Em entrevista ao programa Rock ’N’ Blues Experience, apresentado por Tim Caple, o guitarrista George Lynch comentou com bom humor o motivo de ainda estar se apresentando com o Lynch Mob, sete meses depois da turnê “The Final Ride”, anunciada como a despedida oficial do grupo.
O músico explicou que, apesar da intenção inicial de encerrar as atividades, acabou voltando atrás. “A ideia era comemorar os 35 anos da banda com um último disco e uma última turnê. Fizemos isso, cada um seguiu seu caminho, mas houve uma demanda muito grande após o anúncio, e meu agente me convenceu a continuar. Disse para eu só acrescentar alguns shows… e aqui estamos, ainda tocando e lançando discos”, contou Lynch.
O guitarrista brincou com a própria decisão: “As pessoas me cobram, dizem que eu tinha dito que o Lynch Mob acabou. E eu respondo: ‘Eu menti. Mudei de ideia. Me processem’”.
Mesmo reconhecendo que muitas de suas escolhas são impulsivas, Lynch afirma que segue motivado. “É uma banda diferente da do ano passado, mas está soando ótima. Temos o Brian Tichy de volta, o Andrew Freeman e o Jaron Gulino. É uma ótima formação — e por que não continuar?”
Formado em 1989 após a saída de Lynch do Dokken, o Lynch Mob lançou o aclamado álbum de estreia Wicked Sensation, certificado ouro pela RIAA. Desde então, o grupo passou por diversas formações e chegou a anunciar o fim em 2020, quando o guitarrista decidiu aposentar o nome por considerar suas conotações problemáticas. Dois anos depois, ele reconsiderou, afirmando que manteria a marca por motivos artísticos e profissionais.
Atualmente, o Lynch Mob prepara o lançamento de seu nono e supostamente último álbum, Dancing with the Devil, que sai em 28 de novembro de 2025 pela Frontiers Music Srl. O disco traz Lynch ao lado de Gabriel Colón, Jaron Gulino e Jimmy D’Anda, repetindo a formação do trabalho anterior, Babylon (2023).
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