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  • ATTILA – Triad [9,0/10]

    ATTILA – Triad [9,0/10]

    Este material é definitivamente um clássico dessa banda holandesa de power metal originalmente lançado em 1989 e que teve uma ótima repercussão mundial na época.

    Este power trio conta com músicos espetaculares além de muito virtuosos e em suas músicas exibem composições muito energéticas e também cheias de técnicas, um diferencial que chamou a atenção.

    Este relançamento não se trata apenas de um “repress”, mas sim de um “revival” magnifico deixando este grande trabalho mais vivo do que nunca. Uma prova que nos anos oitenta o mundo estava fervendo com grandes bandas e seus trabalhos impecáveis.

    É muito bom quando nos deparamos com relançamentos como este, que de fato é uma atitude muito nobre e assim imortalizando álbuns que fizeram história e que são precursores de tudo que conhecemos hoje.

    A banda Attila foi formado em 1983 e desde então eles gravaram alguns EPs e três álbuns maravilhosos e o Triad é o primeiro álbum oficial, será que vem os outros por aí?

    Neste relançamento as gravadoras se preocuparam em não apenas trazer apenas todas as faixas pertinentes ao álbum, e sim, trouxeram faixas ao vivo do raríssimo registro gravado em Amersfoort em 1989.

    O CD inicia com as seis partes da conceitual Myth Of The Ancient que em seu lançamento original em LP tomava conta de todo lado A. Músicas como a ótima instrumental Flight 105, recheados de climas interessantes e como não poderia falta no estilo, solos de tirar o folego, fraseados e muita técnica destes músicos que podemos afirmar, eles tiravam leite de pedra, naquela época não existiam os recursos de hoje.

    E ainda falando de Myth Of The Ancient, destaco aqui Entering The Fouth Dimension e Lost Continent que são músicas com riffs impressionantes e muito característicos da época, com suas melodias que entre toda violência de suas guitarras pesadas e bateria incessante, eles conseguem dar um toque sentimental em muitas partes com dedilhados em um clima bem introspectivo que também se mescla muito bem com as interpretações do vocalista Herbie Vanderloo, salientando que este membro é o único guitarrista.

    No decorrer deste CD nos deparamos com músicas como Caught In The Game e a ainda muito atual Religion Kills que além de letras muito bem construídas tem muita energia.

    E para finalizar com honra depois de termos viajado entre um power metal soberbo cheios de toques de heavy metal e até mesmo do melhor do hard rock, trazemos aqui a misteriosa Cry Of The Innocent, em seu clima muito bonito e ao mesmo tempo muito denso e sombrio. Uma música que nos arrebata e nos faz viajar com seu contrabaixo junto a bateria construindo toda uma atmosfera mágica. Um belo final.

  • ABSYDE – Atrocities In The Name Of… [8,0/10]

    ABSYDE – Atrocities In The Name Of… [8,0/10]

    Estamos diante de uma banda muito promissora, o black metal executado aqui é muito bem feito, cheios de climas e passagens muito empolgantes. Um trabalho de alto nível que demostra que essa banda está realmente preparada para ter uma carreira de muito sucesso.

    Atrocities In The Name Of… é um CD que merece ser escutado atentamente, sua produção foi feita com muito cuidado, desde as músicas até no material gráfico que chama a atenção.

    E para nossa surpresa este é o primeiro álbum da banda que foi formada em 1996 no ABC paulista, região muito conhecida por ser um celeiro de grandes bandas como Chaoslace e Ocultan.

    Para a produção deste álbum a banda convidou o talentosíssimo produtor Victor Prospero que, além de gravar, mixar, masterizar e produzir, ele assumiu as guitarras bases, acústicas e o backing vocal.

    O CD inicia com ventos, sinos e vozes misteriosas tornando a Intro perturbadora e assustadora, um ótimo início para chamar a brutal A Grande Desgraça, música esta que é uma tormenta do início ao fim, blastbeats violentos e riffs furiosos executados sem nenhuma piedade. E que no final conseguiram mesclar violões clássicos que combinaram com toda a composição.

    E destaco também At The Vatican que em sua essência calcada nos moldes mais caóticos do estilo, notamos uma certa influencia do heavy metal em alguns riffs. Death Show Me Palace mostra que essa banda faz um trabalho excepcional, o inicio desta música tem claras influencias do velho thrash/black metal nos moldes do velho Desaster. Uma ótima junção de brutalidade e riffs bem palhetados que se torna impossível não balançarmos nossas cabeças. E essa música não fica só nisso tem momentos que uma fria plaga toma conta desta música que dão um clima perfeito para a entrada dos vocais.

    E Elventh Commandment que se destaca entre todas as ótimas músicas deste álbum, bumbos incessantes em uma execução impecável de bateria que também demonstra criatividade em muitas partes dando um toque especial a esta composição. Se encaixando perfeitamente com as melodias hora brutais, hora mórbidas.

    A música Hate and Blasphemy fecha com louvor o review deste álbum que nos apresentou esta banda que ainda vamos ouvir falar muito. Uma banda formada por músicos realmente preparados e muito talentosos, capazes de produzir um black metal intenso que também notamos influencias de outras vertentes do metal. Tudo feito com muita competência e brilhantismo.

  • CONFOUNDED – Regnum Animale [8,5/10]

    CONFOUNDED – Regnum Animale [8,5/10]

    Este é o primeiro full-length desta banda pernambucana de death metal e que logo no seu primeiro material oficial mostram muito potencial e um extremismo absurdo.

    É um CD brutal em todos os sentidos, tanto nas composições como nas letras que permeiam entre temas como terrorismo, genocídio, suicídio e conflitos internos, tudo muito bem executado. E houve uma grande preocupação por parte da banda em apresentar uma gravação de muita qualidade. É possível ouvir aqui com muita clareza todos os elementos.

    Sua sonoridade segue claramente o brutal death metal na linha americana e com passagens voltadas para o slam com as peculiares guitarras cadenciadas deste estilo.

    Os membros da banda são músicos experientes e que já integraram bandas conhecidas como Malkuth, Antropofagia, God Decapitator e Gored Blood.

    A apresentação física vem em um digipack luxuoso e que também traz um encarte muito rico e ao folearmos vemos seus membros ostentando camisetas de bandas como Krapula, Cannibal Corpse e Escarnium, já nos dando a impressão que coisa boa vem por aí.

    O CD já começa com uma sonoridade caótica e ao mesmo tempo muito bem trabalhada e muito técnico com a música Body Count. E destaco aqui as ultra violentas Outbreak Of Metal Illness, Headshot Holyday e Pussyfer, músicas que são verdadeiras demonstrações de conhecimento no estilo e que se destacam pelas suas capacidades de serem brutais e harmoniosas.

    Indicado para quem curte uma banda pela sua alta capacidade de executar um death metal competente e com muito diferencial sem corromper o estilo.

  • LAMAZUUS – Reino De Desolação [7,0/10]

    LAMAZUUS – Reino De Desolação [7,0/10]

    Esta é uma banda oriunda de Suzano, interior de São Paulo que executa um black metal interessante com climas épicos e sinfônicos, também não deixando para trás a rispidez e a frieza natural do estilo.

    Na formação existem dois integrantes que faziam parte da banda Aziel que findou suas atividades entre 2008 e 2009.

    Neste primeiro trabalho intitulado Reino de Desolação, o Lamazuus além de trazer uma sonoridade peculiar ao estilo e com ótimas sinfonias mórbidas traz um conteúdo lírico diferenciado do que costumamos ver na maioria das bandas pertencentes ao estilo.

    A banda em suas letras demonstra de forma muito clara a sua natureza ideológica e filosófica nos apresentando muitos aspectos que flutuam entre magia e fantasia, uma junção de elementos que torna esse primeiro material bem diferenciado.

    É notório que esses integrantes são seguidores das histórias perpetuadas por JRR Tolkien e também por jogos de RPG como por exemplo Arcano de Marcelo Del Debio. E isso no encarte se reflete ao vermos uma ilustração que nos remete muito a imagem do mapa da Terra Média dos livros que compõem a saga “O Senhor dos Anéis”.

    Já neste mapa ilustrado no CD podemos passear entre as letras e identificar em suas passagens os locais as quais eles se referem. Tornando esse material uma obra conceitual e que além de fantasias, misticismo também notamos também uma realidade opressora e neutralizadora de uma realidade que nos cercam.

    São cinco músicas que como explicado acima, são histórias. Sendo assim toda saga se inicia com a faixa título Reino De Desolação apresentando um clima inebriante com ventos cortantes e uma flauta que anuncia um som caótico e vocais rasgados entre as melodias gélidas de suas guitarras.

    E em seguida vem a violenta Lágrimas Congelantes Cortantes Na Guerra Noturna que começa com muita agressividade, e decorrer da música ouvimos partes mais cadenciadas e incursões de teclados frios e passagens de piano bem executadas, destacando também o bom trabalho executado no contrabaixo.

    As outras três faixas que concluem este artefato seguem exatamente as mesmas fórmulas descritas das faixas acima, sendo uma boa dica para amantes de bandas como Summoning, Falkenbach e também o controverso Burzum.

  • QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    QUEIRON – Endless Potential Of A Renegade Vanguard [10/10]

    O Queiron é uma banda que nunca desaponta e a cada trabalho nos impressiona pelo seu amadurecimento que eles vêm adquirindo com o passar do tempo. Uma banda em constante evolução e quando achamos que estão no ápice de suas composições, eles vêm e nos mostram que sim, estão cada vez melhores.

    Este álbum é surpreendente, um trabalho que mostra uma banda renovada e com muito a oferecer, Death Metal brutal e notadamente permeados por passagens em riffs que nos remetem ao metal tradicional em músicas muito bem construídas.

    A qualidade deste quinto álbum de sua carreira é soberba, um trabalho tão bem gravado e produzido que conseguimos assimilar cada palhetada, cada riff, cada palavra cantada… Impecável!!!

    Estes guerreiros da escuridão conseguiram fazer um trabalho que ouso dizer que é o melhor de sua carreira e um dos melhores lançamentos deste ano. Definitivamente magnífico.

    Logo de cara o CD nos chama a atenção pela belíssima e brutal concepção gráfica, uma capa infernal, que já nos dá uma ótima impressão de todo seu conteúdo e não podia ser diferente, a capa ficou a cargo do renomado artista gráfico Alcides Burn que tem em seu curriculum trabalhos feitos para muitas bandas renomadas. Um artista talentosíssimo!

    E não para por aí, a banda contou com outro artista, o Emerson da Silva Maia, um desenho caótico e demoníaco que se encaixou muito bem neste material e no contexto da banda.

    Endless Potential Of A Renegade Vanguard é um trabalho que acabou de sair do forno e já se torna um clássico do Death Metal mundial, com seus climas intensos e muito satânicos, músicas que gravitam entre a mais extrema e bestial brutalidade, com suas ótimas guitarras que vão do extremo ao tradicional em composições que não descaracterizam sua identidade e  sim, nos apresentam uma banda evoluidíssima.

    E em meio a toda o extremismo arrebatador, conseguimos ouvir melodias cativantes, o que diferencia essa banda, eles provam que para fazer música extrema não significa fazer um disco barulhento com aqueles três ou quatro riffs muito comuns no estilo, este material é uma aula de como se faz metal extremo de qualidade. Músicas que a cada acorde vemos um trabalho intenso de seus músicos, músicas bem pensadas e que com certeza não será tarefa fácil tocá-las ao vivo.

    E este trabalho também marca um Queiron um pouco mais cadenciado e aberto as influências de outros gêneros do metal, como já dito acima, do heavy metal dando assim dando um toque mais especial em suas composições.

    Mas não se engane quando mencionei acima sobre a notória influencia do metal tradicional, essa é uma de Death Metal extremo e bestial, com blastbeats arrasadores e vocais muito brutais, o Marcelo Daemoniipest Grous além de ser um ótimo guitarrista, tem um vocal vindo das profundezas do inferno, um gutural poderosíssimo.

    Neste CD a banda nos traz nove músicas com o real significado Death Metal, obscuro e definitivamente forjado sob a bênção da morte.

    O CD inicia com uma belíssima música (intro) Imperia Caedes com uma execução muito bem feita com violões acústicos e melodias clássicas, que logo nos surpreende com o peso absurdo e abismal com uma atmosfera muito densa e que fica ainda mais densa quando entra a vociferação negra e maléfica recitando palavras de morte, dor, sofrimento, sangue, angustia e febre… onde o cheiro da morte se espalha pelo ar…

    E a morte realmente vem com sua foice afiada em Pestis Pain numa brutalidade intensa, sem nenhuma piedade e apresenta uma incrível versatilidade, uma execução impecável entre o extremismo de bestiais e ultra rápidos blastbeats com partes mais cadenciadas que faz esse material se destacar logo na segunda música.

    E como o Queiron é conhecido por seus trabalhos impiedosos e matadores, claro que essa característica está neste álbum, e vem a impressionante Denial Upon The Heavenly Scorn, uma brutalidade absurda, uma atmosfera de puro caos e que tem em parte de seu início uma passagem notoriamente calcado na velha escola na veia Slayer, mais aí logo após um clima caótico e voraz vem com seus bumbos incessantes e blastbeats ainda mais rápidos.

    Destaco aqui Unholy Perverse Rapture, uma música que mostra toda competência e versatilidade desta banda que consegue compor sem se prender a limites, limites são coisas que não encontramos aqui. E mesmo com toda rapidez e brutalidade ouvimos belas melodias e duetos muito bem construídos entre suas guitarras.

    E para fechar a banda vem com a faixa título do CD, Endless Potential Of A Renegade Vanguard, que o nome já fala por si e é a mais real tradução deste trabalho, um potencial infinito desta banda que está na vanguarda do nosso honrado Death Metal.

    Esse é um álbum que não é fácil destacar quais as melhores músicas, são todas grandes composições em um material que traz uma banda muito mais madura, uma evolução que com certeza influenciará muitas bandas e construíra novos rumos ao nosso Death Metal.

  • THE BLACK SORCERY – …and the Beast Spake Death from Above [8,0/10]

    THE BLACK SORCERY – …and the Beast Spake Death from Above [8,0/10]

    Definitivamente infernal! Esses canadenses são extremamente diabólicos em sua música, é Black/Death Metal blasfemo e muito obscuro.

    Neste CD eles seguem o legado da velha escola de bandas como Sarcófago e principalmente o canadense Blasphemy e por isso sabemos que se trata de algo brutal.

    O membros são músicos experientes e renomados no underground da América do Norte, são eles: o baixista Orpheus que também pertence às bandas The Projectionist e Cobwebs Of Deception, sendo que esta segunda é um projeto “One Man Band”, o baterista Manås Reaver que também toca nas bandas Albanach Ar Dheis e Skymir, o guitarrista Ghast que toca no Operation Winter Mist e pra finalizar o vocalista Lörd Matzigkeitus que também participa das bandas Diabolus Amator, Sartoraaus, The L.A.R.V.A.E. Group, Thy Sepulchral e The Projectionist.

    São verdadeiros combatentes pela cena canadense e que no The Black Sorcery fizeram um álbum de altíssimo nível e que está sendo reconhecido pelo mundo inteiro.

    Este lançamento traz um trabalho gráfico muito bem feito e com uma capa aterradora, realmente digno e perfeito para traduzir todo seu conteúdo venenoso. E mostra também que o Brasil está antenado com o que acontece no underground do exterior, bandas que estão fora dos holofotes do mainstream e que fazem a cena acontecer realmente.

    Neste CD encontramos oito músicas que são verdadeiras personificações do caos, com sua atmosfera pestilenta e toxica! Inicia com a música Ancient Dialects Of Wind, um verdadeiro apocalipse sonoro, e cito também a faixa Traitor Bomb Threat que também mantem as mesmas características caóticas da anterior, mas ainda mais intensa.

    Em Circling The Drain a banda nos mostra algo mais “suave”, com seus riffs mais cadenciados, com transições muito bem encaixadas com a brutalidade peculiar ao estilo.

    Para os amantes do Death/Black Metal. Pode escutar sem medo!

  • LAMMASHTA – Anonymous, The Curse Of Lammashta [9,0/10]

    LAMMASHTA – Anonymous, The Curse Of Lammashta [9,0/10]

    Estamos diante de uma banda que evoluiu de uma forma absurda, com seu estilo sempre calcado no Death Metal. Eles conseguiram neste álbum demonstrar todo seu talento e chegar o mais próximo da perfeição.

    Este álbum é um trabalho ousado, pois seus membros decidiram reescrever todo o primeiro álbum, Anonymous, lançado em 2007. Uma proposta não tanto inovadora, mas ouvir o trabalho percebemos que eles acertaram.

    Brutal, coeso e cheio de climas obscuros, as músicas apresentadas aqui são muito bem construídas e muito bem executadas, uma qualidade técnica absurda.

    A produção está à altura, um material gráfico muito bem feito e com muita qualidade. Aqui encontramos todas informações, todas letras e não deixaram passar um só detalhe.

    E ainda falando do material gráfico, a banda fez uma capa perturbadora escolhendo uma arte do Bernardino Parenzano chamada Temptations Of St.Anthony de 1494 que traduz perfeitamente todo conteúdo deste trabalho. E não para por aí, também encontramos aqui imagens do Jan Brueghel “Aeneas And Sibyl In The Underworld” de 1598 e do Jan van Eyck “Last Judgment” de 1420. Trazendo assim um conceito gráfico muito interessante e obscuro.

    Quem assinou a produção deste trabalho foi o baterista Borghyers Infamael que fez um trabalho realmente impecável junto a banda.

    O CD inicia com a intro, Occult Vestibule, num clima mórbido, misterioso e ao mesmo tempo angustiante que anuncia a tempestade negra que está por vir, e que de fato chega com a violenta Instinct Of Conquest que é um massacre absoluto.

    E destaco aqui também as músicas Curse Of Lammashta, If Man Acted With The Truth e Destroying The Dogma Of Centuries que são músicas que realmente nos chamaram muito a atenção pela atmosfera infernal, composições de altíssimo nível que mostram uma banda realmente pronta e com muito a oferecer.

    Nota-se notórias influências dos mestres Incantation e Immolation, e até mesmo Blaspherian, altamente recomendado para fãs das bandas mencionadas aqui. Guturais urrados e instrumentais que gravitam entre o brutal com seus infernais blastbeats a climas sóbrios e melancólicos, uma verdadeira epopeia satânica exaltando o triunfo da escuridão.

  • THRASHTERROR – We Shall Revenge [9,0/10]

    THRASHTERROR – We Shall Revenge [9,0/10]

    O melhor dos anos 80 revisitado de forma magistral, este é o primeiro EP desta banda que foi formada em 2007 e com uma carreira muito promissora.

    Uma banda feito para os amantes do verdadeiro metal oitentista, pois encontramos aqui composições muito bem construídas e com muita essência do metal feito no passado.

    E também destaco aqui que apesar da veia sonora estar calcada nos primórdios como dito acima, essa banda conseguiu fazer tudo isso como muita originalidade, não se tornando um plágio do que já foi feito em outrora.

    Este EP é altamente indicado para fãs de clássicas bandas como Overkill, Exodus e principalmente Metal Church, pois sua música furiosa nos remete muito a estes clássicos de todos os tempos.

    Estes quatro membros são músicos fantásticos, conseguiram nos trazer através deste trabalho uma empolgação que está se tornando coisa rara hoje em dia com muitas soando iguais, e também sentimos ao ouvirmos que dentro das execuções das músicas existe algo primordial, a paixão e amor pelo que fazem, o que torna este EP ainda mais especial.

    As composições são muito bem trabalhadas com guitarras rasgando riffs violentos todo o tempo e com uma execução de bateria muito competente, cheios de viradas extraordinárias e muito bem encaixadas.

    O trabalho do baixo também não fica para trás, pois ouvimos belos fraseados e um encaixe perfeito em todas as músicas e… o vocal é um show… com seu timbre peculiar ao estilo que completa as composições com perfeição, dando ainda mais aquele toque característico de uma banda que não faz somente um som baseado nos anos 80, e sim, uma belíssima homenagem ao legado das clássicas e imortais bandas que perpetuaram o metal no mundo.

    Este EP já começa sem firulas, inicia com um verdadeiro  contra ataque Thrash Metal violentíssimo com a música Deliver Us To Metal, que já manda seu recado seu enrolação, metal feito para headbangers absolutamente.

    E em meio a essa tempestade thrashing by metal vem as ótimas faixas March To Kill e Hell’s Pub que nos passa muita energia e demonstram que o Thrashterror não veio até aqui para brincar. Músicas que também mostram muita criatividade com solos furiosos e muito bem executados, e especialmente em March To Kill o baixista nos deixou boquiabertos com seu virtuosismo e que junto com seus guitarristas e o baterista formam um quarteto com um entrosamento absurdo.

    Esta banda paulistana é uma grande promessa, tenho certeza que ainda vamos ouvir falar muito deles. Pois para sua primeira apresentação oficial este EP é um ótimo inicio.

    E para fechar em grande estilo, destaco aqui a faixa que nomeia este trabalho We Shall Revenge, com seus riffs rápidos e afoitos, solos de tirar o folego, vocais raivosos e uma bateria energética e impecável, nos deixa com muita vontade de ouvir mais e mais… e sem falar que nessa música eles conseguiram no final uma ótima transição entre todo peso a dedilhados harmoniosos e com belas incursões de fraseados clássicos. Um final soberbo!

  • MELIAH RAGE – Kill To Survive [10/10]

    MELIAH RAGE – Kill To Survive [10/10]

    Finalmente uma versão em CD e o melhor nacional deste clássico absoluto de 1988, e o melhor de tudo é que a gravadora manteve as características originais da época. Uma belíssima produção que resgata a velha guarda nos dias de hoje trazendo aos que não conheciam o extraordinário Metal feito no passado.

    E esse feito histórico trouxe para nós um material impecável com seu encarte muito bem feito, com letras e fotos da época, tudo feito com muito cuidado mantendo a qualidade soberba das produções internacionais.

    E ao ouvirmos este belíssimo CD nos deparamos com muito peso e uma energia esmagadora, para ser o primeiro trabalho dessa ótima banda percebemos que eles estavam a frente do seu tempo.

    Riffs rápidos e frenéticos num Power/Thrash Metal de tirar o folego, uma obra que com certeza estará nas coleções daqueles que realmente amam o glorioso metal. E mesmo tendo sido concebido em 1988 como falamos acima, este trabalho é muito atual e um verdadeiro marco de todos os tempos.

    Além das clássicas faixas que compõem este disco, foram inseridas mais três faixas bônus para celebrar este relançamento com honra, são três musicas ao vivo que ao ouvi-las ficamos imaginando como deve ter sido estes shows na época… nos leva a uma verdadeira viagem…

    Neste álbum é difícil destacar a melhor faixa, são todas muito boas e como já dito aqui, clássicas. São oito faixas que se completam tão perfeitamente entre si que realmente não torna uma tarefa fácil falar apenas de algumas delas.

    Posso afirmar com veemência que este LP fez parte minha formação no passado e agora tendo em CD com esta belíssima produção, me fez muito feliz e com isso trouxe muitas ótimas recordações.

    Para quem já conhece este álbum desde a época de seu lançamento, também posso afirmar que vocês ficarão impressionados pela qualidade do áudio, a remasterização foi muito bem feita e trouxe muito mais qualidade e o mais importante não tirou a velha essência deixando moderno demais. Tudo feito com precisão cirúrgica.

    E para a nova geração que não conhece este maravilhoso material, ouçam e vejam que tudo que é feito hoje veio dessa época onde que para fazer metal em qualquer lugar do planeta a banda tinha que ter sangue nos olhos e muita determinação.

    E dentre as ótimas músicas aqui destaco para vocês Beginning Of The End com sua pegada mais heavy/power inicia este álbum com muita energia oitentista de verdade. Meliah Rage é a música que dá nome a banda que começa com um dedilhado muito bonito e dá forma a uma música cadenciada e também pesada em todo seu início, até vir uma guitarra rasgando riffs que chama a música para um lado muito mais furioso com viradas empolgantes e um instrumental muito característico da época que este trabalho foi concebido.

    E The Pack é uma música que mostra todo virtuosismo destes músicos, mas que a bateria é um show à parte, aqui a bateria também sola. Isso mesmo uma música rápida com guitarras furiosas com riffs fucking thrash metal e uma execução raivosa da bateria que faz dessa música uma das mais viscerais deste álbum, o vocal dá ainda mais aquele toque especial que a esperamos em uma composição como essa, um toque de revolta e raiva. Um verdadeiro clássico do estilo.

    Então para você que não conhecia a dica está dada, então corra, pois, este relançamento será sold-out em muito pouco tempo. E para os mais velhos que já conheciam, volto a afirmar, vocês também ficarão impressionados.

  • GOAT CULT – Sacrifice For Evil [8,0/10]

    GOAT CULT – Sacrifice For Evil [8,0/10]

    Este é o primeiro álbum desta banda de Guarapuava que faz um som direto, Black Metal bem cru e para os verdadeiros amantes do estilo. Neste trabalho a banda mostra que com eles não existe meio termo com sua sonoridade obscura e cheios de climas infernais.

    A gravadora fez um trabalho impecável na produção deste CD, um digipack muito bem feito e que chama a atenção pela sua beleza, são três painéis onde estão distribuídas as informações de forma muito competente e claras.

    São nove músicas impiedosas, um massacre incessante faixa após faixa, sentimos aqui que esta banda veio para cortar pela cabeça toda imundície cristã e exaltar o poder das trevas.

    São músicas com guitarras obscuras, gélidas e cortantes que dominam todo o trabalho de forma magistral, e a impecável bateria são como tambores de guerra executadas com extrema violência.

    E o vocal com seus rasgados dá um toque ainda mais caótico às músicas aqui presentes, uma atmosfera venenosa e muito tóxica.

    Este artefato inicia suas blasfemações como uma Intro que parece ter vinda do limbo e que logo sentimos essa máquina de guerra vir com sede sangue em Sathing My Wrath, com bumbos muito rápidos em meio às heresias proferidas sob as odiosas melodias com riffs muito maléficos em sua essência.

    E destaco aqui uma música que é de fato arrebatadora, Eternal Flames, com seu clima funesto e frio faz dessa composição um destaque neste negro e diabólico artefato, com passagens hora soturnos e melancólicos que se misturam com o caos de seus blastsbeats e incursões de riffs que mais parecem lâminas afiadas de espadas prontas para batalha final.