Categoria: Roadie News

  • Confira Andreas Kisser (SEPULTURA) no palco com o DEATH ANGEL

    Confira Andreas Kisser (SEPULTURA) no palco com o DEATH ANGEL

    O guitarrista do SEPULTURA, Andreas Kisser, se juntou ao DEATH ANGEL no palco no dia 20 de maio, no show final da turnê australiana das duas bandas para tocar a música Hatred United / United Hate. Imagens filmadas por fãs podem ser vistas abaixo.

    Kisser apareceu originalmente na versão de estúdio de Hatred United / United Hate, que foi incluída no último álbum do DEATH ANGEL, The Evil Divide de 2016. O CD foi mais uma vez gravado nos estúdios da AudioHammer em Sanford, Flórida, com o produtor Jason Suecof (TRIVIUM, DEICIDE), que trabalhou anteriormente nos álbuns Relentless Retribution (2010) e The Dream Calls For Blood (2013).

    Em janeiro, o vocalista do DEATH ANGEL, Mark Osegueda, disse ao ‘The Metal Voice’ que a banda esperava ter seu próximo álbum “escrito, gravado e mixado até o final do ano”.

    Em relação à direção musical do próximo álbum do DEATH ANGEL, Mark disse: “Este será o quarto álbum com esta formação. Este será o maior número de álbuns que o DEATH ANGEL já fez com uma mesma formação. Nós vamos continuar com o mesmo produtor também – Jason Suecof, no AudioHammer na Flórida, então vamos manter a mesma fórmula, de forma que vai ser agressivo, na cara. Mas acho que nosso arsenal ficou muito mais variado – veja o nosso último disco, The Evil Divide, com uma música como Lost. Então, nós sempre temos as nossas próprias pequenas e sutis nuances que lançamos mão, enquanto outras bandas de thrash não o fazem, e eu acho que é isso que nos separa deles. Eu não sei se é uma coisa melhor, mas é uma coisa original, e é por isso que sempre lutamos”.

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  • BUCKCHERRY revela planos para um novo álbum em 2019

    BUCKCHERRY revela planos para um novo álbum em 2019

    O BUCKCHERRY entrará em estúdio nesta primavera para começar a gravar seu novo álbum, que deverá ser lançado no início de 2019. O sucessor de Rock ‘N’ Roll de 2015 marcará o primeiro lançamento da banda desde a saída do guitarrista Keith Nelson e do baterista Xavier Muriel, e a adição de Sean Winchester e Kevin Roentgen, respectivamente.

    Falando com a rádio WRIF 101.1 FM de Michigan (EUA), o vocalista do BUCKCHERRY, Josh Todd disse: “Acabamos de terminar todas as composições para o próximo disco do BUCKCHERRY. Foi uma tarefa enorme, e rolou muito bem. Então, vamos gravar em outubro.”

    De acordo com Todd, o BUCKCHERRY estará no estúdio “de três semanas a quatro semanas” fazendo o novo álbum. “Nós conseguimos ter todas as músicas e arranjos feitos antes”, explicou ele. “Nós já temos todo o mapeamento antes de começarmos a gravar, e depois gravamos o disco tão ao vivo quanto pudermos para fazer com que pareça um show de rock”.

    “Honestamente, podemos gravar em duas semanas”, continuou ele. “Fizemos isso com 15 [2005], e eu acabei de fazer isso com o álbum JOSH TODD & THE CONFLICT; nós fizemos ele em 12 dias”, diz ele, referindo-se ao seu projeto paralelo com o guitarrista Stevie Dacanay, do BUCKCHERRY (também conhecido como Stevie D.). “Desta vez, neste disco, eu só quero ter certeza de que estamos… eu não quero apressar as coisas. Não que nós tenhamos apressado o passo em qualquer um dos álbuns, mas eu estava matando os vocais de duas músicas por dia, e eu não quero fazer isso desta vez; eu quero tomar o meu tempo. Então vamos ver o quão rápido vai ser, talvez três semanas”.

    No ano passado, Todd disse ao podcast ‘Rock Talk With Mitch Lafon’ que ele “ficou meio surpreso” com a decisão de Nelson e Muriel de deixar BUCKCHERRY. Ele também afirmou que nos últimos três anos da existência da formação anterior, “não havia pensamento coletivo” e o BUCKCHERRY “simplesmente não era uma banda”.

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  • OVERDOSE – São Paulo/SP, 26 de maio de 2018

    OVERDOSE – São Paulo/SP, 26 de maio de 2018

    Mesmo em meio a caótica crise de combustível que vem assolando todo o Brasil nos últimos dias, o lendário Overdose, um dos grupos pioneiros e mais emblemáticos do mundialmente cultuado e influente metal de Belo Horizonte (MG), desembarcou em São Paulo para matar a saudade dos headbangers paulistanos. A espera durou exatos dez anos, desde que a banda tocou por aqui em uma das edições anuais da tradicional Virada Cultural – no meu caso, foram 22, já que o último show que assisti dos mineiros aconteceu em 1996, num festival realizado no extinto Aeroanta, em que dividiram palco com seus conterrâneos contemporâneos do Witchhammer e Sextrash, e também com a paulistana Retturn. Dessa vez, o Overdose trouxe na bagagem 35 anos de carreira, sendo que um pouco de sua trajetória musical foi mostrada no último sábado, 26, no palco da comedoria do Sesc Belenzinho, através de um setlist formado por músicas da maioria de seus álbuns. Levando-se em conta a redução da frota no transporte público devido à não funcionalidade de vários postos de gasolina, dá pra dizer que o número de pessoas que compareceu ao Sesc foi razoável, diria até superior ao esperado, considerando que a expectativa não era das mais animadoras.

    A sonoridade do Overdose sempre foi marcada por diversidade e evolução musical. Do início no heavy/speed, passando por um metal mais melódico e progressivo no decorrer e culminando no thrash metal – em princípio tradicional e depois tribal e grooveado -, a banda sempre se renovou. E foi dessa última e contestada fase, que é amada por uns (me incluo) e odiada pelos mais radicais que não aceitaram a mistura de elementos, que a maior parte do repertório foi preparada. Pontualmente às 21h30, a introdução “The Front”, do último álbum “Scars”, lançado no longínquo ano de 1995, começou a rolar no som mecânico, dando o clima exato para que o Overdose tomasse o palco de assalto. A pancadaria comandada pelos membros fundadores Bozó (vocal) e Claudio David (guitarra), pelo também veterano Sergio Cichovicz (guitarra) e pelos estreantes Bernardo Gosaric (baixo) e Heitor Silva (bateria) começou pelas frenéticas “Rio, Samba e Porrada no Morro” e “Street Law”, ambas do impactante “Progress of Decadence” (1993), álbum que foi determinante na história do Overdose, pois foi a partir dele que os ritmos brasileiros, de samba aos ‘beats’ tribais, foram introduzidos em seu thrash metal, especificamente no que diz respeito a parte percussiva da banda, uma exclusividade não só do ex-baterista André Márcio, como também do próprio Bozó. Aliás, confesso que senti falta de ver o frontman sentando o braço em seu antigo pad eletrônico, que era o que proporcionava os sons de percussão e bateria de escola de samba nas músicas. Fica a dica para que a ideia seja retomada, pois a ideia maluca funcionava muito bem para essa proposta.

    Dando sequência, sob uma iluminação que estava simplesmente impecável, a banda intercalou as primeiras duas de “Scars”, “My Rage e “Manipulated Reality”, com a ótima “The Zombie Factory”, uma das mais comemoradas pelo público, e que faz parte do álbum “Circus of Death” (1992), que foi o primeiro em que a banda se atirou de cabeça no thrash metal, só que seguindo numa linha mais tradicional do estilo. Do primeiro ‘full lenght’, “…Conscience…” (1987), veio “Children of War”, porém tocada na versão repaginada e mais pesada, que foi gravada como bônus do mencionado “Circus of Death”. Essa levantou ainda mais os fãs, que corresponderam o tempo todo a energia que a banda mostrava no palco. Nos intervalos entre uma música e outra, o carismático e comunicativo Bozó tirava sarro fazendo caretas hilárias e se comunicando com seu caricato e proposital “mineirês”. Mas o vocalista também falou sério nas vezes em que se mostrou grato às pessoas que estavam curtindo o show e comparecem, mesmo com todas as adversidades, as quais ele depositou a culpa – com toda a razão, diga-se – nos políticos de nosso país. Dando sequência, para a próxima do set Bozó disse que “era chegada a hora de aprendermos a rezar”, e então ele direcionou o microfone na pista para esse que vos escreve. Sacando a qual ele se referia, não perdi tempo e anunciei urrando “How to Pray”, uma das melhores de “Scars”. Depois dessa, veio uma trinca de “Progress of Decadence”, com destaque para a música que dá nome à esse álbum, principalmente por seus riffs hipnóticos. Falando em riffs, impressionou ver a forma como a ótima dupla Cichovicz e David fazem a divisão dos mesmos, como na insana “Favela”, por exemplo.

    O show se encaminhava para o final, mas como muita gente durante todo o set pedia por músicas clássicas dos primeiros trabalhos, a banda não poderia decepcioná-las. Assim sendo, elas foram atendidas com um dobradinha especial. Primeiro veio a longa “Anjos do Apocalipse”, do histórico “Século XX”, que foi lançado em 1985 no famoso split divido com o Sepultura, que por sua vez divulgava “Bestial Devastation”. Por fim, a despedida foi feita com a aclamada “Última Estrela”, de “…Conscience…”. Vale ressaltar que tanto “Século XX” quanto “…Conscience” foram relançados em CD, em versões digipack contendo DVDs de bônus, com shows completos de suas respectivas épocas. Foi uma apresentação memorável do Overdose, que saiu ovacionado. Pena que, pelo tempo de palco no Sesc ser curto, não deu tempo de a banda explorar outras músicas dos álbuns revisitados, que bem poderiam ser “Capitalist Way”, “Straight to the Point”, “Aluquisarrerá”, “School”, “Postcard from Hell”, “Violence”, “Beyond My Bad Dreams” e/ou “Messenger of Death” – descartei músicas dos álbuns “You’re Really Big!” (1989) e “Addicted to Reality” (1990), pois por eles terem uma sonoridade mais, digamos, ‘clean’, não combinariam muito com o pesado repertório.  Ao final, banda e público confraternizaram juntos. Os experientes Bozó, Claudio e Sergio, e os competentes Bernardo e Heitor atenderam os fãs para selfies e autógrafos.

    Depois do show, Sergio Cichovicz e Claudio David nos atenderam pra falar sobre a retomada do grupo. Claudio começou falando sobre o que os motivou a voltar: “O Fernando (Pazzini) que convocou a banda. Ele disse: ‘vamos voltar, enquanto a gente ainda consegue, porque estamos velhos!’”, brincou. “Ele propôs que fizéssemos um ensaio pra ver como ficava. Soou bem e todos nos animamos”. Infelizmente, o baixista original sofreu um infarto e não seguiu com a banda. Chateado, Claudio comentou: “É… Isso até nos incentivou. Estamos perdendo tantos amigos novos e quando ele nos chamou, falei pros demais: ‘Pô, o Fernando quase empacotou. Vamos nos juntar e confraternizar nossa amizade’. Foi mais por isso que voltamos. Ele ficou grilado porque as músicas do Overdose são muito puxadas e ele ficou receoso”. Claudio também falou sobre os mencionados relançamentos do catálogo do Overdose: “Armamos com a Cogumelo e coincidentemente estava acontecendo a volta da banda”. Além de “Século XX” e “…Conscience…”, os demais álbuns também serão relançados. Bom pra quem esperava, principalmente, por “Scars”, que nunca saiu no Brasil. “Agora comprei um (CD) australiano, um inglês, um americano…”, comemorou Cláudio. “Falando sério, eu acho um absurdo um disco do nível do “Scars” não ter sido lançado no Brasil”, esbravejou. “A gravadora lá de fora também não fez força pra lançar no Brasil, assim como ninguém daqui”, contou. Empolgado, Cichovicz complementou: “Acho que o que vai ser legal, é que depois de 35 anos de banda, o nosso último disco, que não saiu na época, agora vai sair”, vibrou. “E “Scars” vai ser mesmo o próximo. Estamos revisando tudo, capa, etc, e vai sair igual o original, mas com algumas surpresas a mais”, antecipou. Resta-nos aguardar pelos próximos relançamentos do Overdose. E tomara que a banda não demore mais tanto tempo pra voltar à São Paulo. E que esse retorno aos palcos resulte em um novo álbum, de preferência!

    OVERDOSE – Setlist: Intro – The Front Rio, Samba e Porrada no Morro Street Law My Rage The Zombie Factory Manipulated Reality Children of War How to Pray Faithful Death Favela Progress of Decadence Anjos do Apocalipse Última Estrela
  • STEVEN WILSON – SÃO PAULO/SP – 27/05/2018

    STEVEN WILSON – SÃO PAULO/SP – 27/05/2018

    Sim, o mês de maio foi um dos mais empolgantes em muitos anos para os fãs de música pesada da Capital Paulista e arredores. Para começar, a quantidade de shows foi espantosa, com várias noites exigindo que o fã escolhesse qual dos grandes eventos queria assistir. Além disso, houve também o fator ‘variedade’, já que realmente rolou de tudo um pouco. Na verdade, desta vez a variedade foi tão grande e em um tão curto espaço de tempo que talvez tenhamos desenvolvido os primeiros casos conhecidos de ‘transtorno bipolar musical’. E não é exagero, veja: em um espaço de mais ou menos uma semana, tivemos a interpretação literal da tempestade antes da calmaria, primeiro com o Brujeria e o Carl Palmer alternando noites, e depois com Triptykon e Steven Wilson fazendo o mesmo. E isso só para limitar aos nomes mais óbvios.

    Embora a expectativa fosse das melhores (quem aí esteve no show surpreendente e incrível que Steven Wilson fez em São Paulo em março de 2016 sabe do que estou falando), havia também certa preocupação, já que o cenário no nosso país estava ainda um pouco mais caótico do que o costumeiro: com a greve dos caminhoneiros, a crise do abastecimento e boa parte da frota paulistana parada nas garagens, chegar ao Carioca Club se tornou um enorme ponto de interrogação na cabeça de muitos dos fãs, já que vivemos numa megalópole que não é servida por estações de metrô em todos os bairros, e que ainda convivia com a agravante diminuição da frota de ônibus. Sim, eram muitas dúvidas, e uma única certeza: aquele fenomenal artista inglês faria um show sensacional, e, pelo menos por umas poucas horas, nos subtrairia de todos os problemas que nos cercam. Uma pena que tenha que ser assim, mas que bom que existe a música para – no momento certo – fazer isso por nós.

    A certeza se concretizou logo na chegada ao Carioca Club. A despeito de todos os problemas, um excelente público compareceu, e era visível que todos tinham deixado seus problemas longe dali. E a coisa se tornou ainda mais perfeita quando o show de fato começou, com a belíssima Nowhere Now, talvez a mais bela composição dentre todas as que formam o assombroso novo álbum de Steven Wilson, o indefectível To The Bone (2017). Quem nunca teve a chance de ouvir essa música, por favor, ouça-a agora, nós esperamos aqui. Você precisa ouvir aquele refrão, precisa sentir a harmonia de cada instrumento para tentar imaginar como foi para nós a sensação de estar lá, e sentir a música curando cada ferida da nossa alma, levando embora todos os problemas enquanto Wilson cantava os versos ‘here above the clouds, I am free of all the crowds’. E esta ainda a primeira música da noite. Pariah, outra de To The Bone veio na sequência, e então vieram a tradicional sequência Home Invasion/Regret #9, do insuperável Hand.Cannot.Erase, de 2015, que garantiram os primeiros tons mais puramente progressivos da noite.

    Claro que os fãs do Porcupine Tree, banda onde Steven Wilson começou a construir seu legado, não sairiam do Carioca Club decepcionados, afinal, existe muito material fantástico ali. Como que para provar a veracidade desta constatação, The Creator Has a Mastertape (In Absentia, 2002) começou a rolar, tirando boa parte do público do chão com sua pegada mais veloz e ‘esquisita’. Ao longo da noite, várias outras composições do Porcupine Tree seriam apresentadas: Arriving Somewhere but not Here foi uma das mais bem recebidas, Lazarus, Heartattack in Layby e Sleep Together também apareceram. Mas, é muito provável que a pegada pop e dançante da nova Permanating tenha causado o maior alvoroço a noite. Harmony Korine foi encaixada no set por conta de um pedido de um casal que estava trocando alianças naquele mesmo dia. Enquanto a belíssima Song of Unborn chegou para fechar uma noite quase perfeita, com Steven Wilson sentado ao violão, enquanto seus parceiros de banda emocionaram com uma performance arrasadora.

    Ao sair da casa de shows e voltar a pensar nos problemas do mundo real, não houve como não encarar o mundo com um sorriso nos lábios. Ao menos por duas horas, o mundo havia sido um lugar perfeito.

  • DIMMU BORGIR anuncia Victor Brandt (ENTOMBED A.D.) como novo baixista

    DIMMU BORGIR anuncia Victor Brandt (ENTOMBED A.D.) como novo baixista

    A banda norueguesa DIMMU BORGIR anunciou a adição do baixista Victor Brandt (ENTOMBED A.D., FIRESPAWN) às fileiras do grupo. Os titãs do black metal sinfônico norueguês farão seu primeiro show desde 2012 em junho e visitarão cada canto do mundo na turnê que se estenderá por este ano e 2019, e Victor está pronto para invadir o palco com o vocalista Shagrath, os guitarristas Silenoz e Galder, o tecladista Gerlioz e o baterista Daray.

    Victor comenta: “É uma grande honra e prazer fazer parte do poderoso DIMMU BORGIR. É realmente um ótimo momento estar me unindo a eles no momento em que lançam seu novo álbum, Eonian, que, na minha opinião, é o melhor álbum deles até o momento. Os membros da banda são tão legais quanto a música que fazem, e eu estou ansioso pela diversão que teremos pela frente”.

    A banda acrescenta: “Estamos muito entusiasmados em anunciar Victor como parte da equipe! Sua experiência, dedicação e habilidade são muito apreciadas e estamos ansiosos em compartilhar os palcos do mundo com ele!”

    Lançado em 4 de maio pela Nuclear Blast, Eonian contém 10 novas faixas, produzidas pela própria banda, com a engenharia de som de Jens Bogren (AMON AMARTH, DARK TRANQUILLITY, ARCH ENEMY, etc). Emergindo das mentes sombrias dos três compositores, Eonian segue um conceito filosófico, lidando com a ilusão do tempo.

    “Combinar elementos orquestrais com riffs de thrash e black metal pode ser bastante desafiador”, afirma Shagrath. “Mas é assim que gostamos de fazer música, misturando elementos inesperados. É quase como misturar água com óleo – todo mundo sabe que isso não funciona, mas nós fazemos funcionar!”

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  • Confira Joey Belladonna (ANTHRAX) interpretando o Hino dos EUA

    Confira Joey Belladonna (ANTHRAX) interpretando o Hino dos EUA

    Em 25 de maio, o frontman do ANTHRAX, Joey Belladonna, cantou o Hino Nacional dos Estados Unidos antes da vitória do Chicago Cubs sobre o San Francisco Giants, na abertura de uma série de três jogos no Wrigley Field, em Chicago, Illinois. Imagens em vídeo de sua interpretação podem ser vistas abaixo.

    Belladonna, que vem realizando essa experiência em uma série de eventos esportivos nos últimos anos, falou com a ‘The Pancake Unfrapped’ sobre a sensação que experimente ao cantat The Star-Spangled Banner diante de uma enorme multidão de pessoas, muitos dos quais não estão familiarizados com o seu nome ou com a música da sua banda.

    “Eu simplesmente amo cantar o hino”, disse ele. “As pessoas gostam disso. E eu realmente respeito o jogo e o próprio hino, eu sei que é uma honra poder fazer parte disso”.

    Perguntado sobre como se compara a sensação de cantar o hino de seu país diante de um estádio e de enfrentar plateias gigantescas de fãs de heavy metal ao redor do mundo com sua banda, Joey respondeu: “O hino é mais tenso, pois você está ali sozinho, tudo está em silêncio, não há nenhum sinal para seguir. Eu meio que só vou lá e improviso, mas gosto de manter as coisas de um jeito mais tradicional. Isto te deixa um pouco nervoso, mas como eles só te dão o ‘ok’ (para ir lá e cantar) dez minutos antes, é meio ‘uau’, eu fico nervoso, mas uma vez que estou fazendo isso, foco apenas no que estou fazendo”.

    Belladonna voltou ao ANTHRAX para os shows do “Big Four” de 2010, e o processo ajudou a inspirar uma nova onda de criatividade para a banda, que recomeçou uma grande fase com Worship Music, de 2011.

    No mês passado, o ANTHRAX lançou seu novo CD/DVD ao vivo, Kings Among Scotland, que chegou ao Brasil via Nuclear Blast/Shinigami.

    “Tocar para os nossos amigos no Barrowlands sempre foi muito especial”, disse Frank Bello, baixista do ANTHRAX. “Todos sabemos que vamos nos unir e ter um ótimo momento, e achamos que essa incrível interação e energia realmente aparecem neste vídeo.”

    “Foi um desafio para todos nós tocar Among The Living ao vivo”, admite Charlie Benante. “Tocamos várias músicas desse álbum em nossos shows ao longo dos anos, mas nem todas, e tocar uma música em um estúdio de gravação não é o mesmo que tocar ao vivo no palco. Então, nós dedicamos muito tempo para obter todas as faixas perfeitamente. E eu vou te dizer, depois de terminarmos esse set, tão árduo como foi, todos nós sentimos uma sensação de libertação, como se pudéssemos sair e fazer isso de novo.”

    “Foi um show bastante intenso”, acrescentou o guitarrista Scott Ian, “especialmente quando a plateia ficou tão insana que o chão começou a subir e descer”.

    Kings Among Scotland foi produzido, dirigido, filmado e editado por Paul M. Green, da Film24Productions. A mixagem ficou sob responsabilidade de Jay Ruston.

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  • PROFANE OMEN divulga single e clipe “War Boy”

    PROFANE OMEN divulga single e clipe “War Boy”

    Jules Näveri é o vocalista da banda de death&roll PROFANE OMEN, que no momento vive no Rio de Janeiro. A banda quer agora trazer suas músicas para o mercado brasileiro e conquistar novos fãs na América do Sul.

    A banda de metal finlandesa está à todo vapor com o lançamento do novo single e seu respectivo vídeo clipe. Contando com as vozes do Moonsorrow, Ensiferum, Finntroll e Korpiklaani para uma dose extra de potência, WAR BOY dá um gostinho do quinto álbum da banda – OOKA (櫻花 Ōka, flor de cerejeira, ataque de aeronaves kamikazes), a ser lançado no início da primavera de 2018.

    “É uma grande honra para nós que esses quatro cavalheiros tenham achado WAR BOY digna de seu tempo e nós estamos super orgulhosos do resultado. Tudo começou com uma ideia maluca que de repente se tornou executável. E então Mathias, Jonne, Mahi e Ville apareceram no estúdio e tivemos um dia maravilhoso gravando as partes deles. O fato de terem encontrado um tempinho na agenda lotada deles mostra como esses caras são legais e a música não teria ficado tão potente sem a participação deles”

    O vídeo de WAR BOY foi dirigido por Pete Voutilainen da One Eye Media, e pode ser visto abaixo.

    O álbum OOKA, que vai ser lançado no dia 7 de Setembro de 2018, irá redefinir o som do PROFANE OMEN e elevar seu estilo musical ao próximo nível. Em paralelo, a banda também gravou um álbum acústico, WHERE IT HURTS THE MOST, que estará disponível somente para os fãs que encomendarem o álbum físico da banda. A banda PROFANE OMEN fez mais de 500 shows em mais de 30 países e esteve em tournê com o Amon Amarth (2012), Ensiferum (2012) e Fintroll (2014,2015). Eles também já tocaram nos festivais Sonisphere (2010), Bloodstock (2014), Tuska (2007, 2009, 2012) e Metadays (2015), e a banda tem a reputação de ser uma das mais intensas da Finlândia. www.facebook.com/ProfaneOmenOfficial/ / www.profaneomen.net Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • ARMORED SAINT faz única apresentação no Brasil no próximo domingo

    ARMORED SAINT faz única apresentação no Brasil no próximo domingo

    Domingo (03/06) acontece o tão aguardado show dos norte americanos do Armored Saint no Brasil; o local escolhido para a única apresentação – e primeira da banda em solo brasileiro – é o Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1075 – Próximo ao Terminal da Barra Funda e Clash Club), em São Paulo.

    Criado em 1982, em Los Angeles/Califórnia, o Armored Saint tem como frontman, o carismático John Bush, vocalista que já esteve à frente do Anthrax, registrando um de seus maiores sucessos, “Sound Of White Noise” (1993), disco que trazia entre outros, o ‘mega hit’ “Only”. Para quem não sabe, Bush também foi convidado a integrar o Metallica no início da banda, mas negou deixar o Armored Saint.

    O portal Whiplash publicou recentemente uma entrevista bastante completa com o simpático Bush, que falou da expectativa em ‘debutar’ com o Armored Saint em palco brasileiro – ele já esteve aqui outras duas vezes com o Anthrax – sobre não ter aceito entrar para o Metallica, e também, é claro, sobre o Anthrax. Confira a entrevista, aqui:

    https://whiplash.net/materias/entrevistas/283741-armoredsaint.html

    O primeiro álbum do Armored Saint, “March Of The Saint” (84), é considerado um dos maiores clássicos do Heavy Metal, assim como o segundo, “Delirious Nomad” (85). “Raising Fear” (87), completa uma trinca avassaladora.

    A formação da banda traz além de Bush nos vocais, Joey Vera (baixo, e também integrante do Fates Warning), Phil Sandoval (guitarra), Jeff Duncan (guitarra) e Gonzo Sandoval (bateria) – só não podemos dizer que é totalmente a formação original, pois Jeff substituiu Dave Prichard em 1989, já que Dave teve leucemia e faleceu no ano seguinte. Os demais são membros desde a fundação.

    O Armored Saint está divulgando seu último álbum de estúdio, o excelente “Win Hands Down” (2015) – depois disso, lançaram o ‘ao vivo’ “Carpe Noctum”, em 2016.

    Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:

    https://www.facebook.com/events/979438258871718/

    Ingressos físicos, e sem taxas adicionais podem ser adquiridos nos seguintes pontos da Galeria do Rock (Av. São João, 439, Centro, São Paulo):

    -Loja Die Hard Records: 2º Andar, Loja 313

    -Loja Lady Snake: 1º Andar, Loja 213

    Ingressos online:

    https://ticketbrasil.com.br/…/5731-armoredsaint-saopaulo-sp/

    O vocalista John Bush enviou um recado onde convida todos os fãs da banda para o único show no Brasil. Assista:

    https://www.youtube.com/watch?v=dSlZ4IUWf-I

    No dia do show haverá venda de um compacto de 7’ polegadas, exclusivo para a turnê, licenciado pela Metal Blade para a Abigail Records.

    Produção: Abigail Records

    SERVIÇO:

    Abigail Records apresenta:

    Armored Saint – Pela primeira vez, e em apresentação exclusiva no Brasil!!!

    Data: 03/06/18 – Domingo

    Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1075 – Próximo ao Terminal da Barra Funda e Clash Club)

    Abertura da casa: 18h | Armored Saint: 20h

    Ingressos:

    Pista Meia (Lote 1): R$100

    Pista Promocional (Lote 1): R$110

    Pista Inteira (Lote 1): R$200

    Ingressos online: (início das vendas: 19/01 – 10h)

    https://ticketbrasil.com.br/show/5731-armoredsaint-saopaulo-sp/

    Ou nos pontos credenciados pela Ticket Brasil.

    Pontos de venda sem taxa:

    Galeria do Rock (Av. São João, 439, Centro, São Paulo):

    -Loja Die Hard Records: 2º Andar, Loja 313

    -Loja Lady Snake: 1º Andar, Loja 213

  • ONE TRUE REASON lança terceiro álbum, “Defiance”

    ONE TRUE REASON lança terceiro álbum, “Defiance”

    Em ano emblemático, o quinteto hardcore One True Reason celebra 15 anos de carreira com o lançamento do terceiro álbum, Defiance, já disponível pelo selo Artico Music nas principais plataformas de streaming. Ouça aqui: https://ONErpm.lnk.to/OneTrueReasonDefiance também tem versão física, em CD, lançado pela Artico em parceria da Seven Eight Life Recordings e Crecer Records.

     São 10 faixas que reafirmam a banda paulistana como uma das formações mais criativas do hardcore nacional. Em Defiance, o One True Reason acrescenta agressividade e algumas levadas heavy metal, no entanto, a essência mantém o vigor HC do álbum anterior, o elogiado The Art of Survival. Para quem busca referências, o trabalho do OTR é inspirado no hardcore estilo Nova Iorque, de bandas como Strife, Madball, Sick of it All e Terror.

     Diego Gringo (vocais), Alexandre Bezerra (guitarras e vocais), Douglas Melchiades (guitarras), Guilherme Silveira (baixo) e André Giroti (bateria), a formação mais sólida e entrosada do OTR, trouxeram dois conhecidos e respeitados músicos do hardcore para este lançamento. ‘In this Hell’ tem o canadense Andrew Neufeld (Comeback Kid) nos vocais, enquanto Pablo Menna, do Questions, outra instituição do hardcore nacional, toca guitarra em ‘R.I.P.’.

     ‘Partir pro ataque’ é a mensagem em Defiance, um contraponto aos gritos de resistência em The Art of Survival. “É sobre revidar, tomar postura mais agressiva contra toda a loucura que está tomando conta do mundo. Numa época em que querem calar a boca das pessoas na base da violência, é importante não abaixar a cabeça e aproveitar a chance que temos de ter um microfone em mãos e se posicionar contra toda forma de opressão. Contra todo o preconceito e ódio. Contra todo o fascismo e tirania mascarada na sociedade moderna”.

     ‘The Displaced’, a música que abre o álbum, é um autêntico e pertinente manifesto hardcore, que aborda a situação dos imigrantes e refugiados no mundo. “Critica como os muros e as linhas imaginárias acabam a liberdade. E como a humanidade persiste no erro de se segregar pessoa apenas pelo lugar geográfico de onde elas vêm e não pelo que elas são”, explica o vocalista uruguaio radicado no Brasil há 17 anos.  

     Uma das músicas mais pesadas de toda a carreira do One True Reason, ‘Endbringer’ tem relação direta com os 15 anos da banda. “Fala sobre nós, a humanidade, sermos os arquitetos do nosso próprio extermínio. A medida que exploramos e acabamos com recursos naturais do nosso planeta apenas pela ganância”.

     Defiance agora será lançado ao vivo no próximo domingo, 3 de junho, no Jai Club (Rua do Vergueiro, 2676 – Vila Mariana), em São Paulo. Para o evento, o One True Reason se apresentará ao lado das bandas convidadas Last Warning, Inherence, Santa Muerte e Direction. Ingressos já à venda por R$ 15 (mais R$ 2 de taxa): https://www.sympla.com.br/otr—show-de-lancamento-do-album-defiance-na-jai-club__296035.  

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  • CARL PALMER’S ELP LEGACY – Rio de Janeiro – 25 de maio de 2018

    CARL PALMER’S ELP LEGACY – Rio de Janeiro – 25 de maio de 2018

    Vinte e quatro de março de 1993. O Canecão estava tomado por fãs de rock progressivo que esperavam pela primeira apresentação do Emerson, Lake & Palmer no Brasil. Marcado para começar às 21h30, o show já sofria um atraso considerável quando alguém, poucos metros atrás de mim, começou a vociferar para todos ouvirem que era “absurda a falta de respeito desses gringos!” e mais algumas frases de efeito contra Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer. No entanto, bastaram poucos minutos de “Tarkus” para a mesma pessoa pedir licença a quem estava à frente porque queria ficar mais próximo do palco. “Isso é muito lindo! Que música maravilhosa! Que banda maravilhosa!”, ele passou falando alto para quem quisesse ouvir. Esse alguém era Renato Russo.

    Vinte e cinco de maio de 2018. Não havia nenhum Renato Russo na plateia do Vivo Rio, e no palco estava apenas Palmer para comemorar o legado da obra feita por ele ao lado de Emerson e Lake (ambos falecidos em 2016). Houve atraso para o início da noite com o Carl Palmer’s ELP Legacy, mas de apenas 15 minutos, e num primeiro momento o clima na pista nem de longe lembrava aquele de 25 anos atrás. Com a configuração de mesas e cadeiras e o vai e vem de garçons – com um menu que ia de cerveja mais artesanal do que popular a garrafas de vinho; de batata frita a porções de salgadinhos e mini-hambúrgueres gourmet –, mas parecia que o público estava num restaurante sem se preocupar com quem receberia o couvert artístico.

    Felizmente, as diferenças foram apenas essas, porque o show foi lindo, com músicas maravilhosas apresentadas por uma banda maravilhosa. E Palmer acertou em cheio ao optar por não ter um tecladista. Os jovens Paul Bielatowicz (guitarra) e Simon Pitzpatrick (baixo e chapman stick) se dividiram na missão de emular em seus instrumentos o trabalho de Emerson, com eventual e rara ajuda de samples, e foram muito além: conseguiram brilhar em pé de igualdade com o veterano batera. A tônica ficou clara nas duas primeiras canções da noite. “Abaddon’s Bolero” trouxe Pitzpatrick preenchendo bem os espaços, e “Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2” flertou com o heavy metal graças ao riff de Bielatowicz.

    “Welcome back, my friends, to the show that never ends”, brincou Palmer ao se dirigir à plateia pela primeira vez.  Mas não foi apenas uma referência ao clássico segundo álbum ao vivo do ELP. O show tem que continuar, e o batera realmente encontrou a fórmula ideal para manter viva a música do trio sem soar oportunista. O cartão de visitas já havia sido entregue, mas uma versão absurda de “Tank” enterrou qualquer dúvida que ainda pudesse existir: enquanto Bielatowicz (como toca esse garoto!) e Pitzpatrick simplesmente debulharam, Palmer mostrou com suas viradas à la Buddy Rich que, aos 68 anos, ainda toca como se estivesse brincando.

    Baterista e mestre de cerimônias. Para falar com o público, Palmer ia à frente do palco e contava histórias. Lembrou-se de quando ele e os dois antigos companheiros receberam a visita de um sujeito de paletó, terno e gravata – “pensei que fosse alguém cobrando impostos”, disse, arrancando alguns dos vários risos da noite – e ficou sabendo que alguém estava acusando o trio de plágio, por isso teria de compensar financeiramente o autor da reclamação. “Olhei para trás e vi que o Keith havia se mandado. Pensei: ‘OK, ele sabe de alguma coisa’.” Era a vez de “Knife-Edge”, clássico do álbum de estreia baseado em peças do tcheco Leoš Janáček (1854 – 1928) e do alemão Johann Sebastian Bach (1685 – 1750), que não estavam por trás na notificação extrajudicial, obviamente.

    Quer mais clássico? “Esta é daquela disco que tem a cara dos três, e eu sou o mais bonito, à esquerda.” Modéstia de Palmer à parte, ele se referiu a “Trilogy”, faixa-título do terceiro, álbum lançado em 1971, e o show foi todo de Bielatowicz. Eu já disse que o garoto toca demais? Acredite, o que você está imaginando é pouco, porque o que ele fez aqui foi de cair o queixo. E valeu até a brincadeira tocando, digamos, ‘air keyboard’ para fazer uma referência ao que estava fazendo: levando os geniais teclados de Emerson com maestria para a guitarra. “Shit Happens”, disse Palmer, mostrando a haste quebrada de um dos pedais de bumbo. “É a quinta vez que isso acontece em toda a minha carreira, mas é pouco se levar em consideração que já são 55 anos.” Pediu cinco minutos para consertar. Levou menos tempo até a surpresa do repertório.

    “Antes de a banda acabar pela primeira vez, fizemos um disco em 1978 que…” Palmer nem precisou completar, porque ele mesmo fez uma cara de mea-culpa. “Como pode uma banda de rock progressivo lançar um álbum chamado ‘Love Beach’? Parecíamos o Bee Gees na capa, mas estávamos bonitões.” Sim, “Love Beach” é controverso, mas “Canario” soou agradável ao vivo e no formato power trio tradicional, ou seja, com guitarra, baixo e bateria. Melhor, porém, foi “21st Century Schizoid Man”. Muito bem recebida, a canção do King Crimson, grupo que Greg Lake integrou em seus primeiros anos, de 1968 a 1970, foi precedida pela história de como o saudoso baixista a sugeriu a Palmer e Emerson depois que o ELP se reuniu no início dos anos 90.

    Em um show de progressivo a autoindulgência é convidada de honra, então os solos individuais se fizeram presentes. Bielatowicz desfilou técnica de ‘tapping’ e ‘two hands’, e ninguém segurou o riso – nem mesmo o músico – quando um gaiato aproveitou um momento de silêncio para gritar “Foda!” com vontade. A imagem do disco solo do guitarrista, “Preludes & Etudes” (2014), deu lugar nos telões laterais para imagens de antigos filmes de faroeste durante “Hoedown”, que soou muito bem no novo-velho formato escolhido por Palmer. Depois, o óbvio virou surpresa. “Esta música, escrita por Greg, é muito especial para mim. É nosso grande hit nos Estados Unidos, e acredito que tenha tocado nas rádios daqui, também.” Sim, “Lucky Man”, mas com Ritchie nos vocais. Sim, o Ritchie de “Menina Veneno”, mas também o Ritchie do Vímana, banda brasileira de rock progressivo que, em sua curta trajetória na década de 70, contou com nomes como Lulu Santos, Lobão e o ex-Yes Patrick Moraz.

    Depois do solo de Pitzpatrick, mais surpresas. “From the Beginning” contou com a voz de Sérgio Vid (Vid & Sangue Azul), e “C’est la vie”, com a de Toni Platão (ex- Hojerizah), coerente ao poupar a música de seus habituais exageros ao cantar. Surpresas improvisadas, diga-se. Cada uma contou com um convidado no violão que sequer foi anunciado – se ajudar, o primeiro parecia o Almir Sater, e o segundo, o Rob Caggiano (Volbeat, ex-Anthrax). Só na aparência, claro. E de longe. Bom, de volta à programação normal: “Sei que essa música teve muita importância para bandas de rock progressivo à época, e felizmente eu estava na que a criou.” Amigo, “Tarkus” foi um desbunde, com várias passagens instrumentais de tirar o fôlego, coisa para renovar a esperança na boa música (dois garotos tocando com um veterano, lembra?) Não à toa foi, pela primeira vez na noite, aplaudida de pé por todos.

    Uma versão matadora de “Carmina Burana”, de Carl Off, lembrou a todos quem era o astro principal da noite, porque Palmer fez o possível parecer impossível na bateria. “É um privilégio estar de volta ao Rio de Janeiro”, disse ele, 25 anos depois. “A próxima canção é a instrumental número 1 do ELP no Reino Unido, e se vocês aplaudirem bastante depois, talvez nós toquemos mais uma.” Pediu e foi atendido. “Fanfare for the Common Man” ganhou um bem-vindo peso extra e trouxe a reboque o aguardado solo de bateria. Veja bem: Carl Palmer é um dos cinco bateristas em atividade que têm habeas corpus para fazer solo de bateria. E foi justamente aplaudido de pé por ser criativo e mais musical (e malabarista, claro) do que um simples espancador de peles e pratos.

    O bis? O trio nem precisou sair do palco – na verdade, as definições de TOC foram atualizadas com sucesso: o bateria havia avisado que os shows no Brasl durariam uma hora e 55 minutos, e foi exatamente o que aconteceu. Nem um minuto a menos, nem um minutos a mais. E teve pedal quebrado, participações especiais… Enfim, “Nutrocker”, que virou um rock’n’roll de primeira acompanhado no telão por imagens de Palmer, do ELP e de manchetes de jornais e revistas, encerrou um espetáculo rico em bom gosto e execução musicais. De dar orgulho a quem gosta e se preocupa com isso. Claro, tem quem ironize, mas não se preocupe. Quem faz isso provavelmente está procurando um amor que ouça Los Hermanos, A Banda Mais Bonita da Cidade, O Teatro Mágico, Clarice Falcão, Mallu Magalhães e outras cruzes muito pesadas para carregar.

    Set list

    1. Abaddon’s Bolero (de Trilogy, 1971)
    2. Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2 (de Brain Salad Surgery, 1973)
    3. Tank (de Emerson, Lake & Palmer, 1970)
    4. Knife-Edge (de Emerson, Lake & Palmer, 1970)
    5. Trilogy (de Trilogy, 1971)
    6. Canario (de Love Beach, 1978)
    7. 21st Century Schizoid Man
    8. Guitar Solo
    9. Hoedown (de Trilogy, 1971)
    10. Lucky Man (de Emerson, Lake & Palmer, 1970)
    11. Bass Solo
    12. From the Beginning (de Trilogy, 1971)
    13. C’est la vie (de Works Volume 1, 1977)
    14. Tarkus (de Tarkus, 1971)
    15. Carmina Burana
    16. Fanfare for the Common Man/Drum Solo (de Works Volume 1, 1977)
    17. Nutrocker (de Pictures at an Exhibition, 1971)