O split chamado “Inverse Inquisition” com as bandas Kromorth e Hell’s Ambassador está com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. Este lançamento contará com a participação de vários selos e neste álbum serão apresentados 4 músicas inéditas de cada banda. O Kromorth anunciou que estas músicas também estarão em seu próximo álbum. Ambas as bandas fazem parte do cast do selo Diabolicum Productions e a capa foi assinada pelo renomado artista Emerson Maia. Vamos aguardar!!!
Autor: Éden Lozano
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KROMORTH – participa do split chamado “Inverse Inquisition”
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Genocídio em São José dos Campos
NOME DO EVENTO: Genocídio em São José dos CamposDATA DO EVENTO: 2018-06-09
ATRAÇÕES: Genocídio, Faces of Death e Manger Cadavre?
ENDEREÇO DO EVENTO: Rua Gravataí, 35 – Jardim Satélite
CIDADE: São José dos Campos
ESTADO: São Paulo
HORÁRIO: 21 horas
LOCAL DO EVENTO: Lado B Rock blues Bar
VALOR DO INGRESSO: R$ 25,00
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Emerson, Lake & Palmer será revisitado durante as apresentações do seu baterista, Carl Palmer, no Brasil em 2018
Emerson, Lake & Palmer será revisitado durante as apresentações do seu baterista, Carl Palmer, no Brasil em 2018Carl Palmer é um dos bateristas mais conhecidos do mundo, fundador de bandas como Emerson, Lake & Palmer e Asia. Em maio de 2018 ele traz para o Brasil a turnê EMERSON LAKE & PALMER LIVES ON!, uma homenagem/celebração aos seus companheiros de ELP Keith Emerson e Greg Lake. As apresentações serão em São Paulo (Espaço das Américas, 24 de maio), Rio de Janeiro (Vivo Rio, 25 de maio) e Niterói (Teatro Municipal de Niterói, 26 de maio). Os shows fazem parte da Top Cat Series, sequência de shows internacionais promovida pela Top Cat Produções Artísticas.
“Eu sempre sentirei muita falta do Keith e do Greg, que perdemos em 2016,” diz Palmer, durante uma das pausas da maior excursão solo da sua carreira. “Agora sou eu que levo adiante o nome do ELP, pretendo continua tocando nossa música ainda por muitos anos. A resposta dos fãs do ELP tem sido incrível, senti que devia isso a eles, continuar”.
A tour chega com o lançamento internacional do pacote DVD/ CD ‘Pictures at an exhibition’, o tributo de 2016 para Keith Emerson (que contou com o guitarrista do Genesis Steve Hackett – que também vai se apresentar no Brasil, em março de 2018 -, o tecladista e vocalista do Vanilla Fudge Mark Stein e o baterista David Frangioni) e do CD Live In The USA, ambos pela BMG Music, que também relançou o catálogo da banda.
Além da forte presença de Palmer no palco, a turnê também vai destacar seu trabalho nas artes plásticas, feito há pouco tempo em parceria com o californiano Scene Four Art Studios. Palmer recentemente criou duas novas imagens: ‘Welcome back’ (dedicada para Emerson) e ‘Lucky Man’ (dedicada a Lake) e várias outras peças e fotos e imagens históricas, que serão exibidas durante as apresentações em vídeo projetado no fundo do palco.
Palm vai apresentar novos arranjos ousados das mais queridas criações instrumentais do ELP.
Uma experiência multimídia, combinando música e projeções em vídeo, o show promete ser uma das excursões mais arrebatadoras a passar pelo Brasil em 2018.
Carl Palmer ELP Legacy é um power trio quente com o próprio na bateria e percussão; o guitarrista Paul Bielatowicz e o baixista Simon Fitzpatrick.
“Desde 2001 toco com meu próprio trio, trocando os teclados pela guitarra,” conta Palmer. “Eu senti que seria a maneira honesta de me aproximar da música do ELP, esse formato fez sentido pra mim. A ideia era reinventar essa música.”
Recentemente, Palmer lançou seu site official do ELP:
www.emersonlakeandpalmerworldwide.com
Durante a tour do Emerson Lake & Palmer Lives On!, Palmer também tocou nos Estados Unidos, com o Asia. O Asia foi o convidado especial do Journey na sua turnê em 2017.
Carl Palmer’s ELP Legacy vai tocar um set instigante de rock progressivo, e entusiastas da bateria podem esperar uma noite de rara exibição de talento percussivo, do homem que levou a bateria para a linha de frente do rock.
A vinda de Carl Palmer é parte do Top Cat Concert Series, projeto iniciado ano passado, que trouxe Renaissance e 10.000 Maniacs ao Brasil. Em 2018, o Top Cat Concert Series continua, com shows e eventos internacionais com música de qualidade, dando ênfase ao jazz, blues e rock clássico e progressivo de todo mundo, procurando agregar o publico em todas as suas apresentações.
SERVIÇO São Paulo Espaço das Américas 24/05/2018 (quinta-feira) INÍCIO DAS VENDAS: 24/11/2017 (sexta-feira) ABERTURA DA CASA: 20h30 INÍCIO DO SHOW: 22h30 CLASSIFICAÇÃO: 14 anos CARGA POR SETOR:- Setor Platinum: R$380,00 (inteira), R$ 190,00 (meia)
- Setor Azul Premium: R$280,00 (inteira), R$ 140,00 (meia)
- Setor Azul Fila 8 a 15: R$240,00 (inteira), R$ 120,00 (meia)
- Setor A,B,C e D: R$200,00 (inteira), R$ 100,00 (meia)
- Setor E,F,G e H: R$160,00 (inteira), R$ 80,00 (meia)
- Setor I e J: R$160,00 – TRAVADOS – (inteira), R$ 80,00 (meia)
- Setor K e L: R$160,00 – TRAVADOS – (inteira), R$ 80,00 (meia)
- CAMAROTE 1: R$- (inteira), R$- (meia)
- MEZANINO: R$- (inteira), R$- (meia)
- Camarote A
- Camarote B
- Camarote C
- Balcão
- Frisa
- Setor 1
- Setor 2
- Setor 3
- Setor 4
- Setor 5
- Ingressos antecipados: terça a sexta, das 10h às 18h.
- Ingressos para o espetáculo do dia: das 10h até o início do mesmo.
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MALEFACTOR “26 longos anos. E ainda estamos aqui. HAIL!!!”
Com 26 anos na estrada o Malefactor está divulgando seu mais novo trabalho, Sixth Legion. O melhor álbum da carreira nas palavras do Lord Vlad, fundador da banda. Nesta entrevista o Lord Vlad nos conta as dificuldades, seu ponto vista e um pouco de toda trajetória do Malefactor até hoje. Banda ao qual se tornou de fato uma das mais importantes em nossa cena e percussores de um estilo musical único. E que ainda este ano nos presenteia com um documentário em vídeo sobre todos esses anos de muita luta e vitórias, já com o título revelado “MALEFACTOR – 25 anos sob a a Lei da Espada”.

Lord Vlad, Foto por: Steph Ciciliatti Lord Vlad, O Malefactor ao longo desses muitos anos de existência se tornou indubitavelmente um dos maiores nomes do estilo no Brasil. Como você vê toda essa trajetória? Lord Vlad – Saudações aos leitores da Roadie Crew. Muito obrigado pelas palavras. Temos trabalhado duro por 26 anos, mesmo com momentos mais confusos. Agora as coisas estão mais ajustadas e boa parte dos unholy metallers tem entrado em contato com nossa arte, e mesmo após quase 3 décadas de música profana, muitos brasileiros ainda não nos conhecem ou não deram atenção por não esperarem ouvir este tipo de metal no Brasil. São os problemas de morar numa parte do país estigmatizada e da visão de parte da cena de que os gringos merecem mais do que os nossos conterrâneos. Nossa trajetória é pra lá de vitoriosa. Começamos aqui, com poucos recursos, péssimos equipamentos, dificuldades enormes para conseguir discos e fitas antes do advento da internet. Somos de outra época, e temos acompanhado as mudanças, mas sem abandonar os princípios básicos. Ouvimos e falamos sobre metal todos os dias. Como não temos tempo mais de nos vermos todo dia (ainda bem), agora temos recursos nos nossos próprios smartphones que travam, por onde conseguimos organizar tudo, além de falarmos as merdas e os bullyings habituais. Olho pra trás, sinto orgulho de quase tudo, e prosseguimos, mesmo sabendo que escolhemos muitas vezes os caminhos mais difíceis para manter nossos espíritos conectados ao cenário underground mundial. 26 longos anos. E ainda estamos aqui. HAIL!!!

Sixth Legion – 6º álbum da banda. O Sixth Legions acaba de ser lançado e apresentou o Malefactor como um trio. Como foi essa transição devido a saída do Alexandre Deminco, Chris Macchi e o Roberto Souza? Lord Vlad – Do ponto de vista musical, as coisas estavam cada vez mais desinteressantes. A gota d’água foi a pré-produção do disco, quando eu, Danilo e Jafet passamos a compor e notamos que os outros integrantes não estavam tão satisfeitos com as músicas novas e o direcionamento mais direto. Danilo e Jafet já estavam tocando em outras bandas, eu também passei a fazer parte de outro projeto chamado Born in Black, e o Malefactor cada vez mais ganhava ares de um hobby. Estávamos nos tornando uma banda de ensaio e disco, sendo que sempre fomos uma banda de shows. Foram 8 anos tocando e ensaiando antes de gravar o primeiro disco, porque foi o que sempre gostamos de fazer. Tocar. Infelizmente tivemos que nos separar, e desejamos aos outros ex-integrantes tudo de melhor. São músicos com seus corações ligados ao metal, e espero que não parem de tocar, juntos ou com outras pessoas. Sempre terão nosso apoio. Agora estamos renovados e focados em produzir mais álbuns e fazer mais turnês. Esta é nossa meta.
Acompanho a carreira de vocês desde o início, no começo da banda você além de vocal era guitarrista e hoje assumiu o baixo. Houve alguma dificuldade nessa adaptação? Lord Vlad – Eu toquei guitarra no Malefactor somente durante 1 ano na verdade, logo no começo. Para quem não sabe eu fiz um show como baixista em 92 na Ossos do Ofício, uma banda que o Danilo montou no final da década de 80 para tocar rock e depois passou a tocar metal e acabou em 94/95. Tive um pouco de dificuldade para voltar a tocar e cantar, mas sempre toquei em casa. Sempre fui um dos compositores do Malefactor e algumas pessoas acham que é meio inexplicável eu aparecer tocando e cantando, principalmente algumas partes mais complexas. Eu poderia aproveitar o marketing como algumas bandas e dizer que foi Satã que me presenteou e aprendi em uma semana. Mas a verdade é que toco guitarra e baixo a vida toda, mesmo que não com tanta seriedade quanto toco atualmente. Confesso que hoje me sinto mais à vontade no palco do que antes.

Danilo Coimbra, Foto por: Steph Ciciliatti Ao ouvir o novo CD fiquei impressionado com as composições. Você acha que isso pode ser resultado de um amadurecimento musical? E talvez por causa de até então estarem como um trio e fez com que as ideias e propostas ficassem concentradas unicamente em vocês? Lord Vlad – Você foi ao ponto correto. Menos pessoas opinando, as coisas fluíram mais rápido. Fato que nós 3 sempre fomos os compositores das estruturas principais das músicas, embora os outros sempre estivessem no processo. Agora não temos mais que discutir tanto. As vezes eram horas discordando sobre um riff. Agora é tudo mais rápido. Não preciso mais jogar um riff fora porque alguns acham black metal demais ou de menos. Não precisamos mais nos preocupar se está lento demais ou rápido demais. Todo um novo horizonte se abriu para as composições e mesmo para uma banda sem um rótulo claro como o Malefactor, ainda estávamos presos a questões de “isso não parece Malefactor”. Agora podemos soar mais brutais e mais técnicos.
Sixth Legion tem o lirismo muito mais negro que os álbuns anteriores, um trabalho que pode ser considerado Death/Black. Você como principal compositor pode nos falar quais foram as influencias que resultaram nestas letras tão intensas? Lord Vlad – Sempre fomos bastante abertos em relação aos temas. Se você analisar friamente, verá que Satã, Magia Negra, Guerra e História Antiga sempre estiveram presentes em todos os nossos discos (eu sou historiador). Talvez a sonoridade mais crua e direta traga um pouco mais essa percepção ao ouvinte, mas desde sempre procuramos estar no lado obscuro do metal. Pela musicalidade mais porrada, talvez este disco soe ainda mais macabro e satânico. Mas sempre foi nossa veia lírica. Basta olhar os titulos de várias musicas antigas desde as demo-tapes: ”Malleus Maleficarum”, “Under The Black Walls of Hell”, “Old Demons”, “666 Steps to Golgotha”, “Trevas”, “Goat of Mendes”. Você não é o primeiro que fala isso, mas ao meu ver, a trilha sonora trouxe a tona a parte mais satânica de nossas letras, mas elas sempre estiveram lá. Utilizar de forma real temas assim fazem com que a musica deixe o ouvinte desconectado deste mundo material. Sempre recomendo que as pessoas abram um vinho, acendam uma vela, apaguem as luzes e se conectem aos nossos discos. A forma de ouvi-los será outra. A magia acontece e a música é o canalizador.

Jafet Amoedo, Foto por: Carlos Figueiredo Na opinião de todos que conheço e também de todos que fazem parte desta revista, todos são unânimes em dizer que este trabalho mostra um Malefactor mais visceral, apesar que o álbum Barbarian foi considerado pela nossa revista o melhor da carreira até então, recebendo o merecido selo indicativo como um dos melhores álbuns nacionais de todos os tempos. Você considera este CD um divisor de águas na história da banda, uma superação? Lord Vlad – Foi ótimo você ter tocado nesse assunto. Eu tenho até uma pequena rusga com a revista por este selo. Me sinto entre amigos na Roadie Crew e amigos falam como amigos. Quando ela afirmou isso, colocando este álbum como um dos melhores discos de metal nacional de todos os tempos, me soou muito estranho quando nos esqueceram quando dos 100 melhores discos do metal nacional. Sem citar nomes, mas tem uns discos bem meia boca naquela lista (e ouvi isso de dezenas de pessoas também). Discos que não estariam em lista de melhores nem de 500 discos nacionais. Mas, só posso respeitar as críticas e tentar fazer discos ainda melhores. Vários discos que saíram ali eu assino embaixo. São obras de arte. Mas tem umas bombas ali, muitas empurradas goela abaixo. Eu não acho que modéstia seja uma virtude em todos os casos. Com música não é. Inclusive eu nem acho o “Barbarian” nosso melhor álbum. Acho que já produzimos bons discos, como também já produzimos ótimos discos. Alguns deles, como o “The Darkest Throne” é citado por alguns musicos de outras bandas brasileiras como o melhor disco do estilo na América do Sul. O “Sixth Legion”, com certeza, é um disco divisor de águas, pelo menos na nossa discografia. Espero que ele seja absorvido, afinal somos uma banda de difícil definição quanto a estilo, por metalheads que não ligam se a banda é paulista, carioca, baiana, capixaba. Isso é apenas merda. Somos uma banda do mundo. Como dizia o baiano, e pai do rock do diabo no Brasil, Raul Seixas: “Longe das cercas embandeiradas que separam quintais”.

Lord Vlad, Foto por: Steph Ciciliatti Alguns anos atrás a banda fez uma tour de muito sucesso na Europa chegando a tocar no principal festival de Metal, Wacken Open Air, que foi na turnê do álbum The Darkest Throne. Para a turnê deste novo trabalho haverá uma turnê pelo velho continente? Lord Vlad – Fomos 2 vezes a Europa nos anos 2000. Da primeira vez tocamos em 3 países, e fizemos tour promocional por mais 3. Muita loucura da idade, amadorismo, coragem e aprendizagem. O Wacken foi um sonho que chegou do nada, através de um convite da Roadie Crew (muito obrigado por isso. Mas ainda to chateado com aquela lista com discos meia boca, hahahahahaah) e hoje, como estamos, sei que teria sido ainda melhor. A produtora de video do Wacken fez uma cagança com nossa filmagem, nos enviando um áudio péssimo e querendo grana por isso. Como nunca fomos deslumbrados, porém educados, dissemos “peguem suas fitas de vídeo e… se divirtam bastante”. Só temos pequenos registros desse show. Parte da equipe da Roadie Crew não conseguiu se credenciar a tempo e perdeu nosso show, por isso não tivemos muitas fotos. Hoje teríamos o show filmado por 500 celulares. Quem sabe não tocaremos lá novamente um dia? É um marco na nossa carreira, mas estávamos mais nervosos do que nos divertindo. O palco estava sem energia quando subimos lá, e faltou pouco para que não desse tudo errado. Faltando 2 minutos, tudo ligou e o show foi foda. Eu via bandeiras de Brasil,Argentina, El Salvador, Espanha, Grécia, Portugal, Reino Unido, Noruega. Um show no Wacken vale por uma tour na Europa inteira.
O Thiago Nogueira é um baterista que dispensa comentários e fez uma participação maravilhosa neste CD. Como surgiu a ideia de gravar com este exímio baterista? Lord Vlad – Nós brincamos, e ele fica todo orgulhoso, de que ele é o Gene Hoglan brasileiro, e seu desempenho neste disco não deixa dúvidas. Thiago vive de música desde adolescente, e sabíamos que ele tinha outros planos e não seria nosso baterista. Hoje ele vive em São Paulo e continua com seus projetos musicais que lhe dão dinheiro para ajudar no sustento da sua família. Antes dele chegar, ficamos sem baterista no meio da gravação do disco. Paramos tudo e decidimos que Thiago seria o baterista ideal naquele momento, já que já tem dezenas de álbuns gravados dentro e fora do metal, o que faria nos poupar bastante tempo e dinheiro também, já que ele é totalmente familiarizado com o processo e entrega a bateria 100% pronta muito rápido. Chegamos a fazer shows maravilhosos com ele, e só temos a agradecer este monstro da bateria. Um grande abraço a nosso irmão Thiago “Bambam” Nogueira, e que ele continue sendo o músico e amigo fantástico de sempre.

Daniel Falcão, Foto por: Steph Ciciliatti Agora vocês contam com outro baterista de muita técnica e precisão, o Daniel Falcão que integra bandas muito importantes e de renome como Headhunter DC e Insaintification. E com certeza ele é um baterista que sente o feeling de cada banda que toca e executa o trabalho de forma brilhante. Como estão sendo os shows com o Daniel? Lord Vlad – Nós conhecemos Daniel “Beans” Falcão quando ele ainda era adolescente, chegando no metal. Ele é 10 anos mais novo que nós. Mesmo no começo, quando ele tocava heavy/black metal com a Mortify, de sonoridade primitiva, já percebi de cara que ele tinha talento. Ao invés de se acomodar com o talento, ele procurou professores de bateria, estudou muito, e rapidamente se tornou um dos melhores bateristas do Brasil. Hoje temos a honra de termos ele no Malefactor, já que sempre fomos amigos muito próximos e quando o convidamos para ser baterista contratado, o mesmo nos disse já no primeiro ensaio que a vaga era dele e que queria ser efetivado. Tudo que precisávamos. Quando Daniel chegou, nitidamente ele se adequou imediatamente. Quem vai aos shows fala que estamos na nossa melhor fase e a banda cresceu, e não tem tempo ruim com ele.
Voltando um pouco antes, depois do lançamento de Sixth Legions, o Malefactor teve também o suporte do baterista Marcio Jordanne hoje membro da banda de Brutal Death Metal “Devouring”. Em algum momento houve a ideia de efetiva-lo na banda? Lord Vlad – Além de shows com Thiago, chegamos a fazer um show com o Marcio “Firestorm” Jordanne, baterista da Devouring/Proffano e outras bandas, e ele não pode ficar por motivos pessoais. A ideia era termos bateristas contratados até achar alguém que tivesse gostos musicais próximos e gostasse da estrada. Excelente pessoa, e excelente músico. Maquina de tocar death metal. Só temos a agradecer a Márcio também.
Em 2008 dois ótimos álbuns da banda foram relançados e teve a distribuição internacional via Displeased Records, da Holanda. Este novo trabalho está sendo distribuído internacionalmente? Lord Vlad – Nossos discos sempre tiveram uma pequena distribuição lá fora, e nunca soubemos exatamente quantos e para onde estes discos foram. Sempre tivemos uma “caveira de burro enterrada” no que se trata de lançamentos internacionais. Tudo dava sempre errado, talvez por culpa nossa que somos problemáticos na hora de aceitar as condições dos selos, depois de termos problemas enormes com uma de nossas gravadoras no começo de tudo. O “Sixth Legion” acaba de sair na Europa via “Your Poison Records” (Portugal) e Secret Port (Grécia) que já enviaram cópias para vários países europeus e para os Estados Unidos. Estamos viabilizando entrevistas lá fora, para que tenhamos algum suporte midiático para quando voltarmos depois de tantos anos à Europa. A meta é voltarmos ano que vem para a maior turne europeia que já fizemos, além de lançar os álbuns mais antigos lá fora também, em todos os continentes, se possível. Não fomos à Europa, na época do “Anvil of Crom” por inúmeras questões, mas uma delas era a falta de uma gravadora internacional que nos desse suporte. Não queremos voltar só para dizer que fomos. Queremos algo bem organizado e que traga algum retorno para que as tours internacionais voltem a ser uma realidade para nós.
Ví um vídeo muito bem feito da música “Counting Corpses” filmado no maior festival de Salvador, o Palco do Rock. Virá um videoclip para brindar o novo álbum? Lord Vlad – Sim. Para este mês ainda está previsto um lyric video para a faixa “The Styx River” e vamos filmar em breve o video clip para “Sodom and Gomorrah”. Fizemos videos profissionais ao vivo e diferentes tambem para a faixa “Behold The Evil” (Live in Studio Tenda) em Curitiba, para um canal de YouTube, e um video em 360°, no estúdio Tellus em Niterói/RJ, para uma antiga musica “Necrolust in Thulsa Abbey” para que as pessoas pudessem sentir como está esta nova line-up tocando sons antigos.
Em 1999 quando escutei o primeiro álbum “Celebrate Thy War” fiquei bastante surpreso com o Malefactor apresentado neste trabalho, houve um encaixe perfeito entre os vocais ultra guturais e os vocais limpos (clean). Até então não tinha escutado nada parecido. Você acredita que o Malefactor a partir deste trabalho se tornou uma referência para o estilo? Uma quebra de tabú? Lord Vlad – Com certeza. Não tenho a menor dúvida que com as temáticas deste disco e sua sonoridade bastante influenciada pelo Black Metal grego, fomos pioneiros neste metal épico e profano no metal brasileiro. As letras falavam de personagens mitológicos envoltos numa atmosfera de guerra, referentes ao mundo do pré cristianismo, antes do nascimento da Igreja Católica e sua matança com um apetite exterminador de culturas. Começamos a compor este álbum e tocar suas músicas ao vivo em 1996, mesmo ano em que outra banda pioneira trouxe temas diferentes em suas letras, que foi o grande Mythological Cold Towers de SP. A maioria das bandas da época, queriam falar sempre de satanismo e florestas e frio. Junto com o Mythological, Eternal Sacrifice, Miasthenia e algumas outras, começamos a fortalecer temáticas diferenciadas dentro do metal obscuro nacional nessa época. Alguns chamam de pagan, de avant-garde, eu prefiro chamar o Malefactor de epic unholy metal, porque não queremos estar presos à obrigatoriedade de nada em relação às letras. Apenas seguir a realidade das sombras e a ficção em forma de magia da era hiboriana.
Você como um fã do Malefactor nos diga, qual o melhor álbum lançado até agora? Lord Vlad – Sixth Legion. Não tenho dúvidas. É poderoso, infernal e feito num momento em que precisávamos provar para nós mesmos que podíamos ir além com nossa música. Está em nossa alma. É feito de metalheads para metalheads.
O Malefactor vem de uma cidade onde existem grandes nomes como Headhunter D.C., Mystifier e The Cross que voltou à ativa. Como você vê hoje a cena local? Lord Vlad – Temos bandas fantásticas e de variados estilos não só na capital, como em várias cidades do interior. Bandas como Escarnium e Suffocation of Soul que já tem feito turnês pela Europa também, dezenas de bandas lançando demos poderosas e discos metalizados. Meu selo está lançando dois cds coletaneas com 22 bandas baianas, ativas e com gravações atuais no mês que vem. Como você vê, as bandas estão vivas, produzindo. Ao contrário do público que está semi morto. Salvador, e outras cidades, precisa de festivais, urgente. Que tragam bandas de outros estados, que faça grandes confraternizações metálicas como temos visto em festivais que temos tocado pelo Brasil. As 3 bandas que você falou na pergunta são baluartes do metal brasileiro, que influenciaram a muitos por aqui no passado e no presente. Torço muito para que o The Cross alcance um maior horizonte, porque foram a primeira banda de Doom Metal do Brasil, e isso não é pouca coisa. Espero que outras bandas nasçam, como tem ocorrido e continuem a levar o metal da Bahia adiante.
O Danilo Coimbra tem um projeto muito bom chamado Divine Pain que em 2013 lançou o CD Immortality, tendo uma ótima repercussão. Você e o Jafet Amoedo participam de algum projeto paralelo? Lord Vlad – Eu gravei um álbum com o Born in Black, projeto de heavy/doom metal, acompanhado de figuras macabras do metal nacional, que foram os senhores Thormianak (Miasthenia), Alan Sub Umbra (Grave Desecrator), Danilo (Malefactor) e Victor (ex-Miasthenia). O Jafet esteve um período tocando com nossos irmãos da Behavior, que acaba de lançar um ótimo disco de death metal. Danilo segue com o Divine Pain e o Burn in Pain, além de tocar as vezes com a velha guarda do Thrash Massacre e Headhunter DC num tributo ao disco mais fudido do thrash metal, o “Bonded By Blood” do Exodus, o que pra mim é uma ótima desculpa para ficar bêbado e bater cabeça.
É notório que a qualidade do áudio neste trabalho é surpreendente. Como foi a produção deste álbum? Lord Vlad – Demos sorte de ainda estarmos vivos e tocando com essa coisa toda chamada tecnologia, além do trabalho mais que competente do produtor Vicente Fonseca no Estudio do Beco. 20 anos atrás teríamos que gastar 200 mil reais pra termos esta qualidade de gravação. Hoje a facilidade de se trabalhar num estúdio, com um técnico que entende de metal, é uma realidade e muitos discos brasileiros não devem nada a ninguém. A tecnologia global nos possibilitou isso, o que por outro lado, se não tivermos cuidado, acaba fazendo com que milhares de bandas soem iguais em estúdio, com seus sons de bateria e guitarra copiados de outras bandas. Eu não quero soar igual a ninguém. Meus discos preferidos tem sonoridades próprias. Esse padrão europeu de gravação de bandas mainstream acabam pasteurizando o metal. Mas isso é opinião minha, não sei o que os caras pensam sobre isso. Eu sou rabugento.
O trabalho gráfico neste cd também não ficou para trás, a capa traduz perfeitamente todo conteúdo lírico do álbum. Este trabalho ficou a cargo de quem? Lord Vlad – Decidimos fazer um trabalho mais simples, mas ainda assim que chamasse atenção. Pedimos ao Rodolfo Ferreira, do Dark Tower, pois piramos na arte que ele fez para a própria banda dele. Adoro essa capa e não vejo a hora de ve-la em vinil. Quem sabe não saia em LP?
Agora pelo que vejo as energias da banda estão concentradas na divulgação deste novo trabalho. Mas já há possibilidade de mais um novo trabalho em breve? Lord Vlad – Acredito que até final de 2019 já teremos composto bastante coisa, para fazermos um disco com Daniel e ele se sentir de vez em casa. Até lá estaremos empenhados em tocar o máximo possível, e fazer outros vídeos para a divulgação do “Sixth Legion”. Além disso, no segundo semestre de 2018 sai o documentário “MALEFACTOR – 25 anos sob a a Lei da Espada”, que ficou FODA !! Trabalho magistral de Sergio Franco. Esperamos que ele consiga inscrever o filme no maior número de festivais possíveis.
Foi um imenso prazer poder conversar com você e que logo o Malefactor passe novamente por aqui… Lord Vlad – Prazer foi meu Eden. Bom receber boas notícias suas, que foi vocal do Mortius na Bahia na década de 90. Estamos espalhados, estamos vivos. Um abraço a todos na Roadie Crew. Temos muitas lembranças boas com todos vocês. STAY EVIL!
Veja o vídeo de “Counting Corpses” gravado no maior festival de Salvador, Palco do Rock, em 2017. -
![DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/release-3-500x500-1.jpg)
DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]
Essa banda foi criada em 2013 em Fortaleza/Ceará e executam um Brutal Death Metal na linha americana, fãs de bandas como Abominable Putridity e Pathology vão gostar muito de ouvir este álbum que será lançado oficialmente dia 31 de maio pela Guttural Brutality Productions, selo que apesar de novo vem em seu terceiro lançamento nos presentear com este álbum impressionante.
Alguns membros desta banda são músicos já conhecidos na cena extrema nacional, o baterista David Silva já passou por bandas como Facada, Burning Torment e monge e o David Barroso por sua vez integra os conhecidíssimos Krenak, Revel Decay e Insepsy. Ele também atua junto à revelação do Death Metal baiano, Escarnium, como session member. Então não estamos falando de músicos inexperientes e sim de um time que veio pra mostrar que o metal extremo no nordeste do país está fortíssimo e é muito bem representada.
A Guttural Brutality Productions cordialmente nos cedeu com exclusividade o CD “Unleash The Underground Abominations” antes mesmo de seu lançamento e ao ouvir tivemos uma grata surpresa, nos deparamos com um trabalho realmente digno, um álbum muito bem produzido e com músicas de tirar o folego.
O CD começa com a música “Human Code Fail”, blastbeats muito bem encaixados com guitarras pesadíssimas que se alternam entre riffs bem típicos do estilo e partes cadenciadas fantásticas, e, destaco a parte onde eles demonstram muita técnica onde a bateria e as guitarras se tornam uma junção perfeita entre as paletadas e dobradas de bumbo. A música que leva o nome da própria banda “Decomposing” nos dá vontade de bater cabeça do começo ao fim, e já começa com o vocal estremecendo tudo e com umas partes que o vocalista faz uns vocais Pigs, que adoro neste estilo de Brutal Death metal. Na Faixa 3 “Embryonic Mutation” começa em meio aos blastbeats guitarras que lembram as bandas de Slam Death Metal… na hora veio a minha cabeça… esses caras vão fazer história no underground deste país e o nordeste mais uma vez mostrando sua força. O Decomposing é a prova disso.
Espero vê-los aqui no sudeste do pais em breve e que tragam todo esse profissionalismo e energia mostradas neste trabalho.
A capa ficou a cargo do Sidjimbe Art Studio, conhecido estúdio de artes extremas que fica na Indonésia e pra quem está se perguntando, Indonésia?, saiba que o Brutal Death Metal reina por lá e existem bandas incríveis.
E para finalizar não poderia deixar de falar da faixa que fecha este CD em grande estilo, “Genetic Genocide”. Esta faixa em minha opinião define muito bem o trabalho desta talentosa banda que inicia sua carreira com este full-length destruidor. A Guttural Brutality está de parabéns em nos presentear com este lançamento. -

ETERNAL SACRIFICE
Prestes a lançar o novo álbum e comemorando 25 anos de uma carreira ilibada o membro fundador da Eternal Sacrifice, Naberius, nos concede essa entrevista depois de 8 anos sem exposição na mídia por decisão própria. Com exclusividade nos conta um pouco sobre o novo trabalho que ainda o título não foi revelado e novidades do que está por vir…

Foto: Divulgação A Eternal Sacrifice este ano comemora 25 anos de resistência no negro underground. Conte-nos um pouco sobre essa trajetória… Naberius – Um ato de muita perseverança e coragem, sem dúvidas, são muitos anos de trabalho árduo no underground, aprendendo, errando, acertando, porém com um objetivo muito claro que é fazer o que gosta e se agradar com o que faz em primeiro lugar. Tudo começou no final de 1993 e de lá pra cá colhemos os frutos de tudo que plantamos no caminho, alguns lançamentos, muitas formações e aqui estamos nós.
Desde o último full-length notei mudanças profundas no line-up da banda. Quais as suas impressões sobre os mesmos? Naberius – Em verdade, as mudanças foram pontuais, saiu a guitarrista Mortiis e voltou o guitarrista Charles, os demais que gravaram o último álbum “Iluminados por Thanatherous Aleph… MusickantigA” continuam os mesmos. Com relação à Charles, ele foi nosso guitarrista e principal compositor por muitos anos, saiu por motivos de trabalho e retornou sendo muito bem aceito, é um dos guitarristas mais talentosos que conheço, criativo e habilidoso no seu instrumento, contraria, inclusive, a ideia de que fazer metal extremo tem de ser mal tocado.
Depois de todos esses anos o Eternal Sacrifice se tornou uma referência do estilo na América do sul. Haverá uma turnê internacional de lançamento do novo álbum? Naberius – Sentimos muito orgulho do legado que construímos durante todos esses anos e ficamos também orgulhosos de nos apontar como referência, principalmente o reconhecimento dos anos de luta no underground. Não há nada de concreto com relação à turnê para divulgação do álbum, mas seria uma excelente forma de coroar nosso trabalho.
A Hammer Of Damnation é um selo respeitadíssimo na cena pelo seus grandes lançamentos. Como foi que surgiu essa parceria entre a banda e o selo?
Naberius – De algumas conversas, é fato que o selo é sério, apoia o metal extremo e isso é inegável. Temos uma relação antiga de amizade e clientela, suspeito como sou para falar e voraz consumidor de vinis, fez da Hammer of Damnation um dos meus selos preferidos para aquisição de Lps, mas não somente por isso, mas pela seriedade do Luiz e de nossas antigas alianças entre as bandas etc. Toda a conversa e acordos sobre lançamento fluiu muito bem e naturalmente.As músicas do Eternal Sacrifice expõe seu alto conhecimento nas artes negras e ocultas. Na minha opinião são poucas as bandas que detém todo esse conhecimento… Naberius – Ter conhecimento deve ser a primeira lição de qualquer banda que se diz fazer Metal Negro, pois não há como não conhecer nada e se rotular como tal. Não apenas ter conhecimento, mas ter pratica, vivenciar o oculto, ser iniciado é a chama que vai fazer o musico do Metal Negro conduzir sua arte com verdade, com sentimento… Isso o ouvinte vai saber discernir, quando uma banda está sendo honesta ou quando ela apenas está preocupada com imagem, com pose, nós sempre nos preocupamos em primeiro lugar com a emanação real do que acreditamos.
O novo álbum já tem data prevista para lançamento? Naberius – A previsão inicial é para agosto/setembro deste ano.
Ouvi atentamente a faixa “Chapter I – The Three Mashu´s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área)” notei que as características musicais continuam intactas, mas com certeza houve um amadurecimento enorme… Naberius – Amadurecimento é a vantagem de envelhecer. Cabelos brancos ajuda a entender melhor o instrumento que executa, ajuda a decifrar melhor o que pensa, o que quer expressar, ajuda a catalisar tudo que estabeleceu como influencia e sintetizou pra transformar numa criação própria… ou seja, envelhecer traz toda sabedoria necessária para amadurecer.
Esta Música sairá em Junho na coletânea “Volume Two: Ad Astra Per Aspera”. Esta música estará na tracklist do novo álbum? Naberius – Sim é uma música que fará parte do nosso novo álbum e a Hammer of Damnation vai lançar uma coletânea onde a música vai fazer parte.
O novo álbum já tem título? Naberius – tem sim, mas por hora está em sigilo…
A banda está tendo suporte da Sangue Frio Produções que é conhecido por trabalhar com grandes bandas. Como está sendo essa parceria? Naberius – Bastante produtiva, Sangue Frio é uma produtora séria e foi isso que nos motivou à trabalhar com ela. É isso que nos move, fazer alianças verdadeiras e profícuas.

Foto: Divulgação Neste tempo entre o último full-length e o que está prestes a ser apresentado houveram duas participações no ano de 2012 em 2 splits com prensagens limitadíssimas. Como foi participar dos splits com os renomados Black Moon e Black Angel? Naberius – É sempre uma honra dividir trabalhos com bandas irmãs, principalmente quando esses trabalhos repercutem tão bem entre aqueles que vivem o Metal Negro. Foram trabalhos que também ajudaram a projetar nosso nome fora do país e fazer com que outros maníacos conheçam faces diferentes do metal extremo brasileiro.
Voltando a falar do novo trabalho, O que os seguidores desta horda negra podem esperar neste novo álbum? Naberius – Mais um álbum conceitual, com hynnos pagãos repletos de variações, andamentos surpreendentes, músicas com identidades próprias e diferentes entre si. Hynnos repletos de atmosfera pagã e maligna, muita arte oculta e um lirismo transcendental.
Naberius, saiba que é uma grande honra poder realizar esta entrevista e agradeço muito por toda sua atenção. Espero vê-los em breve no lançamento deste novo trabalho… Naberius – Nós quem agradecemos o espaço, o apoio e a velha amizade, mesmo distantes essas coisas nunca acabam… Ave Sagra Herege Satanás… Avé
Ouça a música “Chapter I – The Three Mashu´s seals- The Conquest of the Ganzir and Arzir Gates (Hazred área)” que estará na coletânea “Volume Two: Ad Astra Per Aspera” e no novo álbum da banda: -

ETERNAL SACRIFICE: Trabalhando em um novo álbum, banda assina com a Hammer Of Damnation e Sangue Frio Produções, confira!
Considerado por muitos um dos principais nomes do Pagan/Black Metal sul-americano, a horda baiana ETERNAL SACRIFICE começou a trabalhar em seu mais novo álbum e já revelou as primeiras parcerias de 2018.A primeira delas, anunciada ainda em abril, foi o vínculo firmado com o selo Hammer Of Damnation para que este trate do lançamento físico do vindouro trabalho.
Mais detalhes aqui: https://hodrecs.com/detalhes_noticia.php?cod_noticia=62A segunda parceria divulgada foi com a Sangue Frio Produções, para que esta cuide dos assuntos relacionados a assessoria de imprensa, marketing, divulgação em massa, relações-públicas, venda de shows via internet, manutenção de agenda e suporte em futuros lançamentos digitais.
Mais detalhes aqui: https://sanguefrioproducoes.com/artistas/ETERNALSACRIFICE/59 -

SCULPTURE


Foto por: Claudio Higa O Sculpture acaba de lançar seu Debut chamado “To Another Place”, um trabalho ousado e muito original que está tendo uma aceitação muito boa no underground. Nesta entrevista o Victor Prospero nos fala mais à respeito deste projeto e do trabalho recém lançado. “E até agora tudo está dando tão certo que até assusta um pouco (risos)”.
Ao ouvir o CD To Another Place, me deparei com um som que pra mim até então é inédito. Como surgiu a ideia para formar o Sculpture? Victor Prospero – O projeto foi idealizado pelo Willian, o cara é uma fábrica de riffs. Um dia ele me falou que tinha a ideia de fazer um futuro projeto de black metal instrumental e já tinha até algum material separado. Eu achei a ideia sensacional pois sempre achei que pra uma banda se destacar, ela precisa ter uma identidade forte e eu não conhecia nenhuma banda de metal extremo instrumental. Além disso, nós somos amigos muito próximos e todas as ideias, sejam musicais ou não, sempre bateram. Assim começou o Sculpture.
Notei muitas influências musicais neste trabalho, uma mistura primorosa de vários estilos dentro do Metal. Qual foi o conceito na criação deste trabalho? Victor Prospero – Acredito que o Sculpture é uma banda que trabalha focada na transição de climas. Tentamos transitar de um clima sereno para um clima agressivo, depois do agressivo para um clima triste e assim por diante. Daí usamos de nossas influencias, que são bastante variadas, para criar o clima que nós imaginamos. Nós nunca pensamos em um estilo bem definido para rotular o Sculpture. O resultado final soa mais black metal por ser o estilo que a gente mais ouve, mas não temos medo de, por exemplo, ter uma musica que soe mais heavy, mais thrash ou mais prog. Como costumamos dizer, o sentimento deve estar acima de tudo.
Pelo que sei, este projeto não pretende fazer apresentações ao vivo… Victor Prospero – Quando nós começamos o Sculpture, nossa única intenção era ter um processo tranquilo e sem nenhuma ‘pressão’ externa. Costumo dizer que o Sculpture era a nossa cervejinha de domingo. A gente se reunia, dava umas risadas, tomava uma e escrevia uns riffs, tudo realmente sem nenhuma pretensão. No entanto, quando a nossa gravadora ofereceu o convite de lançamento, eles sugeriram que fizéssemos uma apresentação ao vivo para uma festa de lançamento. Daí eu chamei o pessoal da minha outra banda para tocar com a gente e deu tão certo que fomos convidados para fazer a abertura para o show do Master´s Hammer. Nós topamos por a banda já estar ‘afiada’, mas a ideia é realmente o Sculpture voltar a ser como era até mesmo para manter a espontaneidade nas nossas próximas músicas.

Foto por: Claudio Higa Você e o Willian são membros de respeitadas bandas extremas. Como está sendo a receptividade do público? Victor Prospero – A recepção tem sido muito boa. Na verdade, tudo está sendo bem maior do que nós imaginávamos. Como eu falei anteriormente, o Sculpture era um projeto realmente despretensioso. Nós nunca pensamos em coisas do tipo ‘como será que isso soaria ao vivo?’ ou ‘o que será que vão dizer?’. E até agora tudo está dando tão certo que até assusta um pouco (risos).
O CD foi lançado em um formato não muito usual, mas que vocês fizeram uma produção belíssima. De quem partiu a ideia de realizar esse lançamento no formato Digifile? Victor Prospero – Quando terminamos de gravar as músicas, começamos a pensar em como deveria ser o formato físico. Como achamos a música bastante diferente das coisas que nós ouvimos, imaginamos que a arte também deveria ser diferente e deveria transmitir de alguma forma as sensações passadas pelas músicas. Daí, o Willian que trabalha profissionalmente com projetos gráficos idealizou a coisa toda. Participei apenas da idealização do logotipo, que foi desenhado pelo Felipe Oliveira.
Vocês são ótimos músicos… quais são suas principais influências? Quais bandas/músicos que te inspiram? Victor Prospero – Poxa, muito obrigado pelo elogio. Vou citar algumas bandas que ouvimos bastante durante o processo de criação e outras que tínhamos como bagagem que eu acredito que acabaram influenciando o nosso som: Dawn, Woods of Desolation, Sühnopfer, Harakiri for the Sky, Mare Cognitum, Mgła, Sivyj Yar, Rush, Thy Light, Iron Maiden e Desaster.
No CD a bateria programada soa tão natural que se eu não tivesse lido as informações no encarte jamais perceberia. Por que a idéia de usar este recurso já que você é também é baterista? Victor Prospero – Quando começamos o Sculpture, meu homestudio ainda era bem pequeno e eu não tinha recursos suficientes para captar o som de uma bateria. Além disso, apesar de meu primeiro instrumento realmente ter sido a bateria quando eu tinha 9 anos de idade, eu parei de tocar a muitos e muitos anos. Então para ter um bom resultado, teríamos que chamar um bom baterista para tirar as músicas e alugar um bom estúdio para captar a bateria. Tudo isso demandaria muito tempo, muito dinheiro e talvez o que nós sempre combatemos radicalmente dentro do Sculpture: o stress.
O fato de ser baterista foi um fator determinante para que execução ficasse tão realista? Victor Prospero – Com certeza. Hoje em dia os softwares de programação de bateria são incrivelmente realistas. O que costuma fazer com que ela não soe natural é a falta de atenção a dois fatores: A escrita e a mixagem, mas costumo ver mais problemas na escrita. Na hora de escrever, é importante saber escolher o kit de bateria e deve-se sempre pensar em como o baterista toca, mas não nas notas em que ele bate. Deve-se respeitar a dinâmica. Por exemplo, se o baterista for destro, nas viradas o braço direito bate um pouco mais forte que o esquerdo. Além disso tem a pulsação do chimbau e do ride. Também é interessante deslocar um pouco as notas, afinal nenhum baterista toca tão perfeito quanto um robô.

Foto por: Claudio Higa O que podemos esperar para o futuro do Sculpture? Vão vir mais trabalhos incríveis como To Another Place? Victor Prospero – Nós já anunciamos que iremos divulgar uma nova música em breve e além disso temos um novo lançamento internacional e outros planos que fecham a nossa agenda para 2018. Nós levamos um bom tempo até amadurecer a nossa identidade e por isso o Another Place demorou quatro anos para sair. Nosso plano é lançar sim um novo disco completo e temos certeza que ele será mais maduro e sairá em menos tempo.
Este trabalho por ser instrumental causou alguma reação estranha por parte do público?, Pra mim foi uma surpresa e muito boa, no meu ponto de vista – Original. Victor Prospero – Quando começamos a mostrar algumas músicas para os amigos mais próximos não me lembro de nenhum deles apoiar a ideia da banda ser instrumental (risos). Quase sempre diziam “isso com um vocal de tal jeito ficaria animal…” ou “isso pede um vocal…”. Mas surpreendentemente, após o lançamento oficial no último dia 5, muita gente têm curtido a banda justamente por ela ser instrumental. Isso é tão inesperado quanto gratificante além de ser um belo incentivo para nos mantermos assim.
Este trabalho será distribuído internacionalmente? Victor Prospero – O álbum foi lançado e distribuído exclusivamente pela Hammer of Damnation. Eles têm uma filial nos Estados Unidos e já fazem uma distribuição mundial bastante robusta em seus lançamentos. Além disso, nós disponibilizamos o álbum completo em todas as plataformas digitais.
Muito Obrigado por toda sua atenção e espero poder ouvir em breve outros trabalhos do Sculpture… Victor Prospero – Eu é que agradeço a oportunidade de conceder essa entrevista. Agradeço também o interesse e apoio de todos. Para quem se interessar, podem entrar em contato conosco através de nossa página no facebook/SculptureInstrumentalBr ou através do site de nossa gravadora www.hodrecs.com.
Um grande abraço!
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![SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/35151-1.jpg)
SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]
Esse trabalho, impressionante, veio de um projeto ousado chamado Sculpture. Formado pelos então muito conhecidos na cena extrema brasileira, o Willian Marante (Infernalium, Obscure Mind, Lost Gravyard, Shantak…) e o Victor Prospero (Necromesis, Evil Mayhem…). Mas não vá pensando que já faz uma ideia do que encontrará neste CD, neste trabalho você ficará surpreso com a criatividade aliada ao alto conhecimento musical destes 2 integrantes. Este CD nos faz entrar em uma viagem quase que transcendental ao passear em meios as músicas.
Ao iniciar este belíssimo trabalho com a intro “Turns The Pages Of Times” que começa com um clima tenebroso que logo se mistura a uma maravilhosa execução de piano nos imergindo a um clima soturno e apaixonante, e, que também nos remete às clássicas bandas Doom Metal do passado. Logo seguido pela faixa “Through Infinite Horizons” que começa nos velhos moldes do bom e velho Black Metal com riffs, digamos, frios e mórbidos… e não pára por aí… ao continuar ouvindo essa mesma faixa notamos claramente muitas passagens do mais puro Metal Tradicional exibindo muita técnica e precisão, tudo muito bem encaixado, coisa que é quase inacreditável de pensar poder dar certo. Esse é de longe um dos melhores trabalhos que escutei este ano.
A música “Voices Unconscious Revelation” começa com uma brutalidade bestial e riffs cortantes, me lembrando muito as clássicas bandas de Black Metal Old School. E ao ouvirmos todo decorrer desta música nos deparamos com um trabalho fantástico, destaco o trabalho que tiveram para gravar o contra baixo que se sobressaiu muito nesta faixa.
E por falar em contra baixo, a faixa “Fragments Of Deep Reflections” já se inicia com um clima obscuro e ao mesmo tempo belo. Como toda música que soa uma melodia muito bem construída entre os fraseados do baixo e os bem encaixados solos de guitarra.
Se você ainda não ouviu este trabalho recém lançado pela respeitada Hammer Of Damnation, ouça e tire suas proprias conclusões. Com certeza serão as melhores.
Este CD vem em um luxuoso Slipcase que guarda um Digifile muito bonito com 3 paíneis. Essencial para estar na coleção de quem realmente curte e apoia o nosso triunfante Underground Nacional.
Observação – estou falando de um projeto Instrumental, isso mesmo, INSTRUMENTAL!!! -
![FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/tn_capa.jpg)
FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]
Após 21 anos, o Flesh Grinder nos presenteia com esta epopeia da mais pura brutalidade. Este relançamento, muito bem feito, vem com capa nova e com um encarte muito bem elaborado contendo todas as letras e informações.
Ao introduzir o cd no player logo vem uma pútrida intro “Cerebral Draw” que é seguida da ótima faixa OPHTALMOLOGIC LACERATION IN AN INSANE MORIBUND… para os fãs mais antigos desta banda este é um material histórico e para os novos fãs esta é uma oportunidade de ter em suas coleções este verdadeiro clássico do Gore/Grinder Nacional.
Destaco a faixa ANATOMY IN SURGERY que também nomeia este trabalho e traduz maravilhosamente a proposta da banda que se mantem fiel ao estilo até os dias de hoje.
Ainda houve uma preocupação da banda e do selo mantendo a capa original em um luxuoso slipcase, e junto com o CD ainda vem um belíssimo poster comemorativo e um adesivo.
E para finalizar, este CD traz uma versão maravilhosa e muito podre da clássica “SLOWLY WE ROT” do grande Obituary.