O Paradise Lost retornou ao Brasil em 2025 para se apresentar no Bangers Open Air, em São Paulo. Ao longo dos anos, o grupo realizou algumas apresentações em locais fechados no país, mas a do ano passado marcou a volta da banda britânica a um evento open air de grande porte no Brasil trinta anos após sua estreia, ocorrida na segunda edição do Monsters of Rock, quando promovia o aclamado álbum Draconian Times, lançado naquele ano de 1995.
O assunto surgiu durante entrevista do vocalista Nick Holmes ao repórter Daniel Agapito, publicada na nova edição da ROADIE CREW (#290). A conversa teve como foco principal Ascension, álbum lançado pelo Paradise Lost em 2025, mas também abriu espaço para que o cantor recordasse a apresentação no Bangers Open Air.

Questionado sobre como foi tocar novamente em um grande festival no Brasil trinta anos depois da participação da banda no Monsters of Rock, Holmes afirmou que o show acabou sendo marcante, apesar de uma série de imprevistos enfrentados pela equipe durante a viagem.
“Foi ótimo, o show foi incrível! A quantidade de problemas que tivemos só para chegar lá, além das coisas que acontecem nos bastidores com a equipe e que ninguém vê nem se importa, fez tudo valer a pena. Trabalhamos muito para fazer tudo funcionar.”
Segundo o vocalista, um cancelamento de voo acabou atrasando toda a logística da viagem até o festival. “Cancelaram um voo nosso, então tudo atrasou. Quando chegamos ainda estava de dia e fazia um calor do caralho, mas mesmo assim o show foi bom.”
Acostumado ao clima mais ameno do Reino Unido, Holmes comentou que a temperatura elevada acabou sendo um desafio adicional durante a apresentação. “Eu até toquei de boné, então não tive problemas. Já fiz shows quentes de boné antes”, disse, apontando para a própria cabeça e rindo. “Olha isso aqui… é como se tivesse uma lupa na sua cabeça. Na Inglaterra não faz muito calor, então não temos esse costume.”
Ao lembrar da primeira vez em que o Paradise Lost participou de um festival desse porte no Brasil, o cantor citou o Monsters of Rock, quando a banda também dividiu o line-up com grandes artistas.
“A primeira vez foi com o Ozzy, né? Nunca fizemos nada daquele tamanho desde então. Tocar com Ozzy e Megadeth foi a realização de um sonho. Até hoje parece que ainda não caiu a ficha.”
PARADISE LOST NA ROADIE CREW 290
A entrevista completa com o Paradise Lost você confere na nova edição da revista ROADIE CREW, #290.
