O Airbourne está de volta com um novo capítulo de sua trajetória. O quarteto australiano anunciou o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, Airbourne, trabalho que a banda define como o mais ambicioso de sua carreira. Apostando em um som ainda mais explosivo, refrãos gigantescos e uma produção sem concessões, o grupo promete entregar um disco que represente tudo o que construiu desde sua formação, em 2003.
Segundo o vocalista e guitarrista Joel O’Keeffe, a missão era clara desde o início.
“Queríamos fazer um disco icônico — um álbum gigantesco. Isso é coisa de blockbuster.”
O baterista Ryan O’Keeffe reforçou que a intenção era reunir em um único trabalho todos os elementos que tornaram o grupo uma das principais referências do hard rock contemporâneo.
“Dissemos: ‘É agora. Vamos criar o oráculo’. E, se fôssemos fazer isso, nenhum detalhe poderia ser economizado. Se você corta um canto, não consegue alcançar esse objetivo.”
Para transformar essa visão em realidade, o Airbourne voltou a trabalhar com o produtor Brian Howes, responsável por Black Dog Barking (2013), além do engenheiro Mike Fraser, que participou de Breakin’ Outta Hell (2016) e No Guts. No Glory. (2010).
As gravações aconteceram principalmente no Music Farm Studio, nos arredores de Byron Bay, utilizando equipamentos históricos, entre eles a lendária mesa Neve do antigo Alberts Studios, usada por nomes como AC/DC, Rose Tattoo e The Angels. O estúdio também abriga um gravador de oito canais que pertenceu ao saudoso Malcolm Young, igualmente utilizado durante as sessões. Parte das gravações também foi realizada no Hothouse Studios, em Melbourne.
Além dos desafios técnicos de registrar tudo em fita analógica, a banda enfrentou tempestades tropicais, cobras venenosas, aranhas perigosas e as limitações naturais de equipamentos vintage. O esforço, segundo Joel O’Keeffe, valeu a pena.
“Este é o melhor disco que já fizemos.”
O perfeccionismo foi levado ao extremo. Só a gravação da bateria consumiu cerca de três meses, e Joel calcula que, somando composição e gravação, cada minuto do álbum representou aproximadamente um mês de trabalho.
Outro destaque da produção foi a colaboração de dois nomes históricos da música: Robert John “Mutt” Lange e Bryan Adams, que contribuíram na composição de Here She Comes e Who Put the Rhythm in You. Curiosamente, ambos acreditaram que as demos enviadas pela banda já eram as versões definitivas das músicas.
“Queríamos enviar nosso melhor material e ver o que aconteceria quando o Airbourne entrasse em uma sala com Mutt Lange e Bryan Adams. A resposta foi um rock grandioso e bombástico.”
Embora o grupo tenha cogitado outros títulos, optou por batizar o álbum simplesmente de Airbourne, por considerar que o nome da banda já representa exatamente a essência do trabalho.
“Este disco resume tudo aquilo que defendemos em um único álbum. É o melhor trabalho que poderíamos fazer.”, explicou Ryan O’Keeffe.
Musicalmente, o repertório reúne letras sobre excessos, estrada, perseverança e homenagens a grandes nomes do rock. Kid In A Candy Store, composta em parceria com Vick Wright, ex-integrante do Johnny Crash, apresenta uma narrativa irreverente, enquanto Xmas Bonus segue a mesma linha provocativa.
Já Here She Comes nasceu tanto da inspiração em uma mulher descrita como tendo “olhos em chamas” quanto de uma gigantesca tempestade tropical que atingiu o estúdio durante as gravações, deixando o local às escuras, iluminado apenas pelos relâmpagos.
As faixas Alive After Death e Send Me to Rock’N’Roll Heaven funcionam como tributos aos grandes ídolos que influenciaram a banda. A segunda cita nomes como Lemmy Kilmister, Doc Neeson, John Bonham, Bon Scott, Little Richard e outros ícones do rock.
Sobre Alive After Death, Joel O’Keeffe revelou:
“Quando você diz meu nome, devolve minha voz; quando canta minhas músicas, devolve meus pulmões. Você me dá vida além da sepultura.”
O álbum também traz músicas inspiradas na vida na estrada, como Bogotá, além de faixas de superação e resistência, caso de Last Man Standing, Hell’s Got No Vacancy e Gutsy. O repertório ainda inclui Sky High, mantendo o tradicional clima irreverente que acompanha o Airbourne desde o início da carreira.
A mixagem ficou a cargo de Zakk Cervini, conhecido pelos trabalhos com Bring Me The Horizon e Architects, reforçando o peso e a dimensão sonora do novo trabalho.
Agora, com o álbum finalizado, a banda se prepara para levá-lo aos palcos.
“É um foguete que estamos construindo há muito tempo. Agora ele está abastecido e pronto para decolar. Colocamos tudo de nós neste disco. Todo o nosso coração e alma estão aqui.”, concluiu Joel O’Keeffe.

Tracklist de Airbourne:
- Gutsy
- Alive After Death (Last Plane Out)
- Here She Comes
- Kid in A Candy Store
- Sky High
- Who Put the Rhythm in You
- Christmas Bonus
- Last Man Standing
- Rock N Roll Ya
- Bogotá
- Hells Got No Vacancy
- Send Me to Rock N Roll Heaven

