Em entrevista à edição nº 288 da revista Roadie Crew, o guitarrista Michael Amott, do Arch Enemy, falou sobre o novo álbum Blood Dynasty e relembrou qual foi o momento mais desafiador da história da banda. Em conversa com o jornalista Daniel Dutra, o músico apontou a troca de vocalista, no início dos anos 2000, como a experiência mais arriscada que o grupo já enfrentou.
“Trocar de vocalista. Quando mudamos pela primeira vez, com a entrada da Angela (Gossow) em 2000, não havia um modelo, entende o que quero dizer? Não havia uma fórmula para ‘banda de metal extremo com vocalista mulher’, não sabíamos se iria funcionar, e hoje todo mundo adora. Creio que fomos uma das primeiras bandas do estilo a chegar a esse nível, porque havia o Détente, dos Estados Unidos; o Sacrilege, do Reino Unido; e algumas outras, então houve uma pressão muito grande em cima de nós, como se naquela época fosse uma loucura o que estávamos fazendo.”
O guitarrista lembrou ainda que a decisão trouxe reações mistas, mas acabou moldando a identidade do grupo.
“Tivemos um retorno tanto negativo quanto positivo, mas a verdade é que a primeira vez que recebemos críticas negativas como banda foi quando optamos por uma vocalista para o lugar do Johan (Liiva). No fim das contas, a maré mudou. A mudança funcionou para nós e se tornou algo que as pessoas perceberam ser mais natural do que diferente.”
Na sequência, ao ser lembrado de que o sucesso do grupo ajudou a abrir espaço para outras bandas com mulheres nos vocais, Amott respondeu em tom bem-humorado:
“É verdade, só que não deveríamos ter feito isso (risos). Agora temos nomes como a Crypta. Estou brincando, claro. Elas são ótimas, e eu adoro a banda.”
A entrevista completa com o Helloween você confere na nova edição da ROADIE CREW, #288, que já está disponível para venda. Para adquirir a revista e recebê-la em casa, acesse o site ou entre em contato pelo fone (11) 96380-2917 (whatsapp). Assinatura: https://roadie-crew.lojaintegrada.com.br/
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