Autor: Éden Lozano

  • MARTYRDOM – Death/Doom Metal para os amantes da sinfônia mórbida!!!

    MARTYRDOM – Death/Doom Metal para os amantes da sinfônia mórbida!!!

    Divulgando seu recém lançado debut álbum “Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral”, convidamos o E. O. AmraKing para falarmos à respeito do seu ótimo álbum que em poucos meses já está quase sold-out. A banda vem desde os anos 90 resistindo a algumas atribulações até que em enfim estabilizaram sua formação e nos presenteia com este trabalho muito bem produzido e que mostra uma banda que nos surpreenderá ainda mais.  Com sua música calcada no Death/Doom Metal e certas influências também vindas do melhor do Black metal a banda exibe um conhecimento absurdo do que faz, afinal são mais de vinte anos aprimorando seu som até chegar aqui com este resultado maravilhoso. O vocalista AmraKing nos conta também as dificuldades enfrentadas e como a banda sobrepujou todos os estorvos para continuar firme em seu propósito.

    Para os headbangers leitores que não conhecem o passado do Martyrdom a fundo, a banda iniciou-se em 1992 com o nome de Damnatory e a partir de 1996 mudou o seu nome para o que conhecemos hoje. Você poderia nos contar como foram esses anos iniciais?

    AmraKing – Hail MetalEvilBrother Éden Lozano!! Primeiro quero agradecer muito seu apoio e a oportunidade de expor nossas ideias para a versão on-line da Revista Roadie Crew. Os primeiros anos do que viria a ser o Martyrdom foram forjados através do Damnatory que seguia uma linha Death/Black Metal mais crua e direta, entretanto, com influências cadenciadas e sombrias que acabaram “seduzindo” o mentor na época Roosevelt “Tormento” Ramos a conduzir a composições seguindo mais essa linha obscura e melancólica (com peso e agressividade) o que acabou resultando na transição do Damnatory para o Martyrdom…

    1997 – Demo Rehearsal

    No ano seguinte a banda, 1997, a banda divulga sua primeira gravação, um Rehearsal contendo 3 músicas. Houve muita repercussão em torno deste material na época?

    AmraKing – Sim, com pouco mais de um ano, mas já com essa proposta sonora definida, o Martyrdom lançou seu primeiro material de divulgação que foi a demo em fita cassete (tape) “Rehearsal”. Na época foram gravadas 7 sons mas apenas 3 saíram na demo: “The True Inquisition”, “Land of Shadows” e “Just the Blackness”, a formação neste período contava com Gilson Wordam (Voz), Alberto Brito (guitarras e único membro presente até hoje), Marcelo “Paganus” Antunes (Baixo, atualmente músico/compositor do Aztlán), Roosevelt “Tormento” (Bateria) e Luciano “Black Vomit” (Teclados). Essa demo foi amplamente divulgada no underground inclusive fora do Brasil; sempre em minhas viagens alguém comenta ter essa tape e até me mostrar fotos, como também nas redes sociais alguém posta foto deste cassete, ou seja, a repercussão ainda reverbera nas galerias escuras e nos logradouros malditos do underground!!!

    Depois de quase 16 anos do lançamento da demo Rehearsal a banda já conta com você nos vocais, e trouxeram a demo “Subterrâneo Culto às Trevas” de 2013. Como foi a sua entrada na banda? E o que você nos fala à respeito desta demo que no meu ponto de vista trouxe um Martyrdom de volta à cena?

    2013 – Subterrâneo Culto às Trevas (Demo Live)

    AmraKing – Então, vou começar respondendo sobre minha entrada no Martyrdom; eu assumi os teclados e o backing-vocal no Martyrdom em meados 1998/1999 quando ainda estava sendo feita a divulgação da demo nos zines e veículos especializados na época, inclusive eu cheguei até a enviar cartas com releases e até a demo para zines. Quando resolvemos encerrar a divulgação desta demo e começar a planejar o lançamento de um single, um EP ou até um álbum (visto que já tínhamos repertório para tal) foi quando o Martyrdom passou por inúmeras mudanças na formação o que atrasou bastante na realização desses planos (claro que além desse motivo tivemos outros empecilhos). Mas após alguns anos resolvemos mudar a estrutura da formação original passando a ser uma tríade de almas, comigo nos vocais e baixo, Tormento (bateria) e Alberto Brito (guitarras), reescrevemos as canções antigas em português e passamos a compor as novas seguindo essa linha e continuamos nossos projetos; Em meados de 2005 resolvemos convidar nosso amigo/irmão G. Vurmun  para assumir a bateria, Tormento voltou a ser guitarrista e com isso voltamos a nos apresentar ao vivo. Após um determinado período sofremos mais uma mudança na formação com a saída de Tormento e a entrada de Tarcísio Medeiros (Baixo) já em meados de 2012, formação que um ano depois foi responsável pelo segundo material “Subterrâneo Culto às Trevas” uma demo ao vivo gravada na cidade de Cícero Dantas/BA. Esse material de fato nos trouxe de “volta a cena” porque foi através dele que voltamos a manter contato mais expressivo com fanzines e hellbrothers de outros cenários, antes esse contato era quase que totalmente restrito às nossas apresentações.

    Essa demo com certeza nos apresenta uma banda completamente reformulada, pois além de você assumir os vocais, também entraram o M. Vurmum na bateria e o Tarcísio Medeiros substituindo o Paganus no baixo. Com estes novos integrantes a banda conseguiu se firmar definitivamente? Qual a sua opinião sobre eles?

    AmraKing – Essa formação foi a que durou (e segue durando) mais tempo, conseguimos uma estabilidade e com isso nossos projetos começaram a tomar forma de uma maneira mais sólida, tanto que fizemos mais apresentações e os nossos lançamentos posteriores começaram a ser produzidos após esta estabilidade.

    2017 – Culto Primitivo à Morte (EP)

    Em 2017 tive uma grata surpresa, chegou em minhas mãos o EP “Culto Primitivo à Morte” e que também conta com mais uma guitarra de peso, o Márcio Vieira se junta à banda. Para esta realização a banda contou com três selos e o apoio da Putrid Design. Como surgiu a ideia dessa união?

    AmraKing – Após a estabilidade citada anteriormente começamos a idealizar a produção de novos lançamentos. Na pré-produção do nosso álbum surgiu o EP “Culto Primitivo à Morte” que foi lançado através de uma parceria com a Putrid Design, Sociedade dos Mortos e The MetalVox Recs & Distro; durante a produção deste material nós convidamos outro amigo/irmão de longas datas Marcio Vieira para compor o line-up assumindo uma das guitarras. A união com os selos foi bem natural assim como a parceria com o estúdio de conceitos gráficos Putrid Design, temos contato há vários anos e essa parceria já havia sido firmada há muito tempo também.

    Pra você, este EP foi o material que fez o mundo conhecer definitivamente o Martyrdom? Confesso que fiquei surpreso com os registros em vídeo que o EP trouxe como bônus…

    AmraKing – Quando finalizamos a pré-produção do álbum a canção “Culto Primitivo à Morte” estava com uma versão de estúdio pronta, inclusive com um lyric video também. Como já tínhamos registros ao vivo em vídeos e áudios não lançados em nenhum material resolvemos reunir esses materiais no EP e espalhamos na cena para dar uma prévia do nosso álbum aos amantes da sinfonia mórbida.

    2018 – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral (Full-lenght)

    Eis que em 2018 finalmente chega o debut “Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral”. Material muito bem produzido. A banda demorou mais de 20 anos para este acontecimento pudesse de tornar realidade, quais foram as maiores dificuldades que o impediu de vir antes?

    AmraKing – Pois é, o “Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral” precisou de duas décadas para enfim ser celebrado!!! Nesses vintes anos, vários obstáculos, alguns já citados como as mudanças de formação, ausência de estúdios especializados em nossa cidade Feira de Santana/BA (algo que felizmente já não é mais empecilho por ter bons estúdios aqui atualmente), falta de grana, de tempo e uma série de outros problemas foram responsáveis por esse “atraso”. Mas por incrível que pareça tem algo de positivo nisso, nós tivemos tempo suficiente para trabalhar cada arranjo, cada detalhe para que o trabalho fosse concluído bem próximo do que desejávamos, claro que sempre há um ou outro detalhe que após a conclusão deixa um desejo de ter feito diferente, mas posso afirmar com total segurança que o resultado final deste nosso álbum está muito próximo mesmo do que desejamos e planejamos em todos os seus detalhes.

    O Nordeste e em especial Feira de Santana anda nos surpreendendo com as ótimas bandas que estão na ativa e com belíssimos materiais. Como você vê a cena atual em Feira e no Brasil?

    AmraKing – O Nordeste Brasileiro em todos os seus Estados tem representantes foda de várias vertentes do Heavy Metal, até nem vou citar nomes para não esquecer de alguém e acabar sendo injusto, mas todos os HellBangers sabem de quem estou falando. A cena atual em Feira de Santana conta com ótimas bandas de várias vertentes do Heavy Metal – do Tradicional ao mais Extremo; temos uma produtora que também é selo e gravadora Dopesmoke Heavy Music Prods; o selo The MetalVox Recs & Distro que também é um excelente webzine, um canal no youtube que divulga bandas através de entrevistas e reviews MetalHeadsFSA e um público que tem crescido ultimamente nos eventos. Ampliando essa visão para o Brasil, vejo uma cena que passa por uma dificuldade, mas resiste com bandas sérias, produtores comprometidos e um público fiel e cabe a cada um de nós fazer sua parte para melhorarmos o que for possível e deixar que o tempo separe quem é sério e quem não é!!! Only Death is Real!!!!

    Foto por: Divulgação

    Me parece que a parceria entre a banda e a Putrid Design é muito promissora, afinal todo conceito gráfico ficou impecável, incluo também o EP. Você pode nos explicar o conceito por trás desta belíssima capa do debut?

    AmraKing – Quando nosso parceiro Claudio Santos (Putrid Design) ler essa entrevista tenho certeza que ficará emocionado com seus elogios!!! Mas eu aproveito para agradecer também esses elogios e dizer que quando algo é feito por quem realmente conhece a comunicação é muito mais fácil. Claudio além de ser um amigo de longas datas é MetalHead também há décadas, então quando eu comecei a descrever o conceito gráfico que eu gostaria de ver no álbum ele entendeu perfeitamente. Toda a arte foi criada para passar o conceito visual de nossa proposta ideológica que é baseada no Ocultismo e a visão da Morte através do conceito de Civilizações Antigas. Sendo mais específico nos detalhes gráficos, o álbum trás gravuras (algumas explícitas e outras “ocultas”) do artista, matemático e geógrafo alemão Sebastian Münster (1489 – 1552) inspirada na obra do historiador e naturalista romano Caio Plínio Segundo – Plínio O Velho (23 – 79), além de imagens fotográficas de um monumento funerário no monte Nemrut erguido pelo Rei Selêucida Antíoco I que tinha uma visão bem peculiar acerca da morte; algumas canções do disco explicam melhor detalhes desses conceitos em suas letras.

    Agora falando das letras que a meu ver são muito obscuras e introspectivas, quais as suas influências literárias para que suas músicas sejam escritas desta forma?

    AmraKing – Eu pesquiso muito história, gosto de alguns romancistas, filósofos, existencialistas e também místicos. Vou citar dois escritores que permeiam vários esconderijos de minha mente e que me inspiram em diversos momentos de minha vida: Edgar Allan Poe e Aloisio Resende.

    Tive acesso a este ótimo material através do amigo Jaime Amorim do The MetalVox. Como tem sido a experiencia de trabalhar com este nome respeitadíssimo em nossa cena? …com certeza um dos pioneiros na cena metálica nacional a acreditar e apoiar o underground com todas as forças…

    AmraKing – Jaime é um amigo irmão de longas datas, e desde então sempre apoia a cena de alguma forma; com zine, produzindo shows e lançando materiais oficiais de bandas. Há muito tempo que ele já havia firmado o compromisso comigo de não só participar do lançamento como nos ajudar em outras frentes para divulgar o trabalho, quero aproveitar o espaço para agradecer o apoio do selo The MetalVox Recs & Distro e reforçar que este é o caminho se quisermos ver nossa cena mais forte: apoiando de forma efetiva, ou seja, comparecendo a shows, adquirindo material de bandas, zines, enfim, dando nossa colaboração para manter sempre acesa a chama do Verdadeiro Heavy Metal Underground!!!

    Foto por: Divulgação

    Quanto aos outros selos que também participam deste trabalho como a Dopesmoke Heavy Music Productions, Headcrusher Produções e Sociedade dos Mortos, como está sendo essa parceria junto à vocês? E a divulgação está dentro do que vocês esperavam?

    Amraking – Essa parceria na verdade é uma verdadeira aliança!!! Somos muito próximos de todos que estão a frente destes selos/produtoras envolvidos com o lançamento/produção do álbum; Joilson Santos (Dopesmoke Heavy Music Prods) é um irmão também de muitos anos e já firmamos uma parceria para fazer parte em definitivo do cast da Dopesmoke HMP que vai ampliar sua linha de trabalho; Carlos Alberto (Headcrusher Prods) é outro amigo de muitos anos que inclusive já produziu eventos com nossa presença, na terceira edição do fudido JequiHell (dezembro de 2015) na cidade de Jequié e o Gleison Ribeiro (Sociedade dos Mortos) é o único que não conheço pessoalmente mas temos contato também há muitos anos e espero estar com ele em breve para finalmente resolvermos essa pendência!! Então a parceria com todos os envolvidos eu posso afirmar estar excelente assim como a divulgação do álbum que está espalhado Brasil e mundo afora – Para desespero daqueles que temem as Trevas!!!

    Por ser primeiro full vocês foram bem ousados em limitar a prensagem em 500 cópias. Vão manter-se firme nessa proposta ou estudarão uma futura reedição do CD? Pois com certeza será sold-out muito em breve.

    AmraKing – A princípio pensamos em ver como seria a aceitação da cena e também facilitar a distribuição dos envolvidos – menos cópias são mais rapidamente distribuídas. Também existe a possibilidade de lançarmos em outros formatos (sendo que já foi lançado oficialmente nas plataformas digitais), mas não descartamos uma re-prensagem no futuro que deve ser próximo porque as cópias deste álbum estão bem no fim.

    Quanto aos shows para divulgação deste primeiro material, como estão sendo?

    AmraKing – Fizemos duas apresentações em junho um dia 09/06 aqui em Feira de Santana e outra dia 16/06 em Salvador e foi muito foda ver a recepção do público com o repertório baseado nas canções do disco. Estamos agendando mais datas e novidades serão divulgadas em breve.

    Mudando um pouco de assunto, tenho visto seu programa chamado Metalheads FSA que vai ao ar através do Youtube e que conta um número muito expressivo em suas visualizações. Gosto muito de suas entrevistas e nos fale quando começou esse trabalho maravilhoso que você faz…

    AmraKing – Bom eu também mantenho (quando posso) um site com entrevistas, reviews, novidades que é o ThunderGod Zine (https://www.thundergodzine.com.br) e no final do ano passado eu pensei em fazer umas entrevistas em vídeo para esse site. Daí, convidei um grande amigo que trabalha com produção e edição de vídeos através da produtora Camguru Filmes o Alan Magalhães que topou na hora, mas ai pensei melhor em não vincular essas entrevistas “somente” ao ThunderGod Zine e só ao cenário de Feira de Santana como um todo entrevistando bandas daqui e que por ventura estiverem passando por aqui ou que tenham alguma história com a nossa cena, daí resolvemos criar o canal MetalHeadsFSA e fico muito feliz em saber que o canal está repercutindo bem na cena!!!

    Meu amigo E. O. AmraKing, muito obrigado pelo seu tempo dedicado a essa entrevista e conte sempre com o nosso apoio. Deixe seu recado final para os nossos leitores e também deixe seus contatos para as bandas que queiram participar do seu programa… Um forte abraço!!!

    AmraKing – Éden, irmão eu que agradeço a oportunidade, o espaço e toda sua atenção para a divulgação do nosso trabalho!! Muito obrigado mesmo!!!!!! Eu quero finalizar agradecendo também a todos que reservaram um pouco do seu tempo para acompanhar essa conversa e dizer que juntos seremos sempre mais fortes; vamos apoiar mais a nossa cena, comparecendo a eventos, adquirindo materiais de bandas undergrounds, zines, ou seja, colaborando como pudermos!!! Logo abaixo seguem nossos contatos (Martyrdom e MetalHeadsFSA) peço que divulguem aos seus contatos e espalhem a mensagem do Metal Negro da Morte entre os amantes das Artes Obscuras!!! Acompanhem também o canal MetalHeadsFSA e será um enorme prazer divulgar sua banda, eventos, enfim, ser mais uma ferramenta de divulgação do Heavy Metal Underground!!! Heavy Metal is the Law – Never Surrender!!

    Martyrdom:

    Bandcamp: https://martyrdom.bandcamp.com

    Facebook: https://facebook.com/martyrdomdeathmetal

    Instagram: https://instagram.com/martyrdomdeathmetal

    MetalHeadsFSA:

    Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCXNkpQ-GZYZZjT_8fMn6Xgg

    Abaixo segue o ótimo lyric video para a música “Culto Primitivo a Morte”: https://youtu.be/fjLcCOPBKL0
  • MALEFACTOR – Acabam de disponibilizar para os fãs o lyric Video de “The Styx River”

    Hoje dia 26 de Julho de 2018 foi lançado o Lyric Video da música “The Styx River”, faixa do seu mais recente álbum “Sixth Legion” que está tendo uma ótima repercussão no mundo inteiro. Confira aqui de primeira mão este Lyric Video muito bem produzido:

  • GROOVE METAL FEST – Aphorism, King Cobra e Malefactor

    GROOVE METAL FEST – Aphorism, King Cobra e Malefactor

    NOME DO EVENTO: Groove Metal Fest

    DATA DO EVENTO: 2018-07-28

    ATRAÇÕES: Aphorism, King Cobra e Malefactor

    ENDEREÇO DO EVENTO: Av. Almirante Marques de Leão, 351

    CIDADE: Salvador, Bahia, Brasil

    ESTADO: Bahia

    HORÁRIO: 22h

    LOCAL DO EVENTO: Groove Bar

    VALOR DO INGRESSO: R$20 no Sympla ou R$30 na porta

    SITE DE VENDA: https://www.sympla.com.br

    OBSERVAÇÕES: Groove Metal Fest: shows com Aphorism, King Cobra e Malefactor

    O Metal baiano invade a programação do décimo aniversário do Groove Bar neste sábado (28) em Salvador. As bandas: Aphorism (Death), King Cobra (Hard Rock) e Malefactor (Unholy Metal) serão as protagonistas da primeira edição do Groove Metal Fest.

    Lançando o sexto álbum (SIXTH LEGION) os metalheads da Malefactor retornam ao palco do Groove Bar com o show de divulgação do novo álbum, no repertório, novos e velhos hinos da vitoriosa carreira do grupo que já tem mais de 26 anos de estrada. Agora como quarteto a Malefactor é composta por: Lord Vlad; Danilo Coimbra; Jafet Amoêdo e Daniel Falcão.

    As bandas Aphorism e King Cobra completam o cast do Groove Metal Fest, mostrando o real objetivo do evento que é de contemplar vários estilos da cena metal, apoiando e apresentando bandas ao público Headbanguer soteropolitano.

    Em um clima cheio de energia e descontração, o Groove Bar convida todos os clientes para curtir e comemorar esses 10 anos com muita música, diversão e atitude!

    Serviço:
    Show: Groove Metal Fest
    Bandas: Aphorism (Death), King Cobra (Hard Rock) e Malefactor (Unholy Metal)
    Data: 28 de julho
    Horário de abertura da casa: 18h
    Horário previsto para início do show: 22h
    Classificação: 18 anos
    Vendas: Sympla e Groove Bar
    Valores: R$20 no Sympla ou R$30 na porta
    Endereço: Av. Almirante Marques de Leão, 351, Barra, Salvador – BA

  • DARCHITECT em São Paulo – Healing Tour 2018

    DARCHITECT em São Paulo – Healing Tour 2018

    NOME DO EVENTO: Darchitect em São Paulo – Healing Tour 2018

    DATA DO EVENTO: 09-08-2018

    ATRAÇÕES: Darchitect

    SITE/FACEBOOK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/231937347423030/

    ENDEREÇO DO EVENTO: Rua Riachuelo 328, 01007-000 São Paulo

    CIDADE: São Paulo

    ESTADO: São Paulo

    HORÁRIO: 19 horas

    LOCAL DO EVENTO: Centro Cultural Zapata

    VALOR DO INGRESSO: R$ 20

    OBSERVAÇÕES: Show especial para dar início à Healing Tour 2018 do Darchitect, promovendo o álbum Mechanical Healing (2017).

    Onde? Centro Cultural Zapata – Rua Riachuelo, 328 – Centro – São Paulo/SP
    Quando? Quinta-feira, 9 de agosto de 2018
    Que horas? 19h
    Quanto? R$ 20, ingressos na porta

  • LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    Esta é uma banda oriunda das profundezas das terras do sul que faz um Atmospheric Funeral Doom Metal majestoso e altamente suicida. Este trabalho trás ótimas melodias e uma melancolia absurda, totalmente recomendado ouvi-lo nos dias cinzentos e muito frios em um recinto onde você esteja sozinho. Com certeza toda carga depressiva e fúnebre tomarão conta do seu ser… Com suas músicas angustiantes, nos passa uma tristeza tão profunda que começamos a ouvir com uma certa adrenalina para saber o quem vem e ao decorrer deste maravilhoso trabalho nos pegamos meio que parados e envolvidos em nossos pensamentos mais soturnos. Isso mesmo um trabalho que te arrebata de verdade… ao acordarmos nos damos conta que os 55 minutos deste CD poderiam ter mais 55 minutos. Pois a sensação de estarmos no umbral de nossos pensamentos além de encantador nos deixa muito mais introspectivos. “Prelude To Inexistence” é faixa de abertura deste CD que na verdade é um preludio para os os quatro atos de sofrimento que vem a seguir, uma belíssima execução de piano nos melhores moldes do estilo. “Act-I Solemn Will To Prevail”,  é o primeiro ato, começa com uma belíssima incursão dos teclados aliados a uns dedilhados nas seis cordas que… logo é tomada por um peso abismal. Depois de tudo que descrevi acima entram vocais femininos muito bem colocados… que logo vem vocais ultra guturais. Poderia ficar aqui comentando infinitamente essa música. “Act-II Aetherial Streams”, teclados frios em meio as guitarras absurdamente pesadas que compõem um clima tétrico. Sim, essa banda é para os amantes do limbo… para os apreciadores de florestas negras com densas camadas de neblinas congelantes. Pois essas também são as sensações que tenho ao ouvir este material. Este artefato misantrópico foi lançado pelos selos Nuktemeron Productions (selo tradicional no estilo), The MetalVox Recs & Distro, Odicelaf Recs e Eclipsys Lunarys Productions. Espero muito que a união destes selos nos traga o segundo Opus desta majestosa banda em breve.

    MÚSICA PARA ALMAS DOENTIAS!!!
  • METAL DA MORTE FEST

    METAL DA MORTE FEST

    NOME DO EVENTO: Metal da Morte Fest DATA DO EVENTO: 25-08-2018 ATRAÇÕES: Funeratus, Pentacrostic, Genocídio, Chaoslace e Havok 666 ENDEREÇO DO EVENTO: Av. Maria Campos, 706 CIDADE: Osasco ESTADO: SP HORÁRIO: 20hs LOCAL DO EVENTO: Mineiro Rock Bar VALOR DO INGRESSO: R$ 20,00

    OBSERVAÇÕES: Evento idealizado pela Underground SP produções, que dessa vez traz, 05 bandas do Death, das mais clássicas como o PENTACROSTIC, tocando seus maiores clássicos, o GENOCÍDIO que divulga seu novo trabalho, “Under Heaven None”, o FUNERATUS, que está em aquecimento de sua futura turnê em divulgação, de seu mais novo, aclamado “Accept the Death” que já pode ser considerado um dos melhores da carreira e um dos melhores álbuns de 2018. E as novas promessas do Metal Extremo, CHAOSLACE divulgando seu primeiro Full “Inhumane Terror Cult” e o HAVOK 666 e seu segundo álbum, “Sodomized by Divine Order”.

    O Mineiro Rock Bar, fica aproximadamente, há 05 minutos da estação de trem de Osasco.

  • OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    Quintessence é o décimo trabalho oficial desta horda brasileira que está na ativa desde 1994 e que sempre nos  trouxeram trabalhos memoráveis. Este opus forjado nas trevas nos trás um Ocultan com uma sonoridade única, um trabalho que posso dizer que definitivamente é um dos melhores de sua carreira. As guitarras cruéis e cortantes da Lady Of Blood exibem uma guitarrista talentosíssima com muita vontade de sempre estar fazendo o melhor. E ouvindo este trabalho percebemos que os vocais do grande Count Imperium além de estarem muito bem encaixados, o mesmo realmente é um demônio em sua função, ele consegue nos passar através de suas vociferações o extremo ódio em um clima tão maldito que nos demonstra que este material não foi feito para os fracos. A tambores que marcam os passos desta marcha bélica fica a cargo do Mephisto Luciferius, neste trabalho ele nos impressiona com sua técnica e todo seu conhecimento assumindo as baquetas da banda. Os bumbos duplos deste ser infernal é um show à parte, se você ainda não ouviu este trabalho… ouça! O baixo também é muito marcante nesta obra, o Kazoth Bey entrou na banda pra realmente deixar a sua marca. O poderoso Ocultan não chegou até aqui em sua magnifica carreira atoa, não mesmo, e este trabalho chamado Quintessence é prova que a banda ainda tem muito, muito mais logos anos de vida pela frente. O Black Metal nacional com certeza tem que se sentir muito honrado por ter em seu cast essa horda realmente comprometida com cena e com o propósito do Metal Negro Underground. O CD já começa com uma “Intro” ritualística e muito perturbadora, emanando uma energia diabólica anunciando o culto que está por vir. A faixa “Kalima” vem cheia de climas que vão desde as frias guitarras rasgantes em meio aos blastbeats que se alternam entre melodias impregnantes, numa sonoridade que fascina e ao final nos deixa com mais vontade do que vem após… e falando nisso a música “Dragão Negro” é um hino cantado em português com sua música e letras muito fortes “Deus da Vingança, Queime a semente da vida, Queime aqueles que não nasceram do fogo…” Este é realmente um trabalho primoroso, cheio de climas e passagens muito cativantes e que definitivamente coloca este trabalho na minha seleta lista de álbuns favoritos. E para finalizar, venho lhes apresentar “Set – Typhon”, que sem dúvida é uma música que mais me chamou atenção e me fez ouvi-la repetidas vezes. Uma música completamente envolvente e gélida. Com suas passagens que nos remente às origens do estilo. Este realmente é um trabalho feito com muita dedicação e amor ao Metal Negro. E também destaco aqui a luxuosa produção deste CD que veio em um digipack muito bem elaborado com 3 belíssimos painéis e um livreto contendo todas as letras e informações, o Wilton M. Christiano criador do tradicional selo Heavy Metal Rock está de parabéns por nos presentear com esta parceria junto ao Ocultan materializando este ótimo trabalho. Longa vida aos guerreiros do Ocultan!!!!

  • MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    “Tudo que vemos ou acreditamos ver, nada mais é que um sonho dentro de um sonho” (Edgar Allan Poe)

    Ao estarmos com o CD em mãos nos deparamos com uma belíssima capa, assim como todo conceito gráfico de altíssima qualidade que já nos chamou atenção de modo muito positivo. Afinal foi feito pela Putrid Design que mais uma vez realizou um trabalho impecável.

    Com mais de vinte anos de existência e resistência, oriunda de Feira de Santana, cidade que é muito conhecida por ter bandas importantíssimas na cena brasileira. O Martyrdom vem junto aos seus aliados lançar uma obra de uma essência negra de tal forma que ao contemplarmos sentimos uma fria plaga tomar conta de todo ambiente, seus hinos de profanação, guerra e necromancia são proferidos em português, não esquecendo que também está nítido uma veia poética. Gravado em Feira de Santana, este álbum foi Mixado e Masterizado pelo renomado Jera Cravo em Montreal/Canadá. Sua qualidade sonora da gravação e também da execução de seus músicos nos apresenta uma banda com a certeza de ter acertado em cheio no lançamento deste artefato. Um CD que com certeza é um item obrigatório nos covis dos headbangers brasileiros. Falando das músicas deste CD, o mais difícil é ter que eleger algumas para comentar já que elas se completam e fazem uma sequencia perfeita. E depois de contemplarmos a belíssima parte gráfica deste CD como mencionado acima, hora de contemplar os hinos aqui presentes… A intro “Sic Luceat Lux Nosce Te Ipsum” com sua veia clássica e ao mesmo tempo caótica e nos anuncia de forma sutil o que vem a seguir. Em seguida esta obra nos trás “Culto Primitivo à Morte” uma música que o instrumental permeia entre o Death Metal e principalmente o Black Metal em suas partes mais rápidas, as melodias doentias combinam perfeitamente com suas letras de total adoração à morte. A música “Aeternum Tenebrarum” acredito que seja a música que instrumentalmente falando tenha sua veia mais pro Black Metal, mais que logo nos arrebata com partes cadenciadas e muito bem elaboradas. A faixa “A Verdadeira Inquisição” é uma música muito fria em sua essência, nos trás o lado sombrio e melancólico da banda em um Death Doom Metal que nos arrebata completamente. Ao decorrer este trabalho nos mostra que o Martyrdom não é uma banda óbvia, pois não é mesmo. Este trabalho nos mostra uma banda que exibe de forma imponente toda sua experiencia adquirida dos seus mais de 20 anos de carreira.

  • AZTLÁN  – Death Metal influenciado pela cultura Mesoamericana…

    AZTLÁN – Death Metal influenciado pela cultura Mesoamericana…

    O Aztlán acabou de lançar seu single nas plataformas digitais e dentro pouquíssimo tempo a banda vem conquistando muitos admiradores ao redor do mundo, com seu ótimo Death Metal muito bem feito nos traz um novo conceito lírico muito bem construído e posso dizer, muito bem estudado. O single “Blood Offering” é realmente um trabalho impressionante. Para nos falar mais à respeito convidamos o seu fundador Marcello Paganus Antunes, dotado de muita segurança e conhecimento o mesmo nos mostra que para ter uma ótima banda no estilo é preciso ir muito além da música…

    Marcello Paganus Antunes, Foto por: Divulgação

    O Aztlán foi fundado com uma temática lírica muito diferenciada. A ideia de fundar o Aztlán já vem desde as épocas que você pertencia a outras bandas? Conte-nos como essa ideia surgiu…

    Marcello Paganus Antunes – Saudações a todos os que leem essa entrevista e a você, Éden, pela oportunidade dada em expor meu trabalho. Bem, a história do Aztlán foi iniciada há muitos anos atrás, quando eu ainda era vocal/baixo da banda Martyrdom, de Feira de Santana-BA. Para quem não me conhece, iniciei na banda no final de 1996 ocupando a função de baixista, entretanto, o tempo foi passando e fui me envolvendo ativamente no processo de composição da banda, inclusive assumindo também os vocais a partir do final do ano de 1998. Algumas das composições dessa época que ficaram registradas em gravações caseiras ou mesmo dentro da minha mente fazem parte do Aztlán hoje. E sim, a banda possui uma temática lírica bastante diferenciada. Estudo o universo da cultura dos Astecas há mais de 20 anos. Sou Economista, mas um historiador frustrado (hahahahaha), fascinado principalmente pela história americana, mais precisamente a Mesoamérica. Escolhi a cultura Asteca por alguns motivos. Primeiramente por ter sido uma cultura bélica, dominadora e ao mesmo tempo avançada e extremamente organizada, tendo uma das maiores cidades-estado do período medieval – Tenochtitlán, atual Cidade do México D.F. Só isso já torna tudo grandioso. Além disso, os seus ritos envolvem, imolação, oferendas de sangue, sacrifícios humanos e rituais antropofágicos de maneira genuína, dando uma ilustração bastante congruente com o conceito do Death Metal. Por fim, a luta dos Astecas contra a invasão catastrófica do cristianismo trazido por Hernán Cortez é um grande exemplo de resistência e inspiração a todos os povos latino-americanos que sofreram com a pilhagem de ouro e com a colonização brutal e desumana promovida pelos países europeus à época. O tema é algo tão forte para mim que dei à banda o nome Aztlán, que se refere à terra lendária ancestral dos antigos povos Nahuas, que deram origem ao povo Asteca (povo de Aztlán).

    A temática lírica é algo inédito no Brasil. Como surgiu essa paixão pela cultura mesoamericana?

    Marcello Paganus Antunes – Bem, como surgiu é algo estranho até para mim hahahaha. Quando era adolescente sempre tive uma orientação maior para a área de ciências humanas e da natureza. Geografia Política e História eram as matérias favoritas. O que tornou tudo interessante realmente foi começar a refletir sobre certas questões, como nossas raízes latino-americanas, os processos de colonização e seus impactos na nossa cultura atual. Incas, Astecas, Maias, tribos nativas norte-americanas, tribos brasileiras de diversas etnias. O que todos têm em comum e quais são suas conexões? Esse foi o processo inicial. Não sei o porque, mas em relação à mesoamérica, a paixão veio naturalmente. Sou fascinado pelo México pois assim como o Brasil, também é um caldeirão cultural e quando vemos de fora, conseguimos entender as marcas profundas do choque de dois mundos distintos (falando do processo de colonização). Sobre a escolha da temática, talvez seja inédita pelo fato de entrar no mundo asteca a fundo, considerando que as culturas politeístas são um prato cheio para se compor letras infinitamente, assim como muitas bandas falam sobre Sumérios, Egípcios, Celtas/Druidas. Mas posso ressaltar que há admiráveis bandas no Brasil que expõem a cultura meso e sulamericana em seus trabalhos como Miasthenia e Mythological Cold Towers.

    Single “Blood Offering” 2018

    Soube que houve uma visita sua ao México, como foi a experiencia de estar lá? Qual a reação dos mexicanos ao saberem do seu total interesse pela cultura asteca e levar todo seu conhecimento a respeito para sua música?

    Marcello Paganus Antunes – Sim! Estive lá em 2012 (no ano do fim do mundo Maia, como dizem hahaha), na região Sul do país, que foi território do grandioso povo Maia. Infelizmente não tive tanto tempo para desbravar o país como gostaria, mas foi algo indescritível. Lugares como Chichen Itzá e Tulum são de arrepiar e te levam a um passado glorioso em questão de minutos. O povo Maia se estabeleceu lá há muito tempo e foi extremamente avançado, com escrita, astronomia, matemática, arquitetura e arte. Imaginem que acompanhavam os astros como ninguém e muito tempo depois queimavam pessoas na Europa medieval por dizerem que a terra não era plana! E tem gente voltando a acreditar nisso! Hahahahah. Bem, voltando… Fiz alguns contatos por lá e os tenho até hoje. Após ouvir o meu trabalho, algumas pessoas do México têm demonstrado bastante respeito, pois sabem que é feito com base em pesquisa e com grande paixão. Já ouvi agradecimentos, inclusive, por propagar a cultura do antigo México. Espero tocar para os headbangers de lá algum dia.

    Precisamente em março de 2018 o Aztlán nos traz o seu primeiro registro, o ótimo single “Blood Offering”. Como está sendo a receptividade por parte do público?

    Marcello Paganus Antunes – Tem sido excelente, embora “Blood Offering” represente apenas o início dessa jornada. Como componho/executo e promovo sozinho, o processo se torna um pouco mais lento, principalmente quando falamos de lançamentos oficiais. Tive a intenção e o cuidado de lançar esse primeiro registro com um video lyric bastante contextualizado e impactante. Porém, apesar de ter um contexto mais aprofundado, quero que as pessoas curtam o tipo de Death Metal que eu faço e realmente, estou muito satisfeito com essa receptividade.

    Quando ouvi a música que leva o mesmo titulo do single, um excelente Death Metal muito bem executado que foi uma combinação perfeita para o conteúdo lírico. O que você me diz a respeito?

    Marcello Paganus Antunes – ,,/ Obrigado! Na verdade, Aztlán tem algumas peculiaridades que aparecerão nos próximos registros. Faço Death Metal baseado em escolas antigas alternando os vocais, com dois tipos de guturais, além do vocal rasgado e cantado, sendo que cada um deles é utilizado de acordo com o clima que quero passar em determinado momento. Blood Offering descreve um ritual de sacrifício Asteca chamado Guerra Florida, na qual um cativo é amarrado em uma pedra e obrigado a lutar contra os melhores guerreiros utilizando um macuahuitl, que é uma arma poderosíssima com lâminas de obsidiana. Ao longo da música, narro reflexões da visão asteca sobre vida e morte, a captura, a luta e no final o sacrifício do guerreiro, que tem seu coração oferecido a Huitzilopochtli, um dos principais deuses do panteão asteca. Como sou um cara chato (hahaha), cuido para que as letras tenham essa combinação com os riffs, vocais e o próprio momento da história contada, justamente para que o ouvinte viaje junto, dando um tom épico para o trabalho. O toque final, que é uma marca de quase todas as músicas é a utilização do Nahuatl (língua asteca), tanto em forma de poemas, como o trecho em Blood Offering, como através de evocações de deuses e chamados para a guerra contra os invasores.

    Também notei fortes influencias do heavy Metal Tradicional e também Black Metal…

    Marcello Paganus Antunes – Claro. Sem o heavy metal tradicional Aztlán não existiria, apesar de que minha maior influência vem do metal extremo. Sou headbanger que faz música para headbanger. Quando componho, minha mente viaja como ouvinte. Imagino cada riff sendo gravado ou tocado ao vivo. Procuro expor todas as minhas influências na música, porém, sempre com a característica do Death Metal mais cadenciado. A sonoridade do Black Metal sempre me fascinou desde os anos 90, tanto com as bandas precursoras, como as que inovaram dentro do estilo. De qualquer forma, acredito que uma das principais características do Aztlán é unir muitos desses subgêneros do metal em cada música. É por isso também que as linhas de vocal variam tanto. Há sons em que eu canto em riffs Death Metal e faço vocais guturais em riffs mais heavy metal, também oferecendo o inesperado.

    Quais as suas principais influências musicais?

    Marcello Paganus Antunes – Se fosse listar aqui você estaria perdido (hahaahhaah). Tenho bastante influência do King Diamond, Mercyful fate, Judas Priest, Bathory em sua fase mais épica, Entombed, Paradise Lost, Dissection, Emperor e bandas como Samael, Rotting Christ e Septicflesh do início da carreira e, é claro Black Sabbath (BS Uber alles). Já como fã, sou um doente por Jethro Tull, Iron Maiden, Paradise Lost, Death, Obituary, Slayer, Testament, Bolt Thrower, Brujeria, Napalm Death. Chega!!! hahahaha

    Voltando a falar deste ótimo single, como está sendo a divulgação?

    Marcello Paganus Antunes – Tem sido feita de maneira totalmente independente e em meios digitais. Sou aquele cara que parou no tempo, na época em que mandava e recebia centenas e centenas de cartas por semana para divulgar a banda e expor meus propósitos. Contudo, está sendo incrível entender e utilizar as redes sociais como ferramenta de divulgação. Sei que o formato físico será necessário (eu mesmo consumo muito CD, LP), mas vivemos numa época em que a informação viaja em alta velocidade no mundo todo. Aztlán tem alcançado pessoas em praticamente todos os estados do país e em diversos lugares no mundo. O single está disponível nas seguintes plataformas digitais: Spotify, Deezer, Google Play, Soundcloud, Napster, iTunes e no YouTube através do video lyric. Temos também nossas páginas no Instagram, Facebook e Bandcamp (disponível para compra online).

    Compilação “Darkness Sets In VOL.2”

    Não houve proposta para o seu lançamento em formato físico?

    Marcello Paganus Antunes – Tenho bons contatos até hoje no que se refere a selos e distros, mas não achei viável lançar um single em formato físico, sendo o primeiro registro profissional do Aztlán. Na minha opinião, o single físico funciona para quem já possui material lançado e um público mais consolidado, o que não é meu caso. Além disso, se lançasse fisicamente sem ser através de prensagem de fábrica, teria uma equivalência de ‘demo’, coisa que eu não teria intenção de fazer. Talvez lance um EP ainda esse ano ou ‘de cara’, o ‘debut’. Vamos trabalhar! O que posso adiantar e que já foi anunciado nas redes sociais é que Blood Offering fará parte do volume 2 da coletânea Darkness Sets In, da Black Order Productions, do irmão Lord Vlad (Malefactor). Na verdade, serão lançados simultaneamente os volumes 2 e 3 e contam com 22 excelentes bandas do metal baiano.

    Vi que neste trabalho houve a participação de outros excelentes músicos, Fabio Maka na guitarra e o renomado Louis (Drearylands e The Cross) na bateria. Você como único membro oficial já pensou em efetivá-los como membros oficiais?

    Marcello Paganus Antunes – De fato, o que posso dizer é que são grandes amigos e músicos extremamente gabaritados. Fábio Maka é muito conhecido dentro e fora da Bahia pelo alto nível técnico e pela identidade peculiar do seu trabalho com a guitarra. Além disso possui uma escola de música dedicada não somente à guitarra, mas também outros instrumentos e técnica vocal. Com esse cartão de visitas, podemos imaginar que a agenda dele é bem cheia hahahaha. Louis não apenas está tocando a bateria do Aztlán. Ele também está produzindo o meu trabalho, gravando, mixando e masterizando no estúdio ‘Den Studio’. E isso é muito bom para a cena metal de Salvador, pois ele também vem se destacando na produção de bandas como Drearylands, The Cross, Augustus, etc. Tenho gostado muito de trabalhar com ele e espero poder contar com ele em todas essas atividades. Fábio Maka criou e executou um solo insano para Blood Offering e além dele, haverá outras participações especiais em músicas da banda, enquanto não crio uma formação fixa.

    Vão haver possibilidades do Aztlán para apresentações ao vivo?

    Marcello Paganus Antunes – A resposta é SIM, em letras garrafais! Vontade eu tenho. Como disse anteriormente, componho pensando sempre como se estivesse no palco. Não acho que seria justo fazer um trabalho de qualidade sem poder executar ao vivo. Minha última apresentação foi em 2005 com a Deformity BR aqui em Salvador. Imagine a fome de shows do rapaz ahahaha! Tenho hoje o desafio de criar uma banda fixa com dois guitarristas e um baterista, pois sempre fiz baixo/vocal. A partir daí é ensaiar e poder bater cabeça com os irmãos do metal.

    Você é um multi-instrumentista, músico de um conhecimento soberbo. Neste single você além de fazer os vocais, tocou guitarra, baixo e flauta. Sua vida na música já vem desde muito cedo? Quais outros instrumentos você também toca?

    Marcello Paganus Antunes – Soberbo? Eu? Hahah. Éden, me considero mediano em quase todos os instrumentos que você citou. Acredito que o diferencial seja a aptidão para compor. Conheço músicos extraordinários que não compõem. Tive uma infância rica em termos de música. Meu pai comprava tudo o que era lançado em LP (de bom ou ruim hehehe). Lembro que minha irmã ganhou um violão do meu pai em 1990. Ela aprendia cifras enquanto eu me interessava mais em tirar músicas de ouvido ou explorar as cordas mais graves. Cinco anos depois comprei um baixo Giannini Sonic junto com um grande amigo, mas eu já era um metalhead e ficava tirando músicas de LP’s do Metallica e do Black Sabath. Ele percebeu que não iria a lugar algum e acabou me deixando com o instrumento. Isso foi o princípio. Aprendi guitarra quando estava no Martyrdom, para cobrir as ausências do guitarrista Alberto Britto (hahahaha. Ele vai ler isso e vai me matar!) e comecei a me interessar em compor riffs e fraseados. Toco flauta desde 1997 e também criei alguns arranjos para o Martyrdom nos teclados até a entrada de Elimar na banda. Acho que já tinha isso com a música. É mais percepção do que técnica no meu caso.

    Na sua carreira você teve a experiência de tocar em bandas de diferentes estilos dentro do Metal Extremo, como Martyrdom, Deformity BR e também teve uma passagem muito importante dando um grande suporte ao Malefactor. Como você vê todas essas experiencias de sua passagem e contribuição para estas bandas?

    Marcello Paganus Antunes – Uma coisa é certa: devo tudo a esses caras. Aos atuais e aos ex-membros de todas essas três bandas. Quando entrei no Martyrdom, tínhamos muitas influências de Samael antigo e do Black Metal mais cru e sujo, embora depois eu tenha incluído minhas influências do Black Metal grego. Pouco depois entrei no Deformity BR, o que foi um choque para mim, pois nunca havia tocado Brutal Death Metal antes e a exigência técnica era bem maior, principalmente pelo fato de o ‘beat’ acelerado das músicas demandar maior precisão. Nunca me envolvi no processo de composição da Deformity BR, mas adorava tocar as músicas, principalmente ao vivo. É destruidor! Enfim, foram duas contribuições diferentes para mim como músico. Quanto ao Malefactor, tenho amizade com o Lord Vlad desde 1997 e em pouco tempo conheci o restante da banda. Em 2001 pintou a oportunidade de ser ‘session’ na primeira tour da banda na Europa (The Darkest Tour), na época do lançamento do segundo álbum da banda, The Darkest Throne e sou grato até hoje, pois aprendi muito como músico e como pessoa. Estar na estrada aos 20 anos rodando por seis países da Europa, fazendo contatos valiosos que tenho ainda hoje também não tem preço. Foi uma passagem curta, mas um grande aprendizado.

    O Aztlán, como já dissemos, lançou “Blood Offering” em 2018 que ao ouvir já nos perguntamos…. Quando teremos em mãos o Debut Álbum? Pode nos falar se já está trabalhando nisso?

    Marcello Paganus Antunes – Com certeza. Apesar de ter divulgado apenas o single nesse momento, estou gravando um álbum completo, que terá entre oito ou nove músicas, todas compostas, necessitando apenas daquela lapidada que fazemos em estúdio mesmo. O álbum está sendo produzido por Louis (Den Studio) e contará com mais participações especiais de irmãos da cena metálica baiana. Em termos financeiros e de disponibilidade estou sozinho, então o processo é um pouco mais devagar, gravando uma música por vez, com todos os elementos que julgo necessários para poder lançar um material de qualidade. Estava programando para esse segundo semestre, mas houve problemas de força maior que causaram um adiamento, mas posso garantir com segurança que o debut será lançado oficialmente.

    Vou te fazer uma pergunta que é frequente nas entrevistas que faço aqui. Qual a sua opinião a respeito da cena underground atual?

    Marcello Paganus Antunes – Boa pergunta, Éden. Estamos passando por um momento delicado e gradativo, que está se manifestando como uma doença degenerativa na cena. Digo isso, pois há um crescente esvaziamento dos shows, redução no consumo da mídia física, material promocional e um baixo índice de renovação de público. Em Salvador, por exemplo, mesmo incluindo banda gringa como headliner, tenho visto shows com menos de 100 pagantes e normalmente são as mesmas caras que sempre estão nos shows de 10, 15, 20 anos atrás. A questão é que em algum momento houve mais público. E esse mesmo público se renovava com maior intensidade. Sou de Feira de Santana, cidade que fica a 100km de Salvador. Lembro que saíam caravanas para os shows entre essas cidades e para outras cidades do interior da Bahia. O processo gerado com a velocidade da informação com o advento da internet faz com que um garoto assista ao vivo um festival como o Wacken sem precisar sair de casa. Antes nos reuníamos em grupos grandes pra ouvir um LP lançamento na casa de algum amigo e batíamos cabeça e bebíamos até de madrugada. E hoje tudo é descartável. As bandas lançam discos ao mesmo tempo, baixamos tudo, ouvimos tudo ao mesmo tempo e esperamos o próximo lançamento em questão de semanas. Em 2005 fiz um trabalho acadêmico de conclusão de curso sobre os impactos econômicos da pirataria em mp3 no mercado fonográfico brasileiro. Eu já falava sobre processo de vendas online e plataformas digitais pagas, além da redução de preços das mídias físicas como atenuante. O que eu não previa era que a nova geração com consumo totalmente digital seria tão afetada no meio Heavy Metal. O que deixa isso em evidência é o fato de que nosso meio exige frequência em shows, aquisição de materiais de bandas underground, divulgação em zines, etc. Tudo isso faz parte do pacote e é o que diferencia uma pessoa que curte metal em um verdadeiro Metalhead. Temos um grande público ouvinte, mas não atuante. E, sinceramente, Éden, ainda ponho mais um ingrediente na receita. Há alguns anos atrás, um carinha adolescente não podia ir a um show que aparecia gente pra tomar camisa e dar porrada dizendo “você não é real”. Sempre achei isso uma atitude babaca que afastou muitos guris que tinham potencial na cena. Desde os anos 90 eu conheci um negócio chamado radicalismo consciente. Separar o joio do trigo. Mas isso pra mim quer dizer: isolem quem faz mal à cena, principalmente os rip-offs, os produtores escrotos, ladrões e afins infiltrados no metal. Gente mau caráter. Não aquele guri que em 1999 ia pra show undergound com camisa do Pantera ou do Metallica ou ousava se vestir de Darkthrone ou Mayhem. Se fosse falar o que penso aqui, viraria um livro hahaha. De qualquer forma, precisamos sempre discutir essas questões se quisermos continuar com a cena viva e renovada. Registro aqui um importante evento recente ocorrido em Feira de Santana-BA, que foi uma mesa redonda chamada Metal em Pauta, na qual participaram nomes bastante atuantes na cena metálica baiana, debatendo sobre o futuro do cenário underground de nosso Estado. São atitudes como essa que criam conexões, troca de experiências e fortalecimento na cena. Aos que leem essa entrevista, divulguem as bandas, vão aos shows underground, comprem os zines, as demos, os CDs. Incentivem aquele guri que vocês conhecem, seja apresentando materiais de bandas, seja incluindo nas redes sociais e convidando a conhecer o circuito de shows de sua região. Precisamos da cena metal e ela precisa muito de cada um de nós.

    Meu amigo de longas datas Marcello “Paganus” Antunes, estou muito grato por você disponibilizar o tempo para esta entrevista, a Roadie Crew sempre estará atenta aos passos do Aztlán e conte sempre conosco… Mixpantzinco!!!

    Marcello Paganus Antunes – Eu que tenho de agradecer pela grande oportunidade, Éden. O Aztlán é um trabalho de longa maturação e os frutos estão aparecendo agora. Espero que em breve todos possam bater muita cabeça com hinos de guerra e sacrifício. Convido a todos para seguir meu trabalho em www.facebook.com/aztlanalive e www.instagram.com/aztlanalive e poder acompanhar “La saga del Pueblo Mexica”! Ahmiquizmauhqui noyaz! Sem medo da morte eu irei! Saudações a todos!

    Abaixo segue o lyric video de “Blood Offering”, assista e curta este ótimo trabalho do Aztlán:
  • ERASY – Lançará no dia 31 de agosto o 7″EP “Under The Moonlight”

    ERASY – Lançará no dia 31 de agosto o 7″EP “Under The Moonlight”

    Os Doom Metalers do Erasy lançarão oficialmente no dia 31 de Agosto o seu mais novo trabalho chamado “Under The Moonlight” que virá em um belíssimo 7”EP. Para realização deste trabalho a banda assinou com o selo norte americano Doom Stew Records.

    Este 7”EP trarão 2 músicas inéditas e muito bem produzidas, a bela capa foi feito pelo excelente artista gráfico Hugo Silva (Abecrombie INK.).

    Pra quem tiver interesse em adquirir este artefato entre em contato com a banda através do facebook, a pré-venda já está disponível. Corra pois serão apenas 200 cópias para todo território nacional. E para quem quiser conhecer mais trabalhos gráficos do artista Hugo Silva visite o Instagram através do link abaixo.

    Para adquirir este 7″EP entre em contato com banda através deste link:  https://www.facebook.com/erasybr/ E visite também o instagram do artista gráfico Hugo Silva (Abecrombie INK.): https://www.instagram.com/abacrombieink/ Confira a entrevista que fizemos com a Erasy: Clique Aqui