Baseada nos princípios e técnicas da música clássica, e estética construída sobre a tríade força, beleza e poética, a banda Primal Sinner, lançou seu álbum de estreia Dying Like The Sun In The West em 2019 e agora está pronta para promover o novo trabalho.
Dying Like The Sun In The West é um disco produzido e mixado por um dos melhores produtores europeus da atualidade, Jens Bogren (Symphony X, Angra, Sepultura, Opeth, Arch Enemy, Devin Townsend), masterizado pelo renomado engenheiro de som, Bob Katz (EMI, BMG, Virgin, Warner, Sony Music e Walt Disney), e cada música tem sua própria arte, feita pelo talentoso artista polonês Igor Morski.
Primal Sinner é uma banda de Metal colombiana formada pelos irmãos Tejada, que decidiram criar um projeto baseado nos princípios e técnicas criativas da música clássica, tentando encontrar uma maneira dramática de fazer metal que, dentro da indústria do entretenimento, poderia alcançar a categoria de arte.
Confira abaixo o vídeo promocional do álbum Dying Like The Sun In The West
A banda optou por evitar divulgação em redes sociais ou realizar shows até finalizar um álbum profissional. A estrada foi muito mais longa do que se imaginava, cheia de obstáculos inevitáveis para uma banda independente tentar cumprir os padrões internacionais em seu álbum de estréia, mas o objetivo foi alcançado e o grupo iniciou a divulgação do trabalho inédito.
Formação:
Fabián Tejada (Guitarra e vocal de apoio)
Jhon Tejada (Guitarra)
Freddie Zambrano (Baixo e vocal de apoio)
Freddie Olave (Bateria)
Dio López (Vocal)
O “Matanza Ritual” se apresenta no dia 6 de junho (sábado), no palco da tradicional casa de shows Tom Brasil, em São Paulo, para celebrar de uma forma única e inesquecível o poderoso legado musical da banda Matanza.
Pela internet a venda está em uma nova plataforma, é preciso acessar diretamente pelos canais de vendas do Tom Brasil no endereço: grupotombrasil.com.br/matanza-ritual/ Todos os ingressos adquiridos anteriormente continuam valendo para o acesso ao show.
Com o vocalista Jimmy London ao lado de grandes músicos da cena brasileira, completam o “Matanza Ritual” o guitarrista Antônio Araújo (Korzus e One Arm Away), o baixista Felipe Andreoli (Angra) e o baterista Amilcar Christófaro (Torture Squad e Kisser Clan). Jimmy preparou um setlist matador com os maiores sucessos do Matanza.
A banda escolhida para abrir a noite é a Sociedade Boêmia. O grupo paulistano faz um som autoral influenciado por grandes nomes como Black Sabbath, Metallica e Led Zeppelin. Sociedade Boêmia é formada por Téo (voz), Adam Fares (guitarra), Renan Fernandes (baixo) e Fábio Pincel (bateria).
Sobre o “Matanza Ritual”, Jimmy London explica porque que será um momento histórico: “Nossa ideia não é formar uma banda, nem mesmo um projeto. Queremos criar uma celebração, reviver aquele ‘ritual insano’ que acontecia nos shows do Matanza e, para isso, convocamos os melhores dentre os melhores músicos do país, para serem os monges da loucura toda”.
A turnê “Matanza Ritual” vai passar pelas principais capitais do Brasil e é uma produção da Top Link Music, do empresário Paulo Baron.
Serviço:
Matanza Ritual – São Paulo
Quando: 6 de junho (sábado)
Onde: Tom Brasil – Rua Bragança Paulista, 1281 – São Paulo – SP
Banda de abertura: Sociedade Boêmia
Ingressos: grupotombrasil.com.br/matanza-ritual
A produção enviou um comunicado à imprensa dando conta de que o show do The Hellacopters no Carioca Club (SP) está mantido. O grupo sueco, que conta com Nicke Andersson, que também integra as bandas Entombed, Lucifer e Death Breath, esteve anteriormente no Brasil em 2003.
Serviço: Data: 14 de março (sábado) Horário: 17:00 – 21:00 Local: Carioca Club – R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo/SP Classificação: 16 anos
Da união entre Suécia e Finlândia vem uma nova banda, formada pelos talentosos Christian Liljgren e Jani Stefanovic: o WayMaker.
Com passagens por nomes como Narnia, Divinefire, Audiovision, Golden Resurrection, Shakiah, Solution.45, Miseration, Crimson Moonlight dentre outros, Christian e Jani formaram o WayMaker no verão europeu de 2019, que pouco depois teve a cantora Katja Stefanovic no integrada ao line-up. O grupo prepara um poderoso e bombástico metal melódico escandinavo com guitarras virtuosas e vocais marcantes divididos entre seus três talentosos membros.
A longa experiência em shows pelo mundo e gravações que os membros possuem convergem para um alvo em comum, que é levar o ouvinte para uma viagem musical onde a música e a mensagem são os que abrem caminho neste mundo caótico, tão difícil de se encontrar a paz. Influências de nomes como Yngwie Malmsteen’s Rising Force, Stratovarius, Masterplan e Kamelot poderão ser escutados no debut The WayMaker, a ser lançado mundialmente em agosto de 2020 e que terá uma versão de Soldiers Under Command (Stryper) com participação especial de CJ Grimmark (Narnia) na guitarra.
Com produção de Thomas Plec Johansson (Soilwork, The Gahtering, Nocturnal Rites e outros) e de Jani e tendo a participação de Alfred Fridhagen (ReinXeed, Golden Resurrection) como baterista de estúdio, o WayMaker promete entregar uma sonoridade bombástica, dinâmica mas com um novo sabor em seu trabalho de estreia. Um material para todos aqueles que apreciam o bom metal melódico escandinavo jamais esquecerem.
Confira o teaser do vindouro álbum no link abaixo:
Rafael Bittencourt acaba de retomar o seu canal no YouTube “Injeção na Testa” com uma conversa entre amigos ao lado do guitarrista e empresário Herman Li do DragonForce. Esses dois líderes de banda, Angra e DragonForce respectivamente, se encontraram para trazer ao público um pouco sobre suas vivências no business musical e no mercado de rock e metal mundial.
“Esta é uma boa chance para a geração mais jovem de músicos aprender algo novo sobre o mercado e que é pouco divulgado na mídia e até mesmo aqui no YouTube”, disse Rafael Bittencourt.
Assista a entrevista abaixo
Atualmente, o guitarrista e vocalista Rafael Bittencourt está em processo de composição do novo álbum do Angra. Seu trabalho é reconhecido mundialmente como um dos mais conceituados dentro do heavy metal e o brasileiro é considerado um dos músicos que mais conseguem misturar estilos e música brasileira com o Metal.
O novo álbum de Steven Wilson, The Future Bites, é uma exploração de como o cérebro humano evoluiu na era da Internet. Além de ser o sexto álbum fenomenal de Wilson, The Future Bites também é um portal on-line para um mundo de design de alto conceito personalizado para o consumidor ultramoderno.
Onde o To The Bone de 2017 enfrentou as questões globais emergentes da pós-verdade e notícias falsas, The Future Bites coloca o ouvinte em um mundo de vícios do século XXI. É um lugar onde experiências contínuas e muito públicas ocorrem constantemente nos efeitos da tecnologia nascente em nossas vidas. Da terapia de varejo fora de controle, da mídia social manipuladora e da perda da individualidade, The Future Bites é menos uma visão sombria de uma distopia que se aproxima, mais uma leitura curiosa do aqui e agora.
Musicalmente, The Future Bites brilha. Apresentando sons eletrônicos deslumbrantes distorcidos pela intervenção humana (“King Ghost”) acústica crescente que sobe diretamente para a estratosfera (“12 Things I Forgot”) e graves implacáveis e baixos (Eminent Sleaze). O trabalho mais consistente e brilhante de Steven até hoje. O álbum foi gravado em Londres e co-produzido por David Kosten (Bat For Lashes, Everything Everything) e Steven Wilson.
On-line, The Future Bites é uma porta aberta para um mundo de poder de compra, onde tudo é negociável e nada é aleatório demais para ser colocado à venda. Inspirado em artefatos notáveis do século XXI, como o bloco de cerâmica Virgil Abloh e o oxigênio canadense enlatado Vitality Air, The Future Bites é um universo de consumidor totalmente projetado (construído em colaboração com Baby e Crystal Spotlight), projetado para ser acessível e viciante para qualquer pessoa o fã casual para o colecionador hardcore.
A primeira faixa retirada do The Future Bites – “Personal Shopper” – está on-line em todas as plataformas de streaming e agora no site THE FUTURE BITES.
The Future Bites Tracklist:
1. Unself
2. Self
3. King Ghost
4. 12 Things I Forgot
5. Eminent Sleaze
6. Personal Shopper
7. Man Of The People
8. Follower
9. Anyone But Me
O álbum de Steven Wilson de 2017, To The Bone, chegou ao número 3 no Reino Unido (apenas impedido por Ed Sheeran e Elvis Presley). O álbum foi descrito por Mojo como “quase perfeito … reluzente e extravagante, com grandes canções criadas com carinho” e por Q como “brilhantismo pop maravilhosamente executado“. A turnê subsequente tocou para mais de um quarto de milhão de pessoas em 145 shows em 33 países e a primeira no Reino Unido desde a venda de três shows no Royal Albert Hall em março de 2018, que foram gravados para o lançamento do BluRay Home Invasion.
Desde que surgiram para o mundo com o álbum Glory To The Brave (1997), os suecos do Hammerfall passaram a integrar a elite daquilo que hoje chamamos de power metal. As músicas fortes e cativantes, os riffs intensos e uma atitude ajustada com o momento musical que viviam sempre foi um diferencial, e era só questão de tempo até serem considerados como uma banda clássica daquela geração. Bem, eles conseguiram isso. Mais ainda, pois continuaram lançando álbuns acima da média e hoje celebram o lançamento de seu décimo-primeiro álbum, Dominion. Forte, melódico e cativante, o novo registro de estúdio ainda destaca uma homenagem da banda à cena que orgulhosamente integram com (We Make) Sweden Rock. O guitarrista Oscar Dronjak nos falou sobre seu novo processo de criação e alguns dos pontos fortes desse novo álbum.
É um prazer falar com você novamente, desta vez sobre o décimo-primeiro álbum do Hammerfall.
Oscar Dronjak: O prazer é todo meu, é sempre bom conversar com vocês da ROADIE CREW. Até hoje eu tenho a minha camiseta da revista, está guardada na minha casa, pois é muito pequena (risos). Mas eu guardo com muito carinho, pois é uma ótima lembrança de quando ainda dávamos os nossos primeiros passos. E agora, é como você disse, estamos no nosso décimo-primeiro álbum, isso é incrível. Claro que naquela época, no início, nem poderíamos supor algo assim, nós tínhamos uma banda faminta e afinada, mas não tínhamos como imaginar tudo o que aconteceu ao longo dos anos, e tudo mais… O sentimento é incrível e me sinto realmente feliz em estar aqui ainda falando sobre novas músicas. É muito legal!
Sim, principalmente nesse caminho que vocês escolheram seguir. Quer dizer, ao mesmo tempo em que sabemos o que esperar de um novo álbum do Hammerfall, ele sempre terá alguns novos elementos.
Oscar: Sim, que bom que as pessoas podem perceber isso. Sabe, esse é todo o sentido de lançar um novo álbum. Você tem a identidade da banda, tem aqueles elementos que mantemos e manteremos sempre em nossa música, mas também tem algo que garanta o frescor do novo material. Não estamos simplesmente tentando nos repetir. O que estamos tentando é lançar o melhor álbum de heavy metal que formos capazes naquele momento.
Neste sentido, eu estava pensando: seus álbuns mais recentes estão sendo muito louvados, os primeiros álbuns são considerados clássicos… Vocês poderiam se repetir, e muitos fãs agradeceriam por isso. Então, o que os motiva a buscar novos elementos, por que arriscar?
Oscar: Eu entendo exatamente o que está dizendo (risos), e sei muito bem que muitas vezes isso é uma grande tentação. Porém, quando nos juntamos e começamos a pensar, vem todo aquele sentimento de que temos muito mais para oferecer do que apenas aquilo que já oferecemos. E, para oferecer mais, temos que nos mover adiante. Isso é mandatório, não tem outro jeito. Não queremos apenas repetir a dose, oferecer mais do mesmo. Não queremos lançar novos álbuns apenas para sair em turnê mais uma vez. Nós lançamos álbuns porque existem muitas novas músicas que vivem dentro de nós, e como músicos, precisamos encontrar uma maneira de exteriorizá-las.
Nas turnês é complicado manter esse equilíbrio, entre as favoritas dos fãs e as novas músicas que vocês desejam incluir no set?
Oscar: Sim, sempre existe um pouco de trabalho nesse sentido, pois você vai precisar fazer algumas concessões (risos). E de ambos os lados. A cada novo álbum nós vamos ter que tirar alguma das favoritas dos fãs para colocar uma nova que queremos muito apresentar, é um ciclo natural. Mas veja, isso também significa que algumas músicas do álbum anterior permanecerão no novo setlist. Não apenas as mais antigas, dos primeiros álbuns. Algumas de (r)Evolution (2014) e Built To Last (2016) também ficam no set, pois também se tornaram favoritas dos fãs, e isso demonstra aonde quero chegar. O fato é que a cada novo álbum, algumas canções se tornam parte das favoritas dos nossos fãs. Então, a cada álbum que lançamos, sentimos que as novas músicas se comportam muito bem nos palcos, elas realmente se integram com o nosso material mais antigo. É uma sequência lógica, sabe? Não soa como algo forçado, ou com uma mudança abrupta. Isso tem um significado muito forte para nós, é meio que um sinal que estamos no caminho certo.
Turnês celebrando um álbum na íntegra, nem pensar então?
Oscar: Não (risos). Ao menos por enquanto, você nunca sabe o que sentirá amanhã. Claro que um dia podemos acordar saudosos demais e seguir por esse caminho, ou podemos fazer um evento especial celebrando algo, mas uma turnê… Não sei, acho que não, hoje essa não é uma ideia que me agrada. Temos muita música pronta para ser tocada, novas músicas. Teremos ainda mais músicas novas vindo por aí. Não se preocupem, nunca esqueceremos os velhos clássicos, eles são parte de nós. Assim como as novas são parte também, então acho que este é um momento para balancear as duas coisas.
E como funciona o processo de criação no Hammerfall? Quando tiram o tempo para criar novas músicas?
Oscar: Bem, essa é uma coisa que sinto que tivemos uma mudança ao longo dos anos. Até este novo álbum, nós sempre tínhamos uma linha do tempo específica para a criação de um álbum. Quer dizer, é mais ou menos assim, nós tínhamos um prazo limite para aparecer com um novo álbum, então nós convergíamos para que tudo jogasse a favor desse prazo, entende? Primeiro estipulávamos o prazo, e depois começamos a criação, sempre assim. Até o álbum Built To Last, nós pegávamos um período de cerca de seis meses, e dentro desse período nossa única preocupação, nosso único intuito era compor novas músicas, nada além disso. Feito isso, o ciclo continuava com a gravação, e todo o resto. Essa era até agora a nossa maneira de trabalhar.
O que motivou a mudança?
Oscar: Eu diria que muito é consequência de como é o mercado musical hoje, por assim dizer. Do jeito que as coisas funcionam hoje, você cada vez precisa visitar mais lugares, cada vez precisa fazer mais shows. As turnês precisam ser cada vez mais longas ou mais frequentes. Chega um momento que você está realmente cansado. Lembro que durante o período de composição de Built To Last chegou um momento em que eu não conseguia mais me divertir, pois o processo todo era tão estressante… Nós tínhamos aquela data limite, eu estava cansado, o tempo estava passando cada vez mais rápido. De repente, faltavam apenas dois meses para o prazo e eu ainda tinha que trabalhar em metade do álbum. Foi muito estressante. Eu simplesmente não conseguia aproveitar nenhum momento, parecia que não era eu ali, mas um robô. Por isso, a mudança. Já que não podemos viver num mundo onde não existem prazos para cumprir (risos), eu decidi mudar a minha forma de trabalho, e começar a compor realmente muito cedo. Então, seis ou sete meses após o lançamento de Built To Last, eu já comecei a escrever canções para Dominion. Sim, tínhamos shows e tudo mais, mas eu senti que essa era a maneira de fazer as coisas.
Interessante. Mas eu achava que você não gostava de compor em turnê.
Oscar: Ah, mas eu realmente não gostava (risos). Isso é outra coisa que veio de um auto-aprendizado, ou de uma descoberta de mim mesmo, por assim dizer. Você sabe, eu sempre declarei que não conseguia escrever música em turnês, por mil motivos diferentes (risos). ‘Eu preciso estar em casa, eu preciso me concentrar, eu preciso de silêncio, eu preciso de calma para encontrar o meu foco’, tudo isso. Mas a verdade é que eu consigo sim, pois desta vez eu testei e consegui, em vez de negar a possibilidade (risos). E eu confesso, eu jamais tentaria se o processo anterior não tivesse sido tão trabalhoso e estressante.
Musicalmente sabemos que funcionou, mas como foi o processo para você, física e mentalmente?
Oscar: Bom, no princípio, eu também não imaginava como seria e nem sabia se conseguiria fazer algo, sinceramente. Mas as coisas foram fluindo melhor do que eu havia imaginado, foi mais fácil do que eu pensei!
Qual era o grande desafio para você, neste novo método de compor?
Oscar: Bem, eu pensava que, se eu fosse escrever novas músicas logo depois de descer do palco e tocar nossas antigas músicas todas as noites, era muito provável que as novas músicas viessem quase como uma cópia das velhas músicas. Mas, na verdade, foi o contrário. Eu vinha do palco com um nível de adrenalina tão alto que praticamente ‘suava’ novas canções (risos), e elas tinham uma vibração diferente, pois vinham conectadas com a energia daquelas plateias incríveis, daquela sensação incrível de estar no palco e fazer um ótimo show!
Então, as músicas em Dominion têm mais a cara da loucura dos palcos do que da calma e concentração da sua casa.
Oscar: Exatamente (muitos risos), acho que essa é uma boa maneira de colocar a situação. Acho que essa é uma ótima vibração para um álbum de heavy metal (risos). Claro que tudo isso é auxiliado pela tecnologia que temos a nossa disposição. Eu queria aproveitar o momento, em vez de descer do palco e relaxar até voltar a vibração normal do dia a dia, eu queria descer do palco e usar toda aquela adrenalina louca, toda aquela sensação de triunfo dos palcos em novas músicas. E, hoje, tudo o que preciso para isso é de um notebook, uma interface boa e uma guitarra. No fim das contas era muito mais prático, rápido e fácil do que eu tinha suposto a minha vida inteira (risos). Eu compus várias músicas assim, e continuei com isso tentando compor em todo lugar que estivesse, aproveitando cada momento e cada lampejo de criatividade.
Aposto que você se divertiu muito nesse processo também. Nada é tão bom quanto criar sem limites, sem obrigações.
Oscar: Com certeza, foi incrível. E também foi um pouco engraçado, pois chegou um momento que eu estava bem obcecado com isso (risos). Eu levava o computador e a guitarra para todos os lugares, até nos dias de folga, com a minha família (risos). Minha namorada colocando nosso filho para dormir, e eu do outro lado da sala, no escuro diante da tela do computador, com uma guitarra no colo e um fone gigante nos ouvidos, compondo músicas, imagine (muitos risos). Mas, não sei dizer se já me diverti assim antes, foi muito legal, e muito recompensador. Eu saí do processo descansado e empolgado, em vez de estressado e aliviado (risos).
Quanto de Dominion foi composto longe de casa?
Oscar: Eu não saberia dar um número exato, mas por volta de 50%. O que é uma grande conquista, se você pensar que antes eu não conseguia compor uma nota sequer longe de casa (risos).
E também um alívio para a sua família, apesar dos momentos de guitarra e fones pelos cantos escuros da casa…
Oscar: Ah, sim, com certeza (muitos risos). Veja só, esse foi um processo que fez bem para eles também, então funcionou em vários níveis diferentes (risos).
Isso responde parte da minha próxima pergunta, pois soubemos que as gravações do álbum tinham sido atrasadas por alguns meses. Até onde sabia, imaginei que se devesse a turnê nos EUA.
Oscar: A turnê pelos Estados Unidos também é parte da resposta, então você não estava totalmente errado. Era algo que queríamos aproveitar, claro, e atrasar as gravações era fundamental para isso, por conta das datas. Mas o motivo principal é esse, eu quis aproveitar a inspiração no momento em que ela vinha, e não confiná-la e forçá-la a funcionar em um momento específico.
Todo esse comprometimento com o processo de composição gerou um álbum acima da média, que vem sendo muito elogiado. Quando coloco o álbum para rolar, e ouço os riffs de músicas como One Against The World ou Scars Of A Generation, que são bem diferentes, a vibração de ‘música ao vivo’ é gritante.
Oscar: Que bom, que incrível que diga isso, pois eu realmente vibrava pensando na possibilidade de as pessoas sentirem a mesma energia que me motivava enquanto compunha para esse álbum. Toda aquela energia que recebemos do público, é isso que dá o gás e a vibração desse álbum, em cada riff, em cada batida, em cada verso cantado. Foi um desafio enorme, uma mudança completa de perspectiva, mas acho que conseguimos seguir uma boa trilha através desse novo caminho.
Falando nisso, a faixa-título é incrível. Ela tem aquele ataque típico do power metal dos anos oitenta e início dos anos 90, com ótimas linhas vocais e bateria intensa, além de ótimos riffs. Quer dizer, do que mais você precisa no som heavy metal?
Oscar: Muito obrigado (risos). Você está certo, essa é uma das músicas mais fortes desse novo álbum, e uma das que mais gostamos. Você mencionou os vocais, e posso te garantir, essa é uma das que Joacim (Cans, vocal) mais gostou, e é fácil entender, pois os vocais dele são realmente um destaque, é incrível! Bem, antes eu te falei sobre a forma como trabalhei nas músicas deste álbum, e esta música foi uma das que escrevi em férias com a minha família, na Flórida (muitos risos). Scars Of A Generation, que você citou antes, também é daquela viagem, então acho que vou te enviar algumas fotos dessa viagem (risos gerais). Bom, Dominion é uma música que escrevi no escuro, com meu computador, guitarra e fones (risos). E é engraçado, pois quando voltamos para casa, eu não sabia onde estava guardada a música, do que se tratava, se valia a pena ou se descartaria, eu só sabia que tinha escrito algo que precisaria revisitar (risos). Bem, eu esqueci completamente disso, e cerca de um mês depois eu decidi checar as partes que tinha criado, para compor algumas novas músicas. Peguei meus ‘arquivos da Flórida’, e quando ouvi aquilo, eu pensei ‘caramba, isso é ótimo!’. Cara, como eu escrevi uma música assim e esqueci por completo disso, quem faz isso? (muitos risos) Mas, felizmente estava tudo registrado, então, voltei para ela e finalizei tudo. É uma das nossas melhores músicas, e é engraçado pensar em como ela foi concebida.
Para fechar o que poderia nos dizer sobre a música (We Make) Sweden Rock?
Oscar: Essa foi uma ideia incrível do Joacim. Ele me escreveu uma mensagem, bem no começo do processo, acho que no outono (europeu) de 2017, onde ele dizia algo como ‘o que você acha dessa ideia, o que acha de fazermos uma música chamada We Make Sweden Rock, onde falamos sobre toda a essa cena incrível de metal na Suécia que vem desde os anos 60?’. Eu lembro que na época eu estava lutando para ter ideias, e quando recebi aquele e-mail, foi como se acendessem uma luz na minha cabeça, foi tipo ‘uau, é isso!’. Agora nós tínhamos realmente uma ótima ideia, sobre o que nos debruçar. E foi incrível, pois essa foi uma das músicas que mais se beneficiou desse novo método de trabalho, pois se você considerar a demo, existem muitos pequenos detalhes que foram alterados no processo. Detalhes que transformaram uma boa música em uma música incrível.
E o tema também é incrível!
Oscar: Sim, com certeza. Eu não sei o quanto as pessoas de fora da Suécia conhecem da nossa cena, mas existem várias bandas daqui que são muito reconhecidas mundialmente, desde os anos 60. Sabemos que existe uma espécie de aura em torno das bandas suecas. Por conta da inventividade e da criatividade típicas das nossas bandas, existe algo que faz as pessoas prestarem atenção assim que sabem que uma banda é da Suécia. Isso não é uma coincidência, existe uma coisa muito única nas bandas daqui, e temos muito orgulho disso. Então, é a nossa homenagem para toda essa cena que nos fez tão bem, e que nos orgulhamos demais de fazer parte. Então, eu gostaria muito que seus leitores assistissem o clipe desta música com bastante atenção, e nos que eles nos digam as referências que identificaram no vídeo.
A banda Shaman acaba de lançar a inédita faixa “Brand New Me” em todas as plataformas digitais pela ONErpm. Além de Luis Mariutti (baixo), Hugo Mariutti (guitarra) e Ricardo Confessori (bateria), o Shaman conta agora com Alírio Netto (vocal) para interpretar as diversas fases do Shaman e também da carreira de Andre Matos.
Escute “Brand New Me” em todas as plataformas: https://ps.onerpm.com/brandnewme
“Essa é uma música muito importante na carreira do Shaman. É a primeira faixa que gravei com os caras e ela é muito especial pois ela tem o DNA da banda. Os fãs já tiveram um gosto especial nos shows da Nagual Tour, mas agora lançamos ela com a qualidade que foi sempre a marca do Shaman”, disse Alírio Netto.
O primeiro show da “Shaman Nagual Fly Tour” aconteceu no dia 9 de Fevereiro de 2020 na Audio, em São Paulo. “Tínhamos muitos compromissos agendados e tudo acabou sendo cancelado depois da morte do Andre, e ainda mais lidar com a dor de perder um amigo com a carência do nosso público, foi muito difícil, e ainda está sendo, mas o que nos faz continuar é a certeza que o Andre concordaria e apoiaria a nossa decisão de continuar. Então nos reunimos e achamos que o Alírio se encaixaria perfeitamente nesta nova fase. Ele respeita o Andre, tem carisma, tem técnica de sobra necessária pra interpretar de forma magnifica todas as nossas músicas, além de ser um ótimo instrumentista também”, disse Hugo Mariutti.
Links relacionados:
Site Oficial: https://www.alirionetto.com/
Facebook Alirio Netto: https://www.facebook.com/nettoalirio/
Instagram: @alirio_netto
Facebook Shaman: https://www.facebook.com/shamanbandofficial/
Instagram Shaman: @shamanbandofficial
Os Thrashers paulistanos do SCARS anunciaram o título e data de lançamento do novo álbum e oficializam Thiago Oliveira como guitarrista.
“Predatory” foi supervisionado e produzido por Wagner Meirinho (Warrel Dane, Torture Squad), do renomado estúdio Loud Factory, em São Paulo, e será lançado no mês de maio em formato CD e digital.
A banda recentemente, após sua retomada na carreira em 2018, já havia trabalhado com Wagner Meirinho na produção dos dois singles “Armageddon” e “Silent Force”, ambos lançados ano passado em todas plataformas digitais, e como tudo correu bem decidiram continuar com essa parceria.
O Scars conta hoje com Regis F. Fre (vocal), Alex Zeraib e Thiago Oliveira (guitarras), Marcelo Mitché (baixo) e Joao Gobo (bateria). Thiago (Warrel Dane, Confessori, Seventh Seal e outros) chegou a tocar com o Scars em alguns shows após a saída por problemas pessoais de Edson Navarrette Junior, mas acabou na época não ficando por conta de outros compromissos profissionais, sendo substituído temporariamente por Rick Barros. Mas, agora, entra de forma definitiva na banda e já está em estúdio gravando suas partes.
“Todos estão muito satisfeitos com o resultado das composições e a qualidade sonora do novo material. Será o melhor e mais completo registro da banta até agora, sem dúvida” ressalta Alex Zeraib (guitarrista e um dos principais compositores da obra).
“O ser humano é um ‘super predador único’, ou ‘predador alfa’. Estudos publicados revelam que o homem mata outros animais em taxas de até 14 vezes maior a outros carnívoros da natureza. Comenta Régis F., vocalista fundador e principal letrista. “Uma temática muito forte para dar essência ao espírito do nosso mais novo registro. E, apesar do assunto ser muito vasto, este não será um álbum conceitual”, explica.
A banda também anuncia uma nova assessoria, a JZPress, cujo responsável é Johnny Z., redator-chefe do site/portal Metal Na Lata.
“Há tempos queríamos trabalhar com o Johnny, pois é uma pessoa focada e muito querida dentro da cena metal brasileira. Sua idoneidade, atitude, visão e conduta nos fez pensar primeiramente em seu nome para essa nova fase da banda. Estamos muito felizes com essa parceria.” comenta João Gobo (baterista)
Discografia:
“Ultimate Encore” (Split/1994)
“The Nether Hell” (EP/2005)
“Devilgod Alliance” (Álbum/2008)
“Armageddon” (Single Digital/2019)
“Silent Force” (Single Digital/2019)
“Armageddon On Tour” (Compilação Digital/2019)
“The V8 Sessions: Vol.1” (Live) (Digital/2019)
“Predatory” (Álbum/2020)
O vocalista Edu Falaschi apresenta show acústico da “Moonlight Celebration Tour” em São Paulo, no Teatro Claro, dia 22 de Março. O show revisitará as principais músicas de sua carreira com o Angra, Almah, Symbols, entre outros. Edu conta com músicos renomados do Jazz como Tiago Mineiro, Ricardinho Paraíso e Wagner Barbosa para mostrar como as músicas foram compostas.
“A “Temple Of Shadows In Concert” foi muito intensa! Principalmente o DVD, então esse show mais acústico foi super bem-vindo! O projeto cresceu também e virou turnê com uma linda produção cênica e uma banda de peso! É lindo demais”, disse Edu Falaschi.
Este ano está trazendo muitas notícias boas para Edu Falaschi. “Já tenho planejamento até fim de 2021. Em breve lançarei mundialmente o DVD/Bluray com orquestra, daí entro em estúdio para gravar um disco de inéditas e obviamente virão shows e em 2021 estarei em celebração dupla, com meus 30 anos de carreira e os 20 anos do disco Rebirth”, completou o vocalista.
SERVIÇO: Edu Falaschi apresenta “Moonlight Celebration” em SP Quando: 22 de Março (domingo) Horário: 21h00 Onde: Teatro Claro – SP Endereço: Rua Olimpíadas, 360 – 5° Piso, São Paulo – São Paulo Ingressos Online: https://bileto.sympla.com.br/event/63631/d/77754
Mais informações: https://www.edufalaschi.com.br/ https://www.facebook.com/edufalaschi.officialpage/