Obscure & Violent, primeiro single de Hybrid Power, o álbum de retorno do grupo paraguaio Kuazar, acaba de ganhar um videoclipe, que traz cenas filmadas em Los Angeles/CA (EUA) e nas cidades de Ciudad del Este e Assunção (PAR). “As imagens da banda foram captadas pelo experiente cinegrafista Krys Amon (Rede Globo, Esporte Espetacular). As cenas extras foram captadas e editadas pela produtora MC Flight, de Andres Martinez”, revelou o experiente baterista Marcelo Moreira, que agora se junta a Josema Gonzalez (vocal e guitarra) e Marcelo Saracho (baixo).
Veja abaixo o videoclipe de Obscure & Violent
Obscure & Violent fala da natureza violenta da humanidade e como atos agressivos estão sempre presentes de maneira quase “natural” na vida do ser humano. “O refrão diz ‘o ódio é a fonte do nosso poder’, o que resume a ideia principal da letra, explorando a existência natural de sentimentos ruins, agressivos e sádicos na humanidade. Desde os cultos religiosos espirituais até as guerras, a presença do mal e dos pensamentos agressivos está sempre presente na humanidade”, explicou Josema Gonzalez.
O Kuazar vem se destacando nos palcos da América do Sul, tendo realizado shows no Paraguai, Brasil e Bolívia, tocando ao lado de Megadeth, Kreator, Behemoth, Hirax, Sepultura, Violator e Krisiun, obtendo uma sólida base de fãs em um curto período de tempo.
Trio paraguaio de thrash metal conta agora com a presença do baterista brasileiro Marcelo Moreira (Almah, Kiko Loureiro, Circle II Circle, Graham Bonnet Band, Marmor, Burning In Hell) | Foto: Krys Amon
Com músicas agressivas e versáteis, incluindo toques de elementos latinos, o trio lançará Hybrid Power, sucessor de Wrath of God (2009) e do DVD Wrath on the Road no primeiro semestre. O material foi gravado nos Estados Unidos, nos estúdios Fuel Music Studio e Marmor Studio, contando com mixagem e masterização a cargo do experiente Brendan Duffey. “O álbum traz novos elementos, com uma pegada mais moderna, criando um som com características próprias, que lembra, em alguns momentos, bandas que nos influenciaram, como Slayer, Gojira, Lamb of God e Sepultura”, concluiu Marcelo Moreira.
Mais informações em facebook.com/kuazarmetal
Contato: [email protected]
David Ellefson, o incansável baixista do Megadeth, através de sua David Ellefson Youth Music Foundation, organização sem fins lucrativos, lançou o projeto #SchoolsOut, com o intuito de oferecer sessões individuais de mentoria e aulas de música, via Skype, para estudantes que não estão podendo ir à escola devido às novas restrições impostas por conta da pandemia do Coronavírus.
A ideia surgiu do parceiro de negócios de Ellefson, o vice-presidente da David Ellefson Youth Music Foundation e também vocalista de sua homônima banda solo, Thom Hazaert, que lhe sugeriu lecionar aulas gratuitas de baixo, no período em que as pessoas estão orientadas a manter distância social.
Hazaert explica a iniciativa: “David e eu estávamos discutindo maneiras de retribuir durante a epidemia de COVID-19, pondo alguma positividade em um momento incomparável de crises e incertezas. A missão da nossa fundação é tentar ajudar a manter a música nas escolas, mas o que acontece quando as crianças não podem ir à escola? Como estou sentado em casa com meus inquietos dois filhos, no exílio basicamente forçado, isso me atingiu”.
A David Ellefson Youth Music Foundation fez parceria com a Grammy Music Education Coalition, para oferecer sessões especiais “School’s Out” para distritos escolares parceiros da rede G.M.E.C. – incluindo Nashville e a Filadélfia -, que fornecerá suporte promocional e logístico adicional. A parceria tem como objetivo também conceder subsídios e instrumentos para estudantes individuais e programas de música necessários, concentrando-se em áreas rurais, como a cidade natal de Ellefson, Jackson (MN).
Hazaert comenta a respeito: “Começamos a conversar sobre David fazer algumas aulas on-line com crianças, através da fundação, e depois tivemos a ideia de também recrutar alguns de nossos outros amigos. Depois conversamos com nossos amigos na Grammy Music Education Coalition, e isso realmente ganhou nova vida e se tornou uma iniciativa massiva”.
David Ellefson acrescenta: “Quando uma pessoa sofre, todos sofremos, e este é um momento sem precedentes na história, quando todos nós ao redor do mundo estamos unidos por uma causa comum. A música e as artes sempre foram alguns dos nossos maiores curandeiros, como nenhum outro”.
David Ellefson e Thom Hazaert – Foto: Melody Myers
A fundação de David Ellefson foi oficialmente lançada no “David Ellefson’s Day”, em 2018, na cidade onde ele nasceu. Foi quando ele retornou e recebeu as boas vindas dos locais, como um herói da cidade. Ele se apresentou na escola que estudou, a Jackson High School, que fez uma doação para seu programa de música. Foi lá que Ellefson se formou no ensino médio em maio de 1983, cinco dias antes de se mudar para Hollywood. Além do evento em Jackson, a D.E.Y.M.F. participou de vários eventos em todo o país, vários deles com a G.M.E.C.
A iniciativa #SchoolsOut é uma consequência natural desse impulso de retribuir, com o foco rural. “Cresci em uma área rural”, diz Ellefson. “A escola rural e os programas de música têm um lugar especial na minha vida, porque esses programas foram o que me atraiu para a música. Toquei saxofone tenor na orquestra, na banda marcial. Peguei o baixo e entrei para a banda de jazz. Esses programas de música me educaram e me levaram à uma carreira musical profissional”, revelou.
Além de Ellefson, o projeto #SchoolsOut contará com vários outros músicos renomados. “Sou eternamente grato aos nossos amigos da comunidade criativa, que gentilmente ofereceram seus conhecimentos para colocar um sorriso no rosto de tantas pessoas necessitadas no momento. Que este seja um momento em que todos possamos nos unir sob a bandeira da música e deixar nossa criatividade imperar”.
As sessões de vídeo serão realizadas por renomados artistas de rock e metal. Além de David Ellefson, a lista conta com seus parceiros de Megadeth Dirk Verbeuren e Kiko Loureiro, e também com Frank Bello (Anthrax), Jimmy DeGrasso (Ex-Megadeth, Alice Cooper), Ron “Bumblefoot” Thal (Sons of Apollo, ex-Guns N ‘Roses), Chris Kael (Five Finger Death Punch), Chad Szeliga (Black Star Riders, Walking with Lions), Phil Demmel (ex-Machine Head), Dave McClain (Sacred Reich, ex-Machine Head), Clint Lowery (Sevendust), Nita Strauss (Alice Cooper), Brandan Schieppatti (Bleeding Through), Thom Hazaert (Ellefson Band), Alex Snowden (Doll Skin), Sydney Dolezal (Doll Skin), Ra Diaz (Suicidal Tendencies), Shani Kimelman (Michael Jackson ONE by Cirque Du Soleil), Marc Rizzo (Soulfly), Jeff Duncan (Armored Saint), Rusty Cooley e muitos outros que serão anunciados.
Em entrevista ao site USA Today, Ellefson comentou sobre as participações: “Tínhamos uma lista incrível de artistas premiados com Grammy, e também Discos de Ouro e Platina. Então, foi realmente um momento simplesmente maravilhoso para todo mundo se reunir”.
Ellefson também mencionou outro lado positivo do projeto: “Todos estamos fora da estrada no momento, e tenho certeza de que todo mundo vai começar a se sentir um pouco louco e, honestamente, isso ajudará a manter a todos nós em um modo de caridade. Isso nos ajudará a permanecermos positivos”, disse o baixista. “Vamos deixar agora a música elevar o ânimo das pessoas em todo o país e em todo o mundo”, concluiu.
Pode parecer até difícil acreditar, mas o vocalista Derrick Green está celebrando 22 anos como vocalista do Sepultura. Você certamente acompanhou de perto os já muitos capítulos dessa história e deve concordar que esse não foi o mais suave dos caminhos. Conhecer um pouco da personalidade do vocalista americano, bem como da banda brasileira, nos faz perceber com muita clareza que nem eles queriam que fosse assim. Não queriam a segurança, mas o desafio. A mudança forçada como o início de um novo caminho, nenhuma novidade no horizonte de um grupo que simplesmente nunca aceitou a estagnação. Derrick chegou usando uma das mais belas expressões do nosso idioma, ‘dando voadora no lustre’. Against (1998) já mostrava um vocalista audacioso e sedento por mostrar suas próprias características, algo nem sempre compreendido ou aceito por uma parcela dos velhos fãs. Com o passar dos anos, a abordagem própria e única de Derrick foi sendo ainda mais exposta e bem trabalhada, em uma discografia que já chega ao seu nono álbum completo de estúdio ao lado do Sepultura. Uma jornada que já seria uma vitória. Uma vitória ainda mais celebrada com o lançamento de Quadra, o mais variado, completo e complexo álbum do Sepultura em muitos tempos. Você conferiu momentos importantes da nossa conversa com o guitarrista Andreas Kisser nas páginas da ROADIE CREW, mas agora é hora de saber o que Derrick Green tem para nos contar. Com a palavra, a voz do Sepultura!
A primeira mostra de Quadra para os fãs foi a música Isolation, estreada pelo Sepultura no palco do Rock In Rio. Como tomaram essa decisão?
Derrick Green: Acho que, mais do que tudo, foi uma questão de ‘timing’. Nós mal tínhamos acabado de gravar o álbum, estávamos muito empolgados com o material e queríamos apresentá-lo para os fãs de uma maneira realmente grandiosa. Então, claro, o Rock In Rio era perfeito. A plateia é gigantesca, as pessoas são empolgadas, conhecemos bem o cenário, então, era a chance perfeita. Por fim, você sabe, o material foi gravado para usarmos no vídeo oficial da música, então, ‘sincronia’ é a palavra-chave.
Deu uma espécie de ‘frio na barriga’ debutar uma nova música diante de tantas pessoas?
Derrick: Ah, com certeza (risos). Acho que sempre tem essa sensação quando estamos apresentando uma música pela primeira vez, realmente tem muita gente na plateia e você está ansioso para ver a resposta. Então, sim, dá frio na barriga (risos). Mas acho que foi a melhor escolha que poderíamos ter tomado, pois a resposta foi incrível. Estou realmente feliz pelo resultado daquele show, a paixão que as pessoas demonstraram pela nossa nova música, e principalmente, estou feliz pelo vídeo que fizemos. Manter o Sepultura ativo e unido tem muito a ver com a vibração e a paixão dos brasileiros, e pudemos mais uma vez registrar essa paixão e mostrá-la para o mundo.
Bom, assim que a música foi tocada, imediatamente as pessoas começaram a comentar a presença inequívoca de riffs típicos do thrash metal.
Derrick: Sim, isso é uma coisa que almejávamos desde o começo do processo. Na verdade, pensamos em um disco com elementos variados. A primeira parte deveria ter todos esses elementos típicos do thrash metal, algo que sempre foi parte importante do Sepultura, e que quisemos evidenciar nessa primeira parte.
Como funcionaram essas diferentes partes do álbum que mencionou?
Derrick: Bem, Quadra foi composto primeiramente em quatro partes. A primeira é thrash, a segunda tem toda aquela coisa do ‘groove’, a terceira vai mais para o caminho do experimental, e por fim, a quarta parte é a que agrega mais o senso melódico às composições. Então, quando começamos a pensar nesse álbum, quisemos realmente reunir todos esses elementos diferentes.
Derrick Green celebra 22 anos como vocalista do Sepultura
São elementos que sempre estiveram presentes na música do Sepultura, mas, organizados assim, eles soam novos.
Derrick: Sim, exatamente, é isso. Sabe, sempre existirão elementos que são parte do Sepultura, que são a característica dessa banda desde o princípio. Mas também não podemos negar que os anos passam, que crescemos e evoluímos, que temos novas experiências e que elas nos marcam de alguma forma, refletindo na nossa música. E isso sempre foi uma característica do Sepultura, desde antes de eu estar na banda. Sempre foi muito importante para esses caras fazer com que cada álbum soe único, diferente do anterior. O Sepultura sempre evoluiu como banda, e nós mantemos isso, não importa o custo.
É verdade, esse sempre pareceu o caminho. Nunca sabemos exatamente o que esperar do próximo álbum do Sepultura. O que eu gosto, pois aprendi muito cedo com o Celtic Frost que surpresas podem te impressionar muito, e positivamente.
Derrick: Sim, e essa é a beleza de uma banda. Pelo menos para mim, este é um dos grandes diferenciais do Sepultura. Para uma banda tão tradicional no cenário, tão grande e com uma base de fãs tão extensa, inovar é sempre um risco. Quando cheguei aqui, eles não apenas encaravam a mudança, eles pareciam ansiar por ela. Eles queriam ver até onde as coisas poderiam chegar. É incrível trabalhar com uma banda onde todos realmente querem chegar ao próximo nível, onde todos realmente se comprometem com o resultado. Isso é um ponto fundamental para uma banda que quer viver o momento. E como artista, essa é a única maneira de se manter relevante em um mundo que vive mudando. Se você vai criar algo, que seja criativo.
Neste sentido, muitos estão falando sobre o quanto os seus vocais evoluíram ao longo dos anos, com todos os novos elementos que está agregando na música. Eu concordo com isso, mas discordo quando compreendem isso como um fenômeno atual. Até onde compreendo música, essa postura é algo que você já tinha em Against (1998).
Derrick: Sim, e você está certo (risos). O que eu acho é que muitas pessoas foram pegas de surpresa com a mudança naquela época, e entendo isso. Eu sei como é ser fã de uma banda e ela, de repente, mudar, principalmente quando uma mudança é muito grande. Aí é difícil para o fã entender o que está acontecendo, pois ele sente que tem que escolher um lado, como em uma guerra. Neste cenário, muita gente não prestou atenção em todos os elementos que estavam envolvidos nessa transformação. Você está absolutamente certo, todos esses elementos já estavam lá. As mudanças, os elementos melódicos… Mas, na época, muitas pessoas simplesmente não queriam ouvir isso, sequer deram-se uma chance de ouvir e julgar. Pelo menos, não com atenção.
Naquela época o Sepultura entendeu essa nova abordagem que você trazia?
Derrick: Sim, completamente. Claro que essa era uma preocupação que eu tinha. O Sepultura era uma banda muito estabelecida, eles tinham um estilo muito próprio, e eu me perguntava se realmente poderia ser eu mesmo na banda. Jamais teria continuado se não pudesse ser eu mesmo cantando. Mas a questão é que era exatamente isso que eles queriam. Desde o primeiro momento, eles não apenas entenderam que eu canto de outra maneira, mas impulsionaram isso. Eles deixaram muito claro que não queriam que eu fosse um clone de Max, que poderia, e deveria, ser simplesmente o Derrick.
Eles estavam pensando no futuro.
Derrick: Sim, é isso. Eles buscavam por um vocalista que fosse versátil, que pudesse cantar linhas diferentes com emoções diferentes, estilos diferentes. Na época das audições, eles receberam muito material de vocalistas que simplesmente faziam a mesma coisa, tentavam repetir o estilo do vocalista anterior. Eles me escolheram porque eu fazia coisas diferentes, e eles queriam isso, pois os olhos já estavam naquilo que eles fariam no futuro. Talvez naquele momento as pessoas tivessem aceitado melhor um clone, talvez não. Não sabemos. Mas um clone não estaria hoje na banda. Um clone não chegaria aonde o Sepultura planejava chegar, e eles foram muito inteligentes em investir naquilo que realmente acreditavam.
Isso estava claro em Against. Não há como negar que existe uma energia diferente nos vocais de músicas como Old Earth e Floaters In Mud.
Derrick: Sim, sim (risos). Eu estou rindo porque, você não imagina quantas vezes temos que relembrar as pessoas de que a mudança já estava acontecendo, que esses elementos que elas elogiam já estavam lá, então, quanto você cita essas músicas, eu fico muito feliz. Quem sabe as pessoas revisitem o álbum e compreendam melhor algumas ideias que estão lá. Claro que nós evoluímos, estamos melhores em algumas coisas, mas é importante que saibam que a evolução não veio do nada, não aconteceu de um momento para o outro.
Andreas Kisser, Eloy Casagrande, Paulo Jr. e Derrick Green, a formação nos 3 últimos álbuns de estúdio
Nesse sentido, eu diria até mais, pois no EP Revolusongs vocês registraram uma versão para Angel, do Massive Attack. E, novamente, os vocais são o diferencial.
Derrick: Muito obrigado, de verdade. E foi muito legal fazer essa música, foi o momento em que estava ficando mais confortável para mim fazer essa combinação entre música pesada e vocais mais melódicos ou melodiosos, foi muito interessante. Eu sou um grande fã do Massive Attack, então fazer essa versão foi incrível. E, bom, foi incrível ver essa música sendo usada em um episódio do seriado The Following (N.R: Estrelado por Kevin Bacon, a música aparece no segundo episódio da primeira temporada, de 2013), anos depois de termos lançado a versão originalmente. Novamente, obrigado por ouvir nossa música com tanta atenção, pois ninguém ligou para essa música no Brasil, na época todo mundo adorou a Bullet The Blue Sky, do U2, o vídeo e tudo.
Sim, aquele EP tinha muita coisa especial. Claro que as versões para Metallica (Enter Sandman / Fight Fire with Fire Medley), Exodus (Piranha) e Hellhammer (Messiah) já eram esperadas, mas há várias surpresas.
Derrick: Sim, tinham essas mais esperadas para uma banda como o Sepultura, e claro, nós sabíamos disso, mas era mais como um desafio. São hinos do metal, músicos que realmente adoramos e que nos influenciaram, músicas que são parte do vocabulário do metal. Encarar a responsabilidade de fazer versões de músicas assim é um desafio maior do que parece, pode apostar (risos). Mas claro, isso não era tudo o que queríamos fazer…
Com certeza. Sempre me perguntei como foi aquela experiência para você, que poucos anos antes tinha entrado numa banda de thrash metal, e que então estava gravando versões de artistas new wave, como U2 e Devo (risos).
Derrick: (rindo muito) Ah, cara, foi sensacional (risos)! Sinceramente, vou dizer uma coisa para você. Foi naquela época que eu percebi que o Sepultura realmente era uma banda que não reconhecia limites, e que realmente apoiava o meu desenvolvimento como vocalista. Cantar metal é um desafio imenso, cantar new wave também é um desafio, de uma outra ordem. Eles apostaram que eu poderia fazer isso, eu queria fazer, e no fim das contas, foi uma bela experiência, e curto demais aquele EP.
Essa aproximação de elementos new wave ficou bastante clara na faixa-título do álbum anterior, Machine Messiah, concorda?
Derrick: Sim, tem aquela mesma pegada, aquela coisa mais calma e limpa na voz. Também é um tanto mais emotiva, então essa vibração foi bem-vinda aqui. E isso é o bom de experimentar, você passa a saber o que pode ousar, passa a contar com novos elementos, coisas que antes não estavam ali.
Neste novo álbum, além de tudo o que citamos, temos um Derrick também intenso e agressivo, com vocais que trilham os caminhos do hardcore, como em Last Time, certo?
Derrick: Sim, tenho isso como uma das minhas raízes, e nunca vou me distanciar demais delas. É bom viajar o mundo, mas também é bom estar em casa (risos). Quero dizer, por mais que sempre busque novas formas de trabalhar meus vocais, sempre terei vontade de trilhar caminhos mais agressivos e intensos. O Sepultura demanda essa versatilidade, e estou muito feliz em ser o vocalista adequado para esse papel.
2020 é o momento do lançamento de V, quinto álbum da banda carioca de thrash metal Taurus. A produção conta com as participações especialíssimas dos vocais de Alex Camargo, baixista e vocalista do Krisiun, na música Existe Um Lugar?; de Luiz Carlos Louzada, vocalista do Vulcano, que participou da música Dark Phoenix e de Beto de Gásperis, ex integrante do próprio Taurus, que divide os vocais em Mãos de Ferro e Mutation.
Toda a concepção visual do disco, incluindo a arte da capa e do encarte, ficou por conta do artista Alcides Burn.
O novo álbum de inéditas da Taurus, V, chega em formato CD (pelo selo Dies Irae) e digital, em todas as plataformas digitais de música e streaming.
A produção do disco ficou a cargo de Cláudio Bezz, um dos membros fundadores da Taurus, que também produziu o disco anterior, Fissura (2010).
Segundo os integrantes, as novas músicas têm várias matizes. Algumas rápidas, outras muito pesadas, bem contrastantes. A impressão de uma sonoridade que preza pelo som pesado, aliada à agressividade sonora própria do estilo faz do disco V um capítulo especial na biografia da banda.
Todas as letras são temáticas e a tônica está centrada na visão própria sobre as divisões sócio/políticas que há no mundo atual e, em especial, o Brasil. Trata-se de um disco afirmativo.
O primeiro single lançado do álbum foi Existe Um Lugar?, com a participação de Alex Camargo (Krisiun). Existe “o” lugar de chegada na batalha da vida? As lições aprendidas e os medos vencidos durante a caminhada são o que importam. “…Vivam suas histórias e descubram se existe um lugar”, conta a banda. A música que abre o disco V, Nove Vidas, foi a escolhida para o lançamento do lyric video, também disponível na rede. Assista abaixo.
Está no ar, no YouTube, o clipe de Crazy Woman da banda Wolftrucker. Essa é mais uma faixa do álbum Come to the Road, e marca a estreia do quarteto gaúcho a ganhar videoclipe.
Assista Crazy Woman abaixo
Crazy Woman traz cenas dos músicos em performance ao vivo, com seu rock and roll clássico, forte e vigoroso. A música conta a história de uma velha senhora, antiga vizinha de Joey, baixista da banda, que na sua loucura e paranoia acreditou viver ao lado de um perigoso traficante.
Sobre o Wolftrucker
Selvagem como um lobo e pesado como um caminhão. Essa é a definição do som que o Wolftrucker exerce e que pode ser comprovado no álbum de estreia que apresenta a banda ao grande público, Come to the Road, disponível na web. Um uivo sedento por rock’n’roll, com dez faixas com temáticas primordiais do rock: liberdade e independência. Wolftrucker é formado por Bruno Junges (vocal), Lucas Figueiredo (guitarra), Joey Razzolini (baixo) e Christ Oliveira (bateria).
Como era esperado, prudentemente os shows da “End of the Road World Tour” do Kiss pela América do Sul, que aconteceriam no mês de maio, foram adiados, devido, claro, à pandemia causada pelo novo Coronavírus.
Em comunicado, nesta segunda-feira (30), a produtora Mercury Concerts informou:
“Segundo Esclarecimento Público sobre a Turnê do KISS no Brasil: Adiamento
Prezados fãs e consumidores;
A produtora de eventos Mercury Concerts, responsável pela turnê da banda KISS, End Of The Road World Tour, no Brasil, juntamente com a banda e seus representantes, vêm a público informar que, em razão da crise do coronavírus, todos os shows da turnê foram adiados. Seguem abaixo as novas datas:
– em São Paulo/SP, dia 14/11/2020, no Allianz Parque;
– em Brasília/DF, dia 10/11/2020, no Ginásio Nilson Nelson;
– em Uberlândia/MG, dia 12/11/2020, no Estádio Parque do Sabiá;
– em Ribeirão Preto/SP, dia 15/11/2020, na Arena Eurobike;
– em Curitiba/PR, dia 17/11/2020, na Pedreira Paulo Leminski; e
– em Porto Alegre/RS, dia 19/11/2020, local a definir.
Por fim, destacamos que todos os ingressos já adquiridos serão válidos para as respectivas novas datas, não havendo necessidade de troca/substituição de nenhum ticket.
Quaisquer dúvidas com relação a ingressos, por favor entre em contato com a Ingresso Rápido:
https://site.ingressorapido.com.br/sac/”
Lançado recentemente, o álbum “Through Love, Anger, Pain and Sorrow”, do projeto The Anger, tem conquistado resenhas positivas, comprovando a força do material. Dentre os reviews, destaca-se o texto de Vinny Almeida, publicado no site Rock Vibrations, onde o redator elogia a capacidade de Rafael Orsi, ex-guitarrista do Genocídio, e do baterista Fábio Moyses (Chaos Fear, MoyMondo, Pig Machine) em criar músicas agradáveis e enérgicas: “Uma coisa bem legal que podemos perceber aqui é que não se trata de álbum cansativo, alguns lançamentos naturalmente possuem um certo “cansaço auditivo” após 3 ou 4 faixas, porém, aqui o exemplo é o inverso pois a cada canção se tem a impressão de que a energia se mantém (ou até melhora em alguns aspectos e visões musicais, dependendo do seu gosto, obviamente)”. E em entrevista no próprio Rock Vibrations, Rafael Orsi explicou essa característica que envolve o trabalho: “Minha vontade era fazer um disco que as pessoas possam colocar num churrasco, ou encontro de amigos qualquer e deixar lá. Também pensei muito no fator de replay. Há um disco do Joe Satriani chamado “Shockwave Supernova” que tem essa característica muito legal, ele não cansa ou demora a cansar, é possível ouvi-lo algumas vezes em sequência. Esse sentimento me inspirou bastante”.
Outra resenha que destacou a sonoridade variada e dinâmica do projeto foi à publicada no Blog Arte Metal, com as palavras de Vitor Hugo Franceschini de Carvalho: “Em “Through Love, Anger, Pain and Sorrow”, Orsi abrange várias de suas influências dentro da música pesada, principalmente o Metal, Rock and Roll e Hard Rock e consegue unificar tudo em uma sonoridade pesada, dinâmica e cheia de energia, além de certa agressividade. O resultado é um som bem bacana, com peso na medida certa, e por se tratar de um guitarrista, o disco passa longe de exibicionismo, mas longe mesmo. O negócio aqui é música para amantes do Metal/Rock. Bases sólidas de guitarras, solos melodiosos, agressividade na cozinha e o vocal cheio de drive de Orsi dão a tônica.”
Composto de doze faixas, que transitam por diversas sonoridades, o projeto contou ainda com os vocalistas convidados Aivan Moura e Marcel Briani. Nos planos de Rafael Orsi estão as gravações de um EP de covers e outros projetos, ainda em andamento. Com A pandemia do COVID-19 em curso, o músico concentra-se em compor novo material e na escolha e arranjos dos covers, sem data de lançamento concreta.
Ouça “Through Love, Anger, Pain and Sorrow” nas plataformas digitais:
Já está disponível em todas as plataformas digitais o EP “Saia da Caverna”, do projeto A Caverna, formado pelos músicos Zélão, do interior de São Paulo, e Rafael Orsi, ex-Genocídio e atual The Anger. Inicialmente apenas lançado no Youtube, o EP foi distribuído em todas as plataformas digitais pela Wargods Press, em parceria com a CD Baby Brasil. O vocalista Zélão fez um apanhado geral da temática de cada faixa: “O EP abre com “Avenidas da Metrópole”, que aborda o caos urbano das grandes cidades; “Longo Caminho” sobre a luta e persistência em seus sonhos, principalmente no mundo da música; “Visões da Guerra”, que estabelece uma metáfora da guerra sendo travada por opiniões politicas de lados opostos na Internet, como temos visto nos tempos atuais, sendo isso alienante intencional pelos detentores do poder enquanto roubam nosso país; fechando com “Rock é Rock Mesmo”, música-emblema sobre a persistência do Rock na história e no futuro, em cima do título do filme “The Song Remains the Same” aqui no Brasil, do Led Zeppelin, numa homenagem à esta banda”.
O duo já está trabalhando no vindouro EP “Tempos Estranhos”, inclusive divulgando o single “Ainda Não Acabou”. Os planos do projeto estão em pausa devido a pandemia do COVID-19, mas segundo o vocalista, tão logo a crise cesse, os trabalhos serão reiniciados. Zélão ainda declarou: “Parafraseando o título do single, só posso dizer que são tempos muito estranhos, mas não devemos temer o pior, mas sim lutar para que consigamos sair dessa o quanto antes. Fiquem em casa o quanto puderem, sabemos que não é fácil, mas é a solução mais acertada para vencermos este vírus. Ouça aquele disco que você tanto gosta, leia algum livro, assista aquele show de sua banda preferida, mas não se abata”.
Acaba de ser disponibilizada uma entrevista em vídeo com a vocalista Föxx Salema para o canal da Arrepio Produções, conduzida pelo seu esposo, o tecladista Cleber Magalhães. Nela foram abordados temas como sua iniciação no mundo da música, os primeiros shows, suas influências, a repercussão do seu álbum autoral (Rebel Hearts) e toda sua luta contra a transfobia dentro e fora do Metal. Embora tenham realizado o primeiro show oficial de lançamento do álbum no mês de fevereiro, com ótima receptividade por parte do público, diversas tratativas de shows tiveram que ser postergadas para após o término da pandemia de COVID-19, com a vocalista recomendando: “Fique em casa, se possível, resguardando seus familiares mais vulneráveis e evitando exposição na rua. Infelizmente continuamos no governo com um presidente incompetente e que mantém seu descaso com a população. Assim, façamos a nossa parte, cuidem-se!”.
Föxx Salema também recebeu destaque no site WikiMetal, em matéria intitulada “Quarentena WikiMetal: bandas brasileiras que você precisa conhecer (Parte 1)”, onde publicaram o vídeo do show realizado no mês passado em Belo Horizonte/MG.
O festival Thorhammerfest 2020 segue com os ingressos promocionais no valor de R$ 50,00, em razão da pandemia do COVID-19, da alta do dólar e em respeito aos fãs, garantindo assim um valor mais baixo até o inicio de abril. Valores de um novo lote serão informados em breve. As vendas se concentram apenas pela internet, através do site do Clube do Ingresso, o evento segue 100% confirmado para o dia 02/11 em São Paulo, no Clube Piratininga. A 14º edição do festival contará com as seguintes bandas: Cernunnos, da Argentina, Bornholm da Hungria, e as atrações brasileiras Vingard, Tandra, The Heathen Scythe, Crown Of Fallen Heroes e Miasthenia.
Ao longo dos meses serão publicadas entrevistas com as bandas do cast, e a primeira banda entrevistada foi o Tandra, de Curitiba/PR, revelando detalhes sobre mais recente trabalho e sua temática, que busca inspirações em diversas culturas do mundo. Time and Eternity, primeiro álbum dos curitibanos, se destaca pela qualidade e tem obtido excelentes reviews pelo mundo. Já a banda húngara Bornholmtem divulgado fotos das sessões de gravações do novo trabalho, que sucederá Primaeval Pantheons, lançado em 2016.