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  • KRISIUN – SCOURGE OF THE ENTHRONED [10/10]

    KRISIUN – SCOURGE OF THE ENTHRONED [10/10]

    Mantendo certa regularidade em seus lançamentos, Scourge of the Enthroned surge, com o perdão do clichê, como um divisor de águas em sua carreira. Sendo o 11º álbum de uma discografia coesa, os irmãos Alex Camargo (baixo/vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) novamente se cercaram de excelentes profissionais para compor todo o trabalho.

    Na produção temos o velho conhecido Andy Classen, do Stage One Studio (Alemanha) e na capa a nova sensação, Eliran Kantor, responsável por algumas das mais belas artes da atualidade, vide trabalhos com Soulfly, Satan, Green Death, Testament, etc. Scourge of the Enthroned soa absurdamente orgânico e mantém a brutalidade de sempre, mas são os detalhes é que fazem a diferença.

    Se no disco anterior, Forged in Fury (2015) havia mais groove, aqui o que se ouve é uma dose maior de velocidade, mas tudo muito nítido e executado com a precisão absurda dos gaúchos. Com o lançamento do single e lyric video de Demonic III e do clipe de Devouring Faith os fãs já tiveram uma amostra do que viria a seguir (e são dois belos exemplos), mas é com monstruosidades do naipe de Eletricide e a fenomenal A Thousand Graves que fazem o Krisiun ser o que é: a melhor banda de Death Metal da atualidade.

    Em Abismal Misery (Foretold Destiny) Moyses e Max mostram uma coesão absurda, destacando os riffs cortantes e a velocidade que os admiradores de Conquerors of Armageddon (2000) tanto veneram. Os solos também são um destaque à parte, com Moyses inspiradíssimo e guiando a quebradeira de modo singular. A faixa-título tem um clima épico em seu início, evocando antigos deuses sumérios e é nela que se concentram os riffs e solos mais marcantes do álbum, tornando-se um possível novo candidato à novo clássico do Krisiun.

    A evolução foi tanta desde a primeira demo, Mortal Toxic, lá do inicio da década de 1990, que fica difícil saber até que ponto eles chegarão e não será preciso dar tempo ao tempo para transformar Scourge of the Enthroned num clássico. Já é!

    O CD será lançado no começo de setembro no Brasil pela Century Media/Shinigami/Sound City.

  • CASCH – High Level Low Profile [9,0/10]

    CASCH – High Level Low Profile [9,0/10]

    O selo Voice Music, do ex-guitarrista do Korzus, Silvio Golfetti,  acaba de lançar o CD da banda CASCH. O CASCH faz um Rock n’ Roll pesado e muito bem executado, pois claro, os integrantes dessa banda são veteranos no estilo e muito renomados que com certeza você que está lendo já os conhece… Estou falando de nada mais e nada menos que os irmãos Schevano, o Marcelo Schevano que integra as bandas Carro Bomba e Golpe de Estado, assumindo os vocais, a guitarra e os teclados. Seu irmão Ricardo Schevano que integra o Baranga e aqui assume com muita competência o baixo e para fechar esse line-up de estrelas está também neste trabalho o Rolando Castello Jr. assumindo a as baquetas e que também integra as bandas Patrulha do Espaço e Aeroblues. Com esse time de peso este trabalho já se torna muito promissor, e é de fato um trabalho muito bom e falando também de sua apresentação gráfica, esse CD vem numa luxuosa embalagem Digipack e um encarte muito bem produzido. Este material tem que estar em sua coleção com toda certeza, afinal estamos falando de uma obra prima. A musicalidade como já disse acima, única, você irá se surpreender com a energia que este trabalho nos trás, eletrizante e que faz você balançar sua cabeça mesmo que inconscientemente. A pegada dessa banda é um Rock n’ Roll com influências setentista e oitentista, mas com uma roupagem moderna o que o deixa ainda mais furioso. Se você gosta de bandas como Motörhead, Black Sabbath, Deep Purple e também os gloriosos tempos do Rush, essa banda é pra você com certeza absoluta. Ao colocar a bolachinha brilhante no aparelho de som e damos o play… este CD já inicia com “High Level, Low Profile”. Música muito cativante e energética, é a faixa título. a segunda faixa é “God”… e que musica é essa? Simplesmente fantástica e arrebatadora. Começa com uns teclados cheio de efeitos com timbres que remetem muito as bandas progressivas e clássicas do passado e logo vem um instrumental pesado e com os vocais muito bem encaixados. E mesmo a faixa se chamando “God” não vá imaginando uma letra fraca e com um certo teor cristão… não mesmo… a letra é fortíssima e que expressa toda raiva e questionamentos atuais… “In The Name Of God… We´re Gonna Kill Us All”… “Who Is This Almighty God?… Who I’m Gonna Die And Kill For…”, já deu pra sentir que o assunto aqui é direto e reto. “Earth Spinning Backwards” é uma música que nos passa muita introspecção com sua melodia muito bonita e envolvente, uma obra pra ouvir com atenção e se possível sozinho em sua sala. Depois de um clima melódico e até mesmo um pouco soturno vem “Big Paul’s Basement” retomando a energia do belíssimo Rock apresentado até aqui. Essa música nos faz viajar nos tempos áureos de bandas como o Kiss… com um refrão impregnante que começamos a cantar mesmo que sem querer. E para fechar este CD com chave de ouro “Flesh”, um trabalho muito bem construído. Nessa música os membros da banda não pouparam peso e virtuosismo. Os teclados em meio aos compassos complicadíssimos dessa música é impressionante. Nosso país é um celeiro de músicos muito talentosos e que mostra ao mundo todo nosso poder. Termino este review afirmando em letras garrafais: IN CASCH WE TRUST!!!!

  • ESTADO REVOLTOSO – Eles Caminhavam com a Morte [7,0/10]

    ESTADO REVOLTOSO – Eles Caminhavam com a Morte [7,0/10]

    Essa banda Goianiense aposta num som direto e reto, sem frescuras e simples… mas com o peso na medida certa pra sua proposta musical e o mais cativante é a criatividade destes três Insanos. Com seu lirismo em português e músicas muito bem construídas vão nos arrebatando e quando nos damos conta, percebemos que já escutamos o álbum algumas vezes. Apesar de no encarte não estarem as letras, nós conseguimos entender perfeitamente cada palavra cantada, num vocal rasgado impecável. A veia Old School está nítido aqui, é um material para os amantes do Old Death, Black Metal. Afinal a própria banda descreve que suas principais influencias são: Sarcófago, Sextrash, Expulser, Bathory entre outros grandes nomes perpétuos. A temática da banda é muito interessante e ouvindo temos a certeza que eles realmente tem embasamento nas letras proferidas. Como a própria banda informa: “A nossa temática transita entre pesadelos, fatores ocultos, as tragédias do cotidiano no mundo, contra a hipocrisia imposta pelo cristianismo e suas igrejas, contra o sistema governamental que manipula e destrói em massa.” Formada em 2015 e após três anos de sua criação infame, estes maniacos nos oferta este material de essência muito negra chamado “Eles caminhavam com a Morte”, a produção gráfica apesar de apresentar simples, é muito bem feita e foi concebido pelo Emerson Maia e todo lay-out feito pelo então conhecidíssimo Hioderman Z’Artan, que se tornou uma referencia para as bandas do estilo. A “Intro” começa com passos obscuros de um ser infernal que abre as portas do limbo e a sensação que temos que libertaram as mais assombrosas hostes para devorar uma virgem… pois o choro e desespero dela são muito audíveis, daí… vem “As Chamas Rompem a Escuridão” que começa imponente com suas guitarras muito bem executadas em instrumental direto e logo o Roger Faust (guitarra e vocal) profere uma letra muito forte “Já não dá pra perceber, de onde vem pra onde vai, essa forma decadente, das entranhas do abismo e por trás das máscaras, tuas mágoas me devoram…” e seguindo o este ótimo trabalho vem a terceira faixa que carrega o título do CD “Eles Caminhavam com a Morte” que se inicia com extrema frieza e crueldade, e assim todas as sete faixas parecem se completar em uma orgia poética entre letras misantrópicas e blasfêmias. Traduzindo o ódio, a profanação, o desespero e o vazio da alma são sentimentos latentes nesta criação e também não podemos deixar de falar que existe uma veia protesto em algumas letras. Espero muito que essa banda nos apresente ótimos materiais no futuro como apresentou seu Debut. Pois para um Debut, podemos dizer…”Chegaram com força total!!!”

  • GOD FUNERAL – Where Everyone is Equal [9,0/10]

    GOD FUNERAL – Where Everyone is Equal [9,0/10]

    Capitaneado pelo renomado guitarrista George Lessa, muito experiente em sua função e muito conhecido por integrar o respeitadíssimo Headhunter D.C. e ter passado pelo Keter, esse guitarrista nos apresenta sua nova banda que diga-se de passagem, já começou com extrema supremacia. A qualidade de suas composições são de fato infernais e nos trás um Death Metal maldito, uma sonoridade que vai da extrema brutalidade ao mais fudido old school. Formado em 2017 a banda esbanja experiência e certeza do que se propõe a fazer, afinal os músicos que formam esta banda maligna são músicos de renome e que já perpetuaram seus nomes no profano hall do extremo underground nacional… São eles, Yury Duplat (Old Chaos), Caio Nóbrega (Ex-Behavior/Old Chaos/Vermis Mortem) e o Luciano Crux (Ex-Blessed in Fire), então já vimos que apesar do God Funeral ter apenas pouco mais de um ano de existência os seus integrantes são veteranos e conhecem muito bem seus instrumentos. Este EP atualmente está disponível em K7 lançado pela Blasphemy Productions e a partir na segunda semana de agosto estará disponível em CD e que contará com a aliança feita pelo selos Funeral Rites, Headcrusher e o mexicano Dark Recollections. Este material começa com “Damnation Prayer” uma intro muito fúnebre e direta em seu recado… afinal deus está morto… logo em seguida vem a faixa que dá nome ao EP “Where Everyone is Equal” que já começa sem nenhuma piedade, uma brutalidade muito bem executada com riffs impregnantes que vão desde partes rápidas com Blastbeats às partes mais cadenciadas. Os vocais são malvados e exprimem muito bem a mensagem da banda. Em “Macabre Mortuary” é definitivamente a música que se destaca neste poderoso material, ouvindo essa profanação temos uma viagem aos primórdios do estilo só que uma roupagem atual e muito autentica, com certeza essa banda vai dar muito o que falar dentro e fora de nosso país. Death Metal poderoso, direto e blasfemo para o verdadeiros amantes do estilo, sem dúvida a nova promessa da música extrema nacional. A faixa Buried Alive é muito caótica com suas alavancadas destruidoras e que é logo seguido por uma brutalidade sangrenta… “God’s Funeral” é um hino de guerra indubitavelmente, com seu clima totalmente profano nos mostra uma composição muito coesa. E uma música para ostentar o nome da banda não pode ser diferente, recomendadissimo!!! Nossas congratulações para estas impuras almas que formam esta criação infernal pra desgosto do nazareno chamado GOD FUNERAL!!! Que venha logo full-lenght!!! Hail!!!

  • BLACKNING – Eyes in the Mirror [9,0/10]

    BLACKNING – Eyes in the Mirror [9,0/10]

    Este excelente EP chegou em nossas mãos através dos amigos Zozi Fernando e Cleber Orsioli, para vocês muito obrigado pelo ótimo material cedido. Esta banda quem tem em sua carreira dois álbuns fantásticos, numa trajetória que vem desde 2013 fazendo Thrash Metal de altíssima qualidade. Neste EP não é diferente, o Thrash Metal apresentado aqui é soberbo, a execução de seus membros neste trabalho é impressionante, então se você é fã das melhores bandas do estilo, prepare-se, pois com certeza será tomado de assalto por esta banda. A artilharia aqui é pesada, estou avisando… O som desta banda é pura violência. Ouvindo este trabalho podemos dizer que o Brasil está bem representado no estilo, pois é uma banda muito autêntica e muito competente e apesar deste EP trazer apenas 3 músicas, dá pra ter uma ideia do que virá no terceiro álbum da banda. Ao apertar o play, o EP começa com uma porrada, “Crowd Control”, com seus riffs rápidos e muito energéticos se encaixam perfeitamente com uma linha bateria impressionante, uma máquina… Traduzindo… Thrash Metal sem frescura e direto ao ponto. Notamos também certas influências do metal tradicional como a fase mais foda do Judas Priest em seu álbum Painkiller. A música que vem em seguida nos mostra uma banda afinadíssima, possui muita técnica e riffs que é inevitável não balançarmos nossas cabeças, o vocal é muito forte e incisivo como o estilo exige e a última música deste EP é uma homenagem ao lendário Motorhead, um cover destruidor de “Mean Machine”… se o Lemmy estivesse vivo com certeza viria ao Brasil para parabenizar essa banda pessoalmente. Ouça em volume altíssimo e prepare-se para ouvir umas das melhores bandas de Thrash Metal do país.

  • LENDAS OCULTAS – Orgen Eugnas [8,0/10]

    LENDAS OCULTAS – Orgen Eugnas [8,0/10]

    Esses heréticos são oriundos de Brasilia e estão na ativa desde 1999 e nos trás um trabalho muito digno, um Black Metal muito frio e cheio de climas verdadeiramente satânicos. Este opus é altamente indicado para os verdadeiros amantes do estilo, pois suas músicas são cruas e muito diretas, se você que está lendo gosta de bandas sem firulas, esse CD tem que estar em sua coleção definitivamente. Quando esse material chegou em nossas mãos, vimos uma excelente concepção gráfica que traduz perfeitamente seu conteúdo sonoro, o mesmo ficou à cargo do artista gráfico Z’Artan que também lidera a Anaites Records, ou seja um artista com múltiplos talentos. Esta obra contém 7 hinos de total profanação e amor ao oculto, esse trabalho realmente foi feito com muita dedicação e seriedade. A “Intro – Sangue de Moloch” nos chama atenção para o que virá a seguir, com climas mórbidos e vociferações caóticas… nos deparamos com sua música realmente caótica, pois “Reino de Sombras” já se inicia numa tormenta infernal, um verdadeiro assalto de maldade com suas guitarras cortantes como adagas afiadas e uma bateria muito direta com blastbeats desgraçados que se encaixam perfeitamente com as blasfemações vomitadas em sangue pelo vocalista Lord Dantalion. A música “Não Existe Idolatria Cristã” começa com uma guitarra muito bem executada e logo vem outra tormenta com partes rápidas e partes cadenciadas muito cativantes. Estas negras almas são verdadeiras hostes infernais e trás nessa música uma verdadeira declaração de guerra ao cristianismo, digo isso não só pela música, mas pelo seu conteúdo lírico: “Satanismo, força e honra das cinzas do caos e da desordem… Sempre lutaremos com armas em punho para o combate… Com o sangue dos inimigos derramado no caminho… Espadas empunhadas em frente a batalha…”. Então se você não é um seguidor convicto das artes negras, esse material não é para você. A faixa “Rituais Demoníacos” é definitivamente o ápice deste negro material, essa música nos fez gostar ainda mais deste CD. O baixista que também é guitarrista, Bellicus, nos mostra muita segurança e conhecimento no que faz, realmente uma música para ser apreciada. Não vamos dizer aqui que essa Horda parece com outras bandas ou fazer uma comparação, pois a música do Lenda Ocultas tem identidade própria e notamos isso no decorrer de todo material. Para finalizar a banda nos brinda com um cover do Behexem “Mouth Of Leviathan”… preciso falar mais alguma coisa?!

  • U.D.O.  – Steelfactory [8,0/10]

    U.D.O. – Steelfactory [8,0/10]

    Teoricamente, não veremos mais Udo Dirkschneider fazendo um show só com músicas do Accept. As últimas chances foram nos dois últimos anos e meio, com o projeto que levou seu sobrenome para encerrar sua história (nos palcos) com a icônica banda que ajudou a levar ao estrelato e se eternizar na música pesada, rodou o mundo (menos aqui na América do Sul). Digo teoricamente pois, busine$$ é busine$$. Agora vamos a um novo capítulo da bela carreira solo que o vocalista iniciou com o excelente Animal House no já distante 1987. Steelfactory é o 16º álbum de estúdio que o mestre apresenta e – como se espera dele – sem um milímetro de concessão à “evolução”, “mudança” ou qualquer outra palavra terrível (“heavymetalicamente” falando) tipo essas. São aquelas composições típicas que marcam sua carreira desde os primeiros dias com o Accept. Ou seja, é excelente! Não perca tempo e vá ouvir logo! Com ele estão seu filho Sven (bateria), Fitty Wienhold (baixo) e Andrey Smirnov (guitarra). Só Make The MoveRaise The GameOne Heart, One SoulEraserBlood On Fire e a ótima Keeper Of My Soul já garantiriam o investimento, mas há ainda mais sete faixas para você se deleitar.

    Alessandro Bonassoli

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  • LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    LELANTOS – Akrasia [8,0/10]

    Esta é uma banda oriunda das profundezas das terras do sul que faz um Atmospheric Funeral Doom Metal majestoso e altamente suicida. Este trabalho trás ótimas melodias e uma melancolia absurda, totalmente recomendado ouvi-lo nos dias cinzentos e muito frios em um recinto onde você esteja sozinho. Com certeza toda carga depressiva e fúnebre tomarão conta do seu ser… Com suas músicas angustiantes, nos passa uma tristeza tão profunda que começamos a ouvir com uma certa adrenalina para saber o quem vem e ao decorrer deste maravilhoso trabalho nos pegamos meio que parados e envolvidos em nossos pensamentos mais soturnos. Isso mesmo um trabalho que te arrebata de verdade… ao acordarmos nos damos conta que os 55 minutos deste CD poderiam ter mais 55 minutos. Pois a sensação de estarmos no umbral de nossos pensamentos além de encantador nos deixa muito mais introspectivos. “Prelude To Inexistence” é faixa de abertura deste CD que na verdade é um preludio para os os quatro atos de sofrimento que vem a seguir, uma belíssima execução de piano nos melhores moldes do estilo. “Act-I Solemn Will To Prevail”,  é o primeiro ato, começa com uma belíssima incursão dos teclados aliados a uns dedilhados nas seis cordas que… logo é tomada por um peso abismal. Depois de tudo que descrevi acima entram vocais femininos muito bem colocados… que logo vem vocais ultra guturais. Poderia ficar aqui comentando infinitamente essa música. “Act-II Aetherial Streams”, teclados frios em meio as guitarras absurdamente pesadas que compõem um clima tétrico. Sim, essa banda é para os amantes do limbo… para os apreciadores de florestas negras com densas camadas de neblinas congelantes. Pois essas também são as sensações que tenho ao ouvir este material. Este artefato misantrópico foi lançado pelos selos Nuktemeron Productions (selo tradicional no estilo), The MetalVox Recs & Distro, Odicelaf Recs e Eclipsys Lunarys Productions. Espero muito que a união destes selos nos traga o segundo Opus desta majestosa banda em breve.

    MÚSICA PARA ALMAS DOENTIAS!!!
  • OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    OCULTAN – Quintessence [9,0/10]

    Quintessence é o décimo trabalho oficial desta horda brasileira que está na ativa desde 1994 e que sempre nos  trouxeram trabalhos memoráveis. Este opus forjado nas trevas nos trás um Ocultan com uma sonoridade única, um trabalho que posso dizer que definitivamente é um dos melhores de sua carreira. As guitarras cruéis e cortantes da Lady Of Blood exibem uma guitarrista talentosíssima com muita vontade de sempre estar fazendo o melhor. E ouvindo este trabalho percebemos que os vocais do grande Count Imperium além de estarem muito bem encaixados, o mesmo realmente é um demônio em sua função, ele consegue nos passar através de suas vociferações o extremo ódio em um clima tão maldito que nos demonstra que este material não foi feito para os fracos. A tambores que marcam os passos desta marcha bélica fica a cargo do Mephisto Luciferius, neste trabalho ele nos impressiona com sua técnica e todo seu conhecimento assumindo as baquetas da banda. Os bumbos duplos deste ser infernal é um show à parte, se você ainda não ouviu este trabalho… ouça! O baixo também é muito marcante nesta obra, o Kazoth Bey entrou na banda pra realmente deixar a sua marca. O poderoso Ocultan não chegou até aqui em sua magnifica carreira atoa, não mesmo, e este trabalho chamado Quintessence é prova que a banda ainda tem muito, muito mais logos anos de vida pela frente. O Black Metal nacional com certeza tem que se sentir muito honrado por ter em seu cast essa horda realmente comprometida com cena e com o propósito do Metal Negro Underground. O CD já começa com uma “Intro” ritualística e muito perturbadora, emanando uma energia diabólica anunciando o culto que está por vir. A faixa “Kalima” vem cheia de climas que vão desde as frias guitarras rasgantes em meio aos blastbeats que se alternam entre melodias impregnantes, numa sonoridade que fascina e ao final nos deixa com mais vontade do que vem após… e falando nisso a música “Dragão Negro” é um hino cantado em português com sua música e letras muito fortes “Deus da Vingança, Queime a semente da vida, Queime aqueles que não nasceram do fogo…” Este é realmente um trabalho primoroso, cheio de climas e passagens muito cativantes e que definitivamente coloca este trabalho na minha seleta lista de álbuns favoritos. E para finalizar, venho lhes apresentar “Set – Typhon”, que sem dúvida é uma música que mais me chamou atenção e me fez ouvi-la repetidas vezes. Uma música completamente envolvente e gélida. Com suas passagens que nos remente às origens do estilo. Este realmente é um trabalho feito com muita dedicação e amor ao Metal Negro. E também destaco aqui a luxuosa produção deste CD que veio em um digipack muito bem elaborado com 3 belíssimos painéis e um livreto contendo todas as letras e informações, o Wilton M. Christiano criador do tradicional selo Heavy Metal Rock está de parabéns por nos presentear com esta parceria junto ao Ocultan materializando este ótimo trabalho. Longa vida aos guerreiros do Ocultan!!!!

  • MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    MARTYRDOM – Ritual Místico de Adoração à Sabedoria Ancestral [9,0/10]

    “Tudo que vemos ou acreditamos ver, nada mais é que um sonho dentro de um sonho” (Edgar Allan Poe)

    Ao estarmos com o CD em mãos nos deparamos com uma belíssima capa, assim como todo conceito gráfico de altíssima qualidade que já nos chamou atenção de modo muito positivo. Afinal foi feito pela Putrid Design que mais uma vez realizou um trabalho impecável.

    Com mais de vinte anos de existência e resistência, oriunda de Feira de Santana, cidade que é muito conhecida por ter bandas importantíssimas na cena brasileira. O Martyrdom vem junto aos seus aliados lançar uma obra de uma essência negra de tal forma que ao contemplarmos sentimos uma fria plaga tomar conta de todo ambiente, seus hinos de profanação, guerra e necromancia são proferidos em português, não esquecendo que também está nítido uma veia poética. Gravado em Feira de Santana, este álbum foi Mixado e Masterizado pelo renomado Jera Cravo em Montreal/Canadá. Sua qualidade sonora da gravação e também da execução de seus músicos nos apresenta uma banda com a certeza de ter acertado em cheio no lançamento deste artefato. Um CD que com certeza é um item obrigatório nos covis dos headbangers brasileiros. Falando das músicas deste CD, o mais difícil é ter que eleger algumas para comentar já que elas se completam e fazem uma sequencia perfeita. E depois de contemplarmos a belíssima parte gráfica deste CD como mencionado acima, hora de contemplar os hinos aqui presentes… A intro “Sic Luceat Lux Nosce Te Ipsum” com sua veia clássica e ao mesmo tempo caótica e nos anuncia de forma sutil o que vem a seguir. Em seguida esta obra nos trás “Culto Primitivo à Morte” uma música que o instrumental permeia entre o Death Metal e principalmente o Black Metal em suas partes mais rápidas, as melodias doentias combinam perfeitamente com suas letras de total adoração à morte. A música “Aeternum Tenebrarum” acredito que seja a música que instrumentalmente falando tenha sua veia mais pro Black Metal, mais que logo nos arrebata com partes cadenciadas e muito bem elaboradas. A faixa “A Verdadeira Inquisição” é uma música muito fria em sua essência, nos trás o lado sombrio e melancólico da banda em um Death Doom Metal que nos arrebata completamente. Ao decorrer este trabalho nos mostra que o Martyrdom não é uma banda óbvia, pois não é mesmo. Este trabalho nos mostra uma banda que exibe de forma imponente toda sua experiencia adquirida dos seus mais de 20 anos de carreira.