Categoria: Releases CDs & DVDs

  • FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]

    FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]

    Após 21 anos, o Flesh Grinder nos presenteia com esta epopeia da mais pura brutalidade. Este relançamento, muito bem feito, vem com capa nova e com um encarte muito bem elaborado contendo todas as letras e informações. Ao introduzir o cd no player logo vem uma pútrida intro “Cerebral Draw” que é seguida da ótima faixa OPHTALMOLOGIC LACERATION IN AN INSANE MORIBUND… para os fãs mais antigos desta banda este é um material histórico e para os novos fãs esta é uma oportunidade de ter em suas coleções este verdadeiro clássico do Gore/Grinder Nacional. Destaco a faixa ANATOMY IN SURGERY que também nomeia este trabalho e traduz maravilhosamente a proposta da banda que se mantem fiel ao estilo até os dias de hoje. Ainda houve uma preocupação da banda e do selo mantendo a capa original em um luxuoso slipcase, e junto com o CD ainda vem um belíssimo poster comemorativo e um adesivo. E para finalizar, este CD traz uma versão maravilhosa e muito podre da clássica “SLOWLY WE ROT” do grande Obituary.

  • CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]

    CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]

    Ativos desde 2007, finalmente estre trio da Califórnia (EUA) nos apresenta o seu ‘debut’, após longos três anos da demo Prelude to Horror. Pois é, já vimos prelúdios mais curtos até em filmes do James Cameron, mas vamos ao que interessa, já que a espera não decepcionou. Bem, exceto a desnecessária introdução, que se chama, adivinhe? Isso mesmo, Prelude to Horror. Tudo bem, o peso das guitarras na segunda parte compensa. Tirando isso, temos faixas muito legais, como a cheia de viradas Conceived Into the Suffering, um exemplo de música extrema, com vocais variados, mas que nunca vão para o ‘limpo e melódico’ que infestou o som de algumas bandas. Mongoloid Massacre é outra música intensa, assim como A Living Hell. Elogios efusivos ao trabalho instrumental de Tyler Contreras (baixo e voz), Noah Lopez (guitarra e voz) e John Kraken (bateria), que deixam o disco homogêneo na qualidade e variado no ritmo, não é aquela coisa veloz ou arrastada do início ao fim. Entendeu agora o motivo da minha crítica pelo tempo transcorrido entre a demo e o debut? Coisa tão boa não deveria demorar tanto!

     
  • RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]

    RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]

    Relegados ao underground, aquele reino fabuloso repleto dos mais talentosos ‘cães vadios’ e ‘seres abjetos’ do mundo da música, este RESURRECTED já contém uma solidez incrível em sua carreira, onde agora sete discos completos de estúdio dividem espaço com um ao vivo, e mais uma série de EP’s. E não pense que estes alemães são bons apenas em quantidade, pois a qualidade do produto aqui ouvido está acima da média, e isso em um ano que não faltam boas opções no death metal (o álbum é de 2017). A parte boa é que logo de cara Hellcome tem aquela pegada que conhecemos do debut Raping Whores (1998), ou seja aquela vocação grind que você sente logo nos primeiros segundos, enquanto The Overkill to Dwell parece ter saído do melhor de todos, o imbatível Butchered in Excrement (2001), época em que o som dos caras se aproximava muito do grind tcheco. Não pense que o melhor está apenas no início do álbum e que depois a coisa decai, pois não é o caso. É pedrada até o fim, ouça a serenidade de Necronynphomanic e a midtempo Fathomless Creation e comprove.

  • PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]

    PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]

    Apostar em sonoridades densas e incompreensíveis para boa parte das pessoas não é novidade para o trio PRIMITIVE MAN, afinal, esta já foi a premissa básica do primeiro registro do grupo, Scorn, lançado em 2013. Com o passar dos anos, a expectativa por um novo álbum foi aumentando gradativamente, e eis que temos em mãos Caustic, o segundo completo de estúdio da banda. Tomando como parte cabível ao processo de escrita do material aqui contido – longos quatro anos – o tempo de duração é até justo: mais de uma hora de música, onde (subtraindo-se quatro pequenas vinhetas) oito músicas longas, densas e malditas disputam espaço na porrada, uma briga em que sempre é a sua cabeça que paga o preço, caro leitor. Mas, acredite se quiser, isso é muito bom. Claro que é necessária uma certa disponibilidade de tempo e espírito para encarar músicas como My Will, que abre o trabalho com o pé no freio e se arrasta por cinco minutos, mas ouvir o riff inicial de Victim vale o esforço. A qualidade dos vocais em todo o disco é louvável, garantia do talentoso Ethan Lee McCarthy, que talvez você conheça de Decline, o excelente e incômodo álbum de estreia do VERMIN WOMB, lançado em 2016. Então, se estiver procurando por uma experiência musical incômoda e brilhante, que tal conferir este PRIMITIVE MAN? Fãs de doom metal, noise e sludge terão muito assunto para discutir.

  • KAMALA – Eyes of Creation (9,0/10)

    KAMALA – Eyes of Creation (9,0/10)

    Após uma “volta por cima” em que mudou praticamente todos os integrantes (só sobrou o vocalista e guitarrista Raphael Olmos), o Kamala surpreendeu em 2015 ao retornar como power trio e lançar o excelente Mantra. E se ali via-se a afirmação de um estilo que a banda sempre se propôs a fazer (a mistura do metal com harmonias orientais), neste novo álbum percebe-se um Kamala ainda mais seguro de si, mais eficiente nas melodias e com o thrash metal voltando a comandar os trabalhos. A mudança de baterista (saiu Estavan Furlan e entrou Isabela Moraes) só afetou o grupo na parte vocal, já que Estevan dividia as vozes com Raphael e com o baixista Allan Malavasi – no mais, a competência instrumental permanece intacta. E Eyes of Creation traz a banda no auge da criatividade. Do início acústico de Internal Peace ao final com a sensacional Wake Up o que se ouve é uma banda coesa, consistente e que atinge o auge de sua carreira até aqui. É complicado cravar isso logo no início do ano, mas vai ser difícil deixar este disco de fora da lista de melhores de 2018.

    Link – https://www.facebook.com/kamalaofficial/
  • WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    No terceiro álbum do Wildestarr o trio formado por Dave Starr (guitarra e baixo, ex-Vicious Rumours), London Wilde (vocal e esposa de Dave) e por John Foster (bateria), segue investindo numa mistura entre o metal tradicional, o power e o sinfônico. Se em alguns momentos, o prog também dá sua contribuição, o vocal de London foge um pouco dessa linha, o que deixa a música do grupo bem interessante. Uma bela produção aliada à composições muito bem estruturadas e técnicas, fazem de Beyond The Rain um trabalho que além de agradável, mostra consistência e intensidade em músicas como a faixa título, que condensa o metal clássico e o progressivo de forma bem homogênea. Outros destaques que podemos citar são Pressing The Wires, com uma bela interpretação de London Wilde, assim como em Down Cold, mostrando que o timbre diferenciado da vocalista deixa as composições com um toque bem próprio. Um trabalho bem equilibrado lançado pelo Wildestarr.

    Por Sergiomar Menezes
  • ASKE – Broken Vow (8,5/10)

    ASKE – Broken Vow (8,5/10)

    Quer uma dica de um EP aniquilador, bem produzido, pesado e bastante original? Então tome esse Broken Vow, do grupo paulista Aske. Na verdade, a banda hoje se resume à um duo, formado por Filipe Salvini (baixo e vocal) e Lucas Duarte (guitarra), que aqui conta com a participação de alguns convidados. E você deve estar se perguntando o porquê de eu ter dito que o som dos caras, que têm um ‘full lenght’ chamado Once… (2014), é original. A resposta é fácil: simplesmente porque não é datado e é muito difícil de rotulá-lo, já que, apesar de a raiz ser o death e o black metal, há outros elementos da música pesada sendo explorados. Temos pegada heavy em Meadows in Shade, thrash nas velozes Menschwerdung e Übermensch, groove em Mardi Gras e um andamento death’n’roll na própria Broken Vows, que foi escrita por Victor Griffin, guitarrista da lendária banda americana Pentagram. Em suma, Broken Vow é curto, eficiente, instigante e ousado.

  • WARFIELD DEATH – Sucumbindo ao Medo (7/10)

    WARFIELD DEATH – Sucumbindo ao Medo (7/10)

    Para boa parte das bandas brasileiras não é fácil chegar ao primeiro álbum. Com o Warfield Death não foi diferente. A contar de 2009 foram oito anos até estrear com esse petardo intitulado “Sucumbindo ao Medo”. Trata-se de um Death Metal old school cru, sujo e intrínseco, sem exageros técnicos. A banda sergipana faz uso de levadas rápidas, mas com parcimônia tamanha que andamentos cadenciados têm espaço garantido em algumas músicas. Em meio à rifferama de Thiago Madness, ao vocal visceral de Marcos P. Viking e à cozinha consistente de Eduardo Vysceral (baixo) e Carlos Morte (bateria), nota-se influências de Cannibal Corpse e Six Feet Under, por exemplo. A produção não compromete as músicas, mas com melhor lapidada as faria soar mais “gordas”. Faltou também informações técnicas (estúdio, produtor, mixagem, masterização, etc.) no encarte, assim como as letras, pois, apesar de Viking cantar em português, em alguns momentos seu vocal ultra urrado se torna inteligível. Esse é um toque para que tais detalhes sejam corrigidos em materiais futuros, embora eles não interfiram na qualidade das composições. Se você é amante da música extrema, vale a pena investir pouco menos de meia hora de seu tempo para conferir esse bom debut do Warfield Death.

  • THE SLAUGHTERHOUSE – She’s Masturbating With A Knife [7/10]

    THE SLAUGHTERHOUSE – She’s Masturbating With A Knife [7/10]

    Este CD é altamente recomendado para os amantes da mais pura brutalidade. Este é o segundo álbum da banda que surgiu em 2004 na zona sul da cidade de São Paulo que depois de 8 anos após o lançamento de seu debut vem com força total neste trabalho. A gravação foi realizada no ano de 2015 e lançado agora em Janeiro de 2018 e conta com o apoio do maior selo no estilo, Rotten Foetus Records, que já trabalhou em seu cast com bandas renomadas como Vomepotro, Anarkhon, Infector, Fleshgrinder… Então já dá pra ver que coisa boa vem por aí. A banda é formada por dois membros que demonstram muita habilidade e conhecimento em sua proposta, CD muito bem produzido e conta também com a criação gráfica do conhecidíssimo Hioderman Z’Artan que fez um trabalho impecável. Quanto às músicas eu destaco logo a primeira faixa, Porn Gore, que já inicia sem frescuras, com os dois pés na porta, arrebentando tudo que logo é seguido pela faixa Bestial Sex Post Mortem que continua brutalizando como literalmente um massacre sonoro. Na faixa Mortal Erection Onanism And Horror a banda demonstra suas influências Slam Death Metal, com guitarras mais cadenciadas misturados às partes com muitos blastbeats. Essa é uma banda promissora em nossa cena, eles ainda vão dar muito o que falar. Aguardem!

  • KROMORTH – Geodesic Beast [8/10]

    KROMORTH – Geodesic Beast [8/10]

    Essa tempestade vem de Cuiabá, uma banda que traz no seu debut álbum um Death Metal Extremíssimo. É um album que ao ouvir já ficamos ansiosos pra saber como será o segundo trabalho. A intro deste trabalho foi produzida pelo MOYSES KOLESNE (Krisiun) chamada Geodesic Beast que também intitula este artefato brutal. As músicas Human Deception, Kromorthian Warrior refletem bem o que vem a seguir, na faixa King Pan o som fica ainda mais extremo e empolgante. Este CD foi gravado no lendário estúdio DaTribo que contou com a vasta experiência do Trek Magalhães chefiando essa gravação em modo analágico, isso mesmo, você não leu errado. E a capa contou com o renomando artista gráfico Rafael Tavares. Com toda essa equipe de peso atrelada a todo poder desta banda o resultado não poderia ser diferente. Ouça e comprove!