O Fear Factory está de volta ao Brasil com a formação que conta com o novo vocalista Milo Silvestro. A apresentação única no país será em São Paulo no dia 6 de junho no Fabrique Club. A banda de abertura é o Korzus.
Hoje o Fear Factory conta com os músicos Dino Cazares (guitarra), Tony Campos (baixo), Mike Heller (bateria) e Milo Silvestro (vocalista).
Já o Korzus, banda lendária do metal nacional, há 40 anos na estrada, promete uma apresentação arrebatadora. O guitarrista Antônio Araújo comenta: “Muita satisfação em tocar ao lado do grande Fear Factory. Vamos fazer um dia de celebração ao metal e à arte da palhetada”.
O icônico vocalista Marcelo Pompeu convida:
“É com muita honra que em nome do Korzus digo à vocês que estaremos juntos ao grande Fear Factory dividindo o palco no Brasil especialmente em Sampa. Fear Factory é uma das bandas mais importantes do metal mundial, além de grandes músicos e artistas mudaram também a linguagem do thrash metal. Vai ser f0d@! Bora com a gente São Paulo!”.
SERVIÇO
Fear Factory em São Paulo
Data: 6 de junho de 2023
Horário: 19h
Local: Fabrique Club
Endereço: rua Barra Funda, 1075 – Barra Funda, São Paulo/SP
Ingresso:
Venda on-line: https://pixelticket.com.br/eventos/12661/fear-factory-em-sao-paulo
Classificação etária: 18 anos
A vocalista Karina Menasce do Allen Key, participou no último domingo do ‘Programa Canta Comigo’ da Record, cantando a música “Enter Sandman” do Metallica, agradando em cheio os jurados que deram a ela 98 pontos de 100. Na sequência, Karina ainda executou a música “Rock n Roll” do Led Zeppelin, o que a levou a semifinal.
Karina fala sobre sua participação no programa:
“Participar do Canta Comigo 5 foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. A percepção que temos como telespectadores do show é 100% diferente da vivência que temos dentro do set. Do dia da inscrição até subir no palco com 100 jurados da minha frente, eu tive uma imensidão de dúvidas e por muito, duvidei da minha capacidade. Ter vencido os meus próprios medos e dado uma chance a mim mesma foi o bem mais precioso que o programa me deu. Vou lembrar para sempre desse momento como um marco na minha vida profissional e pessoal. Muito obrigada ao Rodrigo Faro, equipe maravilhosa do programa, aos 100 jurados e a todos que me assistiram e seguem torcendo por mim. Que venha a semifinal!”
Após o lançamento da versão de Judas da Lady Gaga, o Allen Key vem preparando um novo single para lançamento nos próximos meses.
Assista as performances de Karina no ‘Canta Comigo’:
Enter Sandman:
Rock n Roll (a partir dos 3min30):
A formação do Allen Key traz Karina Menasce (vocais), Victor Anselmo (guitarra), Pedro Fornari (guitarra), Willian Moura (baixo) e Felipe Bonomo (bateria).
A banda Ossos Cruzados acaba de lançar seu novo single, “Encruzilhada”, que se encontra em todas as plataformas digitais. Para essa música eles lançaram um videoclipe bem legal, que pode ser visto no link abaixo:
O single pode ser conferido em sua plataforma preferida, aqui:
Durante a pandemia, com todas as restrições, a banda iniciou os trabalhos do novo álbum, e após a prévia para o fim do mundo, voltaram ainda mais pesados, mais melódicos e com novas histórias, tão assustadoras quanto a realidade.
Neste primeiro single a banda fez uma profunda viagem de encontro com o oculto, conversando com aqueles que nos guiam pelos vales escuros e protegem em nossas batalhas. “Encruzilhada” é um novo passo na história da banda, apresentando uma nova sonoridade e um novo jeito de contar suas histórias.
A banda Ossos Cruzados iniciou sua trajetória em junho de 2015, com o intuito de unir os amigos, contar histórias violentas de terror com doses de ironia, tendo como base musical o hardcore, thrash metal e punk rock. Com dois álbuns lançados, “Miolos” e “Espectrofobia”, já tocaram em diversos shows com bandas dos mais variados estilos, tendo uma agenda extremamente produtiva, chegando a fazer mais de 40 apresentações em 2019. No mesmo ano participaram do Showlivre, tocando as principais músicas de seu repertório, de maneira energética e explosiva.
A formação da Ossos Cruzados conta com André Honorato (vocais), Hebberty Taurus (guitarra/vocais), José Otávio “Zé” (baixo) e Jefferson Oliveira “Jeff” (bateria).
A banda paulistana de thrash metal Deathgeist finalizou no último dia 20 de maio o seu novo videoclipe, Morlocks. O vídeo foi gravado no JF Studio, em Sorocaba (SP), e a música faz parte do terceiro álbum da banda, Procession of Souls, que foi lançado em 2022.
“Este clipe mostra a banda em uma fase de muita união, vontade e garra”, explica o experiente baixista Maurício Cliff. “Estamos mais fortes do que nunca”, afirma.
Segundo Cliff, o clipe de Morlocks está previsto para ser lançado na primeira semana de junho.
Além de Maurício Cliff, o Deathgeist é completado por Adriano Perfetto (vocal e guitarra), Victor Regep (guitarra) e Fernando Oster (bateria).
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A banda gaúcha DARKSHIP anuncia a entrada oficial do guitarrista e vocalista Misael Dutra ao line-up, fortalecendo assim o time que divulgará o novo álbum, “Between The Shadows”, com lançamento programado para o dia 10 de junho. Misael é um talentoso músico de Garibaldi, cidade localizada no Rio Grande do Sul. Ele é guitarrista, violonista, professor de violão e cantor, e sua paixão pela música começou na adolescência, quando ganhou seu primeiro violão. Desde então, nunca parou de aprender e evoluir, estudando diferentes instrumentos e técnicas musicais. Ao longo dos anos, o músico passou por grandes nomes do ensino vocal da região, alcançando um nível mais avançado na parte vocal. E após isso, entrou profissionalmente na música, participando de projetos musicais e se apresentando em pubs e bares da região. Paralelo a isso, sempre foi estudando e praticando um pouco de guitarra, pois ainda enquanto fazia seu primeiro curso de violão, praticava o que aprendia na guitarra de seu irmão. Mas então adquiriu a sua própria guitarra e a vontade de sentir uma distorção cada vez mais pesada foi aumentando, até decidir de fato se aprofundar mais e fazer um curso intensivo, conseguindo assim colocar mais um instrumento em sua linha de trabalho, se tornando no início de 2021, guitarrista e fazendo linhas vocais junto com a vocalista Sílvia Cristina SchneiderKnob no DARKSHIP.
O músico sente uma enorme satisfação e realização em tocar na banda. Para ele, “fazer parte do Darkship é uma experiência incrível e única, pois é uma banda que tem um som poderoso e intenso, com letras profundas e significativas”. A oportunidade de tocar na banda surgiu em 2021, quando Misael se aprofundou no estudo da guitarra e foi convidado a se juntar à banda. Para ele, foi um grande desafio, pois o DARKSHIP é uma banda muito exigente e com um nível técnico bastante elevado, mas após de dedicar ao máximo e conseguir se adaptar rapidamente ao estilo da banda, tem contribuído com seu talento e paixão pela música. Para Misael, “tocar na banda é uma realização pessoal, e estou determinado a continuar evoluindo e aprimorando minhas habilidades musicais para oferecer sempre o melhor ao público”. A entrada de Misael na banda foi resultado de testes e audições realizados pelos membros do DARKSHIP. Essas etapas são comuns em processos de seleção de novos integrantes, a fim de encontrar um músico que se encaixe bem com o estilo, visão e objetivos da banda. A experiência e habilidades musicais de Misael foram fatores fundamentais para a sua escolha como novo guitarrista do DARKSHIP. Joel Pagliarini, baterista e fundador da banda, tem demonstrado satisfação com a entrada de Misael. Ele destaca que “o guitarrista tem trazido novas ideias, perspectivas e energia para a banda, e que sua integração tem sido muito positiva para o grupo”.
Na opinião da vocalista Sílvia Cristina SchneiderKnob, a divisão dos vocais com Misael tem sido “uma experiência interessante, pois permite uma maior dinâmica e variedade vocal na apresentação da banda, essa dinâmica vocal pode ajudar a aprimorar o desempenho da banda e adicionar mais profundidade e intensidade às apresentações e ajudar nas próximas composições. Além disso, a colaboração entre vocalistas sempre traz novas ideias e perspectivas musicais, o que pode ser inspirador e criativo para ambos”. A integração da voz masculina e feminina na música é uma técnica que muitas bandas de Metal utilizam para criar uma sonoridade mais rica e interessante, e isso tem ajudando a banda a se destacar e ter um diferencial. O DARKSHIP é uma banda de Dark Electro Symphonic Modern Metal (Heavy Metal) formada no final do ano de 2010, na cidade de Carlos Barbosa/RS e que hoje tem em seu line-up Joel Pagliarini (bateria), Sílvia Cristina Schneider Knob (vocal), Doods Junges (baixo), Ander Santos (violino e teclado) e Misael Dutra (guitarra/vocal). A banda apresenta influências de derivadas fontes musicais, mas nunca deixando de lado o som pesado e denso do Rock/Metal.
Com este line-up, dando continuidade ao primeiro álbum da banda, intitulado “We Are Lost”, o DARKSHIP vem trabalhando na divulgação do seu segundo álbum “Between The Shadows”, produzido por Thiago Bianchi (Shaman/Noturnall) no Estúdio Fusão, e que será lançado no próximo mês. Em novembro de 2019, a banda embarcou em uma turnê pelo Brasil, com shows nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, ao lado dos brasileiros do NOTURNALL, EDU FALASCHI e da lenda estadunidense MIKE PORTNOY, fazendo parte da turnê “Redemption Tour”, onde fez o registro de dois DVDs ao vivo, nas cidades de Limeira/SP, no Bar da Montanha e em Porto Alegre/RS no Bar Opinião. Esse registro tem precisão de para lançamento para o segundo semestre de 2023, e algumas músicas que farão parte do DVD já estão disponíveis em sua página oficial do YouTube, em formato de vídeo clipe ao vivo, incluindo músicas do novo álbum, “Between The Shadows”.
O guitarrista mineiro BETO LANI está lançando um lyric vídeo para a faixa “Lá no Final”, uma versão em português para “To Find It”, nona faixa de seu primeiro álbum, “Chaotic Frame Of Mind”, lançado em 2019, e agora relançada nesta nova roupagem no álbum “Beyond Chaos and Unknow”, composto de músicas retrabalhadas com convidados especiais. Segundo o músico, “ela é a primeira música em português que eu gravei. A ideia de gravar essa versão em português é tentar se conectar de forma mais direta com o ouvinte. A letra fala sobre a esperança de tempos melhores”. Nesta regravação, o guitarrista contou com o baixista Samuel Chacon, o baterista BrunoAguiar e o tecladista RodrigoUnno. A música foi mixada e masterizada por Rodrigo Unno.
Assista ao lyric vídeo de “Lá no Final”:
Ouça “Lá no Final” no Spotify:
“Beyond Chaos and Unknow” conta com oito faixas, com versões remixadas, acústicas, retrabalhadas em português e um cover, quase sempre com alguma participação especial. São elas: “Inside”, “Falling Down (Feat. Daniela Godoy)”, “SOW (Feat. Marcos Ribeiro)”, “Bring Me Home (Acoustic Version)”, “Uncharted (Cordeiro´s Mix)”, “Bright and Shiny Surface (Acoustic Version)”, “Lá No Final”e“Tatoo in Your Heart (Acoustic Wisache cover)”.
Seguindo o embalo do sucesso de seu mais recente álbum de estúdio, Impera, de 2022, o Ghost lançou na última semana o seu EP de covers, intitulado Phantomine. Desse material, a banda disponibilizou recentemente sua versão de Phantom of the Opera do Iron Maiden. Como o Ghost é sempre alvo do tal do “ame-o ou o odeie”, dividiu opiniões com sua releitura para o clássico da Donzela de Ferro. Em entrevista recente à Revolver, Tobias Forge (também conhecido como Papa Emeritus) explicou o motivo de ter escolhido a música do Maiden para inclui-la entre os covers do novo EP de sua banda.
Capa de “Phantomine”
Tobias começou respondendo se o personagem “Fantasma da Ópera” tem algo em comum com os vários papas que interpretou no Ghost ao longo dos anos: “Possivelmente. Acho que os Papas e o Cardeal e o personagem que estou tentando imitar é uma combinação de todos os heróis protagonistas sombrios que estamos acompanhando na literatura gótica e na mídia – Drácula, Monstro de Frankenstein e todos eles – mas ele também é um pouco do Inspetor Clouseau. Ele é uma paródia de um arquétipo masculino de muitas maneiras, mas ele se torna engraçado dessa forma. E o Fantasma da Ópera é semelhante. Ele é um cavalheiro legal de certa forma, mas também é patético e miserável”.
Algo a se observar no cover gravado pelo grupo sueco, é o fato de que pequenos ajustes foram feitos na letra de Phantom of the Opera. O cantor explicou o motivo de ter mexido na letra que é de autoria de Steve Harris. “A letra original é escrita em três perspectivas, ou pelo menos foi assim que me pareceu quando tentei aprender a canção, o que não fazia muito sentido para mim. O Fantasma é uma perspectiva, o outra era (a protagonista da Ópera) Christine, e depois havia essa terceira parte. Então, entrei em contato com Steve e perguntei se eu poderia ajustar algumas coisas para que eu pudesse resumir apenas duas perspectivas. E Steve é tão legal, ele apenas disse: “Com certeza”. Tínhamos esse plano com o Genesis também (N.R.: No novo EP, o Ghost também gravou um cover de Jesus He Knows Me, do famoso grupo de rock progressivo), mas o problema é que esperamos muito tempo e, quando perguntamos, já eram cinco horas de gravação. Eu queria mudar o trecho (que diz) “lista telefônica” para uma referência menos datada – não o Facebook, por sinal – mas era tarde demais”.
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Na nova edição da Roadie Crew, #274, entrevistamos Bobby “Blitz” Ellsworth, o lendário vocalista do Overkill, uma das bandas mais respeitadas e íntegras do thrash metal. Tido por muitos (inclusive por esse que vos escrever) como um dos melhores vocalistas de thrash metal de todos os tempos, além de falar do bem sucedido novo e vigésimo álbum da banda, Scorched, Blitz falou também sobre a condição atual de sua voz.
“Acho que estou na minha melhor fase”, disse ao repórter Gustavo Maiato. “É minha voz e acho que ela é bem única”, opinou. “Nunca tive muitos problemas com ela. O grande problema que sempre tive foi o cigarro”, admitiu. “Mas parei de fumar em 2012”, revelou o cantor, que no último dia 3 de maio completou 64 anos.
Ao continuar, Blitz relembrou um problema sério que afetou sua garganta quando ainda jovem. “Minha voz ainda é rasgada e aguda, mas no começo da minha carreira desenvolvi um problema chamada nódulo. Ela meio que vibrava de forma errada. Precisei aprender a eliminar esse problema de forma natural simplesmente usando minhas pregas vocais da maneira correta. Isso foi antes do nosso primeiro disco (N.R.: Feel the Fire, de 1985). Fiz aulas com um cara em Nova York e ele me mostrou como deixar minha voz sempre em forma”, concluiu.
Scorched, mencionado novo álbum do Overkill, vem sendo bastante elogiado e apontado por muitos fãs de thrash metal como um dos melhores lançamentos do gênero no ano até o momento – o disco foi lançado no último dia 23 de abril, via Nuclear Blast. Não à toa, Scorched alcançou ótimas colocações em charts da Billboard. Confira na imagem:
Você pode conferir a entrevista completa do Metallica na nova edição da ROADIE CREW. Para adquirir a edição #274 ou fazer a sua assinatura, acesse o sitehttps://roadiecrew.com/roadie-shopou entre em contato pelo telefone (11) 96380-2917 (whatsapp).
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O guitarrista Jason Ashcraft (Helion Prime, Dire Peril, Planeswalker, Of Romulus) se juntou ao vocalista Stu Block (Into Eternity, ex-Iced Earth) para dar nova vida a música do Dire Peril lançada em 2014 My Vengeance Is Everything. Esta canção é a faixa-título de um novo EP, de duas músicas, que também apresenta um cover de Blood Upon the Snow originalmente escrito por Bear McCreary para a trilha sonora de God of War Ragnarok, encaixando o tema da trilogia God of War do EP.
Jason Ashcraft
Jason Ashcraft comenta:
“Eu estava ouvindo os antigos EPs do Dire Peril uma noite, pois às vezes é bom revisitar o passado e ver o quão longe você chegou. Enquanto os ouvia, eu estava realmente mergulhando nessa música e pensei comigo mesmo, ‘Você sabe que ainda há potencial aqui e aposto que com uma nova camada de tinta poderia realmente brilhar’. Eu sabia que havia um cara que eu queria que me ajudasse a trazer isso de volta à vida: Stu Block. Ele fez um trabalho incrível nessa música, estou animado para que todos a ouçam!”
Stu Block
Também se juntam a Jason Ashcraft nas gravações do EP o baterista Alex Bosson (Helion Prime, Lunar), a baixista Chelsea McMasters (ex-Dire Peril), o guitarrista Taylor Washington (Paladin), os vocalistas Heather Michele (ex-Helion Prime) e R.A. Voltaire (Ravenous E.H.), junto com o baixista Carlos Alvarez (Power Theory), o guitarrista Alon Mei-Tal e arranjos de teclado de Anthony Stahl.
Ashcraft continua: “Eu sabia que queria fazer mais com este lançamento e realmente torná-lo especial. É por isso que decidi fazer um cover de Blood Upon the Snow e adoro a forma como tudo aconteceu, todos nós realmente o tornamos nosso. Eu trouxe Heather Michele a bordo para este e ela fez um ótimo trabalho. Até tirou algumas palavras de R.A. Voltaire (Ravenous E.H.) para essa música”.
Ouça My Vengeance Is Everything:
O EP My Vengeance is Everything foi mixado por Carlos Alvarez do Dirty Viking Audio e masterizado por Brett Caldas-Lima do Tower Studio. O material já está disponívelaqui.
Track list:1. My Vengeance is Everything (Chaos Reigns) – 5:442. Blood Upon the Snow – 4:38
Acostumados a ir em shows e assistir a videoclipes e a documentários pela TV ou internet, pode não ser comum a todos nós a ideia de sair de casa para sentir a música de maneira diferente. Eu refletia sobre isso rumo ao teatro e, enquanto naquele vagão de metrô, avistei ao fundo dois jovens em pé conversando. Um deles vestia uma camiseta do Shaman.
Entre nós, presumi haver cerca de duas décadas de distância. Viper e Angra já haviam feito história, e o Shaman iniciava a sua jornada quando os dois jovens provavelmente nasceram. As estações iam passando como faixas de um disco e passados tantos anos desde que Andre Matos surgiu, as suas músicas ainda ecoam, pensei. Foi quando próximo do desembarque, eu me aproximei deles para perguntar se o nosso destino era o mesmo.
No caminho, fomos conversando sobre as nossas impressões acerca da primeira parte do documentário que conta a história de vida do saudoso vocalista, pianista, compositor e maestro. Nas suas falas, eu percebi o entusiasmo da descoberta, o sentimento da perda e o pesar de nunca terem tido a chance de vê-lo cantar ao vivo. Chegando ao teatro, eu pensei: “essa geração tem todas as músicas do mundo na palma da mão, mas foi justamente o trabalho de Andre Matos que os encantou… Ainda bem!”.
Foto: Guilherme Spiazzi
Logo na entrada do Teatro J. Safra, estava lá o piano que o músico usou para compor e estudar durante toda a sua carreira. Naquelas teclas amareladas pelo tempo, era possível ver as marcas dos seus dedos. Marcas de Carry On, Lisbon, Fairy Tale e tantas outras composições que agora pertence ao tempo. A presença do instrumento e a performance do pianista e afinador Thomas Wladek, amigo de Andre Matos, tocando trechos de músicas do compositor foram um presente exclusivo para os fãs que estiveram numa das duas noites de exibição em São Paulo. Numa breve conversa sobre o lançamento com Eco Moliterno, publicitário e primo de Matos, ele revelou o sentimento “[..] misto de emoções em extremos opostos. Felicidade e saudade”.
Foto: Guilherme Spiazzi
Com o público acomodado no Teatro, o produtor Thiago Rahal Mauro, Moliterno e Daniel Matos – irmão de Andre, abriram a noite dando uma calorosa saudação. Nas suas falas, pudemos perceber a satisfação deles de apresentar esse trabalho lançado de forma totalmente independente. Como muito bem observado por Mauro, o documentário é “feito de fãs para fãs”.
Realmente, como um todo, o documentário é um trabalho que vai além da simples atividade laboral. O que temos é o resultado de muitas horas de histórias e depoimentos condensados em pouco mais de 120 minutos, nesse segundo capítulo. “Essa loucura é só para quem é louco pelo Andre”, ressaltou Moliterno.
Foto: Chibbas
Com direção de Anderson Bellini, a continuação narra a trajetória do músico durante década de 1990. Do embrião do Angra até a ruptura total, a peça perpassa a entrada de Matos na faculdade de Música Santa Marcelina, a sua relação com o erudito, a sua paixão pelo palco, as amizades, os desafios, os desencontros e a busca por novos horizontes musicais, com uma riqueza de detalhes nunca exibidos.
Ali, podemos ver como Rafael Bittencourt e Matos, que vinham de universos musicais que proporcionavam ideias diferentes, superarem as diferenças a partir de uma ligação inicial muito forte. Dessa união, surgiu um grupo que ousou levar um metal enriquecido por uma personalidade brasileira para o mundo, imbuído de muito orgulho. Entretanto, vemos que nem tudo foram flores. Sobretudo quando o momento de gravarem Angels Cry (1993) foi se aproximando.
É interessante perceber todas as movimentações internas que ocorreram antes da estreia da banda. Quem diria que naquela época a maturidade de Andre “Zaza” Hernandes (ex-guitarrista) poderia ter mudado o curso da banda de forma positiva. Ou ainda, você consegue imaginar Bittencourt sendo proibido de entrar em estúdio ou ainda, fora da banda? Pois é… Marco Antunes (ex-baterista) depõe de peito aberto sobre essa fase inicial e não guarda nada quando relata o que sentiu quando foi tirado da banda durante as gravações do debut. A partir de diferentes visões, é possível ver as movimentações internas como num tabuleiro de xadrez.
Além da habilidade técnica, temos uma visão melhor de como uma banda profissional trabalha o equilíbrio entre a sua veia musical e o mercado. Ao mesmo tempo em que Angels Cry foi produzido focando num único mercado específico, Holy Land (1996) desafiou a ordem, fazendo com que essa caravela navegasse livre, determinada a conquistar novos territórios. Esses são pontos que, por mais que sejam subjacentes à história de Matos, proporcionam noções de profissionalização na música que merecem ser ouvidas com muita atenção.
O documentário segue a cronologia dos lançamentos do Angra, trazendo revelações impressionantes acerca da vida do cantor e a sua relação com a banda, narradas por diferentes pessoas. Familiares, amigos, produtores, ex-parceiros de estrada e ex-companheiros de banda dão os seus pontos de vista, dando vida e forma a história. O conflito entre a vida pessoal e a vida profissional; o trabalho e a fama; os desencontros e as descobertas; os desafios e as conquistas ajudam a entender por que Matos é o que é. Declarações de grandes nomes como Blaze Bayley, Kai Hansen e Rob Halford enriquecem ao comprovar a magnitude de Matos e do Angra. Quem diria que em 1998 o Angra ajudaria no impulsionamento da carreira solo de Bruce Dickinson?
Sucesso no Japão e na França, além do Brasil, o Angra infelizmente foi vítima de desencontros e desentendimentos que foram se acumulando ao longo dos anos. O estopim, uma questão acerca da reprodução e venda dos discos da banda, que na época era de responsabilidade do empresário do grupo, abalaram a confiança. Dessa forma, os depoimentos nos ajudam a entender que diferentes pontos de vista em relação ao caso levaram a ruptura total do Angra no final daquela década. Para Matos, estar bem consigo sempre esteve acima de tudo e não seriam os negócios da música que mudariam a sua conduta. Dentro dele havia coragem suficiente para largar tudo recomeçar novamente. É assim que essa segunda parte se encerra, dando o direcionamento do que veremos no terceiro episódio.
Foto: Chibbas
O nosso maestro deixou um valioso legado musical, agora eternizado por essa obra, que nas palavras do jovem expectador Daniel Cavalcante foi “esclarecedor! Matos mostrou que acima de tudo, o que realmente importava era a sua honra e a sua moral!”. Assista!