda mais visceral a esta música. Uma porrada sonora.

    E cito aqui a faixa “Catch The Liar” que começa com muita serenidade e um clima transcendental que nos faz viajar e claro, que logo se funde a riffs pesadíssimos numa música cadenciada e que faz qualquer headbanger balançar suas cabeças. Essa música de fato se destaca neste ótimo material.

    E as não menos importantes “When The Spirits Returns”, “Eyes Of Dawn”, “You Are Coward”, “What Is Destiny”, “At Edge Of Cosmos” e “Simple Mortal Man – Revelations”, são músicas de um poderio sonoro que fazem deste um grande álbum e um debut notável, uma grande estreia.

    Might Execution, o nome da banda já traduz bem, é uma grande execução e uma viajem arrebatadora entre o Heavy, Thrash, Speed e o Death Metal. Ouçam e confiram!

  • BEHAVIOR – Morbid Obsession [9,0/10]

    BEHAVIOR – Morbid Obsession [9,0/10]

    Este é o segundo trabalho oficial destes baianos que fazem um primoroso Death Metal, uma banda onde todos os seus membros são músicos exímios. A execução de todas as músicas aqui vão deixar vocês boquiabertos, pois é uma banda que além de ter identidade própria são extremamente técnicos, as composições aqui apresentadas nos remetem deste o brutal até o mais clássico old school. Sim! tem momentos que notamos a clara influência do Chuck Schuldiner nas veias de seus guitarristas Alexandre Vitorino e Alisson R. Costa, e por falar nestes dois ótimos músicos, eles tem muita experiência e carreiras consolidadas no underground, pois passaram por bandas como Inner Call, Vermis Mortem, Eternal Sacrifice, Forsaken e Geminicarius. São músicos de peso absolutamente. Este CD tem uma produção gráfica que logo no primeiro olhar percebemos que aí vem coisa boa, e ao colocar o CD pra rolar… Começamos com “Within The Gloomy Pandemonium” uma intro com vozes perturbadoras em meio a um clima frio e mórbido numa aura muito densa e caótica até sermos surpreendidos pelo poderoso gutural do Fabrício Pazelli que em meio aos seus guturais famigerados vem a segunda música “Death Metal Force” que o título já traduz bem o que está por vir, de fato é uma música que começa sem piedade de nossas cabeças, blastbeats muito bem executados que logo muda para uma cadencia arrebatadora e alavancadas cortantes nas guitarras e muitos solos impressionantes, uma obra para ser ouvida com muita atenção, pois é uma música com muitas passagens e climas que nos cativam a cada segundo de sua execução. “Morbid Obsession” é a terceira música e é a faixa que dá nome a este trabalho, música fabulosa que no seu início nos remete aos anos 90 e suas bandas clássicas como Morbid Angel e que logo apresenta passagens a lá Death. Notamos ao fundo de toda todas essas ótimas composições no decorrer de todo álbum bastante influência de Heavy Metal tradicional também. Este é um trabalho que podemos dizer com certeza absoluta, seus membros são headbangers que bebem na fonte das melhores bandas do Metal, desde o extremo até o tradicional. Outra coisa que nos impressionou é que essa obra prima foi lançado de forma totalmente independente, como assim???, onde estavam os selos que não viram este trabalho???, perderam uma oportunidade de ter em seu cast um excelente trabalho e claro, um ótimo portfólio. Esse CD é marcado por muitos pontos positivos o que os faz uma banda que deve figurar entre as grandes bandas deste país, ainda digo mais, são pontos determinantes para consagrar uma banda, esses pontos são: determinação, ótima execução de suas músicas, talento, técnica e muito conhecimento no que faz. E o melhor de todos os pontos citados: não é uma banda previsível, é uma banda que de fato surpreende a cada música. Vou destacar aqui mais algumas faixas que nos fizeram gostar ainda mais deste material, “Corpses On The Road” que nos faz bater cabeça pela sua força e riffs que de fato impregnam nossa mente. “Devour The Purity” mostra uma banda muito inspirada, é uma música que tem uma técnica impar e que seus vocais de fato interpretam maravilhosamente com muita sabedoria todo contexto da música… ficaria aqui escrevendo muitas páginas para descrever o show que esses músicos compuseram neste CD. CD que contou também com os ilustres Jafet Amoêdo (Malefactor) e Vitor Rodrigues (Voodoopriest), Victor Mattos (Azorder) e Daniel Azevedo como participações especiais. A belíssima capa e toda concepção gráfica ficou a cargo do grande Marcelo Almeida que além de se mostrar um artista gráfico talentosíssimo é o cara que executou com primor o baixo deste CD e toda pós produção foi feito pelo guitarrista Alisson R. Costa. Realmente fizeram um álbum muito digno e que mostra a força do underground nordestino que mesmo com todas as adversidades, eles vem como verdadeiros guerreiros e vencem todos os obstáculos e fincam sua espada flamejante no topo desta enorme montanha chamada determinação.

  • DEEP MEMORIES – Rebuilding The Future [9,0/10]

    DEEP MEMORIES – Rebuilding The Future [9,0/10]

    Capa para o Brasil e Rússia
    Capa para a versão Japonesa

    Introspectivo, emocionante e muito profundo. Esta banda composta por apenas um único membro, o Douglas Martins, é uma banda que será com este lançamento um referencial do estilo com toda certeza. A frieza e a beleza das músicas nos envolve de tal maneira que sinceramente chega a nos emocionar. São composições muito profundas que exploram muito o nosso lado sentimental e você que está lendo estas palavras vai se lembrar do que escrevo aqui quando ouvir este trabalho maravilhoso. O Douglas não é um músico inexperiente, ele já tem uma história no underground e pertenceu ao muito conhecido Desdominus, banda a qual foi membro até 2005. O Deep Memories é muito diferente do Desdominus, estou avisando caso pense que por ele ter sido membro, trouxe algo do som da antiga banda para esta. Não mesmo. O Doom Metal apresentado neste artefato é único, o mesmo conseguiu sua própria identidade as composições e demonstram cadencia, peso e nuances diferenciadas, mesclando melodia e agressividade com belos duetos de guitarras, uma atmosfera que remete a grandes ícones do metal mundial deste o Death Metal, Doom Metal, Gothic Metal e Metal Progressivo com e vocais variados desde narrações, partes cantadas, corais e o mais pungente vocal rasgado e gutural. A temática das letras gira em torno do próprio nome “Lembranças Profundas – Deep Memories”. DOUGLAS MARTINS fala um pouco sobre isso: “Quando lemos estas palavras, somos imediatamente remetidos as memórias de momentos muito significativos de nossa existência como doenças e mortes, decepções, obsessões, momentos de pânico e depressão e se falarmos em psiquismo, temos registros totalmente inacessíveis em nossas memórias, que armazenam lapsos poucos explorados pela raça humana”. Esta é a temática lírica da Deep Memories: Expor o que estas lembranças produziram, produzem e ainda poderão influenciar na direção do caráter intelectual, social e espiritual da raça humana. Todas as 8 faixas nos fazem viajar em nossos pensamentos, destacamos aqui algumas músicas que nos chamou muito a atenção por serem de fato composições soberbas: “When The Time For My Last Breath Comes”, “Suffocating Grayish Darkness”, “There Is No End”, “Looking At The Black Mirror” e “Explicit Way To Relieve Pain”. Este CD será lançado simultaneamente no dia 21 de setembro no Brasil pela Heavy Metal Rock e Misanthropic Records, na Rússia pela GS Productions e no Japão pela Invasion of Solitude Records. Sendo que a versão japonesa terá uma capa diferente das versões brasileira e russa. A arte da capa foi elaborada pelo próprio Douglas, que fez um trabalho realmente impecável e a arte para a belíssima versão japonesa foi feito pelo conceituado Caio Caldas que já fez capas para bandas muito importantes como Dragonforce e Doro Pesch. Aguardem, agora falta pouco para vocês terem em suas coleções este ótimo CD!!! Me despeço aqui ao som de “Erased Directed Mindsets” fechando com louvor este Review.

  • ERASY – Under The Moonlight [9,0/10]

    ERASY – Under The Moonlight [9,0/10]

    Estas almas melancólicas atacam novamente com seu mais novo EP lançado em um belíssimo compacto de 7″ chamado Under The Moonlight. Um trabalho muito bem produzido cheio de climas tenebrosos e até mesmo satânicos, pois o timbre de teclado que orna a primeira música desse EP é de arrepiar até as mais obscuras almas. Esta faixa tem um teor muito negro “Under a pale moonlight, Many came to hear from the master, Learning spells, Summon dead…”  então vai se preparando que você estará com um material em mãos de muita maledicência. A capa é foi muito bem escolhida, pois traduz exatamente o que estes guerreiros sabáticos passam em sua música. Um EP que além de trazer o seu Doom Metal muito bem executado exala sentimentos peculiares ao estilo como Dor, Melancolia e Solidão, e também temos aqui uma veia mística… sim… a partir da capa e seu conteúdo lírico já mencionado acima… isso mostra a inteligencia e a competência desta banda que conseguiu unir de forma magistral vários vários contextos, sem descaracterizar sua proposta inicial. O lado B, ouvimos outra epopeia de lamento e maldição estou falando da música “The Deal” que completa este EP e nos deixa com muito mais vontade de ouvir repetidas vezes. Com certeza o Doom Metal brasileiro está vivendo uma das melhores fases de sua existência, com grandes bandas e trabalhos soberbos como este que apresento aqui. O Erasy está trilhando com muita sabedoria o seu caminho e ficamos aqui torcendo que logo venha o seu segundo Full. Pois este EP maravilhoso nos deixou com muita vontade de ouvir mais e mais. Este material foi mixado e masterizado pelo importantíssimo Jera Cravo no Canadá, todas as ilustrações ficaram a cargo do Hugo Silva (Abacrombie INK.), o Design ficou por conta do Wendell Fernandes e fotografias por Eduardo Quintela (Live Filmes). Com este time peso envolvido neste trabalho o resultado não poderia ser diferente… Em breve estará disponível para os brasileiros, aguardem!!!