Esse trabalho, impressionante, veio de um projeto ousado chamado Sculpture. Formado pelos então muito conhecidos na cena extrema brasileira, o Willian Marante (Infernalium, Obscure Mind, Lost Gravyard, Shantak…) e o Victor Prospero (Necromesis, Evil Mayhem…). Mas não vá pensando que já faz uma ideia do que encontrará neste CD, neste trabalho você ficará surpreso com a criatividade aliada ao alto conhecimento musical destes 2 integrantes. Este CD nos faz entrar em uma viagem quase que transcendental ao passear em meios as músicas.
Ao iniciar este belíssimo trabalho com a intro “Turns The Pages Of Times” que começa com um clima tenebroso que logo se mistura a uma maravilhosa execução de piano nos imergindo a um clima soturno e apaixonante, e, que também nos remete às clássicas bandas Doom Metal do passado. Logo seguido pela faixa “Through Infinite Horizons” que começa nos velhos moldes do bom e velho Black Metal com riffs, digamos, frios e mórbidos… e não pára por aí… ao continuar ouvindo essa mesma faixa notamos claramente muitas passagens do mais puro Metal Tradicional exibindo muita técnica e precisão, tudo muito bem encaixado, coisa que é quase inacreditável de pensar poder dar certo. Esse é de longe um dos melhores trabalhos que escutei este ano.
A música “Voices Unconscious Revelation” começa com uma brutalidade bestial e riffs cortantes, me lembrando muito as clássicas bandas de Black Metal Old School. E ao ouvirmos todo decorrer desta música nos deparamos com um trabalho fantástico, destaco o trabalho que tiveram para gravar o contra baixo que se sobressaiu muito nesta faixa.
E por falar em contra baixo, a faixa “Fragments Of Deep Reflections” já se inicia com um clima obscuro e ao mesmo tempo belo. Como toda música que soa uma melodia muito bem construída entre os fraseados do baixo e os bem encaixados solos de guitarra.
Se você ainda não ouviu este trabalho recém lançado pela respeitada Hammer Of Damnation, ouça e tire suas proprias conclusões. Com certeza serão as melhores.
Este CD vem em um luxuoso Slipcase que guarda um Digifile muito bonito com 3 paíneis. Essencial para estar na coleção de quem realmente curte e apoia o nosso triunfante Underground Nacional.
Observação – estou falando de um projeto Instrumental, isso mesmo, INSTRUMENTAL!!!
Tag: resenhas
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PROJECT 46-TR3S
Estamos diante do terceiro álbum do Project 46 que traz alguns elementos novos sem perder a característica brutal e criativa da banda. E essa propriedade que eles têm, de soaram únicos, é o grande atrativo. Uma energia intensa surge a cada faixa, a cada minuto! O trabalho foi gravado em Los Angeles com Adair Daufembach – que já conhece bem a banda e foi um tiro certo! Mas, a despeito da capacidade do produtor, a banda está com uma nova formação e muitas mudanças ao mesmo tempo poderiam colocar o novo trabalho em risco. Os guitarristas Jean Patton e Vini Castellari entregam riffs e solos empolgantes e formam uma das duplas do instrumento mais promissoras da nova safra de músicos do metal brasileiro e mundial. E a chegada do baterista Betto Cardoso trouxe mais possibilidades para a banda. Ele tem técnica apurada e ainda entrega ideias de vocais e produção, além do baixista Baffo Neto, de experiência ímpar. E o vocal? Caio MacBessera interpreta as letras com devoção e quando parte para os vocais mais limpos como em Rédeas torna a música mais rica ainda. Tem aquele ar de Killswitch Engage! Se a banda investir mais em groove e melodias pode se sair melhor ainda, porque capacidade para isso tem! Ainda destaco TR3S, a faixa que fecha o CD e é sensacional com sua diversidade e arranjos perfeitos. É o CD mais completo da banda. -
![PREMIATA FORNERIA MARCONI-Emotional Tattoos [7/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/PREMIATA-FORNERIA-MARCONI.jpg)
PREMIATA FORNERIA MARCONI-Emotional Tattoos [7/10]
O PFM, banda italiana há muito estabelecida, acaba de lançar seu novo álbum em que mostra um rock progressivo e melódico com elementos atuais – em muitas músicas chega a ser AOR. A banda que começou a obter sucesso em 1973 com o clássico Photos of Ghosts e ainda na mesma década gravou ótimos álbuns que a colocam até hoje como uma das mais reconhecidas do estilo prog. O membro original Franz Di Cioccio, baterista e vocalista, com sua voz suave marca presença no novo trabalho, que é duplo. São as mesmas músicas nos dois CDs, sendo um cantado em inglês e outro em italiano e que tratam da situação de nosso planeta e da humanidade com muita sensatez. E é bem interessante escutar as duas versões, cada uma ao seu estilo, mas jamais na sequência. Isso porque as músicas do PFM são suaves e sem sustos, o que as torna cansativas. Apenas uma faixa leva o mesmo título nas duas versões, a instrumental Freedom Square, que é de arrepiar! Vale destacar ainda a faixa Hannah e seu solo de guitarra marcante. É um bom álbum, no entanto, foge um pouco do que esperar do PFM. -
![MARIUS DANIELSEN-Legend Of Valley Doom [8/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/MARIUS-DANIELSEN.jpg)
MARIUS DANIELSEN-Legend Of Valley Doom [8/10]
O guitarrista, vocalista e compositor norueguês Marius Danielsen (Darkest Sins) criou este projeto e de cara aposta alto ao gravar este belo trabalho de power metal sinfônico contando com diversas participações especiais. Alguns dos convidados são Ripper Owens (ex-Judas Priest), Edu Falaschi (Almah), Jonas Heidgert (Dragonland), Mark Boals (ex-Yngwie Malmsteen), Timo Tolkki (ex-Stratovarius), Chris Caffery (Savatage), Ross the Boss (ex-Manowar) e Mike LePond (Symphony X). As faixas combinam de forma bem legal, com ótima técnica, boa dinâmica e feeling, tornando-as empolgantes e não apenas arremedos enfadonhos do estilo. Os corais são bem alinhados e fomentam perfeitamente a pompa épica das faixas. Logo que o álbum começa a rolar já impressiona a excelente The Battle of Bargor-Zun, que, juntamente com Prophecy of the Warrior King e a arrepiante Chamber of the Wisdom, forma uma poderosa trinca. A longa faixa-título é belíssima, englobando passagens lentas, melódicas e cadenciadas, combinadas a interlúdios mais rápidos e agressivos. Esperemos agora a continuação da história. -
![CARTOON-V [10/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Cartoon-V.jpg)
CARTOON-V [10/10]
Ao ouvir esse álbum do Cartoon decidi que precisava externar minha opinião para o maior número de pessoas possível. Minha primeira reação, ao final da audição da última música, foi ligar para Khadhu Capanema (baixo e vocal) e perguntar: “O que foi isso que fizeram nesse disco?” tal foi o impacto que senti com a beleza desse trabalho. O bom gosto nas linhas melódicas, nas harmonias vocais, nos timbres dos instrumentos, enfim, todo o conjunto da criação e execução me deixou de queixo caído. Sou fã desde que os vi no Roça’n’Roll em 2011, mas essa obra superou tudo o que imaginava. Aconteceu uma espécie de interação extrassensorial. Por exemplo, ouvindo pela primeira vez algumas das músicas, no meio de um verso eu pressentia exatamente os acordes e a letra que viria a seguir, sem jamais ter ouvido aquilo. Por outro lado, tinha música que meu feeling apontava que viria numa sequência de notas ou na melodia vocal, mas acontecia algo totalmente diferente, surpreendente, e muito melhor do que o que meu subconsciente tentava adivinhar. Acho que quem gosta muito mesmo de música deve entender o que estou tentando dizer. Um disco só se torna um clássico com o passar dos anos, mas o que faz dele um clássico já está ali gravado no momento da produção. Apenas para servir de referência para os que não têm a felicidade de conhecer essa banda: se o álbum V do Cartoon tivesse sido gravado por algum grupo do quilate de Supertramp, Pink Floyd ou Yes, certamente seria hoje um clássico. Parabéns, Khadhu, Bhydhu Capanema (bateria), Rodrigo Garcia (guitarra) e Raphael Rocha (teclados)! -
![SABATON – The Last Stand [10/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/b34427ab3bb555ab7a3e8b485f15be96.1000x1000x1-300x300-1.jpg)
SABATON – The Last Stand [10/10]
Os soldados estão de volta ao campo de batalha! Tá certo, pode ser um tanto clichê essa frase, mas se encaixa bem ao se referir à um novo lançamento do Sabaton. E neste caso trata-se de “The Last Stand”, o oitavo disco do grupo sueco.Em “The Last Stand” o grupo trata de batalhas históricas consideradas decisivas em conflitos como Primeira Guerra Mundial (“The Lost Battalion”) ou o confronto entre os exércitos do Rei Leônidas, de Esparta, e Xerxes I, da Pérsia (“Sparta”). E por mais que guerra seja um assunto corriqueiro dentro do metal, o legal é que o Sabaton procura nos registros históricos as inspirações para suas composições.
![FLESH GRINDER – Anatomy & Surgery [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/tn_capa.jpg)
![MAMMOTH GRINDER – Cosmic Crypt [9/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/mammoth.jpg)

![HAVOK 666-Sodomized By Divine Order [8/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/capa-havok-666.jpg)