Em entrevista ao podcast Fail Better with David Duchovny, apresentado pelo ator David Duchovny, o baixista e vocalista do KISS, Gene Simmons, comentou sobre a morte de Ozzy Osbourne e destacou que o lendário frontman do Black Sabbath nunca recebeu o devido crédito por suas habilidades como cantor.
“Ozzy nunca tentou mudar sua voz. Quando eu canto no KISS ou quando (James) Hetfield canta no Metallica, colocamos aquele tom áspero, uma textura para soar mais pesado. Ozzy não. Ele sempre foi ele mesmo, cantando melodias. E isso é algo que pouca gente reconhece”, afirmou Gene.
Segundo Simmons, a autenticidade foi uma marca registrada da carreira de Ozzy: “Enquanto muitos de nós pensamos no que dizer para reforçar a imagem pública, ele simplesmente não ligava. Era Ozzy, sem filtros, sem artifícios. Isso é raro.”
O músico também ressaltou que, embora não tocasse instrumentos, Ozzy teve participação decisiva na construção sonora do Black Sabbath: “As pessoas não percebem que aquelas melodias são dele. Ele escrevia letras, criava linhas vocais e ajudava a moldar o som que Tony Iommi levava às alturas com sua guitarra.”
Relembrando a primeira vez que viu um anúncio do Sabbath na revista Rolling Stone, Gene disse que ficou impressionado com a ousadia da chamada “mais alto que o Led Zeppelin”. Anos depois, ao dividir palco com a banda, conheceu pessoalmente o vocalista e ficou surpreso com sua simplicidade: “Ele apenas me estendeu a mão e disse: ‘Oi, eu sou o Ozzy, prazer em conhecê-lo’. Esse era ele, autêntico em qualquer situação.”
Simmons finalizou lembrando o último show de Ozzy, em julho no evento “Back To The Beginning” em Birmingham, e destacou como o cantor deu tudo de si no palco pouco antes de sua morte: “Ele sempre foi um gigante. Não haverá outro como ele.”
Também prestando homenagem, Paul Stanley declarou nas redes sociais: “Perdemos uma lenda. Do Sabbath ao ‘Blizzard’ e além, Ozzy impactou incontáveis bandas. Sempre o conheci como uma alma gentil e muito divertida.”
Ozzy Osbourne faleceu em 22 de julho aos 76 anos, vítima de um ataque cardíaco. O atestado de óbito também indicou que o músico sofria de doença arterial coronariana e Parkinson.
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