Uma década após o lançamento de The Tarot of the Bohemians, o Heavenwood concluiu oficialmente sua ambiciosa jornada conceitual inspirada nos escritos herméticos de Gérard Encausse, o Papus. O novo álbum, The Tarot of the Bohemians – Part II, chegou ao mercado em 12 de junho pela Mighty Music, encerrando um ciclo criativo iniciado em 2016 e reafirmando o status da banda como um dos nomes mais importantes do gothic/dark metal português.
Gravado no Lucky Cat Studio, em Portugal, e mixado e masterizado por Niko HK Krauss no Vamacara Studios, na França, o trabalho aprofunda a exploração dos 22 Arcanos Maiores do Tarô, combinando a identidade melancólica característica do Heavenwood com uma abordagem mais cinematográfica, intensa e contemporânea.
Segundo o fundador, vocalista e guitarrista Ricardo Dias dos Santos, a conclusão do projeto representa muito mais do que a continuação de um conceito apresentado há dez anos.
“Cada obra tem a sua própria história, e este novo álbum vai muito além de ser apenas um conceito e uma continuação da primeira parte lançada em 2016. Contra todas as probabilidades que surgiram em 2022 — após um acidente quase fatal e mudanças inevitáveis que levaram a uma série de decisões irreversíveis — a conclusão de The Tarot of the Bohemians finalmente vê a luz do dia, dando continuidade a um legado que já dura mais de 30 anos.”
A primeira amostra do álbum foi apresentada através do single Death, composição que simboliza simultaneamente o encerramento do capítulo anterior e o início de uma nova etapa dentro da narrativa conceitual do grupo. Inspirada pela carta da Morte, a faixa trata a destruição não como um fim, mas como um processo necessário de transformação e renascimento.
Sobre o significado da música, Ricardo Dias dos Santos explicou:
“Esta peça representa o início da Parte II, da mesma forma que também reflete o encerramento do álbum anterior (Parte I), sem esquecer que este mesmo tema e conceito, quando enquadrado no todo e nas 22 cartas dos Arcanos Maiores do Tarô, também representa uma passagem.”
O visualizer de Death pode ser conferido abaixo:
A arte do álbum foi criada por Naya Kotko, cuja abordagem visual reforça a profundidade esotérica e a dualidade espiritual presentes em toda a obra.
Com mais de três décadas de trajetória, o Heavenwood construiu uma carreira respeitada no cenário europeu. Desde o lançamento de Diva em 1996 — primeiro álbum de uma banda portuguesa de metal a ser lançado no Japão — o grupo dividiu palco com Cradle of Filth, In Flames, Amorphis e Moonspell, além de se apresentar em festivais de prestígio como o Wacken Open Air.
Agora, com The Tarot of the Bohemians – Part II, a banda encerra definitivamente o ciclo dos Arcanos Maiores, entregando uma obra que sintetiza passado, presente e futuro em uma única experiência musical.
Tracklist de The Tarot Of The Bohemians – Part II
- Death
- The High Priestess
- The Emperor
- The Lovers
- The Chariot
- Justice
- The Hermit
- Wheel Of Fortune
- Strength
- The Hanged Man
- Temperance
- The Devil
- The Tower
- The Star
- The Moon
- The Sun
- Judgement
- The World
Formação de gravação
Ricardo Dias dos Santos — guitarras, vocais e baixo
Eduardo Sinatra — bateria
Formação ao vivo
Ricardo Dias dos Santos — guitarras e vocais
Músicos de sessão — instrumentos diversos e apoio ao vivo

