Após 21 anos, o Flesh Grinder nos presenteia com esta epopeia da mais pura brutalidade. Este relançamento, muito bem feito, vem com capa nova e com um encarte muito bem elaborado contendo todas as letras e informações.
Ao introduzir o cd no player logo vem uma pútrida intro “Cerebral Draw” que é seguida da ótima faixa OPHTALMOLOGIC LACERATION IN AN INSANE MORIBUND… para os fãs mais antigos desta banda este é um material histórico e para os novos fãs esta é uma oportunidade de ter em suas coleções este verdadeiro clássico do Gore/Grinder Nacional.
Destaco a faixa ANATOMY IN SURGERY que também nomeia este trabalho e traduz maravilhosamente a proposta da banda que se mantem fiel ao estilo até os dias de hoje.
Ainda houve uma preocupação da banda e do selo mantendo a capa original em um luxuoso slipcase, e junto com o CD ainda vem um belíssimo poster comemorativo e um adesivo.
E para finalizar, este CD traz uma versão maravilhosa e muito podre da clássica “SLOWLY WE ROT” do grande Obituary.
Categoria: Releases CDs & DVDs
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![PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/8334b8e00f724d543c9f7fe8cb06678a-1.jpg)
PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]
Apostar em sonoridades densas e incompreensíveis para boa parte das pessoas não é novidade para o trio PRIMITIVE MAN, afinal, esta já foi a premissa básica do primeiro registro do grupo, Scorn, lançado em 2013. Com o passar dos anos, a expectativa por um novo álbum foi aumentando gradativamente, e eis que temos em mãos Caustic, o segundo completo de estúdio da banda. Tomando como parte cabível ao processo de escrita do material aqui contido – longos quatro anos – o tempo de duração é até justo: mais de uma hora de música, onde (subtraindo-se quatro pequenas vinhetas) oito músicas longas, densas e malditas disputam espaço na porrada, uma briga em que sempre é a sua cabeça que paga o preço, caro leitor. Mas, acredite se quiser, isso é muito bom. Claro que é necessária uma certa disponibilidade de tempo e espírito para encarar músicas como My Will, que abre o trabalho com o pé no freio e se arrasta por cinco minutos, mas ouvir o riff inicial de Victim vale o esforço. A qualidade dos vocais em todo o disco é louvável, garantia do talentoso Ethan Lee McCarthy, que talvez você conheça de Decline, o excelente e incômodo álbum de estreia do VERMIN WOMB, lançado em 2016. Então, se estiver procurando por uma experiência musical incômoda e brilhante, que tal conferir este PRIMITIVE MAN? Fãs de doom metal, noise e sludge terão muito assunto para discutir. -

WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)
Por Sergiomar Menezes
No terceiro álbum do Wildestarr o trio formado por Dave Starr (guitarra e baixo, ex-Vicious Rumours), London Wilde (vocal e esposa de Dave) e por John Foster (bateria), segue investindo numa mistura entre o metal tradicional, o power e o sinfônico. Se em alguns momentos, o prog também dá sua contribuição, o vocal de London foge um pouco dessa linha, o que deixa a música do grupo bem interessante. Uma bela produção aliada à composições muito bem estruturadas e técnicas, fazem de Beyond The Rain um trabalho que além de agradável, mostra consistência e intensidade em músicas como a faixa título, que condensa o metal clássico e o progressivo de forma bem homogênea. Outros destaques que podemos citar são Pressing The Wires, com uma bela interpretação de London Wilde, assim como em Down Cold, mostrando que o timbre diferenciado da vocalista deixa as composições com um toque bem próprio. Um trabalho bem equilibrado lançado pelo Wildestarr. -

WARFIELD DEATH – Sucumbindo ao Medo (7/10)
Para boa parte das bandas brasileiras não é fácil chegar ao primeiro álbum. Com o Warfield Death não foi diferente. A contar de 2009 foram oito anos até estrear com esse petardo intitulado “Sucumbindo ao Medo”. Trata-se de um Death Metal old school cru, sujo e intrínseco, sem exageros técnicos. A banda sergipana faz uso de levadas rápidas, mas com parcimônia tamanha que andamentos cadenciados têm espaço garantido em algumas músicas. Em meio à rifferama de Thiago Madness, ao vocal visceral de Marcos P. Viking e à cozinha consistente de Eduardo Vysceral (baixo) e Carlos Morte (bateria), nota-se influências de Cannibal Corpse e Six Feet Under, por exemplo. A produção não compromete as músicas, mas com melhor lapidada as faria soar mais “gordas”. Faltou também informações técnicas (estúdio, produtor, mixagem, masterização, etc.) no encarte, assim como as letras, pois, apesar de Viking cantar em português, em alguns momentos seu vocal ultra urrado se torna inteligível. Esse é um toque para que tais detalhes sejam corrigidos em materiais futuros, embora eles não interfiram na qualidade das composições. Se você é amante da música extrema, vale a pena investir pouco menos de meia hora de seu tempo para conferir esse bom debut do Warfield Death.
![CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Cranial-Engorgement-Horrific-Existence-1.jpg)

![RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Resurrected-Resurrected-2017-1.jpg)




![THE SLAUGHTERHOUSE – She’s Masturbating With A Knife [7/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/tn_545902.jpg)
![KROMORTH – Geodesic Beast [8/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/tn_696059.jpg)