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  • SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]

    SCULPTURE – To Another Place [9,0/10]

    Esse trabalho, impressionante, veio de um projeto ousado chamado Sculpture. Formado pelos então muito conhecidos na cena extrema brasileira, o Willian Marante (Infernalium, Obscure Mind, Lost Gravyard, Shantak…) e o Victor Prospero (Necromesis, Evil Mayhem…). Mas não vá pensando que já faz uma ideia do que encontrará neste CD, neste trabalho você ficará surpreso com a criatividade aliada ao alto conhecimento musical destes 2 integrantes. Este CD nos faz entrar em uma viagem quase que transcendental ao passear em meios as músicas. Ao iniciar este belíssimo trabalho com a intro “Turns The Pages Of Times” que começa com um clima tenebroso que logo se mistura a uma maravilhosa execução de piano nos imergindo a um clima soturno e apaixonante, e, que também nos remete às clássicas bandas Doom Metal do passado. Logo seguido pela faixa “Through Infinite Horizons” que começa nos velhos moldes do bom e velho Black Metal com riffs, digamos, frios e mórbidos… e não pára por aí… ao continuar ouvindo essa mesma faixa notamos claramente muitas passagens do mais puro Metal Tradicional exibindo muita técnica e precisão, tudo muito bem encaixado, coisa que é quase inacreditável de pensar poder dar certo. Esse é de longe um dos melhores trabalhos que escutei este ano. A música “Voices Unconscious Revelation” começa com uma brutalidade bestial e riffs cortantes, me lembrando muito as clássicas bandas de Black Metal Old School. E ao ouvirmos todo decorrer desta música nos deparamos com um trabalho fantástico, destaco o trabalho que tiveram para gravar o contra baixo que se sobressaiu muito nesta faixa. E por falar em contra baixo, a faixa “Fragments Of Deep Reflections” já se inicia com um clima obscuro e ao mesmo tempo belo. Como toda música que soa uma melodia muito bem construída entre os fraseados do baixo e os bem encaixados solos de guitarra. Se você ainda não ouviu este trabalho recém lançado pela respeitada Hammer Of Damnation, ouça e tire suas proprias conclusões. Com certeza serão as melhores. Este CD vem em um luxuoso Slipcase que guarda um Digifile muito bonito com 3 paíneis. Essencial para estar na coleção de quem realmente curte e apoia o nosso triunfante Underground Nacional. Observação – estou falando de um projeto Instrumental, isso mesmo, INSTRUMENTAL!!!

  • FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]

    FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]

    Após 21 anos, o Flesh Grinder nos presenteia com esta epopeia da mais pura brutalidade. Este relançamento, muito bem feito, vem com capa nova e com um encarte muito bem elaborado contendo todas as letras e informações. Ao introduzir o cd no player logo vem uma pútrida intro “Cerebral Draw” que é seguida da ótima faixa OPHTALMOLOGIC LACERATION IN AN INSANE MORIBUND… para os fãs mais antigos desta banda este é um material histórico e para os novos fãs esta é uma oportunidade de ter em suas coleções este verdadeiro clássico do Gore/Grinder Nacional. Destaco a faixa ANATOMY IN SURGERY que também nomeia este trabalho e traduz maravilhosamente a proposta da banda que se mantem fiel ao estilo até os dias de hoje. Ainda houve uma preocupação da banda e do selo mantendo a capa original em um luxuoso slipcase, e junto com o CD ainda vem um belíssimo poster comemorativo e um adesivo. E para finalizar, este CD traz uma versão maravilhosa e muito podre da clássica “SLOWLY WE ROT” do grande Obituary.

  • MAMMOTH GRINDER – Cosmic Crypt [9/10]

    MAMMOTH GRINDER – Cosmic Crypt [9/10]

    Nascido em 2005 em Austin, no Texas (EUA) como uma banda de hardcore encharcada de sludge, a Mammoth Grinder lançou seu primeiro EP, Mammoth Grinder Goes to College, já em 2006, e nesses mais de dez anos transcorridos, eles já contam com quatro ‘full-lengths’, quatro EP’s, um split e até uma coletânea. Sim, eles gostam de trabalhar!

    E felizmente, também gostam de podreira, já que faz um bom tempo que o trio vem apostando em um som cheio de referências death metal, o que é justamente o caso deste Cosmic Crypt, o quarto disco completo desses malucos texanos. Com uma capa muito bem trabalhada por Joe Petagno (Bal-Sagoth, Autopsy, Motörhead, Krisiun e muitos outros), o álbum já começa cheio de más intenções com Grimmenstein, uma daquelas faixas aceleradas típicas para abrir o álbum, e que mostra que o hardcore nunca foi abandonado por Chris Ulsh (baixo e voz), único membro remanescente desde os primeiros dias. Mas não pense que Cosmic Crypt é um daqueles discos de transição criados por uma banda descaracterizada, pois os ‘novatos’ Mark Bronzino (guitarra) e Ryan Parrish (bateria), ambos que você conhece do poderoso Iron Reagan, não são do tipo que ‘roem a corda’. Eles garantem peso e violência extra em faixas como Blazing Burst e Molotov, e ajudam a garantir um disco onde o peso é permanente, as boas ideias são permanentes, e o bom gosto em extremismo também é permanente. Um belo começo para 2018, que já conta com uma considerável lista de bons discos lançados.

  • HAVOK 666-Sodomized By Divine Order [8/10]

    HAVOK 666-Sodomized By Divine Order [8/10]

    Mais uma vez o extremo Underground brasileiro mostrando a sua força, este CD intitulado Sodomized By Divine Order é o segundo trabalho desta banda do interior paulista. Neste material eles apresentam um Brutal Death Metal soberbo, nos melhores moldes do estilo. A sonoridade é impressionante e mais impressionante ainda é que a banda é composta por apenas 2 membros, lembrando que as apresentações ao vivo também são feitas desta forma. O CD inicia com uma belíssima intro orquestrada que logo é seguida por uma brutalidade enorme com a faixa Not Enslaved. Logo nos primeiros riffs já podemos ter a ideia que mais brutalidades bem executadas vem a seguir e realmente é o que acontece ao ouvirmos as músicas Scars Of The Imposed Law, Apostasy Of Disciple Of Messiah e Legion Of Satanic Statements que demostram todo poder desta banda apresentando muita técnica, letras fortes e músicas muito bem construídas destacando uma certa originalidade em seu som. A faixa título do CD nos remete ao bom e velho Death Metal nos seus primórdios iniciando com uma sonoridade “old school” muito coesa e fiel ao seu estilo. A qualidade gráfica também não fica para trás, muito bem-feita e atento a todos os detalhes, a mesma ficou a cargo mais uma vez do artista Alcides Burn. Com certeza esse é um material obrigatório a todos os amantes do verdadeiro Death Metal.

  • PROJECT 46-TR3S

    PROJECT 46-TR3S

    Estamos diante do terceiro álbum do Project 46 que traz alguns elementos novos sem perder a característica brutal e criativa da banda. E essa propriedade que eles têm, de soaram únicos, é o grande atrativo. Uma energia intensa surge a cada faixa, a cada minuto! O trabalho foi gravado em Los Angeles com Adair Daufembach – que já conhece bem a banda e foi um tiro certo! Mas, a despeito da capacidade do produtor, a banda está com uma nova formação e muitas mudanças ao mesmo tempo poderiam colocar o novo trabalho em risco. Os guitarristas Jean Patton e Vini Castellari entregam riffs e solos empolgantes e formam uma das duplas do instrumento mais promissoras da nova safra de músicos do metal brasileiro e mundial. E a chegada do baterista Betto Cardoso trouxe mais possibilidades para a banda. Ele tem técnica apurada e ainda entrega ideias de vocais e produção, além do baixista Baffo Neto, de experiência ímpar. E o vocal? Caio MacBessera interpreta as letras com devoção e quando parte para os vocais mais limpos como em Rédeas torna a música mais rica ainda. Tem aquele ar de Killswitch Engage! Se a banda investir mais em groove e melodias pode se sair melhor ainda, porque capacidade para isso tem! Ainda destaco TR3S, a faixa que fecha o CD e é sensacional com sua diversidade e arranjos perfeitos. É o CD mais completo da banda.

  • PREMIATA FORNERIA MARCONI-Emotional Tattoos [7/10]

    PREMIATA FORNERIA MARCONI-Emotional Tattoos [7/10]

    O PFM, banda italiana há muito estabelecida, acaba de lançar seu novo álbum em que mostra um rock progressivo e melódico com elementos atuais – em muitas músicas chega a ser AOR. A banda que começou a obter sucesso em 1973 com o clássico Photos of Ghosts e ainda na mesma década gravou ótimos álbuns que a colocam até hoje como uma das mais reconhecidas do estilo prog. O membro original Franz Di Cioccio, baterista e vocalista, com sua voz suave marca presença no novo trabalho, que é duplo. São as mesmas músicas nos dois CDs, sendo um cantado em inglês e outro em italiano e que tratam da situação de nosso planeta e da humanidade com muita sensatez. E é bem interessante escutar as duas versões, cada uma ao seu estilo, mas jamais na sequência. Isso porque as músicas do PFM são suaves e sem sustos, o que as torna cansativas.  Apenas uma faixa leva o mesmo título nas duas versões, a instrumental Freedom Square, que é de arrepiar! Vale destacar ainda a faixa Hannah e seu solo de guitarra marcante. É um bom álbum, no entanto, foge um pouco do que esperar do PFM.

  • MARIUS DANIELSEN-Legend Of Valley Doom [8/10]

    MARIUS DANIELSEN-Legend Of Valley Doom [8/10]

    O guitarrista, vocalista e compositor norueguês Marius Danielsen (Darkest Sins) criou este projeto e de cara aposta alto ao gravar este belo trabalho de power metal sinfônico contando com diversas participações especiais. Alguns dos convidados são Ripper Owens (ex-Judas Priest), Edu Falaschi (Almah), Jonas Heidgert (Dragonland), Mark Boals (ex-Yngwie Malmsteen), Timo Tolkki (ex-Stratovarius), Chris Caffery (Savatage), Ross the Boss (ex-Manowar) e Mike LePond (Symphony X). As faixas combinam de forma bem legal, com ótima técnica, boa dinâmica e feeling, tornando-as empolgantes e não apenas arremedos enfadonhos do estilo. Os corais são bem alinhados e fomentam perfeitamente a pompa épica das faixas. Logo que o álbum começa a rolar já impressiona a excelente The Battle of Bargor-Zun, que, juntamente com Prophecy of the Warrior King e a arrepiante Chamber of the Wisdom, forma uma poderosa trinca. A longa faixa-título é belíssima, englobando passagens lentas, melódicas e cadenciadas, combinadas a interlúdios mais rápidos e agressivos. Esperemos agora a continuação da história.

  • CARTOON-V [10/10]

    CARTOON-V [10/10]

    Ao ouvir esse álbum do Cartoon decidi que precisava externar minha opinião para o maior número de pessoas possível. Minha primeira reação, ao final da audição da última música, foi ligar para Khadhu Capanema (baixo e vocal) e perguntar: “O que foi isso que fizeram nesse disco?” tal foi o impacto que senti com a beleza desse trabalho. O bom gosto nas linhas melódicas, nas harmonias vocais, nos timbres dos instrumentos, enfim, todo o conjunto da criação e execução me deixou de queixo caído. Sou fã desde que os vi no Roça’n’Roll em 2011, mas essa obra superou tudo o que imaginava. Aconteceu uma espécie de interação extrassensorial. Por exemplo, ouvindo pela primeira vez algumas das músicas, no meio de um verso eu pressentia exatamente os acordes e a letra que viria a seguir, sem jamais ter ouvido aquilo. Por outro lado, tinha música que meu feeling apontava que viria numa sequência de notas ou na melodia vocal, mas acontecia algo totalmente diferente, surpreendente, e muito melhor do que o que meu subconsciente tentava adivinhar. Acho que quem gosta muito mesmo de música deve entender o que estou tentando dizer. Um disco só se torna um clássico com o passar dos anos, mas o que faz dele um clássico já está ali gravado no momento da produção. Apenas para servir de referência para os que não têm a felicidade de conhecer essa banda: se o álbum V do Cartoon tivesse sido gravado por algum grupo do quilate de Supertramp, Pink Floyd ou Yes, certamente seria hoje um clássico. Parabéns, Khadhu, Bhydhu Capanema (bateria), Rodrigo Garcia (guitarra) e Raphael Rocha (teclados)!

  • SABATON – The Last Stand [10/10]

    SABATON – The Last Stand [10/10]

    Os soldados estão de volta ao campo de batalha! Tá certo, pode ser um tanto clichê essa frase, mas se encaixa bem ao se referir à um novo lançamento do Sabaton. E neste caso trata-se de “The Last Stand”, o oitavo disco do grupo sueco.

    Em “The Last Stand” o grupo trata de batalhas históricas consideradas decisivas em conflitos como Primeira Guerra Mundial (“The Lost Battalion”) ou o confronto entre os exércitos do Rei Leônidas, de Esparta, e Xerxes I, da Pérsia (“Sparta”). E por mais que guerra seja um assunto corriqueiro dentro do metal, o legal é que o Sabaton procura nos registros históricos as inspirações para suas composições.