RODDY BOTTUM (FAITH NO MORE) expõe homofobia, vícios e segredos de juventude no livro “The Royal We”

O tecladista Roddy Bottum, do Faith No More, lança o livro The Royal We, uma autobiografia intensa e reveladora sobre sua luta contra o vício, a dificuldade de assumir sua homossexualidade e os anos turbulentos dentro de uma das bandas mais provocativas do rock alternativo. O músico, que chegou ao auge do sucesso no início dos anos 1990 com os singles Epic e Falling to Pieces, relembra um período em que o sucesso com o Faith No More contrastava com um momento pessoal devastador.

Bottum descreve no livro episódios de dependência química e experiências sexuais clandestinas, que ele considera parte de um passado que preferiu expor sem filtros. “Quando eu era jovem, fazia sexo nos arbustos, usava drogas em banheiros públicos… quis provocar, contar minha verdade e tocar em temas que ainda incomodam muita gente”, declarou em entrevista ao Blabbermouth.net.

O músico também comenta o preconceito que enfrentou ao se assumir publicamente, especialmente após o lançamento do vídeo da banda Man on Man, projeto que formou com o namorado durante a pandemia. O clipe de Daddy, que mostrava o casal de cueca dançando, gerou uma onda de ataques homofóbicos. “Chamaram a gente de monstros, feios, gordos, usaram todo tipo de insulto. Foi chocante e doloroso”, relatou.

Em The Royal We, Bottum revisita ainda a tensão interna do Faith No More, a amizade com Chuck Mosley e a relação com Courtney Love, além de narrar memórias vívidas dos dias seguintes à morte de Kurt Cobain, quando esteve ao lado da viúva, Courtney, em Seattle. “Era um clima surreal. Repórteres jogavam microfones por cima da cerca tentando captar conversas dentro da casa”, contou.

Mesmo com a sinceridade brutal de suas memórias, Bottum afirma não sentir vergonha de seu passado. “Não tenho espaço para arrependimento. Tenho orgulho dos capítulos mais loucos da minha vida”, diz.

“The Royal We” está sendo lançado nos Estados Unidos e apresenta um olhar honesto e provocador sobre identidade, sobrevivência e o custo emocional de ser um artista queer no mundo do rock pesado.

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