Faz três anos desde o início desse catastrófico momento da humanidade que foi a pandemia de COVID-19, mas também faz três que procuramos transformar um momento de dificuldade em oportunidade. Oportunidade para divulgar e celebrar o heavy metal autoral do Brasil através do “Roadie Crew – Online Festival”!
No próximo dia 10 de março comemoraremos juntos o aniversário de três anos do festival online que já levou ao ar cerca de 600 bandas de todo Brasil! De março de 2020 a março de 2023, não deixamos passar nenhum mês, e assim chegamos à nossa 36ª edição!
Nessa edição especial, teremos as bandas Stress, Armadilha, Pettalom, Ale Nammur and SpecialGuestsplayingJourney, Sub Rosa, Medjay, Krakkenspit, Bogotah, Living Shields, Alkanza, Lumnia, Sysyphus, Crucifyce, Sophie’sThreat, BehindMy Mask e Insane Hell.
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São mais de 10 anos de carreira, três álbuns de estúdio, um luxuoso relançamento em CD Duplo, uma turnê europeia, participações em importantes festivais e shows por várias regiões do Brasil. Esses números que o Warshipper vem acumulando são muito relevantes. Embora essas conquistas muito se devam ao profissionalismo com o qual a banda encara e gere sua carreira, o que sustenta, de fato, o sucesso do Warshipper é sua arte, sua música. Sonoridade extrema de infinitas potencialidades, onde o brutal e a sensibilidade versam juntos, e a sofisticação é detalhadamente objetiva.
O grupo que fez recentemente um show memorável no Fabrique Club em São Paulo ao lado dos finlandeses do Swallow The Sun, acaba de anunciar o título de seu quarto e novo álbum de estúdio: “Essential Morphine”.
O sucessor do elogiado “Barren…” vai reunir sete faixas, além de uma faixa bônus: “Religious Metastasis”, “Migrating Through Personality Spectra”, “Perfect Pattern Watcher”, “Morphine”, “The Night of the Unholy Archangel”, “The Twin of Icon”, “Magnificent Insignificance” e “Guilt Trip” (bônus).
“Morphine” já havia sido lançada como single e ganhou um videoclipe:
Já “The Night Of The Unholy Archangel” e “The Twin Of Icon”, que também foram lançadas como single, são, respectivamente, regravações do Zoltar e Bywar, bandas anteriores de Rodolfo Nekathor (baixo) e Renan Roveran (vocal/guitarra). Ambas estão disponíveis nas plataformas digitais:
A banda Stormwarning lançou nesta sexta-feira, 3 de março, o videoclipe da música “Sattelite Falling”, pela gravadora internacional Frontiers Music. Este é o segundo single antes do lançamento oficial do álbum de estreia, que leva o nome da banda e sai no dia 17 de março.
Confira o videoclipe de “Sattelite Faling”:
Com sonoridade que resgata a era de ouro do AOR e do hard rock, o Stormwarning conta com o vocalista argentino Santiago Ramonda, uma das grandes revelações da nova geração de cantores do estilo.
Já as guitarras, baixo e teclados ficaram por conta de Marcelo Gelbcke, conhecido pelo trabalho na Landfall, da mesma gravadora. Completa o time o baterista Felipe Souzza.
A produção e composição do álbum de estreia do Stormwarning ficou por conta de Marcelo e também de Sergio Mazul. Já o videoclipe do primeiro single “Eye of the Storm” pode ser conferido abaixo:
“‘Satellite Falling’ foi uma das primeiras músicas que escrevi com o Sergio pra esse disco. Ele veio com toda a ideia melódica e da letra, e eu construí os riffs, temas e arranjos. Ao contrário do primeiro single, essa é mais mid-tempo com um refrão muito marcante! A letra do Sergio é maravilhosa e mostra o quão excelente letrista ele é”, resumiu Marcelo Gelbcke.
Já a respeito da sonoridade de “Satellite Falling”, é possível ver a influência das grandes bandas de hard rock dos anos 1980, mas sem deixar de lado a identidade própria que o trio vem desenvolvendo.
“Acho q esse novo single tem influencias de hard e AOR de bandas dos anos 1980 como Whitesnake, Bon Jovi, Journey etc. É uma música mais radio-friendly com um refrão pegajoso, pra não sair da cabeça”, explicou Marcelo.
O videoclipe de “Sattelite Falling” inclui filmagens externas e também de Santiago e Marcelo tocando. A produção foi dirigida por Alceste Ribas e Sergio Mazul e conta com a atriz Gabriela Bielinki.
Confira o tracklist de “Stormwarning” abaixo:
1. Eye Of The Storm
2. Satellite Falling
3. Sweet True Lies
4. Question Of Time
5. Neon Skies
6. Way Of The Warrior
7. Soldiers Of Love
8. Lovers In The Dark
9. Horizon Chase
10. Last Trip To Eden
11. Call Of The Wild
Line-up Stormwarning:
Santiago Ramonda – vocalista
Marcelo Gelbcke – Guitarra, baixo e teclado
Felipe Souzza – Bateria
A banda de Hard Rock brasileira KIN WAGON, liderada pelo experiente cantor Lean Van Ranna, músico que já passou por muitas bandas e projetos de renome (inter)nacional, lançou em todas as plataformas digitais e através dos selos GL Music/Ingrooves/Universal Music, “Promised Land”, o terceiro single extraído do vindouro EP de estreia intitulado “First Arrival”.
Guitarras por Yuri Donatti
Arranjos vocais e letras por Yuri Donatti, Lean Van Ranna e Carlos Nogarolli
Arranjos de teclados e sintetizadores por Nilver Pérez
Artes de capas por Ricardo Janke
Com a facilidade da tecnologia atualmente, para “Promised Land” todos os músicos produziram e gravaram suas partes em seus próprios estúdios, tendo a mixagem e a masterização final a cargo do baixista da banda, Anderson Sherman. Ele conseguiu uma incrível coerência nesse trabalho e unidade musical, que mesmo com todos os estilos diferentes abordados dentro da sonoridade abrangente do Hard Rock da KIN WAGON, “Promised Land” traz ao ouvinte uma mescla interessante de Hard com Blues, numa espécie de Hard N’ Blues encorpado e cativante que transita entre os anos 80 e 90.
Lean Van Ranna comenta: “Guitarra slide inconfundível do Blues, riffs marcantes, teclado com ataques sutis e certeiros, vocais graves, médios e até agudos, no melhor estilo David Coverdale (Whitesnake), Jorn Land (ex-Masterplan) e Ronnie James Dio (ex-Rainbow, ex-Black Sabbath, ex-Heaven And Hell), junto aos onipresentes refrões para se cantar junto, foram nossas influências e referências nessa faixa. Claramente bebemos na fonte de bandas como, por exemplo, Cinderella, Aerosmith, logicamente, o já citado Whitesnake, dentre outros gigantes”.
Sobre a temática, o músico explicou: “É uma história, passada de geração em geração, que fala de uma Terra Prometida aos que foram fiéis e entraram em combate (batalhas da vida) sempre com sinceridade, simplicidade, ímpeto e, sobretudo, crendo no Poder Superior”.
Assista o Lyric Video para “Promised Land” no YouTube Lab Sonoro (Subdivisão da GL Music):
https://youtu.be/53uikf7X5pg
A relação das faixas de “First Arrival” é: “All I Want”, “Return To Zero”, “Promised Land”, “Sunrise Will Shine” e “She Just Forgot Me”.
“Queremos trazer nessa nova fase uma sonoridade com altas doses de energia e alto astral e, principalmente, dar aos ouvintes sensações de alegria e otimismo em mensagens positivas de vivências cotidianas, autoajuda, sempre realçando o dom da vida e ressaltando ser eterna assim como o amor ao próximo”, finalizou Lean Van Ranna.
Os próximos passos da KIN WAGON serão lançar as outras duas faixas do EP como singles avulsos, todos com suas próprias artes gráficas exclusivas, tendo como data prevista para encerramento no dia 12 de junho (Dia dos Namorados) com o videoclipe da balada melódica e Glam Rock “She Just Forgot Me”. Essa balada entrou no lugar da faixa “New Dawn”, divulgada previamente como parte integrante do EP, mas acabou, em comum acordo entre todos na banda, indo para o álbum completo da KIN WAGON, cujo processo de produção já está bem avançado.
O Hard Rock da KIN WAGON prima por abranger influências e referências clássicas, sem perder a qualidade técnica e a coerência musical do estilo sem se prender a rótulos, proporcionando aos ouvintes verdadeiras sensações instigantes de déjà-vu e muito alto astral.
Mais Informações:
Formada por Lean Van Ranna (King Of Salem, Excalibur, Auryah, Menahem, A Taste Of Freedom, Masterful, Melodius Deite) em 2020 sob o nome Road To Prize, priorizava uma sonoridade mais voltada para o AOR e Melodic Rock, chegando a lançar o single “All I Want”, em 2021, antes de entrar num curto hiato. No ano seguinte retornou as atividades como KIN WAGON, trazendo uma nova formação e, principalmente, uma sonoridade mais pesada e calcada no Hard N’ Heavy, Glam Metal, até pitadas de Blues, sem deixar suas raízes do Hard Rock e AOR dos anos 80 e 90 de lado.
Atualmente radicada em São Paulo, mas com renomados integrantes vindo também do Rio de Janeiro, Curitiba e Peru, a KIN WAGON é formada por Lean Van Ranna (vocal), o experiente músico peruano Nilver Pérez (teclado, sintetizadores, Revlin Project, Solo), Anderson Sherman (baixo), Caio Gaona (bateria, Toth, Geek Batera, Triscore, ex-Tuff) e agora Johnny Moraes (guitarra/Hevilan/ex-Warrel Dane/ex-Pastore), substituindo Yuri Donatti (Demach) que deixou a banda recentemente por motivos particulares.
Para fãs de: Whitesnake, Skid Row, Dokken, Def Leppard, Journey, Survivor, Bon Jovi, Eclipse, H.E.A.T.
Formada em 2020 no Rio de Janeiro, a Lumnia é composta por Odete Salgado (vocais), Hugo Neves e Marcel Gil (guitarras), Pedro Mello (baixo) e Matheus Moura (bateria). Em seu estilo, o grupo traz elementos do metal moderno do sinfônico ao doom, criando atmosferas sombrias junto ao instrumental pesado e vocais líricos. Em 2021, a banda entrou em estúdio para gravar o seu álbum de estreia “Humanity Despair”.
O álbum é conceitual e se baseia na jornada da humanidade pelas suas sombras até a transcendência. As letras têm presente temáticas como perdas, desespero, ódio, depressão, em geral situações mais obscuras.
A vocalista Odete Salgado fala a respeito de “Humano Despair”: “Esse álbum vai até as profundezas do desespero humano para entender como é possível viver além da dor. A nossa existência é marcada por diversas angústias, mas buscamos entender como abraçar e acolher esses sentimentos pode nos fazer transcender. Começamos a compor este álbum ainda na pandemia e, apesar de as músicas não tratarem especificamente sobre esta temática, muito do que vivemos no período de isolamento está impresso nessas canções. Estamos felizes em finalmente mostrar para o mundo este trabalho construído com muita entrega e energia. Acreditamos que é possível transformar a dor em arte e seguimos esse objetivo em nossa música.”
As gravações de Humanity Despair aconteceram no estúdio Valhalla Dungeon Studios, em Petrópolis, região serrana do Estado do Rio de Janeiro. O álbum foi mixado e masterizado por Guilherme de Siervi, que também é responsável pelas belíssimas orquestrações. O lançamento acontece em 3 de março em todas as plataformas de streaming, incluindo o single de estreia, “Queen of Night”, que também conta com um videoclipe no YouTube.
Confira a seguir as 12 faixas de Humanity Despair:
Em outubro um dos maiores nomes do black metal da atualidade retorna ao Brasil como parte de sua tour sul-americana que acontece no mês de outubro. No Brasil eles terão a banda Vazio como convidada. Confira as datas:
05.10 – São Paulo/SP @Jai Club *
06.10 – Belo Horizonte/MG @Caverna *
07.10 – Fortaleza/CE @Underground Fest *
08.10 – Recife/PE @Estelita *
11.10 – Buenos Aires/Argentina @Uniclub
12.10 – Santiago/Chile @RBX Club
*W/ Vazio
Uma das sensações da música extrema dos últimos tempos, o Uada foi formado em 2014, em Portland, Oregon (EUA), seu som traz elementos melódicos e densos, com letras que falam de paganismo, escuridão e forças da natureza – para quem não sabe, Uada significa Haunted (assombrado) em latim.
Seus três álbuns “Devoid Of Light” (2016), “Cult Of A Dying Sun” (2018) e “Djinn” já são considerados obras primas do Black Metal da atualidade.
A formação do Uada traz Jake Superchi (vocal e guitarra), James Sloan (guitarra), Nate Verschoor (baixo) e Josh Lovejoy (bateria).
Segundo John Haughm do lendário Agalloch, “O Uada é uma das bandas mais interessantes e emocionantes que saíram de Portland nos últimos tempos”.
Em 2019 eles participaram da 13ª edição do Setembro Negro Festival, e foram um dos destaques daquela edição, com muita gente escolhendo a banda como uma das melhores performances do evento.
Do lado de cá, o Vazio é um dos mais festejados nomes do gênero, graças a seu debut, “Eterno Aeon Obscuro” (2020), e de suas apresentações intensas. O quarteto formado por Renato Gimenez (vocal e guitarra), Eric Nefus (guitarra), Nilson Slaughter (baixo) e Daniel Vecchi (bateria), está trabalhando em seu segundo álbum, que deve ser lançado em breve.
A Xaninho é a produtora responsável pela tour.
Confira o serviço do show de São Paulo:
Uada e Vazio
Abertura: Evil Cult e Funeral Putrid
Dia: 05.10 (quinta-feira)
Horário: A partir das 18h
Local: Jai Club (R. Vergueiro, 2676, Vila Mariana, São Paulo – SP)
Por Samuel Souza (@slanderer666)Fotos: Murilo Ribeiro (@muriloribeiro_foto)
Em pleno fervor da festa mais popular do país, vários eventos alusivos à data foram realizados por todo o Brasil valorizando a música pesada. Em Curitiba, no Paraná, não foi diferente, pois, apostando numa vertente mais brutal, a primeira edição do festival Extreme Metal Carnival atraiu um bom público local, de cidades vizinhas e até mesmo de outros estados, nos dias 18 e 19 de fevereiro. A ROADIE CREW acompanhou os dois dias in loco e constatou que a iniciativa tem tudo para repetir a dose no próximo ano e firmar no calendário anual curitibano.
O espaço escolhido foi o bar Basement Cultural, que também integra a organização do evento em coletivo com o Lado B Bar e headbangers da própria cidade. O acesso no subsolo é atrativo, mas não sei se há acessibilidade por outro meio, de qualquer forma, de portas fechadas, quase nada se ouvia do lado externo (que contou com disposição das mesas de merchans, bebidas e alimentação), ou seja, toda atenção era necessária para não perder os ataques iniciais das bandas. Boa acústica e estrutura apropriada ao ambiente garantiu um som audível e pesado, mas que dependia também do nível de cada artista. O que percebemos da correria, entre alguns contratempos ou na “troca de palco”, o compromisso e destreza da equipe de roadies que estava ali mostrando aquele profissionalismo que todo evento underground deve priorizar. E antes de falar dos shows, a cerveja é claro, também é pauta! O chope IPA vendido no bar tinha um ótimo teor, já a pilsen, nem tanto… E, infelizmente, ocorreram reclamações por parte do público que queria consumir long-neck e, sem nenhuma explicação convincente, era comercializada ao sabor do humor (pra não usar outro termo) dos caixas –ponto negativo e até feio de constatar.
Sábado (18/02):
Sem muito atraso, às 17h e alguns minutinhos, a primeira banda, Humanal, de Curitiba, subiu ao palco com uma pegada thrash metal cheio de groove e instrumental eficaz que remete às linhas prog, que por vez lembrou Arch Enemy fase Angela Gossow, certamente uma influência para a vocalista Tati Klingel. Por sinal, um destaque por seus vocais guturais e limpos, forte presença, ainda mais com a incursão de um tambor tribal em trecho na música Blindness.
Humanal
Mudança rápida de bandas, a one-man-band local capitaneado pelo vocalista e guitarrista Victor Camilo, Matadör, apresentou seu speed black metal com muita energia e tirou boa resposta do público. Contando com o suporte de outros músicos, suas músicas soam como um esmeril cortante aos mais desavisados. Apresentação rápida e uma entrega oitentista com direito a coreografia à la Judas Priest, com ênfase calorosa para Aeternus Lupus, Satanic Tyrant e Funeral Desecrator, essa última, único single disponível nas redes. Os caras devem lançar algo completo ainda este ano. Fique atento!
Matador
De Joinville (SC), os veteranos do Luciferiano fizeram um show intenso e mortal, com toda a carga envelhecida e tétrica de fazer black metal. Revisitaram dos seus álbuns músicas como Voluptuosa Rainha dos Meus Sonhos, O Guerreiro de Mim e A Glória de Gabriel, antes, porém, tocaram A Face do Cão, título do primeiro full. São músicas longas e ásperas, todavia, há momentos mais doom e até mesmo passagens mais heavy. As letras em português recebem gosto de sangue podre tamanha a forma infame e angústia na interpretação do vocalista Lord Satã, que entrou ano passado na horda, assim como também o baterista Dian Carlo, estreando com eles nesta celebração maldita.
Luciferiano
O trio formado por uma mescla de errantes do interior paulista, Podridão, seguramente roubou a noite com uma apresentação destruidora que pegou muitos de surpresa. Com a equalização do equipo na mão, despejaram um set redondo, carregado e bruto, extraindo muita bateção de cabeça e boas cotoveladas uns nos outros. Foram dez canções imundas no melhor dos piores Death Metal da velha escola, mesclando no set músicas dos dois álbuns de estúdio, evidenciando as matadoras Drowned Numbs, Fucking Your Corpse e Orgy With Corpses. O trio também apresentou faixas do próximo álbum a ser lançado pela Kill Again Records, capitaneada pelo traquejado Antonio Rolldão, que estava presente nos dias do evento. Dos sons novos, destaque para a faixa-título Cadaveric Impregnation, que firmou de vez o nome do Podridão em solo curitibano.
Podridão
A sequência carregada dos shows continuou com o Cülpado, projeto levado à cabo pelo multi-instrumentista Jeff Verdani, que toca em centenas de bandas locais. Aqui, executando vocal e baixo, é acompanhado por outros músicos, fazendo uma apresentação imoderada e com ótima recepção dos bangers. Os problemas iniciais no cabo da guitar não tiraram a vibração deles e sons como Pipoca, Sangue e Pólvora, uma espécie de “hit” do projeto, foi imediatamente reconhecida pelos presentes. Os mais atentos e/ou os mais iniciados notaram uma leve passagem entre um som e outro com trecho de Screeches from the Silence do Sarcófago, que pegou este redator de surpresa. Ponto pra eles!
Cülpado
Em constante progressão, outro projeto de um homem só, o Cemitério de São Paulo, dirigido por Hugo Golon e asseclas, apostou agora em um formato mais reduzido, como trio, que funcionou muito bem e com a velha empolgação de sempre. É incrível que só há um álbum cheio lançado juntamente com um single e split, mas parece soar como algo absurdamente clássico e atestado visceralmente pelo público. Euforia lá em cima e um entrosamento violento, A Vingança de Cropsy, Natal Sangrento e Holocausto Canibal, foram o ápice da apresentação. Para assinalar mais uma surpresa da noite, fizeram uma espécie de versão em português para Infernal Death da banda Morte, ops, do Death. É interessante ver como bandas como o Cemitério e o Podridão, cada uma ao seu estilo, trouxeram uma experiência diferente ao público local.
Cemitério
Para fechar a noite e o primeiro dia do Extreme Metal Carnival, a resistência firme e genuína do Rebaelliun ratificou que o tempo e a experiência são as melhores escolas. Único remanescente, o baterista Sandro Moreira reencontrou forças para manter a essência emblemática dos falecidos Fabiano Penna e Lohy Silveira nas personas do guitarrista Evandro Passos e do baixista e vocalista Bruno Añaña, ambos agora mais seguros e à vontade para executarem o que há de mais poderoso em termos de brutal death metal. Para quem acompanhou alguns shows de transição, digamos assim, pôde conferir como eles estão resolutos além de qualquer coisa. Tecnicamente perfeitos, levaram o local abaixo e a massa sonora dos clássicos At War e Annihilation celebraram este momento tão tênue de restauração, incluindo as entregas de The Messiah e All Hail the Regicide, duas canções novas que honram toda a história e nome da banda. Para o espanto de muitos, Marcello Marzari, primeiro vocal e baixista do Rebaelliun subiu ao palco, participando também da sempre presente Day of Suffering do Morbid Angel e da inusitada versão de Witches’ Sabbath dos mestres do Vulcano. Público devidamente satisfeito por essa avalanche triunfal do trio gaúcho, era chegada hora de fazer a saideira na confra informal entre vários integrantes de bandas, fãs e recarregar as energias para o dia seguinte.
RebaelliunRebaelliun
Domingo (19/02)
O clima agradável em Curitiba estava mais do que convidativo para o segundo dia do Extreme Metal Carnival, apesar da chuva indo e vindo, um bom público compareceu cedo para prestigiar as primeiras bandas. E chegando ao local, fomos informados que os paulistanos do Hammurabi não iriam mais se apresentar. Não houve nenhuma explicação com clareza sobre isso. Uma pena! O soco no estômago inicial foi dado pelos pelotenses do Postmortem Inc, que seguem divulgando o poderoso álbum The Conqueror Worm, sendo o set a maioria das suas músicas. Fizeram um show correto, mesmo desfalcados do baixista. As duas guitars acabaram soando bem mais alto e na cara. Bruno Añaña, que no Rebaelliun na noite anterior mandou muito, hoje estava ainda mais à vontade com sua própria banda, que aliás, pela receptividade dos presentes, provaram que não estavam ali a reboque.
Postmortem Inc
Mudança rápida de palco e um dos shows que confesso estava curioso para ver: Divulsor, composta apenas pelo músico Bruno Schmidt, levando um projeto audacioso com parte do instrumental (baixo e bateria) pré-gravados, executando guitarras e vocais sozinho no stage. A proposta funciona ao vivo e teve alta aceitação, tendo em vista que muitos ficaram meio que anestesiados tamanha a técnica e precisão que partia daquela única figura à meia-luz. Há certamente influências da escola mais violenta do brutal death metal, desde os contemporâneos do Cerebral Bore à coisa de Cattle Decapitation e Dying Fetus, por exemplo. Vale destacar que o EP do Divulsor saiu lá na gringa pelo selo norte-americano Sevared Records.
Divulsor
Cheiro de enxofre e clima gélido deram o clima ao Hokmoth, uma banda de black metal relativamente nova, apresentando um som bem estruturado e que chamou bastante atenção pela recente adição da vocalista Larissa Meurer no lugar de Tatiane Klingel, que se apresentou no dia anterior com o Humanal. Meurer tem uma presença hermética, fria e seus vocais ásperos deram mais perversidade ao som da banda. Apesar da pouca idade, essa menina, permanecendo no caminho da mão esquerda, certamente ecoará forte no cenário. Músicas como Qliphothic Meditation, Ad Cultus Hokmoth e Sekthor, foram cruciais para atestar isso, culminando na versão maldita para Freezing Moon.
Hokmoth
Mais black metal no palco, o cabalístico Abadon apresentou um visual carregado por mantos negros, capuz, pregos e corpse-paint, correspondendo ao conceito da banda. Apesar do nome utilizado não ser dos mais originais, eles estão despejando veneno vil e insultos à toda moral cristã com letras em português. Visceral e medonho, sons como Seja Feita a Guerra, Páginas da Mentira e Mensagem do Mal deram ao ar do ambiente aquela sensação necrópole do fim dos tempos.
Abadon
Sequer dava para uma leve respirada e a sequência curitibana da noite seria encerrada com o death metal da velha guarda com link ao que se produz em termos de técnica apurada e ferocidade crua atualmente. Estamos falando do quinteto Ethel Hunter, que reúne veteranos da cena local, entre eles o guitarrista Gerson Watanabe e o baixista Hernan Oliveira, ambos integraram o saudoso Fornication. Concisão à flor da pele, envolveram o público com músicas do até então único álbum Consciousness Awakening, entre elas as matadoras Nomade, Ignoble Redemption e By Nightfall, com destaque para Larissa Pires, mais uma presença feminina nos vocais que roubou a cena.
Ethel Hunter
Muito bom ver que o festival integrou vários gêneros, não apenas musicalmente extremos. E por falar em extremo, os mentores do estilo estavam lá para coroar a noite com uma verdadeira aula de obstinação barulhenta. Alguns minutos para troca de backline, tempo suficiente para bater algumas ideias com a turma e molhar as palavras, o Krisiun já tinha a casa cheia e público disputando os primeiros lugares à frente do palco. Foi só iniciar os primeiros acordes de Kings of Killing, que o apocalipse sonoro se fez presente. Se há algo que o trio faz questão de oferecer aos seus fãs, é o compromisso de uma performance honesta e profissional, seja qual for o tamanho do espaço. Pequeno, médio ou grande, para quem acompanha esses caras, sabem que vão conferir um set para dizimar todo mundo. Deram uma passada em várias épocas e imagino o quanto deve ser difícil fechar um set com uma trajetória com tantos sons que você gostaria de ouvi-los ao vivo, mas Scourge of the Enthroned, Bloodcraft, Combustion Inferno, Apocalyptic Victory e as mais novas, Necronomical e Serpent Messiah, satisfizeram os que se acotovelavam e quebraram pescoços nesta memorável noite de domingo.
Krisiun
Para uma primeira edição, o Extreme Metal Carnival teve inúmeros acertos e um claro objetivo de viabilizar um evento legítimo aos verdadeiros fãs do metal extremo e, obviamente, as bandas participantes. O melhor de tudo, o clima de confraternização imperou nos dois dias. Por essas e outras que o underground brasileiro é sinônimo de resistência e de vanguarda. Esperamos conferir mais uma edição no próximo ano!
Krisiun
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Após o lançamento de seu álbum de sucesso internacional, TEKKNO, que atingiu o primeiro lugar nas paradas alemãs de álbuns, o Electric Callboy está de volta com um novo videoclipe, dirigido e produzido pelos Schillo Brothers, para a música Tekkno Train. Assista:
Anteriormente, o Electric Callboy anunciou um lançamento especial, TEKKNO (Tour Edition), que chegará às lojas em 24 de março, via Century Media Records. TEKKNO (Tour Edition) apresenta o álbum completo, além de cinco faixas ao vivo que foram gravadas na esgotada turnê europeia de 2022. O álbum pode ser pré-encomendado aqui. O disco está disponível nas seguintes versões:
CD em jewel case padrão
LP na cor azul claro marmorizado transparente
LP vermelho ultra-claro splattered, disponível pela Bravado (exclusivo da banda, limitado a 1000 cópias)
LP marmorizado amarelo e preto, disponível na CM Distro (limitado a 500 cópias)
Álbum digital
TEKKNO (Tour Edition) track-listing:1. Pump It2. We Got The Moves3. Fuckboi4. Spaceman5. Mindreader6. Arrow Of Love7. Parasite8. Tekkno Train9. Hurrikan10. Neon11. Pump It (Live)12. Hate/Love (Live)13. Spaceman (Live)14. We Got The Moves (Live)15. Hypa Hypa (Live)
Quando o Electric Callboy lançou TEKKNO em 2022, não estava claro o impacto que o álbum teria. Shows esgotados, destruindo os maiores festivais europeus, milhões de streams (além do sucesso de We Got the Movies, Pump it e Spaceman tiveram entre 15 e 23 milhões de streams no Spotify) levaram a banda de Castrop-Rauxel a inspirar uma incrível gama de pessoas.
Com a TEKKNO Tour 2023 rolando agora em arenas ao redor do mundo (inúmeras cidades internacionais já estão esgotadas!), Electric Callboy está pronto para o próximo grande passo. Veja abaixo todas as próximas datas:
Insânia, banda pernambucana de groove metal formada por Diogo Felipe (vocal), Rafael Farias (guitarra), Daniel Skoll (baixo) e Vitor Lima (bateria), apresenta o lyric video do single “Pobre de Alma“. Produzido pelo baixista Daniel Skol, o vídeo traz um compilado de vários momentos de êxtase da banda nos palcos e de euforia do público.
“Pobre de Alma” retrata uma revolta contra uma sociedade que vende ódio fingindo ser dignidade e exalta a ignorância do homem em seu aspecto social em não saber aceitar o diferente. “Falamos do desgoverno elitista, que explicitamente quer eliminar ou excluir o pobre usando o discurso de meritocracia. Na verdade, eles que são os verdadeiros ‘pobres de alma’”, destaca Diogo Felipe. “Fingir ser de uma classe social por não ter consciência de classes e usar o dinheiro para comprar tudo e todos é deixar de olhar para o lado e ver o próprio semelhante na merda”, completa Rafa Farias, responsável pela gravação e mixagem no Punch Studio.
O Insânia surgiu em 2017 com o intuito de quebrar paradigmas musicais e expor letras fortes e expressivas de cunho antifascista sobre questões sociais, políticas e autocrítica. Musicalmente, o grupo tem como referências nomes como como Surra, Ratos de Porão, Sylosis, Lamb of God, Textures, Desalmado, Sepultura, entre outras bandas do cenário nacional e internacional. “O objetivo é deixar a nossa marca no cenário do rock/metal nacional tendo letras diretas e objetivas, com ideias e críticas que tendem a ficar na cabeça por um bom tempo”, observa Diogo Felipe.
O álbum de estreia saiu em 2019 e levou a banda a uma turnê pelo Nordeste, cativando o público por onde passou. Em março de 2021 foi lançado o segundo álbum, “Histeria”, que mostrou evolução sonora. Na sequência, em meio à pandemia, saiu o EP “Live Lockdown”. Além do single “Pobre de Alma”, o grupo lançou em 2022 o single “Dry”, sua primeira incursão com letras em inglês. “Este registro com o lyric video de ‘Pobre de Alma’ marca um ciclo, pois estamos em uma nova fase para uma nova formação e na pré-produção de um novo álbum”, conclui Skoll.
O Stratosphere Project, banda do músico, compositor e multi instrumentista Flávio Brandão, lançou o videoclipe para “Soldiers of Eternity”, onde Flávio executa todos os instrumentos e vozes adicionais da composição e conta com a participação especial do vocalista da banda Beyond Fire, Aldeir Donovan.
Confira o videoclipe abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=i-2yYS1fjw4
“Soldiers of Eternity” assim como todo o álbum “LifeStealing Years”, tem composição, execução e produção de todos os instrumentos pelo próprio Flávio Brandão, com vocalistas convidados para todas as músicas do disco.
“Soldiers of Eternity foi uma das primeiras músicas power metal que toquei na vida. Na época nosso baixista Igor Thurler (Lifestealing, Ocean Soul) fez a composição, mas ela acabou se perdendo com o passar dos anos. Quando resolvi regravá-la foi necessário recompor metade da letra, das guitarras base, um coral e solos/duetos. Hoje temos uma grande canção power metal a ser celebrada”, destacou Flávio sobre a música “Soldiers of Eternity”.
Ouça o álbum “LifeStealing Years” abaixo:
https://open.spotify.com/album/2O8fpn2vFElDd9t86m3fgl?si=20N_Fud-ROW5_Gzai9Sz9w
“Lifestealing Years é o auge de todo o projeto idealizado por mim, o Stratosphere Project, com a consolidação de todas as minhas habilidades em uma bela homenagem a minha extinta banda de power metal dos anos 90 do underground carioca, Lifestealing. São 7 faixas, compostas por mim em conjunto com Tacito Reis (Lifestealing, Mistrust), Igor Thurler (Lifestealing, Ocean Soul), Allan Saint’clair (Lifestealing) e Claudio Mendes (Lifestealing, Genesis Experiment). Vastamente influenciado por bandas como Stratovarius, Helloween, Rhapsody e até Kamelot, o álbum busca trazer ao público versões revitalizadas das músicas compostas nos anos 90. Com belíssimas interpretações dos convidados de várias partes do Brasil e do mundo, trago a luz essas composições que ficaram quase esquecidas no tempo”, comentou Flávio sobre o álbum.
Saiba mais sobre o Stratosphere Project pelo instagram @stratosphereproject ou pelo site www.stratosphereproject.com.br
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