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  • PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]

    PANDEMMY – Rise Of a New Strike [8,5/10]

    Com a chegada do serviço de streaming uma nova porta se abriu para lançamentos através de aplicativos, deixando a relação entre banda e público mais próxima. A Pandemmy de Recife/PE é uma das beneficiadas com essa tecnologia, pois seu novo álbum Rise of a New Strike consta nestas plataformas desde 2016. Agora é chegada a hora de seu lançamento físico, a turma que na ocasião era composta por Vinícius Amorim (vocal), Pedro Valença e Guilherme Silva (guitarras), Arthur Santos (bateria) e Marcelo Santa Fé (baixo) imprimiu muitos predicados do debut Reflections & Rebellions (2013), mas com um pouco mais de excelência em suas linhas. Um exemplo disso está em 7000 Days of Terror (And the New Attempt), que contém técnica sem saturação. Se quiser pode contemplar as bases riquíssimas de Almost Dead que arrancam na velocidade, mas dá espaço a um belo riff mid-tempo, perfeito para bater cabeça. Muitos outros temas contribuem para a sensação de um álbum mais maduro, como na canção título Rise of a New Strike que é uma das músicas mais legais pela harmonia dos andamentos e agressividade dos vocais. Outro destaque é Circus of Tyrannies, que ganhou versão para videoclipe oficial já com a nova vocalista Rayanna Torres. Pandemmy, com fôlego renovado, amplia a sua qualidade e segue firme na cena underground.

    Por: Leonardo M. Brauna   Edições avulsas, assinatura física e digital. Conheça a nossa Roadie Crew Shop – acesse https://roadiecrew.com/roadie-shop
  • DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]

    DECOMPOSING – Unleash The Underground Abominations [8,5/10]

    Essa banda foi criada em 2013 em Fortaleza/Ceará e executam um Brutal Death Metal na linha americana, fãs de bandas como Abominable Putridity e Pathology vão gostar muito de ouvir este álbum que será lançado oficialmente dia 31 de maio pela Guttural Brutality Productions, selo que apesar de novo vem em seu terceiro lançamento nos presentear com este álbum impressionante. Alguns membros desta banda são músicos já conhecidos na cena extrema nacional, o baterista David Silva já passou por bandas como Facada, Burning Torment e monge e o David Barroso por sua vez integra os conhecidíssimos Krenak, Revel Decay e Insepsy. Ele também atua junto à revelação do Death Metal baiano, Escarnium, como session member. Então não estamos falando de músicos inexperientes e sim de um time que veio pra mostrar que o metal extremo no nordeste do país está fortíssimo e é muito bem representada. A Guttural Brutality Productions cordialmente nos cedeu com exclusividade o CD “Unleash The Underground Abominations” antes mesmo de seu lançamento e ao ouvir tivemos uma grata surpresa, nos deparamos com um trabalho realmente digno, um álbum muito bem produzido e com músicas de tirar o folego. O CD começa com a música “Human Code Fail”, blastbeats muito bem encaixados com guitarras pesadíssimas que se alternam entre riffs bem típicos do estilo e partes cadenciadas fantásticas, e, destaco a parte onde eles demonstram muita técnica onde a bateria e as guitarras se tornam uma junção perfeita entre as paletadas e dobradas de bumbo. A música que leva o nome da própria banda “Decomposing” nos dá vontade de bater cabeça do começo ao fim, e já começa com o vocal estremecendo tudo e com umas partes que o vocalista faz uns vocais Pigs, que adoro neste estilo de Brutal Death metal. Na Faixa 3 “Embryonic Mutation” começa em meio aos blastbeats guitarras que lembram as bandas de Slam Death Metal… na hora veio a minha cabeça… esses caras vão fazer história no underground deste país e o nordeste mais uma vez mostrando sua força. O Decomposing é a prova disso. Espero vê-los aqui no sudeste do pais em breve e que tragam todo esse profissionalismo e energia mostradas neste trabalho. A capa ficou a cargo do Sidjimbe Art Studio, conhecido estúdio de artes extremas que fica na Indonésia e pra quem está se perguntando, Indonésia?, saiba que o Brutal Death Metal reina por lá e existem bandas incríveis. E para finalizar não poderia deixar de falar da faixa que fecha este CD em grande estilo, “Genetic Genocide”. Esta faixa em minha opinião define muito bem o trabalho desta talentosa banda que inicia sua carreira com este full-length destruidor. A Guttural Brutality está de parabéns em nos presentear com este lançamento.

  • POLARIS – The Mortal Coil [8,0/10]

    POLARIS – The Mortal Coil [8,0/10]

    Formado em 2012 na cidade de Sydney (AUS), o Polaris já havia chamado atenção no EP The guilty and the grief. Agora nesse primeiro álbum Jamie Hails (vocal), Jake Steinhauser (baixo e vocal), Rick Schneider (guitarra), Ryan Siew (guitarra) e Daniel Furnari (bateria) mostram com consistência a força do metalcore australiano em músicas agressivas e viajantes bem produzidas. Há uma ótima interconexão de riffs bem elaborados, melodia e forte carga emocional que tornam a audição legal invés de enjoativa. A versatilidade vocálica de Halis ao mudar de timbre rasgado para limpo e a precisão da bateria também enaltecem os aspectos mencionados. Ao colocar o som pra rolar a entrada com Lucid já destaca a agressividade, algumas bases mais graves e contrapostas com melodias viajantes e marcantes. The Remedy recebeu um vídeo clipe psicodélico legal e tem um pouco de groove e um começo a lá stoner. Em Consume há uma constância maior de agressividade e Frailty tem um fim introspectivo e profundo bem interessante. Dusk to day esboça uma viajem profunda e melancólica mesclada a doses boas de desespero. Ainda se destacam Casualty e os riffs grudentos de The Slow Decay. De forma geral, a principal característica que esse debut transmite é confiança no que ele contém. Um ótimo começo.

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  • LORDI – Sexorcism [8,0/10]

    LORDI – Sexorcism [8,0/10]

    Desde a estreia com Get Heavy em 2002 que os finlandeses do Lordi vêm trazendo boa mescla de Hard Rock e Heavy metal com boas doses de diversão e humor. Nesse oitavo álbum de estúdio a banda atualmente composta por Mr. Lordi (vocal), Mr. Amen (guitarra), Mr. Ox (baixo), Mr. Mana (bateria) e Ms. Hella (teclados) não traz nenhum sopro de superação em qualidade relativo aos últimos três trabalhos (Monstereophonic (Theaterror vs. Demonarchy) de 2016, Scare Force One de 2014 e To Beast or Not to Beast de 2013). Mesmo assim, nesse álbum inteiramente voltado para abordagens sexuais descaradas e de certa forma escatológico, a banda dentro do seu “arroz com feijão” traz músicas bem sacadas e cativantes amparadas por uma ótima produção. A trinca inicial já se destaca com as bases pesadas e o refrão viciante da faixa viciante, seguida pela melódica Your Tongue’s Got The Cat e Romeo Ate Juliet. Sodomesticated Animal começa a todo vapor com um baixo pulsante, harmonias bem elaboradas que acompanham bem o vocal, lhe proporcionando uma atmosfera envolvente. Se é diversão e bom humor que você procura, especialmente, para tomar uma cerveja com os amigos, Sexorcism dá conta do recado.

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  • CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]

    CRANIAL ENGORGEMENT – Horrific Existence [8,5/10]

    Ativos desde 2007, finalmente estre trio da Califórnia (EUA) nos apresenta o seu ‘debut’, após longos três anos da demo Prelude to Horror. Pois é, já vimos prelúdios mais curtos até em filmes do James Cameron, mas vamos ao que interessa, já que a espera não decepcionou. Bem, exceto a desnecessária introdução, que se chama, adivinhe? Isso mesmo, Prelude to Horror. Tudo bem, o peso das guitarras na segunda parte compensa. Tirando isso, temos faixas muito legais, como a cheia de viradas Conceived Into the Suffering, um exemplo de música extrema, com vocais variados, mas que nunca vão para o ‘limpo e melódico’ que infestou o som de algumas bandas. Mongoloid Massacre é outra música intensa, assim como A Living Hell. Elogios efusivos ao trabalho instrumental de Tyler Contreras (baixo e voz), Noah Lopez (guitarra e voz) e John Kraken (bateria), que deixam o disco homogêneo na qualidade e variado no ritmo, não é aquela coisa veloz ou arrastada do início ao fim. Entendeu agora o motivo da minha crítica pelo tempo transcorrido entre a demo e o debut? Coisa tão boa não deveria demorar tanto!

     
  • RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]

    RESURRECTED – Resurrected [8,0/10]

    Relegados ao underground, aquele reino fabuloso repleto dos mais talentosos ‘cães vadios’ e ‘seres abjetos’ do mundo da música, este RESURRECTED já contém uma solidez incrível em sua carreira, onde agora sete discos completos de estúdio dividem espaço com um ao vivo, e mais uma série de EP’s. E não pense que estes alemães são bons apenas em quantidade, pois a qualidade do produto aqui ouvido está acima da média, e isso em um ano que não faltam boas opções no death metal (o álbum é de 2017). A parte boa é que logo de cara Hellcome tem aquela pegada que conhecemos do debut Raping Whores (1998), ou seja aquela vocação grind que você sente logo nos primeiros segundos, enquanto The Overkill to Dwell parece ter saído do melhor de todos, o imbatível Butchered in Excrement (2001), época em que o som dos caras se aproximava muito do grind tcheco. Não pense que o melhor está apenas no início do álbum e que depois a coisa decai, pois não é o caso. É pedrada até o fim, ouça a serenidade de Necronynphomanic e a midtempo Fathomless Creation e comprove.

  • PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]

    PRIMITIVE MAN – Caustic [8,5/10]

    Apostar em sonoridades densas e incompreensíveis para boa parte das pessoas não é novidade para o trio PRIMITIVE MAN, afinal, esta já foi a premissa básica do primeiro registro do grupo, Scorn, lançado em 2013. Com o passar dos anos, a expectativa por um novo álbum foi aumentando gradativamente, e eis que temos em mãos Caustic, o segundo completo de estúdio da banda. Tomando como parte cabível ao processo de escrita do material aqui contido – longos quatro anos – o tempo de duração é até justo: mais de uma hora de música, onde (subtraindo-se quatro pequenas vinhetas) oito músicas longas, densas e malditas disputam espaço na porrada, uma briga em que sempre é a sua cabeça que paga o preço, caro leitor. Mas, acredite se quiser, isso é muito bom. Claro que é necessária uma certa disponibilidade de tempo e espírito para encarar músicas como My Will, que abre o trabalho com o pé no freio e se arrasta por cinco minutos, mas ouvir o riff inicial de Victim vale o esforço. A qualidade dos vocais em todo o disco é louvável, garantia do talentoso Ethan Lee McCarthy, que talvez você conheça de Decline, o excelente e incômodo álbum de estreia do VERMIN WOMB, lançado em 2016. Então, se estiver procurando por uma experiência musical incômoda e brilhante, que tal conferir este PRIMITIVE MAN? Fãs de doom metal, noise e sludge terão muito assunto para discutir.

  • WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    WILDESTARR – Beyond the Rain (8,0/10)

    No terceiro álbum do Wildestarr o trio formado por Dave Starr (guitarra e baixo, ex-Vicious Rumours), London Wilde (vocal e esposa de Dave) e por John Foster (bateria), segue investindo numa mistura entre o metal tradicional, o power e o sinfônico. Se em alguns momentos, o prog também dá sua contribuição, o vocal de London foge um pouco dessa linha, o que deixa a música do grupo bem interessante. Uma bela produção aliada à composições muito bem estruturadas e técnicas, fazem de Beyond The Rain um trabalho que além de agradável, mostra consistência e intensidade em músicas como a faixa título, que condensa o metal clássico e o progressivo de forma bem homogênea. Outros destaques que podemos citar são Pressing The Wires, com uma bela interpretação de London Wilde, assim como em Down Cold, mostrando que o timbre diferenciado da vocalista deixa as composições com um toque bem próprio. Um trabalho bem equilibrado lançado pelo Wildestarr.

    Por Sergiomar Menezes
  • MELECHESH – AS JERUSALEM BURNS… AL’INTISAR (8/10)

    MELECHESH – AS JERUSALEM BURNS… AL’INTISAR (8/10)

    Fora de catálogo (na versão em CD) há quase tanto tempo quando alguns de nossos leitores têm de vida, esse As Jerusalem Burns… Al’Intisar é o debut dos israelenses do Melechesh, lançado originalmente em 1996, e que ganhou sua última versão em CD em 2002. Sim, já faz muito tempo, o que só faz com que tenhamos mais certeza sobre o quanto envelheceu bem esse disco! O som continua sendo aquela surpreendente tempestade de areia em formato de black metal, e cada vez que ouço gosto mais de faixas como Sultans of Mischief (muito Emperor!), Baphomet’s Lust e Hymn To Gibil. E ainda tem a vantagem de que nesta versão temos também a primeira demo, que nunca foi disponibilizada em CD. Legal, hein? Vale a pena, para conferir que a fama de ‘banda mais criativa do cenário black metal’ não vem de hoje. Mas, quer saber? Nunca vou me acostumar com o clima meio ‘forró’ de The Sorcerer’s of Melechesh e Assyrian Spirit, é risada garantida.

  • TOXPACK – SCHALL & RAUSCH [8/10]

    TOXPACK – SCHALL & RAUSCH [8/10]

    Existe algo na língua alemã que parece conferir uma fúria extra para qualquer canção neste idioma. Agora, alie a língua alemã ao core furioso de bandas como Anti-Flag, Rise Against, Assholeparade e claro, o antigo Böhse Onkelz. Pronto, você tem a receita odiosa do som dos alemães do Toxpack. Na ativa desde 2001, estes berlinenses chegam ao seu nono disco completo, e, se a proposta ainda é a mesma dos tempos de Stadtgeflüster (2001), podemos reconhecer um ‘refinamento’ maior presente nas estruturas de canções como Auf alte Tage, Bis zum letzten ton (essa é fantástica!), Die Letzten, die sich noch dagegen stellen (uma das melhores de toda a discografia, com excelentes melodias vocais e de guitarra), e claro, Willkommen in Klub, lançada como carro chefe deste play. Schulle (vocal), Stephan (baixo), Zoppel (bateria), Erik e Tommi (guitarras) conseguiram um disco coeso e bem produzido, daqueles na medida para agradar desde fãs de hardcore, punk e metal, e que ainda combina com salgadinho, bom papo e cerveja. Tipicamente alemão, natürlich!