Em entrevista recente ao The Garza Podcast, apresentado por Chris Garza, guitarrista do Suicide Silence, o baterista Gene Hoglan comentou sobre a repercussão inicial de Symbolic, clássico álbum lançado pelo Death em 1995. Embora hoje seja considerado uma das obras mais importantes da banda, o músico afirma que o disco não foi bem recebido pelo público na época.
“Quando lançamos — se Symbolic é um disco clássico hoje, na época não foi visto assim de forma alguma. Foi odiado. Completamente odiado. A única exceção foram alguns jornalistas que o avaliaram bem, mas os fãs detestaram. Todos se perguntavam o que havia acontecido com sua banda favorita: ‘Onde está Scream Bloody Gore? Onde está Leprosy? Onde está Spiritual Healing? Isso é melódico, que porcaria musical é essa?’ O mundo não estava preparado. As pessoas queriam o death metal mais brutal e cru, e não algo melódico”, disse Hoglan.
O baterista também destacou a importância de Chuck Schuldiner na evolução do metal extremo, ressaltando que o Death não apenas participou da gênese do death metal, mas ajudou a moldar outros estilos. “O Chuck, mesmo não tendo inventado o death metal, teve um papel essencial em sua formação. Depois, quando o metal técnico começou a se desenvolver, o Death também deixou sua marca. E com discos como Individual Thought Patterns e Symbolic, a banda teve grande influência no surgimento do death metal melódico. São três gêneros diferentes em que o grupo esteve diretamente envolvido. Isso é algo que poucos podem reivindicar”, afirmou.
Neste outono, Hoglan participa de uma turnê norte-americana com o Death to All, projeto tributo que celebra a obra de Schuldiner. Os shows serão dedicados aos álbuns Symbolic e Spiritual Healing, além de outras faixas da discografia do grupo. A formação conta ainda com Steve DiGiorgio, Bobby Koelble e Max Phelps, e terá como convidados especiais as bandas Gorguts e Phobophilic.
Além da turnê, novembro marca o lançamento do livro Born Human: The Life And Music Of Death’s Chuck Schuldiner, biografia autorizada escrita pelo jornalista David E. Gehlke. A obra reúne entrevistas inéditas, contribuições de pessoas próximas, fotos raras e capa assinada por Ed Repka, trazendo à tona a trajetória de um dos nomes mais influentes da história do heavy metal.
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