Ícone do punk nacional com o RATOS DE PORÃO, JOÃO GORDO se envolveu em uma série de projetos paralelos dentro e fora da música ao longo de sua carreira. Entretanto, poucos esperavam sua próxima guinada criativa.Em participação no quadro Playlist da edição 281 da revista ROADIE CREW (clique aqui para comprar), GORDO falou sobre seus projetos em desenvolvimento. Um deles, revelado ao repórter Daniel Agapito, sequer foi anunciado oficialmente ao público: BABYLON’S P,um grupo de dubstep metal do qual agora faz parte.Ele contou:“Tenho outro projeto muito louco que está rolando agora, com o PAULO CIRINO, que faz um dubstep metal, antes ele tocava guitarra em algum projeto. Não dá nem para explicar o que a gente tá fazendo, é dubstep monstro com uma ‘slow-motion guitar’ com afinação baixíssima, eu gritando que nem um desgraçado.”O cantor e apresentador também recrutou alguns amigos famosos para ajudar nesse projeto. Entre os citados estão integrantes do SEPULTURA, KRISIUN e companheiros do RATOS DE PORÃO. Até seu filho fez uma participação.“Aí tem música que sou eu com meu filho tocando bateria, outra eu com o JÃO fazendo solo, tem eu com o ANDREAS KISSER tocando, uma com o MOYSES (KOLESNE, KRISIUN).”Foto: Dani Moreira
JOÃO GORDO E BABYLON’S P
Apesar da proposta inusitada, GORDO se mostrou bem sério quanto ao BABYLON’S P, que ainda está nos estágios finais de desenvolvimento e não tem previsão para sair. O cantor fez questão de apontar seu entusiasmo pelo som.Ele disse:“É um dos ‘bagulhos’ mais esmagadores que já vi na vida, um dos projetos mais interessantes que venho fazendo aí. Não saiu em lugar nenhum ainda, estamos finalizando agora.”A entrevista completa de JOÃO GORDO (RATOS DE PORÃO) no quadro Playlist pode ser lida na nova edição da ROADIE CREW, #281. Para adquirir a revista e recebê-la em casa, acesse nossa loja oficial ou entre em contato pelo fone (11) 96380-2917 (WhatsApp).
Roadie Crew: Dream Theater em destaque na edição #281
A edição #281 da ROADIE CREW traz como destaque de capa entrevista com James LaBrie, vocalista do Dream Theater, que fala sobre o retorno do baterista Mike Portnoy, além da forte ligação da banda com o Brasil. A capa também destaca Powerwolf, uma das maiores bandas de power metal do mundo na atualidade e que acaba de lançar seu novo álbum, Wake up the Wicked.
Entrevistas:
Dream Theater
Cavalera
Powerwolf
Dragonforce
My Dying Bride
Evergrey
Rage
Therion
Six Feet Under
Daath
Zakk Sabbath
Tuatha de Danann
Seções:
Cenário: Gloria Perpetua, Lethal Charge, Royal Rage, Vartroy, Infirmun, Betty Says Damn, Kaledonia e Innocence Lost
Blind Ear: Ben Hur (Electric Mob)
Eternal Idols: James Kottak (Scorpions, Kingdom Come)
Front Cover (Marcelo Vasco): Cavalera – Schizophrenia
Collection: Killswitch Engage
Playlist: João Gordo (Ratos de Porão)
Background: Patrulha do Espaço (Parte 1)
Hidden Tracks: L’Esprit du Clan
ClassiCrew: Deep Purple (1974), W.A.S.P. (1984), Savatage (1994), Edguy (2004)
Profile: Luiz Cardim (Hammerhead Blues)
Pôsteres: Arch Enemy e Mastodon
O DREAM THEATER está no meio das gravações de seu novo álbum, o primeiro desde o retorno do baterista MIKE PORTNOY. O trabalho ainda não tem data para lançamento, mas considerando a turnê da banda pelo Brasil — com quatro shows marcados para dezembro —, fica a pergunta se os shows no país terão músicas novas. Segundo JAMES LABRIE, a resposta é: provavelmente, sim.O vocalista do grupo de metal progressivo abordou o assunto em entrevista a Daniel Dutra para a edição 281 da revista Roadie Crew (clique aqui para comprar). Mesmo com a grande chance de o disco não ser lançado a tempo para os shows no país, já que a previsão é disponibilizá-lo em 2025, LABRIE disse que o público brasileiro que pelo menos uma canção inédita será apresentada por aqui.Ele falou:“Ah, sim! Posso dizer a você que muito provavelmente tocaremos pelo menos uma música nova, talvez até mesmo duas. Estamos discutindo isso atualmente, e com certeza tocaremos uma canção do novo disco.”Além disso, JAMES ofereceu uma atualização quanto ao status das sessões do álbum. Não foram oferecidos muitos detalhes, mas o processo está em estágio avançado.O frontman do DREAM THEATER afirmou:“Estamos na fase final das gravações, então é melhor deixar uma sensação de mistério no ar (risos).”O músico também se mostrou incapaz de conter seu entusiasmo quanto ao novo material. Não apenas dele, mas do grupo todo.“Estamos extremamente empolgados com o novo trabalho, ansiosos para que as pessoas degustem esse material do começo ao fim, mas isso é tudo o que posso dizer no momento.”
A volta de MIKE PORTNOY ao DREAM THEATER
Ainda durante a entrevista, JAMES LABRIE aproveitou para ressaltar o lado bom de voltar a trabalhar com MIKE PORTNOY. O baterista deixou o grupo em setembro de 2010 em circunstâncias pouco amigáveis e só retornou em 2023. Segundo o vocalista, ficou evidente logo de cara que a química entre os integrantes continuava intacta.LABRIE disse:“Foi ótimo quando entramos no estúdio para começar a compor o novo disco, porque, de repente, foi como lembrar de como era antes, sabe? Tipo ‘Ah, sim! É isso mesmo’.”Ao que tudo indica, o sentimento foi mútuo. Segundo o vocalista, PORTNOY se referiu às primeiras sessões após sua volta como um “retorno ao lar”.JAMES detalhou a fala:“Foi como voltar para casa, e foi o MIKE quem disse isso, aliás, porque a magia ainda está presente. Quando estamos no estúdio, tudo acontece naturalmente, então, de uma certa forma, foi como se ele nunca tivesse saído. Digo isso no sentido de quando entrou na sala de composição/gravação, porque tudo se encaixou naturalmente.”Mike Portnoy (Foto: Roberto Sant’Anna/Roadie Crew)
Continuação de onde pararam
MIKE PORTNOY revelou em junho ao The Prog Report que o novo álbum do DREAM THEATER soará como uma espécie de uma continuação de Black Clouds & Silver Linings (2009), seu último disco antes de sair. JAMES LABRIE,na entrevista à Daniel Dutra para a edição 281 da revista Roadie Crew, descreveu como foi voltar a compor com o baterista.“Existe uma química inegável entre nós. Ele tem um estilo único e identificável na forma como compõe, e é algo que não pode ser copiado. Não tem como ensinar isso, porque é algo próprio do MIKE, e essa lembrança foi sentida tanto por todos quatro quanto por ele, também.”A entrevista completa de JAMES LABRIE (DREAM THEATER) pode ser lida na nova edição da ROADIE CREW, #281. Para adquirir a revista e recebê-la em casa, acesse nossa loja oficial ou entre em contato pelo fone (11) 96380-2917 (WhatsApp).Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR
SAMMY HAGAR é dono de uma história curiosa com o AEROSMITH. O vocalista com passagens pelo VAN HALEN, MONTROSE e outros projetos afirma ter sido convidado para um teste que definiria um novo cantor para a banda.
Isso teria ocorrido em 2009, quando STEVEN TYLER havia sofrido um acidente no palco e não parecia interessado em retornar, mesmo após sua recuperação, devido aos compromissos com o talent show televisivo American Idol. TYLER, felizmente, acabou retornando ao grupo que o consagrou.
Quinze anos depois, o AEROSMITH está em uma posição diferente. A banda anunciou sua aposentadoria dos palcos após STEVEN descobrir que não conseguiria retomar sua forma após uma grave lesão vocal, sofrida ainda em 2023, no início da turnê de despedida “Peace Out”.
HAGAR esteve entre as incontáveis pessoas que se emocionou com a notícia, compartilhada na última sexta-feira (2). Durante show em Pine Knob Music Theatre, em Clarkston (Michigan, Estados Unidos), também na sexta (2), o cantor e sua banda, formada por MICHAEL ANTHONY (baixo), JOE SATRIANI (guitarra) e JASON BONHAM (bateria), fizeram uma homenagem aos colegas tocando “Come Together”, faixa dos BEATLES regravada por eles em 1978.
Antes, SAMMY assumiu o microfone para compartilhar algumas palavras sobre a situação. Ele revelou admirar a forma como o grupo lidou com o problema: saindo de cena, em vez de comprometer sua reputação com apresentações sem o padrão de qualidade que vinham oferecendo. A transcrição vem do Blabbermouth e a tradução é do site Igor Miranda.
“Tivemos notícias malucas hoje. Chegamos aqui esta tarde, estávamos todos sentados nos bastidores e um amigo nosso que trabalha para o Aerosmith veio e disse: ‘sim, o Aerosmith se aposentou, eles saíram de cena, eles pararam’. Deus os abençoe. É uma coisa horrível. É uma coisa horrível. Que grande perda do car*lho.Uma das vezes em 1974, o Montrose estava tocando na Cobo [Arena em Detroit], abrindo para o Aerosmith. Não sabíamos quem eles eram, e eles esgotaram ingressos na Cobo [Arena]. Fiquei tipo, ‘Quem diabos são esses caras?’. Fizemos nosso show, fizemos um bis, e tocamos ‘Helter Skelter’ (Beatles) em nosso bis. E o Aerosmith entrou e eles abriram com ‘Helter Skelter’. Steven e eu somos amigos desde então.Amamos esses caras. Todos crescemos com esses caras. Eles foram nossos concorrentes do Van Halen por 10 anos. ‘F*da-se esses caras’. Não, não, não, realmente gostamos deles. É que estávamos bravos com eles. Mas de qualquer forma, que pena. É uma coisa triste, mas, honestamente, tiro o chapéu para um dos maiores cantores de rock and roll de todos os tempos, Steven Tyler, por dizer: ‘não consigo mais cantar, desisto’.Isso é honroso pra car*lho. No dia em que eu não puder mais cantar, farei a mesma coisa. E é isso que muitos outros filhos da p#ta deveriam ter feito há muito tempo. Então vamos tocar uma para eles, para o Aerosmith.”
AEROSMITH se aposenta dos palcos
O AEROSMITH anunciou sua aposentadoria dos palcos e cancelou as datas remarcadas de sua turnê de despedida, chamada Peace Out. O comunicado diz:“Em 1970, uma faísca de inspiração deu origem ao Aerosmith. Graças a vocês, nosso Exército Azul, essa faísca se transformou em um fogo que ardeu por mais de cinquenta anos. Alguns de vocês estão conosco desde o começo, e todos vocês são a razão pela qual deixamos nossa marca na história do rock ‘n’ roll.A honra foi nossa ao ver nossa música se tornar parte de suas vidas. Em cada clube, em cada turnê grandiosa e em momentos íntimos, vocês nos proporcionaram um lugar na trilha sonora de suas vidas.”O motivo principal para a aposentadoria da banda é a lesão vocal de STEVEN TYLER, que forçou o grupo a adiar inicialmente sua turnê de despedida após apenas três datas em setembro de 2023.A banda expressou seu desejo de proporcionar experiências inesquecíveis aos fãs durante suas apresentações:“Sempre buscamos surpreender vocês em nossos shows. Como todos sabem, a voz de Steven é um instrumento único. Ele trabalhou incansavelmente para recuperar sua voz após a lesão, e mesmo com o melhor suporte médico, uma recuperação completa não foi possível. Por isso, tomamos a difícil decisão de nos retirar das turnês.”Eles continuaram agradecendo aos fãs:“Estamos profundamente gratos a todos que estavam empolgados para se juntar a nós em nossa última turnê. Agradecemos também à nossa equipe de especialistas, ao time incrível e às milhares de pessoas talentosas que tornaram possíveis nossas turnês históricas. E, acima de tudo, agradecemos a vocês – os melhores fãs do planeta. Continuem ouvindo nossa música alto, agora e sempre. Vocês realizaram nossos sonhos.”A banda também informou que os ingressos comprados através da Ticketmaster serão reembolsados automaticamente. Reembolsos para outros pontos de venda estarão disponíveis no local de compra.Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR
O ACCEPT representa um dos casos mais emblemáticos de renascimento na cena heavy metal. A retomada de suas atividades em 2009 ocorreu ao lado de um novo vocalista: MARK TORNILLO, na vaga de UDO DIRKSCHNEIDER. Poderia ter dado errado, visto que trocas de cantores costumam ser traumáticas, mas foi um sucesso: o grupo voltou a emplacar álbuns no top 10 da parada alemã, readquiriu destaque em charts de outros países (até mesmo os Estados Unidos) e passou a realizar turnês mundiais com frequência.Na opinião de WOLF HOFFMANN, o grupo está “melhor e mais forte” atualmente do que em sua fase considerada mais “clássica”, na década de 1980. Em entrevista a Daniel Dutra para a edição 280 da revista Roadie Crew (clique aqui para adquirir), o músico refletiu sobre ambos os momentos.Inicialmente, ele disse:“Curiosamente, acredito que, de muitas maneiras, estamos melhores e mais fortes agora. Os anos 1980 foram ótimos porque tudo era novo e excitante. Tínhamos a MTV, e a cena metal estava crescendo. Havia uma aura de novidade e agitação, mas agora tudo está estabelecido.”
De acordo com o único membro fundador ainda presente na formação, a década de 1980 foi “boa”, mas os músicos não tinham a mesma segurança do momento atual. Em suas palavras, “todos estavam na luta para fazer discos super bem-sucedidos”.“Foi uma época em que os produtores significavam tudo num disco, todo mundo olhava a contracapa do LP para saber quem o havia produzido, então foi a era dos produtores superestrelas, que deixavam as banda ricas e famosas da noite para o dia, porque vendiam 10 milhões de cópias, e isso fazia com que todo mundo buscasse alcançar esse sonho, quisesse ter o sucesso do DEF LEPPARD ou do WHITESNAKE, por exemplo. Havia bandas vendendo milhões de discos, e todas as outras queriam chegar no mesmo ponto, então nós sentimos a pressão para nos encaixarmos, para fazermos parte do que estava acontecendo.”
A segurança atual do ACCEPT
Por fim, HOFFMANN apontou que, “felizmente”, esse momento passou. O heavy metal encontrou seu espaço de vez e isso conferiu mais segurança ao ACCEPT — que seguiu, claro, fazendo um bom trabalho.“O metal se estabeleceu, e agora nós sabemos o nosso lugar mais do que sabíamos naquela época. Sinto-me mais ‘em casa’, de certa forma. Há um sentimento de estabilidade que eu realmente aprecio.”
A entrevista completa de Wolf Hoffman (Accept) pode ser lida na nova edição da ROADIE CREW, #280. Para adquirir a revista e recebê-la em casa, acesse nossa loja oficial ou entre em contato pelo fone (11) 96380-2917 (WhatsApp).
Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR6hmy45
A música pesada teve representação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Os franceses do GOJIRA foram escalados para se apresentar durante o espetáculo realizado nesta sexta-feira (26).
O grupo dos irmãos DUPLANTIER, primeiro de metal na história a tocar em uma abertura de Olimpíada, executaram uma composição inédita ao lado cantora de ópera suíça MARINA VIOTTI. Assista abaixo (vídeo via site Igor Miranda).
O evento também contou com a presença de artistas internacionais como LADY GAGA e CÉLINE DION, além de artistas nacionais como AYA NAKAMURA, SOFIANE PAMART,JULIETTE ARMANET, PHILIPPE KATERINE, CERRONE e o rapper francês RIM’K, do coletivo de hip-hop 113.
Nos últimos anos, o GOJIRA se tornou uma das bandas de metal mais bem-sucedidas do planeta. Seu álbum mais recente, Fortitude (2021), chegou ao topo das paradas rock e hard rock da Billboard, assim como o 12º lugar no ranking de vendas geral. O disco também chegou ao top 10 em pelo menos outros 14 países, incluindo França, Austrália e Reino Unido. Durante a turnê promocional do trabalho, eles se apresentaram no Brasil durante o Rock in Rio 2022 e em show solo com oMASTODON no ano seguinte em São Paulo.
Em primeira análise, os estilos de ZAKK WYLDE e STEVE VAI como guitarristas podem parecer um tanto diferentes. O primeiro, ícone do heavy metal, apresenta uma sonoridade bastante pesada, por vezes até carregada, enquanto o segundo é do tipo que “toca limpo”, com bastante clareza.
Isso, porém, não impede uma admiração e até mesmo um trabalho em parceria. WYLDE, que chegou a ter sua vaga na banda de OZZY OSBOURNE ocupada por VAI em breve momento nos anos 1990, já excursionou com o colega de instrumento no projeto GENERATION AXE, que também inclui TOSIN ABASI, YNGWIE MALMSTEEN e NUNO BETTENCOURT.
Em 2021, STEVE participou do Cassius Morris Show (via Ultimate Guitar) e explicou qual o grande diferencial de ZAKK em sua opinião. Técnica e musicalidade à parte, o “braço direito” de OZZY e líder do BLACK LABEL SOCIETY se destaca por sua intensidade.
“ZAKK é perfeito para o que ele faz. Nunca vi um músico com tanto vigor como ele. Eu o via tocando e ele simplesmente detonava, detonava, detonava, e eu pensava: ‘esse filho da p*ta não para!’. Pensava: ‘ok, tudo bem, preciso fazer igual a ele’, pois aquilo me inspirava. Não dá para fazer igual a ele, claro, porque é muita intensidade para um solo de 12 minutos sem fraquejar.”
Também durante a conversa, Vai destacou que a relação com todos os colegas de Generation Axe era ótima. Ele disse:
“Com ZAKK, é como com os outros caras: é uma relação profissional, nos conhecemos há anos e estamos no mesmo negócio, no mesmo nível. Sempre somos legais uns com os outros. Ocasionalmente, nos juntávamos para tocar juntos, mas só deu para conhecê-los mesmo em turnê. E eu os amo como irmãos.”Foto: Daniel Croce / Roadie Crew
Outras características de ZAKK WYLDE citadas por STEVE VAI
STEVE VAI aproveitou a ocasião para exaltar outras características de ZAKK WYLDE. Agora, o lado pessoal foi analisado.
“ZAKK é tão engraçado, tão amável, tão intenso. Ele é autêntico. As pessoas sofrem para encontrar suas personalidades mais autênticas, pois na maioria das vezes não estão sendo elas mesmas, estão imitando outra pessoa ou agindo diferente dependendo do círculo social. ZAKK não é assim, ele é ZAKK não importa com quem esteja. É alguém muito inteligente, mas tem aversão a ser sério.”Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR
O MERCYFUL FATE veio ao Brasil quatro vezes, nos anos de 1996, 1998, 1999 e 2024 — esta última, no festival SUMMER BREEZE BRASIL. Já KING DIAMOND, solo, viajou até nosso país em duas ocasiões, em 1996 e 2017.Percebeu algo em comum, né? Tanto a banda quanto o cantor com seu projeto solo estiveram por aqui em 1996. Ambos foram escalados para a edição 1996 do festival MONSTERS OF ROCK, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. IRON MAIDEN, SKID ROW, MOTÖRHEAD, BIOHAZARD, RAIMUNDOS, HELLOWEEN e HEROES DEL SILENCIO também fizeram parte da programação.Em entrevista a Daniel Dutra para a edição 279 da Roadie Crew (clique aqui para comprar), KING DIAMOND foi convidado a relembrar a ocasião — cansativa, mas satisfatória. O artista comentou, também, suas impressões gerais a respeito do Brasil, com menções a outras viagens. Confira a seguir:A primeira vez em que você esteve no Brasil foi no festival Monsters of Rock, em 1996, fazendo um show duplo com Mercyful Fate e King Diamond. Quais são as suas lembranças?KING DIAMOND:“Vez ou outra, quando estou procurando coisas na internet, encontro alguns vídeos da nossa performance naquele show, como ‘The Uninvited Guest’ e ‘Sleepless Nights’. Tocamos durante o dia, mas já havia milhares de pessoas, e fiquei surpreso com o quão bom era o nosso som. Fizemos um ótimo trabalho, e fico feliz toda vez que assisto aos vídeos. Eles fazem eu me sentir bem. Claro, foi difícil fazer aquela jornada dupla, e lembro-me de terminar o show com a MERCYFUL FATE, sair correndo para o camarim, trocar a maquiagem e voltar para fazer o set com a KING DIAMOND. Foi difícil, porém ótimo! Minhas lembranças daquele dia são muito boas.”E no geral, boas ou mesmo ruins, quais são as suas memórias de suas visitas ao Brasil?KING:“Não tenho lembranças ruins. Em 1998, fizemos cinco shows com o MERCYFUL FATE no país, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, e foi uma experiência diferente. Várias pessoas cuidaram de nós. Lembro-me de irmos de uma cidade para outra de ônibus, e que parávamos para comer num lugar que parecia um estacionamento! Era tipo uma cozinha a céu aberto, e foi uma das melhores carnes que comi na vida! Lembro-me, também, que passamos por uma parte de floresta, e foi uma grande experiência! Conhecemos ótimas pessoas… Tocar no Rio foi ótimo, e em São Paulo ficamos hospedados num hotel do outro lado de uma pista de Fórmula 1. O U2 fez um show lá numa das noites (N.R.: Diamond se refere ao Autódromo de Interlagos).”Foto: Bel Santos / Roadie Crew
Novas músicas de KING DIAMOND e MERCYFUL FATE
Desde 2007 o mundo não tem a oportunidade de conferir um novo álbum de KING DIAMOND. Foi quando saiu o álbum solo mais recente da banda comandada pelo vocalista homônimo, Give Me Your Soul…Please.Fãs receberam um gostinho inicial do que parece ser um novo disco em 2019, quando foi lançado o videoclipe de “Masquerade of Madness”. A faixa deve integrar o próximo disco de KING, The Institute, ainda sem data para chegar a público.Isso não quer dizer que o homem não esteja trabalhando. Também durante a entrevista à Roadie Crew, o cantor compartilhou alguns detalhes dos próximos passos de sua banda solo. Inicialmente, ele revelou:“No momento eu também estou trabalhando em quatro músicas para a banda (KING DIAMOND), além de uma introdução e de outra parte especial. Há duas canções que estou editando, pois venho testando algumas coisas, e o ANDY (LAROCQUE, guitarrista) ainda devolveu algumas regravações para eu cantar por cima. Então, você pode ver que estamos a todo vapor em ambas as bandas (risos). Andy tem o mesmo sentimento que eu sobre a forma como estamos compondo, porque é como fazíamos antigamente, é como gostamos de trabalhar e é uma sensação maravilhosa.”Em seguida, ao comentar sobre uma reunião de produção, o vocalista de nome KIM BENDIX PETERSEN relembrou que está planejando não um, mas dois álbuns com o grupo que leva sua alcunha artística. Ambos serão guiados por uma mesma história.“Tivemos uma reunião de produção semana passada com o engenheiro de iluminação, o gerente de produção, nosso empresário e o ANDY, sendo que até o HANK (SHERMANN, guitarrista do MERCYFUL FATE) também estava presente, e discutimos a minha visão sobre a produção de palco para os shows do KING DIAMOND. A produção deverá refletir a nova história, que será dividida em dois discos. O engenheiro de iluminação me retornou no dia seguinte dizendo que pensou em algumas coisas que nunca ninguém viu antes, então será épico! Eu mesmo mostrei a ele algumas ideias que traduzem um pouco da visão que tenho há mais de um ano, e acredito que ele fará exatamente o que quero ver. Será realmente especial e inesquecível, uma forma totalmente nova de como nós, na banda KING DIAMOND, usamos iluminação no palco. Será muito obscuro, bem aterrorizante, e mal posso esperar para lançar os álbuns e sair em turnê.”O MERCYFUL FATE está no mesmo ritmo. Tendo retomado suas atividades em 2019, a banda não lança um novo álbum desde 9, de 1999.“Estou no meu estúdio neste momento, porque estamos compondo. Se eu ainda tiver voz hoje, continuarei cantando mais tarde, pois também estamos gravando (N.R.: a entrevista foi realizada na primeira quinzena de março). Estamos trabalhando em três novas músicas que o HANK trouxe, estudando ideias exatamente como fazíamos antigamente. Ele traz o esqueleto da canção, e eu contribuo com as letras, só que também tenho algumas ideias.”Na sequência, o artista dinamarquês declarou:“A faixa-título do próximo álbum, por exemplo, será composta por mim. Já sei até qual será o título, mas não, eu não vou lhe contar qual é (risos). O que posso dizer é que está rolando como antigamente: eu componho umas três ou quatro músicas, e Hank, umas seis. Fazemos isso de propósito, para ficarmos o mais próximo possível do passado, porque é como nos sentimos agora.A edição 279 da Roadie Crew pode ser adquirida clicando aqui.Foto: Bel Santos / Roadie CrewSiga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR
Um dos grandes ícones do blues rock britânico, o cantor e guitarrista JOHN MAYALL morreu na última segunda-feira (22). Ele tinha 90 anos de idade.
A causa não foi divulgada. Sabe-se, porém, que problemas de saúde e a própria idade avançada reduziram seu até então incansável ritmo de atividades em estúdio e na estrada.
Um comunicado divulgado pela família nas redes sociais (via site Igor Miranda) destaca:
“É com pesar que compartilhamos a notícia de que John Mayall faleceu pacificamente em sua casa na Califórnia ontem (segunda-feira), 22 de julho de 2024, cercado por uma família amorosa. Os problemas de saúde que forçaram John a encerrar sua épica carreira em turnês finalmente levaram a paz para um dos maiores guerreiros da estrada do mundo. John Mayall nos deu noventa anos de esforços incansáveis para educar, inspirar e entreter.Em uma entrevista de 2014 ao The Guardian, John refletiu: ‘[Blues] é sobre – e sempre foi sobre – aquela honestidade crua com a qual [expressa] nossas experiências de vida, algo que tudo se junta nesta música, nas palavras também. Algo que está conectado a nós, comum às nossas experiências’. Essa honestidade, conexão, comunhão e forma crua de se tocar continuarão a afetar a música e a cultura que vivenciamos hoje e nas gerações vindouras.Nomeado OBE (Oficial do Império Britânico), artista duas vezes indicado ao Grammy e recentemente introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame, John deixa seus 6 filhos, Gaz, Jason, Red, Ben, Zak e Samson, 7 netos e 4 bisnetos. Ele também está cercado de amor por suas esposas anteriores, Pamela e Maggie, por sua dedicada secretária, Jane, e por seus amigos íntimos. Nós, a família Mayall, não podemos agradecer o suficiente a seus fãs e à longa lista de colegas de banda pelo apoio e amor que fomos abençoados por experimentar indiretamente nas últimas seis décadas.John encerrou a mesma entrevista ao The Guardian refletindo mais sobre o blues: ‘Para ser honesto, não acho que alguém saiba exatamente o que é [o blues]. Eu simplesmente não consigo parar de tocar’. Continue tocando blues em algum lugar, John. Nós te amamos.”Foto: David Gomez
JOHN MAYALL, o padrinho do blues britânico
JOHN MAYALL, nascido 29 de novembro de 1933, nos deixou antes de uma homenagem que seria feita a ele no ROCK AND ROLL HALL OF FAME. Após décadas de serviços prestados tanto ao blues quanto ao rock, ele enfim seria introduzido na cerimônia 2024, na categoria “influência musical”, junto de ALEXIS KORNER e BIG MAMA THORNTON. Os homenageados principais serão OZZY OSBOURNE (solo), DAVE MATTHEWS BAND, CHER, A TRIBE CALLED QUEST, MARY J. BLIGE, PETER FRAMPTON, FOREIGNER e KOOL & THE GANG. O evento acontece dia 19 de outubro em Cleveland, Estados Unidos.
Embora toda a sua carreira tenha sido de enorme importância para a música, MAYALL se destacou especialmente na década de 1960, quando sua banda, o BLUESBREAKERS, contou com uma série de músicos que se destacariam em outros projetos. Alguns exemplos incluem ERIC CLAPTON (CREAM, DEREK & THE DOMINOS etc), JACK BRUCE (CREAM), PETER GREEN (FLEETWOOD MAC), JOHN MCVIE (FLEETWOOD MAC), MICK TAYLOR (ROLLING STONES), AYNSLEY DUNBAR (FRANK ZAPPA, JEFF BECK, JOURNEY etc) e HARVEY MANDEL (CANNED HEAT). Discos como Blues Breakers with Eric Clapton (1966), A Hard Road (1967), Crusade (1967), Bare Wires (1968) e Empty Rooms (1970) renderam a ele o apelido de “padrinho do blues britânico”.
Uma de suas músicas, “All Your Love”, marca presença na lista “200 Verdadeiros Hinos do Heavy Metal e Classic Rock Que Você Tem Que Ouvir Antes de Morrer”, publicada pela revista ROADIE CREW em abril de 2011.
Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR
Fãs de todo o mundo estão na expectativa para o retorno do DREAM THEATER aos palcos. Nem faz tanto tempo que eles encerraram a turnê anterior — a Top of the World Tour acabou em julho de 2023 —, mas agora eles têm uma novidade e tanto: o retorno do baterista MIKE PORTNOY, ausente desde 2010.
Além da volta do membro fundador, o grupo realizará uma tour especial a partir de outubro, celebrando seus 40 anos, com shows de 3 horas e setlist especial para a ocasião. A América do Sul receberá seis apresentações, já em dezembro. Três delas são no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro (Vivo Rio, 13/12), São Paulo (Vibra, 15/12) e Curitiba (Live, 16/12). Ingressos estão à venda no Clube do Ingresso.
Em entrevista ao site IgorMiranda.com.br, o vocalista JAMES LABRIE compartilhou um detalhe curioso a respeito da próxima tour. Segundo ele, PORTNOY voltou a assumir a função de criar os setlists dos shows.
“Só para que você saiba: deixamos MIKE PORTNOY assumir a criação do setlist novamente. E ele está fazendo um ótimo trabalho. MIKE tem dito: ‘ei pessoal, se houver alguma música que vocês não querem tocar, me avisem, e se houver alguma música que vocês realmente queiram tocar, me avisem’. A comunicação é ótima. E, sim, ele está feliz por poder montar novamente o setlist.”
Setlist para nenhum fã de DREAM THEATER botar defeito
Mas qual será o repertório, LABRIE? O cantor, claro, fugiu da resposta, mas tentou transmitir a energia do setlist a ser tocado — que já está definido.
“Claro, não posso revelar ainda qual será, mas posso dizer que é incrível. Não consigo imaginar nenhum fã saindo do local e dizendo: ‘ah, m#rda, cara, eu queria que eles tivessem tocado isso ou aquilo’. O setlist abrange vários momentos grandiosos da banda. É poderoso e será emocionante ver as conversas dos fãs sobre isso novamente.”Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR6hmy45
Mudanças diversas na indústria musical foram testemunhadas por SLASH ao longo de praticamente quatro décadas na ativa. Talvez por isso, o guitarrista do GUNS N’ ROSES não se impressionou tanto com a chegada definitiva da inteligência artificial no ramo.
Em entrevista ao Ultimate Classic Rock, o músico da cartola fez um comentário a respeito de como a tecnologia em geral está afetando a produção musical. Segundo ele, bandas atualmente sequer se encontram para gravar seus trabalhos.
Inicialmente, ele prometeu dar nome aos bois. Acabou voltando atrás em seguida.
“Há muitas bandas que nem vão ao estúdio para gravar suas músicas. Posso citar uma dúzia deles.”
A declaração foi dada em meio a uma reflexão sobre como fez a diferença contar com MIKE CLINK na produção de Orgy of the Damned, seu novo disco solo orientado ao blues. O profissional de estúdio comandou as gravações de todos os materiais do GUNS entre 1987 e 1994.
“Sempre falamos sobre os ROLLING STONES e GLYN JOHNS, EDDIE KRAMER com LED ZEPPELIN e JIMI HENDRIX. ANDY JOHNS também. Esses caras são dissidentes que descobriram, apenas com base em seu próprio entendimento da ‘física’ da coisa toda, como fazer certas coisas. Foi ótimo, porque foi inovador e fez alguns discos fantásticos que ainda apreciamos hoje. MIKE é daquela escola.”
SLASH e a tecnologia na música
Foi a partir daí que o músico de nome SAUL HUDSON começou a refletir sobre o uso de tecnologia na arte. Para ele, não há “nada de errado”, mas “às vezes, algumas das coisas usadas excessivamente tendem a ter um efeito negativo”.
“Além disso, as conveniências que criamos chegaram ao ponto em que você fica com preguiça. Você tem todos os tipos de bandas que nem vão ao estúdio para gravar suas músicas. Posso citar uma dúzia deles. Você conversa com os produtores com quem eles trabalharam e descobre que os produtores fizeram todo o trabalho. Alguns dos caras nem apareceram. Eles apenas criam ou recriam os sons digitalmente.”
Na contramão disso, SLASH garante que Orgy of the Damned foi gravado todo de forma orgânica, com músicos em uma sala de estúdio. O álbum está disponível nas plataformas digitais.
Siga o canal “Roadie Crew” no WhatsApp:https://whatsapp.com/channel/0029VaDAMivHQbSBJR6hmy45