Morreu no último domingo (15) Bruce Gowers, diretor do famoso clipe de Bohemian Rhapsody do Queen. Bruce tinha 82 anos e, segundo informação de sua família, faleceu de infecção respiratória aguda. Ele vivia em Santa Mônica, na Califórnia (EUA).
Além de trabalhar no clipe do Queen, Gowers também trabalhou em vídeos de outras bandas como Rush, Journey, Supertramp e Michael Jackson, além de dirigir episódios de American Idol.
Sobre o vídeo de Bohemian Rhapsody, foi filmado em novembro de 1975. As gravações duraram menos de quatro horas e foram feitas no Elstree Studios da BBC de Londres. O vídeo do Queen acabou sendo o primeiro no programa Top of the Pops e hoje já conta com mais de 1,5 bilhão de visualizações no canal da banda no YouTube.
“Todos nós sabíamos que era uma aposta e realmente esperávamos que eles a abandonassem”, revelou Bruce Gowers ao Daily Mail, em 2016. “Mas nós nos sentamos em torno de um aparelho de TV na instalação de edição com os dedos cruzados e, bam! Lá estava… Foi exibido em todos os lugares! Isso mudou a maneira de como a música era percebida: todo mundo estava fazendo vídeos e as bandas estavam vendo suas vendas e posições nas paradas aumentarem caso seus vídeos fossem bons”.
Veja abaixo o clipe de Bohemian Rhapsody e alguns outros também dirigidos por Bruce Gowers:
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Produtor de nomes como Alice Cooper e Deep Purple, Bob Ezrin também é muito lembrando por seus trabalhos com o KISS, especificamente nos álbuns Destroyer (1976), Music From The Elder (1981), Revenge (1992) e Destroyer: Resurrected (2012). Em entrevista recente ao podcast Rockonteurs, o canadense relembrou seus primeiros dias trabalhando com a “banda mais quente do mundo” e seu objetivo em Destroyer.
“O propósito do Destroyer, do meu ponto de vista, era fazer com que eles deixassem de ser uma banda de rock que atrai garotos espinhentos de 15 anos e ninguém mais”, recordou. Ezrin revelou que buscou inspiração em um antigo filme com Marlon Brando para convencer o KISS a mudar seu direcionamento e atrair outros tipos de seguidores. “Quando nos conhecemos, eu disse a eles que há um filme famoso dos anos 50 chamado The Wild One, com Marlon Brando e Lee Marvin. Havia dois motoclubes em guerra. Bandidos – todos bandidos. O problema é que Lee Marvin era monocromático, vestido de preto, um cara muito, muito, muito mal. Lee Marvin era simplesmente desagradável. Já Marlon Brando, havia algo nele que era um pouco vulnerável, um pouco mais humano, e a garota, a linda filha de alguém importante – um bom cristão, uma garota adorável, sabe, virgem, o que quer que seja -, viu algo em Johnny – personagem de Marlon Brando pelo qual ela se apaixonou… Então, eu disse a eles, ‘Agora vocês são Lee Marvin. E isso é um teto de vidro. Isso é legal’. Mas queríamos expandir para onde todas as garotas na América olham para você e dizem: ‘Eu posso consertar isso. Eu os amo e vou consertá-los’. Porque é isso que as garotas fazem”, afirmou o produtor.
O sucesso Beth, composição do baterista Peter Criss, foi o mote para a transformação, segundo Ezrin. “(A música) Era um pouco mais, meio pau e bolas, meio arrogante. (Era sobre) Um cara basicamente dizendo, ‘Dane-se, você sabe, eu não vou voltar para casa. Eu e os garotos somos mais importantes’, e todas essas coisas, e era um pouco mais animada. Voltei para meu apartamento na 52nd Street, me sentei ao piano e não sei de onde veio, mas (assobiando) simplesmente saiu. Pensei, ‘Essa realmente é uma música muito triste. Por quê? Ele não está voltando para casa? Ele sabe que está partindo o coração dela. Por que está acontecendo?’. Então, nós a transformamos em uma balada, uma balada realmente sensível e triste. E Peter simplesmente tem esse tipo de voz ‘esfumaçada’ que se presta perfeitamente à música dessa forma. Eu sabia que era um sucesso, mas o resto da banda não sentia que representava o KISS – e não mesmo, sabe, não na época. Não representava o KISS como as pessoas os conheciam. Mas era o representativo do Kiss de Destroyer.”
Ouça a entrevista completa com Bob Ezrin:
https://www.youtube.com/watch?v=kHkojuUSDO8
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Afastado dos palcos desde 2019, quando o Slayer encerrou suas atividades, o guitarrista Kerry King concedeu entrevista na nova edição da revista inglesa Metal Hammer. E um dos pontos mais curiosos da entrevista foi quando Kerry King relembrou suas primeiras impressões sobre o Metallica e sua admiração por Dave Mustaine. Apesar do histórico de alfinetadas entre os dois guitarristas através da imprensa ao longo dos anos, nesta nova entrevista King reconheceu o talento de Mustaine e elogiou seus pares do Metallica de modo geral.
“Eles eram ótimos naquela época”, afirma King. “Eles estavam à nossa frente por pelo menos 16 meses a um ano. Eles estavam fazendo som autoral e nós ainda fazendo covers. Acho que abrimos para o Metallica com Mustaine, não lembro, mas sei que eu e Dave (Lombardo, baterista do Slayer) definitivamente os vimos em um clube e ficamos impressionados com Mustaine.
King, que fez parte do Megadeth por um período muito curto em 1984, antes mesmo de a banda de Mustaine lançar no ano seguinte o seu álbum de estreia, Killing Is My Business… And Business Is Good!, disse mais: “Ainda hoje, ele é um guitarrista fodido”, admitiu. “(Aquilo) Era incrível, não eram grandes clubes, você podia assistir de qualquer lugar, e eu estava encantado em ver Mustaine tocar aqueles solos insanos e James (Hetfield) tocando bases alucinantes e latindo aquelas letras”, recordou. “Era muito mais extremo do que eu pensava que o metal era ou poderia ser, era como outro braço (do gênero), por assim dizer. Todos nós surgimos na mesma época, mas o Metallica certamente me influenciou”, afirmou.
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O Croskill, nome conhecido da cena do metal brasileiro dos anos 90, retomou as suas atividades em 2021, em plena pandemia, quando começou a compor material novo exatos 30 anos após o lançamento do debut, “Escape Into Fantasies”, que será relançado pelo selo Dies Irae no formato CD triplo, trazendo material inédito. Os fundadores Eri Soares (baixo) e Jucian Lima (bateria), junto aos guitarristas Karim Serri e Denilton Falcão, se encontram em plena pré-produção das composições que farão parte do novo álbum. O primeiro single desta nova fase, “Divisory Illusions”, já está disponível nas plataformas de streaming.
“Divisory Illusions”, que marca uma transição entre o passado e o que estamos compondo atualmente, trata sobre pessoas isoladas e solitárias, que se cercam de fantasias para combater o silêncio que permeiam suas vidas. “Existe o personagem da capa, que simboliza e retrata um ser que pensa dominar suas emoções enquanto pensa estar no controle de sua vida. Porém, na verdade ele vive num loop eterno entre fantasias recorrentes e momentos de solidão, sempre num limiar que pode acabar levando-o a mais isolamento”, explica Eri Soares. “O rosto dessa figura na capa não tem boca, simbolizando a impotência ou a incapacidade de se comunicar com outros e, ao mesmo tempo, parece estar envolto numa fantasia de mariposa, que representa o ego inflado que o impossibilita de sair desse loop. Ele, no fundo, também sabe que se encarar a realidade pode sucumbir a essa solidão e entrar em depressão. Normalizar as fantasias e enxergá-las como velhas companheiras faz com que ele ache que está mais próximo da sua sanidade”, acrescenta.
As composições atuais do Croskill revelam nuances marcantes e variações rítmicas, mostrando a qualidade musical atemporal do trabalho do grupo, que mescla prog, stoner e heavy metal contemporâneo. “Nosso novo disco será lançado ainda este ano e contará com a participação de vários membros de diversas épocas da banda”, revela o baixista.
BIOGRAFIA O Croskill foi fundado em Natal (RN) em 1989 por Eri Soares (baixo), Jucian Lima (bateria), Marcus Varela (guitarra e vocal) e Vinicius Costa (guitarra), músicos que registraram a primeira demo-tape. Com a adição do vocalista Marcos Aurélio, o grupo gravou duas músicas para “Whiplash Attack Vol. 1”, uma das primeiras coletâneas de metal feitas no Nordeste. Na sequência, após a saída de Vinicius Costa e de Marcos Aurélio, o trio remanescente gravou o debut, “Escape Into Fantasies”, lançado em 1991 pela Rock Brigade Records e considerado por muitos o primeiro disco conceitual de heavy metal lançado no Brasil.
Para promovê-lo, o grupo fixou residência em São Paulo e, durante os anos de 1991 e 1992, voltou a ser um quinteto com a entrada do vocalista chileno Eric Galdyanz e dos guitarristas Karim Serri e Max Machado. “Escape Into Fantasies” seguiu atraindo a atenção da mídia, com publicações no Japão, Alemanha, Bélgica, Holanda, Argentina, Chile e outros países. Apesar disso, o grupo acabou fazendo uma parada do final de 1992 até 1995, quando os membros fundadores Eri Soares e Jucian Lima retomaram as atividades ao lado de André Alves (guitarra) e Eduardo Potyx (teclados). Com Jucian acumulando também os vocais, sai a demo “Sorrow”, apresentando um som mais progressivo e moderno, mas sem deixar o peso de lado.
Em 1996, ocorre uma nova mudança para São Paulo, com o Croskill recrutando o vocalista Lyba Serra, mas perdendo Jucian, que passa a integrar a banda O Surto. Dois anos depois, o grupo encerrou as atividades. Em 2013, o Croskill retornou aos palcos no “Festival Dosol” como quinteto, tendo Jucian Lima e Eri Scott da formação original, além de Rêmullo Costa e Flávio França nas guitarras e Júlio Cortez nos vocais. O que deveria ser um revival acabou trazendo à tona a vontade de continuar um trabalho precocemente encerrado.
A Orçamento Secreto lançou seu EP de estreia e deu tchau ao seu homenageado, tudo isso ainda em 2022, já que o mesmo não teve nem o comprometimento de se despedir de forma humana repassando a faixa ao recém eleito.
No lançamento a tracklist é composta por: ‘Desgoverno Genocida’, ‘O Fantasma do Comunismo’, ‘Damares’ e ‘Amazônia Queimando’, lembrando que qualquer cidadão (verdadeiramente) de bem, cumpre com suas obrigações minímas, enquanto outros fogem acovardados deixando rastros de sujeira.
As músicas que compõem o trabalho de estreia, não mandam mensagem, elas simplesmente entregam direcionada a quem as pertence e levanta algumas questões de que todo trabalhador deveria ao menos levar em consideração.
O EP está disponível em todas as plataformas de streaming e pode ser conferido o lyric video da faixa-título:
Titãs do thrash metal, os alemães do Kreator e a potência brasileira Sepultura unirão forças na turnê norte-americana “Klash of the Titans”, tendo como bandas de abertura os veteranos americanos do Death Angel e o Spiritworld. A turnê acontecerá entre os meses de maio e junho de 2023.
Desde meados da década de 1980, Kreator e Sepultura moldaram a música pesada como poucos, sempre aderindo às suas armas ferozes. Ao mesmo tempo, eles nunca se esquivaram de se reinventar: indo de força em força e deixando um caminho de terra arrasada em seus rastros pioneiros. Com seus respectivos novos álbuns Hate Über Alles e Quadra se destacando, esses gigantes do thrash metal prometem uma excursão poderosa.
KREATOR
Mille Petrozza, do Kreator, afirma: “Estou muito feliz por estar de volta aos Estados Unidos em maio deste ano com o mais poderoso de todos: Sepultura. Estou ansioso para conferir o Spiritworld ao vivo – uma ótima nova banda com grandes riffs. Além de dividir o palco com o lendário Death Angel. Incrível! Mal posso esperar… até o fim!”
Andreas Kisser, do Sepultura, acrescenta: “Estou muito empolgado por estar de volta à América do Norte com nossos amigos e meus ídolos pessoais do Kreator! Eles foram uma influência muito forte em nossos primeiros dias, e é ótimo ver que eles estão mais fortes do que nunca, que é como eu me sinto com o Sepultura também. Vai ser uma turnê histórica. Emocionado por ter nossos irmãos do Death Angel e do incrível Spiritworld conosco. Não perca isso, o metal está vivo e bem, então vamos celebrar a “Klash Of The Titans North America 2023” na estrada! Até breve!”
SEPULTURAConfira as datas da “Klash of the Titans North American 2023”:
Antes de se apresentarem na “Klash of the Titans Tour”, Kreator e Sepultura virão ao Brasil em abril e serão algumas das atrações da primeira edição do festival alemão “Summer Breeze”, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo, entre os dias 29 e 30 de abril.
Para mais informações sobre o festival Summer Breeze Brasil 2023, acesse:
https://summerbreezebrasil.comhttps://www.instagram.com/summerbreeze.brasil/DEATH ANGEL
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A lendária banda de death metal MONSTROSITY embarcará em uma turnê sul-americana a partir do final de março de 2023.
A turnê irá passar pelo Chile, Peru, Colômbia e Brasil, com data única no dia 24.03 em São Paulo, no Hangar 110. A banda estará tocando um setlist que cobre toda a sua carreira, mas também dedicando uma parte para comemorar o aniversário de 30 anos de seu primeiro álbum “Imperial Doom”. “Imperial Doom” traz nove tijoladas, em pouco mais de 35 minutos, abrindo com a faixa-título e seguindo com os clássicos “Definitive Inquisition”, “Ceremonial Void”, “Immense Malignancy”, “Vicious Mental Thirst”, “Burden of Evil”, “Horror Infinity”, “Final Cremation” e “Darkest Dream”. A formação do Monstrosity conta com Mike Hrubovcak (vocais), Mark English (guitarra), Michael Poggione (baixo) e Lee Harrison (bateria).
Além de “Imperial Doom”, o Monstrosity lançou outros cinco álbuns de estúdio, e um ‘Live Album’ – gravado no Brasil em 2003. O trabalho mais recente é “The Passage of Existence” de 2018.
Junto com eles um time de peso do Metal nacional, com a clássica banda mineira CORPSE GRINDER e os paulistas do CEMITÉRIO e do VAZIO.
Data: Sexta, 24 de março de 2023
Local: Hangar110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, nº 110 – Bom Retiro – São Paulo – SP – CEP 01121-010
*meia ou promocional mediante à apresentação da carteira de estudante OU a doação de 1kg de alimento não perecível (MENOS SAL E AÇÚCAR) OU um pacote de absorvente feminino, a ser entregue no dia do show.
Em abril de 2021, os fãs de thrash metal, mais especificamente do Exodus, se assustaram com a notícia de que o lendário baterista Tom Hunting, um dos grandes nomes do instrumento no gênero, estava diagnosticado com carcinoma de células escamosas – tumor gástrico na parte superior do estômago. Uma campanha no GoFundMe foi imediatamente iniciada por seu parceiro, o guitarrista Gary Holt. Entre as estrelas que contribuíram estava o ex-integrante do Exodus, Kirk Hammett (Metallica). Graças ao tratamento realizado, felizmente tudo deu certo para Hunting, que atualmente está completamente curado da doença. Em entrevista recente à Backstage TV, Hunting elogiou a equipe médica da Universidade da Califórnia que lhe cuidou, e falou a respeito de sua vitória pessoal.
“Fui diagnosticado com câncer em fevereiro de 2021. Eles encontraram um tumor no meu estômago e imediatamente foram trabalhar nele”, recordou. “Consegui ótimos médicos da UCSF em São Francisco, e eles removeram meu estômago e, sim, eles tiraram tudo de lá. Então, eu tenho sorte. A ciência é incrível”.
Confira a entrevista completa com Tom Hunting:
Aproveitando a ótima notícia de sua recuperação, Tom Hunting lançou em 2022 um EP intitulado Hunting Party, contendo algumas de suas músicas favoritas. Neste material, Hunting passou as baquetas para Gator McKlusky, contou também com o guitarrista C. Will Harden e mostrou seus dotes vocais. O EP está disponível na íntegra nas plataformas de streaming e você pode conferir um videoclipe para a versão dele de Boys Are Back in Town, dos The Busboys (confira abaixo). O EP também inclui Jungle Love (Morris Day and the Time) – com participação de Darryl McDaniels do Run DMC -, East Bound and Down (Jerry Read) e You Haven’t Done Nothin’ (Stevie Wonder).
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Autor, escritor musical, apresentador de TV e baixista dos perenes sobreviventes pós-punk The Membranes, John Robb é um cara que não consegue ficar parado. Quando não está em turnê com sua banda, está apresentando, moderando ou escrevendo para seu popular site de música no Reino Unido, Louder Than War. John já escreveu livros best-sellers, como Punk Rock: An Oral History e The North Will Rise Again: Manchester Music City 1976-1996. Sua nova obra é The Art of Darkness: The History of Goth.
O novo livro de John Robb tem 650 páginas de um relato detalhado que ele sente que apresenta a primeira visão geral importante e abrangente da música e cultura gótica e seu legado duradouro, abrangendo, como dito, a música, a cultura, e também a história da cena desde seu apogeu pós-punk até os tempos modernos.
“Meu mergulho profundo na cultura mais ampla começa com os góticos saqueando a Roma Antiga…” – explica o autor, expondo sua visão geral: “…subsequentemente, cobrindo a arquitetura gótica, Lord Byron e os poetas românticos, contos populares europeus, arquitetura gótica e pintores; passando pela primeira banda a ser chamada de gótica – The Doors. Em seguida, viajamos pelos Stooges e Velvets e depois pelo glam rock e punk e a fusão de tudo isso no gótico”, enfatiza John, falando sobre a encruzilhada cultural começando com a queda de Roma, as referências de Jim Morrison ao ocultismo para influenciadores modernos do Instagram.
O livro é construído principalmente em torno do período gótico pós-punk dos anos 80, apresentando entrevistas com Andrew Eldritch, Killing Joke, Bauhaus, The Cult, The Banshees, The Damned, Einstürzende Neubaten, Johnny Marr, Trent Reznor, Adam Ant, Laibach, The Cure, Nick Cave e muitos outros. Ele analisa a música, o estilo e as condições políticas e sociais que geraram a cultura e a grande música, moda, atitudes e os clubes que o definiram, além de um relato em primeira mão de estar lá em alguns dos shows lendários e clubes que fizeram a cena acontecer. The Art of Darkness: The History of Goth será lançado no dia 24 de março pela Louder Than War Books. Encomende agora par obter sua cópia autografada deste mergulho profundo definitivo no lado obscuro!
Budgie, Bullet For My Valentine, Skindred e Acrimony costumam ser os primeiros nomes citados quando falamos sobre o metal do País de Gales, mas é bom saber que a lista vem ‘engrossando’ ano a ano. E digo isso não apenas no sentido óbvio de que mais e mais grupos vão nascendo ao longo do tempo, mas também que essas novas bandas vão cada vez mais abraçando sonoridades mais extremas. Um bom exemplo disso é o Venom Prison, que surgiu em 2014, e aposta em uma viciosa mistura de death metal com hardcore. Depois de lançar os álbuns Animus (2016), Samsara (2019) e Primeval (2020), eles finalmente têm alcançado a atenção do grande público, com o lançamento do novíssimo Erebos. Conversamos com o guitarrista fundador Ash Gray para sabermos mais dessa história.
Depois de lançar seus três primeiros álbuns ao lado da Prosthetic Records, vocês chegam em Erebos, com uma nova parceria com a Century Media. Imagino que começar esse ciclo com a perspectiva da sua música chegando a mais pessoas seja uma ótima sensação.
Ash Gray: Sim, cara, com toda certeza. Quer dizer, eu não vou atirar pedras na Prosthetic, tivemos uma longa parceria com eles, que foi fundamental para nós, mas quando precisamos seguir em frente, a Century Media foi a melhor opção para nós. É como você disse, a distribuição é muito maior, é um dos principais selos de metal no mundo, então as perspectivas são ótimas. Já estamos sentindo a diferença, pois estamos fazendo muito mais entrevistas do que antes, e isso é um bom sinal. Vamos ver, estou bastante empolgado com o momento!
Você diria que Erebos é um bom ponto de partida para aqueles que nunca antes ouviram a música do Venom Prison?
Ash: Engraçado você perguntar isso, pois ainda ontem eu e os outros caras estávamos justamente discutindo isso… Quando começamos a trabalhar nesse disco, ainda não tínhamos a ideia de como seria, eu digo em relação a divulgação, distribuição, essas coisas. Nós apenas estávamos fazendo a nossa música, como antes, sem preocupações adicionais. Apenas queríamos fazer o melhor disco que pudéssemos nesse momento, que é a nossa abordagem normalmente. Bem, o disco ficou pronto, e muitas pessoas tem nos procurado para falar sobre a nossa música, então essa sua pergunta surgiu na nossa cabeça. ‘Será que Erebos é uma boa primeira mostra daquilo que fazemos?’ Bom, eu acredito que sim. Não vou dizer para você que é o nosso melhor álbum, isso quem deve dizer são os fãs, mas com certeza é um disco muito bom do Venom Prison, um disco que nos representa completamente, os nossos valores musicais estão nesse disco. Temos bastante brutalidade, temos algumas melodias, temos variações rítmicas, death metal, hardcore… Quer dizer, ele tem todos os elementos que um álbum nosso deveria ter, e foi produzido por uma banda mais experiente e um bocado mais competente do que antes, pois sempre procuramos nos aprimorar. É um disco do Venom Prison, e talvez ainda mais caprichado e fiel ao que desejamos do que antes, então, com certeza, podem começar por este, e se gostarem, podem mergulhar no nosso catálogo que não vão se decepcionar, ainda somos os mesmos!
Sim, concordo totalmente com isso. Na verdade, ainda lembro de 2015, quando ouvi o EP Defy The Tyrant pela primeira vez. Logo que começou a Usurper of the Throne, senti aquela vibração única do hardcore, mergulhada no universo caótico do death metal. E essa é a sensação ao ouvir Erebos também.
Ash: Muito obrigado, cara! Essa é uma coisa interessante, pois quando começamos a escrever novas músicas, não gostamos de sentir presos a um roteiro, como que tendo que seguir por uma única via, se é que me entende. Porém, também não queremos as coisas tão soltas assim, como se pudéssemos, de repente, virar uma outra banda. Não, nossa música deve ser livre o suficiente para ser dinâmica, mas fiel o suficiente para não ser descaracterizada.
Erebos – Century Media – IMP
Sim, e gostaria justamente de destacar esse ‘caráter’ da sua música. Vocês trabalham com death metal e hardcore, mas em nenhum momento soam como uma banda deathcore. Quer dizer, os elementos death e hardcore soam muito claros e fortes, não é uma mistura que enfraquece ambos os lados.
Ash: Cara, mais uma vez obrigado, que bom que percebeu isso! De fato, não somos uma banda de deathcore, nunca fomos, nem nos primeiros dias. É até engraçado ver algumas pessoas discutindo isso na internet, pois tem um monte de pessoas novas conhecendo a nossa música agora, então eles ainda não sabem o que esperar. Então, eles chegam dizendo ‘deathcore’, e nossos fãs mais antigos corrigem, ‘não, é death metal, com hardcore’ (risos gerais). É divertido cara! Bem, eu acho que essa diferença que você ressaltou vem do fato de sermos todos músicos de hardcore, todos nós antes tocávamos em bandas de hardcore. Porém, somos apaixonados por death metal, e formamos o Venom Prison para tocar death metal. É apenas o nosso ‘background’, a nossa experiência que traz o hardcore à tona. Acho que qualquer coisa que toquemos vai soar hardcore, pois é dele que viemos.
Sim. É mais ou menos o mesmo que aconteceu com Full Blown Chaos e Sworn Enemy no passado, e que hoje também acontece com o Creeping Death.
Ash: Sim, exato. Veja, gosto dessas bandas que você citou, e todos eles têm exatamente esse mesmo background que citei, eles são músicos de hardcore apaixonados por metal. Eles também tocaram hardcore a vida inteira, então isso transparecerá na música, querendo ou não.
Bem, a Grã-Bretanha tem uma história incrível no hardcore punk, mas não sei como são as coisas aí no País de Gales. É semelhante ao que acontece na Inglaterra?
Ash: Mais ou menos. Quer dizer, temos uma cena aqui, boas bandas, fãs dedicados, mas não temos os clubes icônicos e todas aquelas bandas lendárias da Inglaterra, e isso acontece porque tudo aqui é muito ‘menor’ do que na Inglaterra. O País de Gales é muito pequeno, bem diferente. Mas eu tive sorte, pois daqui onde vivo, preciso dirigir apenas meia hora e estou na Inglaterra, com acesso a todos aqueles clubes (risos). Não tenho dúvidas que essa conexão foi fundamental na minha educação musical e no que faço como músico.
Falando nisso, como funciona o processo de composição de vocês?
Ash: Temos um padrão um tanto solto, mas em geral ele funciona assim: as músicas nascem à partir das linhas de guitarra. Então, o processo começa comigo e Ben Thomas criando riffs e passagens, que vamos ampliando e refiando ao longo do tempo, enquanto compartilhamos ideias. Nessa parte do processo, todos os demais integrantes são integrados ao trabalho, todos estão livres para apresentar suas ideias e ‘retocar’ a composição original, e algumas das nossas melhores composições nascem desses retoques. Bem, alguns ajustes também precisam acontecer de última hora, às vezes. A questão é que todas as letras e melodias vocais são criadas pela nossa vocalista, Larissa Stupar. Ela escreve sobre os temas que aparecem na cabeça dela, com total liberdade, pois essa é a melhor forma de alcançar o máximo da performance vocal, a entrega completa que ela costuma demonstrar.
Sim, os vocais são impressionantes, não raramente ouvimos pessoas afirmando que eles foram a porta de entrada para a música de vocês.
Ash: Sim, exatamente. Ela tem toda essa potência vocal, é uma coisa absurda. Claro que os temas sobre os quais ela escreve tem muito a ver com o resultado que alcança, ela se relaciona pessoalmente com aquilo, usa sua emoção mais intensa na hora de dar voz àquelas letras, e isso não acontece apenas no estúdio, mas também nos palcos, isso realmente me impressiona, e não digo isso apenas por tocarmos na mesma banda. Mas, quando ela chega com as letras, em geral as músicas já estão prontas, e é aí que entram os ajustes de última hora que comentei antes. Alguns versos da voz acabam soando mais longos ou mais curtos do que o verso instrumental, então, para a música não perder coesão, alteramos o verso no instrumental. Assim garantimos músicas mais coesas, e não limitamos a paixão e a entrega que aparecem nos vocais.
É uma ótima maneira de resolver a situação. Falando diretamente sobre as músicas, gosto da maneira como introduziram o álbum, com Born From Chaos.
Ash: Obrigado cara! Sabe, nós queríamos uma música que soasse como uma introdução, mas que não fosse como uma dessas milhares de intros chatíssimas que ouvimos todos os dias, um monte de camadas sintetizadas intercaladas por ruídos, isso é muito clichê (risos gerais). Elaboramos então uma música de verdade, com instrumentos e voz, mas que soa diferente de tudo o que temos no álbum. Gosto das linhas de bateria, e os vocais, essa coisa meio que declamada… Era apenas uma intro, mas se tornou um destaque.
Sim. E, para que ninguém ficasse em dúvidas sobre o som atual de vocês, Judges Of The Underworld já devolve seu som aos trilhos, ou a absoluta falta de trilhos, eu diria…
Ash: Ah, sim, concordo plenamente (risos gerais). Essa é uma ótima música, e essa sensação de algo maníaco e desenfreado, isso veio do nosso novo baterista, Joe Bills (N.R: ex-Fallen Apollo). Não acho que alguém diria que esse é o primeiro álbum dele conosco, pois soa tão integrado à banda, ele teve ótimas ideias. Essa música é um ótimo exemplo do que falei antes, ela partiu dos riffs, mas ganhou muito com as ideias dos outros integrantes.