Com a chegada do serviço de streaming uma nova porta se abriu para lançamentos através de aplicativos, deixando a relação entre banda e público mais próxima. A Pandemmy de Recife/PE é uma das beneficiadas com essa tecnologia, pois seu novo álbum Rise of a New Strike consta nestas plataformas desde 2016. Agora é chegada a hora de seu lançamento físico, a turma que na ocasião era composta por Vinícius Amorim (vocal), Pedro Valença e Guilherme Silva (guitarras), Arthur Santos (bateria) e Marcelo Santa Fé (baixo) imprimiu muitos predicados do debut Reflections & Rebellions (2013), mas com um pouco mais de excelência em suas linhas. Um exemplo disso está em 7000 Days of Terror (And the New Attempt), que contém técnica sem saturação. Se quiser pode contemplar as bases riquíssimas de Almost Dead que arrancam na velocidade, mas dá espaço a um belo riff mid-tempo, perfeito para bater cabeça. Muitos outros temas contribuem para a sensação de um álbum mais maduro, como na canção título Rise of a New Strike que é uma das músicas mais legais pela harmonia dos andamentos e agressividade dos vocais. Outro destaque é Circus of Tyrannies, que ganhou versão para videoclipe oficial já com a nova vocalista Rayanna Torres. Pandemmy, com fôlego renovado, amplia a sua qualidade e segue firme na cena underground.
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![PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/13432148_1254120611265577_2639106012686121867_n.jpg)
PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]
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![LORDI – Sexorcism [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/cover-1.gif)
LORDI – Sexorcism [8,0/10]
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Desde a estreia com Get Heavy em 2002 que os finlandeses do Lordi vêm trazendo boa mescla de Hard Rock e Heavy metal com boas doses de diversão e humor. Nesse oitavo álbum de estúdio a banda atualmente composta por Mr. Lordi (vocal), Mr. Amen (guitarra), Mr. Ox (baixo), Mr. Mana (bateria) e Ms. Hella (teclados) não traz nenhum sopro de superação em qualidade relativo aos últimos três trabalhos (Monstereophonic (Theaterror vs. Demonarchy) de 2016, Scare Force One de 2014 e To Beast or Not to Beast de 2013). Mesmo assim, nesse álbum inteiramente voltado para abordagens sexuais descaradas e de certa forma escatológico, a banda dentro do seu “arroz com feijão” traz músicas bem sacadas e cativantes amparadas por uma ótima produção. A trinca inicial já se destaca com as bases pesadas e o refrão viciante da faixa viciante, seguida pela melódica Your Tongue’s Got The Cat e Romeo Ate Juliet. Sodomesticated Animal começa a todo vapor com um baixo pulsante, harmonias bem elaboradas que acompanham bem o vocal, lhe proporcionando uma atmosfera envolvente. Se é diversão e bom humor que você procura, especialmente, para tomar uma cerveja com os amigos, Sexorcism dá conta do recado. -
![PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/8334b8e00f724d543c9f7fe8cb06678a-1.jpg)
PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]
Apostar em sonoridades densas e incompreensíveis para boa parte das pessoas não é novidade para o trio PRIMITIVE MAN, afinal, esta já foi a premissa básica do primeiro registro do grupo, Scorn, lançado em 2013. Com o passar dos anos, a expectativa por um novo álbum foi aumentando gradativamente, e eis que temos em mãos Caustic, o segundo completo de estúdio da banda. Tomando como parte cabível ao processo de escrita do material aqui contido – longos quatro anos – o tempo de duração é até justo: mais de uma hora de música, onde (subtraindo-se quatro pequenas vinhetas) oito músicas longas, densas e malditas disputam espaço na porrada, uma briga em que sempre é a sua cabeça que paga o preço, caro leitor. Mas, acredite se quiser, isso é muito bom. Claro que é necessária uma certa disponibilidade de tempo e espírito para encarar músicas como My Will, que abre o trabalho com o pé no freio e se arrasta por cinco minutos, mas ouvir o riff inicial de Victim vale o esforço. A qualidade dos vocais em todo o disco é louvável, garantia do talentoso Ethan Lee McCarthy, que talvez você conheça de Decline, o excelente e incômodo álbum de estreia do VERMIN WOMB, lançado em 2016. Então, se estiver procurando por uma experiência musical incômoda e brilhante, que tal conferir este PRIMITIVE MAN? Fãs de doom metal, noise e sludge terão muito assunto para discutir. -

WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)
Por Sergiomar Menezes
No terceiro álbum do Wildestarr o trio formado por Dave Starr (guitarra e baixo, ex-Vicious Rumours), London Wilde (vocal e esposa de Dave) e por John Foster (bateria), segue investindo numa mistura entre o metal tradicional, o power e o sinfônico. Se em alguns momentos, o prog também dá sua contribuição, o vocal de London foge um pouco dessa linha, o que deixa a música do grupo bem interessante. Uma bela produção aliada à composições muito bem estruturadas e técnicas, fazem de Beyond The Rain um trabalho que além de agradável, mostra consistência e intensidade em músicas como a faixa título, que condensa o metal clássico e o progressivo de forma bem homogênea. Outros destaques que podemos citar são Pressing The Wires, com uma bela interpretação de London Wilde, assim como em Down Cold, mostrando que o timbre diferenciado da vocalista deixa as composições com um toque bem próprio. Um trabalho bem equilibrado lançado pelo Wildestarr. -
![TOXPACK – SCHALL & RAUSCH [8/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/1000x1000-1.jpg)
TOXPACK – SCHALL & RAUSCH [8/10]
Existe algo na língua alemã que parece conferir uma fúria extra para qualquer canção neste idioma. Agora, alie a língua alemã ao core furioso de bandas como Anti-Flag, Rise Against, Assholeparade e claro, o antigo Böhse Onkelz. Pronto, você tem a receita odiosa do som dos alemães do Toxpack. Na ativa desde 2001, estes berlinenses chegam ao seu nono disco completo, e, se a proposta ainda é a mesma dos tempos de Stadtgeflüster (2001), podemos reconhecer um ‘refinamento’ maior presente nas estruturas de canções como Auf alte Tage, Bis zum letzten ton (essa é fantástica!), Die Letzten, die sich noch dagegen stellen (uma das melhores de toda a discografia, com excelentes melodias vocais e de guitarra), e claro, Willkommen in Klub, lançada como carro chefe deste play. Schulle (vocal), Stephan (baixo), Zoppel (bateria), Erik e Tommi (guitarras) conseguiram um disco coeso e bem produzido, daqueles na medida para agradar desde fãs de hardcore, punk e metal, e que ainda combina com salgadinho, bom papo e cerveja. Tipicamente alemão, natürlich!
![DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/release-3-500x500-1.jpg)
![POLARIS – The Mortal Coil [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Polaris-The-Mortal-Coil-cover-600x600-1.jpg)

![CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Cranial-Engorgement-Horrific-Existence-1.jpg)

![RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]](https://roadiecrew.ribaweb.com/wp-content/uploads/2026/07/Resurrected-Resurrected-2017-1.jpg)

