Em entrevista recente ao Virgin Radio UK, o vocalista Joe Elliott refletiu sobre a trajetória do Def Leppard e sobre a forma como a banda é vista atualmente pelo público. Perto de completar cinco décadas de carreira, o cantor destacou que, apesar de continuarem compondo e gravando, o grupo é hoje mais associado às grandes turnês do que aos discos lançados.
“Sejamos honestos: o Def Leppard agora é mais conhecido por vender ingressos do que por álbuns. Álbuns, isso é (com) Ed Sheeran, Taylor Swift, e por aí vai. Nós, sim, ainda vendemos discos — entramos no Top 10 em cinco décadas diferentes, o que é bem legal, mas isso acaba sendo mais uma boa história para contar para os tios e tias. Ainda assim, queremos continuar fazendo discos. Esse é o ponto principal”, declarou Elliott.
O vocalista também contou como a banda superou os desafios do lockdown para gravar seu trabalho mais recente, Diamond Star Halos, lançado em 2022. Segundo ele, a experiência remota foi libertadora: “Decidimos fazer como o Queen: se uma música tinha começo, meio e fim, estava pronta. Sem discussões, confiando no talento de cada um. E o resultado soou como se tivéssemos gravado no Abbey Road”.
Atualmente, o Def Leppard se prepara para uma agenda movimentada em 2026. Em fevereiro, realizará sua terceira residência em Las Vegas, no The Colosseum at Caesars Palace. Já no verão europeu, embarcará em turnê ao lado do Extreme, encerrando a jornada no dia 30 de julho, no festival Wacken Open Air.
Enquanto isso, o guitarrista Vivian Campbell, que desde 2013 enfrenta uma luta contra o linfoma de Hodgkin, anunciou estar em completa remissão após o transplante de medula realizado no ano passado.
O mais recente lançamento da banda é uma releitura do clássico Stand By Me, de Ben E. King, cujos rendimentos estão sendo revertidos para a FireAid, organização que auxilia vítimas dos incêndios ocorridos em Los Angeles no início de 2025.
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