Em um episódio especial de seu podcast “The David Ellefson Show”, dedicado à memória de Ace Frehley, o ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, foi questionado pelo coapresentador Joshua Toomey se as recentes mortes de Ozzy Osbourne e Ace Frehley o haviam feito pensar em entrar em contato com Dave Mustaine, com quem não fala há cerca de quatro anos e meio.
Ellefson respondeu que a relação entre os dois sempre esteve atrelada à banda e que, fora dela, nunca houve uma amizade independente. “O problema é que eu e o Dave sempre estivemos juntos como parte da banda. Nós nunca apenas saímos como amigos, sem o Megadeth envolvido. Tudo sempre girou em torno disso”, disse o músico.
Mesmo assim, o baixista afirmou que aceitaria um telefonema de Mustaine. “Ele tem a própria versão do Megadeth, o próprio disco, a própria música nova. Eu não faço parte disso. Ele deixou claro em sua declaração que não quer mais tocar comigo. Se foi um impulso de raiva ou algo definitivo, não sei. Mas, olha, eu atenderia a ligação”, disse Ellefson, acrescentando que gostaria que a história com o grupo não tivesse terminado de forma amarga.
O músico refletiu ainda sobre a natureza das relações dentro das bandas, comparando-as a encontros familiares: “Quando você vai a uma reunião de família, não é porque gosta de todo mundo. Você vai porque, em algum momento, aquelas serão as últimas lembranças que terá. É um laço de sangue”.
Ellefson também comentou que o público não quer ver seus ídolos em conflito. “Ninguém quer ver seus heróis brigando. Eu me entristecia quando via o KISS discutindo. Eu entendo, vivi isso, mas não é o que os fãs querem ver”, afirmou, recordando o período em que ele e Mustaine se enfrentaram em um processo judicial após sua saída da banda.
O baixista voltou a reforçar, em outro trecho da conversa, que o afastamento entre ele e Mustaine foi mais resultado de influências externas do que de desentendimentos diretos. “Quando eu e o Dave estamos juntos, geralmente é tranquilo. Sempre há forças de fora que nos afastam”, comentou.
Ellefson ainda lembrou que, embora Mustaine tenha dito que nunca voltaria a tocar com ele, a história entre ambos foi marcada por reconciliações inesperadas — como em 2010, quando retornou ao grupo após alguns anos afastado.
“O Megadeth sempre foi uma parte essencial da minha vida. Se ele me ligasse, e o ambiente fosse amigável, por que eu não aceitaria? É uma parte do meu trabalho de toda a vida também.”

