Autor: Redacao RC

  • SLAYER

    SLAYER

    Por Sergiomar Menezes E o grande dia havia chegado. Após décadas de espera, o público gaúcho teria a oportunidade de assistir uma das maiores bandas de todos os tempos, um dos pilares do thrash metal, uma das mais brutais e agressivas bandas de toda a história: o rolo compressor chamado SLAYER! Desde o anúncio do show, a euforia entre os fãs foi grande, até mesmo inacreditável, pois há algum tempo já haviam rolado alguns boatos sobre shows do grupo por aqui, mas que nunca se concretizaram. Só que dessa vez, o negócio era sério. Infelizmente, não teríamos a presença do saudoso Jeff Hanneman, um dos maiores compositores do grupo, falecido em 2013. Obviamente que o guitarrista é insubstituível, mas em seu lugar, veríamos ninguém mais, ninguém menos do que o maior guitarrista do thrash metal mundial. Gary Holt (Exodus), não está apenas substituindo Hanneman, mas sim, emprestando toda sua técnica e fúria nas seis cordas à já insana e destruidora música do Slayer. Na bateria, o excepcional Paul Bostaph, que não deixa nada a desejar se compararmos ele ao grande Dave Lombardo. Ou seja. Tinha tudo pra ser um show avassalador. E foi.

    Chegando ao Pepsi On Stage, já dava pra perceber que teríamos um grande público, tendo em vista as filas que se formaram na entrada. Mas só que dessa vez, sabendo da presença do tal DJ, resolvi esperar do lado de fora com a presença de grandes amigos até se aproximar o show da banda de abertura agendado para às 21 hs. E praticamente no horário, o Red Fang subiu ao palco para trazer aos gaúchos uma pequena mostra do seu stoner/metal rock. Abrindo com a pesada e rápida “Blood Like Cream”, faixa de Whales and Leeches (2013), o grupo sabia que não tinha uma tarefa fácil. Afinal, a grande maioria, se não sua totalidade, do público ali presente, estava ansioso pelo Slayer. Mas os americanos souberam levar o show de forma correta, até mesmo por que sua música é pesada e tem os ingredientes necessários para agradar aos fãs de uma música mais brutal e violenta.

    “Malverde”, faixa de abertura de seu segundo trabalho, Murder The Mountains (2011), trouxe á tona o lado mais “viajante” da música do grupo, mesmo que sem abrir mão do peso. Formada por Brian Gilles (guitarra e vocal), Aaron Beam (baixo/vocal), David Sullivan (guitarra) e John Sherman (bateria), a banda soube mostrar personalidade durante a execução de seu set. Se bem que a banda não é nenhuma novata, estando na ativa desde 2009, tendo lançado quatro álbuns de estúdio.

    “Crows in Swine”, presente também no álbum de 2013 foi precedida por um sonoro “Are You Ready to FUCKING SLAYER?” Com a resposta mais que positiva, os riffs por vezes lisérgicos da faixa ganharam uma adição extra de peso ao vivo. “Wires”, uma das faixas mais conhecidas do grupo veio na sequência, enquanto que “Flies”, faixa que abre o mais recente trabalho da banda, Only Ghosts (2016) se mostrou pesada, rápida e perfeita para o mosh, caindo nas graças do público. “Dirty Wizard” manteve o peso em alta e o grupo encerrou sua boa apresentação com “Prehistoric Dog”, faixa que abre seu primeiro álbum, Red Fang (2009). Um show pesado, correto e que serviu de “aperitivo” ara o prato prinipal, que viria logo na sequência.

    Então, era chegada a hora. Após o trabalho da equipe para deixar tudo preparado no palco, em pouco mais de 40 minutos que pareceram uma eternidade, era o momento de Porto Alegre conhecer o real significado da brutalidade, agressividade  e violência em um show de metal.

    Com um som incidental (Delusions of Saviour), os músicos do Slayer foram entrando no palco e com os dois pés no peito do público detonam “Repentless”, faixa título do mais recente trabalho do grupo, lançado em 2015. Não é preciso dizer que a insanidade tomou conta do Pepsi On Stage de forma nunca antes vista. Incrível a capacidade de soar violento que o Slayer possui. Tom Araya, do alto de seus 55 anos continua com a mesma voz crua e cheia de raiva. Kerry King, com seus solos e riffs mortais, é a personificação do que é o Slayer, enquanto o mestre Gary Holt, injeta doses generosas de técnica e feeling “thrash” como poucos conseguiriam fazer. Já Bostaph…

    Como dito anteriormente, não nos deixa em nenhum momento sentir saudades de Lombardo. “The Antichrist”, antológica faixa de Show No Mercy, veio pra mostrar que em matéria de agressividade, o grupo já reinava absoluto em 1983. E que hoje em dia, a música consegue soar ainda mais brutal. Em seguida, um dos refrãos mais repetidos nos últimos tempos em uma música do grupo era entoado pela multidão. “Disciple” veio com força e fez todos cerrarem seus punhos durante o verso “GOD HATES US ALL”, em um sinal convicto disso. Reign in Blood se fez presente pela primeira fez na fantástica “Postmorten”, com seus riffs e andamento mais cadenciado, perfeito para aquele “bate cabeça”, que logo em seguida se transforma em uma máquina veloz e insana…

    “Hate Worlwide”, faixa de World Painted Blood (2009), álbum que merecia uma melhor produção, veio para apresentar a fase “mais recente” do grupo e precedeu um dos maiores clássicos do quarteto assassino: “War Ensemble”. Desnecessário dizer aqui o que aconteceu, não é mesmo? Rodas e rodas de pura violência e brutalidade se abriram, numa perfeita sintonia com a rispidez e agressividade proporcionadas pela banda em cima do palco. Repentless voltou á tona com “When The Stillness Comes” e foi mais uma aula de carnificina. Com um andamento mais lento, mas nem por isso, menos pesado, a faixa mostrou o entrosamento perfeito da dupla King/Holt, que se manteve com a porrada “You Against You”, também presente no mais recente álbum. A máquina do tempo nos trouxe “Die By The Sword” e toda sua capacidade de soar destruidora e hostil, assim como “Chemical Warfare”. Mas logo deram lugar a loucura e “morbidez” de um dos clássicos presentes em Seasons in the Abyss (1990). “Dead Skin Mask”  e sua insanidade em forma de música fizeram todos mostrar o quanto estavam impressionados ao ver e ouvir ao vivo uma das melhores faixas do citado álbum.

    “Captor of Sin” ecoou pelos PA’s e novamente nos fé viajar pra uma época onde não bastava soar rápido para ser agressivo. Tinha que ser mortal, como o Slayer era. E, é preciso dizer, continua sendo! Em seguida, era chegada  a hora de um dos mais importantes álbuns da história mostrar sua importância e isso se fez com “Mandatory Suicide” presente no essencial South of Heaven (1988). Indescritível a sensação de presenciar a execução dessa música ao vivo. Se no álbum a faixa já soa mortal, ao vivo ela ganha ares ainda mais destruidores, principalmente nas guitarras, Gary Holt mais uma vez se mostrou uma escolha mais do que acertada, parecendo até que sempre tocou na banda, tamanha sua intimidade e entrosamento com o grupo. E, ao menos para mm, uma das gratas surpresas foi a execução de “Fight Till Death”, mais uma de Show No Mercy, provando o quão difícil deve ser elaborar um set com apenas 20 músicas. Sem muita conversa era o momento demais um clássico (e qual momento não foi?). “Seasons in the Abyss” fez com que todos gritassem (cantar não seria a palavra mais correta), seu refrão de forma mais do que alucinada. E o mais interessante de tudo é que não havia quase tempo para respirar pois logo em seguida tivemos “Hell Awaits”.

     O show já estava se encaminhando para seu final. E começaram a soar os acordes iniciais de “South of Heaven”. Aí meu amigo… Não tem muito o que dizer. Uma das melhores músicas do grupo, executada de forma tão brutal e agressiva que parece ter sido executada lá das profundezas do nadar de baixo. Essa faixa possui uma atmosfera macabra e intensa, e teve uma participação mais uma vez, forte do público. “Raining Blood” colocou literalmente a casa abaixo, pois o que se viu foram rodas e mais rodas de brutalidade extrema. Algo que só o SLAYER sabe e pode fazer. “Black Magic” manteve a magia negra em alta e o final mais do que matador com “Angel of Death” deram o encerramento mais que perfeito para uma apresentação, com o perdão da redundância, mais que perfeita.

    Não há muitas palavras para descrever o que foi o show do SLAYER. Destruidor. Insano. Matador. Misture todos esses termos e teremos algo próximo do que se viu em Porto Alegre na noite do dia 11 de maio de 2017. Demorou muito para que nós pudéssemos assistir a banda mais brutal e violenta na capital dos gaúchos. Mas o grupo soube compensar todo esse tempo com o melhor show já realizado por uma banda de heav metal por aqui. Duvida? É por que, infelizmente, você não estava lá….

    Setlist – Red Fang: Blood Like Creamy Malverde Crows in Swine Wires Flies Dirt Wizard Prehistoric Dog Setlist – Slayer: Repentless The Antichrist Disciple Postmortem Hate Worldwide War Ensemble When The Stillness Comes You Against You Die By The Sword Chemical Warfare Dead Skin Mask Captor of Sin Mandatory Suicide Fight Till Death Seasons In The Abyss Hell Awaits South of Heaven Raining Blood Black Magic Angel of Death

  • MX

    MX

    Por Joaquim Bicudo Muito mais que um show, mas uma celebração a um dos períodos de ouro do Thrash Metal nacional. Sim, o fim dos anos 80 e o início dos 90, época que  começava um novo período do estilo. Trabalhos que embora mantivessem o clima visceral dos primórdios eram mais elaborados e melhor produzidos. Exemplos não faltam, Sepultura, Taurus, Dorsal, Leviaethan e, claro, o MX. Criado em 1985, tem como clássicos definitivos os álbuns “Simoniacal” e “Mental Slavery”, além da emblemática coletânea “Headthrashers Live”, ao lado de bandas como Blasphemer, Cova e Necromancia, que completou três décadas de vida em 2017.

    Os números cheios não ficam apenas no parágrafo acima. Após duas décadas sem tocar em sua cidade natal, Santo André, o grupo, hoje contando com Alexandre Morto (baixo, guitarra e vocal), Dumbo (guitarra, baixo e vocal), Décio Jr. (guitarra) e Alexandre Cunha (vocal e bateria) interromperam esse hiato com uma apresentação digna da história do grupo: num local de fácil acesso, com estrutura e preço justo. Atitude refletida num ótimo público que compareceu. Era possível ver gente de bandas como Woslom, Blackning, Montanha, Trevas e Prophetic Age, além de muitos fãs das antigas que sempre compareceram aos shows. Previsto para as 20h, o show teve início dez minutos depois. Com um belo cenário de fundo que privilegia todos os trabalhos do grupo, em especial os primeiros álbuns, a boa impressão se confirmou quando mandaram “Mental Slavery”. O que se via tanto nas arquibancadas como na área de pit eram pessoas emocionadas, que vibravam a cada som executado durante a apresentação.

    “Fighting for the Bastards” foi um dos pontos altos do set. Embora tenha mais de duas décadas de vida, sua letra continua atual e seu refrão era bradado por todos a cada comando do grupo, que fez com que suas músicas sobrevivessem ao teste do tempo. Continuam com a mesma essência, porém melhor executadas, sem serem “bonitinhas”.

    Voltando ao show, era clássico atrás de clássico sendo executado, como “Behind his Glasses” e suas palhetadas precisas; “Torment”, do álbum “Again”; e No Violence, dona de uma levada Hardcore irresistível.

    Uma pequena pausa e uma agradável surpresa com uma versão para “Metal Church” (Metal Church), que logo abriu espaço para a visceral “I’ll be Alive” e a nova “Keep Yourself Alive”, que mantém o peso e a pegada característica da banda. “The Guf”, dona de momentos trabalhados, pesados, além de dedilhados no melhor estilo Bay Area, antecedeu “I’ll Bring You With Me”, o momento mais belo do set. Dona de melodias irresistíveis e muito peso, é uma das canções mais diferentes (e legais) do quarteto.

    As luzes se apagam e a linha de cordas deixa o palco por alguns instantes. Retornando, agora com Morto na guitarra e Dumbo no baixo, mandam “Jason” e a impagável “Dirty Bitch”, que encerraria a apresentação. Encerraria, pois ainda tinha tempo para mais. Com Dumbo na bateria, Morto no baixo, Décio na guitarra e Alexandre na frente do palco nos vocais, mandaram “Ace of Spades” (Motörhead), que encerrou essa celebração do Thrash Metal no ABC paulista.

    A única ressalva ficou por conta do som. Embora nítido para quem estava na parte inferior, soava alto e estridente para quem optou por assistir na parte de cima da plateia, algo que a casa deve rever para as futuras apresentações. Porém, isto não tirou o brilho desta noite histórica que saciou os fãs de Thrash Metal. A noite foi repleta de clássicos, apesar de ter sempre aquela que faltou, como “Inquisition”, mas quem sabe a gente vê numa próxima. E que não levem mais vinte anos para tocarem em sua cidade natal novamente.

     
  • PATRULHA DO ESPAÇO

    PATRULHA DO ESPAÇO

    Por Joaquim Bicudo É impressionante, mas ao contrário ao que ocorria nos anos 80, está mais fácil assistir a bandas internacionais (apesar do preço dos ingressos serem exorbitantes) do que uma banda nacional conceituada. Assim, alguns contavam nos dedos os dias que faltavam para assistir ao show do Patrulha do Espaço, realizado na última quinta-feira (30) no Manifesto Bar, em São Paulo. Em se tratando desta lenda do Rock brasileiro, que ainda por cima estava promovendo o excelente álbum “Dormindo em Cama de Pregos”, a expectativa para aquela noite gelada era a melhor possível. Esperava ver outros tantos fãs interagindo e enchendo a casa. Mas não foi bem isso que ocorreu…

    Ao chegar, não havia ninguém do lado de fora do Manifesto e lá dentro havia aproximadamente 50 pessoas com idade aproximada entre 30 e 55 anos. Passado o impacto negativo inicial, todos aqueles verdadeiros fãs que jamais abandonam o barco puderam conferir a banda de abertura, Blues Riders, formada em 1994 e que tem dois álbuns lançados – “Blues Riders na cidade do Rock” (2000) e “A sagrada seita do Rock’n’Roll” (2010).

    Executando seu Blues mais do que pesado, influenciado pelo Hard Rock dos anos 70, com referências a Made in Brazil, Black Sabbath, Sir Lord Baltimore e AC/DC da fase Bon Scott, o show do grupo faz com que ninguém fique parado. O vocalista Sidnei Hares, substituto de Augusto Marques da formação original, manda muito bem e os demais integrantes – Aureo Alessandri (guitarra), Álvaro Sobral (baixo) e Felipe Duarte (bateria) – não ficam atrás. São todos músicos fantásticos, que começaram o show tocando “Aqui estou eu”, mostrando logo a sua pegada Rock’n’Roll/Blues. Tocando nitidamente com aquele prazer de animar a plateia, vieram “Deixa sacudir”, “Amém Rock’n’Roll”, “Carpe Diem”, “Pecado sem perdão”, “Urgente” e “Easy Rider”.

    Os Blues Riders mostraram extrema competência no palco e o show, que ainda contou com “O Jogador” e “Nada sem amor”, terminou às 20h10, deixando o público aquecido para a entrada do Patrulha. Durante o intervalo de mais de 1 hora mais alguns fãs e músicos de outras bandas chegaram ao Manifesto, mas a lotação da casa estava bem longe de ser atingida.

    Patrulha Do Espaço foi formado em 1977 e contou em sua primeira formação com Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), mas o não menos lendário baterista Rolando Castello Júnior (Aeroblus, Made in Brazil, Inox) segue firme mantendo a tradição do grupo, que em seu início ainda trazia o saudoso baixista Oswaldo Gennari e o guitarrista John Flavin (ex-Secos e Molhados). Trinta anos trás, este mesmo grupo fez a abertura para o Van Halen no Ginásio do Ibirapuera e foi elogiado por ninguém menos que Eddie Van Halen.

    Promovendo agora o álbum “Dormindo em Cama de Pregos”, que traz uma sonoridade bem Motörhead segundo comentário do único integrante original, Rolando Castello Júnior, o Patrulha atualmente conta com Marta Benévolo no vocal, Danilo Zanite na guitarra e Alan no baixo, este último substituindo Paulo Carvalho, que gravou o mais recente trabalho.

    O set teve início aproximadamente às 21h40 com a matadora “Deus Devorador”, que obviamente foi cantada por todos. A vocalista Marta é um show a parte, com uma voz muito boa e que se encaixa perfeitamente ao estilo do grupo. Já o baixista Alan, apesar de ser o mais novo integrante do Patrulha, simplesmente arrasou em “Olho Animal” e “Vou rolar”. Enquanto Danilo Zanite brilhavam em seus solos e a lenda viva Júnior mantinha a pegada em “Cão Vadio” e “Robot”.

    Um momento ímpar veio com a pesada “Quatro cordas e um Vocal”, composta por Júnior e Marcello Schevano (Carro Bomba), e que homenageia o lendário baixista Oswaldo “Kokinho” Gennari e a vocalista Débora Carvalho (Made In Brazil). Dali em diante o set seguiu com várias participações especiais, sempre com Júnior indo ao microfone, homenageando Pappo e outros ícones que se foram. Aproveitando o momento, o baterista convidou o jornalista Régis Tadeu para subir ao palco e participar na música “Festa Rock”, enquanto Ricardo Alpendre, vocalista da banda Tomada, foi chamado para cantar a música “Óvinis”, executando-a em grande estilo.

    Já a música “Não tenha medo” contou com Paulão Thomaz (ex-Centúrias, atual Baranga e Kamboja). E as presenças de convidados não se encerraram, pois “Depois das Onze” teve o vocalista Daniel Kid-Ribeiro (Massahara). Além destes, também subiram ao palco Roby Pontes (Golpe de Estado), Silvio Lopes (King Bird) e  Carlinhos Jimi Júnior (Storned), todos mostrando extrema competência em suas participações.

    O show seguiu com “Aeroblus”, “Arrepiado” e “Rolando Rock”, uma das mais pesadas e com uma pegada bem Motörhead. Do mais recente álbum também mandaram “Riff Matador”, que segue esta linha mais vibrante e suja. Em contraste, veio a bela balada “Máquina do Tempo” para voltar à animação geral com “Rock com Roll”. O Patrulha encheu os fãs de boa música, mesclando clássicos e músicas recentes, que deixaram o pequeno público contente e empolgado.

    Ninguém ali queria o fim do show, mas já era tarde e a banda estava claramente esforçando-se ao máximo para dar o melhor de si. O irreverente Júnior, sempre brincando com o público, até soltou que ninguém havia lhe pagado uma cervejinha. Foi daí que entrou uma das músicas mais esperadas e que jamais poderia faltar em um show da banda: “Columbia”. Trinta anos se passaram em minutos e este clássico do Rock brasileiro foi cantado por todos. Já passavam das 23h15 e, após o momento de emoção, Júnior anunciou a  última do set, “Poder”.

    A magia e a força do Patrulha e seu bom e velho Hard Rock setentista foram mais uma vez mostradas, desta vez para um seleto público. No entanto, os que compareceram certamente se orgulharam em presenciar uma noite inesquecível. É chato ficar insistindo para os que se dizem verdadeiros rockeiros compareçam aos shows de nossas bandas, mas seria interessante que procurassem participar mais ativamente da cena. Queremos ver a casa cheia também em bandas autorais e lendas como a Patrulha do Espaço.