Categoria: Roadie News

  • Mike Shinoda, do LINKIN PARK: “Eu tive dias terríveis, e agora tenho menos dias ruins”

    Mike Shinoda, do LINKIN PARK: “Eu tive dias terríveis, e agora tenho menos dias ruins”

    O vocalista do LINKIN PARK, Mike Shinoda, lançará seu primeiro álbum solo, Post Traumatic, em 15 de junho.

    O cantor/produtor lançou três novas faixas solo como EP digital no final de janeiro. Também intitulado Post Traumatic, o set abordou diretamente a morte do colega de LINKIN PARK, Chester Bennington, e a própria ansiedade de Shinoda sobre o que viria a seguir.

    Falando com Matte Babel da ‘ET Canada’, Shinoda declarou sobre o processo de composição de Post Traumatic: “Começou em um lugar muito escuro. No começo, eu não estava saindo da minha casa. Era muito claustrofóbico, eu tinha perdido um dos meus amigos e colaboradores mais próximos. Nós associamos quem somos, até certo ponto, com o que fazemos, então me senti muito perdido”.

    Ele continuou: “A experiência deste último ano tem sido louca, e eu queria colocá-la na música – não apenas para colocar um selo nela e dizer: ‘Isso aconteceu’ – mas também para levar até os fãs e as pessoas que estiveram conosco ao longo desse caminho, para que possam acompanhar a minha narrativa ou entender onde estou.”

    Questionado sobre o quão difícil foi o processo emocional de fazer música e escrever esse tipo de música, Mike disse: “A vida era difícil; a música era fácil. A música tornava as coisas mais fáceis. Começamos a falar sobre ​​’saúde mental? Envolvemo-nos, por exemplo, na prevenção do suicídio? Você quer se envolver com organizações que lidam com a depressão e assim por diante, até mesmo com o vício? E eu pensei, com algumas dessas coisas eu não tenho muita experiência. Você pode pensar que sim, pois um dos meus melhores amigos lidou com elas, mas eu pessoalmente não sofro com isso. Eu acho que a coisa mais poderosa que eu posso fazer pelas pessoas é realmente pegar as coisas que eu aprendi e compartilhá-las com os outros. Então, por exemplo, quanto à saúde mental, eu aprendi que nós devemos tratar ela como se fosse saúde física. Então, se você disser: “não estou me sentindo bem”, ou se você acordar e disser “estou passando mal”, o que você faria? Você falta no trabalho, toma algum remédio, e se for realmente ruim, você diz: ‘Ok, eu preciso ir ver um médico. Isso é muito ruim’. Mas por alguma razão, não fazemos isso quando se trata de saúde mental “.

    Shinoda também tocou em sua própria tristeza pela perda de seu amigo e colega de banda e seu desejo de avançar com o próximo capítulo de sua vida.

    “Às vezes você tem que se sentir triste e você tem que esperar até que isso pare de acontecer”, disse ele. “Eu tive dias terríveis e agora tenho menos dias ruins. E, eventualmente, encontrarei um novo ‘normal’, como uma estase. E essa é a jornada em que estou. Neste álbum, você verá isso acontecendo. Quando eu sair e começar a turnê, quando conversar com os fãs e travar diferentes conversas com pessoas diferentes, a coisa vai evoluir “.

    Shinoda fará sua primeira aparição solo desde a morte de Bennington no festival Identity LA da primavera. O evento gratuito acontecerá no centro de Los Angeles no dia 12 de maio.

    Ele também discutiu o futuro da banda em um artigo da ‘Vulture’, dizendo: “Eu não posso dizer o que vai acontecer com a banda… Acredite, eu quero saber qual é a resposta. Mas simplesmente não há uma. O que eu sei é que, para o futuro imediato, essa coisa que estou fazendo não poderia ser mais importante para mim pessoalmente ”.

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  • MAYHEM: Show no Rio de Janeiro, é transferido para o Casarão Ameno Resedá

    MAYHEM: Show no Rio de Janeiro, é transferido para o Casarão Ameno Resedá

    O Casarão Ameno Resedá (rua Pedro Américo, 277, Catete) é o novo local onde os noruegueses ícones da música extrema, Mayhem, se apresentarão dia 8 de junho no Rio de Janeiro.

    Mundialmente reverenciada como um dos pilares da segunda onda do black metal, o Mayhem volta com o segundo ato da turnê que toca, na íntegra, o clássico De Mysteriis Dom Sathanas, além de outras músicas que consolidou a banda norueguesa na música extrema.

     De Mysteriis Dom Sathanas é o primeiro disco do Mayhem, lançado sete anos depois que a banda foi formada e começou a movimentar o underground em Oslo (capital da Noruega). O álbum, cru, ríspido, sombrio, pesado e rápido, é resultado de intensa devoção à música extrema e incidentes ao longo dos anos (morte do vocalista original, Per Dead, e assassinato do guitarrista fundador e então o pulso firme do Mayhem, Øystein “Euronymous” Aarseth).

    Apesar dos quase 25 anos desde que foi lançado De Mysteriis Dom Sathanas, a formação que volta ao Rio de Janeiro é bastante relevante à história do Mayhem e do próprio álbum: os membros originais Hellhammer (bateria) e Necrobutcher (baixo), além do vocalista original deste registro, Attila Csihar, mais os guitarristas Teloch (que já foi integrante de palcos do 1349 e Gorgoroth) e Ghul (ex-Cradle of Filth).

     Com produção da Obscur. (ex-Headbanger Produções, que recentemente levou à capital carioca o Pestilence, da Holanda, e realizará o Brujeria, em maio, dentre outros shows), o evento já está com ingressos à venda online – https://bit.ly/mayhem-rj – e em diversos pontos físicos (todas as informações no serviço). Ainda participam da missa negra as bandas nacionais 7 Peles, Enterro e Svatan.

    Mayhem dia 8/6 no Casarão Ameno Resedá (Rio de Janeiro)

    Eventohttps://www.facebook.com/events/1541632855953704

    Data: 8 de junho de 2018

    Horário: abertura das portas às 19 horas

    Local: Casarão Ameno Resedá

    Endereço: rua Pedro Américo, 277, Catete

    Bandas de abertura: Enterro, 7 Peles e Svatan

    Ingresso onlinehttps://bit.ly/mayhem-rj

    1º lote antecipado promocional – só online: R$ 90,00 (+ R$ 9,00 taxa)

    2º lote antecipado promocional R$ 110,00 (+ R$ 11,00 taxa)

    Ingresso físico: a partir de 25 de abril, exceto em Niterói – a partir de maio.

    Méier, na Loja Inside Rock (Avenia Amaro Cavalcanti, 157): dinheiro e cartão

    Barra, na Loja Rock n Roll (Shopping Via Parque): somente dinheiro

    Catete, na Sempre Música Discos (Rua Corrêa Dutra, 99; sobreloja 216): somente dinheiro

    Niterói, na Kasamata (Rua da Conceição, 101, SL 55): somente dinheiro

    Censura: 18 anos

    Fonte: Tedesco Comunicação e Mídia
  • Confira “Kings of the Night World”, novo vídeo do THE BLACK DAHLIA MURDER

    Confira “Kings of the Night World”, novo vídeo do THE BLACK DAHLIA MURDER

    Kings Of The Night World, o novo vídeo do THE BLACK DAHLIA MURDER, pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do oitavo álbum da banda, Nightbringers, que foi lançado em outubro passado pela Metal Blade Records.

    Em vez de planejar meticulosamente as coisas ou se ater rigidamente a qualquer tipo de modelo, quando se trata de escrever, o BLACK DAHLIA MURDER prefere deixar as coisas acontecer organicamente. Nas mãos do guitarrista Brian Eschbach – que fundou a banda ao lado do ‘frontman’ Trevor Strnad em 2001 – e do ‘novato’ Brandon Ellis (ARSIS, ex-CANNABIS CORPSE), Nightbringers é rico em riffs dinâmicos, ao mesmo tempo novos e clássicos.

    “Death metal e noite são sinônimos para mim”, explica Strnad. “Nós somos os governantes das horas escuras que o cristão teme. Muitas ideias arcaicas que ainda são mantidas – como o casamento e a monogamia – vieram do cristianismo, quer as pessoas queiram reconhecê-lo ou não, e para mim, o death metal sempre contrariou isso. É “a música do vilão”, porque somos o inimigo do cristianismo, o inimigo de tudo que é bom e tradicional. O death metal é para pensadores livres, é para mostrar às pessoas o caminho para a força interna e do trabalhar pela própria vontade, em vez de ter dito o que fazer e viver com medo. Canções como a faixa-título e Kings of the Night World são sobre liderar uma legião de mentes despertas para a batalha.”

    Neste inverno, THE BLACK DAHLIA MURDER e WHITECHAPEL embarcarão em uma turnê norte-americana. A jornada, que vai de 8 a 14 de julho, trará o BLACK DAHLIA MURDER tocando Nightbringers na íntegra e mais, enquanto o WHITECHAPEL tocará seu clássico This Is Exile na íntegra, para celebrar o décimo aniversário do álbum. O suporte será fornecido pelo FLESHGOD APOCALYPSE, AVERSIONS CROWN e SHADOW OF INTENT.

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  • FINAL DISASTER: Banda revela seu novo projeto; o curta metragem “Oblivion”

    FINAL DISASTER: Banda revela seu novo projeto; o curta metragem “Oblivion”

    A banda lançou na sexta-feira 13, o teaser do que será o primeiro curta-metragem de sua história; “Oblivion”, o Filme, descreve os terrores mais sombrios que habitam as profundezas da mente humana. Inspirado na faixa homônima do EP “The Darkest Path”, o curta metragem, produzido por Mariana Perin, será lançado ainda esse ano – é só ficar ligado nas redes sociais da banda!

    Assista o vídeo/teaser de “Oblivion”:

    https://www.facebook.com/FinalDisaster/videos/1221787791287770/

    Ouça a música que inspira o filme, “Oblivion” e o EP “The Darkest Path” na íntegra em:

    Spotify – https://goo.gl/ze9p3p

    Youtube – https://goo.gl/BJBf1r

    Deezer – https://goo.gl/cfcgTW

    Itunes – https://goo.gl/SauCDk

    Google Play – https://goo.gl/iVxYKy

    Amazon – https://goo.gl/wM9igN

    Nas próximas semanas, vai ao a participação do Final Disaster no programa É Noize da Alltv, no quadro “Sessions”, onde eles tocam algumas das músicas que estão em “The Darkest Path”. O programa tem apresentação de Paulinho Heavy, o lendário apresentador do Som Pop nos anos 80. O É noize vai ao ar todas as sextas, às 20h, e também pode ser acompanhado através de seu Facebook oficial:

    https://www.facebook.com/enoizealltv/

    A formação do Final Disaster traz Kito Vallim (vocal), Laura Giorgi (vocal), Daniel Crivello (guitarra), Rodrigo Alves (guitarra), Felipe KBÇA (baixo) e Bruno Garcia (bateria).

    Acompanhe o Final Disaster em seus canais oficiais:

    www.finaldisaster.net

    www.facebook.com/FinalDisaster

    www.instagram.com/finaldisasterofficial

  • Tony Harnell, sobre o SKID ROW: “Não vou entrar nos detalhes sujos”

    Tony Harnell, sobre o SKID ROW: “Não vou entrar nos detalhes sujos”

    O vocalista Tony Harnell concedeu entrevista para o programa ‘The Classic Metal Show’, e falou sobre a sua saída abrupta do SKID ROW. Apesar das circunstâncias, Harnell disse que não se arrepende do tempo que passou com o SKID ROW.

    “Eu não tenho muito a dizer sobre isso”, disse ele sobre sua saída do grupo. “Estar na banda foi uma ótima experiência para mim. Eu tive que fazer muitos shows nos EUA, o que eu já não fazia há muito tempo com o TNT, fora os shows acústicos que faço. Então foi realmente ótimo para se reconectar com uma grande quantidade de fãs americanos em todo o país. E eu toquei em León, no México, que foi realmente, totalmente incrível. Honestamente, foi uma experiência muito boa para mim em muitos níveis. Eu sou não vou entrar nos detalhes sujos em si, mas foi uma boa experiência “.

    Ele continuou: “Vi uma entrevista do Snake [Dave Sabo, guitarrista do SKID ROW], onde ele disse praticamente tudo o que eu precisava ser dito. … E você tem que entender que essa foi realmente a primeira vez que eu – desde que me uni a bandas de repertório próprio – cantei as músicas de outra pessoa. E tudo bem – é para isso que me candidatei, então eu meio que sabia disso. Eu esperava que fossemos gravar algum material novo, e tenho certeza de que isso poderia ter acontecido. Isso me fez lembrar de uma cena que vi no filme ‘Rock Star’, quando eles têm uma pausa, e então todos aparecem no estúdio de gravação, e o personagem de Mark Wahlberg aparece no estúdio com todas essas coisas que ele escreveu; ele tem todas aquelas músicas. Então o baixista o puxa para a outra sala e diz: ‘É realmente ótimo que você tenha trabalhado em todas essas coisas, mas enquanto você estiver no Steel Dragon, você vai fazer a música do Steel Dragon’. E eu acho que isso resume tudo, sem que eu realmente me envolva. E está perfeitamente bem – é compreensível – eu realmente não tenho mais nada a acrescentar além do que já foi dito”.

    Harnell juntou-se ao SKID ROW em abril de 2015, como substituto de Johnny Solinger, que foi o vocalista da banda por quinze anos. Tony deixou o grupo apenas oito meses depois, explicando em uma postagem no Facebook que “ser ignorado e desrespeitado não é pra mim”.

    Harnell foi substituído no SKID ROW pelo vocalista ZP Theart, que antes participou do DRAGONFORCE, TANK e I AM I.

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  • GAMMA RAY: Uma festa de (re)lançamentos

    GAMMA RAY: Uma festa de (re)lançamentos

    Lá fora, a celebração dos 25 anos do Gamma Ray começou em 2015 e seguiu em 2016, mas os fãs brasileiros estão comemorando até agora: sete álbuns que marcam o período inicial da banda de Kai Hansen chegaram ao mercado nacional pela Shinigami Records. O pacote, que inclui os quatro primeiros trabalho de estúdio e três discos ao vivo, é uma festa de bônus – seis CDs são duplos – e informações – incluindo ‘liner notes’ e novo trabalho gráfico – para os admiradores do power metal melódico germânico.

    Lançado originalmente em 1990, “Heading for Tomorrow” foi a estreia da banda, que contava com o vocalista Ralf Scheepers, o baixista Uwe Wessel e o baterista Mathias Burchardt – Tommy Newton (guitarra), Tammo Vollmers (bateria) e Dirk Schlächter (baixo), futuro integrante do grupo, fazem participações especiais. Além das três faixas do EP “Heaven Can Wait” (1990), esta ‘Anniversary Edition’ traz um CD extra com 12 músicas, entre demos e canções ao vivo.

    Já com o batera Uli Kusch, que não muito depois entraria no Helloween, e Schlächter  na segunda guitarra, “Sigh No More” (1991) acompanha o anterior na qualidade e quantidade de material bônus, a destacar algumas demos com Hansen nos vocais. “Insanity and Genius” (1993) trouxe dois novos integrantes – Jan Rubach (baixo) e Thomas Nack (bateria) – e marcou a despedida de Scheepers. No segundo CD, oito itens de colecionador, e vale aquela audição com volume no talo de “Exciter”, cover do Judas Priest.

    “Land of the Free” (1995) levou o Gamma Ray de volta ao formato de quarteto, uma vez que Hansen decidiu voltar aos seus primórdios no Helloween e assumir os vocais, definitivamente. Com dois convidados mais do que especiais – Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Michael Kiske, novamente parceiro de Hansen no Helloween –, o álbum tornou-se um dos favoritos dos fãs. Com sete bônus, incluindo versões instrumentais gravadas ao vivo no estúdio, ficou ainda melhor.

    Entre os lançamentos ao vivo, dois são bem especiais por se trataram da versão em áudio de VHS lançados na primeira metade da década de 90. A começar por “Heading for the East” (1990), com 11 faixas comandadas por Scheepers, Hansen, Schlächter, Wessel e Kusch. Único disco simples do pacote, “Lust for Live” (1994), com a cozinha formada por Rubach e Nack, é o complemento ideal para o anterior. Entrada e prato principal antes daquela sobremesa que o fã já conhece, mas sempre repete: “Alive ‘95” (1996), que não esqueceu do CD extra com cinco músicas gravadas em 1993, ainda com Scheepers nos vocais. Sete álbuns que trazem a história do power metal melódico contada por um de seus fundadores: Kai Hansen.

    Para adquirir os lançamentos do Gamma Ray acesse https://www.lojashinigamirecords.com.br/ Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • BLACKOUSTIC: KOTIPELTO & LIIMATAINEN – Rio de Janeiro/RJ, 18 de abril de 2018

    BLACKOUSTIC: KOTIPELTO & LIIMATAINEN – Rio de Janeiro/RJ, 18 de abril de 2018

    Por Leonardo Melo | Fotos: Daniel Croce e Gustavo Maiato

    Guitarras rápidas e distorcidas, baterias turbinadas com dois bumbos que pulsam na velocidade da luz e, ocasionalmente, teclados para dar uma encorpada extra no som. Quem curte power metal sabe que essas são algumas das principais características dessa vertente do rock pesado. Mas e quando dois consagrados nomes do gênero subvertem tais atributos, por assim dizer, dando uma abordagem diferente às canções? Digamos que esta seja a proposta do Kotipelto & Liimatainen, projeto capitaneado pelo vocalista Timo Kotipelto (Stratovarius) e o guitarrista Jani Liimatainen (ex-Sonata Arctica): trazer versões acústicas para clássicos de suas respectivas bandas e de outros artistas do rock e do heavy metal. Interessante, não?

    O duo finlandês apresentou uma amostra desse trabalho (já registrado em estúdio, no álbum “Blackoustic”, lançado em 2012 e que batiza a turnê), em show realizado no Teatro Odisseia, Rio de Janeiro – o primeiro de um longo giro pela América Latina que se estenderá por todo o mês de maio. Além de material do Stratovarius, Sonata Arctica, Cain’s Offering (outra parceria da dupla) e Kotipelto, o público também pôde conferir releituras para músicas do Iron Maiden, Deep Purple, Queensrÿche e Dio, entre outros, em uma performance intimista e descontraída, no estilo banquinho, voz e violão. A abertura ficou aos cuidados do Syren, que também preparou um set em formato “unplugged”.

    Os cariocas executaram músicas próprias como “Devil Road”, do seu primeiro álbum, “Heavy Metal” (2011), além de covers. E agradaram bastante. Em meia hora de apresentação, o vocalista Luiz Syren, o baixista Mauricio Martins e o baterista Júlio Martins tiveram o reforço de Thiago Velasquez (Leather Leone Band e LionHeart) e Daniel Escobar (HR Estudio) nos violões, como convidados. Versões inspiradas para “Tears of the Dragon”, de Bruce Dickinson, e “Sweet Dreams (Are Made of This)”, do Eurythmics, foram responsáveis pelo arremate final em grande estilo. Ambas contaram com a participação também especial do cantor Rodrigo Rossi (Os Cavaleiros do Zodíaco in Concert e Rec/All), que fez um belo dueto com Luiz Syren.

    Por volta das 21h, as luzes sobre o palco do Odisseia diminuíram de intensidade, deixando o espaço, propositalmente, quase às escuras. No sistema de som da casa, ecoavam as badaladas dos sinos de “Hells Bells”, do AC/DC, seguidas da instrumental “War”, tema assinado por Vince DiCola para o filme “Rocky IV”. Pouco depois, Timo Kotipelto e Jani Liimatainen entraram em cena ovacionados pelo público, que deixou bastante a desejar em termos numéricos, infelizmente. No entanto, se faltou em presença, compensou em animação. Após cumprimentar a todos com um “Oi, tudo bem!” em português, o cantor iniciou a festa com “I Surrender”, cover do Rainbow.

    E, logo de cara, aqui vai um destaque. Não é novidade que Kotipelto é um dos maiores vocalistas do heavy metal. Fato. Mas ouvir seu gogó privilegiado reinar absoluto, sem disputar as atenções do público com outros instrumentos (como ocorre quando se divide o palco com uma banda), eleva tal percepção a outro nível. “Sleep Well”, do projeto solo batizado com seu sobrenome, veio na esteira, antes de Kotipelto revelar que a próxima música seria de uma banda da Finlândia, chamada Stratovarius. Foi a vez da clássica “Black Diamond”, de “Visions” (1997), que levantou o público.

    O show, aliás, reuniu várias canções do repertório do grupo, desde mais antigas, como “Speed of Light” e “Forever”, de  “Episode” (1996), a mais recentes como “My Eternal Dream”, de “Eternal” (2015). Repertório este que também rendeu tiradas hilárias da dupla. Antes de “Shine in the Dark”, por exemplo, Kotipelto arrancou gargalhadas ao dizer que a música em questão, do “Eternal”, seria a pior que tocariam naquela noite, por se tratar de uma composição dele e Liimatainen juntos.

    Em outro momento bem-humorado, após “Season of Change”, do “Episode”, ambos anunciaram “A Million Light Years Away”, de “Infinite” (2000), como uma música entediante, de uma banda e vocalista igualmente entediantes. Já o Cain’s Offering foi apenas representado por “I Will Build You a Rome”, do disco “Stormcrow” (2015). Da mesma forma, o Sonata Arctica também teve uma única faixa executada, “My Selene”, com direito a uma linda interpretação acompanhada pelo público. Escrita por Liimatainen, ela faz parte de “Reckoning Night” (2004), seu penúltimo álbum com o grupo. Membro fundador do Sonata, o guitarrista deixaria a banda em 2007, após o disco “Unia”.

    Voltando ao show, “I Don’t Believe in Love” foi introduzida por Kotipelto como uma das músicas de um dos seus discos favoritos, “Operation: Mindcrime”, a obra-prima do Queensrÿche. Mais adiante, após o cantor dizer que a faixa seguinte seria uma do Deep Purple que eles sabiam tocar, um Liimatainen gaiato iniciou o emblemático riff de “Smoke on the Water”, levando todos às risadas. Porém, o que veio na sequência foi a igualmente clássica “Perfect Strangers”. No fim, Kotipelto pediu uma saudação do público ao guitarrista, que, em resposta, brincou, dizendo ser um cara tímido, finlandês, e que não poderia aceitar aquilo. Sem pensar duas vezes, o vocalista mandou, à capela, o refrão de “We’re Not Gonna Take It”, hit do Twisted Sister. Simplesmente, hilário.

    Os dois ainda prestaram homenagens ao guitarrista e cantor Gary Moore, por meio do cover de “Out in the Fields”, e a um dos maiores vocalistas da história do heavy metal, nas palavras do próprio Kotipelto, o também saudoso Ronnie James Dio, em uma versão de “Holy Diver”. Como se o jogo já não estivesse ganho de goleada, “2 Minutes to Midnight” e “The Trooper”, daquela banda inglesa que você, fã de metal, conhece na ponta da língua, também marcaram presença, com entusiasmada participação do público no famoso corinho e nas palmas.

    Após um breve intervalo, a dupla voltou ao palco sob aplausos e iniciou o bis com uma bela canção tradicional finlandesa, chamada “Karjalan Kunnailla”. A clássica “Paradise”, pertencente a “Visions”, retomou a cantoria do povo, que chegou a pedir por “Eagleheart” na sequência. Mas a faixa de “Elements Pt 1” (2003) não rolou. Por sua vez, “Hunting High and Low”, de “Infinite”, mostrou que não faltam clássicos ao Stratovarius, com todos cantando em conjunto. Anunciada como a última da apresentação, de quase uma hora e 50 minutos, “The Final Countdown”, maior hit do Europe, fechou com chave de ouro (perdoem-me o clichê) uma noite ímpar.

    Certamente, aquela impressão de que os finlandeses, assim como os europeus de modo geral, são um povo fechado ou sisudo (imagem essa que, equivocadamente, pode ser confundida com arrogância) caiu por terra a partir daquela noite de 18 de abril no Odisseia. Timo Kotipelto e Jani Liimatainen deram um show não apenas musical, mas também de carisma, simpatia e muito bom humor. Em tempos tão obscuros e intolerantes como os atuais, a dupla mostrou que, definitivamente, rir de si mesmo é o melhor remédio. Que assim seja. Pena de quem não foi.

    Set list Kotipelto & Liimatainen

    1. I Surrender (Rainbow)
    2. Sleep Well (Kotipelto)
    3. Black Diamond (Stratovarius)
    4. My Eternal Dream (Stratovarius)
    5. Out in the Fields (Gary Moore)
    6. Speed of Light (Stratovarius)
    7. Shine in the Dark (Stratovarius)
    8. I Don’t Believe in Love (Queensrÿche)
    9. Season of Chance (Stratovarius)
    10. A Million Light Years Away (Stratovarius)
    11. I Will Build You a Rome (Cain’s Offering)
    12. Perfect Strangers (Deep Purple)
    13. 2 Minutes to Midnight (Iron Maiden)
    14. My Selene (Sonata Arctica)
    15. Forever (Stratovarius)
    16. Holy Diver (Dio)
    17. The Trooper (Iron Maiden)

    Bis

    18: Karjalan Kunnailla

    1. Paradise (Stratovarius)
    2. Hunting High and Low (Stratovarius)
    3. The Final Countdown (Europe)

  • VENOMOUS lança debut com abertura para o Vader

    VENOMOUS lança debut com abertura para o Vader

    Produzido, mixado e masterizado por Rogerio Wecko (Dual Noise), “Defiant” será lançado em maio

    Com a proposta de criar um som amplo e versátil, o grupo paulistano Venomous se prepara para lançar “Defiant”, seu álbum de estreia. O lançamento está marcado para o mês de maio, coincidindo com a abertura para o Vader, que se apresentam no dia 19 no Manifesto Bar.

    Tigas Pereira (vocal), Guilherme Calegari e Ivan Landgraf (guitarras), Alexandre Bonal (baixo) e Lucas Prado (bateria) têm consciência da responsabilidade de abrir para os poloneses. “O Vader, embora seja uma lenda do death metal, começou fazendo heavy metal tradicional e faz um som com versatilidade e técnica”, observou o guitarrista Ivan Landgraf.

    Entre as faixas do álbum de estreia está “A New Beginning”, que foi o primeiro videoclipe. “Ela marcou o início do desenvolvimento de nossa sonoridade, combinando o peso dos timbres com a variação de ambientes e ritmos”, explicou o guitarrista Guilherme Calegari. “Nela, abordamos como nossos apegos materiais nos desviam de sentimentos humanitários, nos levando a viver vidas vazias e cheia de ressentimentos. Porém, ainda existe esperança de mudarmos esse desastroso futuro se apenas nos permitirmos ser nós mesmos, acreditando em nossos sonhos e nas outras pessoas.”

    Veja o clipe de “A New Beginning”:

    Já o vocalista Tigas Pereira explica que o nome da banda exprime dualidade e não tem referência no Venom, que surgiu na fase da New Wave of British Heavy Metal e se tornou pioneiro do black metal. “Sabemos da importância e de quanto o Venom é referência para muitas bandas. Em nosso caso, o veneno significa tanto a morte quanto a cura, dualidade que é abordada pela banda em nossas letras e na instrumentação.”

    Além do lançamento e do show com o Vader, o Venomous planeja soltar em breve mais um vídeo, desta vez para “Within the Silence”, terceiro promocional do debut, que já conta com o lyric video de “I pray as I prey” e o clipe de “A New Beginning”. “A música ‘Within the Silence’ explora variações harmônicas e combinações de palhetadas agressivas e melódicas”, observou o baterista Lucas Prado. “O tema central é como vivemos uma vida inteira como engrenagens de uma grande máquina chamada sistema. Apenas adentrando ao silêncio de nossas próprias mentes, é possível abandonar as crenças limitantes e quebrar essa roda que nos prende à máquina”, concluiu Tigas Pereira.

    Site relacionado:

    https://www.facebook.com/venomousoficial/

    Vader em São Paulo: Abertura: Venomous Data: 19 de maio (sábado) Horário: 18h Local: Manifesto Bar Endereço: rua Iguatemi, 36, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo/SP Ingressos: R$ 90 (pista promo) Venda online na Ticket Brasil: https://goo.gl/UvjdtM Fone: (11) 3168-9595 | WhatsApp (11) 94747-5883 Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop Censura: 16 anos Site: www.manifestobar.com.br
  • AFFRONT preparando novo álbum

    AFFRONT preparando novo álbum

    Sucessor de “Angry Voices” virá mais focado no thrash, mas manterá a pegada death metal

    Embora ainda promovendo o álbum de estreia, “Angry Voices”, lançado em dezembro de 2016, M.Mictian (vocal e baixo), R.Rassan (guitarra) e Oman Oado (bateria) já estão preparando o sucessor. Segundo M.Mictian, o material manterá o estilo do debut do Affront, sua nova empreitada após o Unearthly. “O novo álbum está ficando um pouco mais thrash metal, mas ainda mantendo a pegada death metal de ‘Angry Voices’. Já registramos oito músicas e o título será ‘World in Collapse’”, revelou.

    Entre as músicas do repertório de “World in Collapse” está “Monument to the Hate”, que fala sobre o crescimento da extrema direita pelo mundo. “É a volta de um pesadelo vivido pela humanidade décadas atrás e que parece voltar à tona no mundo inteiro, com atos de preconceito, racismo e ódio contra minorias”, comentou o baixista e vocalista.

    “Angry Voices” foi lançado no Brasil pela Cianeto Records, na Europa pela gravadora francesa PolyMorphe, com distribuição da EMP, no Canadá pela CDN Records e no Japão pela Jackhammer Records. De acordo com M.Mictian, “World in Collapse” será lançado na Europa pela Polymorphe Records. “Pretendemos manter as mesmas parcerias, que vêm dando resultado, mas ainda fechamos com ninguém no Brasil para o segundo álbum”, concluiu.

    Affront – agenda:

    12/05 – Criciúma/SC Inferno Metal Fest

    26/05 – Penha – Rio de Janeiro/RJ

    27/05 – Heavy Duty – Pça. da Bandeira/RJ

    02/06 – Cascadura – Rio de Janeiro/RJ

    Facebook: facebook.com/affrontmetal/

    Shows e merchandising: [email protected]

  • AUTOGRAPH: Confira novo videoclipe, “Every Generation”

    AUTOGRAPH: Confira novo videoclipe, “Every Generation”

    Os veteranos do hard rock de Los Angeles, AUTOGRAPH, lançaram um videoclipe para o seu novo single, Every Generation. Dirigido por Paul Gervasi, o clipe foi filmado em Phoenix, Arizona.

    Every Generation é parte do álbum mais recente do AUTOGRAPH, Get Off Your Ass, lançado em outubro passado pelo EMP Label Group, selo do baixista do MEGADETH, David Ellefson.

    Get Off Your Ass é o primeiro LP oficial do novo quarteto, com o guitarrista Steve Lynch e o baixista Randy Rand, ao lado do novo vocalista/guitarrista Simon Daniels (JAILHOUSE) e do baterista Marc Wieland. O primeiro single, Get Off Your Ass, alcançou o Top 10 nas paradas do MediaBase Classic Rock.

    O AUTOGRAPH fez uma aparição no cruzeiro Monsters Of Rock de 2018, e continua na estrada dando suporte a Get Off Your Ass, com shows anunciados ao lado de NIGHT RANGER, SKID ROW, KIX, SLAUGHTER e muito mais.

    Get Off Your Ass apresenta um som atualizado, hard (e sem teclado) para os fãs do AUTOGRAPH, incluindo guitarras em baixa afinação de Daniels, como evidenciado em faixas como Every Generation, I Lost My Mind In America, e o primeiro single, a nervosa faixa título, Get Off Your Ass. O álbum também apresenta uma versão ao vivo atualizada de um dos grandes clássicos do rock, Turn Up The Radio, executada pela formação atual.

    Formado em 1983, o AUTOGRAPH deu ao mundo o hino perpétuo do rock Turn Up The Radio, que ainda comanda quase constantemente as ondas sonoras em estações de classic rock em todo o mundo, e que se tornou uma peça icônica da cultura pop, fazendo aparições em clássicos de mídia de massa como o jogo de videogame Grand Theft Auto: Vice City“, e mais recentemente no filme Hot Tub Time Machine (lançado no Brasil em 2010, com o nome “A Ressaca”).

    Com os álbuns seminais Sign In Please (1984), That’s The Stuff (1985) e Loud And Clear (1987), bem como anos de turnê ao lado de artistas lendários, incluindo MÖTLEY CRÜE, DIO, VAN HALEN e AEROSMITH, o AUTOGRAPH deixou uma marca profunda e duradoura no rock ‘n’ roll.

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