Após shows na capital paulista e em São José dos Campos (SP), que contaram com a participação especial de Wesley Ribeiro (The Mist), a banda mineira radicada em São Paulo, Hammurabi, oficializou Abuin Junior como seu novo baixista.
Abuin Junior é educador de música no Centro Dia Cisne, onde trabalha com deficientes intelectuais. Trabalhou na Acorde Desenvolvimento Humano, onde ministrava aulas de violão e coral, e foi voluntário na parte musical do Projeto Ancora, no qual, através de sua orientação, ministrou às crianças aulas de violão, guitarra e prática de grupo. Abuin Junior possui experiência de veterano, com participações em inúmeras bandas. “Fiquei bem empolgado com o convite para entrar no Hammurabi como baixista! É um som técnico e porrada que curto muito fazer. Conforme ia tirando os sons, ia me apropriando e vendo como é visceral o trabalho. A partir dos ensaios, estamos nos preparando bem para os shows da tour, já que a expectativa é grande para tocar para o público”, declarou.
Além de se preparar para a turnê Sul/Sudeste com mais de 15 datas, o Hammurabi também prepara o lançamento do videoclipe para a música “Kings of Babylon“, que terá lançamento exclusivo no Roadie Crew Online Festival (youtube.com/roadiecrewmagtv) no dia 14 de outubro e première para convidados no Metal Bar, em Pinheiros (SP), no dia 30 de setembro.
AGENDA DE SHOWS: 27.08.22 – Espaço Som – São Paulo/SP 28.08.22 – Hocus Pocus – São José dos Campos/SP 06.10.22 – Black Baloon – Botucatu/SP 07.10.22 – Container DC – Diadema/SP 08.10.22 – Covil Pub – Alfenas/MG 09.10.22 – Casa Matriz – Belo Horizonte/MG 21.10.22 – Tribo’s Bar – Maringá/PR 22.10.22 – Adega w/ RDP – Cascavel/PR 03.11.22 – Sir Thomaz – Arujá/SP 04.11.22 – Santos Metal Fest – Santos/SP 05.11.22 – Casa Rock – Campinas/SP 06.11.22 – Gazômetro – Sorocaba/SP 19.11.22 – The George’s Bar – Rio Claro/SP 20.11.22 – Balada Rock – Piracicaba/SP 03.12.22 – Caveira Velha – Jandira/SP 04.12.22 – Basement Cultural com The Exploited – Curitiba/PR 09.12.22 – TBA – Rio de Janeiro/RJ 17.12.22 – TBA – Bauru/SP
O estande nos shows contará com merch oficial exclusivo, que não consta na loja online, assim como o catálogo da Voice Music. Pedidos podem ser solicitados pelo email: [email protected].
Após fazer a estreia de sua nova formação, com o fundador Alan Souza (bateria e backing vocals) ao lado do baixista Tony Lessa (Old Audrey’s Funeral) e do vocalista e guitarrista R. Amon (Mortifer Rage e Mortal Scenery), no single “Traído pela Intuição”, a banda mineira de death/doom metal Inventtor apresenta mais um single que estará em seu álbum de estreia, ainda sem data prevista de lançamento. Trata-se de “Longo Rio em Chamas“, que também saiu em lyric video, produzido por Anderson Bellini, diretor do documentário “Andre Matos – Maestro do Rock”.
“A música ‘Longo Rio em Chamas’ fala sobre um longo período de dor e sofrimento que estamos passando, como se estivéssemos sendo punidos por tantos anos de descaso uns com os outros”, comentou Alan Souza. “Contamos com a participação especial de Alan Wallace, do Eminence. Estamos trabalhando com ele e com André Damien (Paradise In Flames, Maçonaria do Áudio) nas gravações de nosso primeiro álbum e o convidamos para fazer as guitarras base em ‘Longo Rio em Chamas’. Achamos o resultado incrível, da forma que imaginamos”, acrescentou. Ouça nas plataformas de streaming em https://linktr.ee/inventtorband
A banda Mandraz, capitaneada pelo baterista Daniel Berrettini e o baixista G. Cross, trabalhou com artistas convidados nas gravações de guitarra e contou com o vocalista João Luiz (Golpe de Estado, ex-King Bird e Casa das Máquinas) em seu EP de estreia, “Mandraz”, que agora está disponível em todas as plataformas de streaming.
Apresentando um rock pesado em português com pegada oitentista, o material foi antecipado com o lançamento de quatro singles, como o da faixa “Ser Alguém”, que conta com o guitarrista Alexandre Fabbri e os vocais de João Luiz. “Ela fala sobre valores humanos, pessoas que se destacam por fazer a diferença através de coisas realmente admiráveis. As coisas simples e importantes da vida. Altruísmo, compaixão, benevolência… Nada de bens materiais, fortuna ou qualquer tipo de fama vazia. Pessoas que muitas vezes são invisíveis aos holofotes e não se preocupam com isso, pois realizam grandes coisas porque se importam com o mundo”, explica Berrettini.
Já o single “Vida Moderna”, que também conta com Alexandre Fabbri e João Luiz, traz a participação especial de Marcello Schevanno (Golpe de Estado, Carro Bomba) fazendo o solo de guitarra. “Ela trata da rotina acelerada que levamos atualmente e seus efeitos colaterais causados também pela enorme quantidade de informações que nos impactam a todo momento nas ruas e nas telas de nossos computadores e celulares. Não é à toa que estão todos estressados e é cada vez mais comum as pessoas usarem calmantes, antidepressivos... É preciso refletir sobre isso. Reservar mais tempo para nós mesmos, desacelerar, ver o por do sol, dar uma volta no parque”, detalha o compositor Daniel Berrettini.
A capa do EP, que foi produzido pela própria banda, com captação de áudio e mixagem de Gustavo Barcellos e masterização de José Maron, no estúdio Orra Meu! (SP), foi ilustrada pelo quadrinista André Kitagawa e, como em todos os singles, apresenta a mascote da banda, a coruja Mandraz. “A coruja, pela sua natureza mística e observadora define a filosofia da banda, crítica e atenta ao comportamento humano e à sociedade”, explica G. Cross.
A banda paulistana foi criada em 2018 e é, antes de tudo, uma filosofia. “A filosofia rege o trabalho da banda. Mandraz é o nome da coruja que tem presença onisciente em um mundo cada vez mais acelerado e individualista. Ela observa, analisa, critica e alerta a respeito de seus comportamentos, sentimentos, vivência e valores, sejam estes atos em ações coletivas sociais ou individuais. Mandraz é um neologismo que condensa a personalidade desta sábia coruja”, conclui Berrettini.
Repertório EP “Mandraz”: 1. Parasitas 2. Vida Moderna 3. Ser Alguém 4. Refúgio 5. Eu não ligo 6. Por Novos Tempos
O The Troops of Doom, formado por Alex Kafer (vocal e baixo), Jairo “Tormentor” Guedz (guitarra), Marcelo Vasco (guitarra) e Alexandre Oliveira (bateria), apresenta “Dethroned Messiah“, terceiro vídeo extraído do repertório do álbum de estreia, “Antichrist Reborn“, lançado no exterior pela Alma Mater Records, de Fernando Ribeiro (Moonspell), e, no Brasil, pela Voice Music e Rock Brigade Records.
O guitarrista Jairo “Tormentor” Guedz revela que encontrar a melhor abordagem e conceito na criação do videoclipe para a faixa de abertura do álbum não foi uma tarefa fácil. “Tínhamos algumas ideias e me reuni com o diretor, Walter de Andrade, para encontrar a melhor abordagem e conceito para esse trabalho. Enviamos a ele algumas referências visuais do que gostaríamos de trazer esteticamente. Quando estávamos discutindo sobre o conceito da música, que fala da renúncia à religião e a Deus, decidimos também homenagear alguns filmes de terror que adoramos, como o clássico ‘Evil Dead’ (1981) e o mais recente, ‘A Bruxa’, de 2015”, detalhou.
Guedz explica que o tema central deveria mostrar uma mulher que se afastava de tudo, abraçando a misantropia em uma cabana isolada. “A personagem, aos poucos, vai abandonando sua fé em Deus e aos ritos da igreja cristã, até que se rende completamente à magia negra e invoca um demônio, que aparece em forma de sombra. Esse processo a leva ao ‘incubus’, que a possui, transformando a protagonista em uma espécie de bruxa, abrindo mão de todos os bens materiais e se rendendo às forças sobrenaturais da floresta”, acrescentou.
Confira o vídeo de “Dethroned Messiah”, dirigido, filmado e editado por Walter de Andrade, em https://youtu.be/NSNlb6VKhuE
Siddharta, esposa do diretor Walter de Andrade foi escolhida para o papel de protagonista e o clipe foi filmado em duas etapas, uma em Belo Horizonte (MG), trazendo toda a banda no porão de um prédio antigo e outra no interior de Santa Catarina, em uma cabana. “Queríamos passar a ideia como se a banda estivesse tocando no porão daquela cabana onde está a bruxa, influenciando-a a trazer toda aquela escuridão através de citações tiradas da letra, como uma espécie de conjuração. Seria como se as palavras que Alex Kafer estivesse cantando no porão invadissem a cabeça da personagem em transe, como um presságio. O processo de criação foi muito legal e, no final, o resultado ficou incrível e é motivo de orgulho para mim”, comemorou Guedz.
“Antichrist Reborn”, que sucede os EPs “The Rise of Heresy” (2020) e “The Absence of Light” (2021), traz 12 faixas, sendo dois bônus especiais. O material foi mixado pelo produtor sueco Peter Tägtgren (Hypocrisy, Pain, Dark Funeral, Dimmu Borgir, Therion, Amon Amarth, Immortal, Enslaved e outras) no icônico The Abyss Studio e masterizado por Jonas Kjellgren no Blacklounge Studio, na Suécia.
O RF Force, formado por Marcelo Saracino (vocal), Rodrigo Flausino e Daniel Iasbeck (guitarras), Ricardo Flausino (baixo) e Lucas Emidio (bateria), lança o single e vídeo “Old School Metal“, faixa do debut, “RF Force”, que saiu em formato físico no Brasil pela Classic Metal e agora está disponível nas plataformas de streaming. Além disso, o álbum foi lançado no mercado europeu pelo selo sueco Black Lion Records, que também fará a distribuição nos Estados Unidos. “Estou muito contente com o lançamento do CD no exterior. Além da ótima aceitação no Brasil, tem saído resenhas em diversos veículos, como revistas e sites da Suécia, Noruega, Reino Unido, Espanha… E o álbum na íntegra nas plataformas de streaming vai ajudar a levar a nossa música não só para quem já comprou a mídia física. Agora tem o álbum no mundo todo! No Brasil já vendemos centenas e foi, inclusive, um dos mais vendidos do ano na loja Die Hard, por exemplo. Também temos vendido direto ao público. Tudo está indo muito bem”, comemora Rodrigo Flausino.
Segundo Rodrigo Flausino, a mensagem de “Old School Metal” é clara. “É sobre quem somos, a nossa verdade. O heavy metal ‘old school’ não é algo somente de ‘gente velha’. Muitos jovens têm o gosto voltado para o som dos anos 80 e 70 e a música é sobre isso”, explica. “O vocal dela é mais tradicional, com refrão pegajoso. É a que talvez mais remeta aos anos 80”, completa Marcelo Saracino. Já para o guitarrista Daniel Iasbeck, a faixa é “o tema central da banda”. “O destaque é o refrão, com seus gang vocals inspirados no Accept”, acrescenta.
Confira o repertório do álbum “RF Force”, que teve arte de capa e design a cargo de Quinho Ravelli e foi produzido por Rodrigo Flausino e Daniel Iasbeck, também responsável pela mixagem e masterização:
1- Fallen Angel 2- Old School Metal 3- Flying Dogs 4- The Beast and the Hunter 5- Creeps of the World 6- In the Heart and Mind 7- Fighter 8- Will You Remember? 9- Beyond Life and Death 10- M.O.A.B.
Com temática inspirada por eventos recentes da humanidade e outros temas conhecidos no mundo metal como religião e guerra, o grupo paulista traz influências de bandas como Judas Priest, Dio, Iron Maiden e Accept, além de momentos mais power metal e até pitadas de thrash, como na faixa “Flying Dogs“, terceiro single e vídeo extraído do álbum – veja o lyric video em https://youtu.be/4KxPwoqLe2c.
Sobre os planos futuros, Rodrigo Flausino revela: “Estamos agora planejando os shows. Faremos nosso primeiro no dia 26 de junho no Espaço Som, em São Paulo. Vamos começar a divulgar nos próximos dias. E tem, inclusive, vinil importado vindo aí no segundo semestre.”
Faixa que fecha o repertório do álbum “Heavy” fala sobre liberdade | Foto: Guto Portugal
O power trio paulistano Cosmic Rover, formado por Edson Graseffi (vocal e bateria, Motorhammer e ex-Panzer), Xande Saraiva (guitarra, Baranga) e Rodrigo Felix (baixo), apresenta mais um clipe extraído de “HEAVY”. A faixa escolhida, “Just Let Me Free”, é a última do repertório do álbum, lançado em dezembro do ano passado e que obteve ótima aceitação da mídia e do público.
“Este é o terceiro lançamento de um pacote de três clipes promocionais, produzidos pelo videomaker Guto Portugal, que fizemos para promover o álbum ‘HEAVY’, lançado digitalmente pelo selo Abraxas. A ‘Just Let Me Free’ é uma canção que traz uma letra falando sobre liberdade e como tudo ao seu redor pode se transformar em algo positivo. Quando a escrevi, procurei fazer um parâmetro entre muitas situações que vivi no passado e que não foram boas, mas serviram de caminho para chegar a momentos positivos no futuro. Tenho procurado escrever mensagens positivas em todas as músicas do Cosmic Rover, pois acredito que isso se reflete na forma de como as pessoas absorvem nossa música”, detalha Graseffi. “No vídeo, temos cenas da gravação do álbum com toda a banda. Apareço separadamente gravando as minhas partes na música – cantando e, claro, tocando bateria. Um diferencial da ‘Just Let Me Free’ é o Xande cantando uma parte da letra em português”, completa.
Confira o vídeo de “Just Let Me Free” em https://youtu.be/ug4vUzCwYQc
O álbum “HEAVY”, produzido pelo experiente Henrique Baboom Canale e que está disponível em todas as plataformas de streaming pelo selo Abraxas, traz sete faixas gravadas à moda antiga. A arte de capa foi criada por Graseffi que, além de músico, também é ilustrador e tatuador.
Se “Just Let Me Free” fala sobre liberdade, Xande Saraiva, que fez sua estreia com o Cosmic Rover em “HEAVY”, conclui explicando como foi trabalhar nas composições: “O segredo é a liberdade de composição, sem pensar em estilos ou regras para serem seguidos. De fato, apenas fazemos o que mais curtimos fazer, que é tocar rock pesado! As influências das músicas do repertório percorrem bandas das décadas de 70, 80 e 90, ou seja, tudo o que ouvimos e de onde veio a nossa bagagem musical”.
Cosmic Rover:
Edson Graseffi (vocal e bateria)
Xande Saraiva (guitarra)
Rodrigo Felix (baixo)
Discografia:
“Cosmic Rover” (EP, 2018)
“Cosmic Sessions…” (Ao vivo, 2018)
“Spitting Fire” (CD, 2019)
“HEAVY” (CD, 2021)
Confira “HEAVY” nas plataformas de streaming em https://onerpm.link/CosmicRover_HeavyContatos:
Instagram: @cosmicrover
Facebook: facebook.com/cosmicrovermusic/
BandCamp: https://cosmicrover.bandcamp.com/releases
YouTube: https://tinyurl.com/syaxrsnr
E-mail: [email protected]Imprensa – ASE Music:
http://www.asepress.com.br/music/www.instagram.com/ase_press/[email protected]
Gabriel Martins, vocalista da banda paulistana Mattilha, foi um dos escolhidos para estrelar a abertura do desenho ‘Camp Crush’, da Hot Wheels, marca lançada pela Mattel em 1968 e que atualmente é a maior de carrinhos em miniatura do mundo. “Esta participação inédita nesses tantos anos de trajetória na música me deixou muito contente. Quem não conhece esses ‘carrim maneiro’ e as animações da Hot Wheels? Pois sou a voz da versão brasileira desse sucesso mundial que é a Hot Wheels na jornada Camp Crush!”, comemorou Martins. “Enquanto o desenho não vai ao ar, a Hot Wheels disponibilizou a versão mundial, com vocais em várias línguas, incluindo a minha participação e a de Clarissa Lori cantando em português”, acrescentou.
A captação e mixagem ficaram a cargo de Eduardo “Jimmi” e a direção por conta de Bruno Bessa. Já a gravação e a dublagem foram feitas na produtora Marmac Group. Confira a versão mundial de Hot Wheels Camp Crush em https://youtu.be/np3HWdsDK6c
Com relação à banda Mattilha, que mantém a tradição do rock da Pompéia (São Paulo) e completou 11 anos de estrada em novembro de 2021, o vocalista revela os planos futuros: “Nós estamos em processo de pré-produção de um novo álbum, sucessor de ‘Crônicas do Underground’, de 2018, e, claro, sedentos para subir num palco. Além disso, também tenho trabalhos meus da carreira solo que pretendo lançar em breve.”
O quinteto paulistano de thrash metal Hammerate, formado por Guilherme Casali (vocal), Paulo Morgani e Leonardo Nonis (guitarra), Fábio Ribak (baixo) e Fred Nonis (bateria), lança o EP “Chronic Delusions“. O material foi gravado, mixado e masterizado por Diego Rocha, no Bay Area Estudios (SP). “A gravação começou em agosto de 2021, e foi até o final do ano. Assim que acabamos, já iniciamos o processo de pré-produção do álbum, que vai suceder o EP e terá pelo menos 10 faixas”, completa o baterista Fred Nonis.
O Hammerate pratica um thrash com referências de bandas dos anos 80 e começo de 90. “”Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax estão entre nossas maiores influências. Estamos buscando um estilo chicoteado e rápido do thrash metal”, resume o baixista Fábio Ribak, que foi um dos fundadores do Hammerate ao lado dos irmãos Nonis.
Confira o videoclipe de “Ruined Nation”, gravado e editado por Maycon Phantoms (Starship Videos), em https://youtu.be/pwA9RAEOVeA
O single e videoclipe “Ruined Nation” antecipou o lançamento do EP. “A música ‘Ruined Nation’ fala basicamente sobre quem está no poder e faz de tudo para se manter nesta situação (ou chegar lá), sem se importar com ninguém além de si mesmo, não ligando para a vida, saúde, direitos e pobreza das outras pessoas”, explica Ribak. “O tema abordados na letra de ‘The Hidden System’ também critica a política. Não importa qual lado seja, criticamos corruptos que ajudam muito mais a eles mesmos do que as pessoas que realmente precisam. Além disso, também falamos de mitologia nórdica em ‘Conquer New Lands’, conclui o guitarrista Leo Nonis.
Repertório – “Chronic Delusions”: 1 – The Hidden System 2 – Conquer New Lands 3 – Ruined Nation
Após cinco anos, a banda gaúcha de black metal Patria retorna com “Hexerei“, sucessor de “Magna Adversia”. O título, “Hexerei”, é um termo alemão que significa bruxaria, encontrado em livros antigos que retratam histórias sobre bruxaria na inquisição medieval. “Escolhemos esse título porque as letras e as músicas estão envoltas por esse lado mítico e ritualístico. Musicalmente, se comparado ao ‘Magna Adversia’, diria que pisamos no freio no sentido evolutivo, de uma maneira positiva, é claro. As músicas novas seguem mais aquela linha do black metal dos anos 90, sem muitos toques experimentais e progressivos”, explica Mantus. “Esse novo trabalho pode ser apontado como um resgate do que era o Patria nos primeiros álbuns, mas com uma produção melhor, ainda que suja e primitiva, e aliada a partes atmosféricas e melódicas”, completa o vocalista Tsword.
Além disso, Mantus explica que o Patria está usando mais sintetizadores e piano do que de costume. “A intenção foi criar um clima mais dramático e tétrico. Sempre usamos de forma discreta, mas a presença dessas novas texturas nesse novo material está muito mais expressiva e evidente, mas sem soar como algo ‘sinfônico’. A ideia foi ter uma ambientação que unisse a música ao contexto lírico. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado”, detalha.
Mantus ainda comentou sobre o contraste com o som mais sujo em relação à capa. “Optamos por uma arte de capa minimalista e icônica, inclusive sem o uso do logo e do título nela. Essa abordagem subjetiva gera uma curiosidade maior. Eu queria fugir das capas tradicionais de black metal. As mãos com sangue seco simbolizam essa aura mítica de magia negra, morte e renascimento, onde a mão direita tenta conter a esquerda, como se fosse uma espécie de contraponto entre a razão e a emoção da mente humana.”
“Hexerei” conta com participações especiais, tendo a bateria gravada por Leonardo Pagani (Malphas), que tocou com Mantus por anos no Mysteriis e diversos outros projetos. “Ele é um baterista fantástico, um dos mais impressionantes que eu conheço e ainda assim tem essa vibe do metal mais ‘tosco’ no sangue, o que são qualidades difíceis de serem vistas juntas num mesmo músico. Além disso, é um ótimo produtor. Foi ele quem coproduziu, mixou e masterizou o álbum inteiro”, enfatiza Mantus. “Ele sabe como unir uma boa qualidade sonora com aquela sujeira que é necessária em um disco de black metal de verdade. Não poderíamos estar em melhores mãos.”
Além de Malphas, o álbum traz Demon Fog, da lendária banda carioca de black metal Songe d’Enfer, que dividiu os vocais com Tsword em várias faixas. “O curioso é que quando eu estava tirando o Patria do papel em 2008, era ele quem iria cantar no primeiro álbum, ‘Hymns of Victory and Death’, ainda antes de eu me mudar para a Serra Gaúcha e fundar a banda oficialmente. Considero o Songe d’Enfer uma das melhores bandas de black metal do Brasil e é uma honra tê-lo conosco em ‘Hexerei’”, comemora Mantus. “Para completar, tivemos a participação do vocalista Lembetu da banda Loits, da Estônia, na faixa ‘A Last Breath of Sulphur’, onde ele canta as partes dele em estoniano, revezando com Tsword cantando em inglês. Eu e o nosso outro guitarrista, Ristow, estivemos na Estônia em janeiro e marcamos de comer uma pizza com Lembetu, o que gerou essa ideia de tê-lo no disco. Eu adoro os discos do Loits e sou muito fã da voz dele, inclusive decidimos colocar como faixa bônus a mesma música, mas com ele cantando sozinho tudo em estoniano”, acrescenta.
Já a intro, “Hexerei”, que abre o repertório do disco, foi criada e orquestrada por Dave Deville. “Ele é um talentoso produtor e músico aqui da Serra Gaúcha, que já trabalhou para The Troops of Doom e Litosth. Ficamos amigos e a parceria também aconteceu com o Patria. Quando imaginamos uma ‘intro’ para o disco, queríamos algo realmente obscuro, inspirado por trilhas sonoras de filmes de terror antigos e a nossa base foi a trilha de ‘A Profecia’, do grande Jerry Goldsmith. O resultado ficou maravilhoso”, avalia Mantus.
Discografia: Hymns of Victory and Death (2009) Sovereign Misanthropy (2010) Gloria Nox Aeterna (EP, 2010) Liturgia Haeresis (2011) Faithless (EP, 2012) Nihil Est Monastica (2013) Individualism (2014) Magna Adversia (2017) Echoes from a Distant Past… (box, 2019)
Apresentando um rock pesado em português com pegada oitentista, a banda Mandraz, que conta com Daniel Berrettini (bateria) e G. Cross (baixo), trabalhou com artistas convidados nas gravações de guitarra e contou com o vocalista João Luiz (Golpe de Estado, ex-King Bird e Casa das Máquinas) no EP de estreia, “Mandraz”. Com a boa aceitação de seus três primeiros singles, que farão parte do repertório do EP, gravadas no estúdio Orra Meu! (SP), agora é a vez da faixa “Ser alguém“, disponível em todas as plataformas de streaming. “A música ‘Ser alguém’, que conta com o guitarrista Alexandre Fabbri e os vocais de João Luiz, fala sobre valores humanos. Pessoas que se destacam por fazer a diferença através de coisas realmente admiráveis. As coisas simples e importantes da vida. Altruísmo, compaixão, benevolência… Nada de bens materiais, fortuna ou qualquer tipo de fama vazia. Pessoas que muitas vezes são invisíveis aos holofotes e não se preocupam com isso. Nem querem isso. Realizam grandes coisas porque se importam com o mundo”, detalha Berrettini.
A capa, como em todos os outros singles, apresenta a mascote da banda, a coruja Mandraz. “A coruja, pela sua natureza mística e observadora define a filosofia da banda, crítica e atenta ao comportamento humano e à sociedade”, explica G. Cross.
O EP “Mandraz”, que será lançado em maio, foi produzido pela própria banda, com captação de áudio e mixagem de Gustavo Barcellos e masterização de José Maron, no estúdio Orra Meu! (SP).
A banda paulistana foi criada em 2018 e é, antes de tudo, uma filosofia. “A filosofia rege o trabalho da banda. Mandraz é o nome da coruja que tem presença onisciente em um mundo cada vez mais acelerado e individualista. Ela observa, analisa, critica e alerta a respeito de seus comportamentos, sentimentos, vivência e valores, sejam estes atos em ações coletivas sociais ou individuais. Mandraz é um neologismo que condensa a personalidade desta sábia coruja”, conclui Berrettini.