Na tarde desta terça-feira (05), o Megadeth, através de seu líder DaveMustaine, comunicou em suas redes o aviso de Kiko Loureiro, que precisará dar um tempo da atual turnê de divulgação do álbum The Sick, The Dying… And The Dead! por questões familiares que, ao que tudo indica, demandam urgência.
Disse Mustaine na postagem:
“Drogies!Kiko teve algo acontecendo em sua vida familiar que o obriga a perder a próxima etapa da nossa “Crush The World Tour”.Vou deixar ele explicar…
“Kiko por aqui!Nosso novo disco, “The Sick, The Dying… And The Dead”, e nossa “Crash the World Tour”, têm sido ótimos.As posições nas paradas mundiais foram as melhores até agora!Queremos realmente agradecer por isso.
Tenho algo que é difícil de compartilhar, mas gostamos sempre de mantê-los informados com a verdade.Tenho que deixar a turnê por enquanto, para estar em casa com meus filhos, e ajudá-los a enfrentar os difíceis desafios que surgem de nós, sendo “pais que trabalham fora de casa”.
Encontrei um guitarrista, Teemu Mäntysaari, para me substituir durante o outono, e acho que vocês ficarão muito felizes.Ele é um guitarrista incrível, fantástico.Eu compartilhei isso com meu parceiro, Dave Mustaine, e sem nenhuma surpresa, ele disse: ‘Vá, vá ficar lá com sua família e nos mantenha informados!”
Aos meus companheiros de banda e a todos os nossos fãs ao redor do mundo, até breve, de volta à Killing Road“.
Não cancelaremos a turnê e apresentaremos Teemu a vocês no dia 6 de setembro em Albuquerque, Novo México, na Revel Arena.Pedimos seu apoio e compreensão neste momento” – DAVE MUSTAINE.
De outro lado, o guitarrista substituto, Teemu Mäntysaari, comentou:
“Estou realmente animado por tocar com o Megadeth em sua turnê norte-americana que começa amanhã, 6 de setembro! Aprender as músicas tem sido bastante divertido e eu estou feliz em sair e detonar com a banda!”.
O finlandês Teemu Mäntysaari é um guitarrista e professor de 36 anos de idade. Desde 2004, ele toca com a banda de death metal melódico Wintersun. Teemu também tem trabalhos com as bandas Imperanon, Induction e Smackbound.
O finlandês Teemu Mäntysaari fará seu primeiro show com o Megadeth nesta quarta-feira (06)
Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, mais um episódio do programa “Ranking Crew”. Neste 41° episódio, o apresentador Gustavo Maiato recebe os convidados Thiago Rahal Mauro (TRMPress) e Clovis Roman (Acesso Music). O trio lista e comenta a discografia do saudoso maestro Andre Matos.
Assista, comente, concorde ou discorde e escreva o seu ranking pessoal de Andre Matos nos comentários do vídeo! Estamos aqui para nos divertir e reviver grandes álbuns da nossa cena.
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O Powerwolf estabeleceu um marco em sua carreira e na música ao vivo como um todo. O grupo fez uso da tecnologia de realidade aumentada durante sua apresentação ao vivo pelo festival Summer Breeze, na Alemanha. Em sua terra natal, o Powerwolf garantiu uma das maiores produções de todos os tempos, perante a dezenas de milhares de fãs.
Juntamente com a Arte Concert e a 0221 Mediaagentur, utilizando tecnologia utilizada em videogames, criaram um lobo monstruoso acima do palco em tempo real durante o set, visível tanto pelos fãs presentes no local, como pelos devotos que assistiam em todo o mundo à transmissão ao vivo. O lobo esteve visível quatro vezes durante o set, no decorrer dos clássicos Incense & Iron, Amen & Attack, Beast of Gévaudan e Resurrection By Erection.
Veja imagem:
O show no Summer Breeze foi mais uma demonstração de poder do Powerwolf, que atualmente reina como a banda de maior sucesso na Alemanha. Com o maior show de pirotecnia do festival, uma multidão de atores no palco, uma grande queima de fogos de artifício e uma banda em plena forma diante do maior público de todo o festival, os sumos sacerdotes do heavy metal sublinharam de forma impressionante o seu status de força líder do gênero.
Assista a impressionante performance do headliner Powerwolf no Summer Breeze:
https://www.youtube.com/watch?v=fwLiF6_TVyE
Veja mais fotos, cedidas pela Arte Concert, da apresentação do grupo alemão na recente edição do Summer Breeze:
O Powerwolf é, sem dúvida, uma das bandas de heavy metal de maior ascensão e que vem ganhando mais adeptos na última década. Várias aparições em 1° lugar nas paradas de álbuns, Discos de Ouro e Platina, shows com ingressos esgotados, bem como participações nos maiores festivais, abriram seu caminho. Em menos de 20 anos de história, o Powerwolf alcançou a liga mais alta do heavy metal.
A agenda de shows do Powerwolf segue com as seguintes datas:
08.09.23 CZ – Havirov / Havirovske Slavnosti31.10.23 DE – Dusseldorf / Mitsubishi Electric Hall02.11.23 DE – Ravensburg / Oberschwabenhalle03.11.23 DE – Bamberg / Brose Arena04.11.23 NL – Den Bosch / The Rock Circus05.11.23 DE – Leipzig / Quarterback Immobilien Arena
SOBRE O POWERWOLF
A história do Powerwolf, iniciada em 2004, parece um verdadeiro conto de fadas, porém é o resultado dos esforços de uma das bandas ao vivo mais inovadoras e divertidas do planeta heavy metal. O Powerwolf garantiu uma coleção notável de prêmios de Ouro e Platina, começando em 2015, quando foi certificado Ouro pela primeira vez na República Tcheca com seu álbum Blessed & Possessed. Além disso, tanto Preachers of the Night (2013) quanto a obra-prima subsequente The Sacrament of Sin (2018), bem como o inovador evento de streaming The Monumental Mass: A Cinematic Metal Event (2022), entraram em primeiro lugar nas paradas de álbuns da Alemanha e paradas de DVD (uma grande conquista para um lançamento audiovisual). O emocionante DVD The Metal Mass (2016) também garantiu o primeiro lugar nas paradas alemãs de DVD. Mais recentemente, o novo álbum de estúdio, Call of the Wild, entrou nas paradas de álbuns em segundo lugar (e permaneceu por 16 semanas), enquanto o single de sucesso, Dancing with the Dead, ganhou Ouro e Platina. A coletânea Best of the Blessed, lançado em 2020, também entrou com sucesso nas paradas alemãs em 2° lugar, enquanto o álbum intermediátio, Interludium, subiu em 3°.
O Powerwolf alcançou enorme sucesso ao se apresentar em grandes locais com suas performances fenomenais como headliner em turnês quase completamente esgotadas entre 2019 e 2022, bem como em vários shows em festivais de verão em que as multidões ficaram emocionadas e completamente cativadas pelos lobos e sua singularidade. Além de muitos outros, eles também foram headliners do Wacken, Masters of Rock, Summer Breeze – todos grandes sucessos ao vivo. Após o enorme sucesso do recente show no Summer Breeze, o mundo inteiro está completamente sob o signo da matilha uma vez mais!
Powerwolf é:Attila Dorn – vocalFalk Maria Schlegel – tecladoCharles Greywolf – guitarraMatthew Greywolf – guitarraRoel Van Helden – bateria
A lenda americana do death/technical thrash metal Sadus, que retomou suas atividades em 2017, finalmente, dezesseis anos após Out For Blood, anuncia seu novo e sexto álbum de estúdio. Intitulado The Shadow Inside, o disco está agendado para o dia 17 de novembro, via Nuclear Blast. O álbum foi produzido no Trident Studios pelo tarimbado Juan Urteaga, que já trabalhou com outros pesos pesados do metal, tais como Exodus, Testament e Machine Head.
O fundador Darren Travis, vocalista e guitarrista, comentou o aguardado novo material: “Estou tonto de entusiasmo por este álbum ser lançado ao mundo. Com a ajuda de toda a equipe da Nuclear Blast, proporcionaremos um lançamento extremamente esperado com The Shadow Inside.
Obrigado por seu interesse em nossa pequena banda por todos esses anos. Espero que vocês encontrem a mesma liberação de emoção que nós! O amor pelo metal é a única razão do Sadus! Obrigado a todos pelo apoio eterno! Fudido Sadus!”
No final de 2022, a dupla que hoje forma o Sadus, Travis e o baterista Joe Allen, lançou o primeiro single de The Shadow Inside, uma música chamada It’s the Sickness. Agora, disponibilizam mais um, Ride the Knife, que já está disponível para streaming e, assim como o anterior, vem acompanhado de lyric video. Confira-os clicando nos títulos listados no tracklist do álbum (abaixo).
“The Shadow Inside” track listing:01. First Blood02. Scorched And Burnt03. It’s The Sickness
04. Ride The Knife05. Anarchy06. The Devil In Me07. Pain08. No Peace09. New Beginnings10. The Shadow Inside
O evento online, realizado mensalmente, dá continuidade à sua missão de celebrar e promover o trabalho das bandas brasileiras e fortalecer a cena do heavy metal nacional, sempre com transmissão “Streaming-Live” exclusiva pelo canal oficial da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv
Vencedor da categoria “Melhor Evento” do Prêmio Dynamite 2021, o “Roadie Crew – Online Festival” tornou-se a principal referência na fruição da cena brasileira de heavy metal que é, quantitativa e qualitativamente, uma das mais relevantes do mundo. Até aqui, mais de 700 bandas já passaram pelo festival!
Participam dessa edição de Setembro de 2023, as bandas: The Giant Void, Infernal Course, Prophetic Age, Pesta, Weedevil, Vulture, Foxx Salema, Gustavo Di Paula, Perro Acido, The Heathen Scÿthe, Gospel Of Ghosts, Templária, Calango Brabo, Maquinária Rock, Sinexia e a cantora Iara Almeida.
A apresentação do festival fica por conta de Eliton Tomasi da Som do Darma.
Acesse youtube.com/roadiecrewmagtv e se inscreva em nosso canal. Ative o sininho para receber todas as atualizações.
Curta também no Spotify a playlist “Viva O Metal”, uma parceria Som do Darma, Diverge e ONErpm, com 50 entre as melhores bandas que têm passado pelo festival: https://diverge.lnk.to/VivaOMetal
Serviço:
“Roadie Crew – Online Festival” – 42ª Edição
Data: 08 de Setembro de 2023
Horário: 19h30
Local: Canal da Roadie Crew no Youtube – www.youtube.com/roadiecrewmagtv
Bandas: The Giant Void, Infernal Course, Prophetic Age, Pesta, Weedevil, Vulture, Foxx Salema, Gustavo Di Paula, Perro Acido, The Heathen Scÿthe, Gospel Of Ghosts, Templária, Calango Brabo, Maquinária Rock, Sinexia e a cantora Iara Almeida.
Já está no ar, pelo canal da Roadie Crew no YouTube, o episódio #27 do quadro Faixa a Faixa –Batalha de Álbuns. No Faixa a Faixa, os comentaristas colocam três grandes discos lado a lado em disputa. Com a mesma quantidade de músicas na track list, uma a uma, na ordem, vão sendo confrontadas. O objetivo final dos apresentadores é montar um imaginário disco com a track list perfeita, formada pelas músicas vencedoras.
Nesse episódio, os apresentadores Ricardo Batalha e Leandro Coppi recebem o convidado Diego Nogueira Sabio, vocalista do Anthares e baixista do Blasthrash. O trio põe em jogo músicas de três clássicos do thrash metal, The New Order (Testament), Act III (Death Angel) e Never, Neverland (Annihilator). Assista:
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Chega a ser “engraçado” quantas vezes bandas de gêneros mais obscuros do metal, como doom e black metal, conseguem mudar o clima local. São Paulo vinha passando por um inverno atípico, com temperaturas acima dos 30º C, num verdadeiro verão fora de época. Bastou os suecos do Draconian desembarcarem no país para o inverno ganhar forma, com chuva já tomando o final de semana e as temperaturas baixas. E foi assim, no sábado gelado de 26 de agosto, que o sexteto formado por Lisa Johansson e Anders Jacobsson (vocais), Niklas Nord e Johan Ericson (guitarras), Daniel Arvidsson (baixo) e Daniel Johansson (bateria) chegou para o show com ingressos ‘sold out’ no Fabrique Club – por sinal, outra data foi aberta para o La Iglesia no dia seguinte.
Então, com a casa lotada já no horário marcado, era possível ver nos rostos a expectativa. Surpreendentemente, havia um bom número de jovens pouco acima de seus 20 anos, o que é extremamente positivo para um formato musical que vem desde a década de 1970, se contarmos desde seus primórdios, e, claro, também muito positivo para os fãs da banda, em atividade há 29 anos (com certeza mesma idade de alguns ali). Às 18h15 a melancolia começou com “The Sacrificial Flame” e, de cara, se sentia a aura densa e ao mesmo tempo bela e mística. O solo que encerra essa música do Draconian arrepia, mas logo vem seguido do dedilhado de “Lustrous Heart”.
Com uma garrafa de vinho em mãos, o vocalista Anders oferece um brinde celebrando que a banda finalmente estava em nosso país e anuncia “The Sethian”, mostrando uma sequência inicial de “Under a Godless Veil”, o mais recente álbum da banda, lançado em 2020. Apesar de seus vocais guturais se destacarem no refrão, foi mesmo a voz de Lisa que ganhou a atenção de todos, causando comoção com sua combinação de técnica e feeling, sendo ovacionada ao final da música. E a misteriosa “Sleepwalkers” começa justamente com a voz dela, para seguir dando o toque delicado no som sombrio e pesado da banda. Vale citar que Lisa esteve no Draconian de 2001 a 2011 e voltou em 2022, então essa turnê para ela é uma verdadeira celebração.
Finalmente era hora de começar a explorar outros discos além do mais recente, começando muito bem com “Stellar Tombs”, de “Sovran” (2015). Problemas com a tecnologia forçaram uma pausa, afinal, a banda não leva tecladista aos palcos e o som de teclado e orquestrações vêm de um notebook, que normalmente fica sob o controle do baterista. Mas todos os músicos ficaram em palco enquanto a falha era sanada, tentando distrair o público com interação até que muito bem humorada para uma banda de doom.
Resolvidos os problemas, “Sorrow of Sophia” nos devolveu ao mais recente lançamento, mas de forma mais que justificável, afinal, é uma das melhores músicas dos suecos e talvez o momento mais alto do show. Dali em diante, o que se viu foi mesmo uma volta no tempo, passando por todos os álbuns da banda: “Elysian Night” foi para o “A Rose For the Apocalypse” (2011), “Seasons Apart” voltou em 2008, no álbum “Turning Season Within”, e “The Cry of Silence” levou o público de volta a “Where Lovers Mourn”, o álbum de estreia da banda que completou seus 20 anos nesse 2023. Aqui vale citar outro momento alto do set com as mudanças de andamento da faixa em seus mais de 12 minutos, com direito a um belo trecho para bater cabeça.
Som de chuva. Poderia ser advindo do clima fora da casa, mas era mesmo “A Scenery of Loss”, com a banda passando por “Arcane Rain Fell” (2005), um dos discos favoritos dos fãs. E a viagem ao passado iria além dos álbuns completos, como podemos presenciar com o sexteto passando por “The Closed Eyes of Paradise”, um álbum demo lançado em 1999, representado aqui por “The Morningstar”, com destaque para uma rápida passagem de blast beat e para bumbos duplos de Johansson.
“Pale Torture Blue” trouxe mais um momento arrepiante, tanto pela tristeza na voz de Lisa quanto pelas melancólicas guitarras dobradas e parecia ser sentida por cada um na plateia. E após “The Amaranth” destacar o lado mais lírico da vocalista, Jacobsson oferece mais um brinde com seu vinho e anuncia “Daylight Mystery”, que passou rápido para chegarmos à despedida com o clássico “Death, Come Near Me”, que, com seu som de piano ao final, soa como uma verdadeira valsa para a morte.
Não tem como não citar a qualidade do som, que estava impecável e muito cristalino, como poucos vemos em shows de bandas fora do mainstream. Em palco, impossível não destacar os trabalhos das guitarras de Niklas e Johan e, claro, a voz angelical e ao mesmo tempo potente e técnica de Lisa, que por algumas vezes toma o centro do palco, mas que claramente deveria ser sempre dela, pois, por mais que Anders seja o frontman e ótimo com seus guturais, é dela o absoluto destaque do show. E foi com duas horas de apresentação que o Draconian passou por suas três décadas do clássico doom, outrora conhecido como ‘beauty & beast’, se despedindo de seus fãs brasileiros com um estranho clima de tristeza revigorante.
Na noite fria e chuvosa do último sábado, 26, o recorrente Carioca Club transformou-se em um enclave fervilhante de energia e entrega ao metal extremo, tudo graças aos aclamados bandoleiros do Brujeria. A “cena do crime” marcava o 30º aniversário do icônico e controverso álbum de estreia, “Matando Güeros”, um lançamento que impactou o cenário musical da época por vários pormenores, destrinchados ao longo do tempo.
Não é a primeira vez que eles tomam de assalto o Brasil, mas a magia e o charme zombeteiro de seus shows não diminuem. O público entusiasta, que praticamente lotou a casa, veio não só da cidade anfitriã, mas também dos municípios vizinhos, testemunhando a influência perdurável e o magnetismo violento do Brujeria, curiosamente, sem bandas de abertura.
O álbum “Matando Güeros” permanece um ícone inegável da história do gênero, sendo reverenciado como um dos marcos mais importantes do metal extremo. E essa celebração de três décadas ressalta não apenas seu valor histórico, mas também sua capacidade de transcender gerações, mantendo-se como um pilar sólido do repertório destes maníacos, afinal de contas, a plateia mistura gente nova e gente velha na mesma intensidade. E essa mística de celebração ao disco, ofuscou até mesmo o recente “Esto es Brujeria”, sem prévia ao vivo, mesmo compreendendo que será lançado no próximo mês.
O palco foi dominado por uma formação que amalgama a experiência de figuras como o virtuoso guitarrista chileno El Criminal (Anton Reisenegger), conhecido por suas proezas no Pentagram e no Lock Up. Sua destreza na criação de riffs poderosos e imponentes foi uma constante durante toda a performance, emprestando um fôlego extra ao espetáculo, notado logo nos primeiros acordes. O grupo de arruaceiros entrou pontualmente às 19h30, sem descontos e sem concessões.
Apesar da ausência de Shane Embury, do Napalm Death, e de Nicholas Barker, devido a problemas de saúde, o Brujeria mostrou sua resiliência, adotando uma abordagem que reverberou com vigor. E claro, a falta da vocalista La Encabronada (Jessica Pimentel, atriz da série Orange Is The New Black), também foi sentida por muitos. John Lepe, baterista e filho do vocalista Juan Brujo, assim como Sérgio Lopez, baixista da banda Sangre e também parte do vocalista El Sangron (Henry Sanchez), injetaram frescor e paixão no palco, provando que a essência da banda está na contínua evolução e adaptação. E nisso posso destacar a dualidade de forças familiares, onde pai e filho, fundem-se em uma sinergia macabra que impulsionou um set-list já carimbado com ferocidade e de forma implacável.
O que também merece reconhecimento é a qualidade sonora primorosa que permeou “dos falantes”. O som cristalino permitiu que cada riff de guitarra e batida de bateria atingisse os presentes com impacto brutal. A precisão dos bumbos e os timbres das cordas contribuíram para criar uma sinfonia poderosa e eletrizante. O intenso vínculo entre a banda e seus cúmplices na barbárie festiva, foram traduzidas facilmente nas rodas de mosh e ainda que no início tímidos de stage dives, essa interação incessante entre a plateia e os músicos tornou a coisa toda mais memorável e visceral.
Bom, a sequência do disco você já sabe, mas é importante destacar como “Sacrifício”, “Seis Seis Seis”, “Cruza la frontera”, “Narcos-Satánicos” e “Misas negras”, funcionam tão bem ao vivo. Na segunda metade da dilaceração cadavérica, a atmosfera alcançou novas alturas, intensificando-se como uma diligência delinquente, abraçando agressões como “La Migra”, “Colas de Rata”, “Hechando Chingados”, “La Ley Del Plomo”, “Marcha de Ódio”, “Revolución”, “Consejos Narcos” e a emblemática “Brujerizmo”. A culminação foi marcada pela invocação da própria “Matando Güeros”, um turbilhão sonoro que fez os fãs extravasar toda a sua paixão.
Mesmo com um set-list outorgado por todos, impossível não citar o ápice peculiar da noite com a folclórica “Macarena”, a deixa para muitos subirem ao palco, desencadeando uma cena de caos controlado. É aquele momento “Heaven Can Wait” do multiverso.
Em suma, o show do Brujeria não só celebrou um álbum marcante, mas também reafirmou a posição do grupo como um ícone dos extremos. As performances intensas, a qualidade sonora exemplar e a união com a plateia solidificam estes valores, mesmo após trinta anos.
As thrashers da Nervosa acabam de lançar mais um videoclipe; dessa vez, trata-se da faixa título de seu novo álbum, “Jailbreak”, que será lançado oficialmente no dia 29 de setembro, via Napalm Records.
O videoclipe de “Jailbreak” mostra toda a força da nova formação, em sua plenitude. O próximo álbum, “Jailbreak”, marca o início decisivo de uma nova era na história da banda, já que é o primeiro álbum da Nervosa com a guitarrista e fundadora Prika Amaral nos vocais, além das novas integrantes, Michaela Naydenova na bateria, Hel Pyre no baixo e Helena Kotina na guitarra.
Prika Amaral e Helena Kotina falaram sobre este novo single/vídeo: “Essa música é a raiz deste novo álbum. Eu e Helena amamos motos e queríamos escrever uma música que desse essa sensação de liberdade às pessoas, porque esse é o nosso sentimento quando montamos em nossas motocicletas. Além disso, ‘Jailbreak’ tem uma das maiores performances como duplas de guitarras, o povo vai se surpreender quando tocarmos essa música ao vivo. Mal posso esperar por isso!” (Prika)
“Para mim ‘Jailbreak’ parece a música mais pesada, mas também é uma das que mais transmite o puro ‘Rock n Roll’, no álbum. Ela combina guitarras rápidas com melodias e tem essa vibe rebelde”. (Helena)
Assista ao videoclipe oficial de “Jailbreak”:
Rompendo barreiras como um rolo compressor, a Nervosa chega com toda velocidade, apresentam seu novo álbum de estúdio, intitulado “Jailbreak”. Com seu disco anterior, “Perpetual Chaos” (2,8 milhões de reproduções no Spotify), a Nervosa não apenas garantiu suas primeiras posições nas paradas (#18GER Official Album Charts, # 6 nos EUA Hard Music Albums, # 9 nos EUA Top New Artist Albums charts), mas também se apresentou em alguns dos maiores festivais da Europa, como Copenhell, Resurrection, MetalDays, Summer Breeze, Wacken Open Air e muito mais.
Prika Amaral falou sobre este novo álbum, “Jailbreak”: “Estou muito feliz com o resultado do nosso novo álbum. Desta vez, conseguimos assumir ainda mais riscos e fazer coisas novas. Com duas guitarras as portas se abrem para um novo mundo de possibilidades. Na verdade a Nervosa tinha duas guitarras no começo, mas depois decidimos manter apenas uma, por questões logísticas, pois seria mais fácil. Agora a Nervosa conta com uma estrutura muito maior que permitiu essa adição, e posso dizer que estamos curtindo muito esse momento da banda. O processo de composição deste disco foi o mais divertido e trouxe mais musicalidade, enriquecendo a banda.
Helena Kotina acrescenta: “Acho que ‘Jailbreak’ é o disco mais revolucionário da Nevosa, tanto musicalmente quanto liricamente. Isto foi um processo muito desafiador, mas ao mesmo tempo muito construtivo. Cuidamos pacientemente de cada detalhe até obtermos o melhor resultado”.
Entre seus vários temas, “Jailbreak” explora mensagens de libertação de todos e tudo o que impede você de fazer exatamente o que deseja. Encoraja o (a) ouvinte, para que ele(a) tenha orgulho de quem é, e confie em si mesmo – e na força que reside dentro de cada um. O álbum começa com “Endless Ambition”, faixa anteriormente lançado no início de 2023, que funcionou como um primeiro prenúncio de tudo o que está por vir neste álbum. A faixa mostra imediatamente a atitude e o talento incrivelmente poderosos de Prika Amaral como vocalista. A raivosa “Suffocare”, trata de vários aspectos sobre o uso de substâncias tóxicas e relacionamentos. Ela e “Ungrateful” continuam no caminho da intensa faixa de abertura. Outro destaque explosivo é a intensa “When The Truth Is A Lie”, que conta com a participação do lendário guitarrista do Exodus, Gary Holt. Outra participação especial do disco fica por conta da vocalista Lena Scissorhands, das bandas Infected Rain e Death Dealer Union, que empresta sua voz e “Superstition Failed”. A penúltima faixa, “Elements Of Sin” tem um dos trabalhos de guitarra mais insanos do álbum – além de vocais estrondosos. A faixa final “Nail The Coffin” sela o álbum de 13 faixas com um poderoso Thrash ‘bate-cabeça’.
Ao melhor estilo Nervosa, os temas líricos do álbum comentam a nossa sociedade de forma direta, de maneira crítica, com mensagens transmitidas por meio de paisagens sonoras cruas e de contração intensa e rápida.
Em “Jailbreak”, a banda continua sua poderosa colaboração com Martin Furia, que produziu os discos anteriores do quarteto. Com este álbum a Nervosa brinda seus fãs com mais uma obra-prima do thrash metal!
Confira o tracklist de “Jailbreak”:
1 Endless Ambition
2 Suffocare
3 Ungrateful
4 Seed Of Death
5 Jailbreak
6 Sacrifice
7 Behind The Wall
8 Kill Or Die
9 When The Truth Is A Lie (feat. Gary Holt)
10 Superstition Failed (feat. Lena Scissorhands)
11 Gates To The Fall
12 Elements Of Sin
13 Nail The Coffin
Link de pré-venda na Europa (CD, camisetas, vinis, kit especiais e fita cassete) aqui.
Confira as próxima datas de shows da Nervosa:
02.09.23 GR – Agrinio / Metal Union Festival 2023
03.09.23 GR – Athens / GIMME SHELTER OPEN AIR FEST
05.10.23 MX – Santiago De Querétaro / Chihuahuas Bar
06.10.23 MX – Mexico City / Hendrix Bar
07.10.23 MX – Torreón / Vertigo
08.10.23 MX – Monterrey / Nandas 78 Bar Barrio Antiguo
11.10.23 MX – Tijuana / Black Box
12.10.23 MX – Guadalajara / Novecientosiete
13.10.23 MX – Chihuahua / Rocktezuma
14.10.23 MX – Juárez / Hysteria bar
15.10.23 MX – Puebla / Beat 803
29.01.23 US – Port of Miami / 70000 TONS OF METAL 2024
Os visionários do dark heavy’n’roll Avatar, grupo atualmente formado por Johannes Eckerström (vocal), Jonas Jarlsby e Tim Öhrström (guitarras), Henrik Sandelin (baixo) e John Alfredsson (bateria), estão tendo um ano emblemático em 2023, com muitas estreias!
A banda alcançou seu primeiro lugar em um chart com o single The Dirt I’m Buried In de seu magnum opus e novo álbum, Dance Devil Dance, que foi produzido e mixado por Jay Ruston e lançado em fevereiro. A faixa escalou para 1° lugar no Mediabase’s Active Rock Chart. No Mainstream Rock Chart, da Billboard, o single subiu para 1° lugar em sua 31° semana, tornando-se a jornada mais longa até o primeiro lugar em 20 anos! Leia mais a respeito na Billboard.
“Se você me dissesse aos 16 anos que chegaríamos ao topo das paradas de rádio dos Estados Unidos, eu lhe perguntaria o que você está fumando. Se você me dissesse que um fóssil receberia o nosso nome, eu lhe perguntaria o que você está fumando e se você poderia compartilhar. Chegar às paradas nunca foi uma prioridade, mas agora que estamos aqui, sou grato. Mostra o alcance do que estamos fazendo e é desconcertante. O fóssil mostra outra coisa. Isso para mim é um sinal de que as pessoas realmente fazer da nossa música parte de suas vidas. É uma verdadeira honra. Um belo presente. Tudo o que podemos dizer é obrigado. Temos toda a intenção de continuar a ganhar a sua participação, uma vez e outra” –JOHANNES ECKERSTRÖM.
Outra novidade, o Avatar foi imortalizado como um fóssil do sul da Suécia, descoberto pelo Dr. Ben Thuy, um paleontólogo na Universidade de História Natural do Museu de Luxemburgo. Este fóssil agora é conhecido como avatar de Ophiocoma. Leia abaixo para saber um pouco mais sobre o fóssil do Avatar.
Há cerca de 80 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam o nosso planeta, o sul da Suécia estava localizado às margens de um mar subtropical. Um local específico, as antigas pedreiras de Ivö Klack, expõe um paleoambiente excepcional que só raramente é preservado no registo fóssil: uma costa rochosa com rochas incrustadas de ostras. A lama que se acumulou entre essas rochas há milhões de anos contém restos fósseis de animais que viveram dentro e ao redor da costa rochosa. Um desses animais é a estrela frágil com o nome de Avatar: avatar Ophiocoma.
Esqueletos estelares frágeis tendem a desmoronarem muito rapidamente após a morte. Como resultado, a maioria dos fósseis de estrelas frágeis consistem em pequenos fragmentos de esqueletos que são recolhidos com a peneira. O fóssil original do avatar Ophiocoma é um fragmento do esqueleto do braço que carregava as longas espinhas do braço.
A estrela frágil Avatar pertence a um gênero que hoje vive ao longo de costas tropicais e subtropicais. Eles são conhecidos por se esconderem sob as rochas e em fendas durante o dia e emergirem à noite para coletar partículas de comida com seus braços espinhosos. Uma característica notável das espécies vivas de Ophiocoma é que muitas delas são capazes de ver, mesmo sem olhos ou cérebro! Eles podem literalmente ver com toda a superfície do corpo, e alguns até mudam de cor entre o dia e a noite como parte do efeito dos óculos de sol. Se a estrela frágil Avatar exibia as mesmas características é impossível determinar apenas como base nos fósseis. O que podemos dizer, no entanto, é que o avatar Ophiocoma é, de longe, o mais antigo representante conhecido deste excitante grupo de estrelas frágeis.
O nome avatar Ophiocoma é válido por toda a eternidade. O Avatar faz parte agora da história da Terra, da herança paleontológica da Suécia, e ganhou um pequeno pedaço de imortalidade. A banda retornará à estrada neste outono para sua turnê “Chimp Mosh Pit Tour” e abrirá para o Ice Nine Kill e In This Moment em sua turnê “Kiss of Death”. Todas as datas estão abaixo, incluindo as principais apresentações em festivais.