Categoria: Releases CDs & DVDs

  • LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    Esta é uma banda oriunda das profundezas das terras do sul que faz um Atmospheric Funeral Doom Metal majestoso e altamente suicida. Este trabalho trás ótimas melodias e uma melancolia absurda, totalmente recomendado ouvi-lo nos dias cinzentos e muito frios em um recinto onde você esteja sozinho. Com certeza toda carga depressiva e fúnebre tomarão conta do seu ser… Com suas músicas angustiantes, nos passa uma tristeza tão profunda que começamos a ouvir com uma certa adrenalina para saber o quem vem e ao decorrer deste maravilhoso trabalho nos pegamos meio que parados e envolvidos em nossos pensamentos mais soturnos. Isso mesmo um trabalho que te arrebata de verdade… ao acordarmos nos damos conta que os 55 minutos deste CD poderiam ter mais 55 minutos. Pois a sensação de estarmos no umbral de nossos pensamentos além de encantador nos deixa muito mais introspectivos. “Prelude To Inexistence” é faixa de abertura deste CD que na verdade é um preludio para os os quatro atos de sofrimento que vem a seguir, uma belíssima execução de piano nos melhores moldes do estilo. “Act-I Solemn Will To Prevail”,  é o primeiro ato, começa com uma belíssima incursão dos teclados aliados a uns dedilhados nas seis cordas que… logo é tomada por um peso abismal. Depois de tudo que descrevi acima entram vocais femininos muito bem colocados… que logo vem vocais ultra guturais. Poderia ficar aqui comentando infinitamente essa música. “Act-II Aetherial Streams”, teclados frios em meio as guitarras absurdamente pesadas que compõem um clima tétrico. Sim, essa banda é para os amantes do limbo… para os apreciadores de florestas negras com densas camadas de neblinas congelantes. Pois essas também são as sensações que tenho ao ouvir este material. Este artefato misantrópico foi lançado pelos selos Nuktemeron Productions (selo tradicional no estilo), The MetalVox Recs & Distro, Odicelaf Recs e Eclipsys Lunarys Productions. Espero muito que a união destes selos nos traga o segundo Opus desta majestosa banda em breve.

    MÚSICA PARA ALMAS DOENTIAS!!!
  • OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    Quintessence é o décimo trabalho oficial desta horda brasileira que está na ativa desde 1994 e que sempre nos  trouxeram trabalhos memoráveis. Este opus forjado nas trevas nos trás um Ocultan com uma sonoridade única, um trabalho que posso dizer que definitivamente é um dos melhores de sua carreira. As guitarras cruéis e cortantes da Lady Of Blood exibem uma guitarrista talentosíssima com muita vontade de sempre estar fazendo o melhor. E ouvindo este trabalho percebemos que os vocais do grande Count Imperium além de estarem muito bem encaixados, o mesmo realmente é um demônio em sua função, ele consegue nos passar através de suas vociferações o extremo ódio em um clima tão maldito que nos demonstra que este material não foi feito para os fracos. A tambores que marcam os passos desta marcha bélica fica a cargo do Mephisto Luciferius, neste trabalho ele nos impressiona com sua técnica e todo seu conhecimento assumindo as baquetas da banda. Os bumbos duplos deste ser infernal é um show à parte, se você ainda não ouviu este trabalho… ouça! O baixo também é muito marcante nesta obra, o Kazoth Bey entrou na banda pra realmente deixar a sua marca. O poderoso Ocultan não chegou até aqui em sua magnifica carreira atoa, não mesmo, e este trabalho chamado Quintessence é prova que a banda ainda tem muito, muito mais logos anos de vida pela frente. O Black Metal nacional com certeza tem que se sentir muito honrado por ter em seu cast essa horda realmente comprometida com cena e com o propósito do Metal Negro Underground. O CD já começa com uma “Intro” ritualística e muito perturbadora, emanando uma energia diabólica anunciando o culto que está por vir. A faixa “Kalima” vem cheia de climas que vão desde as frias guitarras rasgantes em meio aos blastbeats que se alternam entre melodias impregnantes, numa sonoridade que fascina e ao final nos deixa com mais vontade do que vem após… e falando nisso a música “Dragão Negro” é um hino cantado em português com sua música e letras muito fortes “Deus da Vingança, Queime a semente da vida, Queime aqueles que não nasceram do fogo…” Este é realmente um trabalho primoroso, cheio de climas e passagens muito cativantes e que definitivamente coloca este trabalho na minha seleta lista de álbuns favoritos. E para finalizar, venho lhes apresentar “Set – Typhon”, que sem dúvida é uma música que mais me chamou atenção e me fez ouvi-la repetidas vezes. Uma música completamente envolvente e gélida. Com suas passagens que nos remente às origens do estilo. Este realmente é um trabalho feito com muita dedicação e amor ao Metal Negro. E também destaco aqui a luxuosa produção deste CD que veio em um digipack muito bem elaborado com 3 belíssimos painéis e um livreto contendo todas as letras e informações, o Wilton M. Christiano criador do tradicional selo Heavy Metal Rock está de parabéns por nos presentear com esta parceria junto ao Ocultan materializando este ótimo trabalho. Longa vida aos guerreiros do Ocultan!!!!

  • MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    “Tudo que vemos ou acreditamos ver, nada mais é que um sonho dentro de um sonho” (Edgar Allan Poe)

    Ao estarmos com o CD em mãos nos deparamos com uma belíssima capa, assim como todo conceito gráfico de altíssima qualidade que já nos chamou atenção de modo muito positivo. Afinal foi feito pela Putrid Design que mais uma vez realizou um trabalho impecável.

    Com mais de vinte anos de existência e resistência, oriunda de Feira de Santana, cidade que é muito conhecida por ter bandas importantíssimas na cena brasileira. O Martyrdom vem junto aos seus aliados lançar uma obra de uma essência negra de tal forma que ao contemplarmos sentimos uma fria plaga tomar conta de todo ambiente, seus hinos de profanação, guerra e necromancia são proferidos em português, não esquecendo que também está nítido uma veia poética. Gravado em Feira de Santana, este álbum foi Mixado e Masterizado pelo renomado Jera Cravo em Montreal/Canadá. Sua qualidade sonora da gravação e também da execução de seus músicos nos apresenta uma banda com a certeza de ter acertado em cheio no lançamento deste artefato. Um CD que com certeza é um item obrigatório nos covis dos headbangers brasileiros. Falando das músicas deste CD, o mais difícil é ter que eleger algumas para comentar já que elas se completam e fazem uma sequencia perfeita. E depois de contemplarmos a belíssima parte gráfica deste CD como mencionado acima, hora de contemplar os hinos aqui presentes… A intro “Sic Luceat Lux Nosce Te Ipsum” com sua veia clássica e ao mesmo tempo caótica e nos anuncia de forma sutil o que vem a seguir. Em seguida esta obra nos trás “Culto Primitivo à Morte” uma música que o instrumental permeia entre o Death Metal e principalmente o Black Metal em suas partes mais rápidas, as melodias doentias combinam perfeitamente com suas letras de total adoração à morte. A música “Aeternum Tenebrarum” acredito que seja a música que instrumentalmente falando tenha sua veia mais pro Black Metal, mais que logo nos arrebata com partes cadenciadas e muito bem elaboradas. A faixa “A Verdadeira Inquisição” é uma música muito fria em sua essência, nos trás o lado sombrio e melancólico da banda em um Death Doom Metal que nos arrebata completamente. Ao decorrer este trabalho nos mostra que o Martyrdom não é uma banda óbvia, pois não é mesmo. Este trabalho nos mostra uma banda que exibe de forma imponente toda sua experiencia adquirida dos seus mais de 20 anos de carreira.

  • ACID TREE – Arkan [9,0/10]

    ACID TREE – Arkan [9,0/10]

    Investir no prog metal hoje, depois de quase quatro décadas em que o estilo vem amadurecendo, ou é loucura, ou é paixão. Ou ambas as coisas, envoltas em um mesmo manto e passeando juntas sob as estrelas. A julgar pelo caminho quase que etéreo trilhado Arkan, faixa que abre este EP de mesmo nome do Acid Tree, a loucura assume o nome de criatividade, e a paixão, a forma da própria música. Mesclando com maestria elementos que poderiam tanto provir do velho rock psicodélico, do moderno stoner rock e do clássico prog rock dos anos 70, a música ainda evoca elementos brasileiros, equilibrados por uma destreza musical que soa sempre bela, e nunca exibicionista. Linhas de guitarra calmas e bem postadas, bateria intrincada e vocais perfeitos são também a marca principal de Same Face, uma música que depois de conhecida, não é mais possível parar de ouvir. As seis canções são belas, mas a curta (menos de dois minutos) Milestones e a longa Caged Sun (mais de dez minutos) ameaçam roubar a cena. Imagine um híbrido do velho ELP com o novo Opeth. Você já pode amar essa banda!

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  • PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]

    PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]

    Com a chegada do serviço de streaming uma nova porta se abriu para lançamentos através de aplicativos, deixando a relação entre banda e público mais próxima. A Pandemmy de Recife/PE é uma das beneficiadas com essa tecnologia, pois seu novo álbum Rise of a New Strike consta nestas plataformas desde 2016. Agora é chegada a hora de seu lançamento físico, a turma que na ocasião era composta por Vinícius Amorim (vocal), Pedro Valença e Guilherme Silva (guitarras), Arthur Santos (bateria) e Marcelo Santa Fé (baixo) imprimiu muitos predicados do debut Reflections & Rebellions (2013), mas com um pouco mais de excelência em suas linhas. Um exemplo disso está em 7000 Days of Terror (And the New Attempt), que contém técnica sem saturação. Se quiser pode contemplar as bases riquíssimas de Almost Dead que arrancam na velocidade, mas dá espaço a um belo riff mid-tempo, perfeito para bater cabeça. Muitos outros temas contribuem para a sensação de um álbum mais maduro, como na canção título Rise of a New Strike que é uma das músicas mais legais pela harmonia dos andamentos e agressividade dos vocais. Outro destaque é Circus of Tyrannies, que ganhou versão para videoclipe oficial já com a nova vocalista Rayanna Torres. Pandemmy, com fôlego renovado, amplia a sua qualidade e segue firme na cena underground.

    Por: Leonardo M. Brauna   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • SABBATH BRAZIL SABBATH “The Brazilian Tribute To Black Sabbath” [10/10]

    SABBATH BRAZIL SABBATH “The Brazilian Tribute To Black Sabbath” [10/10]

    Maravilhoso!!! Tributo merecedor, sem dúvidas, da nota máxima. E o mais impressionante neste tributo é que as bandas não fizeram apenas covers, as bandas marcam suas identidades em cada faixa, assim nos mostrando verdadeiramente a influência que o Black Sabbath tem em suas carreiras e em suas formações como músicos e pessoas. O material gráfico está impecável, um digipack duplo muito bonito. Toda concepção gráfica ficou a cargo do renomado artista gráfico Wanderley Perna. Se você acompanha a cena nacional e também curte muito os mestres sabáticos, este é um cd essencial em sua coleção.

    Vou deixar as minhas impressões ao ouvir atentamente cada faixa por várias vezes:

    CD-1:

    OBSKURE: The Wizard  – Com certeza esta versão deste clássico foi escolhida a dedo para abrir o cd. A participação desta banda cearense de Death Metal foi no mínimo impressionante, pois a musica escolhida é bem complicada para fazer uma versão extrema e mesmo assim não abrir mão em manter as suas características originais. A marcante gaita está aqui. Não poderia ter início melhor.

    LEVIAETHAN: Children Of The Grave – Para este segundo clássico veio uma experiente banda gaúcha que está na ativa desde 1983. As guitarras pesadas, a excelente execução de bateria e os vocais agressivos dão ainda mais brilho para esta música. Realmente deixaram sua marca neste tributo.

    TAILGUNNERS: Heaven In Black – Esta banda paulista apostou em uma música de um álbum não muito popular, TYR, e não desapontou. Fizeram uma participação primorosa, dentro desta versão da música apresentada, a banda exibe muito virtuosismo de seus membros em um Heavy Metal de tirar o folego.

    GENOCIDIO: Tomorrow’s Dream – Esses veteranos da nossa cena nos trouxeram uma versão muito bem feita deste clássico pertencente ao glorioso VOL. 4. Com certeza eles escolheram uma música que se encaixou como uma luva dentro do som extremo que a banda faz.

    UGANGA: Voodoo – Os mineiros do Uganga fizeram uma versão bem interessante desta música. Uma boa participação desta banda neste tributo.

    ANCESTTRAL: Sabbra Cadabra – Essa foi outra participação bem feita. Confesso que esperava mais neste cover, como esta banda tem uma pegada bem violenta em sua música, achei que neste caso faltou um pouco mais da identidade do Ancesttral nesta versão apresentada. Bem executada e merecedora da presença.

    ORQUIDEA NEGRA: Heaven And Hell – Essa banda catarinense de Heavy Metal nos traz uma versão maravilhosamente bem feita, destacando os vocais impecáveis de André Graebin. Realmente me lembrou o mestre Dio. Foi uma execução de alto nível feito por toda banda.

    CHEMICAL DISASTER: Iron Man – Com certeza esses santistas não poderiam ficar de fora, a versão deste clássico conhecidíssimo ficou muito bom. Confesso que esperava um pouco mais de brutalidade nesta versão, afinal, estamos falando de uma banda que é conhecida pelo seu Death Metal brutal. Os guturais do Luiz Carlos Louzada ficaram muito bons e trouxe um pouco das características musicais da banda para esta música.

    HELLISH WAR: Get a Grip – Banda de Power/Heavy Metal de Campinas que fez uma belíssima participação neste tributo. Além da ótima música escolhida, eles passam todo poder da banda através de uma versão que imprimiu o seu poder metálico nesta obra.

    FOR BELLA SPANKA: Digital Bitch – Esta banda mineira me impressionou na versão desta música que faz parte do ótimo álbum Born Again. Os teclados inseridos para esta versão ficaram muito bons, deram um toque frio e meio que melancólico para esta música que tem uma energia eletrizante em sua essência. Ótima participação.

    KING BIRD: Supernaut – Outra ótima participação. A versão para Supernaut ficou super mais pesada e muito bem executada. Um Rock/Heavy violento, nos melhores moldes do estilo.

    SYREN: Black Moon – Esses cariocas simplesmente destroem… Fizeram uma versão muito empolgante. Trouxeram para esta música a cara do Syren, instrumental e vocais muito bem feitos. Eles também apostaram numa música não tão popular e acertaram em cheio.

    KORZUS: Neon Knights – Versão Violenta!!!! Esses paulistanos nunca decepcionam. E dessa vez não foi diferente, a versão para Neon Knights ficou, digamos no mínimo, maravilhosa! Eles também trouxeram todo peso de seu estilo thrash metal que combinou com perfeição à música escolhida por eles.

    PANIC: I – Esses gaúchos não fizeram apenas uma versão desta música, eles trouxeram “A” versão. Ficou do jeito que realmente gosto de ouvir quando uma banda se dispõe a fazer um cover. Trouxeram violência, brutalidade e um Thrash/Death esmagador para esta música do Black Sabbath. O melhor de tudo… mesmo sendo uma versão esmagadora ao ouvir sabemos que se trata do Sabbath.

    MALEFACTOR: War Pigs – E para fechar este empolgante CD-1, vem o grande Malefactor. Esses baianos iniciam a música com muitas alavancadas de guitarras que trouxeram um ar muito caótico. Logo depois, Lord Vlad apresenta um vocal soberbo que vai do agressivo ao afinadíssimo vocal digno das melhores bandas de Heavy Metal tradicionais. Fizeram uma versão com a cara do Malefactor indiscutivelmente. Assim fechando a audição do primeiro capitulo deste tributo, na minha opinião, perfeito até aqui.

    CD-2:

    SILVER MAMMOTH: Symptom Of The Universe – O início da segunda parte desta audição começa com uma versão maravilhosa feita pelo Silver Mammoth, onde trouxeram muitos elementos que vão desde as guitarras pesadíssimas e um instrumental que lembra muito suas influencias setentistas.  Uma excelente versão para esta música que é um clássico indubitável. Destaco aqui o virtuosismo de seus instrumentistas que dão uma um show a parte.

    TAURUS: Cornucopia – Nos traz uma versão muito boa e bem executada, porém, sem muitas novidades em sua versão para esta música. Para uma banda como o Taurus, eles deveriam trazer um pouco mais essa música para o acelerado estilo consagrado da banda.

    MX: The Mob Rules – esta banda de Santo André, uma das mais importantes na história metálica do Brasil, nos apresentou uma versão para esta música dentro do estilo que o MX sempre foi… ao ouvirmos conseguimos identificar com exatidão que é o MX fazendo um cover nos moldes Thrash Metal para o Black Sabbath.

    VULTURE: In For The Kill – Estes paulistas de Itapetininga fizeram uma tenebrosa e brutal versão para esta música. Ficou realmente muito boa com vocais guturais e um instrumental Death Metal. Se eu não conhecesse essa música como sendo do Black Sabbath, com certeza acharia que era uma música do Vulture por conta da versão originalíssima que trouxeram aqui.

    HEADHUNTER D.C.: Electric Funeral – Que versão é esta?!!! A música começa numa brutalidade incrível, exibindo muita técnica aliado aos vocais infernais do Sergio “Baloff” Borges. Esse cover com certeza foi o mais original desta coletânea, pois eles se preocuparam em nos presentear com uma versão Headhunter D.C. para a clássica Eletric Funeral. Além do peso descomunal a banda conseguiu inserir com muita competência blastbeats que ficaram impressionantes. E para terminar, no finalzinho da música a banda nos traz um toque fúnebre e frio que nos deixa com a sensação de querer ouvir mais.

    DROWNED: Sabbath Blood Sabbath – Esses mineiros fizeram uma participação muito boa. O instrumental com o som dos seus  bumbos incessantes não ficou com a cara do Drowned em sua essência. Os vocais ficaram ótimos, muito bem encaixados. Uma boa participação. Agora,  se eles trouxessem a esta música todo seu Thrash/Death metal, está versão seria matadora.

    STEEL WARRIOR: The Shinning – Soberbo!!!! Uma versão que não tenho como descrever de tão bem apresentada. Essa banda catarinense de Itajaí veio aqui para deixar seu nome marcado definitivamente. Na minha opinião, faltou um pouquinho mais de peso, pois pra quem conhece essa banda, sabe que eles poderiam ter abusado um pouco mais. A atuação de seu vocalista é impecável. Ótima versão.

    JAILOR: After Forever – Esses curitibanos não fizeram apenas um cover, não mesmo! Eles fizeram uma execução maravilhosa para esta música. Ao ouvir esta versão não temos como dizer que poderia ser melhor, pois eles trouxeram o Jailor para esta música. Rápida, violenta, virtuosa, agressiva feito nos moldes do melhor que existe dentro do estilo. Essa foi uma das poucas faixas que tive que repetir para acreditar que eles conseguiram trazer essa atmosfera verdadeiramente headbanger para a música After Forever.

    ANTHARES: Hole In The Sky – Sim, uma boa versão. Bem executada, contudo, por se tratar do grande Anthares, banda que fez parte de minha formação metálica, também deixou a sensação que poderia ir além do limite da força e trazer um pouco mais do que conhecemos do Anthares para esta versão. No todo fizeram uma boa participação neste tributo.

    VOODOOPRIEST: TV Crimes – Apesar do instrumental se manter como originalmente é tocado, a banda deu seus toques brutais à música. O destaque ficou à cargo dos vocais ultra macabros em guturais pesadíssimos que combinaram perfeitamente com a música. Nos fazendo pensar o quanto o Black Sabbath estava à frente do seu tempo.

    ATTRACTHA: NIB – Essa banda paulistana de Hard/Heavy Metal, me deixou de queixo caído com esta versão. Ficou ótima e ao mesmo tempo abusada. Sim! A banda conseguiu caracterizar dentro do seu estilo este cover de NIB. Digo até que ficou mais pesado e agressivo que em seus trabalhos oficiais. O Attractha realmente foi matador em sua participação neste tributo.

    REVENGIN: Headless Cross – Esses cariocas simplesmente arrasaram. Trouxeram a belíssima voz da Bruna Rocha com um instrumental que trouxe uma sinfonia soberba. Uma versão até então não tinha escutado nada igual. Altamente recomentado para os amantes de bandas como com o Therion.

    SEXTRASH: Loner – Essa lendária banda mineira realizou uma boa participação, a musica escolhida foi muito boa, porém, por se tratar do poderoso Sextrash senti falta de um pouco mais de ousadia na versão de Loner apresentada. Os vocais ficaram ótimos e trouxe uma atmosfera bem macabra para a música. Se tivesse um pouco mais da brutalidade do Sextrash nesta versão, te digo, seria destruidor.

    ANEUROSE: Psychophobia  – Também apostou numa música desconhecida por muitos do álbum Cross Purposes e fizeram uma versão de tirar o folego, um Thrashing Death violentíssimo. Esses mineiros de Lavras definitivamente mereceram estar neste tributo, pois mostraram que um cover pode ser feito dentro das características da banda que homenageia e não da homenageada.

    DEMONS OF NOX: Paranoid – Para fechar com chave de ouro, a ultima faixa vem com esta banda desconhecida por muitos e até por mim mesmo, que tem entre seus integrantes o ótimo baterista Markus Couttinho, baterista renomado que também é integrante do grande Cold Blood. Essa versão ficou bem pesada e combinou muito bem com os vocais ultra guturais.

    Avaliação final: Este tributo ficou maravilhoso pela qualidade das bandas aqui apresentadas e por toda viagem que estes dois CDs nos trazem. Ouvimos aqui desde um belo Hard Rock até o mais brutal Death Metal, numa sequencia muito bem escolhida que, ao ouvirmos, nos traz mais vontade de ouvir o que vem a seguir. Me fez viajar entre os clássicos do Black Sabbath que cresci ouvindo, executados aqui em uma roupagem mais atual, cheia de peso, brutalidade e melodias obscuras que só o Tony Iommi poderia ter criado.

    Esta é uma obra indispensável na coleção de todos Headbangers do Brasil, uma iniciativa fantástica em realizar um tributo somente com bandas brasileiras e de diversos estilos musicais. Parabenizo a Secret Service Records, selo que realizou com bravura essa obra histórica em nosso glorioso Underground.

    Como já escrito acima o material gráfico ficou muito bom, porém, poderia ser melhor em uma coisa muito importante: mais informações a respeito das bandas participantes, apresentando detalhes dos créditos de quem nos arrebatou neste trabalho. Então, para quem está ouvindo este tributo e quiser saber mais sobre as bandas, terá que acessar a internet ou pesquisar as bandas no Facebook. Coisa que de fato achei ruim, pois como é comum as bandas sempre estarem mudando seus integrantes, o ouvinte que for buscar mais informações da banda que participa deste tributo, pode ter uma informação desatualizada no futuro.

    Se o Iommi e todos que fizeram o Black Sabbath ser maior banda do mundo tiverem acesso a este tributo com certeza vão se orgulhar de ter sido uma grande influencia para todas essas bandas.

  • DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]

    DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]

    Essa banda foi criada em 2013 em Fortaleza/Ceará e executam um Brutal Death Metal na linha americana, fãs de bandas como Abominable Putridity e Pathology vão gostar muito de ouvir este álbum que será lançado oficialmente dia 31 de maio pela Guttural Brutality Productions, selo que apesar de novo vem em seu terceiro lançamento nos presentear com este álbum impressionante. Alguns membros desta banda são músicos já conhecidos na cena extrema nacional, o baterista David Silva já passou por bandas como Facada, Burning Torment e monge e o David Barroso por sua vez integra os conhecidíssimos Krenak, Revel Decay e Insepsy. Ele também atua junto à revelação do Death Metal baiano, Escarnium, como session member. Então não estamos falando de músicos inexperientes e sim de um time que veio pra mostrar que o metal extremo no nordeste do país está fortíssimo e é muito bem representada. A Guttural Brutality Productions cordialmente nos cedeu com exclusividade o CD “Unleash The Underground Abominations” antes mesmo de seu lançamento e ao ouvir tivemos uma grata surpresa, nos deparamos com um trabalho realmente digno, um álbum muito bem produzido e com músicas de tirar o folego. O CD começa com a música “Human Code Fail”, blastbeats muito bem encaixados com guitarras pesadíssimas que se alternam entre riffs bem típicos do estilo e partes cadenciadas fantásticas, e, destaco a parte onde eles demonstram muita técnica onde a bateria e as guitarras se tornam uma junção perfeita entre as paletadas e dobradas de bumbo. A música que leva o nome da própria banda “Decomposing” nos dá vontade de bater cabeça do começo ao fim, e já começa com o vocal estremecendo tudo e com umas partes que o vocalista faz uns vocais Pigs, que adoro neste estilo de Brutal Death metal. Na Faixa 3 “Embryonic Mutation” começa em meio aos blastbeats guitarras que lembram as bandas de Slam Death Metal… na hora veio a minha cabeça… esses caras vão fazer história no underground deste país e o nordeste mais uma vez mostrando sua força. O Decomposing é a prova disso. Espero vê-los aqui no sudeste do pais em breve e que tragam todo esse profissionalismo e energia mostradas neste trabalho. A capa ficou a cargo do Sidjimbe Art Studio, conhecido estúdio de artes extremas que fica na Indonésia e pra quem está se perguntando, Indonésia?, saiba que o Brutal Death Metal reina por lá e existem bandas incríveis. E para finalizar não poderia deixar de falar da faixa que fecha este CD em grande estilo, “Genetic Genocide”. Esta faixa em minha opinião define muito bem o trabalho desta talentosa banda que inicia sua carreira com este full-length destruidor. A Guttural Brutality está de parabéns em nos presentear com este lançamento.

  • SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]

    SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]

    Esse trabalho, impressionante, veio de um projeto ousado chamado Sculpture. Formado pelos então muito conhecidos na cena extrema brasileira, o Willian Marante (Infernalium, Obscure Mind, Lost Gravyard, Shantak…) e o Victor Prospero (Necromesis, Evil Mayhem…). Mas não vá pensando que já faz uma ideia do que encontrará neste CD, neste trabalho você ficará surpreso com a criatividade aliada ao alto conhecimento musical destes 2 integrantes. Este CD nos faz entrar em uma viagem quase que transcendental ao passear em meios as músicas. Ao iniciar este belíssimo trabalho com a intro “Turns The Pages Of Times” que começa com um clima tenebroso que logo se mistura a uma maravilhosa execução de piano nos imergindo a um clima soturno e apaixonante, e, que também nos remete às clássicas bandas Doom Metal do passado. Logo seguido pela faixa “Through Infinite Horizons” que começa nos velhos moldes do bom e velho Black Metal com riffs, digamos, frios e mórbidos… e não pára por aí… ao continuar ouvindo essa mesma faixa notamos claramente muitas passagens do mais puro Metal Tradicional exibindo muita técnica e precisão, tudo muito bem encaixado, coisa que é quase inacreditável de pensar poder dar certo. Esse é de longe um dos melhores trabalhos que escutei este ano. A música “Voices Unconscious Revelation” começa com uma brutalidade bestial e riffs cortantes, me lembrando muito as clássicas bandas de Black Metal Old School. E ao ouvirmos todo decorrer desta música nos deparamos com um trabalho fantástico, destaco o trabalho que tiveram para gravar o contra baixo que se sobressaiu muito nesta faixa. E por falar em contra baixo, a faixa “Fragments Of Deep Reflections” já se inicia com um clima obscuro e ao mesmo tempo belo. Como toda música que soa uma melodia muito bem construída entre os fraseados do baixo e os bem encaixados solos de guitarra. Se você ainda não ouviu este trabalho recém lançado pela respeitada Hammer Of Damnation, ouça e tire suas proprias conclusões. Com certeza serão as melhores. Este CD vem em um luxuoso Slipcase que guarda um Digifile muito bonito com 3 paíneis. Essencial para estar na coleção de quem realmente curte e apoia o nosso triunfante Underground Nacional. Observação – estou falando de um projeto Instrumental, isso mesmo, INSTRUMENTAL!!!

  • POLARIS – The Mortal Coil [8,0/10]

    POLARIS – The Mortal Coil [8,0/10]

    Formado em 2012 na cidade de Sydney (AUS), o Polaris já havia chamado atenção no EP The guilty and the grief. Agora nesse primeiro álbum Jamie Hails (vocal), Jake Steinhauser (baixo e vocal), Rick Schneider (guitarra), Ryan Siew (guitarra) e Daniel Furnari (bateria) mostram com consistência a força do metalcore australiano em músicas agressivas e viajantes bem produzidas. Há uma ótima interconexão de riffs bem elaborados, melodia e forte carga emocional que tornam a audição legal invés de enjoativa. A versatilidade vocálica de Halis ao mudar de timbre rasgado para limpo e a precisão da bateria também enaltecem os aspectos mencionados. Ao colocar o som pra rolar a entrada com Lucid já destaca a agressividade, algumas bases mais graves e contrapostas com melodias viajantes e marcantes. The Remedy recebeu um vídeo clipe psicodélico legal e tem um pouco de groove e um começo a lá stoner. Em Consume há uma constância maior de agressividade e Frailty tem um fim introspectivo e profundo bem interessante. Dusk to day esboça uma viajem profunda e melancólica mesclada a doses boas de desespero. Ainda se destacam Casualty e os riffs grudentos de The Slow Decay. De forma geral, a principal característica que esse debut transmite é confiança no que ele contém. Um ótimo começo.

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  • LORDI – Sexorcism [8,0/10]

    LORDI – Sexorcism [8,0/10]

    Desde a estreia com Get Heavy em 2002 que os finlandeses do Lordi vêm trazendo boa mescla de Hard Rock e Heavy metal com boas doses de diversão e humor. Nesse oitavo álbum de estúdio a banda atualmente composta por Mr. Lordi (vocal), Mr. Amen (guitarra), Mr. Ox (baixo), Mr. Mana (bateria) e Ms. Hella (teclados) não traz nenhum sopro de superação em qualidade relativo aos últimos três trabalhos (Monstereophonic (Theaterror vs. Demonarchy) de 2016, Scare Force One de 2014 e To Beast or Not to Beast de 2013). Mesmo assim, nesse álbum inteiramente voltado para abordagens sexuais descaradas e de certa forma escatológico, a banda dentro do seu “arroz com feijão” traz músicas bem sacadas e cativantes amparadas por uma ótima produção. A trinca inicial já se destaca com as bases pesadas e o refrão viciante da faixa viciante, seguida pela melódica Your Tongue’s Got The Cat e Romeo Ate Juliet. Sodomesticated Animal começa a todo vapor com um baixo pulsante, harmonias bem elaboradas que acompanham bem o vocal, lhe proporcionando uma atmosfera envolvente. Se é diversão e bom humor que você procura, especialmente, para tomar uma cerveja com os amigos, Sexorcism dá conta do recado.

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