MIKE TERRANA – SÃO PAULO (SP)

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Por Fernando Queiroz

Fotos: André Santos

Poucos nomes da bateria mundial têm um currículo tão invejável quanto Mike Terrana. Pudera: o homem fez parte de bandas e tocou com artistas que amamos, que gostamos, que não gostamos e até que muitas vezes não conhecemos – de Yngwie Malmsteen a Tarja, de Rage a Masterplan, e até Tony MacAlpine e Kiko Loureiro. Ele esteve em São Paulo, dessa vez, para apresentar seu novo endorser: a Williams, empresa brasileira de acessórios de bateria. Claro que ele não deixaria de tocar alguma coisa para os (poucos) presentes. Antes dele, tivemos também a performance de Alexandre Aposan, conhecido por seu trabalho com a banda Oficina G3 até 2014, e também com os americanos do Bride.

Antes das apresentações, Terrana fez uma breve sessão de perguntas e respostas. Falou sobre sua carreira, sua trajetória e, claro, o instrumento do qual é mestre – em especial, sua relação com a marca que agora representa. Foi um bate papo-curto, mas interessante. Foi então que, após quinze minutos de intervalo, começaram as apresentações.

Quem abriu a sessão musical foi Alexandre Aposan. O baterista, que trabalha em especial no meio gospel, fez uma apresentação focada em sua carreira no metal, com destaque para músicas do Oficina G3 que tinham os clipes reproduzidos no telão atrás. Era nítida sua habilidade, e focou bastante no uso do pedal duplo. Em cerca de trinta minutos, não falou nada, apenas tocou – e muito bem, inclusive.

Logo depois, foi a hora da principal atração da noite, Mike Terrana. Sua apresentação não foi exatamente algo focado no que os fãs de suas bandas queriam; ele preferiu focar em, pasme, música clássica! Tocou versões com bateria extremamente rápida de algumas peças de Tchaikovsky, Bach e Mozart, entre outros compositores. Fora isso, fez um longo solo demonstrativo de bateria, em que debulhou o instrumento. Sua bateria parecia que cantava! Falou um pouco com o público, sem microfone nem nada, contando algumas experiências da carreira, do Brasil e sobre suas bandas. Tocou, também, em especial no final, um de seus trabalhos com Tony MacAlpine, considerado uns dos maiores guitarristas do mundo. Depois de tocar, tirou fotos com público e fãs.

No geral, realmente foi um evento de bateristas para bateristas, muito mais sobre a marca Williams do que algo para fãs de Mike Terrana ou de suas bandas. Evento curto, pouco elaborado e com pouquíssima gente presente; não foi algo memorável, não teve o foco musical que poderia – chegava a ser quase um evento corporativo e publicitário. Bacana ver uma lenda da bateria tocando assim de pertinho, com um contato próximo com as pessoas, mas o que pareceu foi uma oportunidade desperdiçada de ter um nome tão importante no palco e usar apenas para servir de garoto propaganda de marca – por si só, isso não seria um problema, mas usar de algo mais elaborado, com apresentação mais longa e maior interação do público com a carreira do baterista teria sido melhor.

 

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