Categoria: Releases CDs & DVDs

  • LAMMASHTA – Anonymous, The Curse Of Lammashta [9,0/10]

    LAMMASHTA – Anonymous, The Curse Of Lammashta [9,0/10]

    Estamos diante de uma banda que evoluiu de uma forma absurda, com seu estilo sempre calcado no Death Metal. Eles conseguiram neste álbum demonstrar todo seu talento e chegar o mais próximo da perfeição.

    Este álbum é um trabalho ousado, pois seus membros decidiram reescrever todo o primeiro álbum, Anonymous, lançado em 2007. Uma proposta não tanto inovadora, mas ouvir o trabalho percebemos que eles acertaram.

    Brutal, coeso e cheio de climas obscuros, as músicas apresentadas aqui são muito bem construídas e muito bem executadas, uma qualidade técnica absurda.

    A produção está à altura, um material gráfico muito bem feito e com muita qualidade. Aqui encontramos todas informações, todas letras e não deixaram passar um só detalhe.

    E ainda falando do material gráfico, a banda fez uma capa perturbadora escolhendo uma arte do Bernardino Parenzano chamada Temptations Of St.Anthony de 1494 que traduz perfeitamente todo conteúdo deste trabalho. E não para por aí, também encontramos aqui imagens do Jan Brueghel “Aeneas And Sibyl In The Underworld” de 1598 e do Jan van Eyck “Last Judgment” de 1420. Trazendo assim um conceito gráfico muito interessante e obscuro.

    Quem assinou a produção deste trabalho foi o baterista Borghyers Infamael que fez um trabalho realmente impecável junto a banda.

    O CD inicia com a intro, Occult Vestibule, num clima mórbido, misterioso e ao mesmo tempo angustiante que anuncia a tempestade negra que está por vir, e que de fato chega com a violenta Instinct Of Conquest que é um massacre absoluto.

    E destaco aqui também as músicas Curse Of Lammashta, If Man Acted With The Truth e Destroying The Dogma Of Centuries que são músicas que realmente nos chamaram muito a atenção pela atmosfera infernal, composições de altíssimo nível que mostram uma banda realmente pronta e com muito a oferecer.

    Nota-se notórias influências dos mestres Incantation e Immolation, e até mesmo Blaspherian, altamente recomendado para fãs das bandas mencionadas aqui. Guturais urrados e instrumentais que gravitam entre o brutal com seus infernais blastbeats a climas sóbrios e melancólicos, uma verdadeira epopeia satânica exaltando o triunfo da escuridão.

  • THRASHTERROR – We Shall Revenge [9,0/10]

    THRASHTERROR – We Shall Revenge [9,0/10]

    O melhor dos anos 80 revisitado de forma magistral, este é o primeiro EP desta banda que foi formada em 2007 e com uma carreira muito promissora.

    Uma banda feito para os amantes do verdadeiro metal oitentista, pois encontramos aqui composições muito bem construídas e com muita essência do metal feito no passado.

    E também destaco aqui que apesar da veia sonora estar calcada nos primórdios como dito acima, essa banda conseguiu fazer tudo isso como muita originalidade, não se tornando um plágio do que já foi feito em outrora.

    Este EP é altamente indicado para fãs de clássicas bandas como Overkill, Exodus e principalmente Metal Church, pois sua música furiosa nos remete muito a estes clássicos de todos os tempos.

    Estes quatro membros são músicos fantásticos, conseguiram nos trazer através deste trabalho uma empolgação que está se tornando coisa rara hoje em dia com muitas soando iguais, e também sentimos ao ouvirmos que dentro das execuções das músicas existe algo primordial, a paixão e amor pelo que fazem, o que torna este EP ainda mais especial.

    As composições são muito bem trabalhadas com guitarras rasgando riffs violentos todo o tempo e com uma execução de bateria muito competente, cheios de viradas extraordinárias e muito bem encaixadas.

    O trabalho do baixo também não fica para trás, pois ouvimos belos fraseados e um encaixe perfeito em todas as músicas e… o vocal é um show… com seu timbre peculiar ao estilo que completa as composições com perfeição, dando ainda mais aquele toque característico de uma banda que não faz somente um som baseado nos anos 80, e sim, uma belíssima homenagem ao legado das clássicas e imortais bandas que perpetuaram o metal no mundo.

    Este EP já começa sem firulas, inicia com um verdadeiro  contra ataque Thrash Metal violentíssimo com a música Deliver Us To Metal, que já manda seu recado seu enrolação, metal feito para headbangers absolutamente.

    E em meio a essa tempestade thrashing by metal vem as ótimas faixas March To Kill e Hell’s Pub que nos passa muita energia e demonstram que o Thrashterror não veio até aqui para brincar. Músicas que também mostram muita criatividade com solos furiosos e muito bem executados, e especialmente em March To Kill o baixista nos deixou boquiabertos com seu virtuosismo e que junto com seus guitarristas e o baterista formam um quarteto com um entrosamento absurdo.

    Esta banda paulistana é uma grande promessa, tenho certeza que ainda vamos ouvir falar muito deles. Pois para sua primeira apresentação oficial este EP é um ótimo inicio.

    E para fechar em grande estilo, destaco aqui a faixa que nomeia este trabalho We Shall Revenge, com seus riffs rápidos e afoitos, solos de tirar o folego, vocais raivosos e uma bateria energética e impecável, nos deixa com muita vontade de ouvir mais e mais… e sem falar que nessa música eles conseguiram no final uma ótima transição entre todo peso a dedilhados harmoniosos e com belas incursões de fraseados clássicos. Um final soberbo!

  • MELIAH RAGE – Kill To Survive [10/10]

    MELIAH RAGE – Kill To Survive [10/10]

    Finalmente uma versão em CD e o melhor nacional deste clássico absoluto de 1988, e o melhor de tudo é que a gravadora manteve as características originais da época. Uma belíssima produção que resgata a velha guarda nos dias de hoje trazendo aos que não conheciam o extraordinário Metal feito no passado.

    E esse feito histórico trouxe para nós um material impecável com seu encarte muito bem feito, com letras e fotos da época, tudo feito com muito cuidado mantendo a qualidade soberba das produções internacionais.

    E ao ouvirmos este belíssimo CD nos deparamos com muito peso e uma energia esmagadora, para ser o primeiro trabalho dessa ótima banda percebemos que eles estavam a frente do seu tempo.

    Riffs rápidos e frenéticos num Power/Thrash Metal de tirar o folego, uma obra que com certeza estará nas coleções daqueles que realmente amam o glorioso metal. E mesmo tendo sido concebido em 1988 como falamos acima, este trabalho é muito atual e um verdadeiro marco de todos os tempos.

    Além das clássicas faixas que compõem este disco, foram inseridas mais três faixas bônus para celebrar este relançamento com honra, são três musicas ao vivo que ao ouvi-las ficamos imaginando como deve ter sido estes shows na época… nos leva a uma verdadeira viagem…

    Neste álbum é difícil destacar a melhor faixa, são todas muito boas e como já dito aqui, clássicas. São oito faixas que se completam tão perfeitamente entre si que realmente não torna uma tarefa fácil falar apenas de algumas delas.

    Posso afirmar com veemência que este LP fez parte minha formação no passado e agora tendo em CD com esta belíssima produção, me fez muito feliz e com isso trouxe muitas ótimas recordações.

    Para quem já conhece este álbum desde a época de seu lançamento, também posso afirmar que vocês ficarão impressionados pela qualidade do áudio, a remasterização foi muito bem feita e trouxe muito mais qualidade e o mais importante não tirou a velha essência deixando moderno demais. Tudo feito com precisão cirúrgica.

    E para a nova geração que não conhece este maravilhoso material, ouçam e vejam que tudo que é feito hoje veio dessa época onde que para fazer metal em qualquer lugar do planeta a banda tinha que ter sangue nos olhos e muita determinação.

    E dentre as ótimas músicas aqui destaco para vocês Beginning Of The End com sua pegada mais heavy/power inicia este álbum com muita energia oitentista de verdade. Meliah Rage é a música que dá nome a banda que começa com um dedilhado muito bonito e dá forma a uma música cadenciada e também pesada em todo seu início, até vir uma guitarra rasgando riffs que chama a música para um lado muito mais furioso com viradas empolgantes e um instrumental muito característico da época que este trabalho foi concebido.

    E The Pack é uma música que mostra todo virtuosismo destes músicos, mas que a bateria é um show à parte, aqui a bateria também sola. Isso mesmo uma música rápida com guitarras furiosas com riffs fucking thrash metal e uma execução raivosa da bateria que faz dessa música uma das mais viscerais deste álbum, o vocal dá ainda mais aquele toque especial que a esperamos em uma composição como essa, um toque de revolta e raiva. Um verdadeiro clássico do estilo.

    Então para você que não conhecia a dica está dada, então corra, pois, este relançamento será sold-out em muito pouco tempo. E para os mais velhos que já conheciam, volto a afirmar, vocês também ficarão impressionados.

  • GOAT CULT – Sacrifice For Evil [8,0/10]

    GOAT CULT – Sacrifice For Evil [8,0/10]

    Este é o primeiro álbum desta banda de Guarapuava que faz um som direto, Black Metal bem cru e para os verdadeiros amantes do estilo. Neste trabalho a banda mostra que com eles não existe meio termo com sua sonoridade obscura e cheios de climas infernais.

    A gravadora fez um trabalho impecável na produção deste CD, um digipack muito bem feito e que chama a atenção pela sua beleza, são três painéis onde estão distribuídas as informações de forma muito competente e claras.

    São nove músicas impiedosas, um massacre incessante faixa após faixa, sentimos aqui que esta banda veio para cortar pela cabeça toda imundície cristã e exaltar o poder das trevas.

    São músicas com guitarras obscuras, gélidas e cortantes que dominam todo o trabalho de forma magistral, e a impecável bateria são como tambores de guerra executadas com extrema violência.

    E o vocal com seus rasgados dá um toque ainda mais caótico às músicas aqui presentes, uma atmosfera venenosa e muito tóxica.

    Este artefato inicia suas blasfemações como uma Intro que parece ter vinda do limbo e que logo sentimos essa máquina de guerra vir com sede sangue em Sathing My Wrath, com bumbos muito rápidos em meio às heresias proferidas sob as odiosas melodias com riffs muito maléficos em sua essência.

    E destaco aqui uma música que é de fato arrebatadora, Eternal Flames, com seu clima funesto e frio faz dessa composição um destaque neste negro e diabólico artefato, com passagens hora soturnos e melancólicos que se misturam com o caos de seus blastsbeats e incursões de riffs que mais parecem lâminas afiadas de espadas prontas para batalha final.

  • UNHOLY OUTLAW – Dark Wings [8,0/10]

    UNHOLY OUTLAW – Dark Wings [8,0/10]

    Este trabalho tem uma energia fantástica, um ótimo Heavy/Doom Metal de altíssima qualidade. Com sua pegada pesada e vocais que chega a nos remeter ao god Ronnie James Dio em sua magnifica passagem pelo glorioso Black Sabbath.

    O Unholy Outlaw conseguiu aqui dosar na medida certa o peso, ritmo, cadencias e melodia. E por falar melodias, elas não são pegajosas e maçantes, tudo feito com extrema competência.

    Esses músicos de Mogi das Cruzes vão longe, todos eles são excelentes em suas funções e fizeram um álbum para nos deixar boquiabertos. Impossível não balançar nossas cabeças escutando este ótimo trabalho.

    A produção gráfica apesar de ser bastante simples, é muito bem-feita, senti falta das letras apenas. Pois com estas músicas soberbas dá muita vontade de cantar junto.

    Já a produção no que se refere a gravação está com altíssimo nível, eles acertaram em cheio. É uma qualidade que dá gosto de ouvir, todos os instrumentos estão claramente audíveis e mixados de forma primorosa.

    Me pergunto como essa banda ainda não explodiu, eles estão definitivamente prontos para ganhar o mundo e nos brindar com ótimos álbuns, Dark Wings é a prova do que estou falando.

    As músicas Torture Circus e Truck inicia este CD com muita energia eletrizando e headbanger, aquela pegada que é inevitável agitar. Além de sua composição pesada e totalmente cativante, essas músicas nos tomam de assalto.

    Mas quando vem Eternal Gardens Of Pleasures aí a consagração é absoluta, definitivamente uma das melhores músicas desse álbum e a que se destaca pela cadencia e pelo clima mais Doom Metal.

    Este álbum apesar de ter sido lançado em 2016 merece ser comentado e recomendado para aqueles que procuram ouvir uma banda com muita originalidade e que faz um trabalho digno das melhores bandas do estilo.

    E para finalizar em meio a essa viagem sensacional que esta obra nos traz, destaco aqui a faixa que dá título a este álbum, Dark Wings que é uma música belíssima e nos remete demais aos gloriosos tempos do Candlemass em sua melhor fase.

  • EZOV – Cerca Trova [8,0/10]

    EZOV – Cerca Trova [8,0/10]

    Dor, sofrimento e uma angustia tão profunda que torna esse lançamento uma obra feita para os verdadeiros amantes da misantropia.

    O teor sombrio deste material é muito intenso, estes suecos parecem terem emergidos do inferno absoluto. E aqui também encontramos ódio em letras muito bem escritas e com muita profundidade, as letras são uma viagem entre a metafísica, filosofia e teologia.

    Não estamos falando de garotos e sim, de membros com intelecto muito aguçado e que de uma forma muito inteligente conseguiu musicar seus pensamentos em uma sonoridade única.

    Bom, o estilo aqui assemelha-se muito com o Dark Metal e muitas passagens Black Metal, até mesmo passando pelo Raw. E notei também claras influências dos velhos mestres como Hellhammer.

    Este CD é uma obra que não é de fácil assimilação, não é algo que você ouça de primeira e já possa exprimir uma opinião. É um artefato que tem de ser entendido e para isso ouvirmos mais vezes para que possamos nos sintonizar, entrarmos espiritualmente na mesma atmosfera maligna e densa.

    Dadas as premissas acima, o Ezov é uma banda oriunda da Suécia em 2015 e realmente tem uma proposta muito diferenciada e esta obra intitulada Cerca Trova é o seu primeiro material e que para nossa felicidade ganhou uma excelente versão nacional.

    O material gráfico deste lançamento está realmente à altura que merece, contém todas as letras e imagens muito interessantes e ao mesmo tempo perturbadoras. A Nuktemeron está de parabéns por trazer ao publico brasileiro algo além do trivial.

    Dentre as seis faixas posso destacar aqui as ótimas e viajantes músicas “Vestitures”, “Heed My World” e “Apotheosis Denied” que são composições que nos faz imergir em uma fria plaga infernal com seus riffs frios, vocais caóticos e odiosos.

    E destaco também as maravilhosas “Cerca Trova” e “Zarathustra Beckons (Forth Prometheus Second Coming)” pelos seus fortes sentimos misantrópicos e conhecimentos filosóficos. Onde vemos claramente que estes membros são amantes do ceticismo do inigualável Friedrich Nietzsche, o maior filósofo de todos os tempos.

  • BURNING WITCHES – Hexenhammer (8,0/10)

    BURNING WITCHES – Hexenhammer (8,0/10)

    Um ano e meio separa o autointitulado debut do Burning Witches e o segundo álbum, Hexenhammer, e é possível sentir uma grande evolução da banda. Apesar de a fórmula ser a mesma do primeiro disco, ou seja, um heavy/power guiado por peso e melodia, nota-se o quanto o quinteto suíço, nascido em 2015 na cidade de Brugg e formado apenas por mulheres, lapidou melhor seu som e emplacou canções empolgantes, como Executed – com selo de qualidade Judas Priest –, e as imponentes Lords of War e Open Your Mind.

    Com um vocal que flerta com o da rainha Doro Pesch e de Leather Leone (Chastain), Seraina Telli esbanja vitalidade e potência em temas como Maiden of Steel. A guitarrista Romana Kalkuhl, agora com uma nova parceira nas seis cordas – Sonia Nusselder substituiu Alea Wyss –, é a força-motriz, com riffs poderosos, enquanto a cozinha composta por Jay Grob (baixo) e Lala Frischknecht (bateria) cumpre bem seu papel. Destaque ainda para a capa desenvolvida pelo artista húngaro Gyula (Destruction, Grave Digger, Stratovarius). As baixas ficam por conta de coisas um tanto quanto genéricas, como Possession, e o descartável cover de Holy Diver (Dio).

  • LYKAIONAS – The Diabolical Manifesto [8,0/10]

    LYKAIONAS – The Diabolical Manifesto [8,0/10]

    As terras helênicas produzem de fato grandes bandas e o Lykaionas é mais uma ótima criação que tem conquistado o mundo com seu black metal muito bem feito e neste segundo álbum de sua carreira, eles vieram mais brutais do que nunca.

    Suas músicas são verdadeiros hinos de guerra e de adoração, com uma produção muito digna que faz com que este álbum seja um ótimo artefato. Aqui encontramos entre suas músicas a manifestação do absoluto mal, tornando-o um trabalho fortíssimo.

    E por ser uma banda grega, você pode imaginar algo na linha Rotting Christ, Necromantia ou Varathron, não! Não é. Essa banda conseguiu construir sua própria identidade e executa com maestria um estilo único, frio, denso, brutal e muito blasfemo.

    Neste trabalho o Lykaionas contou com a participação do extremo e conhecido baterista Hyperion, que foi integrante da banda Unholy Archangel, outra ótima banda grega.

    Este álbum vem com cinco faixas com passagens e climas muito interessantes e que nos prende a atenção pela tamanha criatividade e pelo talento em suas composições. Com guitarras pesadas e cortantes e seus vocais peculiares ao estilo que nos faz sentir a essência em uma atmosfera puramente maligna e que se reforça quando entram as ótimas e sombrias incursões de teclados encaixados na medida certa e muito levemente.

    As músicas que destaco aqui são The Chalice Of Sin, Ravens Of The Burning God e a empolgante Necromanteion, que são músicas com atmosferas negras, malignas e majestosas.

    E falando da concepção gráfica, a banda se preocupou em produzir com muito esmero este belíssimo material, a capa com suas velas negras e ritualísticas dão ainda mais um toque puramente diabólico a este artefato. E que nesta versão nacional a gravadora realmente se preocupou em materializar este CD com altíssima qualidade.

  • BRUTALLIAN – Reason For Violence [9,0/10]

    BRUTALLIAN – Reason For Violence [9,0/10]

    Esta é uma banda de altíssimo nível, sim, Reason For Violence é surpreendente. Um trabalho tão bem produzido e executado que mostra o metal nacional está verdadeiramente no mesmo nível das grandes produções mundiais.

    O Brutallian neste segundo álbum desfila exuberância em composições muito bem construídas, suas músicas são muito técnicas e pesadas e nos remetem aos mais pesados clássicos do thrash/speed metal até o maravilhoso Judas Priest em seu ótimo e técnico álbum Painkiller.

    Os vocais do Pablo Barros são agressivos e muito afinados com a proposta musical da banda e tem momentos em seus agudos que nos lembram de verdade o mestre Halford. Seus talentosos guitarristas são o coração pulsante desta banda, com riffs clássicos também modernos e solos tão muito bem feitos que nos deixa boquiabertos o tempo inteiro.

    É um show de dinâmica e virtuosismo em todas as 11 faixas, que faz deste álbum um dos melhores lançamentos do estilo no país. Essa banda com certeza tem a chave para abrir todas as portas e fincarem seu nome entre as grandes bandas do mundo, eles estão preparados para conquistar o planeta, pois conseguiram a fórmula perfeita entre peso, técnica, agressividade e melodias cativantes. Esses maranhenses vão longe e muito em breve.

    O CD tem uma capa que traduz literalmente todo conteúdo lírico abordado aqui, além de sua música como já descrito acima, este trabalho gráfico muito bem feito foi assinado pelo Fábio Matta que absorveu a mensagem da banda perfeitamente e traduziu em imagens de forma espetacular.

    Este álbum já inicia com faixa título Reason For Violence que traz uma violência absurda, uma música matadora que tem toda razão de estar nomeando este trabalho, é uma das melhores músicas aqui.

    Fear Inside Rage Outside, The Ride e From Hell We Are são composições que também se destacam por suas pegadas pesadas e melodias absurdamente arrebatadoras, entre suas passagens heavy ao thrash metal nos faz querer escutar muito mais desta ótima banda, se esse disco fosse um álbum duplo ainda assim não cansaríamos de ouvir. E falando especialmente da From Hell We Are, notamos que tem até elementos brutais muito bem misturadas à música como por exemplo incursões de vocais guturais.

    O talento destes membros e seu poder musical produziu um dos melhores álbuns deste ano e que nos faz acreditar que logo ouviremos seu nome ser aclamado por fãs do estilo nos quatro cantos deste planeta.

  • STORMTHRASH – Systematic Annihilation [8,5/10]

    STORMTHRASH – Systematic Annihilation [8,5/10]

    Este trabalho apresenta um thrash metal de extrema violência, uma banda venezuelana que descarrega todo seu ódio e fúria em suas músicas chegando de fato à beira da mais insana brutalidade.

    Seus integrantes passam uma energia impressionante, além de uma técnica ímpar. Há momentos que viajamos entre os primórdios do Destruction, Kreator, Slayer e até mesmo o grande nome do death metal Death.

    Esses caras são realmente headbangers com muita vontade de fazer metal, metal rápido e sem frescuras. Mas não se atenha ao que disse “sem frescuras” achando que é um som simples, pois não é mesmo. A rifferama aqui é incansável e que segue a rápida e estrondosa linha bateria. Se você se acha preparado para um headbanging, vai preparando seu pescoço por que o assunto aqui é sério.

    Os vocais são muito empolgantes e apesar de muito agressivos conseguimos entender claramente cada palavra cantada. Este trabalho é perfeito para os amantes do thrash metal que buscam por bandas que não sejam plágios do que já foi feito no passado. O Stormthrash consegue com uma incrível competência soar oitentista e noventista com uma sonoridade moderna e com muita personalidade.

    Entre as ótimas músicas se destacam Don’t Learn To Be Corpse, The Art Of Destruction, Sytematic Anihhilation e Error Mortal que são faixas extremamente poderosas, furiosas e com algumas passagens mais calmas com dedilhados bem precisos, que me faz pensar… Depois da calmaria vem a tormenta. Como o próprio nome da banda já traduz o seu avassalador estilo.

    E para esta ótima versão nacional as gravadoras envolvidas anexaram a este lançamento o EP homônimo lançado em 2012 na integra.