O painel The Future of KISS, realizado durante o Kiss Kruise: Land-Locked em Las Vegas no último final de semana, reuniu o empresário Doc McGhee e Johan Lagerlöf, da Pophouse Entertainment, para apresentar aos fãs um panorama amplo do que vem pela frente. A conversa revelou que a nova fase do KISS não mira apenas em memória, mas em continuidade. Segundo Lagerlöf, a pergunta que guiou toda a parceria com a Pophouse foi direta: “Vocês conseguem nos tornar imortais?”.
Um dos pilares desse novo ciclo é o projeto de avatares digitais. O diretor criativo Thierry Coup explicou que as imagens divulgadas no último show do KISS, realizado em dezembro de 2023, serviam apenas como rascunhos conceituais. Os modelos atuais, ainda em desenvolvimento, já apresentam um nível de detalhes muito superior. Coup estima que a finalização leve cerca de dois anos e afirmou que as estruturas de palco estão sendo projetadas para acompanhar esses personagens virtuais em escala monumental. O público presente viu novas artes conceituais — tão fieis que o diretor provocou a plateia a diferenciar uma foto real de Paul Stanley de sua versão digital.
Outro projeto em andamento é a cinebiografia do grupo. McGhee e o produtor Mark Canton enviaram uma mensagem ao painel atualizando o andamento do filme: seguem os testes para definir o elenco que interpretará Paul Stanley, Gene Simmons e os demais membros. McGhee reforçou o espírito da produção ao afirmar que o “KISS é a banda mais instigante da história do rock-and-roll” e que a responsabilidade é oferecer ao público um longa que traduza essa essência. A proposta é unir cinema e espetáculo de palco, ecoando a estética teatral que sempre marcou a trajetória do grupo.
A terceira peça desse plano é um documentário centrado na turnê End of the Road. McGhee explicou que o objetivo é se afastar do gigantismo dos palcos para mostrar o lado humano dos integrantes, com uma abordagem de observação contínua. O material vem sendo trabalhado há dois anos, reunindo milhares de horas de gravações captadas ao longo da excursão. A promessa é revelar aspectos inéditos do cotidiano por trás da maquiagem e do legado construído ao longo de décadas.
Esses três projetos — avatares, cinebiografia e documentário — compõem, segundo McGhee e Lagerlöf, uma estratégia pensada para transformar o KISS em um conceito que ultrapasse a própria banda física. A ideia é criar elementos que prolonguem a presença cultural do grupo mesmo quando os integrantes já não estiverem mais nos palcos, mantendo viva a identidade que moldou gerações de fãs.
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