Mudanças diversas na indústria musical foram testemunhadas por
SLASH ao longo de praticamente quatro décadas na ativa. Talvez por isso, o guitarrista do
GUNS N’ ROSES não se impressionou tanto com a chegada definitiva da inteligência artificial no ramo.
Em entrevista ao
Ultimate Classic Rock, o músico da cartola fez um comentário a respeito de como a tecnologia em geral está afetando a produção musical. Segundo ele, bandas atualmente sequer se encontram para gravar seus trabalhos.
Inicialmente, ele prometeu dar nome aos bois. Acabou voltando atrás em seguida.
“Há muitas bandas que nem vão ao estúdio para gravar suas músicas. Posso citar uma dúzia deles.”
A declaração foi dada em meio a uma reflexão sobre como fez a diferença contar com
MIKE CLINK na produção de
Orgy of the Damned, seu novo disco solo orientado ao blues. O profissional de estúdio comandou as gravações de todos os materiais do
GUNS entre 1987 e 1994.
“Sempre falamos sobre os ROLLING STONES e GLYN JOHNS, EDDIE KRAMER com LED ZEPPELIN e JIMI HENDRIX. ANDY JOHNS também. Esses caras são dissidentes que descobriram, apenas com base em seu próprio entendimento da ‘física’ da coisa toda, como fazer certas coisas. Foi ótimo, porque foi inovador e fez alguns discos fantásticos que ainda apreciamos hoje. MIKE é daquela escola.”
SLASH e a tecnologia na música
Foi a partir daí que o músico de nome SAUL HUDSON começou a refletir sobre o uso de tecnologia na arte. Para ele, não há
“nada de errado”, mas
“às vezes, algumas das coisas usadas excessivamente tendem a ter um efeito negativo”.
“Além disso, as conveniências que criamos chegaram ao ponto em que você fica com preguiça. Você tem todos os tipos de bandas que nem vão ao estúdio para gravar suas músicas. Posso citar uma dúzia deles. Você conversa com os produtores com quem eles trabalharam e descobre que os produtores fizeram todo o trabalho. Alguns dos caras nem apareceram. Eles apenas criam ou recriam os sons digitalmente.”
Na contramão disso, SLASH garante que
Orgy of the Damned foi gravado todo de forma orgânica, com músicos em uma sala de estúdio. O álbum está disponível nas
plataformas digitais.
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Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar o site IgorMiranda.com.br, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.