Categoria: Roadie News

  • BRUJERIA comemora em São Paulo 30 anos de “Matando Guëros”

    BRUJERIA comemora em São Paulo 30 anos de “Matando Guëros”

    POR ASSESSORIA 

    Os ‘mexicanos’ radicados em Los Angeles (Estados Unidos) do Brujeria recentemente embarcaram numa nova turnê que celebra os 30 anos de seu aclamado álbum de estreia, o polêmico (por conta de sua capa) e violento “Matando Güeros”, lançado dia 6 de julho, de 1993, pela gravadora Roadrunner Records.

    E, no dia 26 de agosto, a cultuada banda de Death Metal/Grindcore executará no Carioca Club Pinheiros, na capital paulista, o icônico disco de estreia na íntegra, e ainda despejará na mesma noite um segundo setlist englobando muitos de seus ‘hits’ e faixas não menos brutais de todos seus trabalhos lançados.

    Venda online através do Clube do Ingresso em https://www.clubedoingresso.com/evento/brujeria-sp

    Brujeria (Bruxaria, em espanhol), foi formado em 1989, na cidade de Tijuana, a maior cidade da Baixa Califórnia, que faz fronteira ao norte com o estado da Califórnia, Los Angeles, EUA, por integrantes – na época – todos músicos estadunidenses de origem latina.

    Desde sua fundação, a banda esteve envolvida em muitas polêmicas, sempre abordando uma sonoridade extremamente agressiva e violenta numa espécie híbrida e pungente de Death Metal com Grindcore, tudo envolta a letras letras cantadas inteiramente em um espanhol cheio de ódio, gírias e expressões tipicamente hispânicas.

    Seus temas preferidos giram sempre em torno de satanismo, anticristianismo, sexo, imigração (geralmente ilegal), tráfico de drogas, maconha, temáticas gore, assassinatos, política, etc.

    Por muito tempo, os verdadeiros nomes de seus integrantes ficaram envoltos em mistério, sendo usados apelidos que os retratavam como se fossem chefes do narcotráfico mexicano, mas, depois de alguns anos, alguns desses nomes foram ‘descobertos’ não oficialmente, mantendo-se até hoje quase como um ‘segredo cult’.

    Por trás desses pseudônimos sabe-se que grandes nomes do metal extremo mundial já passaram pela formação do Brujeria, como, por exemplo, Dino Cazares (Fear Factory), Billy Gould (Faith No More), Shane Embury (Napalm Death), Jeff Walker (Carcass), dentre outros.

    Sua discografia conta com 4 álbuns de estúdio, 3 EP’s, vários singles e coletâneas, acumulando verdadeiros clássicos da desgraceira extrema, como, “Matando Guëros”“Molestando Niños Muertos”“Machetazos”“Castigo Del Brujo”“Raza Odiada (Pito Wilson)”“Colas De Rata”“El Patrón” (dedicada a Pablo Escobar, traficante e narcoterrorista colombiano que foi o fundador e único líder do Cartel de Medellín), “La Migra”“Revolución”“La Ley De Plomo”“Brujerizmo”“Marcha De Ódio”“Plata O Plomo”, dentro outros tesouros.

    Atualmente, a banda hoje conta com Juan Brujo (vocal) – único membro original -, Fantasma (segundo vocal), Pinche Peach (terceiro vocal), El Sangrón (quarto vocal), Hongo (baixo), El Criminal (guitarra) e Podrido (bateria).

    A banda tem uma relação muito próxima com o Brasil, pois nas últimas duas décadas vieram tocar oito vezes no país, sendo a última em 2022, quando participaram de um show matador no tradicional festival Setembro Negro.

    SERVIÇO: BRUJERIA EM SÃO PAULO – MATANDO GUËROS 30 ANOS

    Data: 26 de Agosto (Sábado) Local: Carioca Club Pinheiros Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Faria Lima) Produção: Dark Dimensions ([email protected]) Assessoria de Imprensa: JZ Press ([email protected]) Abertura da casa: 16h Início do show do Brujeria: 19h Classificação etária: 16 anos (Entre 14 e 16 anos, somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos) Estacionamento: nas imediações (sem convênio) Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes, área para fumantes e enfermaria

    Setores / Preços (2º Lote):

    Pista – Meia-entrada R$ 120,00 Pista – Promocional (doe 1 Kg de alimento não perecível) R$ 120,00 Pista – Inteira R$ 240,00 Camarote – Meia-entrada R$ 170,00 Camarote – Promocional (doe 1 Kg de alimento não perecível) R$ 170,00 Camarote – Inteira R$ 340,00

    Venda online através do Clube do Ingresso em https://www.clubedoingresso.com/evento/brujeria-sp

    * Ingresso promocional antecipado válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento.

    Pontos de Venda (sem taxa de serviço – pagamento em dinheiro): Carioca Club Pinheiros

    Flyer por João Duarte (@jduarte_design) Release por JZ Press (@jzpressassessoria)

    Links Relacionados:

    https://www.facebook.com/brujeria https://www.instagram.com/brujeria_oficial https://www.facebook.com/darkdimensionsprodutora https://www.instagram.com/darkdimensionsbrazil https://www.facebook.com/jzpressassessoria https://www.instagram.com/jzpressassessoria

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  • AS THE PALACES BURN na final do Prêmio Mundial do Rock

    AS THE PALACES BURN na final do Prêmio Mundial do Rock

    Os catarinenses da As the Palaces Burn são finalistas do Prêmio Mundial Rock, concurso para bandas e artistas residentes de Santa Catarina que produzem música autoral nos estilos pop e rock.

    O vencedor se apresentará no palco principal do Mundial Rock 2023, onde será feita a gravação de um clipe ao vivo. Além disso, será contemplado com um troféu, premiação no valor de R$ 2.500 e gravação de uma música em estúdio profissional (confira toda a programação do evento).

    A votação acontece até o dia 25 de junho e o resultado será divulgado no dia 26. Vote na As the Palaces Burn através do site premiomundialrock.com.br.

    Misturando técnica e agressividade, a banda formada por Alyson Garcia (vocais), Diego Bittencourt (guitarra), Gilson Naspolini (bateria) e André Schneider (baixo) tem em sua discografia o disco End’evour (2019) e os EPs All the Evil (2020) e Offer To The Gods (2022). Atualmente, o grupo prepara o lançamento de Drowning into Shadows, produzido pelo renomado produtor catarinense – hoje vivendo em Los Angeles (EUA) – Adair Daufembach.

    Confira o videoclipe da faixa All the Evil, escolhida para a disputa do prêmio:

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  • THE SISTERS OF MERCY – São Paulo (SP)

    THE SISTERS OF MERCY – São Paulo (SP)

    Por Heverton Souza

    Fotos: Roberto Sant’Anna

    Em uma noite gelada de domingo com fim de outono se aproximando para a chegada do inverno, nada como fechar o fim de semana tirando os sobretudos do guarda-roupas para ver um dos medalhões do gothic rock e um dos mais amados nomes da música dark. Com todo um trânsito tomando a região, o Tokio Marine Hall, ainda lembrado por muitos como o antigo Tom Brasil, já estava com seu entorno tomado por roupas pretas antes mesmo das 19h, quando, já em palco, a banda 3 Pipe Problem se encarregava de tentar aquecer o público que vinha de fora da casa com temperaturas em 13 °C.

     

    O rock alternativo do 3 Pipe Problem deve agradar bastante fãs de nomes como Pixies, Sonic Youth e ainda ousa mais com riffs pesados e passagens punks que beiram o hardcore. Porém, do público dark ali presente, arrancou mesmo observação e respeito em sua curta apresentação e um maior apreço por tocarem “Double Dare”, da banda inglesa Bauhaus. Hafa, vocalista e guitarrista, comentou a experiência: “Foi uma explosão de sentimentos, primeiro pela sensacional infraestrutura e profissionalismo do staff do Tokio Marine Hall, segundo pela honra de abrir o show de uma das bandas que mais influenciaram musicalmente o 3 Pipe Problem.”

    Uma breve saída para as interações entre amigos que só se encontram em shows como esse, e a volta revelou ao repórter aqui uma bizarrice nunca vista em 19 anos cobrindo eventos: para adentrar à pista, o público estava sendo conduzido através da cozinha da casa até uma entrada espremida no canto esquerdo. Ou seja, as pessoas com suas tosses, respirações de cigarro recém apagados e roupas poluídas do ar seco de São Paulo nessa época do ano, passaram em massa pela cozinha, numa fila indiana. Parecia cena de filme, na qual o mocinho está fugindo dos bandidos por uma cozinha aos fundos de algum lugar obscuro.

     

    Batia 20h nos “ponteiros de celular” quando uma introdução começava a soar do palco: era a hora de Andrew Eldritch & Cia. nos darem mais um show dos Sisters of Mercy. Dias antes, muitas pessoas se questionavam se seria um dos bons shows dos caras ou um dos ruins, ambos já vistos antes pelo público paulista. E talvez a melhor resposta aqui seja que tivemos ambos. Um set com tudo que tem direito entre lados-b e hits, porém sempre nas versões mais curtas e radiofônicas que conhecemos e ainda com ausência de clássicos como “Black Planet”, “Walk Away” ou a famosa versão da banda para “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones. Um palco seco, sem nem mesmo um backdrop sequer e a eterna iluminação em forma de penumbra. Sobre esse palco, além de um Eldritch sempre mais escondido que presente, os performáticos guitarristas Ben Christo e Dylan Smith, assim como Ravey Davey, responsável pelos teclados, baixo e bateria.

       

    A abertura com “Don’t Drive On Ice” revelava um som baixo, fraco! Quando isso é um problema a ser solucionado, dura no máximo três, quatro músicas, só que pareceu mesmo intencional, já que durou exatamente metade do set. Ou seja, cerca de 4 mil pessoas ouviram entre músicas como “Ribbons” e “Summer”, hits como “Dominion/Mother Russia”, “Marian”, e “More” com um som parecendo que estávamos ouvindo dos PAs um mono de fita K7. Foi quando em “Instrumental 86” a coisa mudou e melhorou significativamente, deixando até mesmo a banda mais empolgada, inclusive Andrew, que melhorou em uns 10% no quesito, porém seu vocal foi mesmo mais baixo que o ideal por todo o show.

       

    Eldritch tem hoje 64 anos e mais de 40 dedicados ao The Sisters of Mercy, mas nada justifica a voz por vezes fraca (e não falo do já citado volume) e sem postura, em momentos até partindo para um drive, que soaria melhor se parecesse algo intencional de interpretação e não apenas uma fuga técnica. Como se isso não bastasse, o conhecido estilo mais acanhado e sem interação segue firme e, se diferente, poderia compensar a falta de um vocal mais inspirado.

     

    Vale citar que os guitarristas, diferentemente de Andrew, são mais ativos, presenciais e ainda dividem bem os vocais. O set seguiu por mais seis músicas, com destaques positivos para “Crash and Burn” e o medley “Doctor Jeep/Detonation Boulevard” (essa última um pouco mais rápida para sincronizar com a primeira) e destaque negativo para “When I’m on Fire”, cujo violão “tocado” por Dylan Smith era na verdade um playback.

    Parada clichê de poucos minutos e logo a banda volta para uma sequência de seus maiores hits, com exceção da já executada “More”, ou seja: “Lucretia My Reflection”, “Temple of Love” e “This Corrosion”, que encerrou a apresentação com um público outrora com cara de “chamem o Procon”, mudando para a total euforia, inclusive com muitos dançando em pista.

    Fato é que, para muitos, só de estarem diante de um dos nomes mais clássicos da história do gothic rock, por menos que se conseguisse ver o dono do nome, já foi sim uma satisfação e para outros, talvez após passar a empolgação do final, achar um Reclame Aqui do Reino Unido seja uma opção.

             

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  • 15 videoclipes que mostraram a força do som pesado no começo dos anos 90

    15 videoclipes que mostraram a força do som pesado no começo dos anos 90

    Apesar de os anos 90 terem sido desafiadores para as bandas de hard rock e metal, que se viram distantes dos holofotes dourados que tanto as iluminaram na década anterior, muita coisa boa foi lançada por elas, principalmente no início daquele novo período. O problema é que até hoje muita gente insiste em não enxergar o lado positivo e só pensar em mainstream. Embora a grande mídia mundial tenha, de fato, virado as costas para os gêneros mencionados e abraçado o efervescente movimento grunge, que colocou Seattle no centro das atenções (tendo vários destaques positivos, sim), muita coisa ainda seguia acontecendo em paralelo nos outros estilos musicais. Vejamos…

    Diversos gêneros e subgêneros que ainda engatinhavam nos anos 80 ganharam força no início dos anos 90. O death metal, que deu seus primeiros passos nos anos 80, se estabeleceu de vez com a chegada da nova década; o mesmo pode ser dito sobre o funk o’ metal (gênero praticamente extinto nos dias atuais), que se fundiu ao hard e ao metal e explodiu nos anos 90, fazendo muita gente balançar o esqueleto ao som de Love/Hate, Scatterbrain, Extreme, Ugly Kid Joe, Ignorance, Living Colour, Bang Tango, do projeto Infectious Grooves e do veterano Red Hot Chili Peppers, entre várias outras bandas também vindas ou não dos mágicos anos 80. No Brasil, Yo Ho Delic, Anjo dos Becos, Jazzzumbi e alguns outros nomes nos representavam nesse estilo.

    Além disso, o groove metal chegou com força com a explosão do Pantera, que estava se reinventando musicalmente e se tornando referência para uma nova geração de bandas; o metal industrial, o sludge, o doom e o gothic metal são outros exemplos de gêneros que também se fortaleceram. Comercialmente ou não, teve também muitas bandas que já haviam alcançado sucesso nos anos anteriores e que continuaram sendo relevantes, mesmo que várias delas, sonoramente, estivessem se adaptando aos novos tempos.

    No quesito videoclipes, eles desempenharam um papel importante na década de 90. Ao mesmo tempo em que nos apresentavam as novas tendências musicais, eles também mostravam o que continuava sendo produzido por bandas que seguiam ou surgiam nos gêneros já conhecidos de longa data. E para ilustrar esse assunto, selecionamos 15 grandes videoclipes que destacam bem o quanto os anos 90 tiveram muitas produções interessantes tanto no hard rock e no metal, quanto no próprio movimento grunge. Relembre, conheça e divirta-se!

    SEPULTURA – “Territory”

    O Sepultura lançou o álbum Chaos A.D. após o sucesso de Arise em 1991. Com uma nova sonoridade que misturava elementos brasileiros, metal industrial e percussão, a banda se destacou no cenário do heavy metal. O videoclipe de Territory, dirigido por Paul Rachman, apresentava imagens impactantes de favelas, do Mar Morto, de Israel e do território palestino.

     

    MEGADETH – “Holy Wars… The Punishment Due”

    Composta por Dave Mustaine na Irlanda do Norte durante a turnê do álbum anterior, So Far, So Good… So What! (1988), Holy Wars… The Punishment Due, música de abertura da obra-prima Rust in Peace, teve videoclipe gravado em agosto de 1990, na época da Guerra do Golfo. O vídeo traz imagens que ilustram os terrores da guerra no Oriente Médio e de Mustaine saltando de paraquedas.

     

    ALICE IN CHAINS – “Man in the Box”

    O Alice in Chains teve sua estreia fonográfica em 1990 com o bem-sucedido Facelift. Carro-chefe do disco, o single Man in the Box se tornou um hino dos anos 90. Impulsionada por seu videoclipe que foi exibido à exaustão pela MTV, a música tratou de garantir a banda entre os maiores e mais influentes nomes do movimento grunge ao lado de Nirvana, Soundgarden Pearl Jam, além de mostrar que Layne Staley, Jerry Cantrell, Mike Starr e Sean Kinney tinham uma proposta sonora mais pesada que a de seus colegas de Seattle.

      TYPE O NEGATIVE – “Black No. 1”

    Com uma sonoridade nada convencional para aqueles tempos, o Type O Negative só foi ganhar reconhecimento mundial a partir de seu terceiro álbum, Bloody Kisses, de 1993. Com o sucesso do single Black No. 1 (Little Miss Scare-All), principalmente através de seu videoclipe (em versão bastante editada), com imagens de apelo sexual e baseado na letra ousada que menciona Jesus Cristo, Halloween, Nosferatu e Lily Munster, o grandalhão Peter Steele e sua trupe conquistaram milhares de novos adeptos com sua mistura de gothic rock, heavy e doom metal.

     

    JUDAS PRIEST – “Painkiller”

    Qual não foi o headbanger que não ficou de boca aberta quando viu o Judas Priest entrar na década de 1990 soando muito mais pesado em Painkiller? Com uma introdução de bateria do estreante Scott Travis que entrou para a história como uma das mais marcantes de todos os tempos, riffs e solos avassaladores dos guitarristas Glenn Tipton K.K. Downing e vocais mais poderosos do que nunca de Rob Halford, a faixa-título do disco provou ao mundo que o Priest estava pronto e renovado para os novos tempos do heavy metal.

     

    ANTHRAX – “Only”

    Sem Joey Belladonna, o Anthrax lançou em 1993 o seu primeiro álbum com o novo vocalista, o então ex-Armored Saint John Bush. Apesar de dividir opiniões entre os fãs da banda, de modo geral Sound of White Noise foi bem aceito, principalmente por causa do single Only, que rapidamente se tornou um dos hinos da música pesada dos anos 90. 

     

    QUEENSRÿCHE – “Silent Lucidity”

    Oriundo de Seattle, os veteranos do Queensrÿche que nada tinham a ver com o movimento grunge – apesar de terem flertado com o gênero em alguns álbuns posteriores -, conseguiram se dar bem no início dos anos 90 mantendo o alto nível do conceitual Operation: Mindcrime (1988) no ótimo Empire (1990). Um dos grandes nomes do que se convencionou chamar a partir dos anos 90 de prog metal, o Queensrÿche ganhou ainda mais notoriedade com o lançamento do single Silent Lucidity, que até hoje é considerada uma das mais belas canções da história do rock e do heavy metal.

      PARADISE LOST – “The Last Time”

    Da Inglaterra para o mundo, o Paradise Lost foi uma grata surpresa para os anos 90. Considerado um dos pioneiros em mesclar death e doom metal, ali mesmo naquela década o grupo de Halifax foi se envolvendo cada vez mais com o gothic metal. Já adaptado à sua nova roupagem sonora, o Paradise Lost ganhou o mundo em 1995 com seu quinto álbum, Draconian Times. A beleza sonora mostrada pela banda no disco foi bastante comparada por críticos e fãs como um blend entre The Sisters of Mercy Metallica – essa última principalmente pelo vocal de Nick Holmes que lembrava o de James Hetfield. Tire suas conclusões pelo clipe de The Last Time:

      SLAYER – “Seasons in the Abyss”

    Independente de modismos e mantendo-se fiel ao thrash metal, o Slayer permaneceu sendo irretocavelmente relevante nos anos 90. Com a chegada daquela década, a banda lançou um de seus álbuns mais aclamados, Seasons in the Abyss. Outrora avesso a clipes, dessa vez o Slayer se rendia ao formato e embarcava para o Egito para filmar no Planalto de Gizé o seu primeiro vídeo, feito para a instigante faixa-título do disco. A recepção para o álbum foi bastante satisfatória e o clipe de Seasons in the Abyss até hoje é um dos mais lembrados da década de 90 pelos headbangers.

     

    PANTERA – “Mouth For War”

    Falando especificamente de Brasil, Vulgar Display of Power, de 1992, foi o álbum responsável por tornar o Pantera bastante querido no país, embora muitos já conheciam a banda do disco anterior, Cowboys From Hell. Sem internet para nos informarmos melhor, até que o Pantera ganhasse espaço nas revistas especializadas da época muita gente achava que esses eram os dois primeiros álbuns do grupo texano. Lançados respectivamente em 1990 e 1992, ambos soavam muito mais pesados do que o heavy/glam dos quatro primeiros discos. O Pantera se consagrou nos anos 90 e com o novo modelo de thrash metal mostrado naquele período, se tornou a maior referência para o que hoje chamamos de groove metal. A banda não abriu mão de lançar videoclipes e Mouth For War certamente é um dos que mais ajudou a impulsionar o nome do Pantera no cenário metálico.

     

    BIOHAZARD – “Punishment”

    Indigesto para uns, fundamental para outros, o Biohazard ganhou notoriedade no início dos anos 90 com sua fusão de hardcore, metal e rap. Através de singles, Anthrax Aerosmith já haviam quebrado a barreira que distanciava headbangers de rappers, mas para o Biohazard essa irmandade era um estilo de vida, como mostra o clipe de Punishment, música do segundo álbum do grupo, Urban Discipline (1992). Esse talvez seja o mais importante e assistido entre todos os clipes de bandas do mesmo gênero. Prova disso é que no YouTube, onde está hospedado há 13 anos, o clipe de Punishment tem hoje 6,5 milhões de visualizações.

     

    TESTAMENT – “Electric Crown”

    Devido à sonoridade mais densa e por vezes arrastada, a maioria dos fãs não costuma apontar The Ritual como um de seus álbuns prediletos do Testament. O fato é que, assim como alguns de seus concorrentes, o grupo americano viu que o thrash metal convencional dos anos 80 já não era tão relevante para a indústria musical e nem para muitos de seus consumidores. Ainda assim, The Ritual dispõe de bons momentos e a principal lembrança desse disco é a faixa Electric Crown. A decisão de torná-la o carro-chefe do álbum foi certeira, já que se trata de uma música bastante empolgante, com uma ótima linha vocal, um refrão altamente contagiante e um dos melhores solos já gravados pelo talentoso Alex Skolnick.

     

    DEATH –  “Lack of Comprehension”

    O death metal foi altamente produtivo naquele início de década de 90. Estados Unidos, Suécia, Brasil e Inglaterra, entre alguns outros países, eram celeiros de ótimas bandas do estilo. Na Flórida, a cena era efervescente e uma das bandas pioneiras, o Death, seguiu sendo um dos principais representantes do metal da morte. O quarto álbum da criação de Chuck SchuldinerHuman, mantinha a agressividade intacta e soava ainda mais técnico do que os três primeiros discos. Uma amostra da evolução da banda nesse disco pode ser conferida através do videoclipe de Lack of Comprehension, que foi o primeiro da carreira do Death.

     

    MINISTRY – “Jesus Built My Hotrod”

    O metal industrial causou um impacto considerável nos primeiros anos da década de 90. O próprio Kreator bebeu dessa fonte para compor o controverso Renewal, de 1992. Por sua vez, Max Cavalera pirou ainda mais e, em paralelo ao Sepultura, se juntou de Alex Newport do Fudge Tunnel e criou o projeto Nailbomb. Sempre citado como uma das bandas de industrial mais influentes, o Ministry ganhou Disco de Platina e foi nomeado ao Grammy de 1992 com seu álbum Psalm 69: The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs, que teve como carro-chefe e videoclipe a insana Jesus Built My Hotrod.

     

    SOUNDGARDEN – “Outshined” 

    Outro grande nome do movimento grunge de Seattle, o Soundgarden alcançou um tremendo sucesso comercial com seu terceiro álbum de estúdio, Badmotorfinger, de 1991. Em termos individuais, com a explosão de hits como OutshinedChris Cornell não só passou a ser considerado um dos grandes talentos daquele novo cenário musical, como um dos maiores vocalistas de rock de todos os tempos. Ele ganhou a admiração até de outras bandas, como, por exemplo, o Mötley Crüe, que com a saída de Vince Neil foi atrás de um cantor que tivesse características vocais similares à de Cornell. As encontrou no então desconhecido John Corabi.

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  • Gary Holt revela o segredo do som que moldou o THRASH METAL da Bay Area

    Gary Holt revela o segredo do som que moldou o THRASH METAL da Bay Area

    Segundo o guitarrista americano Gary Holt, ao pesquisarem sobre as origens do gênero na região da Bay Area de São Francisco, é comum mencionarem o Exodus e o Metallica, que eram grandes admiradores da New Wave of British Heavy Metal. Embora ambas as bandas gostassem das mesmas influências, cada uma tinha suas preferências distintas. Enquanto o Metallica se inspirava muito no Diamond Head, o Exodus era fã de bandas como Angel Witch, Venom e Mercyful Fate.

    Holt enfatiza que, ao creditar a formação do Thrash Metal, não se pode deixar de reconhecer a influência de bandas dos anos 70, como Black Sabbath, Judas Priest e Motörhead, que também tiveram um papel importante na criação do gênero. Além disso, o Exodus incorporou elementos do Punk e Hardcore, especialmente inspirados pelo Discharge, acrescentando mais uma camada ao estilo do Thrash Metal.

    Dessa forma, pode-se dizer que o som do Exodus foi moldado por uma combinação de influências da New Wave of British Heavy Metal, bandas clássicas dos anos 70 e elementos do Punk/Hardcore, resultando no surgimento do Thrash Metal.

    “Estávamos simplesmente buscando tocar o tipo de Metal que queríamos curtir. E era aquele mais rápido, por isso acho que antes chamavam as bandas de Speed Metal. Eu nem sei quem começou com o termo Thrash Metal, mas muito disso veio do próprio público, que agitava demais nos shows, e a coisa realmente pegou”, disse Holt.


    O Exodus revelou recentemente que assinou contrato com a gravadora Napalm Records.

    “É com orgulho que anunciamos a assinatura de um contrato com uma das bandas de metal mais influentes do mundo – aquela que sempre se mostrou capaz de entregar a mais alta qualidade ao longo das décadas de sua carreira. Mal podemos esperar para iniciar o trabalho e estar na estrada juntos! Bem-vindos à família Napalm – EXODUS!”, declarou Thomas Caser, CEO da Napalm Records.

    Adquira na Roadie Shop a histórica edição #136 da ROADIE CREW (especial Thrash Metal da Bay Area) e confira outras revelações de Gary Holt: https://roadiecrew.com/produto/edicao-136/

     

  • BLASFEMADOR realiza turnê passando por 20 cidades brasileiras

    BLASFEMADOR realiza turnê passando por 20 cidades brasileiras

    Criada em 2008, a banda cearense Blasfemador, formada atualmente por Fabrício Maleficarum (vocal), Igor Shredd (guitarra), Augusto Indio (baixo) e Romário Bruxo (bateria), vem apresentando aos fãs seu metal old school influenciado pelo rock sujo e agressivo das décadas de 70 e 80. Na estrada com a “Cosmofobia Tour“, que teve início em 2 de junho e irá até o dia 23 de julho, passando por 20 cidades no Brasil, o grupo está divulgando o segundo álbum, “Cosmofobia” (2021), lançado pela gravadora Mutilation Records. “Além disso, apresentaremos o nosso mais novo single, ‘A Configuração do Lamento’, lançado em maio, e também as músicas do debut, ‘A Meia Noite Levarei Tua Alma’ (2010) e outras. Como sempre, seguimos falando sobre filmes e literatura de horror, bem como o tormento do cotidiano”, revelou o vocalista Fabrício Maleficarum. “Esta é nossa terceira turnê nacional. Antes, realizamos a ‘Brasil Massacre Tour’ e a ‘Estrada da Fúria Tour’ nos anos de 2011 e 2019, respectivamente, visitando um total de 16 estados”, acrescentou.

    Confira o novo single, “A Configuração do Lamento”, em https://youtu.be/mEgVoaGtH44

    A estreia do grupo se deu em setembro de 2009, quando gravou a primeira demo, intitulada “Ataque do Metal Maníaco”, lançada pelos selos Trade Or Die (Reino Unido) em parceria com a Anaites Records (BRA). Em 2010, lançou a demo em formato K7 na França pelo selo Maltkross Label e, no mesmo ano, soltou o debut “A Meia-Noite Levarei Tua Alma” pela gravadora peruana Deathcult Records e no Brasil pela Underground Produções. Em 2014, lançou o EP “Na trilha dos Senhores do Horror” pela Underground Produções.

    Ouça no Spotify em https://open.spotify.com/artist/3izDAsAEbo4aR0AF917xKD

    “As datas se iniciaram no dia 2 de junho, e poder fazer um show na nossa cidade é sempre bom e caloroso. Depois, seguimos para duas cidades que já fazem parte de nossa rota em tours, Teresina (PI) e São Luís (MA), que foram sensacionais. Poder rever amigos de longa data, ver uma cena aos pouco se modificando com novos bangers e consumindo insanamente todo nosso merchan, foi muito foda! E Parnaíba (PI) foi algo novo para gente, pois nunca tínhamos tocado na cidade. Mas ver aquela galera cantando as músicas, se destruindo no circle pit foi gratificante. Esperamos ansiosos para os próximos shows… Nos vemos na estrada, maníacos”, declarou o vocalista Fabrício Maleficarum.

    Confira as datas da “Cosmofobia Tour 2023:
    02/06 Sexta – Fortaleza-CE
    09/06 Sexta – Teresina-PI
    10/06 Sábado – São Luís-MA
    11/06 Domingo – Parnaíba-PI
    23/06 Sexta – Fortaleza-CE
    29/06 Quinta – Natal-RN
    30/06 Sexta – João Pessoa-PB
    01/07 Sábado – Campina Grande-PB
    02/07 Domingo – Caruaru-PE
    07/07 Sexta – Recife-PE
    08/07 Sábado – Aracaju-SE
    09/07 Domingo – Paulo Afonso-BA
    13/07 Quinta – Salvador-BA
    14/07 Sexta – Belo Horizonte-MG
    15/07 Sábado – Alfenas-MG
    16/07 Domingo – Juiz de Fora-MG
    19/07 Quarta – Rio de Janeiro-RJ
    20/07 Quinta – São José dos campos-SP
    21/07 Sexta – Curitiba-PR
    22/07 Sábado – Corupá-SC
    23/07 Domingo – São Paulo-SP
    Realização: Underground Produções

    Mídias sociais:
    https://www.instagram.com/blasfemador_oficial/
    https://www.facebook.com/Blasfemador-Oficial-590901527700190
     
    Site relacionado: https://blasfemador.bandcamp.com/

     

  • GUSTAVO DI PADUA: confira as últimas releituras de hits autorais e covers da “Rock in Quinta”

    GUSTAVO DI PADUA: confira as últimas releituras de hits autorais e covers da “Rock in Quinta”

    POR ASSESSORIA

    Desde o lançamento da série de vídeos “Rock in Quinta”, Gustavo Di Padua tem apresentado releituras únicas de seus sucessos e clássicos do rock e metal, com um foco especial na guitarra.

    Em sua mais recente empreitada, o guitarrista carioca lançou versões especiais de faixas como “Next Stage”, “That’s All” e “The Harvest” – todas provenientes de seu álbum solo “The Stairs”, lançado em 2008.

    Além disso, Gustavo Di Padua deu uma nova roupagem aos hits “She Sells Sanctuary” e “Fire Woman”, da icônica banda The Cult. Confira os vídeos abaixo.

    Next Stage – Gustavo Di Padua

    Fire Woman – The Cult

    She Sells Sanctuary – The Cult

    That’s All – Gustavo Di Padua

    The Harvest – Gustavo Di Padua

    Com mais de 80 mil visualizações nos vídeos da série “Rock in Quinta”, Gustavo Di Padua comemora o sucesso da nova empreitada e convida a todos os fãs para continuarem ligados nas novidades.

    “Agora, no início de 2023, preparei uma série de vídeos incríveis e quero convidar todos vocês para ficarem ligados. São versões turbinadas de clássicos do rock e do heavy metal, com abordagens diferentes e cheias de energia. Tenho certeza de que vocês vão curtir. Também vou lançar vídeos com reinterpretações das minhas próprias músicas que lancei ao longo da minha carreira. É sempre muito especial para mim revisitar essas músicas que marcaram profundamente minha trajetória”, resumiu Gustavo Di Padua.

    Sobre Gustavo Di Padua

    Gustavo Di Padua é um renomado guitarrista com quase três décadas de experiência no mundo da música. Ele deixou sua marca em bandas de rock e heavy metal de destaque, como Almah, Aquaria e Gloria Opera, e também acompanhou renomados artistas brasileiros, incluindo Erasmo Carlos, Sidney Magal, Kelly Key e Maurício Mattar.

    Em sua carreira solo, Gustavo Di Padua se estabeleceu como uma das grandes referências da guitarra no Brasil. Ele lançou os álbuns “The Stairs” (2008), “O Outro Lado” (2015) e “Tem Rock no Samba Vol. 1” (2022), que demonstram sua habilidade excepcional e criatividade musical.

    Ao longo de sua carreira, Gustavo Di Padua percorreu o Brasil em turnês e marcou presença em importantes festivais nacionais, como o Rock In Rio. Além disso, ele conquistou palcos internacionais, realizando shows em países como Inglaterra, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Itália e Bélgica, ampliando ainda mais sua experiência e alcance como músico.

    Links:

    Instagram: https://www.instagram.com/gustavodipadua/ YouTube: https://www.youtube.com/@gustavodipadua Facebook: https://www.facebook.com/gustavodpperfil Spotify: https://open.spotify.com/artist/6fPy5XLIMOLHBgXYGCG5dO?si=f262ddaf6ae34e16

    The Bridge – Tarcísio Chagas: 21 99575-9696

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  • DAVE MUSTAINE afirma que MEGADETH já tem datas agendadas na América do Sul

    DAVE MUSTAINE afirma que MEGADETH já tem datas agendadas na América do Sul

    Apesar de ser uma das bandas estrangeiras que mais vezes tocou no Brasil, faz seis anos que o Megadeth não pisa em solo tupiniquim. Bateu na trave em 2022, o grupo de Dave Mustaine estava escalado para o Rock in Rio, porém acabou cancelando pois já tinha compromisso nos Estados Unidos no mesmo período. Em 2019 a banda também não pôde vir, pois na época Mustaine havia sido diagnosticado com câncer e estava em tratamento. Agora parece que de fato os fãs brazucas podem ir se preparando, pois, segundo o próprio Mustaine, datas na América do Sul já estão agendadas.

    O líder, vocalista, guitarrista e principal compositor do Megadeth não especificou quando a banda passará pela América do Sul e muito menos os países, porém falou a respeito em entrevista recente a Guitar World

    “Estamos enlouquecendo com tudo o que está acontecendo, mas está ótimo. Temos várias datas como atração principal nos Estados Unidos e na Polônia. Faremos algo no exterior que é como um ‘batalha de bandas’, mas ainda não posso dar muitos detalhes. Depois disso, temos algumas datas marcadas na América do Sul, e também temos muitos festivais planejados”, antecipou.

    Atualmente, o Megadeth segue se preparando para a próxima etapa de divulgação de seu novo álbum de estúdio, The Sick, The Dying… And the Dead!. No dia 24 de junho a banda se apresenta com os veteranos punk do Misfits e do Fear em Tampa, Flórida, e em julho embarca para a Europa com sua “Crash the World Tour”.

    Dave Mustaine na última passagem do Megadeth pelo Brasil, em 2017 | Foto: Alessandra Tolc
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  • RANKING CREW: edição #30 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    RANKING CREW: edição #30 do programa de álbuns ranqueados da Roadie Crew está no ar; assista ao vídeo

    Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, mais um episódio do programa “Ranking Crew”. Neste 30° episódio, os apresentadores Luiz Tosi e Leandro Coppi recebem o convidado Daniel Iasbeck (RF Force, Secos & Molhados, Exxóttica) e o trio lista e comenta a discografia do Anthrax, um dos gigantes do Big Four do thrash metal americano. E teve aparição inusitada de um vocalista americano surpresa no episódio!

    Assista, comente, concorde ou discorde e escreva o seu ranking pessoal do Anthrax nos comentários do vídeo! Estamos aqui para nos divertir e reviver grandes álbuns da nossa cena.

    E não se esqueça de se inscrever em nosso canal, deixar seu like e clicar no Hells Bells (?) para receber todas as notificações dos próximos vídeos: https://www.youtube.com/roadiecrewmagtv.

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  • DANI FILTH (CRADLE OF FILTH) solta o verbo contra o Spotify: “São os maiores criminosos do mundo!”

    DANI FILTH (CRADLE OF FILTH) solta o verbo contra o Spotify: “São os maiores criminosos do mundo!”

    A relação entre artistas e plataformas de streaming não é das melhores quando o assunto são os proventos repassados aos artistas. Os embates contra o Spotify, por exemplo, são corriqueiros. Há dez anos, o vocalista do RadioheadThom Yorke, retirou suas músicas como artista solo e de sua outra banda, o Atoms for Peace, em defesa dos artistas novatos que não recebiam nada da maior das plataformas de streaming pelas execuções de suas composições. Na ocasião, ele exigiu uma divisão de lucros mais justa e transparente. O Spotify rebateu as acusações de Yorke, alegando que trabalhava junto com os artistas par impulsionar suas carreiras. Os próprios empresários do cantor não concordaram com sua posição e afirmaram que a empresa cedia 70% dos lucros das músicas aos seus autores. Nesse fogo cruzado, há vários outros exemplos de artistas que bateram de frente com plataformas de streaming. O caso mais recente foi o vocalista do Cradle of FilthDani Filth, que em entrevista ao Rock Hard Greece soltou os cachorros para cima dos responsáveis pelo Spotify.

    “O Spotify são os maiores criminosos do mundo!” – DANI FILTH

    Filth começou falando sobre como anda a situação atual da indústria musical e a relação com os artistas:

    “Vem se deteriorando”, afirmou. “Acho que 2006 foi o ano em que tudo deixou de ser confortável para os músicos – bem, não necessariamente confortável; nunca foi confortável. Mas (foi) muito mais difícil com o início da era digital, o surgimento de  plataformas de streaming de música que não pagam ninguém. Assim como o Spotify são os maiores criminosos do mundo. Acho que tivemos 25, 26 milhões de plays no ano passado, e acho que pessoalmente ganhei cerca de 20 libras, o que é menos de uma taxa de trabalho por hora”.

    Após refutar os achismos das pessoas que acham que os artistas ainda estão nadando em dinheiro, Dani explicou que hoje em dia um músico enfrenta uma situação totalmente complicada, com muitos gastos e sem respaldo de gravadoras, como acontecia em outros tempos. “Hoje em dia, a razão pela qual as pessoas lançam vinis de edição limitada e outras coisas, é (exclusivamente) para colecionadores – eles são as únicas pessoas que compram; outras pessoas simplesmente usam o streaming. É por isso que muitas bandas, desde a pandemia, não estão em turnê. A gasolina subiu. O aluguel de tourbus subiu. O custo de vida subiu”, detalhou.

    Foto: James Sharrock]

    “Está muito difícil para as bandas no momento. Mas não ajuda quando as pessoas têm essa ideia embutida de que não é um privilégio ter música, que a música é algo que deve ser dado de graça. Quero dizer, eu não entro na loja de alguém e simplesmente pego, sei lá, um pacote de bananas e digo: ‘Bem, elas crescem em árvores. Deveria ser grátis. Vou levá-las’. Eu seria preso por furto. Mas tudo bem que as pessoas baixem… Mesmo antes dos álbuns serem lançados, você encontra fãs do tipo, ‘Oh, eu tenho um link para isso’, e eles colocam no ar e instantaneamente qualquer venda que você iria conseguir das pessoas comprando um lançamento é perdida e elas passam para a próxima novidade”, concluiu.

    Para assistir a entrevista completa com Dani Filth, acesse:

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