Categoria: Roadie News

  • BRUMA – banda soteropolitana de hard, folk, rock lança single inédito

    BRUMA – banda soteropolitana de hard, folk, rock lança single inédito

    A banda Bruma é oriunda da capital baiana, trazendo no seu som as combinações de timbres do hard rock, com influências do blues e bases melódicas do folk, que fazem uma parede de som repleta de acordes abertos somados a um vocal visceral.

    A veia artística do grupo se baseia nas composições de personalidade lírica muito forte. As indagações mundanas que cercam a humanidade, os anseios e receios da vida, os romances e nuances que compõem a nossa história: tudo é visto como música aos olhos da banda e traduzido na verdade crua do rock.

    No final de 2018 lançou seu primeiro EP “Um Pouco Tarde Para Chegar Cedo”, disponível em todas as plataformas de música. Em 2019 a banda participou do Festival Palco do Rock (Salvador), e é nesse embalo que prepara um segundo semestre repleto de parcerias em Salvador e no interior.

    Ouça o disco: https://open.spotify.com/album/0zR6iHfmlflYXeMeg41mOV?si=HU8wrMSHSImcNcF4CsGmDQ

    A Bruma idealizadora e realizadora do Festival Rock n’ Booze, projeto que tem como objetivo movimentar a cena baiana e integrar bandas de diferentes cidades. Em 2019 o evento teve sua terceira edição, na cidade de Feira de Santana e a quarta edição em Salvador, no mês de setembro.

    Bruma é:

    Kiko Albuquerque (vocal/baixo); Ciro Sarno e Enrique Araújo (guitarras/vocais de apoio); Bispo Filho (bateria).

    Instagram:

    www.instagram.com/oficialbruma

    Assessoria de imprensa: [email protected]

  • ALQUÍMEA em processo final de gravação do novo álbum

    ALQUÍMEA em processo final de gravação do novo álbum

    Depois do imenso sucesso (público e crítica) do álbum “Flower Power” a banda ALQUÍMEA encontra-se em processo acelerado de conclusão do mais novo material. Toda a gravação, concepção, produção e mixagem está sendo realizada no estúdio do próprio grupo, o “Universo Verde Stúdio” localizado próximo a cidade de Santo Antônio de Jesus (Ba).

    Esse novo álbum pode ser considerado uma evolução natural do anterior (Flower Power). Apesar da temática da preservação do meio ambiente e da chamada à percepção de que o mundo está em plena transformação e que através desses ditos conflitos sairá uma “nova mentalidade” (ou nova consciência), esse novo álbum terá uma característica diferenciada”. Adianta, Geo Benjamin, vocalista e guitarrista da ALQUÍMEA”.

    Ainda sem data de lançamento, o novo petardo da ALQUÍMEA vem repleto de novidades e algumas regravações. Os novos sons, entretanto, não destoam muito do álbum anterior, já que, mais uma vez, a banda aposta numa sonoridade sólida, de amor e esperança em meio à todo o caos.

    Geo Benjamin ainda diz, “Dessa vez, além de usarmos overdubs de guitarras em várias faixas, fizemos releituras de quatro músicas de outros autores (Raul Seixas, Gilberto Gil e Guilherme Arantes), músicas essas que tem uma empatia com a filosofia musical adotada pela banda, que é propagar mensagens otimistas, de cunho sócio/político/ambiental/espiritual, deixando de lado a temática das relações afetivas/emocionais presente na maioria das músicas que “fazem sucesso” no país”.

    A Banda

    ALQUÍMEA tem o clássico modelo do Power Trio, típico das bandas de rock da década de 60/70. Apresenta em seus shows um repertório autoral mesclado com clássicos do rock nacional e internacional que têm em suas letras uma relação com a filosofia musical apresentada pela banda.

    A banda tem dividindo palco com artistas consagrados como: Gilberto Gil, Beto Guedes, Detonaltas, Planet Hemp, Humberto Gessinger, Pitty, entre muitos outros. Na capital baiana já se apresentou em diversas casas e eventos, entre elas: Red River Café, Dubliners Irish Pub, Sarau du Brown, Escadaria do Passo, Concha Acústica do TCA, Palco do Rock (2016), Groove Bar e Rock Concha 30 anos (2019), além de shows por cidades do interior da Bahia.

    O vídeo clip da música ‘Roubalheira’, lançado em 2017, tem mais de 368.000 visualizações e mais de 1.648 compartilhamentos nas redes sociais da banda. Uma turnê de divulgação será anunciada após o lançamento do novo material.

    Informações:

    www.alquimea.com.br

    https://www.facebook.com/bandaalquimea

    https://www.instagram.com/bandaalquimea/

    Imprensa – Alexandre Afonso (71) 9 92959471

  • BANDO CELTA: Novo single é inspirado em livro de escritores gaúchos

    BANDO CELTA: Novo single é inspirado em livro de escritores gaúchos

    BANDO CELTA está chegando ao lançamento de seu terceiro single, intitulado “O Coração do Cão Negro”, que é inspirado num personagem de quadrinho/literatura fantástica do Rio Grande do Sul, presente no livro homônimo, dos autores Cesar Alcázar e Fred Rubim. Na trama, Anrath, o mercenário irlandês conhecido como o “Cão Negro de Clontarf”, é um homem atormentado. Nascido gaélico, Anrath foi criado entre os vikings. O destino fez dele um renegado, um guerreiro condenado a vagar entre duas culturas sem pertencer a nenhuma. Contratado pelo misterioso Inglês para encontrar o medalhão chamado “Coração de Tadg”, Anrath é envolvido em uma trama de vingança e traição que o levará direto para as mãos de Ild Vuur, o viking, e o fará confrontar horrores além do espaço e do tempo.

    Ouça o single no Deezer:

    www.deezer.com/br/album/115435832

    Ouça o single no Spotify:

    https://spoti.fi/33Z2nIO

    “O Coração do Cão Negro”, lançado em 2016, é a primeira parte uma série de livros chamada “Contos do Cão Negro”, que agora conta com uma sequência chamada “A Canção do Cão Negro”. Renato Velho (violão, mandola, banjo e vocais) e Caio Haag (vocal e bodhran), o grupo conta ainda com Leandro Dias (gaita de foles, flautas e percussão) e Christian Feel (violino e eletrônicos) mostraram-se empolgados em transformar o personagem em música: “Curtimos muito o conceito da obra e quando decidimos musicá-la, a ideia caiu como uma luva. O enredo tem tudo a ver com nosso estilo, e o nosso próprio público é consumidor de literatura fantástica.”.

    Já a arte da capa, criada pelo artista gráfico Leonardo Garbin, tem chamado a atenção por seus detalhes e cores marcantes, dando aos ouvintes a sensação de serem transportados para a cena que envolve o desenho. Segundo o artista, uma das inspirações para criar a arte veio de sua experiência ao assistir a banda pela primeira vez: “Saí impressionado do show, pois era diferente de quase tudo que havia visto num palco: teatralidade e sonoridade pitorescas e público imerso num rito encantador e festivo, dançavam por entre fadas e duendes invocando entidades, bruxas e deuses. A partir daí traçamos um plano para transformar o Festim Pagão em imagem: uma festa pequena, farta, cheia de alegria e gozo da vida. Música, Javalis, hidromel, cerveja, vinho, fogo, fertilidade, referência aos deuses Beltane e Cernunnos e à dimensão cósmica que as forças da natureza e as estações do ano representam nesses rituais.”.

     Leonardo conta ainda alguns detalhes do desenho, que veio de encontro com o novo figurino da banda, criado por Margarida Rache: “No desenho, busquei representar a ideia de deslocamento da trupe mágica que caminha para ocupar novos lugares com sua música e festa. A carruagem repleta de seres fantásticos, reverenciando as estranhas e maravilhosas artes medievais que, por onde passa, carrega a ideia de confraternização, respeito entre as diferenças, abundância, comunhão com a natureza e estado de alerta com ela.”. No seguinte link, de seu site, Leonardo relatou mais fatos de  sua relação com o BANDO CELTA, confira aqui: https://leogarbin.com.br/bando-celta

    Acompanhe os lançamentos:

    www.facebook.com/events/446872849268541

     Créditos da foto: Gil Caminhante

    Contatos:

    Facebook: www.facebook.com/bandocelta

    Instagram: www.instagram.com/bandocelta

    Youtube: https://bit.ly/312Wvwc

    Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

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  • OZZY OSBOURNE: Novo álbum será lançado em janeiro

    OZZY OSBOURNE: Novo álbum será lançado em janeiro

    Sharon Osbourne disse que o novo álbum de estúdio de OZZY OSBOURNE será lançado em janeiro de 2020.

    Ozzy recentemente gravou uma participação especial nos vocais da música Take What You Want, de Post Malone, numa sessão supervisionada pelo produtor Andrew Watt, o que levou Osbourne e Watt a colaborarem no décimo-segundo álbum solo do lendário vocalista do BLACK SABBATH.

    Sharon falou sobre a saúde de Ozzy durante uma aparição no programa “The Jess Cagle Show” da SiriusXM, apresentado por Jess Cagle e Julia Cunningham. Questionada sobre como o vocalista está se recuperando de seus recentes contratempos, Sharon disse: “Ele está chegando lá. Ele sofreu um acidente muito, muito sério este ano, mas está se recuperando. Ele acabou de terminar um [novo] álbum, e o álbum será lançado em janeiro. E ele está indo bem. Ele está muito animado com o dueto que fez com Post e também com Travis Scott. As coisas estão indo muito bem. A música está no Top 40 e está subindo a cada semana. Está indo bem”.

    Segundo Sharon, voltar ao estúdio de gravação e fazer novas músicas “foi um grande impulso” para Ozzy, “porque ele se sentia literalmente inútil. E ele assistia coisas diferentes na TV e assistia a alguma banda, um documentário de uma banda, e eles estavam em seu ônibus de turnê viajando”, ela disse. “E ele não pôde assistir – ele estava quase chorando e disse: ‘Sinto falta da minha vida. Quero minha vida de volta’. Tem sido muito difícil para ele. Mas ele está superando. Ele voltará”.

    Ozzy não lançou um novo trabalho solo desde Scream, de 2010, depois de passar os últimos anos em turnê com o BLACK SABBATH, em apoio ao álbum 13, além de tocar em vários shows solo. Mais recentemente, Osbourne se recuperou em casa depois de sofrer uma lesão grave no pescoço, resultando no adiamento de sua turnê solo.

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  • MÖTLEY CRÜE: Confira o lyric video oficial para “Ride With The Devil”

    MÖTLEY CRÜE: Confira o lyric video oficial para “Ride With The Devil”

    O MÖTLEY CRÜE lançou o lyric video oficial para a nova música Ride With The Devil, que é parte da trilha sonora do filme que narra a história da banda, The Dirt. Você pode assistir ao vídeo abaixo.

    The Dirt – baseado na biografia do MÖTLEY CRÜE que alcançou o posto de best-seller no New York Times em 2001 – estreou em março na Netflix. As estrelas do filme – Douglas Booth (como Nikki Sixx), Iwan Rheon (como Mick Mars), Colson Baker (também conhecido como Machine Gun Kelly, como Tommy Lee), Daniel Webber (como Vince Neil), David Costabile (como Doc McGhee) e Pete Davidson (como Tom Zutaut) – receberam elogios da crítica. “Eles possuem habilidades semelhantes para navegar entre charme e repulsa, todos trabalhando juntos para criar um grupo tão amigável que seu poder como um conjunto eleva o material. Assim como seus colegas da vida real”, escreveu o The Guardian.

    Nikki Sixx, baixista do MÖTLEY CRÜE, disse: “No filme, mostramos exemplos dolorosos de violência doméstica, homicídio culposo, overdose de drogas e perda de um filho. Não poderíamos ter abarrotado tudo, de um livro de 430 páginas a um filme de uma hora e 50 minutos, mas sentimos que alcançamos nosso objetivo de mostrar o lado negativo do sexo, drogas e rock and roll”.

    The Dirt Soundtrack, a trilha sonora oficial do filme, apresenta quatro novas músicas, incluindo o primeiro single, The Dirt (Est. 1981) (feat. Machine Gun Kelly), e a improvável versão do MÖTLEY CRÜE para Like A Virgin, da Madonna.

    O último álbum de estúdio do MÖTLEY CRÜE foi Saints Of Los Angeles, de 2008, seguido por uma compilação de 2009, intitulada simplesmente Greatest Hits.

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  • TORTURE SQUAD: assista ao vídeo ao vivo de “Blood Sacrifice”, “Raise You Horns” e “Horror and Torture” no Rock In Rio 2019

    TORTURE SQUAD: assista ao vídeo ao vivo de “Blood Sacrifice”, “Raise You Horns” e “Horror and Torture” no Rock In Rio 2019

    Três faixas apresentadas do vivo no Rock In Rio 2019 pelo Torture Squad, já se encontram disponíveis para os fãs no canal oficial da banda no YouTube.

    As faixas “Blood Sacrifice” (Far Beyond Existence), “Raise Your Horns” (Aequilibrium) e Horror and Torture (Pandemonium), foram devidamente liberadas com as gravações originais da histórica apresentação que a banda fez nesse aclamado dia, que foi totalmente dedicado ao Metal.

    Confira abaixo.

    Formação Atual: May “Undead” Puertas – vocal Rene Simionato – guitarra Castor – baixo Amilcar Christófaro – bateria  Mais informações: Site Oficial: www.torturesquad.net.br Facebook: www.facebook.com/torturesquad YouTube: www.youtube.com/torturesquadband Roadie Metal Press: https://roadie-metal.com/press/torture-squad/ Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop  
  • SUPERSONIC BREWER: libera lyric vídeo da inédita “Lust For Blood A.D.”

    SUPERSONIC BREWER: libera lyric vídeo da inédita “Lust For Blood A.D.”

    Acaba de ser oficialmente lançado pelo SuperSonic Brewer, a inédita música “Lust For Blood A.D.”, que será uma das músicas presentes no álbum “In Blackness”.

    Essa é a primeira música que a banda libera oficialmente e, de quebra ela vem acompanhada de um lyric vídeo desenvolvido por Ernani Savaris, que também é o responsável pelas gravações e produção do novo disco.

    Assista:

    https://www.youtube.com/watch?v=ZEiqclWP1zM

    Formação: Vinicius Durli: Vocal/Baixo Rodrigo Fiorini: Guitarra Jovani Fracasso: Guitarra Felipe Carlesso: Guitarra Evandro da Silva: Bateria  Mais informações: Facebook: https://www.facebook.com/supersonicbrewer/ Instagram: https://www.instagram.com/supersonicbrewer/ Roadie Metal Press: https://roadie-metal.com/press/supersonic-brewer/   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • DELINQUENTES: Lendária banda de Hardcore Crossover do Pará faz 3 shows em SP em dezembro

    DELINQUENTES: Lendária banda de Hardcore Crossover do Pará faz 3 shows em SP em dezembro

    Uma das mais antigas bandas de Rock no Pará em atividade, o Delinquentes fará 3 shows em SP no mês de dezembro, destilando seu Hardcore crossover, genuinamente amazônico. A banda fará as seguintes datas: 13/12 – Santo André/SP @74 Club 14/12 – Jandira/SP @Caveira Velha 15/12 – São Paulo/SP @Fabrique Club (c/ Angelus Apatrida – Espanha) Com um currículo repleto de grandes festivais, turnês pelo país, participação em coletâneas nacionais, além de três discos, um DVD, vários videoclipes e muito material gravado, a banda passou por todas as grandes transformações da cena independente paraense e se firmou na história da música feita no Pará, nunca parando de tocar desde seu início, em 1985. A discografia do Delinquentes traz os álbuns “Pequenos Delitos” (2000), “Indiocídio” (2009), o  DVD “Planeta dos Macacos” (gravado ao vivo na praça da república em 2013). e o último “Infectus Humanos” (2019). Lançado em abril deste ano, o CD Digipack “Infectus Humanus”, foi gravado por Kleber Chaar no Fábrika Studio, produzido por Camillo Royale (banda Turbo) e mixado e masterizado por Gustavo Vazquez, do estúdio goiano Rocklab. O disco, lançado em parceria de 3 selos: Na Music, Distro Rock Records e a paulistana Orleone Records, contém 11 faixas e é um tapa na cara do conservadorismo dentro da cena rock nacional, um grito contra o conformismo desde a abordagem das letras, passando pelo som cuspido e veloz até a ousada capa, criada pelo designer paraense, premiado dentro e fora do país, John Bogea. O Delinquentes é; Jayme Katarro (vocais/berros), Paulo Henrique (guitarra e backing vocals), Pablo Cavalcante (baixo e backing vocals) e Raphael Lima (bateria e backing vocals). Assista o Delinquentes ao vivo (dvd oficial): https://www.youtube.com/watch?v=8XPAWyYVT4I A produção dos shows é da Xaninho Discos: https://www.facebook.com/xaninhodiscosbrazil/ Acompanhe o Delinquentes em seus canais oficiais: https://www.facebook.com/delinquentes.hc https://open.spotify.com/artist/4gO3DqPa8ctWYIXOHux2Gq https://www.deezer.com/en/artist/4362300 https://www.youtube.com/user/DelinquentesHC https://delinquentes.bandcamp.com/ https://twitter.com/delinquenteshc https://www.instagram.com/delinquenteshc/

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  • EPICA – 26 de outubro de 2019 – São Paulo/SP

    EPICA – 26 de outubro de 2019 – São Paulo/SP

    Há alguns meses, quando conversei com o guitarrista Mark Jansen e a vocalista Simone Simons sobre a então vindoura turnê em comemoração aos dez anos do clássico Design Your Universe, era perceptível a animação da banda com os próximos shows. Afinal, o álbum citado muito rapidamente se tornou um dos favoritos de sua enorme e fiel legião de fãs, suas músicas são realmente cativantes, e a própria banda relembrou o momento de concepção deste álbum como um dos pontos de virada na sua carreira, o que, convenhamos, é fácil de compreender. Apenas para contextualizar, o bom leitor deve recordar que pouco antes do álbum ficar pronto, o Epica passou por uma baixa séria em sua formação: apesar do sucesso estrondoso de The Divine Conspiracy (2007), o guitarrista Ad Sluijter tinha decidido abandonar o barco. Como resposta, a banda, que já tinha antes oficializado a permanência do ex-baterista do God Dethroned, Ariën van Weesenbeek, oficializou também a entrada do ex-guitarrista da tradicional banda de death metal dos Países Baixos, o que parecia ir de controle ao gosto pessoal e aos anseios musicais de Mark Jansen.

    Contando com Jansen, um fã ardoroso de death metal, e dois experientes músicos de death metal em sua formação, o então novo álbum do Epica tinha tudo para romper os paradigmas, e foi apenas com muito esforço criativo, boas ideias e arranjos meticulosos que eles conseguiram equilibrar o extremo e o melódico. E o resultado disso, você já sabe, um álbum firme, forte, pesado e ao mesmo tempo sensível, um clássico que se destacou em sua época e que permaneceu como um marco na carreira destes holandeses e de todos que o ouviram. Então, vamos lá, a turnê Design Your Universe – 10th Anniversary está longe de ser uma turnê ‘caça-níqueis’, é quase uma obrigação, uma prova de respeito de uma banda aos seus fãs e a sua carreira.

    Com o cenário devidamente montado, Jansen, Simons e Cia. começaram sua jornada com shows com ingressos esgotados na Holanda, na França, em Israel e na Rússia, e então iniciaram sua turnê latino-americana em 21 de outubro no México. Após a boa acolhida por lá, finalmente eles estariam de volta ao Brasil, e o show na Capital Paulista foi o primeiro dos dois ocorridos no nosso país, que sempre arranca elogios e sorrisos da banda ao ser mencionado.

    Ao chegar ao Tropical Butantã, mais uma vez pude perceber o motivo de tanto carinho do Epica pelos brasileiros. Mesmo visitando o nosso país por anos consecutivos, o público continua se apresentando em grande volume aos shows, provando que sim, é possível fazer eventos de música pesada funcionar no nosso país, apesar das dificuldades que todos conhecemos bem. E, as 20:30, quase que pontualmente, a banda começou a ‘abençoar’ os muitos presentes com a sua música.

    O início repetiu o que eles vêm fazendo em sua turnê atual. A introdução Samandhi serviu para os músicos irem tomando os seus postos, enquanto se preparavam para dar de fato o pontapé inicial da apresentação com a ótima Resign To Surrender. As fortes linhas de teclado mostraram logo cedo que Coen Janssen estava pronto a dar o seu melhor, algo que se sentiu também da parte dos guitarristas Mark Jansen e Isaac Delahaye, com suas linhas vigorosas e melódicas. Se a primeira amostra dos vocais guturais de Jansen provocaram uma sensação calorosa no público, a aparição sublime de Simone Simons em seus primeiros versos provocou ondas de convulsão, e logo percebemos o que diferencia um show do Epica em São Paulo de qualquer outro show deles em qualquer outra parte do mundo: a conexão com o público daqui é única, incomparável (sério, até o solo de guitarra foi ‘cantado’ por muitos dos presentes. Você não precisa de muito mais do que isso para saber que um show está tendo sucesso, certo?).

    Ariën Van Weesenbeek teve a sua primeira chance de brilhar logo em seguida. Após o primeiro ato de comunicação da banda com a plateia (Simone saldando os presentes com um ‘Oi Brasil’, e dizendo achar isso interessante, já que ‘Hoy’ é a forma de saudação comum na região da Holanda de onde ela vem), a banda seguiu detonando com Unleashed, mais uma do álbum aniversariante. Linhas complexas de bateria, teclados melódicos e riffs de guitarra abafados, a versão de estúdio desta canção já é de arrepiar, mas ao vivo… A sensação é incrível, e a banda, afiada e extremamente ensaiada, não deixou o nível baixar em nem um único momento. Essa ótima sensação continuou com os riffs colados no thrash metal de Martyr Of The Free Word, que quase levou o público ao chão com sua ‘quebrada’ de ritmo abrupta, onde as linhas de guitarra se destacam ao lado da voz serena de Simone. Chamou muita atenção uma parte não prevista do show, quando alguém da plateia entregou para a vocalista uma Bandeira Arco-Íris, que Simone envolveu sobre os próprios ombros enquanto dava seguimento à música. Ver uma das maiores representantes da música pesada moderna envolvida nesta bandeira tão carregada de significado, e durante uma música chamada Martyr Of The Free Word, deu um toque levemente irônico ao show, dado o momento em que vivemos no nosso país, onde todos odeiam todos e parece ser pecado ou desacato seguir o próprio coração. Só esse momento já teria valido a apresentação, mas ainda havia muito para acontecer.

     

    Mark saudou a plateia e apresentou Our Destiny, outra que conta com excelentes linhas de teclado, justamente o impulso que Coen precisava para brilhar ainda mais. Kingdom Of Heaven arrancou gritos eufóricos da multidão, e então Quietus chegou para colocar o aclamado Consign To Oblivion (2005) no jogo, e obviamente a resposta foi incrível. Mantendo o clima em alta (Jansen parecia incapaz de parar de sorrir), vieram In All Conscience, The Price Of Freedom  e a incrível Burn To A Cinder, mas foi com a bela e tocante Tides Of Time que eles conseguiram um novo ápice em seu show. A performance incrível de Simone aliada a um Coen Janssen especialmente inspirado nesta noite, tudo contribuiu para um momento único, daqueles que fazem entender o amor que a banda tem pelo nosso país, e vice-versa.

    Aproveitando o momento perfeito, a antiga, perfeita e inevitável Cry For The Moon (The Phantom Agony, 2003) começou a dar os toques finais à apresentação, e Design Your Universe teria feito as honras, não fosse a existência do ‘bis’ – que neste caso, realmente era algo que esperávamos. Assim, os riffs pesados de Sancta Terra (The Divine Conspiracy, 2007) ainda se fizeram ecoar pela alma dos presentes, assim como as ótimas melodias do duo teclado/guitarras em Beyond The Matrix (The Holographic Principle, 2016) e, agora sim, o incrível encerramento, com a faixa-título do álbum de 2005, Consign To Oblivion.

     

    Com um show que teve euforia, alegria, emoção (e até ‘mosh’) o Epica passou mais uma vez por São Paulo. E estamos falando em shows recentes, incluindo a apresentação em março do ano passado. E adivinhe, para a surpresa de ninguém, o show do último sábado foi ‘sold out’. Está aí uma prova de que, quando a banda respeita seu público, respeita a imprensa, trabalha incansavelmente na criação de boas músicas e de um bom show, quando a organização trabalha com o mesmo respeito e dedicação, sim, você consegue fazer shows de sucesso em nosso país, não importa quantas vezes a banda já tenha estado por aqui. Um bom alento em uma época em que de cem show anunciados, setenta são cancelados. Parabéns ao Epica e aos seus fãs, parabéns para a organização do evento e todos os envolvidos em mais este show memorável dos holandeses, foi incrível. E fica um agradecimento especial para Costábile Salzano Jr., um profissional que compreende o papel da imprensa, e que sempre faz o máximo para garantir que possamos realizar o nosso trabalho. Que um show assim volte a acontecer logo!

       

  • BETWEEN THE BURIED AND ME vem pela primeira vez ao Brasil em março de 2020

    BETWEEN THE BURIED AND ME vem pela primeira vez ao Brasil em março de 2020

    A banda norte-americana Between the Buried and Me, mundialmente consagrada há duas décadas devido à inusitada mistura de progressivo com elementos de diversas vertentes do heavy metal (do rock ao death metal), além de jazz e até de música eletrônica, enfim anuncia a estreia no Brasil. Com show único dia 15 de março de 2020 em São Paulo, o Fabrique Club receberá a sexteto com sua turnê especial. A realização é da Powerline.

    Moderno, pesado, às vezes introspectivo, mas sempre extremamente virtuoso e criativo, o Between the Buried and Me nunca se repete e propõe uma viagem sonora a cada música, por meio de brilhantes e bem encaixados dualismos: da calmaria ao caos, da tensão à redenção, e da vagarosidade a velocidades incríveis – as mudanças rítmicas e compassos são constantes. Tem guitarras distorcidas, melodia, agressividade, mas tem guitarras limpas, dedilhados e sutis, uso constante de teclados, junto a vocais limpos e passagens com guturais.

    O Between the Buried and Me sempre fugiu de padrões e abusou de experimentações e misturas ao longo dos 20 anos de história – são 10 discos de estúdio, três ao vivo e um EP (com 30 minutos de música!).

    O baixista ainda assegura aos fãs que esta é a oportunidade experimentar a imersão sonora da banda: existe uma coesão ímpar na forma como constroem o repertório com músicas de 2002 a 2019, em alusão ao primeiro disco, homônimo, e ao último lançamento Automata II, passando pelo conceitual e inspirado Coma Ecliptic, o monumental e cultuado The Great Misdirect e o intrincado Alaska.

    Não resta dúvida de que uma apresentação ao vivo do Between the Buried and Me dia 15/3/2020 é, especialmente, para fãs de música complexa e reflexiva, feita por músicos talentosos e minuciosos. Um deleite para fãs de Dillinger Escape Plan, TesseracT, Opeth e Devin Townsend Project.

    SERVIÇO Between the Buried and Me em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/1010476025966484/ Data: 15 de março de 2020 Horário: 18 horas (portas) Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP) Ingresso: R$ 110,00 (1º Lote, meia promocional, mediante entrega de 1 quilo de alimento no dia do evento, e estudante) Venda online: https://pixelticket.com.br/eventos/4500/between-the-buried-me Venda física: Locomotiva Discos – sem taxa, somente em dinheiro (rua Barão de Itapetininga, 37 – SP/SP) Classificação etária: 16 anos

    Edições avulsas, assinatura física e digital.

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