Categoria: Releases CDs & DVDs

  • ATTILA – Triad [9,0/10]

    ATTILA – Triad [9,0/10]

    Este material é definitivamente um clássico dessa banda holandesa de power metal originalmente lançado em 1989 e que teve uma ótima repercussão mundial na época.

    Este power trio conta com músicos espetaculares além de muito virtuosos e em suas músicas exibem composições muito energéticas e também cheias de técnicas, um diferencial que chamou a atenção.

    Este relançamento não se trata apenas de um “repress”, mas sim de um “revival” magnifico deixando este grande trabalho mais vivo do que nunca. Uma prova que nos anos oitenta o mundo estava fervendo com grandes bandas e seus trabalhos impecáveis.

    É muito bom quando nos deparamos com relançamentos como este, que de fato é uma atitude muito nobre e assim imortalizando álbuns que fizeram história e que são precursores de tudo que conhecemos hoje.

    A banda Attila foi formado em 1983 e desde então eles gravaram alguns EPs e três álbuns maravilhosos e o Triad é o primeiro álbum oficial, será que vem os outros por aí?

    Neste relançamento as gravadoras se preocuparam em não apenas trazer apenas todas as faixas pertinentes ao álbum, e sim, trouxeram faixas ao vivo do raríssimo registro gravado em Amersfoort em 1989.

    O CD inicia com as seis partes da conceitual Myth Of The Ancient que em seu lançamento original em LP tomava conta de todo lado A. Músicas como a ótima instrumental Flight 105, recheados de climas interessantes e como não poderia falta no estilo, solos de tirar o folego, fraseados e muita técnica destes músicos que podemos afirmar, eles tiravam leite de pedra, naquela época não existiam os recursos de hoje.

    E ainda falando de Myth Of The Ancient, destaco aqui Entering The Fouth Dimension e Lost Continent que são músicas com riffs impressionantes e muito característicos da época, com suas melodias que entre toda violência de suas guitarras pesadas e bateria incessante, eles conseguem dar um toque sentimental em muitas partes com dedilhados em um clima bem introspectivo que também se mescla muito bem com as interpretações do vocalista Herbie Vanderloo, salientando que este membro é o único guitarrista.

    No decorrer deste CD nos deparamos com músicas como Caught In The Game e a ainda muito atual Religion Kills que além de letras muito bem construídas tem muita energia.

    E para finalizar com honra depois de termos viajado entre um power metal soberbo cheios de toques de heavy metal e até mesmo do melhor do hard rock, trazemos aqui a misteriosa Cry Of The Innocent, em seu clima muito bonito e ao mesmo tempo muito denso e sombrio. Uma música que nos arrebata e nos faz viajar com seu contrabaixo junto a bateria construindo toda uma atmosfera mágica. Um belo final.

  • ABSYDE – Atrocities In The Name Of… [8,0/10]

    ABSYDE – Atrocities In The Name Of… [8,0/10]

    Estamos diante de uma banda muito promissora, o black metal executado aqui é muito bem feito, cheios de climas e passagens muito empolgantes. Um trabalho de alto nível que demostra que essa banda está realmente preparada para ter uma carreira de muito sucesso.

    Atrocities In The Name Of… é um CD que merece ser escutado atentamente, sua produção foi feita com muito cuidado, desde as músicas até no material gráfico que chama a atenção.

    E para nossa surpresa este é o primeiro álbum da banda que foi formada em 1996 no ABC paulista, região muito conhecida por ser um celeiro de grandes bandas como Chaoslace e Ocultan.

    Para a produção deste álbum a banda convidou o talentosíssimo produtor Victor Prospero que, além de gravar, mixar, masterizar e produzir, ele assumiu as guitarras bases, acústicas e o backing vocal.

    O CD inicia com ventos, sinos e vozes misteriosas tornando a Intro perturbadora e assustadora, um ótimo início para chamar a brutal A Grande Desgraça, música esta que é uma tormenta do início ao fim, blastbeats violentos e riffs furiosos executados sem nenhuma piedade. E que no final conseguiram mesclar violões clássicos que combinaram com toda a composição.

    E destaco também At The Vatican que em sua essência calcada nos moldes mais caóticos do estilo, notamos uma certa influencia do heavy metal em alguns riffs. Death Show Me Palace mostra que essa banda faz um trabalho excepcional, o inicio desta música tem claras influencias do velho thrash/black metal nos moldes do velho Desaster. Uma ótima junção de brutalidade e riffs bem palhetados que se torna impossível não balançarmos nossas cabeças. E essa música não fica só nisso tem momentos que uma fria plaga toma conta desta música que dão um clima perfeito para a entrada dos vocais.

    E Elventh Commandment que se destaca entre todas as ótimas músicas deste álbum, bumbos incessantes em uma execução impecável de bateria que também demonstra criatividade em muitas partes dando um toque especial a esta composição. Se encaixando perfeitamente com as melodias hora brutais, hora mórbidas.

    A música Hate and Blasphemy fecha com louvor o review deste álbum que nos apresentou esta banda que ainda vamos ouvir falar muito. Uma banda formada por músicos realmente preparados e muito talentosos, capazes de produzir um black metal intenso que também notamos influencias de outras vertentes do metal. Tudo feito com muita competência e brilhantismo.

  • CONFOUNDED – Regnum Animale [8,5/10]

    CONFOUNDED – Regnum Animale [8,5/10]

    Este é o primeiro full-length desta banda pernambucana de death metal e que logo no seu primeiro material oficial mostram muito potencial e um extremismo absurdo.

    É um CD brutal em todos os sentidos, tanto nas composições como nas letras que permeiam entre temas como terrorismo, genocídio, suicídio e conflitos internos, tudo muito bem executado. E houve uma grande preocupação por parte da banda em apresentar uma gravação de muita qualidade. É possível ouvir aqui com muita clareza todos os elementos.

    Sua sonoridade segue claramente o brutal death metal na linha americana e com passagens voltadas para o slam com as peculiares guitarras cadenciadas deste estilo.

    Os membros da banda são músicos experientes e que já integraram bandas conhecidas como Malkuth, Antropofagia, God Decapitator e Gored Blood.

    A apresentação física vem em um digipack luxuoso e que também traz um encarte muito rico e ao folearmos vemos seus membros ostentando camisetas de bandas como Krapula, Cannibal Corpse e Escarnium, já nos dando a impressão que coisa boa vem por aí.

    O CD já começa com uma sonoridade caótica e ao mesmo tempo muito bem trabalhada e muito técnico com a música Body Count. E destaco aqui as ultra violentas Outbreak Of Metal Illness, Headshot Holyday e Pussyfer, músicas que são verdadeiras demonstrações de conhecimento no estilo e que se destacam pelas suas capacidades de serem brutais e harmoniosas.

    Indicado para quem curte uma banda pela sua alta capacidade de executar um death metal competente e com muito diferencial sem corromper o estilo.

  • LAMAZUUS – Reino De Desolação [7,0/10]

    LAMAZUUS – Reino De Desolação [7,0/10]

    Esta é uma banda oriunda de Suzano, interior de São Paulo que executa um black metal interessante com climas épicos e sinfônicos, também não deixando para trás a rispidez e a frieza natural do estilo.

    Na formação existem dois integrantes que faziam parte da banda Aziel que findou suas atividades entre 2008 e 2009.

    Neste primeiro trabalho intitulado Reino de Desolação, o Lamazuus além de trazer uma sonoridade peculiar ao estilo e com ótimas sinfonias mórbidas traz um conteúdo lírico diferenciado do que costumamos ver na maioria das bandas pertencentes ao estilo.

    A banda em suas letras demonstra de forma muito clara a sua natureza ideológica e filosófica nos apresentando muitos aspectos que flutuam entre magia e fantasia, uma junção de elementos que torna esse primeiro material bem diferenciado.

    É notório que esses integrantes são seguidores das histórias perpetuadas por JRR Tolkien e também por jogos de RPG como por exemplo Arcano de Marcelo Del Debio. E isso no encarte se reflete ao vermos uma ilustração que nos remete muito a imagem do mapa da Terra Média dos livros que compõem a saga “O Senhor dos Anéis”.

    Já neste mapa ilustrado no CD podemos passear entre as letras e identificar em suas passagens os locais as quais eles se referem. Tornando esse material uma obra conceitual e que além de fantasias, misticismo também notamos também uma realidade opressora e neutralizadora de uma realidade que nos cercam.

    São cinco músicas que como explicado acima, são histórias. Sendo assim toda saga se inicia com a faixa título Reino De Desolação apresentando um clima inebriante com ventos cortantes e uma flauta que anuncia um som caótico e vocais rasgados entre as melodias gélidas de suas guitarras.

    E em seguida vem a violenta Lágrimas Congelantes Cortantes Na Guerra Noturna que começa com muita agressividade, e decorrer da música ouvimos partes mais cadenciadas e incursões de teclados frios e passagens de piano bem executadas, destacando também o bom trabalho executado no contrabaixo.

    As outras três faixas que concluem este artefato seguem exatamente as mesmas fórmulas descritas das faixas acima, sendo uma boa dica para amantes de bandas como Summoning, Falkenbach e também o controverso Burzum.

  • AMEN CORNER – Under The Whip And The Crown [9,0/10]

    AMEN CORNER – Under The Whip And The Crown [9,0/10]

    Estamos diante de um grande trabalho indubitavelmente de uma banda incansável, o Amen Corner em sua carreira de quase três décadas se tornou uma referência e uma das mais importantes bandas de Black Metal do mundo.

    Under The Whip And The Crown é um ótimo trabalho, as músicas deste álbum são composições que mostram uma banda muito viva.

    Neste CD eles apresentam um lado mais conceitual, com músicas mais viscerais e também notamos que houve um resgate do Amen Corner conhecido do passado. Sim! músicas que nos remetem muito aos velhos tempos do The Final Celebration e Fall, Ascension, Domination. Então sentimos a velha essência do Amen Corner muito latente e trazendo a frieza, melancolia e partes mais energéticas. Tudo muito bem pensado e muito bem trabalhado, afinal foram quatro longos anos após o último álbum.

    Para alcançar esses sentimentos, a interpretações do vocalista Sucoth Benoth foi importante e ele foi bem e conseguiu nos envolver de tal maneira que sentimos mesmo o sofrimento, as angustias e também toda supremacia em uma atmosfera negra e muito satânica.

    Este álbum, como foi falado acima, é um trabalho conceitual e muito interessante. Uma obra muito bem escrita que nos remete a uma era negra para os cristãos, quando o império Romano mostrou toda sua supremacia com seus guerreiros determinados a extinguir toda e qualquer crença cristã, um império determinado e que durante séculos mostrou que é possível combater essa praga que infelizmente infesta o mundo com suas mentiras até os dias de hoje.

    As lamurias e as dores sofridas pelos cristãos nesta era são muito bem descritas. As letras conseguem envolver muito misticismo e exaltação do supremo poder demoníaco, onde existem passagens que descrevem que quando Judas traiu Jesus, ele estava possuído por Azazel, demonstrando toda fraqueza e a mentira que descreve o tal poder do nazareno.

    O início do CD nos mostra o talento ímpar do tecladista Fernando Nahtaivel, que não compôs somente uma introdução e sim, uma trilha sonora digna de produções cinematográficas e que consegue nos transportar para toda concepção do álbum.

    Então iniciando com a intro The Fall Of The Messiah, este CD já começa de forma muito imponente, uma obra perfeita.

    Aí vem a música The Lord Of Sodoma que além de muito envolvente é uma composição com uma aura muito negra, entre suas bases cadenciadas, com passagens muito melancólicas e vocais lamuriosos que fazem desta música uma ótima escolha para suceder a belíssima introdução.

    Jerusalem Fell impressiona pela sua soberba interpretação, uma letra forte onde a queda de Jerusalém é muito bem narrada. O instrumental executado de maneira impecável torna essa música uma das melhores deste artefato.

    E continuando a audição deste álbum, nos deparamos com a difícil tarefa de escolher as músicas que mais se destacam, todas as composições se completam de uma forma muito primorosa.

    Under The Whip And The Crown é uma faixa que nos fez entender o porquê de ser escolhida para intitular o CD, uma música muito forte e muito bem construída. Riffs pesados em meio a todo sofrimento causado sob chicote e a coroa de espinhos. Essa música escorre sangue com muita maldição. Uma letra perversa onde ao lermos conseguimos mentalizar os olhares raivosos dos centuriões sedentos pra profanar o corpo do nazareno com suas chicotadas, marteladas e muitas torturas.

    As músicas The Ritual e Azazel são verdadeiros hinos, com suas atmosferas melancólicas e obscuras, nos faz ter a sensação que essas composições emergiram do mais profundo abismo infernal onde habitam as hostes satânicas.

    E também encontramos aqui uma belíssima regravação da cultuada Heir Of Lust Heir Of Pleasures que ficou ótima, mantendo a mesma característica  registrada em seu primeiro álbum. Aqui mais pesada com toda certeza.

    E para fechar o review desta obra maligna, destaco The Wrath Of Roman Gods, essa música vai te impressionar. Mostra um Amen Corner com uma criatividade sem igual tornando este álbum um dos mais gloriosos de toda sua carreira, um tributo ao Black Metal.

  • BRUTAL ABYSS – Misanthropic Butcher [10/10]

    BRUTAL ABYSS – Misanthropic Butcher [10/10]

    É impressionante como proliferam bandas extremas e muito talentosas no nordeste de nosso país. Essa banda oriunda de Fortaleza é uma grata revelação, pois este primeiro álbum recém-lançado nos deixou com ótimas impressões.

    Death Metal feito com primor, sim, feito com muita qualidade e paixão. E de fato impressionante, suas músicas são muito brutais e que mesmo assim não deixam de ser cativantes, conseguimos entender cada riff, cada base, cada berro… numa gravação digna de altíssimo nível.

    Notamos também fortes influências de bandas clássicas dos anos noventa como Grave e Gorguts em seu primeiros álbuns e uma pegada também chegada mais para o splatter e gore, uma fusão perfeita que esta banda conseguiu fazer em suas composições.

    Este CD já causa ótimas impressões pela sua capa que expressa muita brutalidade e essa arte que chama muito a atenção foi feita pelo artista Tiago Medeiros que conseguiu assimilar toda proposta musical da banda e traduzir tudo em uma capa devastadora.

    E ouvindo esse CD, nos deparamos com uma banda que surpreendeu e que trará muitos bons frutos para sua carreira, uma banda pronta e muito coesa para ganhar o mundo.

    O CD inicia com a intro Death Is Coming com seus teclados mórbidos e misantrópicos e ouvimos ao fundo uma agonia e sofrimento, sons assustadores que nos fazem imaginar muitas atrocidades. A faixa título Maniac In Control, que vem logo após, mostra que este trabalho foi inteiramente pensado para que tudo combine perfeitamente. Esta música com suas influências noventistas e também modernas já nos toma de assalto e nos faz querer ouvir mais o que vem por aí.

    E o que vem por aí? Faixas que em suas essências são obras primas do estilo e que fazem deste álbum um trabalho impar, músicas como So Satisfying, Iniquitous Bigot que são a pura tradução de uma banda que veio para ficar, daí vem a faixa titulo Misanthropic Butcher que no início de suas guitarras nos remete até os gloriosos tempos do Benediction, mas que não fica só nisso… Muita técnica e uma pegada extrema toma conta da composição fazendo dessa música realmente uma das melhores de todo álbum.

    Também músicas como Basement Of Despair com sua cadencia, Misery Rules que é violenta deste o inicio e Twisted Fuck que em suas melodias mórbidas e brutais, com riffs bem palhetados fica impossível não balançarmos nossas cabeças e reconhecer que o nosso Death Metal é de fato um dos melhores do mundo.

    O Brutal Abyss está de parabéns, pois em seu álbum de estréia fizeram um trabalho merecedor de nota dez!

  • INFECTED SPHERE – Abyss Ov Flesh [9,0/10]

    INFECTED SPHERE – Abyss Ov Flesh [9,0/10]

    Definitivamente insano! Este é o primeiro álbum desta banda gaúcha que demonstrou aqui muita habilidade em um trabalho maravilhoso. A brutalidade aqui é palavra de ordem, esses caras não pegaram leve um só minuto e fizeram de Abyss Ov Flesh um tributo ao o que há de mais perverso no Death Metal.

    São músicos que impressionam pelas técnicas apresentadas, a cada música desse CD ficamos de cabelo em pé, muito espantados pelos riffs muito bem construídos e e uma violência absurda nas suas execuções.

    O material gráfico deste primeiro álbum ficou muito bem feita, uma capa agressiva e que já passa a mensagem do que vamos encontrar em seu conteúdo. Conteúdo esse que não desaponta um só segundo, Death Metal feito com ódio, garra e muita determinação.

    Notei em sua música que há muita influência de bandas como Suffocation, as linhas de vocais nos remetem muito ao Human Waste. Quem conhece esse grande EP, já deve fazer uma ideia do que digo aqui.

    O guitarrista Luis C. Tomasini no comando das guitarras desta banda mostrou ser um instrumentista de muito respeito, pois para tocar as músicas deste CD tem que ter muita habilidade e muito intimidade com o instrumento.

    E eles conseguiram equilibrar tudo na dose certa, não é um álbum técnico demais o que poderia se tornar chato ao ouvir e aqui além de técnicas a banda exibe uma musicalidade soberba. Death Metal feito por quem conhece o estilo.

    Este é um trabalho impiedoso, um CD que inicia com guitarras caóticas trazendo a intro Putrid Chant  e que anuncia a pesada e muito bem construída Bizarre Mutilation com seus riffs rápidos e também cadenciados, abre o CD na pura e extrema violência.

    Surgical Putrefaction  é o que podemos classificar de um pesadelo para aqueles que não estão acostumados com composições como esta, é absurdo e devastador. E o clima desta música é destruidora, os vocais guturais vomitados se encaixam perfeitamente com a sonoridade obscura e vale ressaltar os solos impressionantes que não parecem ter sido executados por um ser humano.

    E destaco aqui também as ótimas faixas Saw That Cut Your Decomposing Cadaver, a instrumental Into The Grave e a música que nomeia este álbum, Abyss Ov Flesh, são composições que apresentam uma banda muito madura apesar deste ser seu primeiro CD, esses músicos mostraram aqui muita versatilidade em suas músicas sempre executadas com muita intensidade.

    Uma grata revelação e que com certeza marcará seu nome na história de nosso underground.

  • FACES OF DEATH – From Hell [9,0/10]

    FACES OF DEATH – From Hell [9,0/10]

    A capa é simples e bem feita, lembrando um pouco até o espírito de algumas artes criadas para álbuns de bandas de heavy/thrash da década de 80. A banda tem o mesmo nome que um clássico filme de horror trash. O título do álbum é ‘manjado’, e bem por isso combina como poucos com a estética metal. Com tudo isso, bastava colocar o álbum para rodar para sentir o que viria dos alto-falantes. Tomando as duas primeiras músicas como exemplo, Priest From Hell e I Am the Face of Death, o que temos é exatamente tudo aquilo que os fatores anteriormente citados indicam: um som honesto, firme, pesado e dotado de muita garra, tudo isso dedicado ao puro e velho thrash metal. A sensação ainda é essa em Fucking Human Gods (riffs em profusão!) e Brainwash (‘breakdown’ alucinante), e se torna uma espécie de ameaça em Anno Domini e King of Darkness, esta última sendo a pedrada que fecha o álbum. Difícil imaginar um álbum mais honesto e perigoso para o Faces of Death. Mais difícil ainda imaginar outra banda tão digna de um álbum como este. 9,0

  • FACES OF DEATH – From Hell [9,0/10]

    FACES OF DEATH – From Hell [9,0/10]

    A capa é simples e bem feita, lembrando um pouco até o espírito de algumas artes criadas para álbuns de bandas de heavy/thrash da década de 80. A banda tem o mesmo nome que um clássico filme de horror trash. O título do álbum é ‘manjado’, e bem por isso combina como poucos com a estética metal. Com tudo isso, bastava colocar o álbum para rodar para sentir o que viria dos alto-falantes. Tomando as duas primeiras músicas como exemplo, Priest From Hell e I Am the Face of Death, o que temos é exatamente tudo aquilo que os fatores anteriormente citados indicam: um som honesto, firme, pesado e dotado de muita garra, tudo isso dedicado ao puro e velho thrash metal. A sensação ainda é essa em Fucking Human Gods (riffs em profusão!) e Brainwash (‘breakdown’ alucinante), e se torna uma espécie de ameaça em Anno Domini e King of Darkness, esta última sendo a pedrada que fecha o álbum. Difícil imaginar um álbum mais honesto e perigoso para o Faces of Death. Mais difícil ainda imaginar outra banda tão digna de um álbum como este. 9,0

  • QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    O Queiron é uma banda que nunca desaponta e a cada trabalho nos impressiona pelo seu amadurecimento que eles vêm adquirindo com o passar do tempo. Uma banda em constante evolução e quando achamos que estão no ápice de suas composições, eles vêm e nos mostram que sim, estão cada vez melhores.

    Este álbum é surpreendente, um trabalho que mostra uma banda renovada e com muito a oferecer, Death Metal brutal e notadamente permeados por passagens em riffs que nos remetem ao metal tradicional em músicas muito bem construídas.

    A qualidade deste quinto álbum de sua carreira é soberba, um trabalho tão bem gravado e produzido que conseguimos assimilar cada palhetada, cada riff, cada palavra cantada… Impecável!!!

    Estes guerreiros da escuridão conseguiram fazer um trabalho que ouso dizer que é o melhor de sua carreira e um dos melhores lançamentos deste ano. Definitivamente magnífico.

    Logo de cara o CD nos chama a atenção pela belíssima e brutal concepção gráfica, uma capa infernal, que já nos dá uma ótima impressão de todo seu conteúdo e não podia ser diferente, a capa ficou a cargo do renomado artista gráfico Alcides Burn que tem em seu curriculum trabalhos feitos para muitas bandas renomadas. Um artista talentosíssimo!

    E não para por aí, a banda contou com outro artista, o Emerson da Silva Maia, um desenho caótico e demoníaco que se encaixou muito bem neste material e no contexto da banda.

    Endless Potential Of A Renegade Vanguard é um trabalho que acabou de sair do forno e já se torna um clássico do Death Metal mundial, com seus climas intensos e muito satânicos, músicas que gravitam entre a mais extrema e bestial brutalidade, com suas ótimas guitarras que vão do extremo ao tradicional em composições que não descaracterizam sua identidade e  sim, nos apresentam uma banda evoluidíssima.

    E em meio a toda o extremismo arrebatador, conseguimos ouvir melodias cativantes, o que diferencia essa banda, eles provam que para fazer música extrema não significa fazer um disco barulhento com aqueles três ou quatro riffs muito comuns no estilo, este material é uma aula de como se faz metal extremo de qualidade. Músicas que a cada acorde vemos um trabalho intenso de seus músicos, músicas bem pensadas e que com certeza não será tarefa fácil tocá-las ao vivo.

    E este trabalho também marca um Queiron um pouco mais cadenciado e aberto as influências de outros gêneros do metal, como já dito acima, do heavy metal dando assim dando um toque mais especial em suas composições.

    Mas não se engane quando mencionei acima sobre a notória influencia do metal tradicional, essa é uma de Death Metal extremo e bestial, com blastbeats arrasadores e vocais muito brutais, o Marcelo Daemoniipest Grous além de ser um ótimo guitarrista, tem um vocal vindo das profundezas do inferno, um gutural poderosíssimo.

    Neste CD a banda nos traz nove músicas com o real significado Death Metal, obscuro e definitivamente forjado sob a bênção da morte.

    O CD inicia com uma belíssima música (intro) Imperia Caedes com uma execução muito bem feita com violões acústicos e melodias clássicas, que logo nos surpreende com o peso absurdo e abismal com uma atmosfera muito densa e que fica ainda mais densa quando entra a vociferação negra e maléfica recitando palavras de morte, dor, sofrimento, sangue, angustia e febre… onde o cheiro da morte se espalha pelo ar…

    E a morte realmente vem com sua foice afiada em Pestis Pain numa brutalidade intensa, sem nenhuma piedade e apresenta uma incrível versatilidade, uma execução impecável entre o extremismo de bestiais e ultra rápidos blastbeats com partes mais cadenciadas que faz esse material se destacar logo na segunda música.

    E como o Queiron é conhecido por seus trabalhos impiedosos e matadores, claro que essa característica está neste álbum, e vem a impressionante Denial Upon The Heavenly Scorn, uma brutalidade absurda, uma atmosfera de puro caos e que tem em parte de seu início uma passagem notoriamente calcado na velha escola na veia Slayer, mais aí logo após um clima caótico e voraz vem com seus bumbos incessantes e blastbeats ainda mais rápidos.

    Destaco aqui Unholy Perverse Rapture, uma música que mostra toda competência e versatilidade desta banda que consegue compor sem se prender a limites, limites são coisas que não encontramos aqui. E mesmo com toda rapidez e brutalidade ouvimos belas melodias e duetos muito bem construídos entre suas guitarras.

    E para fechar a banda vem com a faixa título do CD, Endless Potential Of A Renegade Vanguard, que o nome já fala por si e é a mais real tradução deste trabalho, um potencial infinito desta banda que está na vanguarda do nosso honrado Death Metal.

    Esse é um álbum que não é fácil destacar quais as melhores músicas, são todas grandes composições em um material que traz uma banda muito mais madura, uma evolução que com certeza influenciará muitas bandas e construíra novos rumos ao nosso Death Metal.