O ‘lyric video’ oficial da música Apocalypse dos veteranos suecos do TAD MOROSE pode ser visto abaixo. A faixa é tirada do décimo álbum da banda, intitulado Chapter X, que será lançado no dia 15 de junho pela GMR Music.
Após o lançamento de St. Demonius, o quinteto tomou o caminho para fazer aquilo que eles fazem melhor, destruir clubes, teatros e palcos de festivais em todo o continente europeu. “2015 e 2016 foi o mesmo de sempre com esses caras – muita diversão em turnê e colecionar almas, ou, como a maioria das pessoas chama, ‘conquistar novos fãs’”, diz o vocalista, Ronny Hemlin.
O TAD MOROSE passou grande parte do ano de 2017 no Hemlin’s Studio, fechados e trabalhando no ritmo que desejavam. Não houve pressão ou restrições de tempo para que os cinco trabalhassem quando quisessem e como queriam. “O processo de gravação foi o mesmo dos dois álbuns anteriores”, diz o guitarrista Christer Krunt Andersson. “Kenneth gravou suas guitarras em casa, e eu gravei as minhas no meu estúdio. A bateria, o baixo e os vocais foram gravados no Studio Claustrophobic. Desta forma, todos nós podemos gravar quando quisermos. Então nos encontramos e ouvimos tudo no Studio Claustrophobic, e adicionamos algumas partes. Então, quando ficamos satisfeitos, fomos mixar. A mixagem foi feita novamente por Ronny e seu parceiro de estúdio, Johan“.
Nos últimos instantes da década de 1970, Warriors – Os Selvagens da Noite lotou cinemas e logo causou frenesi como um dos mais eletrizantes filmes de ação do momento, mostrando a realidade violenta das ruas e o engajamento de jovens em gangues para lutar contra o sistema. Não à toa as ideias do filme ganharam notoriedade na ainda incipiente cena punk rock brasileira nos anos seguintes e, como uma homenagem e reverência à época, a Agência Sobcontrole criou o Warriors Festival, que acontece dia 21 de julho no Espaço 555, com 10 bandas!
Periferia S.A., Skamoondongos, DFC, Surra, Cosmogonia, Norte Cartel, Direction, Faca Preta, Santa Muerte e Eskrötasão as bandas escaladas para a primeira edição do Warriors Fest, cujos ingressos já estão à venda online e, a partir do dia 27/5 também em pontos físicos, sem taxa (mais informações no serviço abaixo).
Assim como a gangue Warriors, protagonista do filme, que se aventurou pelas ruas de Nova Iorque para defender a integridade dos integrantes e escapar de armadilhas dos grupos rivais, as bandas do festival – da nova e velha geração punk/hardcore/crossover – representam a resistência da música de protesto ante modismos e as adversidades em estar na linha de frente do sempre sólido e persistente underground brasileiro.
Periferia S.A. – Jão, guitarrista e membro fundador da banda de hardcore/crossover thrash Ratos de Porão, também canta e toca guitarra no Periferia S.A com antigos integrantes do RDP, Jabá (baixo e vocal) e Dru (bateria). É um ícone nacional do punk de protesto que nasceu nos anos 80, ficou inativo por 23 anos e, reformulado desde 2014, está firme na proposta de executar um som intenso e agressivo com letras que colocam o dedo na ferida da sociedade e do retrógrado tradicionalismo.
Skamoondongos – O Warriors Fest recebe a primeira banda paulista de ska, formada em 1995. Os incontáveis shows dentro da cena punk e a perseverança para se consolidar levou o Skamoondongos a um incrível contrato com a gravadora Paradoxx, e assim chegaram e conquistaram fama além de um nicho. MTV, paradas de sucesso da rádio 89 são apenas alguns dos veículos por onde circularam constantemente nas décadas passadas. Reativada em 2014 por Axl Rude e Wellington Mello da formação clássica original, a banda é composta também por músicos experientes no cenário nacional, com passagens no Cólera, Radio Ska, Maleducados, Falsones, Nokaos, entre outras.
DFC – Molecada 666, Igreja Quadrada do Triângulo Redondo e O Mal Que Vem par Pior são títulos de músicas e álbuns desta lendária banda do Distrito Federal que permeiam o imaginário de qualquer fã de hardcore/crossover. Desde o início da década de 1990 fazem uma autêntica mistura de D.R.I., Attitude Adjustment, Varukers, Cryptic Slaughter, Dead Kennedys, Agnostic Front, Discharge, R.D.P., com canções cantadas em português repletas de sarcasmo.
Surra – Thrash punk antifascista, assim se autodeclara o Surra, que desde 2012 é mesmo uma porradaria – das boas. Os paulistas é hoje uma das bandas mais ativas e requisitadas da música pesada, com álbuns elogiadíssimos pela crítica e público: Bico na Cara (2012), Tamo na Merda (2016) e o EP Ainda Somos Culpados (2017). Já dividiu o palco com grandes nomes como Sepultura, Ratos de Porão, Project46, Dead Fish e Claustrofobia e tocou em grandes palcos e festivais, como o Hangar 110, Carioca Club, Oxigênio Fest e Roça’n’Roll.
Cosmogonia – Representante do Riot formada em 1993 em Osasco (SP) só por mulheres, a feminista Cosmogonia faz punk/hardcore agitado e energético. Entre 1998 e 2006 a banda gravou alguns singles e participou de coletâneas. Voltou em 2017 após um hiato de 12 anos com Gabi nos vocais, Maria Esther na guitarra e Dani na bateria, oriundas da formação de 2005 a 2007. Farol no baixo se junta à banda no final do ano passado. Ouça ‘O Sentir que Violenta’, uma música que resume a criatividade e ferocidade das mensagens da banda.
Norte Cartel – Ohardcore rápido eácido dos cariocas ecoa há mais de 10 anos pelo mundo, oriundo das cinzas da seminal Solstício e cujo norte é sempre as raízes nova-iorquinas eternizadas por Madball, Sick of it All e Warzone. O debut Fiel à Tradição e o segundo álbum, De Volta ao Jogo, são registros que colocam o Norte Cartel no alto escalão do hc nacional que prega respeito, amizade e união.
Direction – Banda nova, velhos conhecidos do punk/hardcore no Brasil. O Direction foi formado em 2016 por Thiago de Jesus, André Vieland, Rafael Stringasci e Fausto Oi, que tocam ou tocaram em bandas seminais da cena, como Good Intentions, Inspire, Live By The Fist e Dedication. O time de peso lançou o debut Mesmo Horizonte no mesmo ano em que nasceu, onde apresentam 10 músicas calcadas numa sonoridade old school, com muita melodia.
Faca Preta – O autêntico street punk do Faca Preta está em plena crescente e hoje a banda é uma das mais empolgantes da cena. Foi formada em 2013 por experientes músicos do underground nacional e tem, hoje, Marcelo na bateria, que também é baterista do Chuva Negra. Na bagagem, um EP de 2016, com o hit São Paulo, e o single Vida Dura, que saiu na coletânea Para Incomodar Vol.2, organizada pela Hearts Bleed Blue e Semper Adversus.
Santa Muerte – É latente a influência do thrash metal e do crossover oitentista na música do Santa Muerte, banda formada por três meninas na capital paulista em 2012. O som rápido e cru, popularmente apontado como “direto e reto”, ganha autenticidade pela voz estridente de Marília Massaro, também a guitarrista.
Eskröta – Mais uma representante do thrash 80 formado apenas por mulheres, o Eskröta aposta em riffs metalizados e na verve punk. O power-trio está na ativa desde o ano passado e atualmente divulgam o EP Eticamente Questionável, masterizado por Prika Amaral (Nervosa) e mixado por Leeo Mesquita (Surra).
O líder do GHOST, Tobias Forge, disse que a batalha legal com vários ex-membros da banda “precisava acontecer” para que o grupo avançasse.
Em abril de 2017, Forge foi processado por quatro ex-membros da banda sueca que o acusaram de enganá-los por sua parte legítima dos lucros decorrentes dos lançamentos dos álbuns da banda e das turnês mundiais.
O processo, que foi apresentado no tribunal distrital de Linköping, na Suécia, onde o GHOST foi originalmente estabelecido, alegou que o Forge controlava sozinho os assuntos de negócios da banda, sem a participação de ninguém do grupo. Os quatro músicos, além disso, afirmaram que existia um acordo de parceria entre eles e Forge, que encarregava-o de desempenhar as funções de gerenciamento da empresa.
Tobias respondeu que “nenhuma parceria legal” existiu entre ele e os outros membros, que eles recebiam um salário fixo para se apresentar como sua banda de apoio, e que eles eram essencialmente músicos de sessão.
Mais de um ano após o processo ter sido aberto, Forge tem uma visão pragmática da situação, que ocorreu sob os olhos do público, e o forçou a sair das sombras.
“Considerando tudo, um ano depois, tendo passado por tantas turbulências, percebi que aquilo precisava acontecer”, disse ele à NME em uma nova entrevista. “Além disso, eu sou um grande fã de rock, da história do rock, e eu li todas as biografias de rock clássico de todas as bandas que eu sou fã. Você sabe de uma coisa? A mesma merda acontece em cada uma delas.
“Um amigo meu, um compositor de muito sucesso, me disse: ‘Você não está realmente no jogo até ser processado, então seja bem-vindo!’, e acho que ele tem razão”, continuou ele. “Eu estive em muitas situações na minha vida, onde eu consegui transformar a dor em impulso de crescimento. Realmente, o que aconteceu foi uma prova de que as coisas estão indo bem.”
Após respirar fundo, ele prossegue: “Está bem. Isso vai acabar…”
O novo álbum do GHOST, Prequelle, será lançado no dia 1º de junho pela Loma Vista Recordings. O álbum foi gravado no ano passado nos estúdios da Artery, em Estocolmo, com o produtor Tom Dalgety (OPETH, ROYAL BLOOD) e mixado em janeiro na Westlake Studios em West Hollywood, Califórnia, com Andy Wallace (NIRVANA, SLAYER).
A primeira turnê europeia como headliner por dois meses, uma turnê latino-americana, duas turnês no Reino Unido, suporte ao lendário EUROPE na Europa continental e na Escandinávia, shows em mais de 60 festivais… O tempo após o lançamento do mais recente álbum de estúdio do THE VINTAGE CARAVAN, Arrival, em maio de 2015 foi cheio de destaques. Mas durante o ano passado, o trio islandês de classic rock se concentrou em escrever e gravar seu quarto álbum de estúdio, intitulado Gateways. Agora a banda revela que ele vai ver a luz do dia em 31 de agosto de 2018, através da Nuclear Blast.
A banda comentou: “Estamos muito orgulhosos de apresentar nosso novo álbum, Gateways! Gravado nos lendários Sundlaugin Studios, na Islândia (propriedade de SIGUR RÓS). Produzido por Ian Davenport (BAND OF SKULLS, GAZ COOMBES). No geral, achamos que esse álbum parece mais maduro do que os anteriores. Nós realmente nos esforçamos para fazer esse álbum soar o melhor possível. Eu não vou citar nenhum nome, mas algumas pessoas foram ouvidas dizendo que ele é a melhor coisa desde o pão fatiado. Espero que todos vocês ouçam e aprovem”.
Confira o vídeo de Crazy Horses, do álbum Arrival:
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O baterista do TESTAMENT, Gene Hoglan, irá substituir Charlie Benante, do ANTHRAX, em vários shows da atual turnê norte-americana das duas bandas ao lado do SLAYER.
Nos últimos anos, Benante foi forçado a perder partes das turnês do ANTHRAX por conta de uma batalha contínua com a Síndrome do Túnel do Carpo. “Está tudo bem agora, depois de duas, três semanas da turnê, eu preciso descansar um pouco e depois voltar”, disse ele em uma entrevista no início deste ano. Perguntado se ele teria que lidar com isso pelo resto de sua vida, ele respondeu: “Enquanto eu estiver tocando bateria”.
Imagens (filmadas por fãs) do show do ANTHRAX em 22 de maio em Winnipeg, Canadá, apresentando Hoglan na bateria – podem ser vistas abaixo.
Antes do show da noite passada, Hoglan twittou uma foto sua atrás da bateria de Benante junto com a legenda: “E aí, pessoas! Isso começa hoje à noite! Dever duplo para mim … Estou feliz por manter o trono de Charlie quente para ele.”
Hoglan já havia substituido Benante em janeiro de 2012, quando Charlie foi forçado a tirar uma pequena licença da turnê do ANTHRAX para ficar com sua mãe doente terminal.
O ANTHRAX lançou recentemente seu novo CD/DVD ao vivo. Filmado em 15 de fevereiro de 2017 em um show esgotado no Barrowland Ballroom de Glasgow (Escócia), Kings Among Scotland inclui o show completo do ANTHRAX, além de entrevistas, filmagens de bastidores e outros extras filmados no ônibus de turnê da banda, nos bastidores, em hotéis, etc. O DVD também incluirá um resumo da carreira de cada um dos membros da banda.
Kings Amongst Scotland foi lançado no Brasil via Nuclear Blast/Shinigami.
Cada vez mais próximos do lançamento oficial do segundo disco da carreira, o Brutallian, revela informações pertinentes sobre a produção e liberação do aguardo novo álbum.
Intitulado de “Reason For Violence”, o novo registro da banda terá 11 faixas e várias participações especiais. O Brutallian confirmou que todo o processo de gravações já está encerrado e agora as faixas estão sendo mixadas, processo esse que deverá levar mais 30 dias.
A banda reuniu nomes com forte expressividade no cenário nacional, Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad/Voodoopriest), Matteus Cavina (Cavina), Eraldo Junior (Púrpura Ink), Nyelson Weber (Tanatron), Henrique Sugmyana (Fúria Louca), Fagner Lima e Caio Carvalho, estão confirmados como músicos que irão contribuir em determinadas faixas do álbum “Reason For Violence”.
Outro fator importante sobre o novo álbum são imagens do backstage das gravações que foram liberadas pela banda em seu canal oficial no YouTube. Confira abaixo o primeiro vídeo disponibilizado pela banda.
O retorno de um dos nomes mais impactantes do país está muito próximo de acontecer. Assim como em 2016 com o lançamento de “Blow on the Eye”, o Brutallian cria enorme expectativa em torno do lançamento de seu novo registro de estúdio.
Track List oficial de “Reason For Violence”:
01 – Reason For Violence
02 – Fear Inside Rage Outside
03 – Matacabra (feat. Caio Carvalho)
04 – Cast in Iron (Matteus Cavina)
05 – The Ride
06 – Love is All Around (but the World) – (feat. Vitor Rodrigues)
07 – Rear Naked Choke
08 – From Hell We Are (feat. Eraldo Junior/Nyelson Weber/Henrique Sugmyama/ Fagner Limam)
Após a saída do baixista Alan Magno, os paulistas do Warsickness decidiram por voltar ao formato de quarteto, como nos primórdios da banda. Carlos Ferreira deixou a guitarra para assumir as quatro cordas, no lugar de Alan.
O vocalista Diogo Moreschi comentou a mudança: “Com isso, apostamos no reavivamento de nossa fase mais tradicional e ganhamos mais precisão no trabalho de guitarra da banda. Voltamos ao passado para nos renovarmos.”
Prestes a lançar seu novo álbum “Sick Existence”, o Warsickness segue nos palcos já divulgando as novas músicas de seu Thrash Metal.
Parte desse novo material já se encontra disponível em plataformas como Deezer, Spotify, BandCamp, assim como YouTube, no qual o último vídeo lançado foi o lyric video da faixa “Reborn From Bullet”:
Ad Baculum: Lunatic, Lord Hades e Inquisitor. Foto: Divulgação
Os Soteropolitanos do Ad Baculum vem conquistando legiões de fãs por todo mundo com uma sonoridade autêntica. Isso nos mostra que o Negro Underground brasileiro está muito vivo e se espalhando pelos quatro cantos do planeta. Gentilmente os membros, Lord Hades e o Inquisitor, nos falam à respeito de toda história do passado e do presente da banda, suas experiências nos shows, suas influências e também suas aspirações para o futuro. Com exclusividade a banda revela o título do seu mais novo trabalho, “Birth of Human Tragedy” que está em processo de produção com previsão de seu lançamento em 2019.
Você com certeza é um dos percussores do Metal Negro na américa do sul, você foi o primeiro vocalista do grande Mystifier e outrora era chamado como Meugninuosoan, como ainda é conhecido por uma legião de seguidores. Como se deu o fato de trocar o pseudônimo? foi por causa do contexto musical/ideológico da banda?LORD HADES: Saudações à todos os Death Black Metal maníacos ao redor do mundo!!!
Na verdade, éramos 4 garotos malvados, Eu, e o Beelzebubth fundamos a banda e depois vieram Behemoth e Lucifuge R. pra completar o tormento! A primeira apresentação da banda foi uma loucura. Foi em um festival patrocinado pela prefeitura em que qualquer banda poderia subir no palco e mostrar seu som. Quando entramos em ação as pessoas ficaram horrorizadas em ver cruzes invertidas, pregos, correntes e sangue de animais no palco. Logo começou a rolar brigas no público causada pela energia negativa e clima de podridão no ar.
Eu saí do Mystifier por problemas pessoais e profissionais, mas depois do Mystifier e Necrolust, eu ainda criei outro projeto, o Ritual. Fizemos algumas apresentações, porém, os outros membros não se mostraram interessados em continuar e a desgraça acabou.
O meu pseudônimo agora é Lord Hades, e o significado dispensa comentários já que é bem conhecido entre os apreciadoras da antiga mitologia grega.
Com o Mystifier fez grandes trabalhos e na minha opinião o disco mais importante do Black Metal sul americano, o álbum Wicca. O Ad Baculum tem uma sonoridade autêntica, muito diferente dos seus trabalhos no passado. A aspiração de fazer o som que faz hoje já vinha desde o passado?
LORD HADES: As composições do Ad Baculum atualmente soam muito diferente do antigo Mystifier. Minhas inspirações são variadas, não me prendo à modismos. É tanto que o Ad Baculum está na contramão de outras bandas do estilo que vemos por aí. Estamos adentrando um clima mais mórbido, um clima chegando no Morbid Black Death Doom.
Foto: Divulgação
O Ad Baculum inicialmente foi idealizado para ser um projeto com apenas um membro, você. Como surgiu a ideia de tornar o Ad Baculum uma banda?LORD HADES: Quando eu pertencia ao Mystifier eu colaborava com letras, mas o instrumental eu não fazia. Na mesma época eu cantava e fazia bateria no Necrolust, mas os compromissos com o Mystifier fizeram com que eu me afastasse do Necrolust.
Agora com o Ad Baculum, nas gravações, sempre toco todos instrumentos exceto a bateria. Atualmente encontro-me extremamente satisfeito com o Ad Baculum em formato power trio tornando-se uma banda. Após conhecer o Inquisitor, passamos som juntos e percebi o potencial do Ad Baculum como uma banda. Convidamos o Splatter como baterista e começamos a fazer apresentações. Fiquei bastante satisfeito com o resultado. Após algumas mudanças, hoje somos Eu, Inquisitor e Lunatic a formação oficial do Ad Baculum.
Inquisitor, você participou de grandes bandas como o Poisonous com características muito diferenciadas. Como está sendo a experiência de estar no Ad Baculum?
INQUISITOR: A experiência de fazer parte do Ad Baculum é das melhores possíveis. Eu sempre fui um maníaco por Death Black Metal!!!! Eu já era fã da banda antes mesmo de fazer parte dela. Hoje, ajudo o Lord Hades a dar forma às músicas do Ad Baculum. Isso para mim é uma verdadeira honra!!! HAIL SATANÁS!!!
É notório que a banda tem uma identidade única em suas composições. As composições ficam unicamente centradas no Lord Hades ou hoje como uma banda, todos compõem juntos?LORD HADES: Eu componho as letras do Ad Baculum, faço também as linhas musicais. Após isso, Inquisitor vem e dá uma forma mais nítida e brutal nas músicas.
Foto: Divulgação
A banda até este momento tem 5 trabalhos e 1 ao vivo. A divulgação tem sido satisfatória? está havendo distribuição fora do país?INQUISITOR: Sim, com certeza. Temos uma aceitação muito boa fora do Brasil. Temos também uma gravadora extremamente competente que lançou nosso último álbum, a Brazilian Ritual Records que espalha suas pragas por todo o continente. Estamos em negociação também com a Regain Records da Suécia para relançar nosso último álbum nos EUA e Europa.
Pode ser em qualquer lugar do mundo com separatismo ou não eles vão ter que nos engolir!!! Somos negros, nordestinos e fazemos o real e autêntico Death Black Metal doa a quem doer! Eles aceitando ou não! Fodam-se!!!
O último álbum “Summe Potens & Callidus” lançado em 2017 teve ótima repercussão entre os seguidores, cheguei a ouvir que este até o momento é o melhor álbum da banda. Na opinião de vocês este de fato é o melhor álbum da banda?LORD HADES: Não acho esse o melhor álbum da banda, eu gosto muito do clima caótico do Morbid End of Cannibalistic Cosmos e também gosto da evolução musical do Opening the Abyss, já que iniciamos à partir desse trabalho como uma banda e não mais como um projeto “one man band”.
INQUISITOR: Gosto muito do resultado do que fiz no Summe Potens & Callidus, mesmo não tendo tempo hábil para ter criado mais nele. Mas os meus álbuns prediletos do Ad Baculum são o Blackness Doctrine e o Opening the Abyss.
As capas de todos os álbuns são muito bem feitas. De quem vem as ideias para criação destas artes?LORD HADES: Quem construiu o logo foi o famoso artista mexicano Alemsahim. A capa do ” Blackness Doctrine” é de autoria do francês Chris Moyen. O álbum Abstract Abysmal Domain teve a capa feita pelo italiano Ahrin Von Past. No “Morbid End…” eu mesmo fiz a montagem para a capa. O “Opening the Abyss” tem na capa uma pintura do artista medieval Paul Gustave Dore, 1869. Que desenhou as ilustrações para o livro A divina Comédia, de Dante Alighieri. O álbum “Summe Potens & Callidus” tem a capa feita pelo paulista Natan Viana.
Foto: Divulgação
Já existe um novo trabalho a caminho? pode nos falar um pouco a respeito?LORD HADES: Sim, já estamos em estúdio compondo material para nosso próximo álbum. Eu e o Inquisitor já começamos a dar forma às músicas. Lunatic também já está criando a bateria. Posso adiantar que serão 9 faixas do mais puro Black Death Doom Metal soteropolitano cheio de ódio!!! Vou adiantar para vocês também o título do álbum que se chamará “Birth of Human Tragedy”.
Você vem se mantendo fiel ao estilo e toda sua ideologia por todos esses anos, o que é louvável. Como você enxerga hoje o cenário como um todo?LORD HADES: Atualmente gosto muito das cenas do Chile e Grécia. No Brasil, nos anos 80, Belo Horizonte em MG, tinha maior cena que revelou bandas de potencial internacional. Atualmente está muito decadente. Nos anos 80 tínhamos muitos problemas com brigas sangrentas com punks e carecas nacionalistas aqui em Salvador. Mas, atualmente, esses movimentos políticos têm bem menos notoriedade aqui na cidade. Foram exterminados até o último homem. Só o que resta é o império do metal underground!!!
Aqui no estado tem surgido bandas de potencial muito grande como: Escarnium, Poisonous, Morbid Perversion, Putrid Sêmen entre outras que não vêm à mente no momento. Além das já renomadas de outrora como: Headhunter DC, Bennemerinnen, Deformity BR entre outras que infestam nossa terra de peste negra!!!!
Os álbuns são bem conceituais, as letras são muito bem escritas. Quais são suas inspirações na hora de escrevê-las?LORD HADES: Minhas inspirações vêm do meu interesse por antigas civilizações e o lado obscuro do cosmos. Ainda acrescento o que tem de pior na natureza humana em minhas composições, alertando o quanto decadente é a nossa civilização ao ponto de tornarmo-nos criaturas parecidas com pragas nas plantações.
Foto: Divulgação
Durante a carreira do Ad Baculum houve uma mudança intensa de selos, vocês lançaram seus álbuns pela Undercover, Craneo Negro, Hammer of Damnation e Brazilian Ritual Records. Como foi a relação da banda e os selos? O novo trabalho já tem o selo definido para o seu lançamento?LORD HADES: Muitos selos nos procuram para lançar nossos álbuns. Damos prioridade aos mais comprometidos com a causa underground, que é a nossa cena. Temos sempre uma ótima relação com esses parceiros que se interessam em espalhar nossas pragas em forma de música pelos 4 cantos desse local imundo chamado de planeta terra.
No momento estamos em negociação com alguns selos para o lançamento do nosso próximo álbum em 2019.
Quais são suas principais influências?LORD HADES: Minhas influências são os primórdios do metal maldito feito nos anos 80. Acho que isso é o bastante!
INQUISITOR: Black Sabbath, Slayer (old), Possessed, Celtic Frost (old), Warfaire Noise 1 Compilation entre outros!!!
Quantos aos shows, vocês já tocaram em diversos estados brasileiros e inclusive participou da 4º edição do importante festival Brazilian Ritual onde foi feito um registro ao vivo da banda. Como foram os preparativos e a produção para este registro?INQUISITOR: A experiência de fazer parte do cast do festival Brazilian Ritual em São Paulo foi diabólica. Experiência ímpar! O idealizador do festival, Eduardo Beherit é um verdadeiro guerreiro da cena underground brasileira. Fomos muito bem recebidos até o último momento pela produção do evento! Só temos a agradecer ao idealizador desse festival e desejar que venham vários outros!!!
Foto: Divulgação
Como tem sido a receptividade da banda nas cidades por onde passaram? Já houve algo vocês desaprovaram?LORD HADES: Até o momento só fizemos shows fudidos ao redor do Brasil. São Paulo, Aracaju e Rio Grande do Sul ofereceram as melhores estruturas para o Ad Baculum até o momento.
Vocês pretendem divulgar o trabalho que está sendo concebido em uma turnê internacional?LORD HADES: Sim, com certeza! Estamos recebendo algumas propostas e avaliando as melhores formas para podermos espalhar nossa praga em outras civilizações!
Tenho muitos contatos em muitos países e principalmente os amigos que estão espalhados por toda américa do sul me perguntam sempre sobre vocês. Existe uma pretensão de visitar os nossos países vizinhos e sanar a grande vontade que os nossos Hermanos têm de vê-los ao vivo?LORD HADES: Temos um grande interesse em excursionar pelo nosso continente sul americano. Ouço muitas bandas desses países e eles respiram o verdadeiro underground! Espero que em breve nos convidem para fazer alguns rituais por essas terras!!!
Quais são as aspirações da banda para o futuro?INQUISITOR: Vamos continuar trabalhando até o último suspiro e fazer nosso trabalho em nome da maldição e da intolerância! Nosso principal argumento é: falar menos e fazer mais!!! Por isso já estamos dando forma ao novo álbum.
Meus amigos, eu agradeço muito a entrevista cedida e por toda atenção. Um forte abraço a vocês…LORD HADES: O Ad Baculum é que agradece o espaço cedido, Eden! Um grande hail à Roadie Crew e aos leitores maníacos por metal maldito!!!!
Enquanto o novo álbum da banda ainda está sendo produzido ficamos aqui com duas músicas escolhidas pelo próprio Inquisitor para completar esta entrevista. São elas: The Man Who Defied God (Lyric Vídeo) e “Babylonia in Blood”.
Pela primeira vez no Brasil, uma das mais antigas bandas com temas satânicos, o Coven se apresenta no festival Setembro Negro.
O Coven participará da 12ª edição do festival, que acontecerá nos dias 29 e 30/09, e contará também com as bandas Aeternus, Enthroned, Morbid Saint, Schirenc Plays Pungent Stench, Purgatory, Razor, Vulcano, At The Gates, Taake, Wolfbrigade, Amen Corner, Decomposed God, Human Atrocity, Infested Blood e Manger Cadavre.
Para mais informações, siga a página do evento no Facebook:
Formado no final dos anos 60 nos Estados Unidos, pouco antes do Black Sabbath na Inglaterra (coincidentemente eles tinham um baixista chamado Greg “Oz” Osborne), apesar do som não ser tão pesado, chamavam a atenção – e chocavam – pelas letras satânicas, cantadas pela líder e vocalista Esther “Jinx” Dawson.
Seu disco de estreia, “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls” é considerado um dos mais satânicos da história, principalmente se considerarmos a época em que foi lançado, em 1969… Outro fato curioso é que a música que abre o disco leva o nome de “Black Sabbath” – que passava despercebida em meio a títulos como “Pact with Lucifer”, “Choke, Thirst, Die”, “Dignitaries of Hell” e “Satanic Mass”.
Depois de “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls”, eles ainda lançaram pérolas como “Coven” (1971), “Blood on the Snow” (1974), “Metal Goth Queen: Out of the Vault” (compilação, 2008 e “Light The Fire” (EP, 2016)
Assista o Coven tocando no Muskelrock 2017, na Suécia:
Um dos nomes clássicos do hard rock dos anos 80, o VIXEN, lançará Live Fire em 6 de julho pela Rat Pak Records. Mixado por Michael Wagener, Live Fire apresenta 12 faixas ao vivo e foi gravado no lendário Arcada Theatre de Chicago durante a bem sucedida turnê do grupo em 2017. Além dos maiores clássicos da VIXEN, o trabalho também inclui uma versão de estúdio recém-gravada de You Ought to Know By Now, uma versão acústica totalmente nova do hit Edge Of A Broken Heart, e uma versão ao vivo de uma faixa inédita chamada Big Brother.
Em relação a You Ought to Know By Now, a vocalista Janet Gardner diz: “Ela dá um gostinho dos dias clássicos da VIXEN, com uma energia e paixão revitalizada!”. A baixista Share Ross acrescenta: “Esta música é a conexão final entre nossa história com Jan e nosso futuro!”
Falando do material ao vivo, a baterista Roxy Petrucci comenta: “É muito legal ver tantos fãs antigos e novos curtindo essas músicas clássicas enquanto as tocamos ao vivo, então faz sentido lançar este álbum ao vivo!”. A guitarrista Britt Lightning acrescenta: “Este álbum realmente capta toda a espontaneidade e energia da performance ao vivo da banda”.
Tracklist:
Rev It Up (Live)
How Much Love (Live)
One Night Alone (Live)
Cryin’ (Live)
Meet The Band (Live)
Rock Me (Live)
Streets In Paradise (Live)
I Don’t Need No Doctor (Live)
Love Is A Killer (Live)
Love Made Me (Live)
Big Brother (Live) *previously unreleased*
Edge of A Broken Heart (Live)
Bonus tracks:
You Ought To Know By Now (New Studio Version)
Edge of A Broken Heart (New Studio Acoustic Version)