O baixista David Ellefson voltou a comentar a eventual possibilidade de integrar a turnê de despedida do Megadeth. Em recente visita à Argentina, em entrevista à rádio UnDinamo – La Última Radio De Rock, o músico afirmou que estaria disponível para participar de uma última série de shows ao lado de ex-integrantes da banda.
Questionado sobre um possível reencontro, Ellefson foi direto: “Eu sempre disse que estou disponível para isso. E faria, porque acredito que qualquer razão para eu não estar lá agora não tem fundamento. Não é verdadeira e é injusta, porque claramente não há nada errado.”
O baixista também declarou que espera que eventuais mágoas sejam superadas. “Eu esperaria e até rezaria a Deus para que qualquer mal-entendido, qualquer amargura fosse removida, que isso de alguma forma se dissipasse.”
Ao refletir sobre a trajetória do grupo, Ellefson destacou a importância dos fãs para a continuidade de uma carreira. Segundo ele, a relação entre banda e público envolve compromisso e gratidão. “Você faz seu primeiro disco e não tem fãs. Depois começam a surgir pessoas dizendo: ‘Ei, nos deem mais’. Então você faz o segundo álbum… e nesse ponto você tem a obrigação de ouvir seus fãs.”
Ele ponderou, no entanto, que isso não significa repetir fórmulas antigas. “Você não precisa fazer tudo o que dizem, como ‘faça Rust In Peace Parte II’”, comentou, diferenciando o processo de gravação do momento ao vivo. “Fazer álbuns é a indústria da música; tocar ao vivo é o show business. São coisas distintas que se encontram. E os fãs são a razão de você chegar ao segundo disco e além.”
Como exemplo, citou sua atual turnê sul-americana “Basstory”: “Se não houver ninguém para ouvir a história, estou apenas sentado num banco sozinho.”
Ellefson mencionou ainda as participações de Marty Friedman com o Megadeth em 2023 como prova de que reencontros são possíveis. Para ele, a presença do guitarrista demonstrou boa vontade. “O Marty voltar para tocar alguns shows mostrou a disposição dele, e achei isso ótimo.”
Sem falar por outros integrantes, o baixista sugeriu que fatores externos podem influenciar decisões. “Se fosse só eu e o Dave (Mustaine) sentados aqui, tenho certeza de que estaria tudo bem. Mas há muitas pessoas com influência, e isso pode complicar.”
Por fim, ele afirmou esperar que o clamor do público tenha peso em uma eventual decisão: “Minha esperança é que a voz dos fãs fique mais alta do que qualquer outra que possa dividir isso.”
Do outro lado, Dave Mustaine sinalizou recentemente que uma reunião ampla pode não acontecer. Em entrevista à revista Guitar World, o vocalista e guitarrista comentou o tema ao ser questionado sobre a turnê de despedida. “Já fizemos isso com o Marty. E, olhando para as outras pessoas com quem tocamos… são muitas. Seria um grande empreendimento. Não acho que eu queira fazer isso.”
Mustaine acrescentou que prefere manter o foco na formação atual. “Prefiro continuar fazendo o que estamos fazendo e deixar que os fãs vivenciem a música do Megadeth e fiquem felizes com isso. Não é ‘Show de marionetes do Megadeth’.”
