Autor: Éden Lozano

  • Os Suecos do UNLEASHED pela primeira vez no Brasil

    Os Suecos do UNLEASHED pela primeira vez no Brasil

    O Festival de METAL EXTREMO Retorna para a sua 6ª Edição, Com 3 Bandas inéditas UNLEASHED ( Suécia ), Banda a Confirmar ( internacional/ Inédita ) e Abysmal Dawn ( Estados Unidos ), o Festival ainda conta com MASTER ( Estados unidos ) e representando o Brasil os Paulistas do NervoChaos e os Cariocas do Gutted Souls.

    SERVIÇO: Extreme Hate Festival 6ª edição Dia: 9 DE DEZEMBRO DE 2018 ( domingo ) Local: Carioca Club Pinheiros (R Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – Sao Paulo/SP) Tel. (11) 3813-8598 / www.cariocaclub.com.br

    PROGRAMAÇÃO:

    13:00 – ABERTURA PORTAS 14:00 – 14:40 – Gutted Souls (40”) 15:00 – 16:00 – NervoChaos ( 60”) 16:30 – 17:30 – MASTER ( 60”) 18:00 – 19:00 – Abysmal Dawn ( 60”) 19:30 – 20:30 – Banda a Confirmar ( 60”) 21:00 – 22:00 – UNLEASHED (60”)

    Página oficial do festival: www.facebook.com/Extreme-Hate-Festival-462414880490376/

  • Campos Metal Fest 5

    Campos Metal Fest 5

    NOME DO EVENTO: Campos Metal Fest 5

    DATA DO EVENTO: 2018-10-14

    ATRAÇÕES: Attomica, Faces of Death, Cerimonial Death e Reffugo

    ENDEREÇO DO EVENTO: Rua Manoel Pereira de Godoy, 200 – Floresta Negra

    CIDADE: Campos do Jordão

    ESTADO: São Paulo

    HORÁRIO: 14 horas

    LOCAL DO EVENTO: Black Forest

    VALOR DO INGRESSO: R$ 25,00 antecipado R$ 35,00 na porta.

  • PORTHELL METAL FEST

    PORTHELL METAL FEST

    NOME DO EVENTO: PORTHELL METAL FEST

    DATA DO EVENTO: 14/07/2018

    ATRAÇÕES: FLASHOVER (DF), KEONA SPIRIT (AP), METHADEMIC (PA), OLDSERPENTH (PA), DESTROY XIII (PA)

    SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/porthell/

    ENDEREÇO DO EVENTO: Avenida Augusto Montenegro, Centro, Orla da Praia do Arucará

    CIDADE: PORTEL

    ESTADO: PARÁ

    HORÁRIO: 20:00 horas

    LOCAL DO EVENTO: ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

    VALOR DO INGRESSO: R$ 15,00

    OBSERVAÇÕES: Sorteio de brindes da Distro Rock Store, espaço de Merchandising, lanchonete, Bar da Cerpa.

  • Revelado o título e a capa do novo álbum do Eternal Sacrifice…

    Revelado o título e a capa do novo álbum do Eternal Sacrifice…

    No dia 12 de maio publicamos aqui uma entrevista com o Naberius que até então nos disse que já estavam trabalhando para o novo álbum que tinha seu título sob sigilo. Agora chegou a hora de revelação…

    O próprio Naberius com toda sua sabedoria nos traz através de suas palavras todo conceito que envolve o novo álbum do Eternal Sacrifice.

    Ad Tertivm Librvm Nigrvm

    “Ad Tertivm Librvm Nigrvm é uma obra conceitual, mais uma entre os álbuns que a horda Eternal Sacrifice lançou durante seus anos de existência. Trata-se de uma história, fictícia, em qual um mago usa um livro de feitiços para abrir portões dimensionais. O livro e os símbolos mágickos são usados para invocar o Arcano Lúcifer, o mago é Hazred, aquele que mais tempo vive. A concepção artística do encarte ficou, então, toda ambientada sobre a ideia de um livro, um livro antigo, com sabedoria capaz de guiar o mago Hazred em seu intento… Eternal Sacrifce, sempre, manteve sua tradição de abordar, de forma poética, o Satanismo em sua mais profunda concepção, sem abrir precedentes por crer que o metal negro se faz a partir das descobertas do oculto. Para Eternal Sacrifice o termo Paganismo é o resumo do que trata em seus temas líricos e musicais, a liberdade para criar e enveredar por caminhos desconhecidos sem medo, assim como manter a tradição de um estilo que hoje mostra grandes desvios ideológicos do que foi, naturalmente, concebido por seus criadores outrora. A Eternal Sacrifice, nada mais tem como missão, primeiro satisfazer nossos próprios anseios, depois, criar a confusão na mente de indivíduos fracos e pouco versados nos conhecimentos ocultos.”

    Este é o  terceiro álbum da horda e que foi totalmente finalizado e encontra-se em processo de produção. Este novo opus, intitulado “Ad Tertium Librum Nigrum” contará com 10 faixas do mais puro Pagan Black Metal e deverá ser disponibilizado a partir de Agosto de 2018. Aguardem!!!

    Já está disponível uma faixa deste trabalho que também fará parte da coletânea “Ad Astra Per Espera” da gravadora Hammer Of Damnation. Confira a entrevista que fizemos com o Naberius e ouça a música “The Three Mashu’s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred-rea)” . Clique aqui

    Track List também revelada:
    01. Intro 02. The Three Mashu’s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred ·rea) 03. The vision of the light of the sculptures in the monument of Mashu (The Black Book of Signs)
    04. The Amulet, the fire and the seals of wisdom in the course of a triple life
    05. The revelations of the first Sigil, Lucifer, after a saga of delusions and battles
    06. When Angel of Light in Ur, in invoking the second sign Agga
    07. Nasha, restitution of double the light (Luce) and harmony (Fer) – pagans calls
    08. Interludium
    09. The emptiness, the guard of the sortileges and the time in which the dust takes the rites 10. Epilogue
  • HEADHUNTER D.C. “Feliz Aniversário Caçadores de Cabeças”

    HEADHUNTER D.C. “Feliz Aniversário Caçadores de Cabeças”

    No dia 31 de Maio deste ano uma das maiores bandas de Death Metal do Brasil comemora ininterruptos 31 anos de existência… sendo uma das bandas pioneiras do estilo no país. O grande Headhunter D.C.

    Para comemorar esta data em grande estilo, a Roadie Crew está preparando um material histórico… Fiquem ligados!!!!

    VIDA LONGA AO VERDADEIRO METAL DA MORTE!!!!

     
  • KHAOTIC “…o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor…”

    KHAOTIC “…o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor…”

    Na luta pelo negro Underground ao lado do Ocultan por quase 20 anos a D. Profaner vem surpreendendo a cena com o seu projeto chamado Khaotic. Gentilmente nos cede esta entrevista e nos fala à respeito deste projeto e toda ideologia que o envolve. Já com dois álbuns oficiais, ela revela que mais um álbum odioso está por vir institulado “Antithesis”.

    O Khaotic é um projeto idealizado por você, sendo o único membro. Como surgiu a ideia do projeto? D. Profaner – A ideia de criar um projeto que transmitisse uma atmosfera obscura, além de tudo que penso a respeito do mundo que nos cerca já existia há muito tempo, há pelo menos 8 anos, no entanto uma série de fatores impedia que eu tivesse tempo para coloca-lo em prática, tanto pela dedicação ao meu trabalho no Ocultan assim como outros projetos como o selo Pazuzu Records. Chegou um momento em que percebi que não poderia mais adiar essa ideia ou ela nunca sairia do papel, e em 2012, a partir do momento que escolhi o nome “Khaotic” (algo que remetesse à atmosfera musical caótica), comecei compor de forma à transmitir obscuros sentimentos, escolhi fazer tudo sozinha pois o Khaotic é algo extremamente pessoal, não quis envolver outras pessoas, criar uma formação, pois o que quero expressar na música são meus sentimentos e visões a respeito do obscuro, do mundo que nos cerca, da humanidade cada vez mais enfraquecida por ideais escravistas.

    Você é membro de uma das mais importantes bandas do Brasil, o grande Ocultan. Como está sendo essa conciliação entre o Ocultan e o Khaotic? D. Profaner – Um trabalho não interfere no outro pois o Khaotic é só um projeto, eu componho, gravo e lanço os materiais, não tem shows nem ensaios, então não afeta as atividades com o Ocultan! Apenas evito compor para ambos na mesma época para não correr o risco de ter composições parecidas, já que as propostas são diferentes.

    Hoje a tecnologia nos proporciona a incrível versatilidade para poder criar linhas de bateria programada de forma brilhante, e nos trabalhos do Khaotic percebi que estão muito bem encaixados às músicas. Essa parte técnica é também feita por você? Em algum momento houve a ideia do Count Imperium gravar as linhas de bateria, já que ele é um ótimo baterista? D. Profaner – Eu crio todas as linhas de bateria no Khaotic, nunca cogitei chamar ele ou outro baterista para fazer as linhas pois quero que o Khaotic seja algo 100% meu. Hoje temos recursos, plugins e programas que possibilitam fazer uma bateria perfeita sem soar como uma bateria eletrônica, mas conhecimento e noção musical sobre o instrumento também é essencial para criar uma linha de bateria mais trabalhada, já toquei bateria há muito tempo, o que me possibilitou trabalhar melhor nisso. Preferi criar uma bateria programada do que toca-la pois tenho minhas limitações e teria que treinar o instrumento durante muito tempo para conseguir fazer algo decente.

    Você está nesta luta incessante no negro underground brasileiro desde os anos 90 e conhecida como Lady Of Blood, e, no Khaotic como D. Profaner. Por que? D. Profaner – Sim, com o Ocultan são quase 20 anos de trabalho, comecei a tocar na banda em 1999!! São dois trabalhos distintos, não quero que as pessoas associem uma banda com a outra, o pseudônimo Lady of Blood é uma homenagem à Dama do Sangue, entidade pertencente à Quimbanda e que é a temática lírica mais presente no Ocultan. A temática lírica do Khaotic aborda o desprezo à humanidade e às religiões abraâmicas, a rejeição desse mundo material e ilusório, além de diversas letras profanas e blasfêmicas (especialmente na primeira demo tape Antichrist Propaganda), no inicio do projeto o tema mais presente nas letras era esse citado por último, por isso o pseudônimo D. Profaner.

    A veia ideológica concebida nas letras é claramente perceptível e quanto às músicas senti uma atmosfera muito negra e odiosa. De onde vem as inspirações para a criação das músicas? D. Profaner –  Como havia falado anteriormente, os temas líricos abordam o desprezo à humanidade e às religiões abraâmicas, a rejeição desse mundo ilusório, o caminho de mão esquerda. As letras do Khaotic refletem exatamente meu pensamento a respeito deste mundo, da existência e do pós morte que considero a libertação desta prisão, as ideias destrutivas e obscuras contidas nas letras é uma forma de expressar minha negação em relação à este mundo que apenas aprisiona e limita o ser, vivemos uma ilusão, a vida pode oferecer coisas agradáveis mas na maior parte do tempo é só dor e sofrimento, o ser humano é falho e defeituoso, egoísta e traidor, o livre arbítrio é uma falsa afirmativa porém a maioria das pessoas acreditam nisso, no entanto todos são escravos de diversos sistemas que regem este mundo material, não somos seres totalmente livres embora dentro do contexto obscuro buscamos a plena liberdade, dentro deste contexto a única maneira de se libertar dessa prisão é no momento de nossa morte material. No entanto, enquanto vivemos nesse mundo, temos que nos sujeitar às suas regras porém sempre buscando sabedoria e evolução do nosso ser interior.

    Existe a possibilidade deste projeto se tornar sua segunda banda? D. Profaner – Definitivamente não, muitas pessoas gostariam de ver o Khaotic ao vivo mas não pretendo ter uma formação nem para essa finalidade, é raro conseguir pessoas para tocar que compartilham da mesma ideia e que levem um trabalho à sério, principalmente se for só para shows ao vivo. E o Khaotic é algo extremamente pessoal, não tenho intenções de envolver terceiros nisso.

     Falando dos álbuns lançados. A distribuição está sendo satisfatória? D. Profaner – Sim, tem sido satisfatória, o primeiro álbum lançado pela Pazuzu está praticamente esgotado e o segundo álbum está fora de catálogo ! Apesar das dificuldades atuais no mercado de CDs, a divulgação dos materiais atendeu todas as expectativas. A receptividade tem sido excelente, quando surgiu a ideia de criar o Khaotic, as pessoas pensaram que seria um projeto na linha do Ocultan, depois de lançar a primeira demo tape, o que chamou a atenção foi justamente o contrário, um trabalho totalmente diferente do que faço no Ocultan !

    Possuo em minha coleção os seus dois álbuns e os aprecio muito. O conceito nas artes gráficas neles também é feito por você? D. Profaner – Sim, eu que desenvolvo toda arte, o primeiro álbum Tenebrae eu trabalhei em todo conceito e criação da arte da capa, já no álbum Ars Obscurum os desenhos ilustrados na capa e encarte foram feitos pelo artista Emerson Maia, os desenhos originais são feitos em caneta bic, me encarreguei de criar os efeitos, texturas e cores. Já estou trabalhando no conceito gráfico do próximo álbum, nele haverá ilustrações de outro grande artista brasileiro, Márcio Rogério Silva, que disponibilizou magníficos desenhos tanto para o Ocultan quanto Khaotic!

    Seu desprezo pelo cristianismo é muito evidente nas letras que são muito diretas e incisivas. A primeira vez que a ví foi no segundo álbum do Ocultan “Lembranças do Mal, A Crucificação” e a banda era declaradamente Quinbandista. Essa influência também corre nas veias do Khaotic? D. Profaner – Sim, esse é um tema recorrente em minhas letras, a Quimbanda não é abordada nas letras do Khaotic pois já é um tema bem presente no Ocultan, visto que alguns de nós somos adeptos. Embora atualmente no Ocultan a Quimbanda não é o único tema abordado, quis fazer algo diferente no Khaotic. Abordo o tema em minhas letras como forma de desmascarar a mentira que é o cristianismo, a escravidão, servidão e intolerância imposta, a rejeição à sabedoria e conhecimento, a manipulação de mentes fracas ao longo de séculos. Vejo o cristianismo e outras religiões abraâmicas como o verdadeiro mal, uma maneira de escravizar e tornar fanático o ser humano que não é capaz alcançar iluminação, fanatismo é totalmente o oposto de evolução espiritual.

    O último álbum foi concebido em 2015, vem um novo trabalho em breve? D. Profaner – Sim, estou trabalhando nele, as músicas já estão finalizadas e nesse momento estou trabalhando na concepção lírica, mas ainda não há data para lançamento pois ainda não tenho nada fechado com um selo. Dentro de poucas semanas começarei as gravações e quando tudo estiver finalizado pretendo negociar com quem tiver interesse em lançar. Com a Pazuzu Rec. será inviável pois pretendemos encerrar as atividades com o selo em breve, com as dificuldades atuais para manter um selo e ainda sem tempo suficiente para se dedicar a isso, fica completamente inviável manter as atividades.

    https://youtu.be/OHnewxaD3ek

    Acompanho sua carreira desde o Ocultan, em outrora não era comum vermos um membro mulher assumindo de forma competentíssima as seis cordas. Isso me chamou muito a atenção e daí sempre fui acompanhando os seus trabalhos e me tornei um fã. Quais foram as maiores dificuldades nos anos 90 no início de sua carreira e quais as vitórias mais importantes que foram conquistadas por você? D. Profaner – Obrigado pelo apoio! As dificuldades enfrentadas com meu trabalho não teve relação nenhuma com eu ser mulher, mas sim de forma geral, dificuldade que diversas bandas enfrentam, dificuldades para produzir um material, exploração de alguns produtores que cobram para uma banda nacional tocar em seu evento, eles te procuram e querem impor ao que você deve se sujeitar para tocar no evento de merda deles, tirar grana do bolso, pagar as passagens, pagar taxa para abrir pra banda gringa, nunca nos sujeitamos e nem nos sujeitaremos a esse tipo de humilhação, mas infelizmente muitas bandas pagam para tocar pois veem uma oportunidade de divulgar seu trabalho, você  tira dinheiro do seu bolso o tempo todo para bancar ensaios, instrumentos e gravações, quando não se sujeita à determinadas situações, é chamado de estrelinha popstar. Além de outras situações como quando você sai de casa com vontade de apresentar seu trabalho ao vivo e se depara com péssimas condições, aparelhagem de má qualidade e eventos mal organizados. Minha maior conquista foi o apoio, respeito e admiração que adquiri de todos apreciadores de meu trabalho!

     Nas entrevistas que tenho feito sempre uma pergunta, assim sabemos seus diferentes pontos de vista a respeito. Vou fazer para você também. Qual sua opinião a respeito na cena atual no Brasil e no Mundo? D. Profaner – Fora do Brasil é meio complicado opinar pois não vivencio outras cenas, só posso dizer que existem bandas excelentes ao redor do mundo. No Brasil temos muitas bandas sérias que batalham há anos assim como diversas que surgiram recentemente com uma proposta digna, apesar de termos tanta coisa boa e tantas bandas dedicadas, o que eu vejo atualmente em parte é disputa de quem é mais foda e panelinhas de todos os lados. Eu sempre costumei apontar diversas falhas em nossa cena como falta de apoio do publico, mas hoje em dia analisando bem, é melhor ter o apoio de poucas pessoas verdadeiras do que de uma massa que não entende nem o que você quer passar em sua música. Tem muita gente que só quer saber de mp3 e tomar cachaça em porta de evento, pra que choramingar pelo apoio de um tipo de pessoa dessa? Ou choramingar pela falta de apoio de brasileiros que tem aquele complexo de que banda internacional sempre será superior, as bandas internacionais tem sim uma puta qualidade, mas também as oportunidades são melhores, aqui tudo é mais difícil então a maioria das bandas fazem seu trabalho na “raça”, pessoas sem maturidade não vão entender isso, então não vale a pena reclamar pela falta de apoio delas!! Pra mim hoje em dia o que realmente vale a pena é se focar naqueles poucos que apoiam e entendem seu trabalho, não importa os números, temos reais apoiadores que se esforçam para adquirir materiais originais, que apoiam bandas em turnê adquirindo merchandising oficial, já teve pessoas de outro estado que veio pra São Paulo só para ver uma apresentação nossa, enfim, temos que nos focar no que realmente importa !

    Fazem alguns anos que estive algumas vezes no seu estúdio para assistir aos ensaios e sempre fui muito bem recebido por você e o Count Imperium. Espero poder vê-los em breve. Foi um grande prazer poder realizar esta entrevista e agradeço toda sua atenção sempre muito especial… Um grande Hail à você! D. Profaner – Agradeço pelo espaço cedido para eu expor um pouco das minhas opiniões! Valeu pelo seu verdadeiro apoio e suporte ao Ocultan e Khaotic! Agradeço à todos os reais guerreiros que vem apoiando meus trabalhos, mantenham a chama negra sempre acessa!!!

    Abaixo o Vídeo Clip Oficial da música “Post Mortem”, álbum: Ars Obscurum, Ad Cultus Mortem. https://youtu.be/pGLdtmbI5FY
  • PORTHELL METAL FEST

    PORTHELL METAL FEST

    NOME DO EVENTO: PORTHELL METAL FEST

    DATA DO EVENTO: 14-07-2018

    ATRAÇÕES: FLASHOVER (DF), KEONA SPIRIT (AP), METHADEMIC (PA), OLDSERPENTH (PA), DESTROY XIII (PA)

    SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/porthell/

    ENDEREÇO DO EVENTO: Avenida Augusto Montenegro, Centro, Orla da Praia do Arucará

    CIDADE: PORTEL

    ESTADO: PARÁ

    HORÁRIO: 20:00 horas

    LOCAL DO EVENTO: ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

    VALOR DO INGRESSO: R$ 15,00

    OBSERVAÇÕES: Sorteio de brindes da Distro Rock Store, espaço de Merchandising, lanchonete, Bar da Cerpa.

  • AD BACULUM “Black Death Doom Metal soteropolitano cheio de ódio!!!”

    AD BACULUM “Black Death Doom Metal soteropolitano cheio de ódio!!!”

    Ad Baculum: Lunatic, Lord Hades e Inquisitor. Foto: Divulgação

    Os Soteropolitanos do Ad Baculum vem conquistando legiões de fãs por todo mundo com uma sonoridade autêntica. Isso nos mostra que o Negro Underground brasileiro está muito vivo e se espalhando pelos quatro cantos do planeta. Gentilmente os membros, Lord Hades e o Inquisitor, nos falam à respeito de toda história do passado e do presente da banda, suas experiências nos shows, suas influências e também suas aspirações para o futuro. Com exclusividade a banda revela o título do seu mais novo trabalho, “Birth of Human Tragedy” que está em processo de produção com previsão de seu lançamento em 2019.

    Você com certeza é um dos percussores do Metal Negro na américa do sul, você foi o primeiro vocalista do grande Mystifier e outrora era chamado como Meugninuosoan, como ainda é conhecido por uma legião de seguidores. Como se deu o fato de trocar o pseudônimo? foi por causa do contexto musical/ideológico da banda? LORD HADES: Saudações à todos os Death Black Metal maníacos ao redor do mundo!!! Na verdade, éramos 4 garotos malvados, Eu, e o Beelzebubth fundamos a banda e depois vieram Behemoth e Lucifuge R. pra completar o tormento! A primeira apresentação da banda foi uma loucura. Foi em um festival patrocinado pela prefeitura em que qualquer banda poderia subir no palco e mostrar seu som. Quando entramos em ação as pessoas ficaram horrorizadas em ver cruzes invertidas, pregos, correntes e sangue de animais no palco. Logo começou a rolar brigas no público causada pela energia negativa e clima de podridão no ar. Eu saí do Mystifier por problemas pessoais e profissionais, mas depois do Mystifier e Necrolust, eu ainda criei outro projeto, o Ritual. Fizemos algumas apresentações, porém, os outros membros não se mostraram interessados em continuar e a desgraça acabou. O meu pseudônimo agora é Lord Hades, e o significado dispensa comentários já que é bem conhecido entre os apreciadoras da antiga mitologia grega.

    Com o Mystifier fez grandes trabalhos e na minha opinião o disco mais importante do Black Metal sul americano, o álbum Wicca. O Ad Baculum tem uma sonoridade autêntica, muito diferente dos seus trabalhos no passado. A aspiração de fazer o som que faz hoje já vinha desde o passado?

    LORD HADES: As composições do Ad Baculum atualmente soam muito diferente do antigo Mystifier. Minhas inspirações são variadas, não me prendo à modismos. É tanto que o Ad Baculum está na contramão de outras bandas do estilo que vemos por aí. Estamos adentrando um clima mais mórbido, um clima chegando no Morbid Black Death Doom.

    Foto: Divulgação

    O Ad Baculum inicialmente foi idealizado para ser um projeto com apenas um membro, você. Como surgiu a ideia de tornar o Ad Baculum uma banda? LORD HADES: Quando eu pertencia ao Mystifier eu colaborava com letras, mas o instrumental eu não fazia. Na mesma época eu cantava e fazia bateria no Necrolust, mas os compromissos com o Mystifier fizeram com que eu me afastasse do Necrolust. Agora com o Ad Baculum, nas gravações, sempre toco todos instrumentos exceto a bateria. Atualmente encontro-me extremamente satisfeito com o Ad Baculum em formato power trio tornando-se uma banda. Após conhecer o Inquisitor, passamos som juntos e percebi o potencial do Ad Baculum como uma banda. Convidamos o Splatter como baterista e começamos a fazer apresentações. Fiquei bastante satisfeito com o resultado. Após algumas mudanças, hoje somos Eu, Inquisitor e Lunatic a formação oficial do Ad Baculum.

    Inquisitor, você participou de grandes bandas como o Poisonous com características muito diferenciadas. Como está sendo a experiência de estar no Ad Baculum?

    INQUISITOR: A experiência de fazer parte do Ad Baculum é das melhores possíveis. Eu sempre fui um maníaco por Death Black Metal!!!! Eu já era fã da banda antes mesmo de fazer parte dela. Hoje, ajudo o Lord Hades a dar forma às músicas do Ad Baculum. Isso para mim é uma verdadeira honra!!! HAIL SATANÁS!!!

    É notório que a banda tem uma identidade única em suas composições. As composições ficam unicamente centradas no Lord Hades ou hoje como uma banda, todos compõem juntos? LORD HADES: Eu componho as letras do Ad Baculum, faço também as linhas musicais. Após isso, Inquisitor vem e dá uma forma mais nítida e brutal nas músicas.

    Foto: Divulgação

    A banda até este momento tem 5 trabalhos e 1 ao vivo. A divulgação tem sido satisfatória? está havendo distribuição fora do país? INQUISITOR: Sim, com certeza. Temos uma aceitação muito boa fora do Brasil. Temos também uma gravadora extremamente competente que lançou nosso último álbum, a Brazilian Ritual Records que espalha suas pragas por todo o continente. Estamos em negociação também com a Regain Records da Suécia para relançar nosso último álbum nos EUA e Europa. Pode ser em qualquer lugar do mundo com separatismo ou não eles vão ter que nos engolir!!! Somos negros, nordestinos e fazemos o real e autêntico Death Black Metal doa a quem doer! Eles aceitando ou não! Fodam-se!!!

    O último álbum “Summe Potens & Callidus” lançado em 2017 teve ótima repercussão entre os seguidores, cheguei a ouvir que este até o momento é o melhor álbum da banda. Na opinião de vocês este de fato é o melhor álbum da banda? LORD HADES: Não acho esse o melhor álbum da banda, eu gosto muito do clima caótico do Morbid End of Cannibalistic Cosmos e também gosto da evolução musical do Opening the Abyss, já que iniciamos à partir desse trabalho como uma banda e não mais como um projeto “one man band”. INQUISITOR: Gosto muito do resultado do que fiz no Summe Potens & Callidus, mesmo não tendo tempo hábil para ter criado mais nele. Mas os meus álbuns prediletos do Ad Baculum são o Blackness Doctrine e o Opening the Abyss.

    As capas de todos os álbuns são muito bem feitas. De quem vem as ideias para criação destas artes? LORD HADES: Quem construiu o logo foi o famoso artista mexicano Alemsahim. A capa do ” Blackness Doctrine” é de autoria do francês Chris Moyen. O álbum Abstract Abysmal Domain teve a capa feita pelo italiano Ahrin Von Past. No “Morbid End…” eu mesmo fiz a montagem para a capa. O “Opening the Abyss” tem na capa uma pintura do artista medieval Paul Gustave Dore, 1869. Que desenhou as ilustrações para o livro A divina Comédia, de Dante Alighieri. O álbum “Summe Potens & Callidus” tem a capa feita pelo paulista Natan Viana.

    Foto: Divulgação

    Já existe um novo trabalho a caminho? pode nos falar um pouco a respeito? LORD HADES: Sim, já estamos em estúdio compondo material para nosso próximo álbum. Eu e o Inquisitor já começamos a dar forma às músicas. Lunatic também já está criando a bateria. Posso adiantar que serão 9 faixas do mais puro Black Death Doom Metal soteropolitano cheio de ódio!!! Vou adiantar para vocês também o título do álbum que se chamará “Birth of Human Tragedy”.

    Você vem se mantendo fiel ao estilo e toda sua ideologia por todos esses anos, o que é louvável. Como você enxerga hoje o cenário como um todo? LORD HADES: Atualmente gosto muito das cenas do Chile e Grécia. No Brasil, nos anos 80, Belo Horizonte em MG, tinha maior cena que revelou bandas de potencial internacional. Atualmente está muito decadente. Nos anos 80 tínhamos muitos problemas com brigas sangrentas com punks e carecas nacionalistas aqui em Salvador. Mas, atualmente, esses movimentos políticos têm bem menos notoriedade aqui na cidade. Foram exterminados até o último homem. Só o que resta é o império do metal underground!!! Aqui no estado tem surgido bandas de potencial muito grande como: Escarnium, Poisonous, Morbid Perversion, Putrid Sêmen entre outras que não vêm à mente no momento. Além das já renomadas de outrora como: Headhunter DC, Bennemerinnen, Deformity BR entre outras que infestam nossa terra de peste negra!!!!

    Os álbuns são bem conceituais, as letras são muito bem escritas. Quais são suas inspirações na hora de escrevê-las? LORD HADES: Minhas inspirações vêm do meu interesse por antigas civilizações e o lado obscuro do cosmos. Ainda acrescento o que tem de pior na natureza humana em minhas composições, alertando o quanto decadente é a nossa civilização ao ponto de tornarmo-nos criaturas parecidas com pragas nas plantações.

    Foto: Divulgação

    Durante a carreira do Ad Baculum houve uma mudança intensa de selos, vocês lançaram seus álbuns pela Undercover, Craneo Negro, Hammer of Damnation e Brazilian Ritual Records. Como foi a relação da banda e os selos? O novo trabalho já tem o selo definido para o seu lançamento? LORD HADES:  Muitos selos nos procuram para lançar nossos álbuns. Damos prioridade aos mais comprometidos com a causa underground, que é a nossa cena. Temos sempre uma ótima relação com esses parceiros que se interessam em espalhar nossas pragas em forma de música pelos 4 cantos desse local imundo chamado de planeta terra. No momento estamos em negociação com alguns selos para o lançamento do nosso próximo álbum em 2019.

    Quais são suas principais influências? LORD HADES: Minhas influências são os primórdios do metal maldito feito nos anos 80. Acho que isso é o bastante!

    INQUISITOR: Black Sabbath, Slayer (old), Possessed, Celtic Frost (old), Warfaire Noise 1 Compilation entre outros!!!

    Quantos aos shows, vocês já tocaram em diversos estados brasileiros e inclusive participou da 4º edição do importante festival Brazilian Ritual onde foi feito um registro ao vivo da banda. Como foram os preparativos e a produção para este registro? INQUISITOR: A experiência de fazer parte do cast do festival Brazilian Ritual em São Paulo foi diabólica. Experiência ímpar! O idealizador do festival, Eduardo Beherit é um verdadeiro guerreiro da cena underground brasileira. Fomos muito bem recebidos até o último momento pela produção do evento! Só temos a agradecer ao idealizador desse festival e desejar que venham vários outros!!!

    Foto: Divulgação

    Como tem sido a receptividade da banda nas cidades por onde passaram? Já houve algo vocês desaprovaram? LORD HADES: Até o momento só fizemos shows fudidos ao redor do Brasil. São Paulo, Aracaju e Rio Grande do Sul ofereceram as melhores estruturas para o Ad Baculum até o momento.

    Vocês pretendem divulgar o trabalho que está sendo concebido em uma turnê internacional? LORD HADES: Sim, com certeza! Estamos recebendo algumas propostas e avaliando as melhores formas para podermos espalhar nossa praga em outras civilizações!

    Tenho muitos contatos em muitos países e principalmente os amigos que estão espalhados por toda américa do sul me perguntam sempre sobre vocês. Existe uma pretensão de visitar os nossos países vizinhos e sanar a grande vontade que os nossos Hermanos têm de vê-los ao vivo? LORD HADES: Temos um grande interesse em excursionar pelo nosso continente sul americano. Ouço muitas bandas desses países e eles respiram o verdadeiro underground! Espero que em breve nos convidem para fazer alguns rituais por essas terras!!!

    Quais são as aspirações da banda para o futuro? INQUISITOR: Vamos continuar trabalhando até o último suspiro e fazer nosso trabalho em nome da maldição e da intolerância! Nosso principal argumento é: falar menos e fazer mais!!! Por isso já estamos dando forma ao novo álbum.

    Meus amigos, eu agradeço muito a entrevista cedida e por toda atenção. Um forte abraço a vocês… LORD HADES: O Ad Baculum é que agradece o espaço cedido, Eden! Um grande hail à Roadie Crew e aos leitores maníacos por metal maldito!!!!

    Enquanto o novo álbum da banda ainda está sendo produzido ficamos aqui com duas músicas escolhidas pelo próprio Inquisitor para completar esta entrevista. São elas: The Man Who Defied God  (Lyric Vídeo) e “Babylonia in Blood”.