Categoria: Roadie News

  • OZZY OSBOURNE – Rio de Janeiro/RJ, 20 de maio de 2018

    OZZY OSBOURNE – Rio de Janeiro/RJ, 20 de maio de 2018

    Razão e coração. Impossível o segundo não falar mais alto que o primeiro ao analisar a despedida carioca de Ozzy Osbourne numa Jeunesse Arena tomada por dez mil pessoas, afinal, é mais uma ficha que cai. O Madman, que completa 70 anos em dezembro, vai apenas parar com as longas turnês, então não podemos esperar uma Retirement Sucks 2 depois desta No More Tours 2 – o primeiro adeus, em 1992, basicamente foi motivado pela esclerose múltipla. Um diagnóstico errado, porque o vocalista tem Síndrome de Parkin, raro problema genético cujos sintomas são parecidos com os da Doença de Parkinson, porém mais leves.

    O problema agora é o mesmo que outros artistas enfrentam: o tempo. Perdemos Ronnie James Dio, perdemos Lemmy Kilmister. O Black Sabbath já fez o seu canto dos cisnes, o Slayer entrou em modo ‘game over’, o KISS, queiram ou não, está mesmo à beira do fim da estrada… Ah, sim: Judas Priest e Scorpions ficaram apenas na ameaça, mas quantos anos mais para cada um deles? Há um sem-número de artistas nos acréscimos do segundo tempo ou já disputando a prorrogação, e os próximos cinco a dez anos serão marcados pelas despedidas dos grandes responsáveis por toda uma formação musical. A melhor das graduações, diga-se.

    Entendeu por que é impossível ser 100% racional? Ozzy deve fazer um show aqui e outro ali ao término de uma turnê programada até o fim de 2019, mas é melhor nos acostumarmos definitivamente a matar a saudade com CDs e, principalmente, DVDs. Isso porque já estamos todos acostumados com o set list que o Madman apresenta, e nem é preciso dar aquela pesquisada na internet antes do show. Depois de um vídeo bacana com imagens da carreira do Madman, sabíamos que Carmina Burana, de Carl Off, abriria os serviços. E daí? Não importa quantas vezes você tenha presenciado isso ao vivo, porque a ovação a Ozzy, assim que ele coloca o pé no palco, é de reverência. Foi sempre assim, mas agora com um tom de emoção como nunca antes.

    “Let the madness begin!” Foi novamente assim que Ozzy anunciou Bark at the Moon, a primeira do repertório, e quando ele pediu “everybody howl!”, todo mundo virou lobisomem e uivou para acompanhar o ídolo. O set list é o de sempre, né? Meu amigo, o cara pode abrir um show com Bark at the Moon e mandar Mr. Crowley em seguida. É muita pressão. E são dois clássicos com quatro dos solos de guitarra – dois em cada música – mais espetaculares da história do heavy metal. Obrigado, Randy Rhoads. Obrigado, Jake E. Lee. Para completar o pódio, I Don’t Know obviamente ganhou o coro do público em seu refrão simples e absurdamente funcional.

    Passados os primeiros minutos de êxtase, Fairies Wear Boots, a primeira do Black Sabbath na noite, serviu para observações – curiosamente, a ex-banda de Ozzy só foi lembrada com canções de Paranoid (1970). Palco caprichado, com um telão que ocupava todo o fundo e uma enorme cruz que não era meramente decorativa. Fazia parte, digamos assim, da iluminação do espetáculo. E que iluminação! Principalmente no jogo de lasers verde e vermelho que causava um belíssimo efeito quando usado. E tinha Ozzy em melhor forma do que quando esteve aqui em 2016, na derradeira turnê do Sabbath. Claro, há muito ele não dá aqueles saltos, e mesmo o balde d’água só se fez presente uma vez. O teleprompter é usado com mais frequência do que antes, e as escorregadas vocais (e nas letras, vez ou outra) continuam lá. Virou charme, mas a alegria “let’s go fucking crazy” não se perde. É a mesma alegria quase infantil que o Príncipe das Trevas demonstra ao ouvir os fãs cantarem “Olê! Olê! Olê! Ozzy! Ozzy”. Momentos para colocar um sorriso no rosto de qualquer um.

    Mais do que isso, é contagiante, mesmo que em alguns momentos do show ele tenha feito um esforço extra diante da apatia de parte do público. Como na hora de apresentar a banda, cuja estrela é Zakk Wylde. O guitarrista não precisou de muito para ser aplaudido efusivamente, mas os companheiros – Blasko (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (teclados e guitarra base) necessitaram de um empurrãozinho. “Esse cara é um Wakeman, porra!”, disse Ozzy, em tom de repreensão, ao pedir mais aplausos para o músico. Havia uma parcela do público que não tinha ideia de quem é o pai do rapaz, muito menos da ligação do sobrenome com a história do Sabbath, afinal, sempre vai ter quem ouça War Pigs e diga que é um cover do Faith No More. De qualquer maneira, apesar dos momentos “I can’t fucking hear you”, o Madman nunca deixou de “I love you all”.

    Antes de War Pigs, no entanto, as estruturas foram balançadas com Suicide Solution e No More Tears, duas joias que, a rigor, foram um show à parte de Wylde – também teve a baladinha Road to Nowhere para dar uma acalmada nos ânimos. Foi o barulho que precedeu o esporro, porque o clássico do Sabbath foi não apenas um momento de catarse. Foi a extensão dos solos massacrantes do guitarrista, que – assim como fez com o Zakk Sabbath, em novembro do ano passado – desceu para o pit (onde deveriam ter ficado os fotógrafos, vetados pela produção da banda) e largou os dedos sem dó nem piedade. Largou os dedos e também os dentes, tocou com a guitarra nas costas e apresentou um medley matador com trechos de Miracle ManCrazy BabiesDesire e Perry Mason, canções que bem poderiam estar inteiras no repertório – ao menos a primeira e a última, que estão entre as melhores da carreira solo de Ozzy, e para as quais Wylde escreveu solos antológicos.

    Depois de Clufetos espancar a bateria com os holofotes voltados somente para ele, Ozzy retornou ao palco para Shot in the Dark, que voltou ao set na turnê de Scream (2010), ainda com Gus G., e felizmente não saiu mais. Mas o lado hard rock do Madman – do injustiçado The Ultimate Sin (1986), mais precisamente – parece ter ficado apagado em algum canto da memória do público. Uma pena, porque a música é tão alto nível quando o disco. Mas para o fã que estava próximo de mim e gritou “Jake E. Lee!” ao ouvir as primeiras notas, meus parabéns. Parabéns também a todos que cantaram I Don’t Want to Change the World, incluindo o “Uh!” logo depois do riff no início, porque se esgoelar em Crazy Train é fácil.

    OK, é complicado competir com os clássicos, mas Mama, I’m Coming Home fez melhor antes de Paranoid, que encerrou a noite como (quase) todos esperavam. Houve quem achasse que não era o fim da festa, mas foi o desfecho de 90 minutos de emoção, para o coração calar a razão e achar legal até a rodinha Nutella aberta na pista. Pouco importa se as músicas do Black Sabbath poderiam ter dado lugar a material próprio. Ou que o set list tenha sido o mesmo das duas últimas turnês no Brasil (em 2011 e 2015), praticamente à exceção de canções pós-1991, ano de No More Tears. No centro do palco, no comando de tudo, estava John Michael “Ozzy” Osbourne, um dos quatro rapazes que há 50 anos deram os primeiros passos para criar o estilo que despertou nossa paixão pela música. Ozzy foi um dos arquitetos do caminho que me levou a escrever estas linhas. Ozzy foi um dos responsáveis por despertar em você o interesse em lê-las. E isso não tem preço.

    Observação: assim como na turnê do Black Sabbath em 2016, a produção do Ozzy Osbourne vetou credenciamento a todos os fotógrafos – veja bem: não foi a produtora que trouxe Ozzy ao Brasil, e muito menos é o vocalista quem decide isso. Foram liberadas quatro fotos para a imprensa depois do show de São Paulo, o que não aconteceu ao fim das apresentações em Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Na verdade, as imagens disponibilizadas são de um show no Markham Park, em Sunrise, Flórida (EUA), no dia 29 de abril. Em respeito ao leitor, as fotos que ilustram esta resenha são, de fato, da apresentação no Rio de Janeiro. Feitas na raça, no meio do público, e parte do arquivo pessoal do autor das imagens.

    Set list
    1. Bark at the Moon
    2. Mr. Crowley
    3. I Don’t Know
    4. Fairies Wear Boots
    5. Suicide Solution
    6. No More Tears
    7. Road to Nowhere
    8. War Pigs
    9. Medley instrumental: Miracle Man/Crazy Babies/Desire/Perry Mason
    10. Tommy Clufetos Drum Solo
    11. Shot in the Dark
    12. I Don’t Want to Change the World
    13. Crazy Train
    Bis
    1. Mama, I’m Coming Home
    2. Paranoid
  • Em sua turnê de despedida, SLAYER começa a caça ao merchandise pirata

    Em sua turnê de despedida, SLAYER começa a caça ao merchandise pirata

    De acordo com o Northern California Record, a empresa responsável pelo merchandising do SLAYER entrou com uma ação para obter uma ordem judicial que pode ser usada para delegar agentes federais e autorizar policiais locais e estaduais contratados pela empresa a apreender camisetas e outros itens de merchandise piratas durante a turnê de despedida da banda.

    A Global Merchandising apresentou a denúncia por violação de marca registrada e concorrência desleal contra vários réus não identificados, descritos na denúncia como “numerosos vendedores independentes não licenciados e empresas de fabricação e distribuição”. Os acusados estavam, de acordo com a denúncia, “vendendo ou mantendo para venda, fora e dentro dos limites das salas de concerto nas quais o SLAYER está se apresentando, antes, durante ou depois das apresentações do SLAYER“.

    A denúncia constatou que “mais de US $ 25 milhões (25 milhões de dólares americanos) em mercadorias licenciadas contendo o nome, marca registrada, logotipos e/ou itens semelhantes do SLAYER foram vendidos” até o momento.

    Em agosto de 2010, a Live Nation entrou com uma ação contra vários “John Does”  antes do Ozzfest daquele mês em Devore, Califórnia. (“John Doe” é um termo usado em ações judiciais para identificar indivíduos cujos nomes reais ainda não são conhecidos.) A Live Nation estava tentando obter uma ordem judicial para que autoridades federais e locais apreendessem e confiscassem equipamentos que infringem marcas registradas no festival itinerante de OZZY OSBOURNE. O AC/DC registrou um processo semelhante antes da turnê de 2016 nos EUA.

    Em janeiro passado, o SLAYER anunciou que faria uma última turnê ao redor do mundo para agradecer aos fãs por todo seu apoio ao longo dos anos, por fazer as últimas três décadas e meia repletas de bons momentos e experiências inesquecíveis.

    Tom Araya tem sido bastante enfático nos últimos anos sobre seu crescente desgosto pelo estilo de vida em turnê e seu desejo de passar mais tempo com sua esposa e filhos em casa. “Chegou uma época em que eu me tornei um homem de família e tive dificuldades para ir e voltar”, disse ele em uma entrevista em 2016. “E agora, neste estágio, no nível em que estamos agora, eu posso fazer isso; posso voar para casa quando quiser, em dias de folga, e passar algum tempo com minha família, o que é algo que eu não era capaz de fazer quando [meus filhos] estavam crescendo. Agora eles estão mais velhos e maduros. Então agora eu aproveito isso”. Araya acrescentou: “Sim, fica cada vez mais difícil voltar para a estrada.”

    Em fevereiro, a esposa de Kerry King, Ayesha, disse que os fãs “sempre terão a música dele”, mesmo depois que o SLAYER chegar ao fim.

    King disse em entrevistas anteriores que seus trabalhos musicais pós-SLAYER não seriam muito diferentes daquilo que os fãs se acostumaram a ouvir dele.

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  • Bruce Dickinson: “A indústria da música explorou seus clientes”

    Bruce Dickinson: “A indústria da música explorou seus clientes”

    O vocalista do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson, disse que o declínio da indústria da música pode ser atribuído ao fato de que as gravadoras não conseguiram tirar proveito da revolução digital.

    A revolução da música digital começou com o Napster – o serviço de compartilhamento de arquivos criado por dois adolescentes em 1999 e fechado em 2001. O principal exemplo de tecnologia disruptiva, o Napster permitiu que as pessoas baixassem praticamente qualquer faixa ou álbum que quisessem – de graça. A indústria da música nunca se recuperou.

    No início deste mês, durante uma aparição no ‘VTEX  Day 2018’ em São Paulo, Dickinson disse ao programa ‘Conta Corrente’ da GloboNews que as gravadoras não têm ninguém para culpar, senão a si mesmas pela situação em que se encontram.

    “A indústria da música explorou seus clientes”, disse ele.  “As gravadoras estavam ganhando muito dinheiro sem fazer muito. Elas acreditavam que os downloads simplesmente desapareceriam. Mas isso não aconteceu, e eles não fizeram nada a respeito. Eles não viram o download como sendo uma ótima maneira de acessar seus fãs, seus clientes, se você preferir, mas as bandas viram – as bandas estavam muito à frente das gravadoras.

    “O Brasil, por exemplo, tinha uma das audiências mais jovens de qualquer país do mundo”, continuou ele. “E, consequentemente, eles tiveram uma grande aceitação da atividade na Internet. Então, para uma banda como o IRON MAIDEN, que abraçou a Internet desde muito cedo, estávamos fazendo contato direto com as pessoas no Brasil. E isso foi ótimo para nós. Mas as gravadoras não entenderam isso porque eram muito arrogantes, eram muito velhas, eram muito lentas”.

    Eventualmente, o setor adotou a música digital, mas precisou da Apple e do iTunes para fazê-lo.

    Bruce disse em uma entrevista em 2015 que os serviços de streaming como o Spotify e a Apple Music beneficiam mais os artistas estabelecidos do que os aspirantes que ainda precisam galgar seu espaço.

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  • CHICKENFOOT deve trabalhar em seu novo álbum ainda este ano

    CHICKENFOOT deve trabalhar em seu novo álbum ainda este ano

    O guitarrista Joe Satriani acha que o CHICKENFOOT vai se reunir antes do final do ano para começar a trabalhar em novas músicas.

    O supergrupo, que conta com o lendário guitarrista ao lado do ex-vocalista do VAN HALEN, Sammy Hagar, o ex-baixista do VAN HALEN, Michael Anthony, e Chad Smith, baterista do RED HOT CHILI PEPPERS, tem permanecido em silêncio pela maior parte do tempo desde 2012, quando excursionou com Kenny Aronoff na bateria, substituindo Chad Smith, muito ocupado com a agenda da sua banda principal.

    Na semana passada, o CHICKENFOOT se reuniu no Fillmore, em San Francisco, durante o quinto concerto beneficente anual “Acoustic-4-A-Cure”. A banda até se apresentou pela primeira vez em pouco mais de dois anos.

    Perguntado durante uma nova entrevista ao ‘Rock Talk With Mitch Lafon’ sobre o status atual do CHICKENFOOT, Joe disse: “Bem, algumas noites atrás, nós estávamos no palco do Fillmore aqui em São Francisco, e tocamos um set acústico de quatro músicas. Isso foi uma loucura, estou tocando músicas do CHICKENFOOT em versão acústica – uau, isso é uma loucura. Mas nos divertimos tanto, e eu sei que todos estávamos nos perguntando o que iria acontecer… E a magia inegável entre nós era palpável. Todos sentiram isso. E depois, todos disseram: ‘Vocês têm que gravar outro disco’, e todos queriamos fazer isso. Então todos eram abraços e sorrisos e nós dissemos: “Vamos fazer isso”. Fiquei muito surpreso, pois parecia que não ia acontecer este ano – mas acho que vai acontecer – então acho que o próximo passo é escrever e ver se todos nós podemos estar na mesma cidade ao mesmo tempo novamente por alguns dias, é assim que a banda trabalha. Nós nunca temos três meses onde nós alugamos um castelo na França e gravamos um álbum, isso nunca acontecerá. É aqui e ali, voando baixo. Isso mantém as forças fluindo e os espíritos para cima, e nós não perdemos tempo. Então eu acho que é bom”.

    Satriani continuou dizendo que o CHICKENFOOT provavelmente nunca será “uma banda de turnê”. Ele explicou: “Eu não acho que o Sammy esteja pensando, ‘eu quero fazer 70 shows em quatro meses’. Eu não acho que exista alguma chance de colocá-lo em um ônibus de turnê novamente [risos], e eu não o culpo. O homem já fez isso; você sabe o que eu quero dizer? E agora eu entendo isso. Na perspectiva dele, ele não quer sentir que o trabalho vai impedi-lo de ser criativo, então eu acho que todos nós temos que trabalhar um no outro para dar um ao outro o que precisamos para chegar ao próximo passo. Estou satisfeito em fazer um disco e algumas apresentações pelo mundo. Eu acho que essa coisa do CHICKENFOOT sair em turnê como o JOURNEY, o DEF LEPPARD ou algo assim, eu acho que nunca faremos isso, porque todos nós estamos envolvidos em outras coisas. Mas eu aprendi a amar isso [risos]. Foi frustrante no passado, porque eu estou tão acostumado a fazer turnês, adoro sair em turnê, amo a vida no ônibus de turnê e adoro viajar. Mas é diferente, eu acho, quando você é um vocalista. E esses caras têm feito muito mais em suas carreiras do que eu fiz, então eles têm um conjunto diferente de desejos neste momento em suas vidas”.

    Em março de 2017, o CHICKENFOOT lançou Divine Termination, sua primeira nova música em cinco anos, na coletânea Best + Live, a primeira coleção ‘best of’ da banda.

    O álbum mais recente do CHICKENFOOT, Chickenfoot III, foi lançado em 2011.

    Satriani lançou seu décimo sexto álbum solo, What Happens Next, em janeiro via Sony / Legacy Recordings.

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  • SHAMAN – Banda retorna com formação clássica original para apresentação única em SP

    SHAMAN – Banda retorna com formação clássica original para apresentação única em SP

    De uma proposta corajosa à ascensão meteórica; do reconhecimento glorioso à separação precoce… Após 12 anos, a Free Pass enxergou através da escuridão a luz que faltava para reunir os 4 grandes mestres do metal nacional que, sem abrir mão do som pesado e original, chegaram ao topo de paradas nunca antes imaginadas.

    A única banda a lograr esse feito até hoje… SHAMAN!

    A Free Pass Entretenimento orgulhosamente confirma o show de reunião da banda SHAMAN com sua formação clássica original: Andre Matos, Luis Maruitti, Hugo Mariutti e Ricardo Confessori.

    O grupo executará seus álbuns “Ritual” e “Reason”, ambos na íntegra, em única apresentação no dia 22 de Setembro na Audio, em São Paulo.

    E mais:
    – Merchandise oficial inédito e exclusivo no dia do show;
    – Pacotes de Meet&Greet;
    – Quantidades limitadas.

    Mais em:
    www.freepass.art.br/shaman

  • BATUSHKA – São Paulo/SP, 18 de maio de 2018

    BATUSHKA – São Paulo/SP, 18 de maio de 2018

    Praticamente desde que os primeiros vestígios do som que chamaríamos de black metal foram ouvidos – lá no início da década de 80 – já se percebia que o bastado feio e maldito do heavy metal não reconheceria limites, e jamais pararia de crescer e evoluir. Sim, o Venom mais parecia uma tempestade impiedosa do que uma banda de rock, e fazia exatamente o que era necessário para dar novo gás e novos caminhos para o metal. Mas, claro, era só o começo. Cronos, Abaddon e Mantas, do alto do Olimpo ou das profundezas do Reino de Hades, jamais poderiam imaginar que toda a sua blasfema criação tomaria proporções cada vez maiores, em todos os sentidos. Com os anos, vimos o Bathory reinar absoluto, vimos o thrash/black alemão se consolidar, vimos a Noruega queimar, e assistimos com um misto de orgulho e tristeza o gênero mais extremo do metal se aproximar muito perigosamente daquele reino proibido chamado ‘mainstream’. Vimos muita coisa, mas a chama negra nunca deixou de queimar. Nunca. E na sexta-feira, 18 de maio, tínhamos mais algo para ver. Era chegado o dia de assistir ao polonês BATUSHKA, um dos mais célebres nomes do black metal da atualidade.

    Com a casa recebendo um ótimo público, a misteriosa banda polonesa chegou como que para comprovar que a chama do black metal continua acesa. Antes de tudo, o mistério: O palco vazio – a não ser por toda a decoração que torna um show do Batushka um grande ritual – onde uma luz quase completamente ausente parecia evanescer os restos de um culto vetusto, enquanto uma introdução sombria irrompia pelos alto-falantes, com a languidez e a melancolia de um antigo funeral. Coisa curiosa é que todo esse clima, planejadamente tétrico, parecia surtir efeito contrário na massa humana presente na casa: conforme os minutos se passavam sem a presença dos músicos no palco, o furor parecia aumentar, crescer em fulgor e em poder. Justamente quando todos já pareciam não poder mais aguentar a ansiedade, eis que eles estavam ali. Enquanto iam tomando seus postos no palco, aquele espetáculo esperado pelos fãs ia tomando forma, com poucas alterações. A premissa básica de seguir o ritmo e, digamos, a ordem de culto foi seguida, o livro da liturgia foi apresentado, mas não tivemos o acendimento das velas. Enquanto os primeiros acordes de guitarra anunciavam o início de Yekteniya I: Ochishcheniye, e da apresentação em si, o público começou a vibrar, renovando a força e o ânimo com a entrada do ‘padre’ – ou do vocalista, como preferir.

    A alternância entre as partes calmas – instrumentalmente mais voltadas ao chamado Depressive Suicidal Black Metal ou ao Blackgaze – se tornaram uma massa ensandecida de peso e melancolia, que se unia aos tons mais tradicionais e viscerais do black metal por meio dos vocais rasgados do vocalista, um belíssimo e assustador contraste com os vocais estilo ‘canto bizantino’ dos vocalistas de apoio. Mais intensa desde o princípio, Yekteniya II: Blagosloveniye passou como um trem desgovernado sobre a plateia, exigindo muita habilidade do vocalista principal, que alternava entre gestuais ritualísticos, gritos ensandecidos e vozes de comando, enquanto bateria, guitarra e baixo garantiam a efetividade de uma mensagem que paira apenas subentendida.

    Seguindo adiante em sua liturgia baseada nos ritos da igreja ortodoxa, os poloneses atacaram uma terceira vez com Yekteniya III: Premudrost’, que teve ao seu início o som das sinetas (carrilhão) sendo acompanhado pelas palmas dos fãs, cada vez mais envolvidos com a missa que se seguia. O show, que foi o primeiro da banda no Brasil – e que não contou com banda de abertura – chegou a sua metade com Yekteniya IV: Milost’. Claro que não existiam grandes surpresas no repertório, já que estávamos diante de uma banda que ainda dispõe de apenas um único álbum de estúdio lançado, e que segue uma ordem especifica em suas apresentações. Também não podemos dizer que o impacto visual era inédito, afinal, quem de nós não viu milhares de vezes os vídeos do Batushka ao vivo pela internet? E mesmo assim, a cada nova música, a cada novo movimento no palco nos víamos capturados, hipnotizados pelo que estava acontecendo, como se o espetáculo fosse tudo o que havia acontecendo no mundo naquele momento. Impressionante, em todos os sentidos.

    Claro que a sequência foi respeitada do início ao fim, e o show foi encerrado com Yekteniya VIII: Spaseniye, quando o livro da liturgia foi novamente apresentado aos presentes, para depois ser levado do palco, seguido por toda a banda. Você já viu padre voltar para o ‘bis’ depois da missa? Pois é, nem adiantava esperar. A primeira passagem de uma das mais importantes bandas da nova geração do black metal tinha terminado, com um sucesso retumbante. Nas caras estupefatas que acompanharam a apresentação, no rosto lavado de júbilo que sucedeu o show… Estava claro para cada um de nós que a música foi o mais importante, mas não o único ingrediente que tornou a noite de sexta-feira especial em São Paulo. Seria esta, afinal, a verdadeira força do black metal? Mais do que nunca, podemos dizer que temos fé que sim.

  • Confira o ‘teaser’ de “Amnesiac”, próximo vídeo do KAMELOT

    Confira o ‘teaser’ de “Amnesiac”, próximo vídeo do KAMELOT

    Um ‘teaser’ do vídeo oficial de Amnesiac do KAMELOT já está disponível, e pode ser visto abaixo. A faixa é parte do novo álbum da banda, The Shadow Theory, que foi lançado no dia 6 de abril via Napalm Records.

    O fundador e guitarrista Thomas Youngblood afirma: “O álbum The Shadow Theory é uma jornada psicológica através da complexidade da mente humana. Estamos constantemente sujeitos a estímulos através de mídia, tecnologia, experiências sociais e a inteligência artificial. Ainda seremos criaturas sociais em num futuro próximo? The Shadow Theory é um álbum que mistura muitos mundos, dando ao ouvinte um cenário dentro de nossas próprias realidades. Este álbum foi escrito e gravado durante todo o ano e estamos orgulhosos dos elementos da música e da diversidade em The Shadow Theory“.

    The Shadow Theory contou com o trabalho do aclamado produtor musical Sascha Paeth e foi masterizado por Jacob Hansen. As participações especiais do álbum incluem Lauren Hart (ONCE HUMAN), Jennifer Haben (BEYOND THE BLACK) e o próprio Sascha Paeth. A capa e a arte do encarte foram criadas por Stefan Heilemann.

    KAMELOT recentemente se separou do baterista Casey Grillo e o substituiu por Johan “Jo” Nunez.

    Grillo vem substituindo o baterista do QUEENSRŸCHE, Scott Rockenfield, desde abril de 2017. Scott está aproveitando as atividades de turnê da banda para passar o tempo com seu filho, Rockson.

    Após o lançamento de The Shadow Theory, o KAMELOT embarcou em uma grande turnê mundial, começando pela América do Norte durante abril / maio de 2018, e seguido para a Europa no verão europeu.

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  • MORGOTH: Lenda do death metal alemão pode estar encerrando a carreira

    MORGOTH: Lenda do death metal alemão pode estar encerrando a carreira

    Razões organizacionais e individuais obrigaram os veteranos alemães do death metal MORGOTH a se absterem de qualquer outra atividade ao vivo. Um novo registro de estúdio também não é planejado.

    O último show ao vivo programado acontecerá no dia 8 de junho no Chronical Moshers Open Air na Alemanha. A banda tomou essa decisão após cuidadosa consideração.

    O guitarrista Sebastian Swart diz: “Há algum tempo, é difícil para nós atuarmos com flexibilidade como banda. A principal razão é que todos nós vivemos espalhados por toda a Alemanha. Minhas razões individuais são o fato de eu sofrer de grandes e múltiplos problemas de audição e, além disso, eu estarei mudando para o exterior por conta do meu trabalho”.

    A decisão não significa que o MORGOTH se separará permanentemente, mas todas as atividades estão sendo suspensas neste momento.

    O guitarrista Harry Busse diz: “Esta decisão não foi fácil para nós, mas neste momento é necessário dar este passo. A ideia inicial em 2011 era tocar apenas um punhado de shows para celebrar o 20º aniversário de Cursed. O fato de que continuamos por mais sete anos e seguimos com um novo álbum de estúdio, Ungod, não era algo que tínhamos planejado naquela época. Nós realmente gostamos desse tempo e queremos agradecer a todos os nossos fãs, a Century Media Records e nossa administração, a Clandestine Music, por seu apoio durante estes anos”.

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  • FLOTSAM AND JETSAM já tem data para lançar seu novo álbum

    FLOTSAM AND JETSAM já tem data para lançar seu novo álbum

    A veterana banda de thrash metal do Arizona (EUA) FLOTSAM AND JETSAM lançará seu novo álbum, The End Of Chaos, em 9 de novembro, pela AFM Records.

    A arte da capa de The End Of Chaos pode ser vista ao lado.

    O FLOTSAM AND JETSAM recentemente deu as boas-vindas a Ken Mary (ALICE COOPER, ACCEPT) como baterista permanente da banda. Mary começou a excursionar com o grupo no ano passado, depois que Jason Bittner foi convidado para integrar o OVERKILL.

    “É sempre bom tocar com o poderoso FLOTSAM AND JETSAM“, disse Mary. “A música é muito desafiadora e, ao mesmo tempo, muito divertida de se tocar. Com músicos tão bons na banda, e que também são ótimos caras, vai ser uma explosão!”

    “Estamos felizes em anunciar que Ken será nosso novo baterista”, acrescentou a banda. “Ken já definiu todas as linhas de bateria para o nosso próximo álbum, previsto para lançamento ainda este ano, e estamos todos ansiosos para que os fãs experimentem um novo capítulo na história do FLOTSAM AND JETSAM“.

    Atualmente, o FLOTSAM AND JETSAM segue em turnê pelos Estados Unidos ao lado do grupo sueco de power metal HAMMERFALL.

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  • ANGRA confirma participação de Sandy em gravação de DVD no Tom Brasil

    ANGRA confirma participação de Sandy em gravação de DVD no Tom Brasil

    A banda Angra acaba de confirmar a participação da musa Sandy na gravação de seu proxímo DVD que ocorrerá na tradicional casa de shows Tom Brasil, em São Paulo, no dia 21 de julho.

    Neste show, os músicos vão apresentar o novo álbum “ØMNI” na íntegra, além de vários dos sucessos escolhidos pelos fãs através de uma votação by request que está ocorrendo página oficial do grupo no Facebook.

    Sandy é conhecida nacionalmente por sua voz enigmática e é considerada uma das maiores e mais bem sucedidas cantoras do Brasil.

    Atualmente formado por Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria), os músicos prometem um show mágico e muitas novidades no repertório que irá desfilar por toda carreira do grupo com a intenção de agradar os antigos fãs e também os novos admiradores.

    SERVIÇO SÃO PAULO Top Link Music apresenta ANGRA Quando: 21 de julho (Sábado) Horário: 22h00 Local: Tom Brasil Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281, São Paulo Compre online: https://www.ingressorapido.com.br/event/6395/ Links relacionados: https://www.angra.net/ https://www.facebook.com/AngraOfficialPage/   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop