O KISS emitiu um comunicado oficial expressando pesar pela morte de Ace Frehley, guitarrista da formação original da banda e figura simbólica nos primeiros anos do grupo. Frehley faleceu nesta quinta-feira (16) aos 74 anos em decorrência de complicações após uma queda sofrida recentemente.
Na nota, a banda ressaltou o papel indispensável de Ace na consolidação da identidade e do legado do KISS, destacando sua importância para os capítulos mais marcantes da história da formação original.
“Estamos devastados com a morte de Ace Frehley. Ele foi um soldado do rock (N.R.: expressão dita em referência à música Rock Soldier, do álbum homônimo de estreia da banda Frehley’s Comet, de 1987) essencial e insubstituível durante alguns dos capítulos mais formativos da banda e de sua história. Ele é e sempre será parte do legado do KISS. Nossos pensamentos estão com Jeanette, Monique e todos que o amaram, incluindo nossos fãs em todo o mundo”, declarou o grupo.
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A trajetória de Ace Frehley no KISS
Durante sua trajetória no KISS, Ace Frehley desempenhou papel crucial na consolidação do som e da imagem da banda. Membro fundador desde 1973, foi ele quem criou o icônico personagem “Spaceman”, representando o lado mais enigmático e futurista do grupo. Sua guitarra inconfundível — com timbre cortante, melodias expressivas e solos cheios de personalidade — ajudou a definir o estilo que levaria o KISS ao sucesso mundial na segunda metade dos anos 1970.
Frehley participou de álbuns clássicos como KISS (1974), Destroyer (1976), Rock and Roll Over (1976) e Love Gun (1977), além do ao vivo Alive!, que consolidou a reputação da banda como uma das maiores forças do rock de arena. Em 1978, lançou seu disco solo autointitulado dentro do projeto em que cada integrante do grupo lançou um álbum individual — o trabalho de Ace foi o mais elogiado pela crítica e pelo público, impulsionado pelo sucesso do single New York Groove.
Após deixar o grupo em 1982, Ace retornou em 1996 para a aguardada reunião da formação original, permanecendo até 2002. Mesmo fora da banda, continuou a manter viva sua identidade musical e o vínculo com os fãs. Sua presença no KISS deixou uma marca indelével, sendo constantemente lembrada como parte essencial da história e da mitologia do quarteto.
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